Conferência/Paris SG. A resposta e as gargalhadas de Galtier partilhadas com Kylian Mbappé não caíram bem em França

A ministra do Desporto francesa, Amélie Oudéa-Castéra, contactou a direção do Paris Saint-Germain a propósito da recente questão em torno da poupança de recursos e das viagens de avião, mesmo em percursos pequenos.

De acordo com o site RMC Sport, a abordagem foi estabelecida depois da frase irónica do treinador Christophe Galtier sobre os meios em que a equipa se desloca. O presidente da rede TGV desafiou o clube a usar mais o comboio, mas Galtier optou pela ironia, dizendo que o clube estudava deslocações em ´Char à voile´

Veja o momento:

 

O governo não gostou e recordou que o comboio é uma opção válida, como fazem por exemplo o Bétis em Espanha, o Liverpool em Inglaterra ou a Juventus em Itália.

O ministro da Economia, Bruno Le Maire, deixou críticas: «Adoro Mbappé, pode acontecer a qualquer um começar a rir no momento errado. E penso que este foi o momento errado para rir. Devemos levar as questões climáticas a sério».

Também a presidente da câmara de Paris, Anne Hidalgo, deixou um recado: «Não, não se pode responder assim. Vamos acordar rapazes?»

 

 

 

Com RMC Sport, Loopsider, abola.

Tri-campeão mundial júnior de natação regressou a Portugal

Diogo Ribeiro já regressou a Portugal. O tri-campeão mundial júnior de natação foi recebido no aeroporto de Lisboa pela equipa, amigos e família.

À comunicação social admitiu que os resultados agora conseguidos é uma « boa motivação para trabalhar para o futuro ».

«Estava à espera de conquistar quatro medalhas, com os 100m livres, mas se calhar não as três de ouro. Serve de grande motivação para o futuro, que espero que continue a ser brilhante, com uma medalha nos Jogos Olímpicos», disse o jovem de 17 anos, que não deixou de recordar:

«Há um ano estava numa cama sem me mexer e agora estou melhor que nunca. Vamos ver se consigo manter a minha mente focada.»

Sobre novos objetivos o jovem de 17 anos não se considera « um prodígio da natação » e vai continuar a « trabalhar de forma igual ».

 

Com RTP/aBola.

Operação ao joelho direito de Paul Pogba « correu bem »

A operação ao joelho direito do internacional francês Paul Pogba, que joga na Juventus, adversário do Benfica na Liga dos Campeões de futebol, “correu bem”, seguindo-se um período de recuperação cuja extensão é para já desconhecida.

“Esta noite, Pogba submeteu-se a uma meniscotomia externa artroscópica e a intervenção, levada a cabo por Roberto Rossi com a presença do médico da Juventus Luca Stefanini, que foi perfeitamente bem-sucedida”, pode ler-se numa nota da ‘Juve’.

Pogba decidiu ser operado, revelou hoje o treinador Massimiliano Allegri, arriscando falhar o Mundial de futebol, no Qatar, na qual a França defende o título conquistado em 2018.

Lesionado desde julho, no menisco lateral do joelho direito, Pogba começou por não optar pela cirurgia, procurando outras abordagens para o seu problema, para manter intactas as hipóteses de ser selecionado para o Mundial, agendado de 20 de novembro a 18 de dezembro.

O jogador tinha iniciado esta semana a corrida nos campos de treino do clube de Turim.

No início de agosto, a escolha de tratamento foi de ‘terapia conservadora’, prevista para cinco semanas, com uma parte em piscina e ginásio e outra em trabalho atlético no terreno.

Pogba, presença habitual na seleção de Didier Deschamps (tem 91 seleções e 11 golos), não joga pelos ‘azuis’ desde 29 de março, no particular em que derrotaram a África do Sul, por 5-0.

 

Com Agência Lusa e RTP.

Brasil, 200 anos da independência. Marcelo tem encontro marcado com Bolsonaro

Marcelo tem encontro marcado com Bolsonaro em Brasília

 

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O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, tem encontro marcado com o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, hoje em Brasília, onde irá participar nas comemorações dos 200 anos da independência do Brasil.

