RTP e Sport TV chegam a acordo para canais internacionais a começar hoje

A RTP e a Sport TV chegaram a acordo para continuar a transmitir um jogo por jornada da I Liga de futebol nos próximos dois anos nos canais internacionais da RTP, anunciou hoje a Sport TV.

No âmbito deste acordo, será transmitido já hoje o jogo entre o F.C. Porto e o Chaves que está marcado para começar às 21h30 (horas em Paris).

A I Liga de futebol de 2022/23 arrancou em 05 de agosto, sem que tivesse sido transmitido qualquer jogo nos canais internacionais da RTP, à semelhança do que acontecia nos anos anteriores.

No início do mês passado, fonte oficial da RTP adiantou à Lusa que estavam a decorrer negociações e hoje a Sport TV anunciou que tinha sido alcançado um acordo.

Ficou assim acordado que, à semelhança dos anos anteriores, será transmitido um jogo em cada uma das 34 jornadas da I Liga de futebol nos canais internacionais da estação pública de televisão.

“Este acordo é importante, porque permite satisfazer as nossas comunidades de emigrantes em todo o mundo e todos os que seguem a partir de África a transmissão dos jogos das equipas portuguesas, cumprindo ao mesmo tempo os objetivos de sustentabilidade da situação económica e financeira da RTP”, afirmou o presidente da RTP, Nicolau Santos, em comunicado hoje enviado para as redações.

O presidente acrescentou ainda que deseja “esta parceria se mantenha por muitos e longos anos com benefícios para as duas partes”.

O presidente executivo da Sport Tv, Nuno Ferreira Pires, salientou que a estação “fez todos os esforços para assegurar que os pedidos dos emigrantes não ficassem sem resposta, garantindo uma solução concreta e realista aos desafios financeiros apresentados pela RTP que pudesse cumprir o objetivo de levar o melhor do futebol nacional a todos os portugueses emigrantes espalhados pelo mundo”.

“Acima de tudo não poderíamos jamais deixar que os emigrantes não pudessem ter acesso a um dos conteúdos mais importantes para eles, o futebol nacional”, acrescentou Nuno Pires, em comunicado.

No passado mês de agosto, também o Presidente da República defendeu ser importante para os portugueses no estrangeiro acompanharem o desporto em Portugal.

“Há a noção de que esse é um ponto que é importante para muitos portugueses, ou seja, acompanhar o que se passa em Portugal, não apenas do ponto de vista noticioso, mas também no plano desportivo”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, após uma visita de duas horas à Feira do Livro do Porto.

 

Com Agência Lusa.

Ensino do português em França. Continua a circular uma petição em sua defesa. Passagem de Nível

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo 11/09/2022. Das 12h às 14h

Destaques:

-Continua a circular uma petição dirigida ao Presidente Emmanuel Macron e ao ministro da Educação Pap Ndiaye, para a salvaguarda do ensino da Língua Portuguesa no âmbito do currículo escolar francês.
Convidada: Martine Fragoas, membro do CA da ADEPBA, enseignante agrégée de portugais e do Colectivo pela defesa da língua portuguesa na Nouvelle Aquitaine

-A situação dos trabalhadores consulares e das missões diplomáticas objecto de negociações entre o STCDE e o MNE. O PCP também interpelou o Governo sobre a mesma questão
Convidadas:
Rosa Teixeira Ribeiro, Secretária-geral do Sindicato dos trabalhadores consulares e das missões diplomáticas no estrangeiro (STCDE)
Paula Santos, líder Parlamentar do PCP na Assembleia da República.

Rentrée escolar: falta de professores, tarifas das cantinas, taxe foncière… os municípios confrontados com uma grave situação
Convidados:
Laurent Jeanne, Maire de Champigny-sur-Marne (94)
Michel Damiati, Maire de Crosne (91)

-Livro: Folles mélancolies, de Teresa Veiga, éditions Chandeigne
Convidada:
Ana Torres, tradutora do livro

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Programa com redifusão na noite de 4ª para 5a feira, entre as 0h00 e as 2h00

Reino Unido: Rei Carlos III recorda a « amada mãe » como “inspiração e exemplo »

Óbito/Isabel II: Rei Carlos III recorda mãe como “inspiração e exemplo ». “Devemos-lhe a mais sentida dívida que qualquer família pode dever à sua mãe pelo seu amor, afeto, orientação, compreensão e exemplo”, disse na sua primeira declaração ao país como monarca, saudando a “vida bem vivida” da “amada mãe ».

whatsapp sharing buttonNuma mensagem transmitida pela televisão, o Rei Carlos III recordou hoje com emoção a mãe, Rainha Isabel II, que morreu na quinta-feira, como uma « inspiração e exemplo » para toda a família real britânica.

