António Guterres está na Ucrânia para reunir com Zelensky e Erdogan

Com JN

O secretário-geral da ONU, António Guterres, chegou esta quarta-feira à cidade de Lviv, na Ucrânia, e hoje vai encontrar-se com o presidente da Ucrânia e da Turquia.

A visita de António Guterres acontece depois do acordo alcançado no mês passado que permitiu retomar as exportações de cereais, depois de a invasão da Rússia ter bloqueado o abastecimento global destes produtos.

A reunião também ocorre um dia depois de o secretário-geral da ONU ter dito que era « urgente » que as entidades que controlam as atividades nucleares pudessem inspecionar a central de Zaporizhzhia, cuja ocupação pelas forças de Moscov otem suscitado preocupações sobre um possível acidente nuclear.

Um porta-voz de Guterres afirmou que o chefe da ONU, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o presidente turco Recep Tayyip Erdogan discutirão o acordo de cereais, bem como « a necessidade de uma solução política para este conflito ». Acrescentou ainda que « não tinha dúvidas de que a questão da central nuclear » seria levantada. Zelensky avançou que « trabalhariam para obter os resultados necessários para a Ucrânia ».

Guterres deve viajar na sexta-feira para Odessa, um dos três portos envolvidos no acordo de exportação de cereais – fechado em julho sob a égide da ONU com a mediação de Ancara.

Depois, seguirá para a Turquia para visitar o Centro de Coordenação Conjunta, órgão encarregado de supervisionar o acordo.

Segunda dados da ONU, na primeira quinzena de agosto foram autorizados 21 cargueiros a navegar sob o acordo, transportando mais de 563 mil toneladas de produtos agrícolas, incluindo mais de 451 mil toneladas de milho.

O primeiro carregamento de ajuda alimentar da ONU para a África chegou ao Estreito de Bósforo na quarta-feira carregando 23 mil toneladas de trigo.

Japão lança campanha para incentivar os jovens a beber mais álcool

Nos últimos 10 anos, o consumo de álcool tem caído bastante no Japão e a pandemia agravou ainda mais a tendência. A quebra tem afetado o setor e diminuído a receita fiscal.

A campanha Sake Viva! está a ser gerida pela Agência Nacional de Impostos (NTA) e tem como objetivo incentivar a faixa etária entre os 20 e 39 anos a beber mais e revitalizar este setor, que tem perdido popularidade nos últimos anos e sofreu ainda mais por causa da pandemia.

A competição está aberta até 9 de Setembro e pede aos participantes que “criem novos produtos e designs” e ideais que promovam beber álcool em casa, escreve o The Guardian.

A NTA avança que o consumo de álcool no Japão caiu de uma média de 100 litros por ano por pessoa em 1995 para 75 litros em 2020. Para além de causar uma crise no setor, esta quebra está também a levar a uma redução na receita fiscal e a afetar o orçamento. No mesmo ano financeiro de 2020, o total da receita de impostos sobre álcool caiu de 1,1 biliões de ienes para 110 mil milhões de ienes.

Em 1980, os impostos sobre o álcool representaram 5% de toda a receita fiscal no Japão. Em 2020, este valor caiu para 1,7%. As vendas de cerveja, em particular, sofreram uma enorme queda de 20%.

Apesar disto, o Ministério da Saúde do Japão realça que a campanha tem de lembrar os consumidores de apenas beber uma “quantidade apropriada de álcool“.

Os finalistas da competição serão convidados para uma cerimónia de atribuição de prémios em Tóquio a 10 de Novembro.

Com zap.aeiou.pt

Portugal. Mais de 20 praias já estiveram interditas ou com banho desaconselhado nesta época balnear

Com Lusa

Mais de duas dezenas de praias já estiveram interditas ou tiveram banho desaconselhado ou proibido nesta época balnear, devido a problemas na qualidade da água, segundo um balanço divulgado pela associação ambientalista Zero.

Em comunicado, a Zero salienta que, apesar do número “muito limitado de praias a revelarem problemas”, estes manifestaram-se tão expressivos como na época balnear passada.