Em julho, Jair Bolsonaro cancelou um almoço para o qual tinha convidado Marcelo Rebelo de Sousa, em Brasília, decisão que tornou pública pela comunicação social e justificou com o facto de o Presidente português se reunir antes em São Paulo com o antigo chefe de Estado brasileiro Lula da Silva.

De acordo com o programa da deslocação de Marcelo Rebelo de Sousa ao Brasil, que hoje se inicia, os dois chefes de Estado terão um curto encontro bilateral pelas 18:30 locais (22:30 em Lisboa), no Palácio Itamaraty, com duração prevista de quinze minutos.

Segundo a Presidência da República Portuguesa, Jair Bolsonaro irá receber no mesmo formato os outros chefes de Estado de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) presentes em Brasília.

As comemorações do bicentenário da independência do Brasil acontecem quando está em curso a campanha oficial para as eleições presidenciais brasileiras de 02 de outubro, com uma eventual segunda volta em 30 de outubro, às quais são candidatos, entre outros, Jair Bolsonaro e Lula da Silva.

Augusto Santos Silva, a segunda figura do Estado português, estará igualmente em Brasília para as comemorações do bicentenário da independência do Brasil, a convite do presidente do Senado Federal brasileiro, Rodrigo Pacheco.

Marcelo Rebelo de Sousa, que viaja hoje de manhã de Lisboa para Brasília, ficará no Brasil até sexta-feira, com passagem também pelo Rio de Janeiro.

O Presidente da República esteve no Brasil há dois meses, entre 02 e 04 de julho, para assinalar o centenário da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, no Rio de Janeiro, e para a inauguração da Bienal do Livro de São Paulo, que teve Portugal como país homenageado.

O programa dessa visita iria terminar em Brasília, com um almoço com o Presidente do Brasil, que foi cancelado por Jair Bolsonaro.

Face à atitude do seu homólogo, Marcelo Rebelo de Sousa começou por manter o seu programa, aguardando uma comunicação por escrito, e depois desistiu de ir a Brasília, mas sempre desdramatizando este episódio e o seu impacto nas relações bilaterais.

Ao mesmo tempo, deu como certo o seu regresso ao Brasil em setembro para as comemorações do bicentenário da independência: « O Senado já me convidou para eu ser o orador convidado. Mas vem comigo o presidente do parlamento português [Augusto Santos Silva], e virá comigo o Governo, para mostrar que os órgãos de soberania todos cá estarão nesse momento fundamental », declarou na altura.

Macron disponível para trabalhar com « aliados e amigos » como a nova PM britânica Liz Truss

Macron disponível para trabalhar com « aliados e amigos » como com a nova primeira-ministra britânica Liz Truss

 

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whatsapp sharing buttonO Presidente francês, Emmanuel Macron, assegurou ontem que a França está « disponível para trabalhar entre aliados e amigos » com a nova primeira-ministra britânica, Liz Truss.

« Digo bem-vinda a Liz Truss. Expresso-lhe todas as felicitações da França e estamos disponíveis para trabalhar entre aliados e amigos », declarou o chefe de Estado francês em conferência de imprensa.

Questionada há duas semanas sobre se Emmanuel Macron era « amigo ou inimigo », numa reunião do partido conservador, Truss recusou-se então a responder. « O júri ainda está a deliberar », respondeu a então chefe da diplomacia britânica.

Emmanuel Macron reagiu no dia seguinte dizendo que o Reino Unido era « uma nação amiga, forte e aliada, independentemente dos seus líderes, e às vezes apesar e além dos seus líderes ou dos pequenos erros que podem cometer em observações de palco ».

« Nunca é bom perder o rumo na vida. Se me fizerem a pergunta (…), quem quer que seja que venha a assumir a liderança, não me pergunto nem por um segundo. O Reino Unido é amigo da França », insistiu Macron.

Hoje, Macron destacou a « cooperação energética » entre os dois países, nomeadamente em matéria nuclear, com a construção pela empresa estatal EDF de dois reatores em Hinkley Point.

De uma forma geral, « temos os mesmos valores, temos uma história de amizade, estamos a enfrentar desafios comuns », disse Macron, citando em particular a defesa « dos valores da democracia, ao lado da Ucrânia » ou « a batalha das alterações climáticas ».

« Esta é a verdadeira agenda, o resto é a espuma dos dias », frisou o chefe de Estado.