Carlos III será proclamado rei neste sábado em Londres.

“Devemos-lhe a mais sentida dívida que qualquer família pode dever à sua mãe pelo seu amor, afeto, orientação, compreensão e exemplo”, disse na sua primeira declaração ao país como monarca, saudando a “vida bem vivida” da “amada mãe ».

Vestindo um fato preto e gravata e sentado ao lado de uma fotografia da Rainha, o Rei recordou na mensagem gravada e transmitida pela televisão o « calor, humor e uma capacidade infalível de ver sempre o melhor das pessoas”.

« Para além da tristeza pessoal que toda a minha família sente, também partilhamos com muitos de vós no Reino Unido, em todos os países onde a Rainha foi Chefe de Estado, na Commonwealth, e em todo o mundo, um profundo sentimento de gratidão pelos mais de 70 anos em que a minha mãe, como Rainha, serviu o povo de tantas nações”, afirmou.

O Rei afirmou que “tal como a própria Rainha fez com tanta inabalável devoção », também se compromete, durante o tempo de vida que lhe resta, a « defender os princípios constitucionais no coração » do Reino Unido.

A Rainha Isabel II morreu aos 96 anos no Castelo de Balmoral, na Escócia, após mais de 70 anos do mais longo reinado da história do Reino Unido.

Elizabeth Alexandra Mary Windsor nasceu em 21 de abril de 1926, em Londres, e tornou-se Rainha de Inglaterra em 1952, aos 25 anos, na sequência da morte do pai, George VI, que passou a reinar quando o seu irmão abdicou.

Após a morte da monarca, o seu filho primogénito assume aos 73 anos as funções de rei como Carlos III.

Alfa/ com Lusa (adaptação Alfa)

Rei Carlos III reúne hoje com primeira-ministra e fala ao país

Com Lusa

O Rei Carlos III regressa hoje a Londres, de Balmoral na Escócia, onde a mãe, rainha Isabel II morreu na quinta-feira aos 96 anos, para ter a primeira audiência em funções com a primeira-ministra britânica Liz Truss.

O novo monarca britânico e a rainha consorte, Camilla, pernoitaram no Castelo de Balmoral, onde a Rainha morreu aos 96 anos de idade, supervisionada por médicos e rodeada por membros da família real.

Espera-se que o Carlos III se encontre com Truss na chegada a Londres, bem como com o marechal Conde Edward Fitzalan-Howard, o responsável pela preparação funeral da sua mãe e da proclamação do rei, a fim de aprovar o horário para os próximos dias.

Pelas 18:00, o rei deverá fazer a primeira comunicação televisiva para manifestar ao país o compromisso no cumprimento dos deveres como novo chefe de Estado e prestar homenagem à mãe e soberana. 

A duração exata do período de luto nacional, que deverá variar entre 10 e 12 dias, até à realização do funeral, deverá ser confirmada pelo Governo ainda hoje, devendo um feriado ser declarado no Reino Unido nesse dia.

Entretanto, hoje, às 12:00, a Abadia de Westminster, Catedral de São Paulo e outras igrejas do país vão assinalar a morte de Isabel II com um toque de sinos em uníssono, devendo ser tocadas 96 badaladas, uma por minuto marcando a idade da rainha.

Às 13:00, para marcar a morte da Comandante Suprema das Forças Armadas, terá lugar uma salva de 96 tiros de canhões em Hyde Park (Londres), Torre de Londres, em Belfast, Cardiff e Edimburgo e no estrangeiro.  

Para além destes eventos, as duas Câmaras do Parlamento, a dos Comuns (baixa) Comuns e a dos Lordes (alta) vão interromper os trabalhos normais e realizar uma sessão especial única com início ao meio-dia e duração de dez horas, até às 22:00, onde a primeira-ministra e deputados farão intervenções em homenagem a Isabel II.