“O desaconselhamento ou proibição de banhos, mesmo que durante um curto período de tempo, afetou 22 praias, menos 23 do que em igual período do ano passado. Vinte e uma praias foram interditadas, até ao momento, a maioria por má qualidade da água, apesar de essa informação não ser disponibilizada pelo Sistema de Informação e apenas através da comunicação social se consegue confirmar as razões”, é referido na nota.

Nesse sentido, a Zero alerta para o facto de continuarem a “existir falhas na informação que é disponibilizada no sítio de Internet da Agência Portuguesa do Ambiente”, uma vez que “não se esclarece devidamente os motivos de interdição das zonas balneares e os procedimentos por parte dos delegados regionais de Saúde”.

“Existem situações de contaminação semelhantes onde nuns casos foram realizadas novas análises antes de voltarem a ser permitidos os banhos e noutros não. Há muitos casos de praias onde foi decretada a interdição [temporária ou permanente] para as quais não consta no sistema qualquer informação sobre os motivos que levaram à decisão de interdição, nem quaisquer resultados de análises que tenham sido realizadas”, lê-se na nota.

Na sequência deste balanço, a Zero defende ser necessário investigar e prevenir as situações de contaminação de água e implementar “medidas adequadas de controlo”.

“Muitas das zonas balneares que sofreram um desaconselhamento ou interdição durante a presente época balnear têm classificação ‘excelente’, devendo, portanto, tratar-se de episódios esporádicos que, no contexto da legislação, até podem não pôr em causa a sua qualidade, mas que devem ter as suas causas devidamente averiguadas”, salienta a associação.

Para a Zero, “em cada um dos casos é fundamental identificar a origem dos problemas e averiguar responsabilidades, desempenhando a Agência Portuguesa do Ambiente e a Inspeção Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território um papel decisivo”.

A associação ambientalista refere ainda que apenas uma das 58 praias Zero Poluição apresentou “problemas significativos”.

“Entre as 58 praias classificadas pela associação como praia ZERO poluição [zonas balneares onde não foi detetada qualquer contaminação nas análises efetuadas ao longo das três últimas épocas balneares], listagem esta publicada no início de junho deste ano, e disponível em https://zero.ong/58-praias-zero-poluicao-em-29-concelhos-mais-cinco-que-em-2021-e-ha-uma-agua-balnear-interior/, nenhuma foi abrangida por interdição ou pelo desaconselhamento ou proibição a banhos, com exceção da praia de Armona-Mar no concelho de Olhão”, indica a Zero.

 

 

Pedro Pichardo é campeão da Europa!

Pedro Pablo Pichardo sagrou-se hoje campeão da Europa do triplo salto ao ‘voar’ 17,50 metros, juntando este êxito aos títulos mundial e olímpico e dando a Portugal o terceiro pódio no evento multidesportos de Munique.

Ao segundo ensaio, o atleta de 29 anos fez 17,50 metros, superiorizando-se claramente ao italiano Andrea Dallavalle, campeão europeu sub-23 em 2021, por 46 centímetros, e ao francês Jean Marc Pontvianne, por 56 centímetros, medalhas de prata e bronze, respetivamente.

Tiago Pereira conseguiu acesso aos três últimos saltos com 16,59, o oitavo lugar, melhorando posteriormente apenas um centímetro, pelo que terminou nessa posição. Ao quinto e sexto ensaios arriscou tudo e aterrou perto dos 17 metros, na zona do pódio, mas ambos foram nulos.

Com 17,95 como melhor marca do ano, que há três semanas lhe valeram o ouro mundial em Eugene, Estados Unidos, Pichardo apresentou-se em Munique como claro favorito, uma vez que tinha 75 centímetros de ‘avanço’ para o rival alegadamente mais ameaçador, o italiano Emmanuel Ihemeje, com 17,20 em 2022, e que até falhou a presença nos três saltos finais.

