Portugal defronta EUA no encerramento na repescagem para Mundial de râguebi

Portugal vai encerrar o torneio de repescagem para o Mundial de râguebi França2023, no Dubai, frente aos Estados Unidos, adiantou hoje à Lusa uma fonte da Federação Portuguesa de Râguebi (FPR).

O calendário ainda não está definitivamente fechado, uma vez que a World Rugby ainda estará a negociar os horários dos encontros, tendo em vista as transmissões televisivas, mas o alinhamento de jogos será feito de acordo com o ‘ranking’ mundial das seleções participantes.

Nesse sentido, Portugal (20.º classificado do ‘rankink’) inicia a repescagem em 06 de novembro, frente a Hong Kong (22.º), no mesmo dia em que os Estados Unidos (19.º) defrontam o Quénia (33.º).

Na segunda jornada, em 12 de novembro, será a vez de os ‘lobos’ enfrentarem os vice-campeões africanos, enquanto os norte-americanos jogam com a seleção asiática.

No último dia da repescagem defrontam-se, portanto, Portugal e os Estados Unidos, os dois mais bem classificados do torneio no ‘ranking’ mundial, em encontro que, se todas as equipas cumprirem o ‘favoritismo’ ditado pela tabela, irá constituir uma autêntica ‘final’.

O torneio de repescagem final para o Mundial de França2023 disputa-se no Dubai, entre 06 e 18 de novembro, no formato ‘round robin’ (todos contra todos a uma volta), apurando apenas o vencedor.

A equipa que vencer o torneio final de repescagem vai integrar o Grupo C do Campeonato do Mundo, com as seleções de País de Gales, Austrália, Ilhas Fiji e Geórgia.

 

Com Agência Lusa.

Europeus2022: Canoísta Fernando Pimenta vice-campeão em K1 1000

O canoísta Fernando Pimenta sagrou-se hoje vice-campeão da Europa do olímpico K1 1.000 metros em Munique, perdendo o ouro para o seu grande rival Balint Kopasz, da Hungria.

Depois de, há duas semanas, no Canadá, o magiar ter ganhado o título mundial ao português por apenas cinco centésimos de segundo, todas as atenções estavam focadas nas pistas quatro, de Pimenta, e cinco, de Kopasz, que enfrentaram a prova decisiva sob a chuva que tem persistido desde sexta-feira.

Pimenta terminou em 3.31,964 minutos, atrás de Kopasz, que triunfou em 3.29,898, com o belga Artuur Peters a ser terceiro, em 3.32,401.

Nos Jogos Olímpicos, Kopasz foi ouro e Pimenta bronze, com o pódio a ser completo por outro canoísta da Hungria, a maior potência internacional da modalidade, Adam Varga.

Após ter assegurado o bronze em K1 500 metros, na sexta-feira, e a prata hoje, Pimenta tem esta tarde a final do K1 5.000 e no domingo a de K2 1.000, com o jovem João Duarte.

A segunda edição dos campeonatos Europeus multidesportos está a decorrer em Munique até domingo e reúne nove modalidades, estando Portugal representado em sete, nomeadamente atletismo, canoagem, ciclismo, ginástica artística, remo, ténis de mesa e triatlo.

Portugal soma já seis medalhas, designadamente duas de ouro, através de Pedro Pablo Pichardo, no triplo salto, e de Iúri Leitão, no scratch do ciclismo de pista, uma de prata, por Auriol Dongmo, no lançamento do peso, e uma de prata (K1 1000) e uma de bronze (K1 500) do canoísta Fernando Pimenta.

Na paracanoagem, Norberto Mourão garantiu o bronze na classe VL2.

 

 

Com Agência Lusa.

Portugal/Incêndios/Calor. Governo decreta situação de alerta de domingo até terça-feira

PR Marcelo considera adequada decisão do Governo em decretar situação de alerta entre próximo domingo e terça-feira devido ao risco de incêndios.

