I Liga portuguesa de futebol tem mais tempo de paragem por faltas na Europa

A I Liga portuguesa de futebol é o campeonato europeu com mais tempo de paragem devido a faltas, segundo revelou o Observatório do Futebol (CIES), que analisou 38 campeonatos em todo o mundo.

Nas 33 ligas de futebol europeias analisadas pelo estudo, a I Liga portuguesa lidera o ranking, sendo apenas superada pelas ligas principais do México e da Colômbia.

A I Liga portuguesa de futebol apresenta um tempo de paragem devido a faltas cometidas de 16.06 minutos, com uma média de 30,1 faltas por jogo, enquanto a Liga mexicana tem uma média de 16.27 minutos de paragem e a Liga colombiana 16.07, mas ambas com uma média mais baixa de faltas por jogo.

Em relação à média de faltas por jogo, a I Liga portuguesa (30,1) surge também no terceiro lugar da lista global revelada, sendo apenas superada pela Liga da Sérvia (30,7 faltas) e pela II Liga italiana (30,5).

No extremo oposto da lista está a Liga neerlandesa de futebol, com um tempo de paragem de 10.01 minutos e uma média de 20,3 faltas por jogo, os valores mais baixos registados pelo Observatório do Futebol.

As principais Liga europeias de futebol apresentam tempos de paragem devido a faltas mais baixos do que os que ocorrem em Portugal, com a Liga francesa com 12.18 minutos (média de 22,9 faltas), a Liga alemã 11.49 (23,6 faltas) e a Liga inglesa 11.28 (20,4 faltas), não tendo sido revelados dados sobre a I Liga espanhola e I Liga italiana.

Outro dos dados analisados é o de tempo de paragem por cada falta cometida, com Portugal a apresentar uma média de 32,1 segundos, surgindo no 11º da lista.

Com Agência Lusa.

Tatiana Weston-Webb e Colapinto campeões em Peniche

Os surfistas Tatiana Weston-Webb, do Brasil, e Griffin Colapinto, dos Estados Unidos, venceram esta segunda-feira o Meo Pro Portugal, etapa portuguesa do circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL), na Praia de Supertubos, em Peniche.

Na final feminina Tatiana bateu a norte-americana Lakey Peterson, com uma pontuação de 15,33 nas duas melhores ondas (8 e 7,33), em 20 possíveis, enquanto a californiana marcou 14,27 (7,17 e 7,10).

Na prova masculina foi o norte-americano Colapinto que levou a melhor sobre o brasileiro Filipe Toledo, com 14,34 pontos (7,67 e 6,67), contra 14,20 (7,53 e 6,67).

O período de espera do MEO Pro Portugal presented by Rip Curl, na Praia de Supertubos, em Peniche, começou na quinta-feira, e a prova terminou hoje.

A surfista brasileira Tatiana Weston-Webb, que recuperou de uma lesão recente no Havai e se sagrou campeã em Peniche, destacou o mau início de temporada e o esforço que fez para competir em Portugal.

“Tive um arranque de ano terrível e tive que lutar muito para continuar a acreditar em mim. Estou muito entusiasmada com esta vitória. Amo muito Portugal e sem o apoio do público não ia ser igual”, afirmou a atleta de 25 anos.

O surfista norte-americano Griffin Colapinto, que ganhou em Peniche, alcançado a primeira vitória da sua carreira no circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL), mostrou-se deslumbrado com esta conquista.

“Vencer em Peniche é uma loucura. Estava no meio da tabela e vim ganhar o evento. Penso na felicidade da minha família na Califórnia, os meus pais e o meu irmão, que sempre me apoiaram”, disse Colapinto, depois de bater o brasileiro Filipe Toledo na final disputada na Praia de Supertubos.

– Provas do circuito mundial de surf em Portugal:

2022 – 3.ª etapa, Meo Pro Portugal by Rip Curl, em Peniche, vencedor Griffin Colapinto (EUA).

2019 – 10.ª etapa, Meo Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Ítalo Ferreira (Bra).

2018 – 10.ª etapa, Meo Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Ítalo Ferreira (Bra).

2017 – 10.ª etapa, Meo Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Gabriel Medina (Bra).

2016 – 10.ª etapa, Moche Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor John John Florence (EUA).

2015 – 10.ª etapa, Moche Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Filipe Toledo (Bra).

2014 – 10.ª etapa, Moche Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Mick Fanning (Aus).

2013 – 9.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal by Moche, em Peniche, vencedor Kai Otton (Aus)

2012 – 10.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Julian Wilson (Aus).

2011 – 9.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Adriano de Souza (Bra).