Portugal/Crise. António Costa apresenta medidas para apoiar as famílias

O Primeiro-ministro, António Costa, apresentou nesta segunda-feira, 05, ao princípio da noite, oito medidas para combater a inflação e apoiar as famílias.

As oito medidas, que entrarão em vigor muito rapidamente foram apresentadas depois de um Conselho de Ministros extraordinário sobre o custo de vida e visam apoiar os rendimentos das famílias e são estas:

  • 125€ por pessoa com rendimento bruto mensal até 2.700€;
  • 50€ por criança/jovem (para todos os dependentes até aos 24 anos), independentemente do rendimento da família;
  • 50% de pensão extraordinária para todos os pensionistas com atualização de pensões;
  • Vai ser proposto à Assembleia da República que o IVA da eletricidade baixe de 13% para 6%, a partir de outubro de 2023 e até dezembro de 2023;
  •  A transição para o mercado regulado do gás vai permitir um desconto de 10% nas faturas;
  • Até ao final do ano vai estar suspensa a taxa de carbono e a devolução aos cidadãos da receita adicional de IVA nos combustíveis. Em cada depósito de 50 litros, os consumidores pagarão menos 16€ em gasóleo e menos 14€ em gasolina;
  • Atualização máxima do valor das rendas vai ser de 2%, com compensação do IRS/IRC dos senhorios;
  • Os preços dos transportes vão ser congelados, sendo assim mantido o preço dos passes urbanos e das viagens da CP em 2023.
  • Segundo o Governo, outras medidas serão apresentadas e pormenorizadas nos próximos dias, designadamente para as pessoas sem rendimentos ou que não pagam impostos.

 

Ligação próxima entre PSG e Portugal é motivo de « orgulho » para Al-Khelaifi

O presidente do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi, manifestou hoje « orgulho » pela ligação do clube francês a Portugal e prometeu que a relação entre a instituição que comanda e o país continuará a estreitar-se.

O empresário, CEO do QSI, fundo de investimentos ligado ao governo do Qatar, país do qual é natural, participou como orador por videoconferência no fórum Football Talks, organizado pela Federação Portuguesa de Futebol na Cidade do Futebol, em Oeiras, e mostrou-se otimista sobre o futuro da modalidade.

“Estamos muito otimistas, o futuro do futebol é brilhante. Acho que o futebol em si tem a sua cultura, é algo tradicional, mas devemos pensar fora da caixa. Temos de ser mais criativos. Mesmo durante o período de covid-19, os jogos foram um grande sucesso,” lembrou Al-Khelaifi.

O líder do clube parisiense deixou evidente o seu profundo respeito por Portugal e o seu futebol: “O PSG sempre incluiu Portugal e os portugueses – uma das nossas lendas está aí na conferência convosco, Pauleta, um dos grandes pontas-de-lança da história do nosso clube. Temos o Danilo e vários outros jogadores portugueses, há uma ligação forte com Portugal e sentimos orgulho nisso, » salientou.

“Portugal tem um número impressionante de talentos. Vocês ganharam o Europeu de 2016, foram à final do Europeu de 2004… são um dos melhores países da Europa, sem dúvida, e a ligação vai ficar mais forte,” prometeu Nasser Al-Khelaifi.

O responsável máximo pelo PSG vincou ainda a sua posição contra o projeto da Superliga Europeia, que apelidou de « Não-Superliga », mostrando-se satisfeito pelo novo modelo apresentado pela Liga dos Campeões, cuja “fórmula já mostrou aumentar em 150% o número de adeptos e está a ser um sucesso enorme ainda antes de a prova começar ».

“Temos de respeitar os adeptos, os media também, o ecossistema do futebol é muito maior do que alguns clubes. Eu e os meus colegas da Associação Europeia de Clubes não somos a favor da Superliga e isso ajuda a proteger os clubes médios e pequenos. É importante que estes continuem a desenvolver-se, que possam jogar a Champions e tornarem-se clubes grandes. Um clube médio ou pequeno pode tornar-se grande de repente” considerou Al-Khelaifi.

Presidente do PSG defende investimento no futebol e apelida dívidas de « perigo »

O presidente dos franceses do PSG, o qatari Nasser Al-Khelaifi, defendeu hoje a importância do investimento no futebol europeu e considerou que as dívidas de alguns clubes são “um perigo » para o futuro da modalidade.