 

facebook sharing button
twitter sharing buttonAlfa /com Lusa (adaptação Alfa)
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whatsapp sharing buttonO Presidente da República considerou ontem adequada a decisão do Governo em decretar a situação de alerta entre domingo e terça-feira devido ao risco de incêndios.

“Não por uma razão. Quando foi decidido isso [situação de alerta] ainda não havia Ourém [incêndio], em segundo lugar há aqui uma realidade que foi referida hoje que é a renovação dos recursos humanos e dos meios materiais”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas quando questionado sobre se a decisão do Governo era tardia, à margem da Romaria de Nossa Senhora d´Agonia, em Viana do Castelo.

Segundo o Chefe de Estado, é fácil para quem vê de longe dizer pega-se neste veículo e coloca-se ali, mas isso não é instantâneo e demora tempo.

“E daí que tivesse havido esse compasso de espera para permitir o reajustamento do dispositivo, quer humano, quer material”, referiu.

Marcelo Rebelo de Sousa, que pela primeira vez como Presidente da República marca presença nas festas de Viana do Castelo, começou a descer a avenida principal já passavam das 21h (locais) onde, pelo caminho, foi “engolido” e ovacionado pela população ao som da canção de Amália Rodrigues “Havemos de ir a Viana”.

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, anunciou entretanto que o território continental vai estar em situação de alerta entre os dias 21 e 23 de agosto devido ao risco de incêndios.

“Tomámos a decisão de determinar a situação de alerta para os dias 21, 22 e 23 – domingo, segunda e terça-feira, com reavaliação na segunda-feira ao fim do dia, tendo em vista reavaliar a necessidade de manter ou alterar a situação de alerta. Toda esta circunstância se aplica ao território continental”, afirmou o governante, após uma reunião na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide (Oeiras).

Em conferência de imprensa, José Luís Carneiro explicou também que a determinação da situação de alerta durante este período pressupõe “especiais limitações quanto ao uso do fogo, ao uso de máquinas e ao uso de trabalhos agrícolas, bem como no que diz respeito ao acesso aos espaços florestais”, sublinhando que a utilização do fogo é apontada como causa em 54% das ocorrências, aos quais se juntam outros 10% de causas diversas.

Serra da Estrela. Gestão de emergência pós-fogo tem de começar já

Com Lusa

O incêndio que devastou durante quase duas semanas a serra da Estrela e o seu parque natural foi dominado, mas há agora um trabalho que tem de “começar já”, uma gestão de emergência pós-fogo que impeça a erosão.

O incêndio que lavrou na zona da serra da Estrela durante 11 dias, afetando o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), foi considerado dominado na noite de quarta-feira.

Depois da extinção do incêndio, que terá afetado pelo menos um quarto do PNSE (20.000 hectares), como se gerem os terrenos afetados e que medidas devem ser tomadas de imediato?

A Lusa questionou dois especialistas, ambos afirmando que a ação imediata, mais urgente, é impedir que, com as chuvas, terras, pedras e cinzas desçam pelas encostas e provoquem a erosão do solo.

Tal faz-se, dizem, com a própria madeira queimada e o trabalho deve incidir sobre as encostas. E o rio Zêzere deve ser protegido.

Paulo Lucas, especialista em conservação da natureza e biodiversidade, dirigente da associação ambientalista Zero, explicou à Lusa que a estabilização de emergência se destina a criar condições para que quando chover não haja “uma erosão maciça”.

“Há técnicas de engenharia natural para isso, barreiras. Isso tem de ser obrigatoriamente feito, a criação de ´diques´, utilizando mesmo restos de árvores, para conter a erosão e recuperar as linhas de água”, exemplificou.

Para Domingos Patacho, engenheiro florestal e também dirigente de uma associação ambientalista, a Quercus, “nas encostas é preciso fazer contenção com estacaria à curva de nível, usando a madeira ardida, cortada, usando também folhagens e ramos, que formem resistência à passagem de água e impeçam que escorregue tudo (pedras, terras e cinzas) encosta abaixo”.