2010 – 8.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Kelly Slater (EUA).

2009 – 9.ª etapa, Rip Curl Pro Search, em Peniche, vencedor Mick Fanning (Aus).

2002 – 7.ª etapa, Figueira Pro, na Figueira da Foz, incompleta.

2000 – 10.ª etapa, Figueira Pro, na Figueira da Foz, vencedor Rob Machado (EUA).

1997 – 9.ª etapa, Buondi Sintra Pro, em Sintra, vencedor Michael Campbell (Aus).

1997 – 10.ª etapa, Expo 98 Figueira 97, na Figueira da Foz, vencedor Shane Powell (Aus).

1996 – 12.ª etapa, Coca Cola Figueira 96, na Figueira da Foz, vencedor Matt Hoy (Aus).

1990 – 13.ª etapa, Buondi Pro, na Ericeira, vencedor Tom Curren (EUA).

1989 – 15.ª etapa, Buondi Instinct Pro, na Ericeira, vencedor Rob Bain (Aus).

Com Agência Lusa.

Chefes da diplomacia russa e ucraniana vão reunir-se 5ª feira na Turquia

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e da Ucrânia vão reunir-se na Turquia na quinta-feira, anunciou hoje o chefe da diplomacia turca, 12 dias depois do início da invasão russa.

O encontro entre Sergei Lavrov e Dmytro Kuleba vai decorrer à margem do fórum diplomático de Antalya, que se realiza no fim de semana naquela cidade do sul da Turquia, na costa do Mediterrâneo.

“Na quinta-feira, 10 de março, teremos uma reunião a três, os ministros dos Negócios Estrangeiros russo e ucraniano e eu próprio”, disse Mevlüt Çavusoglu em Ancara, citado pelas agências internacionais

“Ambos queriam que eu estivesse presente na reunião e ambos me disseram que viriam”, acrescentou o ministro dos Negócios Estrangeiros turco.

O encontro já foi confirmado pelo Governo russo, através da porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova.

“Está previsto um contacto à margem do fórum diplomático em Antalya entre o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, e o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba”, escreveu Zakharova na rede social Telegram.

Zakharova disse que o encontro se vai realizar “em conformidade com um acordo telefónico” entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

O encontro ainda não foi confirmado pelo Governo ucraniano, mas um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros admitiu que a questão está a ser analisada.

“A possibilidade de tal reunião está a ser avaliada”, disse Oleg Nikolenko.

Esta será a primeira saída de Lavrov da Rússia desde a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, que desencadeou numerosas sanções ocidentais que isolaram Moscovo do resto do mundo.

Membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e aliado da Ucrânia, a Turquia também tem laços estreitos com a Rússia e tem tido o cuidado de manter uma linha aberta com ambas as capitais desde o início do conflito.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.

Os ataques provocaram também a fuga de mais de 1,7 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

Com Agência Lusa.

Guerra na Ucrânia. Preços no ocidente disparam para recordes. Análise de Pascal de Lima

Guerra na Ucrânia. Preços de combustíveis, eletricidade, gás, trigo…. 

O peso e a influência da Rússia na economia francesa e mundial são demasiado fortes.

Análise de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo. para ouvir na terça-feira, na Rádio Alfa.

Ou ouça aqui:

 

 

 

Putin diz a Macron que objetivos na Ucrânia serão atingidos « quer por negociações quer através da guerra ».

Foto de abertura (arquivo)

Putin assegurou a Macron que « não tem intenção » de atacar centrais nucleares. Dois presidentes falaram ao telefone neste sábado, 06. Emmanuel Macron transmitiu a Vladimir Putin as suas « preocupações e exigências em termos humanitários e políticos para que ele se comprometa, finalmente, com uma negociação que coloque um ponto final às operações russas », disse fonte do Eliseu aos jornalistas.

 

facebook sharing buttonAlfa/ agências/Lusa
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whatsapp sharing buttonO Presidente Emmanuel Macron falou ontem com Vladimir Putin para « garantir » a segurança das centrais nucleares na Ucrânia e também para exigir o fim do conflito, relembrando ao líder russo as regras de tratamento dos civis durante conflitos armados.

« A chamada do Presidente Emmanuel Macron a Vladimir Putin tinha um objetivo principal, que era garantir a segurança das centrais nucleares na Ucrânia. Para além disso, era importante transmitir ao Presidente Putin as suas preocupações e exigências em termos humanitários e políticos para que ele se comprometa, finalmente, com uma negociação que coloque um ponto final às operações russas », disse fonte do Eliseu aos jornalistas.

