Portugal: XXIII Governo Constitucional toma hoje posse

Portugal: XXIII Governo Constitucional toma hoje posse

email sharing button
linkedin sharing buttonAlfa / com Lusa 
whatsapp sharing buttonO XXIII Governo Constitucional, o terceiro chefiado por António Costa, vai tomar posse hoje às 17:00, no Palácio Nacional da Ajuda, dois meses depois das legislativas de 30 de janeiro, que o PS venceu com maioria absoluta.

O novo executivo que será empossado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, é composto por 17 ministros e 38 secretários de Estado e tem a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, como « número dois » na hierarquia governativa.

Nos últimos dias, Marcelo Rebelo de Sousa prometeu que nesta cerimónia de posse irá falar dos « desafios do novo Governo » neste « novo tempo », do seu papel como Presidente da República e disse que no seu discurso também terá « uma palavra » sobre a oposição.

Segundo o Presidente da República, a crise política do ano passado com o chumbo do Orçamento do Estado para 2022 logo na generalidade, que o levou a dissolver o parlamento e convocar legislativas antecipadas, « teve uma resposta do povo português » e o resultado das eleições corresponde a « um virar de página ».

Fechado o ciclo da chamada « geringonça », o terceiro executivo de António Costa toma posse num momento invasão russa da Ucrânia, uma guerra que dura há mais de um mês e que agravou os efeitos económicos da pandemia de covid-19 que marcou os últimos dois anos da vida política nacional.

Na sequência das legislativas de 30 de janeiro, o processo de transição política foi mais demorado devido à repetição de eleições no círculo da Europa, determinada pelo Tribunal Constitucional por terem sido misturados votos válidos com votos nulos em 151 mesas de voto.

Inicialmente, Marcelo Rebelo de Sousa tinha previsto dar posse ao XXIII Governo em 23 de fevereiro. Face à repetição de eleições no círculo da Europa, indicou depois 29 de março como data provável e mais tarde avançou um dia no calendário, para 30 de março.

A XV Legislatura teve início na terça-feira e no primeiro dia de trabalhos parlamentares Augusto Santos Silva, exonerado dois dias antes de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, foi eleito presidente da Assembleia da República, proposto pelo PS.

Como Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa já empossou há dois anos e meio o segundo Governo chefiado por António Costa, um executivo minoritário que ao contrário do anterior não teve o suporte de acordos escritos com os partidos à esquerda do PS – condição que o próprio chefe de Estado considerou desnecessária e que o PCP rejeitava.

Nessa cerimónia de posse, em 26 de outubro de 2019, o chefe de Estado avisou o primeiro-ministro que « as expectativas e as exigências dos portugueses » eram então « muito superiores às de 2015 » e considerou que a sua tarefa não seria fácil, pois não havia « recursos para tantas e tamanhas expectativas e exigências ».

Sobre as relações institucionais, afirmou na altura que « o Presidente da República não muda de postura com resultados de eleições » e, virando-se para António Costa, acrescentou: « Além de que o bom senso ensina na vida que nunca se pode dizer nunca a reencontros futuros, em particular se eles são razoavelmente conjeturáveis ».

Na sua intervenção, António Costa disse que estava « bem ciente da exigência acrescida e das responsabilidades reforçadas » e que havia « condições para fazer ainda mais e melhor », assumindo « uma nova ambição ».

Quanto às relações entre Governo e Presidente, o primeiro-ministro defendeu que « o país aprecia, tem apreciado e seguramente continuará a apreciar a boa cooperação institucional » e assegurou « máxima lealdade ».

O PS venceu as legislativas de 30 de janeiro com 2.302.601 votos, 41,38% do total, e elegeu 120 dos 230 deputados, segundo o mapa oficial publicado em Diário da República no sábado.

O PSD ficou em segundo lugar, com 77 deputados. O Chega conseguiu a terceira maior bancada, com 12 deputados, seguindo-se a Iniciativa Liberal, com oito, o PCP, com seis, o BE, com cinco, o PAN, com um, e o Livre, também com um.

TEMPESTADE 2.1 PODCAST 26 DE MARÇO 2022 : Mickael Alves Rodrigues e Fred Faria

“TEMPESTADE 2.1”
O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes. Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa, Julie, Toni e o Antonin agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.

Os convidados foram Mickael Alves Rodrigues et Fred Faria campeões do mundo de  kettlebell.

Aqui fica a emissão.

PASSAGE À NIVEAU – 27 MARS 2022

« Passagem de nível » na Rádio Alfa 

Apresentação e Coordenação: Artur Silva         

Domingo 27 de Março 2022

Entre as 12h00 e as 14h00

Aqui fica a emissão.