No âmbito da sua intervenção por videoconferência no fórum Football Talks, que tem lugar na Cidade do Futebol, em Oeiras, o empresário natural do Qatar alertou também que “a ameaça da covid-19 continua por aí”, até porque “nem todos os clubes recuperaram totalmente da covid-19”.

“É claro que o efeito foi maior nos clubes mais pequenos, mas estamos todos a aprender. A sustentabilidade é importante e o futebol muda rapidamente, todos trabalham nos investimentos no futebol,” assinalou.

O líder do clube gaulês foi claro: “Fazemos investimentos, não compramos, investimos no futebol porque adoramos futebol, o PSG e os nossos adeptos”.

“O futebol tem de ter investimento e crescer porque os outros desportos estão a investir imenso e se não investirmos no futebol o investimento irá para outros desportos. O novo modelo de desporto que devemos ambicionar envolve a possibilidade de investir”, lembrou o proprietário do PSG.

Nasser Al-Khelaifi defendeu que « durante o período da covid-19 o futebol sobreviveu graças ao investimento » e mostrou-se ainda crítico sobre o modelo de negócio utilizado por outros clubes, que em seu entender poderá prejudicar o futuro da modalidade.

“Vários clubes têm dívidas imensas. Será que é saudável? Há clubes profundamente endividados e isso é um perigo para o futebol,” caracterizou.

O líder dos parisienses pormenorizou que, “no PSG, as redes sociais cresceram de centenas de milhares para mais de 100 milhões”, sendo que “a Liga francesa é mostrada em muitos países”.

“Sinto orgulho disso. Vou a Los Angeles ou a Miami, vejo a camisola do PSG e isso projeta a França. Se temos uma empresa pequena e queremos que ela seja global, temos de investir. Se não o fizermos, os clubes não crescem. Queremos que os clubes médios cresçam e isso melhora a competição,” vaticinou o investidor e empresário.

Por fim, Nasser Al-Khelaifi incentivou a aposta no futebol feminino.

“A diversidade é extremamente importante para nós. Fomos um dos primeiros clubes a investir e acreditar no futebol feminino – começámos a investir em 2011 e a competir em 2012. Vimos o sucesso enorme do Europeu feminino e este ano vai ser também extremamente importante. Tivemos 43 mil adeptos a assistir aos jogos”, recordou, entusiasmado.

Questionado sobre se acredita que o futebol feminino poderá proporcionar lucro, o presidente do PSG e detentor da sociedade que comanda o clube gaulês (QSI) não tem dúvidas.

“Sem dúvida. Vai demorar algum tempo, mas os clubes estão a investir. Precisamos de ter uma Champions feminina competitiva e uma Liga Europa. Temos de focar-nos mais, é onde está o futuro também, embora ainda haja muito para fazer, nomeadamente nas camadas jovens. De certeza que iremos lá chegar,” assegurou.

Com RTP.

UEFA irá ajudar no que puder a candidatura ibérica « vencedora » ao Mundial2030

O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, vê a candidatura conjunta de Portugal e Espanha à organização do Mundial2030 de futebol como “uma licitação vencedora” e prometeu que o organismo fará tudo o que puder para a ajudar.

“Vejo isto como uma licitação vencedora. Faremos o que pudermos para ajudar nessa candidatura. Está na hora de a Europa ser anfitriã do Mundial. Os dois países cheiram a futebol. Temos alguns planos para ajudar e já falámos com o Fernando Gomes e com o Luís Rubiales. Tenho a certeza de que teremos o Mundial em Espanha e Portugal em 2030”, disse, na sua intervenção no fórum Football Talks, através de videoconferência.

No fórum organizado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), o dirigente da UEFA abordou a densidade do calendário das competições futebolísticas, ao considerar que “está perto do limite” e que será preciso encontrar um equilíbrio para ajudar os clubes.

“Os clubes têm de permanecer sustentáveis e, para isso, têm de ter um certo número de jogos. Os que se queixam são os clubes grandes, que jogam mais do que os outros, mas têm 25 jogadores de topo. Devíamos pensar muito seriamente sobre o número de jogos”, frisou o líder do organismo que rege o futebol na Europa, no cargo desde 2016.