“Vim cá para ganhar a medalha de ouro”, disse Pichardo, depois dos 17,36 metros ao segundo ensaio das qualificações, e a verdade é que, se no primeiro ensaio atingiu os 17,05 metros – fez sinal ao pai, seu treinador, que sabia o que tinha a melhorar -, no segundo, calibrou o último apoio (a 4,7 centímetros) e voou a 17,50 metros, logo aí acabando com as dúvidas quanto ao título.

A partir daqui, era uma luta contra si próprio, ser o primeiro português a ultrapassar os 18 metros, algo que só conseguiu enquanto competia por Cuba, nomeadamente 18,08.

Fez um nulo ao terceiro ensaio e deu-se ao luxo de prescindir do quarto e do quinto saltos, para apostar tudo no definitivo, no qual fez novamente nulo.

A segunda edição dos campeonatos Europeus multidesportos está a decorrer em Munique até domingo e reúne nove modalidades, estando Portugal representado em sete, nomeadamente atletismo, canoagem, ciclismo, ginástica artística, remo, ténis de mesa e triatlo.

A seleção portuguesa conquistou três medalhas até ao momento, duas de ouro, através de Pedro Pablo Pichardo no triplo salto, e do ciclista Iúri Leitão, no scratch, no ciclismo de pista, e uma de prata, por Auriol Dongmo, no lançamento do peso.

 

Com Agência Lusa.

 

Natação/Europeus: Gabriel Lopes medalha de bronze nos 200 metros estilos

O português Gabriel Lopes conquistou hoje, em Roma, a medalha de bronze na final dos 200 metros estilos dos Campeonatos da Europa de natação, com a marca de 1.58,34 minutos.

O nadador da Louzan, que tinha sido o mais rápido tanto nas eliminatórias como nas meias-finais e se apresentou na pista mais central, a quatro, melhorou o seu máximo pessoal em 22 centésimos, aproximando-se do recorde nacional, de Alexis Santos (1.58,19).

O novo campeão europeu é o húngaro Hubert Koos (1.57,72), à frente do italiano Alberto Rozzeti (1.57,82).

Também hoje, João Costa foi quinto nos 100 metros costas, com 54,01 segundos, e Ana Catarina Monteiro sétima nos 200 metros mariposa, com 2.10,79 minutos.

Portugal conseguiu nas piscinas do Foro Italico de Roma a sua melhor prestação de sempre em Campeonatos da Europa de natação, com nove presenças em finais (mais quatro do que em Glasgow2018) e duas medalhas de bronze (a de hoje e a de Diogo Ribeiro 50 metros mariposa, elevando o total de sempre para quatro).

 

Com Agência Lusa.

Bombeiro morre em combate a incêndio nas Caldas da Rainha

Um bombeiro da corporação de Óbidos foi vítima de ataque cardíaco e acabou por morrer durante o combate às chamas nas Caldas da Rainha.

O incêndio deflagrou às 14:45 (hora em Paris) na localidade de Rostos, na freguesia do Landal, no concelho das Caldas da Rainha, distrito de Leiria, disse à agência Lusa fonte do Comando de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria.

“O vento está a dificultar o combate e o incêndio, que não está controlado, dirige-se para a localidade de Abuxanas, no concelho de Rio Maior, não havendo para já casas em perigo”, segundo a mesmo fonte.

Durante o combate ao incêndio registou-se a morte de um bombeiro, da corporação de Óbidos, por « doença súbita”.

De acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 17:45 o incêndio estava a ser combatido por 222 operacionais apoiados por 61 meios terrestres e oito aéreos.

 

Presidente da República apresenta condolências à família do bombeiro.

O presidente da República apresentou hoje as mais sentidas condolências à família do bombeiro Carlos Alberto Ferreira Antunes, que faleceu hoje no combate a um incêndio em Landal, e à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho de Óbidos a que pertencia.

Marcelo Rebelo de Sousa pretende estar presente nas cerimónias fúnebres.

 

“Momento de tristeza e de consternação”. MAI lança nota de pesar sobre morte de bombeiro.