É preciso perceber, acrescentou Paulo Lucas, que estas áreas já arderam todas muitas vezes, que os solos são pobres (nas encostas) e que é preciso protegê-los, e evitar o arrastar de cinzas para as linhas de água.

E depois é preciso apoiar a regeneração natural. Paulo Lucas disse que vão ser precisas mais árvores, uma “florestação de forma criteriosa”.

Domingos Patacho afirmou que se deve dar prioridade a árvores mais resistentes ao fogo, como o castanheiro ou o carvalho, como o freixo junto das linhas de água, acrescentando que se deve aprender com o incêndio e diversificar a floresta, não apostar só numa ou em duas espécies.

NUNO ANDRÉ FERREIRA/LUSA

O PNSE é uma área de 89.000 hectares que abrange territórios dos concelhos de Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia.

Domingos Patacho estimou que possam ter ardido 20.000 hectares do parque e disse que haverá áreas, nomeadamente as zonas planas, onde vai haver uma regeneração natural já no próximo inverno e que podem ser geridas dentro de um ou dois anos.

E há as outras, as encostas, pobres, onde as árvores seguravam as terras, onde as árvores são agora cinzas e onde as cinzas podem descer com a água, podem ir parar ao rio Zêzere, chegar mesmo a Castelo de Bode, à barragem que fornece água a três milhões de pessoas.

É nessa terra que nascem as árvores, é nela que é preciso manter vegetação, observou.

Domingos Patacho, reafirmando que se trata de um trabalho que tem de começar já, sem esperar por “candidaturas aprovadas”, entende que é imperioso que no futuro próximo se leve vegetação, nomeadamente folhosas, ao PNSE.

E no futuro, contrapôs Paulo Lucas, é preciso também garantir um nível mais baixo de incêndios, porque como atualmente não há “território que resista”.

“Se arde de 10 em 10 anos não vamos ter floresta, vamos ter matos e eucaliptais, porque o pinhal vai desaparecer e o carvalhal, se não for auxiliado, vai demorar muitas décadas a surgir”. E há ainda o perigo, segundo Paulo Lucas, de serem espécies invasoras a surgir nos terrenos ardidos.

É um futuro “terrível” se de cinco em cinco anos arderem 80 mil hectares.

E de um futuro mais próximo, mas também “terrível” fala Domingos Patacho, do futuro do queijo da serra da Estrela, do futuro dos pastores, porque mesmo que chova “faltam seis meses para haver erva”.

Na quinta-feira o presidente da Estrelacoop – Cooperativa de Produtores de Queijo da Serra da Estrela, já disse que “obrigatoriamente”, vai ter de haver uma valorização do preço do leite das ovelhas bordaleiras, a principal raça ovina leiteira de Portugal. E alguns pastores vão receber palha e ração para alimentar as ovelhas.

A associação cultural Amigos da Serra da Estrela já veio dizer também que é urgente « identificar as zonas de elevado risco de erosão e danos físicos e materiais » e fazer barreiras com material lenhoso.

« Importa, pois, que as entidades com responsabilidades nesta área (ICNF, Câmaras Municipais, baldios, Juntas de Freguesia, entre outros) reúnam e manifestem abertura ao apoio de que a nossa associação pode dar », disse a associação.

O diretor regional adjunto do Centro do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Elmano Silva, assumiu na semana passada que a “prioridade” pós-incêndio na serra da Estrela será a recuperação do ecossistema do Parque Natural.

A Lusa questionou hoje o ICNF sobre que medidas vão de imediato ser tomadas para evitar a erosão e regenerar o PNSE. Não obteve qualquer resposta em tempo útil.

Ucrânia/Odessa: Visita de Guterres “é o regresso do estatuto que a ONU já devia ter assumido”

Ucrânia: Visita de Guterres “é o regresso do estatuto que a ONU já devia ter assumido” – porta-voz da Região Administrativa Civil e Militar de Odessa

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twitter sharing buttonAlfa/com Lusa (adaptação Alfa)
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whatsapp sharing buttonO porta-voz da Região Administrativa Civil e Militar de Odessa considera que a visita de António Guterres à Ucrânia “é o regresso do estatuto que a ONU já devia ter assumido desde o início da guerra”.

