Ministro francês das Finanças considera « obsoletas » regras da divida pública da UE

O ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, considerou hoje « obsoletas » as regras da União Europeia (UE) que regem a dívida pública e o défice orçamental dos Estados-membros.

O Pacto de Estabilidade e Crescimento, « como um todo, não é obsoleto, mas a regra da dívida pública é », argumentou Le Maire numa entrevista com sete órgãos europeus de comunicação, duas semanas depois de a França ter assumido a presidência do Conselho da UE, em 1 de janeiro.

A dívida pública dos Estados-membros não deve exceder 60% do produto interno bruto (PIB) e o défice orçamental não deve ultrapassar os 3% do produto.

« Antes da crise, havia uma diferença de quase 40 pontos percentuais do PIB entre os membros mais e os menos endividados da zona euro. O fosso é agora de mais de 100% », sublinhou Bruno Le Maire.

« Há várias propostas em cima da mesa” para reformar o Pacto, nomeadamente a de “calendários e objetivos diferentes para cada país », explicou o ministro.

« Outros avançaram o conceito (…) de que deveria caber aos Estados-membros definir as etapas e as mudanças necessárias nas suas políticas económicas, o que lhes permitiria voltar a ter finanças sólidas », uma ideia « interessante » para Le Maire.

Em última análise, será necessário « encontrar o equilíbrio certo entre os investimentos necessários para enfrentar os desafios do século XXI e a necessidade de regressar à solidez das finanças públicas ».

Bruno Le Maire disse ainda que espera “ver-se livre” de « todas as restrições sanitárias » ligadas à pandemia de covid-19, até ao final do ano.

Face à propagação da variante ómicron em França, o governo francês reforçou as restrições sanitárias no final de dezembro, nomeadamente encorajando a utilização do teletrabalho, pelo menos, três dias por semana.

Com Agência Lusa.

Portugal perde com Hungria e complica hipóteses de apuramento no Euro2022 de andebol

A seleção portuguesa de andebol perdeu hoje frente à Hungria, por 31-30, com um golo nos últimos segundos, na segunda jornada do grupo B do Euro2022, e complicou as hipóteses de seguir em frente na competição.

Depois da derrota na estreia frente à Islândia, a equipa portuguesa até entrou bem no jogo frente à congénere anfitriã da Hungria e conseguiu chegar a intervalo a vencer por 15-14, mas os húngaros deram a volta ao marcador na segunda parte e vencerem com um golo a quatro segundos do fim, num jogo pautado pelo equilíbrio.

Com este resultado, a Hungria soma dois pontos, os mesmos de Islândia e Países Baixos, que se defrontam hoje, enquanto Portugal está em último, ainda sem pontuar.

A equipa das ‘quinas’ necessita agora de uma vitória dos islandeses frente aos neerlandeses, de modo a manter a esperança de chegar a um dos dois lugares de apuramento para a fase seguinte na última jornada.

Com Agência Lusa.

Legislativas/Comunidades. « Se votarem mais, mais deputados terão! ». Berta Nunes/Exclusivo/Entrevista

Entrevista exclusiva com a secretária de Estado das Comunidades portuguesas, Berta Nunes.

No dia (16/01) do início da campanha oficial para as Eleições Legislativas antecipadas de 30 de janeiro, Berta Nunes deu uma entrevista em direto à Rádio Alfa – no programa Passagem de Nível, de Artur Silva.

Uma entrevista na qual fala das modalidades de voto dos portugueses no estrangeiro e, naturalmente, apela à participação eleitoral.

Ouça aqui:

 

 

 

 

 

 

Legislativas/Portugal. Emigrantes? São números, os problemas não se discutem. Acreditam nas promessas? Opinião

Campanha eleitoral oficial para as legislativas antecipadas em Portugal arrancou neste domingo, 16. Votação no dia 30 deste mês.

Daniel Ribeiro/Alfa

 

« Há mesmo ‘à volta de 84 mil pessoas por ano’ a sair do país? », perguntava há dois dias o jornal Público, referindo-se a um dos mais importantes debates da campanha eleitoral, entre os líderes do PS e do PSD, António Costa e Rui Rio. A frase é de Rui Rio no seu recente frente a frente com António Costa.

« Nos tempos da troika, a saída de portugueses do país chegou a ultrapassar os 134 mil emigrantes. Em 2020, o número desceu para menos de metade ». Agora parece que voltou a subir segundo os números que têm sido avançados em Portugal, mas não há números oficiais confirmados e publicados.

