TEMPESTADE 2.1 PODCAST 19 DE FEVEREIRO 2022 : Mike DeSa

“TEMPESTADE 2.1”
O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes. Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa, Julie, Toni e o Antonin agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.

O convidado foi Mike DeSa.

Aqui fica a emissão.

TEMPESTADE 2.1 PODCAST 12 DE FEVEREIRO 2022 : Johanna Pereira

“TEMPESTADE 2.1”
O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes. Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa, Julie, Toni e o Antonin agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.

A convidada foi Johanna Pereira.

Aqui fica a emissão.

TEMPESTADE 2.1 PODCAST 12 DE FEVEREIRO 2022 : Kevin Dias

“TEMPESTADE 2.1”
O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes. Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa, Julie, Toni e o Antonin agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.

O convidado foi Kevin Dias.

Aqui fica a emissão.

TEMPESTADE 2.1 PODCAST 5 DE FEVEREIRO 2022 : Bruno Do Nascimento

“TEMPESTADE 2.1”
O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes. Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa, Julie, Toni e o Antonin agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.

O convidado foi Bruno Do Nascimento.

Aqui fica a emissão.

8 mulheres acusam candidato às presidenciais francesas Zemmour de assédio sexual

Várias mulheres acusam candidato às presidenciais francesas Zemmour de assédio sexual

email sharing button
linkedin sharing buttonAlfa/ Lusa (investigação Mediapart)
whatsapp sharing buttonOito mulheres acusam o candidato às eleições presidenciais francesas Éric Zemmour de assédio sexual, segundo uma reportagem publicada ontem pelo meio de comunicação Mediapart, tendo o antigo jornalista qualificado a investigação como « patética ».

As oito mulheres que aceitaram falar e dar a cara nesta investigação descrevendo situações em que Éric Zemmour se aproveitou do seu estatuto para tentar intimidá-las ou forçá-las a ter relações sexuais com ele.

As agressões terão ocorrido entre 1999 e 2019, mas nenhuma destas mulheres apresentou queixa contra o agora candidato.

Algumas destas agressões terão ocorrido enquanto Zemmour era jornalista no jornal Le Figaro, mas também na televisão iTélé, canal que precedeu o canal de informação CNEWS, no qual o candidato trabalhou durante mais de uma década.

As vítimas eram maioritariamente jovens estagiárias, mas também rececionistas, maquilhadoras de televisão e outras mulheres com quem Zemmour se cruzou no âmbito do seu trabalho.

O ex-jornalista dizia que caso as jovens cedessem aos seus avanços, isso teria um impacto positivo nas suas carreiras.

Os autores da investigação tentaram contactar Éric Zemmour, mas no canal France 2 ainda em dezembro, o candidato disse que não fala da sua vida privada.

A sua campanha qualificou hoje a investigação como « patética ».

Éric Zemmour assume-se como misógino, tendo partilhado durante os seus mais de 30 anos de vida pública como jornalista, cronista e comentador político as suas opiniões sobre as mulheres e o feminismo.

Segundo o agora candidato às eleições presidenciais, a maior parte das mulheres ascendeu na política por envolvimento com antigos presidentes e não por mérito.

Para Zemmour, as mulheres « não exprimem poder », as que são jornalistas « dormem » com políticos para obter informações e « os grandes génios são homens ».

As eleições francesas decorrem em 10 e 24 de abril e há 12 candidatos oficiais: Nathalie Arthaud, Nicolas Dupont-Aignan, Anne Hidalgo, Yannick Jadot, Jean Lassalle, Marine Le Pen, Emmanuel Macron, Jean-Luc Mélenchon, Valérie Pécresse, Philippe Poutou, Fabien Roussel e Éric Zemmour.

Ucrânia: Pacote de ajuda dos EUA aumenta para os 14 mil milhões de dólares

Ucrânia: Pacote de ajuda dos EUA aumenta para os 14 mil milhões de dólares

email sharing button
linkedin sharing button
Alfa/com Lusawhatsapp sharing button
O pacote de ajuda militar, humanitária e económica dos Estados Unidos para a Ucrânia e países do leste europeu cresceu na terça-feira para os 14 mil milhões de dólares, numa demonstração de apoio bipartidária por parte do Congresso norte-americano.