Em declarações à Lusa junto da sede da administração regional, Serhii Bratchuck observa que “é uma grande honra que o líder das Nações Unidas venha a Odessa [sul da Ucânia] pela primeira vez na história”, numa visita programada para hoje e um dia depois de se ter avistado em Lviv, no oeste, com os presidentes ucraniano, Volodymyr Zelensky, e turco, Recep Tayyip Erdogan, o que significa também “o regresso da autoridade de uma organização influente”.

Na ocasião, em Lviv, foram abordadas a desmilitarização da central nuclear de Zaporijia, sob ocupação russa, e a implementação do acordo de exportação de cereais da Ucrânia através do Porto de Odessa, que deverá ser o tema dominante da agenda de hoje.

No entanto, apesar de saudar “o envolvimento direto” do secretário-geral das Nações Unidas, o porta-voz defende que não são os esforços de Guterres que estão em causa quando se trata de fazer a diferença na resolução da invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro.

“Esta é a nossa oportunidade e uma oportunidade para todo o mundo”, declara Serhii Bratchuck, deixando, porém, um aviso sobre o efeito de longa duração destes entendimentos: “Primeiro a Rússia tem de ser reconhecida como um país terrorista, depois tudo o resto. Não há outra forma. Já houve demasiados doces, agora está na altura de puni-los.”

A visita de António Guterres a Odessa acontece dois dias depois de a cidade ter sido alvejada com um míssil russo, num ataque que o porta-voz da administração regional não vê inocência.

“Bombardearam um ‘resort’ na quarta-feira e acreditamos que inimigo deseja criar um contexto para os encontros de Lviv e antes da visita a Odessa”.

Para Serhii Bratchuck, a Rússia está “a jogar com os seus músculos” e tentando “aumentar as apostas” antes de reuniões importantes. “Mas isso não lhes fará bem nenhum”, acrescenta, dando conta de que, para as autoridades de Odessa, “a principal ameaça hoje são os ataques de mísseis do mar e do ar e está descartada a ameaça de um desembarque no mar, especialmente após a libertação da Ilha das Serpentes”.

Apesar do ataque na quarta-feira, que provocou vários feridos, a vida em Odessa decorre numa aparente normalidade desde há alguns meses. Pelas ruas, os habitantes circulam pelas ruas nas suas rotinas diárias e ninguém se agita nem se esconde quando, na véspera da chegada de Guterres, o alarme de ameaça aérea se fez ouvir pelo menos três vezes.

Ainda em plena lei marcial, quase todo o comércio está aberto e bem abastecido, os restaurantes cheios e vibrantes, a venda de álcool voltou a ser permitida, embora com limitações de horário, contrastando com o cenário de “cidade fantasma” das primeiras semanas de guerra, iniciada pela invasão russa, em 24 de fevereiro.

“Julgo que ficámos cada vez mais confiantes na nossa vitória. Se falamos de motivação interna, todos esses ataques com mísseis tornaram-nos ainda mais unidos e mais resilientes. As pessoas reconstruíram-se no caminho da guerra, a economia começou a funcionar tanto quanto possível, as pessoas voltaram para a cidade e isso é um indicador de que não temos medo”, justifica.

O próprio jardim fronteiro da Administração Regional Civil e Militar de Odessa está agora “ornamentado” com barreiras metálicas que há poucos meses bloqueavam artérias e poucos edifícios são ainda protegidos com sacos de areia.

Ainda que as linhas russas estejam a algumas dezenas de quilómetros, os controlos militares tornaram-se escassos, mesmo na estrada que liga à fronteira com a Moldova, que trocou a debandada de refugiados pela correria de camiões de carga, numa rota terrestre improvisada em meses de bloqueio no Mar Negro.