 

O ministro da Administração Interna lançou uma nota de pesar sobre a morte do bombeiro num incêndio nas Caldas da Rainha.

“Recebi com muita tristeza a notícia da morte do bombeiro Carlos Antunes, subchefe do Corpo de Bombeiros Voluntários de Óbidos, vítima de doença súbita, durante as operações de combate ao incêndio que deflagrou esta tarde em Landal, Caldas da Rainha, distrito de Leiria”, escreveu José Luís Carneiro.

“Endereço os meus sentidos pêsames à família, aos amigos, ao Corpo de Bombeiros Voluntários de Óbidos e a todos os bombeiros e agentes de proteção civil que combatem os incêndios em Portugal”.

O ministro escreveu ainda que, “neste momento de tristeza e de consternação para todos os portugueses deixo, em nome do Governo, uma palavra de profunda gratidão a todos os homens e mulheres que colocam a sua vida em risco para defender a vida dos seus concidadãos, dos seus bens e do património natural do nosso país”.

“A forma generosa e altruísta com que integram este esforço nacional de defesa da floresta contra os incêndios merece o nosso mais sentido reconhecimento”, acrescentou.

 

Com Agência Lusa e RTP.

Foto. Sérgio Ramos – RTP.

Mãe de Mbappé diz que « está tudo bem com Neymar »

A mãe e agente Fayza Lamari veio a público, em declarações no Kora Plus, clarificar a situação: «As coisas estão a ser geridas internamente pelo Paris Saint-Germain. Está tudo bem.»

Alegadamente, Neymar terá descoberto que Mbappé queria que o brasileiro deixasse o clube. Por sua vez Neymar terá colocado likes em posts que criticavam o avançado francês por ser sempre ele a marcar o primeiro penálti.

 

A verdade é que o ‘desconforto’ existe, prova disso, os vários vídeos que circulam no twitter com atitudes pouco ‘cordiais’ do jovem francês no último jogo do Paris SG em casa diante do Montpellier (vitória por 5-2). Uma delas é a atitude para com Vitinha…

 

 

Também nos treinos as relações não são as melhores:

https://twitter.com/khellyrich/status/1558821346464915459

 

Recorde-se que têm surgido notícias de que Mbappé está isolado no balneário do PSG. A renovação por valores astronómicos e o poder que passou a ter no PSG não caíram bem junto dos restantes jogadores.

 

Com Jornal abola e L’équipe.

 

 

IPMA alerta para nova onda de calor a partir de 20 de agosto

O presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou hoje que o país vai passar por uma terceira onda de calor A partir do dia 20 e que se mantém o perigo de incêndios rurais.

« O perigo de incêndio rural em Portugal está ainda a meio da campanha, passámos uma onda de calor de grande intensidade e que chegou a temperaturas que quase rondaram os cinquenta graus, passamos uma segunda onda com menos intensidade, mas mesmo assim com grande impacto e vamos passar uma terceira onda de calor provavelmente dentro de dias », afirmou hoje o presidente do IPMA, Jorge Miguel Miranda.

O presidente do IPMA falava aos jornalistas em Lisboa após uma reunião com o ministro da Administração Interna, José Luis Carneiro, para avaliar as previsões meteorológicas para os próximos dias.

Jorge Miguel Miranda acrescentou que « as previsões não são muito positivas » em termos de precipitação e que provavelmente setembro será « um pouco mais seco e um pouco mais quente, como têm sido os meses anteriores ».

« O problema do perigo de incêndio rural está ainda a meio da campanha », alertou, referindo mais à frente que a terceira onda de calor deverá fazer sentir-se a partir do dia 20.

« Estamos a chegar a meio de agosto. Passámos julho e metade de agosto, mas falta metade de agosto, falta setembro e não sabemos quantos dias de outubro. As previsões não são muito positivas do ponto de vista da precipitação », disse o responsável, acrescentando: « A situação na Europa ainda será talvez pior do que a media em Portugal, mas temos um sistema natural que está tremendamente fragilizado e temos ainda um mês e meio, pelo menos, pela frente para sermos capazes de ultrapassar ».