Democratas e republicanos têm demonstrado um sólido apoio à Ucrânia, invadida pela Rússia desde 24 de fevereiro, conflito que tem provocado devastação em partes do país e a pior crise de refugiados da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

O pacote de ajuda militar, humanitária e económica para aquela região cresceu agora para perto de 14 mil milhões de dólares (cerca de 12,8 mil milhões de euros), acima dos 12 mil milhões divulgados na segunda-feira e do pedido de 10 mil milhões feito pelo Presidente norte-americano, Joe Biden, na semana passada.

« Vamos apoiá-los contra a tirania, a opressão e os atos violentos de subjugação », garantiu Biden na Casa Branca.

O entendimento bipartidário em relação ao pacote de ajuda à Ucrânia é uma manifestação da vontade do Congresso em ajudar aquele país, mas os partidos também chocaram em relação à crise ucraniana, noticiou a agência Associated Press (AP).

Os republicanos acusaram Biden de se mover muito devagar para ajudar a Ucrânia e as nações da NATO que o auxiliam a impor sanções contra a Rússia e o seu Presidente, Vladimir Putin.

Os democratas defendem que é preciso tempo para trazer [para as sanções] aliados europeus que dependem fortemente das fontes de energia russas.

Até agora, os congressistas ainda não divulgaram o projeto de lei geral, no valor de 1,5 triliões de dólares, que financiará as agências federais este ano e inclui a ajuda à Ucrânia.

Mas os detalhes do projeto de lei estão a começar a surgir e a sua aprovação, provavelmente nos próximos dias, não está em dúvida.

Mas houve também outras motivações para o Congresso aprovar o projeto de lei geral, pois um chumbo levaria a uma paralisação das agências federais em ano eleitoral, algo que não desejam.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 406 mortos e mais de 800 feridos entre a população civil e provocou a fuga de mais de dois milhões de pessoas para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

Putin e Ucrânia enfraquecem principais adversários de Macron nas presidenciais francesas

A Rússia, a guerra na Ucrânia e as presidenciais francesas.

Uma campanha atípica em perspetiva, que vai certamente beneficiar a recandidatura do atual presidente Emmanuel Macron.

Crónica de  Daniel Ribeiro para ouvir na Rádio Alfa, na quarta-feira, 09.

Ou ouça aqui:

 

 

Entrevista. Jorge Silas « Acho que o FC Porto não vai perder muitos pontos até ao final do Campeonato »

Jorge Silas, ex-treinador do Sporting, Famalicão e B-SAD, esteve ontem na Tribuna Desportiva da Rádio Alfa.

As competições europeias, a Liga Portuguesa de futebol e a sua situação actual enquanto  treinador, foram alguns dos temas abordados nesta entrevista.

Silas começa por responder à questão, será que o FC Porto vai terminar o Campeonato sem derrotas?

Ouça aqui:

 

Entrevista na Tribuna Desportiva.

 

Lesgislativas. Chega/Campanha em França. « Não continuem a comer mais do mesmo »

Reportagem/Entrevistas/Exclusivos Rádio Alfa.

André Ventura e o seu partido « Chega« , estão em campanha eleitoral na Europa e, neste fim de semana, estiveram na região parisiense, no quadro da repetição do voto no círculo da Europa.

« Não continuem a comer mais do mesmo », disse à Rádio Alfa o cabeça de lista por este círculo, José Dias Fernandes:

 

 

 

Pelo seu lado, Diogo Pacheco de Amorim, nomeado pelo « Chega » para a vice-presidência da Assembleia da República, sublinhou que « a diáspora representa o melhor da cidadania portuguesa »:

 

 

 

Entrevistas de Ricardo José

 

França/Presidenciais. Guerra na Ucrânia beneficia Macron

França/Eleições Presidenciais. Guerra na Ucrânia beneficia Macron apesar do fracasso da sua mediação. Adaptação/Alfa de um trabalho escrito na passada quarta-feira e publicado na sexta-feira no semanário Expresso (versão papel e digital – ler versão original em expresso.pt).

Por Daniel Ribeiro

O Presidente centrista Emmanuel Macron continua cada vez mais favorito para as presidenciais francesas de 10 e 24 de abril (primeira e segunda voltas). Apesar de ter falhado a sua mediação antes da invasão russa da Ucrânia e de ter sido, de certo modo, humilhado por Vladimir Putin depois deste ter desmentido a existência de um acordo para uma cimeira entre russos e americanos, Emmanuel Macron apresentou-se na televisão na noite desta quarta-feira, 02, com uma postura muito solene.