Também esta será realizada uma cerimónia religiosa na Catedral de São Paulo de homenagem à monarca com a presença de figuras de Estado

Elizabeth Alexandra Mary Windsor nasceu em 21 de abril de 1926, em Londres, e tornou-se Rainha de Inglaterra em 1952, aos 25 anos, na sequência da morte do pai, George VI, que passou a reinar quando o seu irmão abdicou.

O reinado de 70 anos foi o mais longo da história do Reino Unido, sucedendo-lhe o filho primogénito de 73 anos como Rei Carlos III.

Agir lança álbum acústico « Cantar Carneiros » em registo « mais verdadeiro que perfeito »

Com Lusa

O novo álbum de Agir, “Cantar Carneiros”, é lançado hoje, deixando de lado a eletrónica e criando, em registo acústico e com outros artistas convidados, algo “mais verdadeiro do que perfeito”, segundo o criador.

Com capa assinada pelo artista plástico Bordalo II, sobre uma fotografia de Arlindo Camacho, esta nova criação musical conta ainda com convidados como Bárbara Tinoco, Tainá, Milhanas e a atriz Isabel Ruth.

O músico de 34 anos decidiu, neste novo álbum, colocar de parte a música eletrónica, optando por um registo totalmente acústico pela primeira vez, depois de algumas experiências semelhantes, como no EP “Alma Gémea”, de 2013.

“A opção foi tomada com base na tentativa de fazer algo que não tivesse explorado tanto, até para me estimular e experimentar coisas novas”, disse o músico, em entrevista à agência Lusa.

O próprio processo criativo dos 11 temas de “Cantar Carneiros” foi diferente: “Eu costumo sempre começar pela canção primeiro, e a letra é a última a vir. Aqui foi ao contrário. Escrevi os poemas todos primeiro, e depois é que os musiquei”.

Bernardo Costa, conhecido como Agir, começou a gravar a própria música aos 12 anos, e também tem composto para nomes como Mariza, Rita Guerra, Mafalda Sacchetti, bem como o pai, Paulo de Carvalho.

No novo álbum, há ainda o contributo de artistas convidadas, além da artista Milhanas, com quem trabalha pela primeira vez, nomeadamente Bárbara Tinoco, que assina a letra de “Morada” e Tainá em “Tem Mais”, enquanto a atriz Isabel Ruth criou “Madalena”.

A colaboração com a atriz surgiu através de Paulo de Carvalho, que lhe sugeriu ouvir composições de Isabel Ruth. A atriz acabaria por escrever letra e música daquele tema, que é “autobiográfico”, relatou o músico à Lusa.

 

 

“Constelações” (que pode ouvir acima), “Olhos da alma”, “Mesa para dois”, “Prescrever”, “Quero-te” e “A prestações” são outros temas do álbum, recheado de “crónicas” do quotidiano do artista.

Os temas falam, por exemplo: “Do bom que é ter alguém, e um sítio para onde voltar – a que chamamos casa – das pequenas discussões saudáveis que existem, como quando a minha mulher quis mudar os móveis de lugar e a casa toda, e eu acho que as coisas estão ótimas como já estão…”.

“São coisas que não deixam de ser importantes, mas mundanas, do dia-a-dia, que eu vivi, e que, provavelmente, muita gente vive. Essa foi a premissa do álbum”, descreveu o músico.

Atravessado por muitos sentimentos e reflexões, “Cantar Carneiros” também brinca com tipos de produções audiovisuais, no tema “Nas novelas”, fazendo uma sátira a clichés como “o bom e o mau irmão, o pequeno-almoço perfeito, ou o casamento no final”.

Entrar num formato totalmente acústico foi também o resultado da vivência do tempo inédito da pandemia: “Deu-me oportunidade para parar. Felizmente, antes estava com muito trabalho, mas quando estamos em velocidade de cruzeiro não temos tempo nem distanciamento para refletir, aprofundar algumas coisas”.

O tempo “parado” deu a Agir “o distanciamento para maturar algumas ideias” e usar métodos fora do habitual no processo criativo, debruçando-se mais sobre as letras das canções, recordou.

“A pandemia permitiu-me sair um bocado da minha bolha e das coisas que eu gosto muito de fazer, mas que não me deixam tempo para pensar que o mundo não sou só, e existe muito mais do que as coisas que eu faço”.

Ainda sobre a opção totalmente acústica do novo trabalho, explicou que por criar habitualmente muita música eletrónica, de “tempos a tempos”, sente “vontade de pôr de lado, e explorar aquilo que também dão os instrumentos”, como flauta, acordeão, contrabaixo, violino, trompa, violoncelo, entre outros tocados no álbum.