Jorge Miguel Miranda transmitiu ainda aos cidadãos a mensagem de que « o esforço feito até agora foi importante », não resolveu todos os problemas porque « não é possível resolver todos os problemas », mas « o esforço tem de continuar, cada vez de forma mais rigorosa ».

Disse ainda que, depois do que tem acontecido na Europa do Norte, em França, Espanha e em Portugal, é possível perceber que “a mudança climática é o fator determinante” e que aparece sob duas formas “que se pioram uma a outra”: seca prolongada – « estamos numa situação de seca histórica » – e fenómenos de onda de calor e de « onda de vento ».

« Isto leva a que as situações sejam tremendamente difíceis de controlar », afirmou.

À saída da reunião, o ministro da Administração Interna deixou uma palavra de solidariedade para com todos os que têm estado a combater os fogos e para com as comunidades que têm sido fustigadas pelos incêndios e alertou que o país vai entrar « numa onda de calor a partir do dia 20, que se vai prolongar por setembro ».

« Em setembro vamos ter, em regra, tempo mais quente do que os setembros anteriores, entre 50 a 60 por cento, e mais seco entre 40 a 50 por cento. Isto diz tudo dos riscos acrescidos que vamos ter ainda de enfrentar. Quando há dias disse que não podemos baixar a guarda era a este quadro que me estava a referir », sublinhou o governante.

José Luis Carneiro disse ainda que, no quadro da Proteção Civil, as autoridades vão ter de « reunir de novo todas as forças e serviços »: « Foi, aliás, uma das decisões que tomámos. Têm estado a reunir regularmente, mas em núcleo, que tem que ver com a decisão operacional, para fazer face aos incêndios. Mas vamos ter que olhar para todo este dispositivo que está preparado », prosseguiu.

No que se refere ao combate ao incêndio na serra da Estrela, José Luís Carneiro frisou que todos os meios disponíveis têm estado no terreno: « Efetivamente, na serra da Estrela, estão reunidas todas as variáveis de maior complexidade », nomeadamente quanto às temperaturas, à orografia e ao vento.

O governante pediu depois ao presidente do IPMA que explicasse as variáveis que davam a este incêndio características especiais: « Existem fogos que são praticamente não combatíveis. (…) A Serra da Estrela é a zona mais montanhosa que temos (…), mas existem mais zonas do país com as mesmas características. Toda a zona do centro norte tem estado com índices de perigo de incêndio muito elevados desde o princípio da estação. (…) Cada incêndio é um incêndio. A ciência tenta sempre desenvolver meios para saber como vai prolongar-se e como pode ser combatido, (…) mas tenhamos todos sentido das proporções », explicou Jorge Miguel Miranda.

O responsável acrescentou ainda que o país « é frágil perante o desenvolvimento de um incêndio rural, em particular de grandes dimensões e todos os meios são finitos e as pessoas finitas na sua capacidade de atuação »: « Ou nós temos uma capacidade de solidariedade entre organizações, pessoas e entre aldeias e vilas que permita que sejamos capazes de passar o período que se avizinha ou vamos ter situações que poderão ser de maior complexidade do que as que tivemos até agora”.

“Estamos a viver um momento muito complicado da história climática da terra », insistiu.

 

Com Agência Lusa.

Portugal volta a registar em junho maior taxa de excesso de mortalidade da UE

Portugal voltou a registar em junho o maior excesso de mortalidade na União Europeia (UE), com uma taxa de 23,9%, quase quatro vezes mais alta do que a média comunitária, que é de 6,2%, revela hoje o Eurostat.

Os dados hoje publicados pelo gabinete oficial de estatísticas da UE revelam que, enquanto no conjunto da UE, o excesso de mortalidade – a percentagem de mortes adicionais em comparação com a média mensal de óbitos no período entre 2016-2019 – prossegue uma tendência decrescente, tendo recuado de 11,2% em abril para 7% em maio e para 6,2% em junho, em Portugal aumentou pelo quinto mês consecutivo.