Segundo o Eliseu, Vladimir Putin respondeu que « não tem intenção » de atacar as centrais nucleares russas, tendo-se mostrado disponível para continuar a cumprir as regras da Agência Internacional de Energia Atómica e rejeitando que as forças russas tenham atacado a central nuclear de Zaporizhia esta semana.

O líder russo disse aceitar uma cooperação mais próxima com o diretor da Agência Internacional de Energia Atómica, Rafael Mariano Grossi. O dirigente desta organização da energia nuclear reuniu-se esta semana com urgência com Emmanuel Macron.

O chefe de Estado francês frisou ainda que « é necessário que o direito internacional seja plenamente respeitado » e que isso significa que a proteção dos civis « deve ser organizada », permitindo assim ajuda humanitária, nomeadamente rotas de fuga seguras para os ucranianos que desejem abandonar Mariupol.

Ainda segundo fonte do Eliseu, Putin retorquiu que a « responsabilidade é dos ucranianos de deixarem ou não sair as populações das cidades » e Macron disse que o mais correto seria fazer uma « pausa humanitária » nos combates para permitir a saída dessas pessoas.

Os termos do fim da invasão voltaram a ser enumerados por Vladimir Putin ao longo desta conversa de uma hora e 45 minutos, incluindo a desnazificação da Ucrânia, com o líder do Kremlin a repetir também que os seus objetivos serão atingidos « quer por negociações quer através da guerra ».

Tentando novos esforços para negociações, Macron lembrou que isso terá um custo também para a Rússia e que seria melhor voltar à mesa de discussões.

Emmanuel Macron vai falar ainda esta tarde com Volodymir Zelensky e também com o primeiro-ministro israelita, Naftali Bennett, que esteve em Moscovo no sábado.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.

Os ataques provocaram também a fuga de mais de 1,5 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com as Nações Unidas.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

Entretanto, foi anunciado que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, vai encontrar-se na terça-feira com o Presidente francês, em Paris, para discutir a situação na Ucrânia, segundo o porta-voz diplomático norte-americano, Ned Price.

O objetivo da reunião com Emmanuel Macron será « prosseguir a coordenação » que os Estados Unidos da América, França e outros países europeus demonstraram na resposta à invasão da Ucrânia com a imposição de sanções sem precedentes à Rússia, adiantou o porta-voz numa declaração.

O Livro da Semana. Rita Cruz apresenta « “No País do Silêncio”

RITA CRUZ, autora de “NO PAÍS DO SILÊNCIO”, esta semana na Rádio Alfa

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (12h30), aos domingos (14h30) e às terças (01h30). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque esta semana: RITA CRUZ, autora de “NO PAÍS DO SILÊNCIO”

Rita Cruz é uma viajante. Nasceu na Guarda e vive em Kuala Lumpur, a capital da Malásia. Durante a sua vida passou por países tão distintos como a Finlândia e o Sri Lanka, a Austrália, o Afeganistão e a Colômbia. Vai falar-nos deste seu extraordinário périplo pelo mundo. Entretanto, no meio de tudo isto, a Rita teve ainda tempo para escrever “No País do Silêncio”, o seu primeiro romance.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Rita Cruz e descubra um livro que conta uma história que nos leva ao Portugal salazarista dos anos 60: um país pobre, sem liberdade e amordaçado pela mais longa ditadura da história da Europa Ocidental.

Na Rádio Alfa, na quarta-feira às 12h30 (versão curta) e no domingo às 14h30 (versão longa). Repetição na terça-feira à 01h30 (versão longa).

Ouça aqui:

 

Entrevista do escritor Nuno Gomes Garcia:

 

Ucrânia: PCP demarca-se de Putin, pede paz e queixa-se de campanha anticomunista

Ucrânia: PCP demarca-se de Putin, pede paz e queixa-se de campanha anticomunista

 

Alfa/Com Lusawhatsapp sharing buttonO secretário-geral do PCP demarcou ontem o seu partido do poder russo liderado por Vladimir Putin e apelou à paz na Ucrânia, queixando-se de que esta guerra tem sido « pretexto para uma nova campanha anticomunista ».

Num comício comemorativo do 101.º aniversário do PCP, no Campo Pequeno, em Lisboa, em que se gritou « paz sim, guerra não », Jerónimo de Sousa condenou « a recente intervenção militar da Rússia na Ucrânia e a intensificação da escalada belicista dos Estados Unidos, da NATO e da União Europeia ».

Na sua intervenção, o secretário-geral do PCP falou perto de dez minutos sobre a situação na Ucrânia, « uma guerra que urge parar e que nunca deveria ter começado », que alegou apenas servir « a administração norte-americana e o seu complexo militar-industrial para desviar atenção dos problemas internos ».