No debate Costa/Rio, o mais visto de todos da campanha eleitoral, a questão da emigração resumiu-se a isso – a números de emigrantes e a alguns segundos em direto na TV .  Rio disse que os portugueses estão a sair do país à razão de 84 mil por ano. “Estamos a nivelar por baixo. É o PS a empobrecer o país”, acrescentou. António Costa nada acrescentou de substancial sobre o assunto.

É – e foi tudo o que se disse, sobre a emigração. Em toda a campanha eleitoral portuguesa tem sido sempre assim. Nada se diz, em termos da campanha nacional, sobre os problemas dos portugueses no estrangeiro – sobre o caos no atendimento dos consulados, os problemas do ensino da língua no estrangeiro, etc…. nada!

Os candidatos a deputados pelos círculos da emigração podem prometer mundos e fundos (é o que fazem), mas ninguém lhes liga em Portugal. Quando muito, os problemas da emigração ficam esquecidos em algumas linhas ‘obrigatórias’, sempre as mesmas em todas as eleições, nas promessas dos respetivos partidos. Há anos que é assim.

A emigração? Acreditem, se quiserem, nas promessas!

Djokovic « desapontado » por não poder participar no Open da Austrália

O tenista sérvio Novak Djokovic disse hoje estar « desapontado » por um tribunal ter indeferido o recurso que apresentara contra uma ordem de deportação e que o vai impedir de participar no Open da Austrália 2022.

O tenista divulgou uma declaração pouco depois de três juízes do Tribunal Federal australiano terem confirmado unanimemente uma decisão tomada na sexta-feira pelo ministro da Imigração, Alex Hawke, de cancelar o visto do sérvio de 34 anos por motivos de interesse público, uma vez que não está vacinado contra a covid-19.

« Estou extremamente desapontado com a decisão do Tribunal de indeferir o meu pedido de revisão judicial da decisão do ministro de cancelar o meu visto, o que significa que não posso ficar na Austrália e participar no Open », disse Djokovic.

« Respeito a decisão do Tribunal e cooperarei com as autoridades competentes em relação à minha saída do país », acrescentou.

Djokovic disse estar « desconfortável » com o facto de a atenção se ter centrado nele desde que o seu visto foi cancelado pela primeira vez à chegada ao aeroporto de Melbourne, a 06 de Janeiro.

« Espero que todos possamos agora concentrar-nos no jogo e no torneio que adoro », frisou.

A decisão significa provavelmente que Djokovic, que não está vacinado contra a covid-19, permanecerá detido em Melbourne até ser deportado.

A deportação ocorre geralmente o mais cedo possível após uma ordem, a menos que seja impedida por uma ação judicial. O governo não disse quando é que Djokovic irá partir.

Uma ordem de deportação também inclui normalmente uma proibição de três anos de regresso à Austrália.

O presidente do Supremo Tribunal, James Allsop, disse que a decisão do ministro se resumia a ser « irracional ou legalmente irracional ».

Alex Hawke congratulou-se com a decisão, embora o seu gabinete não tenha avançado pormenores sobre como ou quando Djokovic será deportado.

Djokovic poderia potencialmente recorrer ao Supremo Tribunal, mas não a tempo de competir no torneio australiano.

« Vou agora demorar algum tempo a descansar e a recuperar, antes de fazer quaisquer outros comentários para além disto », disse o desportista.

O processo judicial através do qual Djokovic esperava manter vivas as aspirações a um 21º título de Grand Slam foi extraordinariamente rápido pelos padrões australianos.

Três horas após Hawke ter anunciado na sexta-feira à tarde de que o visto de Djokovic tinha sido cancelado, os seus advogados apresentaram-se perante um juiz do Circuito Federal e do Tribunal de Família para iniciar a sua contestação da decisão. O caso foi elevado ao Tribunal Federal no sábado e as alegações foram apresentadas por ambas as partes no mesmo dia.

Os três juízes ouviram o caso hoje durante cinco horas e anunciaram a decisão duas horas mais tarde.

Entre o final da audiência e o veredicto, a Tennis Australia, organizadora do torneio, tinha anunciado que Djokovic estava agendado para jogar o último jogo na segunda-feira na Rod Laver Arena contra Miomir Kecmanovic, um compatriota sérvio classificado em 78º lugar no mundo.

O ministro cancelou o visto alegando que a presença de Djokovic na Austrália pode ser um risco para a saúde e « boa ordem » do público australiano e « pode ser contraproducente para os esforços de vacinação de outros na Austrália ».

O visto de Djokovic foi inicialmente cancelado em 6 de Janeiro por um funcionário fronteiriço que decidiu não beneficiar de uma isenção médica das regras da Austrália para visitantes não vacinados.