“A vida não é pacífica, mas esse é o nosso caminho e continuamos nele. Naturalmente, a guerra não é uma condição humana normal”, descreve Serhii Bratchuck, um militar de 50 anos, que se apresenta com uma ‘t-shirt’ preta a dizer “I’m ukrainian (sou ucraniano)”, nascido na Crimeia e que cresceu em kherson, ambos sob domínio russo, “um otimista” de que um dia chegará uma capitulação de Moscovo, mas depois concedendo que “o principal é viver para vencer”.

Gil Vicente goleado em Alkmaar e quase afastado da Liga Conferência Europa

O Gil Vicente ficou hoje em posição difícil para garantir um lugar na fase de grupos da Liga Conferência Europa, ao ser goleado por 4-0 na visita ao AZ Alkmaar, em jogo da primeira mão do ‘play-off’.

Em Alkmaar, Dani de Wit (24 minutos), Mayckel Lahdo (78), Vangelis Pavlidis (85) e Mees de Wit (89), que passou pelo Sporting, praticamente sentenciaram o rumo da eliminatória, deixando os neerlandeses com ‘pé e meio’ na fase de grupos da terceira competição da UEFA.

O encontro da segunda mão do ‘play-off’ está agendado para 25 de agosto, às 21:00 (hora de Paris), em Barcelos.

 

Com Agência Lusa.

 

 

Incêndios: Ajuda europeia não foi pedida por indisponibilidade de meios de combate – Proteção Civil

O comandante nacional da Proteção Civil afirmou hoje que Portugal não acionou formalmente o mecanismo de ajuda europeu para combater o fogo da serra da Estrela por falta de meios disponíveis, devido a incêndios noutros estados-membros.

“Não houve o acionamento do mecanismo em virtude de ter sido já acionado por outros países e os meios estarem já a ser empenhados noutros países”, disse André Fernandes, salientando que o mecanismo europeu de proteção civil é usado segundo a disponibilidade dos meios existentes.

Ainda segundo André Fernandes, foram feitos “contactos com os diferentes estados” através do contacto direto português em Bruxelas, onde está a sede do mecanismo.

“Outros países também estiveram envolvidos com grandes incêndios e, portanto, não houve essa disponibilidade”, acrescentou.

De qualquer forma, foi acionado um protocolo com Espanha, pelo que o fogo na serra da Estrela teve “nalguns dias a ajuda bilateral com Espanha com aviões ‘canadair’”.

Na semana passada, também o primeiro-ministro, António Costa, salientou que não foram usados mais meios aéreos provenientes do mecanismo europeu porque “os países estão hoje com menor disponibilidade de partilha de meios” dado que os incêndios decorrem até em territórios onde eram raros, como na Alemanha, além de não existirem meios europeus próprios.

O primeiro-ministro salientou que Portugal tem acionado os meios através do mecanismo europeu “sempre que eles estão disponíveis”, mas “têm estado pouco disponíveis” porque, “ao contrário do que acontecia habitualmente, em que os incêndios existiam sobretudo no Sul da Europa, e em particular em países como Portugal, ou como a Grécia ou como a Espanha”, existe agora “uma realidade em que se tem vindo a alargar” a ocorrência daqueles fenómenos.

A União Europeia (UE) anunciou hoje, em comunicado, que já mobilizou neste “verão difícil” 29 aviões, oito helicópteros, 360 bombeiros e mais de uma centena de veículos para responder a pedidos de assistência em toda a Europa ao abrigo do mecanismo europeu de proteção civil.

A Comissão Europeia acrescentou que, “além disso, o serviço de cartografia de emergência por satélite ‘Copernicus’ da UE foi ativado para fogos florestais 46 vezes, por 15 países” e que “cerca de 150 bombeiros da Bulgária, Roménia, Alemanha, França, Finlândia e Noruega foram destacados para a Grécia em julho e agosto para apoiar os bombeiros locais”.