Como chefe de Estado e mesmo como “chefe de guerra” (segundo a expressão de alguns comentadores), garantiu aos franceses que os protegerá das consequências da guerra, designadamente as económicas.

Ainda sem ser, na altura, candidato (a sua declaração de recandidatura ao Eliseu foi declarada na sexta-feira), atacou duramente Putin o qual chegou a acusar de estar a mentir e de ter uma visão “revisionista” da História.

“Não há tropas nem bases da NATO na Ucrânia. São mentiras. A Rússia não foi agredida, a Rússia é o agressor. Esta guerra é ainda menos, como a propaganda nos quer fazer querer, uma luta contra o nazismo. É uma mentira, um insulto à história da Rússia e da Ucrânia, à memória das nossas gerações que combateram lado a lado contra o nazismo”, disse Emmanuel Macron.

Confortado pelas sondagens – conta com 26% das intenções de voto contra 19% para a extremista de direita, Marine le Pen (partido RN, Ajuntamento Nacional)  e, respetivamente, 15% e 12% para a conservadora, Valérie Pécresse (partido LR – Os Republicanos) e o candidato de extrema-direita,  Éric Zemmour (partido Reconquista), seguido de perto por Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical (partido França Insubmissa).

Os estudos da opinião indicam que, na segunda volta, o atual Presidente vencerá sem grandes dificuldades qualquer um dos seus adversários, sempre com votações acima dos 54%.

A entrada das tropas russas na Ucrânia e a guerra em curso passou ser o tema central da pré-campanha eleitoral francesa, apagando os restantes temas políticos e enfraquecendo a imagem de todos os principais adversários de Macron, designadamente de Marine le Pen e  Éric Zemmour que, ambos, estiveram no passado e mesmo nos últimos tempos, muito próximos de Vladimir Putin. A primeira chegou mesmo a ser financiada por um empréstimo de um banco russo. Marine le Pen explicou há algum tempo ao Expresso que recorreu ao financiamento russo porque os  bancos franceses – “às ordens do poder”, disse – lho recusaram. O segundo ainda hoje continua a classificar Putin como sendo “um patriota que defende os interesses do seu país”.

Também Jean-Luc Mélenchon é acusado de ter tido no passado alguma complacência com o regime russo e de ter mudado de opinião sobre Putin nas últimas horas.

Esta proximidade levou Valérie Pécresse a atacar le Pen e Zemmour, cujo eleitorado da direita radical ela disputa. “Zemmour disse sonhar ser ‘um Putin francês’ e a senhora le Pen disse que Putin ‘através da sua política na Rússia apresenta o programa que nós desejamos para a França’”, afirmou Pécresse num recente comício em Caen, na Normandia.

A equipa de campanha da candidata conservadora batizou os dois candidatos extremistas com os seguintes nomes: “Valdimir Zemmour” e “Marine Putin”.

Pécresse aspira a estar presente na segunda volta e, nesse caso, poderá ser a adversária mais perigosa para o atual Presidente por poder aspirar a cativar eleitores de centro-direita, que normalmente votariam em Macron em caso de duelo deste último com um dos dois extremistas de direita. Ela demonstra agora algum à-vontade nos ataques aos adversários à sua direita porque o antigo candidato do seu campo às presidenciais de 2017, François Fillon é seu apoiante e era chamado pejorativamente como sendo “o empregado da Rússia”. Fillon, que perdeu as eleições devido a casos de corrupção, era membro do conselho de administração de duas empresas petrolíferas russas – Sibur e Zarubezhneft – e demitiu-se recentemente destas funções.

Todas estas polémicas beneficiam Emmanuel Macron que deixou para o mais tarde possível o anúncio da sua recandidatura, preferindo manter-se “protegido” pela sua função de chefe de Estado.

Numa sua mensagem lida simultaneamente na Assembleia Nacional e no Senado, na sexta-feira, 25 de fevereiro, o Presidente apelou à “unidade nacional” e, com gravidade, afirmou que a guerra da Rússia na Ucrânia significa que “estamos perante uma viragem geopolítica e histórica maior do século XXI”.

