O Rei vai nu. A paridade, o novo Governo português, a democracia em Portugal e um campeonato de natação nos Estados Unidos da América.
Crónica de Ricardo Figueira, jornalista da Euronews, para ouvir na sexta-feira, 25, na Rádio Alfa.
Ou ouça aqui:
O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de visita à Europa, participará nas três cimeiras, tornando-se o primeiro chefe de Estado norte-americano a marcar presença fisicamente num Conselho Europeu, naquela que é simultaneamente a quarta cimeira de líderes da União Europeia (UE) nas últimas cinco semanas, e na qual deverá também intervir, por videoconferência, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Portugal estará representado na cimeira da NATO e no Conselho Europeu – este último de dois dias, entre quinta e sexta-feira – pelo primeiro-ministro, António Costa.
O dia começa com a reunião extraordinária de líderes da Aliança Atlântica, no quartel-general da NATO, em Bruxelas, às 10:00 locais (09:00 de Lisboa), durante a qual os aliados deverão aprovar o aumento de forças no leste da Europa, designadamente através do “empenhamento de quatro novos grupos de combate” para a Bulgária, Hungria, Roménia e Eslováquia, anunciou na quarta-feira o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg.
Naquela que é a primeira reunião presencial dos chefes de Estado e de Governo da NATO desde o início da guerra na Ucrânia, os líderes deverão também concordar em fornecer apoio adicional aos ucranianos, designadamente “assistência cibernética de segurança” e “equipamento para ajudar a Ucrânia a proteger-se contra ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares”.
Em cima da mesa estarão também temas como a postura a adotar face à China e à Bielorrússia ou a necessidade de os diferentes aliados reforçarem o investimento em Defesa face ao que Stoltenberg apelidou de “nova realidade” no continente.
A NATO convidou Zelensky a discursar, através de videoconferência, na cimeira da Aliança.
A seguir, e ainda no quartel-general da NATO, terá lugar uma reunião do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7), durante a qual deverão ser discutidas sanções adicionais e outras medidas contra a Rússia – e também a sua “cúmplice” Bielorrússia, – assim como eventuais medidas para estabilizar o mercado energético e fazer face à escala de preços.
A partir das 16:30 celebrar-se-á então um Conselho Europeu marcado pela histórica presença do Presidente norte-americano, mas os 27, que se têm vangloriado de uma unidade e solidariedade exemplares no quadro do conflito em curso, têm pela frente uma agenda preenchida e que promete acesas discussões.
Questões como um eventual endurecimento das sanções à Rússia, designadamente a nível de um embargo à importação de gás e petróleo, o pedido de adesão da Ucrânia à UE e, sobretudo, medidas a tomar para fazer face à escalada dos preços da energia ameaçam impedir o consenso, face às diferentes sensibilidades dos Estados-membros, numa cimeira que se pretende particularmente simbólica em termos de unidade e mensagem para o exterior, no contexto da guerra na Ucrânia.
Joe Biden reunir-se-á com os 27 entre as 16:30 e 18:00 locais (menos uma hora em Lisboa), antes do início formal dos trabalhos, e o tema central da discussão será naturalmente o conflito na Ucrânia, mas também deverá ser abordada em conjunto a diversificação das fontes de energia para pôr fim à dependência do petróleo, gás e carvão da Rússia.
Relativamente ao eventual reforço das sanções à Rússia, os 27 têm agora posições um pouco divergentes, já que enquanto uns advogam a aplicação de mais sanções desde já, outros defendem que é tempo de analisar o impacto dos vários pacotes já adotados e tentar identificar lacunas na sua implementação, antes de avançar com novas medidas.
No entanto, fontes europeias não excluem nenhum cenário, até porque os Estados Unidos gostariam de passar uma mensagem forte por ocasião da presença de Biden em Bruxelas.
Ainda mais delicada deverá ser a discussão, no segundo dia de cimeira, na sexta-feira, sobre o setor da energia, devido às diferentes prioridades de cada Estado-membro, sobretudo quanto às medidas a tomar a curto prazo para enfrentar a escalada dos preços da energia.
O primeiro-ministro, António Costa, que se deslocou na semana passada a Roma para concertar posições com Itália, Espanha e Grécia, reiterou, na terça-feira, num debate na Assembleia da República, que Portugal defende a rápida fixação de teto máximo para o preço do gás – também para o dissociar da eletricidade – e a abertura da Comissão Europeia a ajudas de Estado para as empresas mais expostas à atual crise energética.