« Estamos perante um verão difícil na Europa, com mais de 700 mil hectares queimados até agora este ano, o valor mais alto para esta época do ano desde 2006. Até agora, o Mecanismo de Proteção Civil da UE foi ativado nove vezes por cinco países, com um grau de solidariedade sem precedentes demonstrado pelos estados-membros da UE”, comentou o comissário europeu responsável pela Gestão de Crises.

Portugal foi um dos estados-membros a ativar o mecanismo, em julho passado.

O executivo comunitário recordou que os estados-membros podem ativar o mecanismo de proteção civil da UE para solicitar assistência no combate aos incêndios florestais, apontando que este mecanismo “reforça a resposta da proteção civil da UE, criando uma reserva que é mobilizada quando não existem outros meios nacionais disponíveis”.

O incêndio que deflagrou no dia 06 de agosto em Garrocho, no concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco, foi dado como dominado no sábado, dia 13, mas sofreu uma reativação na segunda-feira e está hoje em fase de rescaldo.

O fogo consumiu parte substancial do Parque Natural da Serra da Estrela, uma área natural protegida e classificada pela UNESCO.

 

Com Agência Lusa.

Mundial2022: Jogo Portugal-Uruguai entre os que têm maior procura de bilhetes

O jogo entre as seleções de futebol de Portugal e do Uruguai, da segunda jornada do grupo H da fase final do Mundial Qatar2022, está entre os cinco que tiveram mais procura de bilhetes, anunciou hoje a FIFA.

O organismo que gere o futebol mundial informou hoje que já foram vendidos 2,45 milhões de bilhetes para a competição, que reunirá no Qatar 32 seleções, entre 21 de novembro e 18 de dezembro.Ao encontro entre Portugal e o Uruguai, agendado para 28 de novembro, e que será uma reedição dos ‘oitavos’ do Mundial2018, que a seleção lusa perdeu por 2-1, juntam-se mais quatro jogos, entre os quais dos do Brasil, frente aos Camarões e à Sérvia.As partidas que vão opor a Costa Rica à Alemanha e a Austrália à Dinamarca completam a lista de jogos com mais procura.

O Qatar, a primeira nação do Médio Oriente a receber a competição lidera o ‘ranking’ de procura por países, seguido de Estados Unidos, Inglaterra, Arábia Saudita, México, Emirados Árabes Unidos, França, Argentina, Brasil e Alemanha.

A FIFA refere que no último período de vendas, que decorreu entre 05 de julho e 16 de agosto, quando os adeptos puderam comprar online por ordem de chegada, foram vendidos 520.532 ingressos.

O organismo indica que está programada mais uma fase de venda de bilhetes, que deverá ter início em setembro, e durar até ao final do torneio.

Em junho, a FIFA anunciou que já tinham sido vendidos 1,2 milhões, após a segunda fase de comercialização.

Na primeira fase, Portugal está incluído no Grupo H, juntamente com Uruguai, Gana e Coreia do Sul, treinada pelo português Paulo Bento.

Com Agência Lusa.

Turista francês esfaqueado durante assalto no Porto

Um turista de nacionalidade francesa foi esfaqueado esta manhã, no Largo dos Loios, no Porto, durante um assalto perpetrado por três indivíduos, tendo ficado ferido nas costas e no abdómen, adiantou hoje fonte da PSP.

Segundo a fonte, o alerta foi dado perto das 09:00 (hora em Paris) e os responsáveis pelo roubo “já foram intercetados” por agentes da PSP.

O ferido, de 20 anos, foi conduzido ao Hospital de Santo António para receber tratamento hospitalar.

 

Com Agência Lusa.

Mau Tempo. Tempestade provocou cinco mortos e duas dezenas de feridos na Córsega

Uma tempestade muito violenta ‘varreu’ quinta feira de manhã a Córsega provocando a morte a cinco pessoas, entre elas uma menina de 13 anos, de acordo com as autoridades locais.

Ventos fortes, acima dos 200Km/h, trovoada e chuva tiraram a vida a cinco pessoas e feriram outras 20, para além de várias inundações e danos materiais.

 

Actualização:

Com BFMTV

 

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