 

Mundial2022: Presidente da República destaca resposta lusa na fase das decisões

O Presidente da República elogiou hoje a reação da seleção portuguesa de futebol às adversidades com que se deparou durante a qualificação para o campeonato do Mundo de 2022, alcançada com uma vitória à Macedónia do Norte (2-0).

“Tinha dito [ao grupo] que íamos ao Qatar. Não da última vez [na vitória sobre a Turquia], mas da penúltima [após a derrota com a Sérvia], em que o ambiente não era muito bom. Os portugueses são assim: nos momentos decisivos, estão à altura das circunstâncias. Foi o que aconteceu esta noite. Excecional. Tínhamos de vencer, mas vencemos muito bem”, expressou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações à RTP3, no final do jogo.

Cinco dias após ter eliminado a Turquia (3-1), nas meias-finais do caminho C dos ‘play-offs’ europeus, Portugal voltou a triunfar no Estádio do Dragão, no Porto, com dois golos de Bruno Fernandes, aos 32 e 65 minutos, garantindo a oitava presença num Mundial.

“É [um exemplo para o país]. Muitas vezes, deixamos para a última hora, mas hoje nem assim foi. Não apanhámos sustos, não tivemos de sofrer nem de esperar. Arrancámos bem, metemos o primeiro golo, depois o segundo e dominámos sempre. Jogámos muito bem. Foi um grande jogo e noite. Podíamos ganhar assim-assim, mas ganhámos bem”, acrescentou o Presidente da República, que assistiu ao duelo no recinto do FC Porto.

Depois de ter competido em 1966, 1986, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018, a equipa das ‘quinas’ vai participar pela sexta edição consecutiva na fase final do principal torneio mundial de seleções, que decorrerá no Qatar, entre 21 de novembro e 18 de dezembro.

Com Agência Lusa.

Portugal vence Macedónia do Norte e apura-se para o Mundial2022

A seleção portuguesa de futebol assegurou hoje a qualificação para a fase final do Campeonato do Mundo de 2022, no Qatar, ao vencer por 2-0 a Macedónia do Norte, na final do caminho C do ‘play-off’ europeu.

Poucos dias após ter eliminado a Turquia, numa das meias-finais, Portugal voltou a triunfar no Estádio do Dragão, no Porto, graças aos dois golos do médio Bruno Fernandes, aos 32 e 65 minutos.

A equipa das ‘quinas’ confirmou, assim, a oitava presença num Mundial, e a sexta consecutiva, depois de 1966, 1986, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018.

Lista das seleções já qualificadas para a fase final do Mundial de futebol de 2022, que se realiza no Qatar, de 21 de novembro a 18 de dezembro:

ÁFRICA (2)

Gana (4.ª presença – 7.º lugar, quartos de final, em 2010)

Senegal (3.ª presença – 7.º lugar, quartos de final, em 2002)

AMÉRICA DO NORTE, CENTRAL E CARAÍBAS (1)

Canadá (2.ª presença – 24.º lugar, primeira fase, em 1986)

AMÉRICA DO SUL (4)

Argentina (18.ª presença – Campeão 1978 e 1986).

Brasil (22.ª presença, totalista – Campeão em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002).

Equador (4.ª presença – 12.º lugar, oitavos de final, em 2006).

Uruguai (14.ª presença – Campeão em 1930 e 1950).

ÁSIA (5)

Arábia Saudita (6.ª presença – 12.º lugar, oitavos de final, em 1994).

Coreia do Sul (11.ª presença – 4.º lugar em 2002).

Irão (6.ª presença – 14.º lugar, fase de grupos, em 1978).

Japão (7.ª presença – 9.º lugar, oitavos de final, em 2002).

Qatar (Estreante – qualificado na qualidade de país anfitrião).

EUROPA (12)

Alemanha (20.ª presença, incluindo RFA – Campeã em 1974, 1990 e 2014).

Bélgica (14.ª presença – 3.º lugar em 2018).

Croácia (6.ª presença – 2.º lugar em 2018).

Dinamarca (6.ª presença – 8.º lugar, quartos de final, em 1998).

Espanha (16.ª presença – Campeã em 2010).

França (16.ª presença – Campeã em 1998 e 2018).

Inglaterra (16.ª presença – Campeã em 1966).

Países Baixos (11.ª presença – 2.º lugar em 1974, 1978 e 2010).

Polónia (9.ª presença – 3.º lugar em 1974 e 1982).

Portugal (8.ª presença – 3.º lugar em 1966)

Sérvia (13.ª presença, incluindo Jugoslávia – 4.º lugar em 1930 e 1962).

Suíça (12.ª presença – 6.º lugar, primeira fase, em 1950).

Com Agência Lusa.

Portugal vence na Grécia e recupera liderança no apuramento para Europeu de sub-21

A seleção portuguesa de futebol recuperou hoje a liderança do Grupo D de apuramento para o Europeu de 2023 de sub-21, ao vencer fora a Grécia, por 0-4.