O músico sentiu também vontade de arriscar num trabalho que tentou que “fosse muito mais verdadeiro do que perfeito, onde se assumisse até o possível erro”, disse à Lusa.

“Costumo editar muito os instrumentos e as vozes, e aqui foi tudo gravado ao primeiro e ao segundo ‘take’, a assumir um possível erro que tivesse, mesmo as próprias fotografias e vídeos foram feitos em analógicos”, apontou o autor de 34 anos, nascido em Lisboa.

Diogo Clemente, Alexandre Frazão, Rodrigo Correia, Pedro Santos, Elmano Coelho, Manuel Oliveira, Ana Pereira, Romeu Madeira, Tatiana Leonor, Tiago Mirra, Ruben da Luz e Ricardo Alves são alguns dos intérpretes dos instrumentos tocados em “Cantar Carneiros”.

PASSAGE À NIVEAU – 4 SEPTEMBRE 2022

« Passagem de nível » na Rádio Alfa 

Apresentação e Coordenação: Artur Silva         

Domingo 04 de Setembro 2022

Entre as 12h00 e as 14h00

Aqui fica a emissão.

Venda de mais de 50% da TAP. Franceses e alemães favoritos na corrida à privatização

As companhias Lufthansa e Air France/KLM são as candidatas mais fortes à aquisição da TAP, que vai ser privatizada com a venda de mais de 50%.

Há outras companhias interessadas, designadamente a espanhola Ibéria e a britânica British Airways, mas os alemães e os franceses aparecem como favoritos.

Com efeito, segundo informa o jornal Expresso na sua edição deste fim de semana, o Governo quer arrancar com venda de mais de 50% da transportadora este ano.

De acordo com este jornal, dentro do Executivo português « há quem admita que não haverá resistência em vender uma percentagem perto dos 100% ».

A crise da TAP acentuou-se nos últimos anos e « a companhia está a revelar-se um dossiê difícil para o Governo, com muita exposição mediática », conclui o Expresso.

Sporting de Braga entra a vencer na Liga Europa na deslocação a Malmö

O Sporting de Braga entrou hoje a ganhar na Liga Europa de futebol, ao vencer por 0-2 na visita aos suecos do Malmö, na primeira jornada do Grupo D da competição.

No Estádio Eleda, em Malmö, Bruno Rodrigues inaugurou o marcador, aos 30 minutos, e Ricardo Horta, de grande penalidade, aos 70, fechou o resultado.

Graças ao triunfo de hoje, o Sporting de Braga lidera o Grupo D, com três pontos, os mesmos dos belgas do Union Saint-Gilloise, que hoje derrotaram os alemães do Union Berlim, próximos adversários dos bracarenses, por 1-0, no outro jogo da ‘poule’.

 

Com Agência Lusa.

Morreu Isabel II. « Choramos profundamente a morte de uma soberana adorada e uma mãe muito amada »

Foto de abertura da LUSA

Morreu a rainha Isabel II, a monarca com o reinado mais longo (70 anos) da monarquia britânica.

O novo rei, Carlos, emitiu ao fim da tarde de hoje um comunicado. O monarca passará a noite em Balmoral, onde morreu a mãe, Isabel II, e regressará a Londres sexta-feira.

“A morte da minha querida mãe, Sua Majestade, a rainha, é um momento de enorme tristeza para mim e para todos os membros da minha família. Choramos profundamente a morte de uma soberana adorada e uma mãe muito amada. Sei que a sua perda será duramente sentida em todo o país, nos reinos e na Commonwealth, e por incontáveis pessoas em todo o mundo.

Durante este período de luto e mudança, a minha família e eu teremos o conforto e o apoio de conhecer o respeito e o profundo afeto que tantos tinham pela rainha.”

A notícia do falecimento da rainha de 96 anos de idade foi avançada ao fim da tarde pela agência AP.

A Rainha morreu dois dias depois de ter empossado a nova chefe de Governo, o 15.º primeiro-ministro do seu reinado. Carlos tem os familiares mais próximos ao lado e já é rei do Reino Unido e de outros 14 países.