A possível criação de uma Superliga europeia foi alvo de polémica, com a UEFA a opor-se totalmente, tendo Ceferin dado o exemplo dos moldavos do Sheriff, que, na última edição da Liga dos Campeões, derrotaram o Real Madrid em pleno Bernabéu.

“As pessoas que pensam que apenas as elites deviam jogar futebol, não pensam que até eles ficariam muito pior. O que muitos não sabem é que a UEFA dá retorno de 95% das receitas aos clubes. Insisto que o sonho se mantenha vivo para todos”, sublinhou.

O atual formato do Campeonato da Europa, com 24 seleções, “não é o formato ideal”, apontou Ceferin, que realçou, contudo, as dificuldades em alterar a prova continental, enquanto frisou o seu contentamento com a “muito bem-sucedida” Liga das Nações.

“Se calhar, 32 seleções seria melhor, mas não sei se podemos mudar isso. Se os dois primeiros classificados se apurassem diretamente, as rondas de qualificação perdiam valor e a competição não seria tão apelativa como devia ser. Estamos a trabalhar nisso com as federações e vamos ver o que o tempo traz. Se quisermos alterar assim uma competição, nunca haverá mais jogos, devido à densidade do calendário”, explicou.

Por último, o esloveno mencionou o sucesso do último Europeu de futebol feminino, com “milhares de bilhetes vendidos”, para o qual a UEFA não esperava “que fosse um sucesso estrondoso”, mesmo sendo das modalidades “de maior ascensão no mundo”.

“Na UEFA, não perdemos dinheiro a investir no futebol feminino e vale a pena investir. Os produtos novos são aqueles em que deveríamos investir, para as televisões e para os patrocinadores, porque é relativamente barato. Tenho a certeza de que qualquer investimento irá ser muito bom”, contou.

O fórum Football Talks decorre entre hoje e terça-feira, na Cidade do Futebol, com um programa vasto que assenta em temas relacionados com os cinco pilares estratégicos identificados no Plano Futebol 2030 da FPF: Infância e Crescimento, Futebol para Todos e Todas, Qualidade do Jogo, Envolvimento e Sustentabilidade do Ecossistema.

 

Com Agência Lusa.

Foto. FPF.

 

 

Jovens portugueses são os europeus que fazem mais planos para ter filhos

Com Lusa

A maioria das gerações mais jovens europeias, como os millennials ou a geração Z, quer constituir família, mas é em Portugal que o desejo de ter filhos se manifesta de forma mais intensa, revela um estudo hoje divulgado.

Segundo os dados da segunda fase do inquérito Merck ‘Sustentável ou nada. O futuro que os millennials e a geração Z da Europa querem’, realizado em 10 países europeus no âmbito das comemorações do ano Europeu da Juventude 2022, 72% das gerações mais jovens europeias quer vir a ter uma família, um valor que em Portugal atinge os 82%

O estudo, que contou com a participação de mais de 6.100 jovens, indica ainda que, em Portugal, 49% dos millennials (entre 25 e 35 anos) querem ter filhos no prazo de três anos.

Os inquiridos portugueses voltam a destacar-se, no conjunto de todos os europeus, como os mais recetivos à realização de tratamentos de fertilidade no caso de dificuldade em conceber naturalmente: oito em cada 10 jovens não hesitariam em fazê-lo, um valor sete pontos percentuais mais alto do que os jovens europeus no seu conjunto.

Quanto ao que estas gerações valorizam quando se trata de constituir família, o estudo mostra que em Portugal é a saúde física e emocional que vem em primeiro lugar para os millenials (98%) e para os que têm entre oito e 23 anos (geração Z, 97%).

O estudo, que em Portugal contou com 612 participantes, diz que em segundo lugar surge o facto de ter o parceiro certo (97% em ambas as gerações) e, em terceiro lugar, ter um emprego « satisfatório e estável » (96% nos millennials e 97% na geração Z).

O inquérito contou com a participação de milhares de jovens entre os 18 e os 35 anos de Portugal, Alemanha, Áustria, Espanha, França, Hungria, Itália, Noruega, Polónia e Reino Unido.

O estudo quis ainda saber se os jovens tinham alguém ao seu cuidado, com 34% dos europeus a responderem de forma afirmativa.