Djokovic ganhou nove títulos do Australian Open, incluindo três de seguida, e um total de 20 troféus individuais do Grand Slam, empatados com os rivais Roger Federerer e Rafael Nadal pelo maior número na história do ténis masculino.

O domínio de Djokovic nos últimos tempos tem sido forte, ganhando quatro dos últimos sete grandes torneios e terminando como vice-campeão em outros dois.

A única vez que não chegou pelo menos à final nesse período foi no Open dos EUA de 2020, onde foi desclassificado na quarta volta por bater uma bola que acertou inadvertidamente na garganta de um juiz de linha depois de um jogo.

Com Agência Lusa.

Covid-19: Protestos em França contra passe sanitário e vacinas mobilizaram 54.000 pessoas

Covid-19: Protestos em França contra passe sanitário e vacinas mobilizaram 54.000 pessoas

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Alfa/com Lusa/AFPwhatsapp sharing buttonCerca de 54.000 pessoas protestaram ontem em França contra o passe sanitário e as vacinas para a covid-19, o que representa metade dos participantes dos protestos da semana passada, revelou o Ministério do Interior.

Na semana passada, os protestos registados em várias cidades francesas mobilizaram 105.200 pessoas, mas hoje a participação rondou os 54.000 manifestantes.

De acordo com a agência France-Presse, 10 pessoas foram interpeladas pelas autoridades durante os protestos.

Em Paris decorreram quatro protestos com cerca de 7.000 pessoas, dos quais 5.800 perfilavam ao lado de Les Patriotes, a formação do candidato de extrema-direita Florian Philippot às presidenciais.

Uma equipa de jornalistas da agência noticiosa francesa foi agredida e ameaçada de morte por manifestantes dos Les Patriotes e um agente de segurança que a protegia ficou ferido.

Poucas horas antes das manifestações, os deputados voltaram a aprovar um projeto de lei polémico, que transforma o passe sanitário num passe de vacinação, embora existam ainda pontos divergentes no documento entre o Senado e a Assembleia Nacional, que dará a palavra final no domingo.

A covid-19 provocou 5.519.380 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em novembro, tornou-se dominante em vários países.

Benfica empata com Moreirense 1-1, Braga perde em casa com Marítimo 0-1

O Benfica empatou hoje 1-1 na receção ao Moreirense, em jogo da 18ª jornada da I Liga de futebol, e corre o risco de ver o FC Porto e Sporting aumentarem a vantagem no campeonato.

No estádio da Luz, o Moreirense adiantou-se no marcador aos 61 minutos, beneficiando de um autogolo do brasileiro Gilberto, com o uruguaio Darwin Núñez, aos 65, a fazer o golo do empate, que se manteve até ao final.

Com este empate, o Benfica está em terceiro, com 41 pontos, e pode ver o líder FC Porto, com 47, e o Sporting, segundo com 44, aumentarem a sua vantagem, pois apenas entram em campo no domingo, enquanto o Moreirense soma o segundo jogo sem perder e está em 13º, com 16 pontos.

Marítimo vence na visita ao Sporting de Braga

O Marítimo venceu hoje por 1-0 na visita ao Sporting de Braga, somando o terceiro triunfo consecutivo no campeonato.

Em Braga, o brasileiro Cláudio Winck, aos 89 minutos, marcou o único golo da partida para a equipa forasteira, com o Sporting de Braga a registar o segundo jogo seguido sem vencer na I Liga, depois do empate na última jornada.

Com este resultado, o Sporting de Braga continua no quarto lugar, com 32 pontos, enquanto o Marítimo é nono, com 23 pontos.

 

Resultados da 18ª jornada da I Liga de futebol (horas em Paris):

– Sábado, 15 jan:

Boavista – Gil Vicente, 1-1 (1-0 ao intervalo)

Benfica – Moreirense, 1-1 (0-0)

Sporting Braga – Marítimo, 0-1 (0-0)

 

– Domingo, 16 jan:

Santa Clara – Tondela, 16:30

Vizela – Sporting, 19:00

Famalicão – Paços de Ferreira, 19:30

Belenenses SAD – FC Porto, 21:30

 

– Segunda-feira, 17 jan:

Portimonense – Vitória Guimarães, 21:15

 

– Quinta-feira, 27 jan:

Estoril Praia – Arouca, 21:30

 

Com Agência Lusa.

Mais uma à esquerda. Ex-ministra Christiane Taubira candidata às presidenciais de França

Ex-ministra da Justiça Christiane Taubira formaliza candidatura às presidenciais de França

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whatsapp sharing buttonA ex-ministra da Justiça de França, Christiane Taubira, formalizou hoje a sua candidatura às eleições presidenciais do país, somando-se aos já muitos candidatos da esquerda, e alega que o seu objetivo é combater as “injustiças sociais”.