 

Numa mensagem ao Rei Carlos, o Presidente português manifestou hoje « profunda e sincera consternação » pela morte da rainha do Reino Unido, Isabel II, e elogiou o seu « exemplo de coragem » e « inabalável sentido de serviço público », numa mensagem ao rei Carlos.

Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontra em Brasília para as comemorações do bicentenário da independência do Brasil, fez publicar no sítio oficial da Presidência da República na Internet uma mensagem de condolências já dirigida ao novo rei, Carlos.

« Foi com profunda e sincera consternação e com um imenso pesar que tomei conhecimento do falecimento de sua majestade a rainha Isabel II. Neste momento de luto e de dor, apresento a vossa majestade e a toda a família real, bem como a todos os britânicos, em nome do povo português e no meu próprio, os meus sinceros pêsames, transmitindo os meus profundos sentimentos pela perda sofrida », lê-se na mensagem.

Segundo o chefe de Estado, Isabel II « permanecerá para todos um exemplo de coragem, de dedicação, de estabilidade e de inabalável sentido de serviço público, como o foi ao longo dos seus mais de 96 anos de vida e 70 anos de reinado ».

« Para Portugal e para todos os portugueses perdurarão na memória de cada um de nós, com inquestionável carinho e apreço, as visitas que a rainha Isabel II realizou ao nosso país, em 1957 e 1985. Para mim, pessoalmente, não poderei esquecer a honra do encontro mantido aquando da minha deslocação a Londres, já em 2016 », acrescenta.

Marcelo Rebelo de Sousa declara-se « confiante nos históricos e inquebrantáveis laços de amizade que unem e continuarão a unir Portugal e o Reino Unido, renovo as minhas mais sentidas e sinceras condolências » e despede-se do rei Carlos expressando a « maior estima e consideração pessoal ».

 

Já o Presidente Macron lembrou monarca que uniu a nação britânica durante mais de 70 anos

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O Presidente francês, Emmanuel Macron, destacou que a rainha Isabel II “incorporou a continuidade e a unidade da nação britânica por mais de 70 anos”, salientando também a amizade com França.

“Recordo-me de uma amiga da França, uma rainha de copas que marcou para sempre seu país e o seu século”, sublinhou o chefe de Estado francês numa nota na rede social Twitter.

Numa outra publicação momentos antes, Emmanuel Macron publicou uma foto da monarca.

« Morreu pacificamente »

A rainha Isabel II morreu hoje aos 96 anos no Castelo de Balmoral, na Escócia, foi anunciado através da rede social Twitter da família real.

“A rainha morreu pacificamente em Balmoral esta tarde. O Rei e a Rainha Consorte permanecerão em Balmoral esta noite e voltarão a Londres amanhã [sexta-feira]”, acrescenta a mensagem, numa referência a Carlos e Camila.

A notícia foi conhecida após membros próximos da família real terem viajado hoje subitamente para Balmoral para estar com a rainha após um comunicado dando conta da preocupação dos médicos com o estado de saúde da monarca de 96 anos.

Além dos quatro filhos – príncipes Carlos, Ana, André e Eduardo -, também se encontram em Balmoral o neto, príncipe William.

Os sinais do declínio da saúde tinham sido evidentes, desde o uso regular de bengala ou de um carro de golfe numa visita ao festival de jardinagem Chelsea Flower Show em maio ao pedido ao filho Carlos e neto William para conduzirem em nome dela a abertura oficial do Parlamento em maio.

A rainha voltou a aparecer publicamente no início de junho, durante as celebrações do Jubileu de Diamante, e no final do mesmo mês, quando tomou parte na Cerimónia das Chaves no Palácio de Holyroodhouse, em Edimburgo, quando iniciou as tradicionais férias de verão na Escócia.

No início desta semana, o Palácio de Buckingham invocou “problemas de mobilidade” para determinar que as audiências na terça-feira com o primeiro ministro cessante Boris Johnson e a sucessora, Liz Truss, tivessem lugar em Balmoral, a cerca de 800 quilómetros.

A notícia dos problemas graves de saúde da Rainha começou a ser divulgada esta manhã, designadamente nestes termos, aqui, na Rádio Alfa: 

 

 

 

Médicos da Rainha Isabel II preocupados com o seu estado de saúde. O seu filho e herdeiro do trono, Charles, e o neto William foram ter com Isabel II à residência de Balmoral e os membros mais próximos da família real estão a ser informados sobre o estado de saúde da monarca, segundo fontes oficiais.