A taxa de excesso de mortalidade de 23,9% registada em Portugal em junho – que compara com 19,2% em maio – é, de forma destacada, a mais elevada entre os 27 Estados-membros, à frente de Espanha (16,7%) e Estónia (16,2%).

Os dados do Eurostat mostram que seis Estados-membros registaram valores abaixo da média mensal nacional no período 2016-2019 (anterior à pandemia de covid-19), com realce para os recuos verificado em Chipre (-28,3%), Roménia (-9,0%) e Bulgária (-7,9%).

Em Portugal tem-se registado um crescimento progressivo do excesso de mortalidade desde janeiro de 2021, mês em que até se verificou um valor abaixo da média mensal nacional em comparação com o período 2016-2019, de -4,4%. Em fevereiro, aumentou para 4,1%, em março para 6,9% (superando então a média da UE, de 6%), em abril para os 12,4% (face a 10,7% da União), em maio, para os 19%, e em junho para 23,9%, um valor já muito próximo do mais elevado observado em Portugal desde fevereiro de 2021 (24,6%).

No conjunto dos 27, a UE registou os maiores picos de excesso de mortalidade em abril de 2020 (25%), novembro de 2020 (40%), abril de 2021 (21%) e novembro de 2021 (26%), enquanto em Portugal o pico foi registado em janeiro de 2021 (60,5%).

 

Com Agência Lusa.

Incêndios: Oito meios aéreos mobilizados para a serra da Estrela

Oito meios aéreos estavam, cerca das 11:00 (em Paris) de hoje, a combater o incêndio que lavra há mais de uma semana na serra da Estrela, segundo o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

De acordo com a mesma fonte, o incêndio mantém-se em curso e no terreno encontram-se 1.265 operacionais, apoiados por 404 viaturas.

Este fogo teve início no dia 06 em Garrocho, no concelho da Covilhã, e foi dado como dominado no sábado, mas sofreu uma reativação na segunda-feira.

Num ‘briefing’ às 19:00 de terça-feira, o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, André Fernandes, disse que esperava ter o incêndio na serra da Estrela dominado nos próximos dois dias, aproveitando a “janela de oportunidade” criada pelo desagravamento das condições meteorológicas, previsto a partir da madrugada passada.

“Contamos conseguir dar o incêndio como dominado nos próximos dois dias”, disse André Fernandes, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras (Lisboa).

Na tarde de terça-feira, dois bombeiros ficaram feridos na sequência de um acidente rodoviário perto de Sarzedo, Covilhã, no distrito de Castelo Branco.

De acordo com a ANEPC, tratou-se de um acidente com um “veículo tanque” de combate a incêndios, pertencente aos Bombeiros Voluntários de Carnaxide (concelho de Oeiras, distrito de Lisboa), que terá resvalado e tombado.

 

“Vento será o inimigo ao longo do dia”

O comandante operacional Elísio Oliveira alerta que, “neste momento, ainda vamos continuar com o incêndio ativo”. “A área é muito extensa e temos muitos pontos quentes que carecem de uma intervenção assertiva por parte de todos os meios”, explicou aos jornalistas.

Segundo o responsável, os trabalhos da última noite tiveram um resultado “muito satisfatório”, mas dois pontos continuam a levantar preocupações: um a norte de Orjais, “uma das portas de saída onde estamos a concentrar meios”, incluindo dez meios aéreos; e outro no concelho da Guarda, próximo de Famalicão, onde também já há reposicionamento de meios.

“São pontos quentes que, com o vento que vamos ter ao longo de todo o dia, poderão obrigar-nos a ter uma maior atenção nestes dois pontos”, adiantou.

Elísio Oliveira explicou que “o vento será o inimigo ao longo do dia”. “Desde a madrugada que tem vindo a aumentar de intensidade” e poderá efetuar projeções, acrescentou.

 

Com RTP e Agência Lusa.