Enquanto a segunda medida foi hoje mesmo anunciada por Bruxelas, a fixação de um teto máximo para o preço do gás, defendida pelos outros grandes países do sul da Europa, não é ainda consensual, havendo diferentes perspetivas entre os 27 sobre o controlo dos preços, assim como das aquisições conjuntas, um modelo aplicado à compra de vacinas contra a covid-19 e que Portugal também defende.
Na sexta-feira ainda haverá lugar a uma discussão sobre segurança e defesa – com os líderes a adotarem a “bússola estratégica”, o documento orientador da política de defesa da UE para a próxima década, já aprovado na passada segunda-feira pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa dos 27 -, bem como questões económicas, tendo no entanto a “cimeira do euro”, prevista para a conclusão dos trabalhos, sido adiada para data a definir, face à agenda tão carregada que aguarda os líderes entre hoje e sexta-feira.
Em Santa Maria da Feira, depois de uma igualdade a zero após 120 minutos, as bracarenses marcaram três das suas tentativas, contra duas das lisboetas.
Depois de o Benfica ter vencido as duas primeiras edições, o conjunto bracarense somou o primeiro troféu, após ter perdido a final da última temporada.
Com Agência Lusa.
Histórico! Nathalie de Oliveira (de Metz), uma descendente do « Salto » (filha de emigrantes pobres em França) foi eleita hoje para a AR portuguesa. Era a número 2 da lista do PS, encabeçada por Paulo Pisco.
Nathalie de Oliveira, simultaneamente militante do PS francês e do PS português (é dirigente nacional dos dois partidos), foi autarca em Metz, nunca desistiu e conseguiu agora, com a repetição do voto no círculo da Europa, ser eleita deputada para o Parlamento português.
Numa entrevista recente à Rádio Alfa, a conhecida militante socialista de França, ex-autarca na cidade de Metz, disse ser « filha do ‘salto’ ».
Nathalie de Oliveira afirma que os problemas dos lusodescendentes, bem como os da primeira geração, devem ser ouvidos diretamente em Portugal através da AR.
Segundo os resultados ainda não definitivos, o PS elegeu Paulo Pisco (anterior deputado) e Nathalie de Oliveira.
Mas Ester Vargas – a candidata do PSD – já admitiu à RTP que não vai ser eleita na Legislalitas.
Nathalie de Oliveira, 43 anos, nascida em França e com a dupla nacionalidade francesa e portuguesa, foi adjunta do « maire » de Metz, suplente de Paulo Pisco na Assembleia da República portuguesa e, também, militante com responsabilidades nos PS francês e português.
Numa entrevista recente à Rádio Alfa, a filha de emigrantes portugueses que no início da sua vida em França foram muito pobres e humildes, revelou uma grande admiração pelo percurso dos emigrantes da primeira geração e afirmou que sentiria um grande orgulho em representá-los a eles, bem como aos seus descendentes, um dia, na Assembleia da República portuguesa.
Foi uma entrevista de vida, por vezes supreendente, a uma mulher enérgica que revelou por exemplo que o seu prato favorito é caldo verde e que, no domínio da prática e das ideias políticas, se sentia bastante mais próxima do PS português do que do francês.
Este dado sobre a estrutura orgânica apresentada por António Costa a Marcelo Rebelo de Sousa consta de um comunicado hoje divulgado pelo Governo.
Segundo o comunicado, o novo Governo “terá 17 ministros e 38 secretários de Estado, menos 20% de governantes do que no executivo precedente”.
“Esta alteração de modelo funcional permitirá a redução de dezenas de cargos e serviços intermédios”, lê-se na mesma nota.
No mesmo comunicado, “o primeiro-ministro informa ainda que decidiu colocar na sua direta dependência os seguintes secretários de Estado: Digitalização e Modernização Administrativa e Assuntos Europeus”
“A lista completa de ministros será entregue ainda hoje a sua excelência, o Presidente da República”, acrescenta-se.
Com Agência Lusa.
É preciso alterar a forma de atribuir subsídios governamentais às associações.
Crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, para ouvir na quinta-feira, 24, na Rádio Alfa.
Ou ouça aqui:
Apesar de ter assumido publicamente que deixa o cargo de selecionador caso os lusos falhem um lugar no Qatar, Fernando Santos apenas está concentrado no desafio de quinta-feira, no Estádio do Dragão, e deixou claro que não pensa mais na derrota com a Sérvia (1-2), que atirou Portugal para esta situação perigosa.