« O PCP não apoia a guerra. Isso é uma vergonhosa calúnia. O PCP tem um património inigualável na luta pela paz. O PCP não tem nada a ver com o Governo russo e o seu Presidente. A opção de classe do PCP é oposta à das forças políticas que governam a Rússia capitalista e dos seus grupos económicos », afirmou.

Em seguida, o secretário-geral do PCP acusou os Estados Unidos da América de há muito tempo levarem a cabo uma « estratégia de escalada armamentista e de dominação imperialista » e de terem promovido um « golpe de Estado » na Ucrânia em 2014, « que instaurou um poder xenófobo e belicista ».

Aplaudido por milhares de pessoas que enchiam o recinto, mais de sete mil segundo a organização, Jerónimo de Sousa declarou: « Não caricaturem a posição do PCP que, sem equívocos, e ao contrário de outros, condena todo um caminho de ingerência, violência e confrontação: o golpe de Estado de 2014 promovido pelos EUA na Ucrânia, que instaurou um poder xenófobo e belicista, a recente intervenção militar da Rússia na Ucrânia e a intensificação da escalada belicista dos Estados Unidos, da NATO e da União Europeia ».

« O PCP apela ao povo português para a mobilização e a ação pela paz, e não para a escalada da guerra, e apela à solidariedade e ajuda humanitária às populações, que não se pode confundir com o apoio a grupos fascistas ou neonazis », acrescentou.

No final desta parte do seu discurso, o secretário-geral do PCP defendeu « o reforço da luta contra o fascismo e a guerra, contra a escalada de confrontação, as agressões e as ingerências do imperialismo, contra o alargamento da NATO e pela sua dissolução, contra a militarização da União Europeia, pelo fim das sanções e dos bloqueios, pela paz e o desarmamento no mundo, pelo fim das armas nucleares, pelo respeito dos direitos da soberania dos povos ».

FC Porto vence em Paços de Ferreira e consolida liderança da I Liga

O FC Porto consolidou hoje a liderança da I Liga portuguesa de futebol, ao vencer no reduto do Paços de Ferreira por 2-4, em encontro da 25ª jornada da prova.

Pepê (17 minutos), Evanilson (38 e 52) e Taremi (59) apontaram os tentos dos ‘dragões’, enquanto Juan Delgado (31), que ainda igualou a um, e o ex-benfiquista Nicolás Gaitán (66) marcaram para os anfitriões.

Na classificação, os ‘dragões’, que somaram o 53.º jogo seguido sem perder na prova, depois do 2-3 na Mata Real na sexta ronda de 2020/21, passaram a somar 67 pontos, mantendo-se seis acima do campeão Sporting, enquanto o Paços é 10.º, com 27.

Resultados da 25ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 04 mar:

Gil Vicente – Estoril Praia, 0-0

– Sábado, 05 mar:

Boavista – Sporting de Braga, 1-1 (0-1 ao intervalo)

Portimonense – Benfica, 1-2 (1-1)

Sporting – Arouca, 2-0 (0-0)

– Domingo, 06 mar:

Moreirense – Marítimo, 0-1 (0-1)

Paços de Ferreira – FC Porto, 2-4 (1-2)

Santa Clara – Vizela, 3-1 (0-0)

Vitória de Guimarães – Famalicão, 2-1 (1-1)

– Segunda-feira, 07 mar:

Tondela – Belenenses SAD, 1-1

Programa da 26ª jornada (horas em Paris):

– Sexta-feira, 11 mar:

Benfica – Vizela, 21:15

– Sábado, 12 mar

Famalicão – Santa Clara, 16:30

Estoril Praia – Portimonense, 16:30

Arouca – Paços de Ferreira, 19:00

Belenenses SAD – Boavista, 21:30

– Domingo, 13 mar:

Marítimo – Vitória de Guimarães, 16:30

FC Porto – Tondela, 19:00

Sporting de Braga – Gil Vicente, 21:30

– Segunda-feira, 14 mar:

Moreirense – Sporting, 21:15

Com Agência Lusa.

Pelo menos 3.500 detidos na Rússia por se manifestarem contra invasão

Pelo menos 3.500 pessoas foram hoje detidas em várias manifestações na Rússia a exigir o fim da invasão da Ucrânia, em resposta ao apelo do líder da oposição Alexei Navalny.

Segundo as agências noticiosas russas Tass e Interfax, a porta-voz do Ministério do Interior russo, Irina Volk, disse que pelo menos 3.500 pessoas foram detidas numa série de protestos não autorizados em Moscovo, São Petersburgo e outras cidades russas.