Taubira afirmou, durante uma viagem que está a realizar a Lyon, querer convocar uma “conferência sobre salários” e defender um governo “que saiba dialogar em vez de moralizar e capitalizar”.

A sua candidatura já era esperada, já que a ex-ministra tinha demonstrado querer atingir o objetivo ambicioso, mas quase impossível, de reunir a esquerda fragmentada e já sobrecarregada de candidatos.

A menos de três meses da primeira volta das presidenciais, a esquerda conta, portanto, com seis principais candidatos: o líder radical Jean-Luc Mélenchon, o ecologista Yannick Jadot, o comunista Fabien Roussel, o ex-ministro Arnaud Montebourg (que, no entanto, parece estar perto de desistir) e a presidente socialista da câmara de Paris Anne Hidalgo. Nenhum dos candidatos ultrapassa a linha dos 10% de intenção de voto nas sondagens.

O atual Presidente, Emmanuel Macron, é visto como o vencedor não absoluto da primeira volta, à frente da candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, seguida de perto pela candidata de direita, Valérie Pécresse.

Christiane Taubira tinha anunciado, no final de dezembro, que planeava apresentar-se como candidata “face ao impasse” de uma esquerda mais dividida do que nunca, tendo, na altura, marcado a data de 15 de janeiro para esclarecer a sua escolha.

A ex-deputada da Guiana, região ultramarina francesa onde nasceu há 69 anos, destacou-se perante o eleitorado de esquerda pela sua luta pela lei que reconhece o tráfico de escravos e a escravatura como crimes contra a humanidade e, sobretudo, por ter apoiado, como ministra, a lei que permite o casamento e a adoção por casais homossexuais, aprovada em 2013.

Taubira foi candidata às presidenciais em 2002, altura em que conseguiu apenas 2,32% dos votos.

Embora ainda não tenha registado grandes avanços nas intenções de voto, segundo as sondagens – obteve 4,5% no início de janeiro – a sua comitiva garante que a ex-ministra “desperta fervor” entre um eleitorado de esquerda confuso desde a vitória de Emmanuel Mácron em 2017 e a desintegração dos partidos políticos tradicionais.

As eleições para escolher o próximo Presidente de França realizam-se a 10 de abril. Se nenhum candidato obtiver a maioria absoluta dos votos válidos na primeira volta, será realizada uma segunda volta, em 24 de abril, entre os dois principais candidatos.

Ministério Público manda constituir arguido ex-ministro Eduardo Cabrita

O ex-ministro Eduardo Cabrita e o “responsável pela segurança da comitiva” vão ser constituídos arguidos no processo do atropelamento mortal na A6, segundo o despacho do diretor do DIAP de Évora que reabriu o inquérito.

No despacho, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o diretor do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, José Carlos Laia Franco, determina esta constituição como arguidos.

“Importará, previamente, com todas as consequências legais processuais que lhe são inerentes”, proceder “à constituição formal como arguidos daqueles dois indivíduos”, pode ler-se.

O despacho, datado de quarta-feira, determina “a reabertura da investigação” e diz que devem ser realizadas estas diligências para que, no final, possa ser “proferida decisão que aprecie da eventual responsabilidade com relevância criminal” por parte de Eduardo Cabrita e Nuno Dias, da PSP e chefe de Segurança de Alta Entidade.

O Ministério Público (MP) decidiu esta reabertura do inquérito na sequência de um pedido de intervenção hierárquica interposto, na terça-feira, pelo advogado da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), Paulo Graça, assistente no processo.

No requerimento, dirigido ao magistrado coordenador da comarca de Évora e ao qual a agência Lusa teve acesso, o advogado Paulo Graça considera que deve ser deduzida acusação penal contra o antigo ministro “pela prática, em autoria paralela e por omissão, do crime de homicídio por negligência”.

“Os autos contêm matéria que permite a formulação de acusação” contra o antigo ministro da Administração Interna (MAI) “pelo crime de homicídio por negligência cometido por omissão”, invoca o advogado, no requerimento.

Na sua decisão, em que considera que o requerimento da assistente é « tempestivo » e « tem legitimidade », o diretor do DIAP de Évora lembra que, neste caso, foi deduzida acusação “exclusivamente” contra o motorista do veículo que atropelou mortalmente um trabalhador na Autoestrada 6 (A6), onde seguia o ex-governante.

“No encerramento do inquérito não foi abordada a eventual responsabilização criminal de outros na ocorrência, que não a daquele condutor”, diz o magistrado.