Sem poder contar os habituais titulares João Cancelo, devido a castigo, Rúben Dias, por lesão, e Pepe, infetado com covid-19, assim como os médios Rúben Neves e Renato Sanches, lesionados, o técnico diz que “não vale a pena falar deles”, mas lembra que “estão com o grupo e fazem parte do ‘onze’”.
“Amanhã [quinta-feira] temos de jogar por 11 milhões de portugueses. Vou escolher a equipa que dará as melhores garantias e tenho confiança absoluta nos jogadores. Amanhã [quinta-feira], tomarei as minhas decisões”, observou.
Sobre a equipa comandada pelo germânico Stefan Kuntz, as palavras foram elogiosas e alertou para os perigos que possam surgir, nomeadamente dos pés do médio do Inter de Milão Hakan Çalhanoglu.

O defesa José Fonte assegurou hoje que a seleção portuguesa de futebol está “bem e motivada” para tentar colocar Portugal no Mundial2022 e considera que o “fator casa será importantíssimo” para ajudar a ultrapassar a Turquia.
“Sentimo-nos bem, motivados e orgulhosos por estar aqui. A equipa está bem, positiva e o fator casa é importantíssimo, ter aqui os amigos, a família. Queremos dar uma grande alegria ao nosso povo”, afirmou o experiente central, de 38 anos, que atua nos franceses do Lille.
José Fonte fazia a antevisão do encontro de quinta-feira, no Estádio do Dragão, antes do selecionador Fernando Santos, e foi questionado sobre as valias do colega de equipa no Lille e umas das armas turcas, o ponta de lança Burak Yilmaz.
O defesa central, que deverá assumir-se como o ‘patrão’ da defesa das ‘quinas’, visto que Pepe, infetado com covid-19, e Rúben Dias, lesionado, estão fora das contas para o jogo, falou da adaptação dos jovens Gonçalo Inácio, Tiago Djaló, seu companheiro de equipa no Lille, e Vítor Ferreira.
“Todos os jogadores que chegam pela primeira vez são muito bem acolhidos. É isso que estamos a fazer com eles. É sempre importante por ser a primeira vez. Creio que estão a adaptar-se bem e felizes. O Tiago tem feito um excelente trabalho no Lille e estou muito contente por ele”, contou.
A terminar, considerou que o Campeão Europeu em 2016 “espera um jogo dificílimo e precisa de “igualar ou superiorizar-se na vontade e no querer”, face aos turcos.
Portugal e Turquia jogam na quinta-feira, a partir das 20:45, no Estádio do Dragão, no Porto, em encontro das meias-finais do caminho C dos ‘play-offs’ europeus de acesso à fase final do Mundial2022, que será dirigido pelo alemão Daniel Siebert.
Quem vencer este duelo recebe, na terça-feira (29 de março), o vencedor do embate entre Itália e Macedónia do Norte, que também se defrontam na quinta-feira, em Palermo. Se Portugal passar, volta a ser anfitrião no Dragão.
Portugal procura a oitava presença em Mundiais, e quinta consecutiva, depois de 1966, 1986, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018, enquanto os turcos tentam apenas a terceira, após 1954 e 2002.
Com Agência Lusa.
Vai decorrer de 24 a 28 de março a primeira edição de 2022 da Maison&Objet, feira plataforma que, pela sua dimensão e relevância internacional, se destaca pelos números de empresas/marcas expositoras e fóruns de discussão, sendo reconhecida como local de prestígio para apresentação de tendências, informa a delegação da AICEP em Paris.
« Reconhecida como a principal feira mundial de decoração de interiores, este evento
destaca-se pela importância estratégica para todos os setores que abrangem a fileira casa
(mobiliário, têxteis-lar, iluminação e utilidades domésticas). Num total de 250,000m2, 7 pavilhões acolhem mais de 3.200 expositores, envolvendo cerca de 70 países ».
Seguindo a tradição de presença no evento, Portugal apresenta-se com um grupo de cerca de 90 empresas. Portugal estará em destaque no Hall 6 — Stand F112-G111, onde será apresentado um espaço, concebido pela APIMA em parceria com a AICEP, de 700m2 exclusivo a marcas portuguesas, sendo a primeira apresentação de conjunto de empresas de um país neste certame.
« Sob a marca MADE IN PORTUGAL naturally, este espaço apresenta uma oferta integrada onde peças de diferentes empresas, de diferentes setores, contribuem para identificar um país inovador e exclusivo », acrescenta a AICEP.