Fábio Carvalho (12 minutos), Fábio Vieira (32), de grande penalidade, Fábio Silva (45+1) e Henrique Araújo (82) marcaram os golos da ‘equipa das quinas’, que passou a somar 19 pontos, mais dois do que a Grécia, que tem mais um jogo.

Com o triunfo de hoje, Portugal garantiu, pelo menos, a presença no ‘play-off’ de qualificação, numa fase de apuramento em que se apuram diretamente os vencedores de cada grupo e o melhor segundo posicionado, com os restantes oito segundos classificados a lutarem pelas derradeiras quatro vagas.

Com Agência Lusa.

Augusto Santos Silva (PS) eleito presidente da Assembleia da República

O deputado socialista Augusto Santos Silva foi hoje eleito presidente da Assembleia da República com 156 votos a favor, 63 brancos e 11 nulos, na primeira sessão plenária da XV legislatura.

O ex-ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros foi o candidato único ao cargo, indicado pelo Partido Socialista.

O regimento da Assembleia da República determina que o presidente do parlamento é eleito na primeira reunião plenária da legislatura por maioria absoluta dos votos dos deputados em efetividade de funções.

Após serem lidos os resultados da votação – em que participaram os 230 deputados -, o novo presidente do parlamento foi aplaudido de pé pela bancada do PS e por muitos deputados do PSD sentados, entre eles o líder do partido, Rui Rio.

A votação nominal, em que os 230 deputados foram chamados um a um, por ordem alfabética, pela mesa da Assembleia, durou uma hora e dez minutos, após o que a sessão foi interrompida para se fazer a contagem de votos.

O anterior presidente da Assembleia da República, o também socialista Eduardo Ferro Rodrigues, foi reeleito em 2019 com 178 votos a favor. Na primeira eleição, em 2015, tinha conseguido 120 votos favoráveis, mas nesse ano contra outro candidato apresentado pelo PSD, Fernando Negrão, que recolheu 108 votos.

Na composição atual da Assembleia da República, com 230 deputados, foi o socialista Jaime Gama quem conseguiu mais votos na sua reeleição como presidente da Assembleia da República, em 2009, com 204 favoráveis, depois de na primeira eleição, em 2005, ter conseguido 197 ‘sim’.

É preciso recuar à I legislatura, quando os presidentes eram eleitos apenas por uma sessão legislativa e o parlamento tinha 250 deputados, para encontrar um resultado mais expressivo: o socialista Vasco da Gama Fernandes, o primeiro presidente da Assembleia da República, foi eleito com 215 votos favoráveis em julho de 1976, tendo depois baixado na reeleição, um ano depois, para 143 ‘sim’.

Na XV legislatura, o PS tem 120 deputados, o PSD 77, o Chega 12, a IL oito, o PCP seis, o BE cinco e o PAN e o Livre um cada.

Com Agência Lusa.

Sub17. Portugal apura-se para Euro2022

A Seleção portuguesa de sub17 goleou esta tarde a sua congénere da Finlândia por 9-1 e garantiu o apuramento para a fase final do Euro2022 que vai ter lugar em Israel.

Marcha do marcador. Talvitie (aos 2′ para a Finlândia). Para Portugal marcaram Afonso Moreira (11′), João Gonçalves (13′), José Dinis Rodrigues (45+1′, 60′ e 65′), Rodrigo Ribeiro (72′, 80′ e 89′) e Diogo Monteiro (90+2′).

Resultados de hoje e classificação do Grupo 8 da segunda ronda de qualificação para campeonato da Europa de sub-17 de futebol Israel2022, que se disputou no distrito de Viseu entre 23 e hoje:

– Terça-feira, 29 mar:

República da Irlanda – Bulgária, 2-2

Finlândia – Portugal, 1-9

Classificação: Jogos – GOLOS – Pontos

1. Portugal 3 – 15-3 – 9

2. Bulgária 3 – 4-4 – 4

3. Finlândia 3 –  4-12 – 3

4. Rep. da Irlanda 3 – 5-9 – 1

Nota: Os vencedores e os melhores sete segundo classificados das rondas de elite apuram-se para o Campeonato de Europa sub-17 Israel2022, que se disputa entre 16 de maio e 01 de junho.

Com Agência e Lusa e FPF.

Kiev aceita neutralidade e admite reunião entre Putin e Zelensky

As condições para um primeiro encontro entre o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o homólogo russo, Vladimir Putin, são finalmente « suficientes » e Kiev aceitará o estatuto de país neutral, disse hoje um negociador-chefe ucraniano.