Esta missiva do Presidente aos dois parlamentos, rara na História francesa, foi ouvida com atenção mas não deixou de ser criticada pela oposição. “Ele aproveitou (a situação) para fazer política e a unidade nacional não quer dizer que acabaram os debates”, comentou o deputado de direita Julien Aubert, apoiante de Valérie Pécresse.

 

Pelo seu lado, a deputada Clémentine Autain, vista como provável sucessora de Jean-Luc Mélenchon à frente da França Insubmissa, disse que as questões estratégicas internacionais “não devem ser entregues a um só homem”, mas sim “debatidas democraticamente”.

Valérie Pécresse também não deseja que a “unidade nacional” pedida por Macron impeça que a campanha eleitoral decorra o mais normalmente possível, incluindo com debates e duelos televisivos. “A campanha tem de prosseguir, apesar de o contexto nos inquietar e de assumirmos o dever de responsabilidade”, explicou.

Facto é que a situação na Ucrânia já levou à anulação de algumas ações de pré-campanha, apesar de, em Paris, por exemplo, se continuarem a ver militantes da distribuir panfletos eleitorais.

Philippe Gosselin, deputado do partido de Pécresse, confirmou a suspensão temporária de certas iniciativas da campanha. Mas afirmou: “É preciso que a campanha avance, é certo que há coisas gravíssimas que se passam, mas nós temos um processo eleitoral em andamento e, a 24 de abril, vamos eleger um novo Presidente da República”.

Já o socialista Laurent Cathala, presidente da Câmara de Créteil, nos arredores de Paris, e um dos mais antigos “maires” e dirigentes socialistas ainda em funções, confirma ao Expresso que a esquerda não existirá nestas eleições e prevê: “Macron vai ganhar com o apoio do centro, centro-direita e centro-esquerda, mas, depois terá problemas nas legislativas porque o seu partido  – LaREM, A República Em Marcha – é muito fraco”.

 

Quatro rostos para a segunda volta contra Macron:

Marine le Pen

Cotada em segundo lugar nas sondagens, enfrenta a concorrência direta de Éric Zemmour, que lhe retira muitas intenções de voto e que conquistou mesmo apoios de alguns dos seus mais próximos colaboradores. Mesmo a sua sobrinha, Marion-Maréchal le Pen pode decidir apoiar Zemmour. É mais moderada do que este último e muito menos extremista do que o seu pai, Jean-Marie le Pen, fundador da antiga Frente Nacional, que herdou. No seu campo, alguns pedem a Zemmour que desista a seu favor, o que lhe permitiria em princípio, igualar ou mesmo ultrapassar Emmanuel Macron na primeira volta.

 

Valérie Pécresse

Bateu nas primárias da direita candidatos muito mais conhecidos do que ela como Xavier Bertrand, Éric Ciotti e Michel Barnier. Tenta conquistar votos à direita e no centro-direita e poderá ser a adversária mais difícil para Emmanuel Macron se conseguir passar à segunda volta. Faz campanha em todos os setores, mesmo nos nichos mais inesperados, incluindo os descendentes de portugueses (os portugueses com dupla nacionalidade têm direito de voto nas presidenciais). Nomeou um autarca franco-português de Aulnay-sous-Bois, Paulo Marques, como conselheiro para a sua campanha junto dos portugueses.

 

Éric Zemmour

Polemista e escritor de extrema-direita, apresenta como base dominante do seu programa um discurso anti-imigração. Considera que a França está em risco de ser colonizada pelos estrangeiros. Conquistou apoios no partido de Marine le Pen, de onde saíram alguns dirigentes para integrarem a sua candidatura. Apresenta-se como antissistema. Mesmo sobre os refugiados ucranianos é o único dos candidatos que é contra o seu acolhimento em França. Prefere que eles fiquem na Polónia porque, diz, “poderão mais facilmente voltar para casa quando a guerra acabar”.

 

Jean – Luc Mélenchon

Candidato crónico da esquerda radical não conseguiu desta vez o apoio do Partido Comunista, que apresenta uma candidatura própria (Fabien Roussel). É, no entanto, a surpresa na esquerda nesta pré-campanha por atingir mais de 11% das intenções de voto. Pede o voto útil de toda a esquerda e dos ecologistas e, se conseguir o apoio de Roussel, cotado com 4 a 5 % e de mais um ou outro dos candidatos com menos intenções de voto, poderá aspirar a qualificar-se para a segunda volta, o que seria um acontecimento de relevo.