« A sustentabilidade é um compromisso da Fileira e o espaço assume o valor de uma forma arrojada utilizando a cortiça como material de suporte a toda a estrutura. A cortiça é um produto 100% natural, reciclável e renovável, provém do sobreiro, a única árvore capaz de regenerar a casca, sem que a sua colheita lhe seja prejudicial. Portugal é o maior produtor e exportador de cortiça do mundo, sendo reconhecido a nível internacional pela inovação e diferenciação da sua oferta ».
Mais informações em Aicep Portugal Global – Paris – Agence pour l’Investissement et le Commerce Extérieur– Ambassade du Portugal – 3, Rue de Noisiel, 75116 Paris. aicep.paris@portugalglobal.pt www.portugalglobal.pt
O guarda-redes Anthony Lopes e o médio Rúben Neves foram inicialmente chamados por Fernando Santos, mas acabaram por ser rendidos por José Sá e Vítor Ferreira, respetivamente, enquanto o defesa Pepe testou positivo à covid-19 e encontra-se a cumprir isolamento, o que levou à chamada do jovem defesa Tiago Djaló.
Na convocatória, Fernando Santos também já tinha prescindido, por lesão, de Rúben Dias, Renato Sanches e Nélson Semedo, sendo que, João Cancelo, apesar de convocado, não pode dar o seu contributo à equipa face aos turcos devido a castigo.
“Obviamente que faltam jogadores que já estão habituados a estar aqui, mas confiamos em todos, confiamos a 100% nos que foram chamados para os substituir. Temos de pensar nos que aqui estão e no que temos de fazer. Não há que dar demasiada importância aos que não estão”, disse o jogador dos ingleses do Liverpool, em conferência de imprensa.
O embate com os turcos é de caráter decisivo e, por isso, uma “situação que não é a ideal”, mas que Portugal encara com “muita responsabilidade”, segundo o avançado luso, de 25 anos, que leva oito golos em 22 jogos pela seleção principal das ‘quinas’.
“Não é a situação ideal, mas é esta em que nós estamos. Há que encará-la com muita responsabilidade. Dá-nos muita força jogar por Portugal e temos todas as condições para estar no Mundial”, afirmou.
Portugal é visto como favorito por muitos, mas Jota defendeu que essa ideia tem de ser provada dentro das quatro linhas e lembra que a seleção comandada pelo alemão Stefan Kuntz “não é um adversário fácil”.
« Tudo isso se confirma sempre dentro de campo. A Turquia não é um adversário fácil, ao contrário do que se pode pensar. Ficou em segundo no grupo dos Países Baixos e ganhou um dos jogos [aos neerlandeses]. Vai ser uma final para Portugal poder provar em campo que é mais forte”, observou.
Por fim, Digo Jota, que na presente época contabiliza 19 remates certeiros em 39 desafios oficiais pelos ‘reds’, deu o mote para ultrapassar os turcos.
“Os aspetos táticos ainda vamos ver durante o dia de hoje e amanhã [quarta-feira]. Vamos abordar dentro da seleção, mas acredito que, numa final, trata-se de eficácia, de tentar aproveitar as nossas oportunidades ao máximo, tentar não sofrer e não conceder muitas chances ao adversário”, concluiu.
Caso vença a Turquia, Portugal vai disputar a final do caminho C do ‘play-off’ de qualificação para o Mundial2022, no mesmo local, cinco dias depois, em 29 de março, frente ao vencedor do embate entre Itália e Macedónia do Norte.
Portugal precisa de vencer os dois encontros para chegar à fase final do próximo Campeonato do Mundo, que vai decorrer no Qatar, sendo que, se isso não acontecer, falhará a primeira grande competição no século XXI, depois de 11 presenças consecutivas, desde 2000 – a última ausência aconteceu no Mundial1998, disputado em França.
Com Agência Lusa.
A repetição do voto na Europa para as legislativas portuguesas e a guerra na Ucrânia.
Poucas pessoas vão ligar aos resultados do círculo da Europa, que pouco ou nada deverão alterar na política em Portugal. Para as populações o que conta são as consequências económicas que a crise, a guerra e as sanções estão a ter diretamente nas suas vidas. Mas a repetição da votação deu dois meses suplementares a António Costa para ajustar as suas políticas e o seu futuro Governo à nova situação.
Crónica de Daniel Ribeiro para ouvir na Rádio Alfa, na quarta-feira, 23.
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