« Os resultados da reunião de hoje (em Istambul) são suficientes para uma reunião a nível de chefes de Estado », disse David Arakhamia, negociador-chefe da delegação da Ucrânia, admitindo que Moscovo aceitará esse encontro, pela primeira vez desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro.

Desta ronda de negociações, em Istambul, também saiu a conclusão de que a Ucrânia concordará em ser um país neutro, se houver um « acordo internacional » para garantir a sua segurança, do qual vários países, que atuariam como fiadores, seriam signatários, de acordo com Arakhamia.

« Insistimos que este é um acordo internacional que será assinado por todos aqueles países que sirvam de garantia de segurança », explicou o negociador chefe ucraniana, durante uma conferência de imprensa.

« Queremos um mecanismo internacional de garantias de segurança onde esses países atuem de forma semelhante ao artigo 5º da NATO, e ainda com mais firmeza », acrescentou Arakhamia, referindo-se ao ponto do tratado da Aliança Atlântica que estipula que um ataque contra um dos seus membros é um ataque contra todos.

Arakhamia citou, entre os países que a Ucrânia gostaria de ter como fiadores, os Estados Unidos, China, França e Reino Unido – membros do Conselho de Segurança da ONU – mas também Turquia, Alemanha, Polónia e Israel.

Com estas garantias, a Ucrânia « não colocará no seu território nenhuma base militar estrangeira » e não aderirá a « nenhuma aliança político-militar », sublinhou um outro negociador, Olexandre Tchaly.

No entanto, exercícios militares podem ser organizados na Ucrânia, com o acordo dos países que sirvam de garantia, especificou.

Kiev pede também que este acordo internacional não proíba de forma alguma a entrada da Ucrânia na União Europeia (UE) e que os países a ele associados se comprometam a contribuir para este processo.

Para que essas garantias entrem em vigor o mais depressa possível, a Crimeia e os territórios do Dombass sob o controlo de separatistas pró-Rússia seriam « temporariamente excluídos » do acordo, acrescentou Arakhamia.

Para resolver a questão específica da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, Kiev propõe um período de 15 anos de conversações russo-ucranianas.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.151 civis, incluindo 103 crianças, e feriu 1.824, entre os quais 133 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 3,8 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Com Agência Lusa.

Espanha foi o maior investidor direto em Portugal em 2021 – BdP

Espanha foi o maior investidor direto em Portugal no ano passado, enquanto a China, os EUA e França investem em Portugal sobretudo através de outros países, segundo dados do Banco de Portugal (BdP), divulgados hoje.

De acordo com as novas estatísticas de posições de investimento direto por investidor final, que o regulador lançou hoje, Espanha era o país de residência dos detentores finais com maiores posições de investimento direto em Portugal, seguido por Portugal, França, Reino Unido e China.

Os dados revelam diferenças face à análise com base na contraparte imediata, na qual existia uma maior concentração, em que Espanha, Países Baixos, Luxemburgo, França e Reino Unido eram os países que lideravam as posições de investimento direto em Portugal.

Segundo a nova informação, os 20 maiores países investidores finais, em conjunto, representavam 93% do valor total do investimento do exterior em Portugal no final de 2021.

Os dados do BdP revelam ainda que os investimentos provenientes dos Países Baixos e do Luxemburgo têm, maioritariamente, origem noutros países.

Segundo a análise, 41% da posição de investimento direto chinês em Portugal era detida através do Luxemburgo, 22% através de Hong Kong, e apenas 28% diretamente, sem utilizar países terceiros.

Já quando o investidor final é França, 66% da posição de investimento direto em Portugal em 2021 era detida diretamente por entidades francesas e 28% com recurso a entidades intermediárias sediadas no Luxemburgo.

Os dados apontam ainda que quando o investidor final foi Portugal “estava associado à passagem do investimento com origem e destino em Portugal por entidades intermediárias residentes nos Países Baixos e no Luxemburgo (59% e 17%, respetivamente)”.

Os dados revelam ainda que, de forma geral, grande parte deste investimento se realizou sob a forma de capital.

“No entanto, existiam diferenças geográficas. Aquela percentagem era mais elevada no caso dos BRICS (97%) e mais baixa no caso dos países pertencentes à União Europeia (82%)”, refere o BdP.

Numa análise por setor de atividade económica, observa-se que 38% do investimento direto realizado no setor da eletricidade, gás e água provinha da China, enquanto 31% do investimento nas indústrias transformadoras portuguesas tinha origem no Reino Unido.

O BdP lançou hoje as novas estatísticas de posições de investimento direto por investidor final, que permitem identificar a origem do investimento, isto é, o país da contraparte final ou o investidor final, de modo a aferir quem detém ou controla o investimento, usufrui do rendimento e assume o risco.

As novas estatísticas do regulador, que apenas 17 países no mundo publicam, serão divulgadas trimestralmente.

Com Agência Lusa.