Segundo a fonte, cerca de 2.500 pessoas manifestaram-se em Moscovo, das quais 1.700 foram detidas, enquanto outras 1.500 participaram num protesto semelhante em São Petersburgo, das quais 750 foram presas.

A porta-voz disse que outras 1.200 pessoas realizaram manifestações não autorizadas noutras regiões do país, das quais 1.061 foram presas.

O líder da oposição russa Alexei Navalny instou a população do país a « ignorar as proibições » e a tomar hoje as ruas de Moscovo e São Petersburgo para exigir o fim da invasão da Ucrânia e protestar contra o Presidente russo, Vladimir Putin, como o responsável pela intervenção.

O Ministério Público e o Ministério do Interior russos tinham avisado a população para não integrar os protestos, recordando-lhes que a participação seria punível com pena de prisão, uma advertência que Alexei Navalny denunciou como um ato de repressão.

Ao início da tarde de hoje a organização não-governamental (ONG) OVD-Info, especialista em monitorizar manifestações, disse que tinham sido detidas pelo menos 2.500 pessoas em 50 cidades da Rússia.

Segundo a fonte, perto de 11.000 manifestantes foram detidos no país desde 24 de fevereiro, data do início das operações militares na Ucrânia.

Apesar da intimidação das autoridades e da ameaça de pesadas penas prisão, as ações de protesto, ainda que limitadas, têm vindo a acontecer diariamente, nos últimos 10 dias, em diferentes cidades russas.

Alexei Navalny, atualmente preso e que se opõe firmemente à intervenção na Ucrânia, pediu esta semana aos russos que se reúnam todos os dias na praça principal da sua cidade para exigir a paz.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.

Os ataques provocaram também a fuga de mais de 1,5 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com as Nações Unidas.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

Com Agência Lusa.

Ucrânia: Associação portuguesa em França vai receber dois angolanos

A associação portuguesa Les Hirond’Ailes, em conjunto com outras associações francesas, vai acolher na região parisiense dois jovens angolanos vindos da Ucrânia que não conseguiam passar a fronteira da Polónia e está a reunir bens para enviar para a Ucrânia.

« Os jovens estão transtornados pelo facto de terem de atravessar a fronteira e não os aceitarem pela cor da pele, de os mandarem para trás e terem de alugar um táxi. Eu não fui educada assim, tenho netas mestiças. Somos todos iguais », afirmou a presidente da associação Les Hirond’Ailes, Suzette Fernandes, em declarações à agência Lusa.

Desde o início da guerra na Ucrânia que esta dirigente associativa se mobilizou, já que tem uma amiga moldava que lhe mostrou os efeitos do conflito no quotidiano de milhões de ucranianos. Com os restantes membros da associação, Suzette Fernandes começou a recolher bens de primeira necessidade para enviar para a Ucrânia em parceria com outras associações locais, em Sucy-en-Brie, nos arredores de Paris.

Falaram-lhe então destes dois jovens angolanos que não estavam a conseguir atravessar a fronteira e, através dos contactos na Polónia, foi possível não só fazê-los passar a fronteira, como os jovens chegam já no domingo a França.

Em Sucy-en-Brie têm à sua espera uma casa, que lhes será cedida gratuitamente durante algumas semanas. A Les Hirond’Ailes encarregou-se de encher os armários com comida, tendo lavado e passado roupas para estes dois jovens de 21 e 22 anos que até há alguns dias eram estudantes na Ucrânia.

Com um visto que lhes permite permanecer na Europa, a associação procura agora junto da comunidade portuguesa oportunidades de trabalho para que os jovens possam encontrar uma situação estável em França. Para já, nenhum deles mostra vontade de voltar a Angola.

Ao mesmo tempo, para a semana parte mais um camião de 20 toneladas para a Ucrânia e Les Hirond’Ailes estão a reunir roupas de criança e bebé, cobertores, mas também produtos de higiene para bebés, mulheres e homens para distribuir aos refugiados na Polónia e mesmo fazer chegar aos soldados ucranianos alguns bens na frente de combate.

« Tive um bocadinho de receio quando me começaram a falar em produtos para soldados, porque pensei ‘vamos ajudar a guerra?’, mas afinal não estamos a ajudar a guerra, estamos a ajudar os homens. O bem-estar deles », disse Suzette Fernandes.

A associação Les Hirond’Ailes vai levar a cabo a partir de domingo na Casa de Portugal, em Champigny-sur-Marne, na região parisiense, uma recolha de bens que serão depois distribuídos na Polónia e na Ucrânia.

Com Agência Lusa.

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