Em Portugal, esta percentagem não vai além dos 26%, o que torna o país (entre os 10 que participaram) no segundo onde menos jovens são cuidadores informais. Na Noruega este valor chega aos 51% e em França aos 43%.

Para aqueles que assumem a tarefa de cuidador informal, o inquérito revela ainda que o mais importante para o desempenho dessa tarefa é a compreensão e a flexibilidade laboral (73%), um valor que volta a colocar os jovens portugueses à frente dos restantes europeus (59%).

Os jovens portugueses destacam ainda a necessidade de apoio material/financeiro (58%) e de apoio psicológico (48%).

Apenas 21% dos jovens em Portugal têm filhos, menos 12 pontos percentuais do que os jovens europeus no seu conjunto. Por geração, quase 30% dos millennials portugueses têm filhos.

Se ao nível da saúde física 55% dos jovens portugueses se consideram bem, ainda que seis pontos percentuais abaixo do conjunto dos jovens europeus, já no que diz respeito à saúde mental o cenário é um pouco diferente: menos de metade (48%) diz ter boa saúde emocional, valor que cai para 42% no caso da geração Z.

Os dados mostram ainda que os jovens europeus encontram um ambiente menos saudável nas redes sociais do que no trabalho ou nos estudos. Além disso, oito em cada 10 dizem ter um ambiente saudável junto das suas famílias e amigos.

Em Portugal, os millennials consideram o ambiente das redes sociais mais saudável do que os jovens da geração Z.

A maioria dos jovens portugueses segue os conselhos de vida saudável dados pelos profissionais de saúde (56%). Tanto a geração Z (20%) como os millennials (26%) portugueses confiam pouco nos influenciadores para este tipo de conselhos.

Seis anos depois do atentado de Nice que fez 86 mortos e 450 feridos começa o julgamento em Paris

Seis anos depois do atentado de Nice começa o julgamento em Paris

 

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Oito acusados no caso do atentado na cidade francesa de Nice em 2016 vão sentar-se a partir de hoje no banco dos réus, entre eles conhecidos do terrorista radical islâmico que fez 86 mortos e 450 feridos.

Cumpria-se mais um feriado do 14 de julho em Nice (sul) em 2016, com o afamado Passeio dos Ingleses cheio de famílias que vinham ver o fogo de artifício, quando um camião aparentemente descontrolado foi direito à multidão e atropelou indiscriminadamente quem estava nesta avenida, onde o trânsito estava cortado à circulação. O atentado foi reivindicado pelo Daesh.

Seis anos depois, na sala originalmente construída para julgar o processo dos atentados do Bataclan, no Palácio de Justiça de Paris, vão ser julgadas oito pessoas ligadas ao autor do atentado, o tunisino Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, de 31 anos, que morreu ao ser baleado pela polícia no local.

Entre os oito acusados há sete homens e uma mulher, suspeitos de associação terrorista, sendo que muitos deles conheciam a progressiva radicalização de Lahouaiej-Bouhlel e o seu fascínio pela jiade, embora aleguem desconhecer o seu plano de atentado.

Metade dos acusados são franco-tunisinos e os outros são albaneses, sendo que estes últimos terão fornecido as armas de fogo usadas no ataque.

Um dos acusados não estará presente, porque fugiu para a Tunísia, e um nono acusado suicidou-se na sua cela, na prisão de Fleury-Mérogis, em junho de 2018. Do lado das vítimas, 865 pessoas constituíram-se como parte civil.

Este foi um atentado que marcou particularmente os franceses, já que foram mortas cerca de 15 crianças e adolescentes.

Muitas crianças que sobreviveram ao ataque sentem até hoje os traumas daquela noite em 2016, tendo sido criada uma célula especial de atendimento em Nice para prestar apoio a estes menores.

Devido ao facto de a maior parte das vítimas estar em Nice, as audiências serão retransmitidas para esta cidade, onde cerca de 500 pessoas vão poder assistir ao julgamento a partir do Palácio de Congressos de Nice.

Tal como no processo do Bataclan, estará disponível uma retransmissão segura em áudio para todas as famílias e vítimas.

O julgamento deve durar cerca de três meses, até às férias do Natal em dezembro.

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