 

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Alfa/com Lusa (adaptação Alfa)linkedin sharing button
whatsapp sharing buttonOs médicos da Rainha Isabel II estão preocupados com o seu estado de saúde, anunciaram hoje os serviços do palácio real, depois de já na quarta-feira a monarca ter cancelado um evento, por sugestão médica.

« Após uma nova avaliação esta manhã, os médicos da Rainha estão preocupados com a saúde de Sua Majestade e recomendaram que ela permaneça sob supervisão médica. A Rainha continua a sentir-se confortável e em Balmoral », uma propriedade na Escócia, revelou o palácio numa breve declaração.

O seu filho e herdeiro do trono, Charles, e o neto William foram ter com Isabel II à residência de Balmoral e os membros mais próximos da família real estão a ser informados sobre o estado de saúde da monarca, segundo fontes oficiais.

A Rainha Isabel II, de 96 anos, adiou uma reunião na quarta-feira depois de os seus médicos a terem aconselhado a descansar, divulgou o Palácio de Buckingham.

« Depois de um dia agitado ontem ( erça-feira), Sua Majestade aceitou esta tarde » o conselho para descansar dado pelos seus médicos, explicou um porta-voz do Palácio.

Na terça-feira, a Rainha recebeu na sua residência escocesa o primeiro-ministro cessante, Boris Johnson, que foi apresentar a sua demissão, e depois Liz Truss, a quem nomeou oficialmente primeira-ministra.

Ao ritmo atual, mulheres só alcançarão igualdade de direitos daqui a 286 anos

Por Lusa

A paridade na força de trabalho não será alcançada nos próximos 140 anos e que « é provável que demore 40 anos para alcançar a igualdade de representação nos parlamentos de todo o mundo ».

ONU Mulheres alertou esta que, com o atual ritmo de progresso, levará 286 anos para que as mulheres tenham os mesmos direitos e proteções legais que os homens.

« Pode levar até 286 anos, quase três séculos, para que as mulheres tenham os mesmos direitos e proteções legais que os homens », salientou a vice-diretora-geral da ONU Mulheres, Anita Bhatia, durante uma conferência de imprensa que serviu para apresentar o relatório sobre a matéria.

Durante o seu discurso, Bhatia insistiu que « ao ritmo atual de progresso, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do objetivo 5 [focado na igualdade de género] podem levar décadas, e até séculos, para se materializarem ».

Além disso, sublinhou que « a paridade na força de trabalho não será alcançada nos próximos 140 anos » e que « é provável que demore 40 anos para alcançar a igualdade de representação nos parlamentos de todo o mundo », caso não ocorram melhorias.

O relatório apresenta que as mulheres perderam cerca de 800.000 milhões de dólares em rendimentos em 2020 devido à pandemia de Covid-19 e que, apesar de « um aumento em algumas partes do mundo, a sua participação nos mercados de trabalho será menor em 2022 do que antes da pandemia ».

O estudo estima também que até ao final deste ano haverá 383 milhões de mulheres e meninas a viverem abaixo do limiar da pobreza e 386 milhões de homens e meninos nessa situação.

Anita Bhatia alertou ainda para a existência de vários fatores « que agravam um panorama já sombrio para a igualdade de género », como as consequências da pandemia de Covid-19 ou a atual crise alimentar, financeira e de combustíveis.

« A guerra em curso na Ucrânia está a piorar a insegurança alimentar, limitando a oferta de trigo, fertilizantes e combustível e impulsionando a inflação. Cerca de 36 países dependem da Rússia e da Ucrânia para mais de metade das suas importações de trigo, incluindo nações afetadas por conflitos como o Sudão, Síria e Iémen », pode ler-se no relatório da ONU Mulheres.

Maria-Francesca Spatolisano, adjunta do secretário-geral da ONU para a coordenação de políticas, sublinhou na conferência de imprensa que « a igualdade de género é a base para alcançar todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ».

Já a diretora de programa da Organização para o Meio Ambiente e Desenvolvimento das Mulheres (WEDO), Katie Tobin, destacou que o relatório reconhece que mulheres e meninas, especialmente em todo o sul global, são afetadas significativa e desproporcionalmente pela crise climática e pela destruição ambiental ».

Para Tobin, a situação « tem suas raízes na discriminação sistémica e nas desigualdades estruturais » sofridas pelas mulheres.

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