Apesar de a associação não o ter requerido, “tem de entender-se” que a assistente no processo “pretenderá estender essa responsabilidade à pessoa responsável pela segurança da comitiva em que o veículo interveniente se integrava”.

E, “de acordo com os elementos dos autos, era Nuno Miguel Mendes Dias que, na ocasião desempenhava essas funções”, refere o diretor do DIAP, recordando que “as alegadas condutas omissivas” de Eduardo Cabrita e de Nuno Dias “não foram objeto de apreciação e decisão em sede de despacho de encerramento do inquérito”.

Laia Franco indica que estão “esgotadas as diligências de recolha de prova” e não se vislumbra “necessidade de realização de outras”, para além da constituição do ex-ministro e do PSP como arguidos.

“Impõe-se que se proceda à apreciação e valoração respetiva em termos de imputação (ou não) aos dois indivíduos em causa de eventual responsabilidade com relevância criminal na produção dos factos a que se reportam os autos e que consistirá apenas e só uma questão de natureza jurídica que importa decidir”, pode ler-se.

Contactado pela Lusa, o DIAP de Évora esclareceu hoje que o processo já foi devolvido à magistrada titular do mesmo, tendo esta, segundo a decisão do diretor do DIAP, 45 dias para proferir decisão.

Na quinta-feira à noite, o DIAP de Évora, numa nota publicada na sua página de Internet, revelou ter determinado a reabertura do processo “tendo em vista apreciar a eventual responsabilidade na ocorrência de outras pessoas, para além do condutor já acusado”.

A 03 de dezembro de 2021, o MP acusou Marco Pontes, motorista de Eduardo Cabrita, de homicídio por negligência por um acidente ocorrido a 18 de junho, em que foi atropelado mortalmente na Autoestrada 6 (A6), entre Estremoz e Évora, um trabalhador que fazia a manutenção.

Nesse mesmo dia, o até então ministro da Administração Interna demitiu-se.

No início de janeiro, o advogado da família do trabalhador que morreu no acidente revelou ter requerido a abertura de instrução do processo, para “conseguir a pronúncia da responsabilidade criminal” do ex-ministro.

 

Com Agência Lusa.

Open da Austrália: João Sousa entra no quadro principal como ‘lucky loser’

O tenista português João Sousa acedeu hoje como ‘lucky loser’ ao quadro principal da 110ª edição do Open da Austrália, primeiro torneio do Grand Slam de 2022, que arranca na próxima segunda-feira, em Melbourne Park.

O vimaranense, número 140 no ‘ranking’ mundial, tinha perdido na terceira ronda da fase de qualificação frente ao moldavo Radu Albot (123º ATP), em dois ‘sets’, por duplo 6-4, mas ganhou o sorteio para o quadro principal entre os quatro ‘lucky losers’ mais cotados da última ronda do ‘qualifying’.

Depois de ter falhado a participação há um ano, por ter testado positivo ao coronavírus nas vésperas de viajar para Melbourne, Sousa regressa assim à principal grelha do ‘major’ pela nona vez na carreira e terá como adversário na primeira ronda o italiano Yannik Sinner.

João Sousa tem como melhor resultado em Melbourne Park a presença na terceira ronda, em 2015 e 2018, quando perdeu para o escocês Andy Murray nas duas ocasiões, e este ano terá uma dificuldade acrescida para superar a ronda inaugural, uma vez que terá pela frente o número 11 mundial e um dos mais jovens promissores do circuito mundial.

Antes, também na final da qualificação, Gastão Elias, número 217 mundial, foi igualmente afastado do quadro principal, ao perder com o cazaque Timofey Skatov, 255.º, por 6-4 e 7-6 (7-5), em uma hora e 43 minutos, no ‘court’ número 15.

O jogador luso, que já foi o 57.º jogador mundial, em 24 de outubro de 2016, liderou o primeiro parcial por 3-2, mas perdeu quatro dos cinco últimos jogos, e, no segundo, desperdiçou uma vantagem de 5-2 e dois ‘set points’ com 5-3.

Nuno Borges (192.º ATP), obrigado a desistir por estar infetado pelo coronavírus responsável pela pandemia da covid-19, João Domingues (249), na primeira ronda de qualificação, e Frederico Silva (240º), nas meias-finais, também já tinham caído.

O quadro principal é, para já, liderado por Novak Djokovic, primeiro do ‘ranking’ mundial e nove vezes vencedor (2008, 2011, 2012, 2013, 2015, 2016, 2019, 2020 e 2021), mas o sérvio, avesso à vacina contra a covid-19, ainda pode ser deportado.

 

Com Agência Lusa.