Covid-19: Portugal com 40.945 infeções, novo máximo em 24 horas

Covid-19: Portugal com 40.945 infeções, novo máximo em 24 horas

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Alfa/Lusa/DGSwhatsapp sharing buttonPortugal registou 40.945 novas infeções com o coronavírus SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas, um novo máximo desde o início da pandemia, e mais 20 mortes associadas à covid-19, indicam números divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O maior número de novas infeções tinha acontecido a 05 de janeiro deste ano, quando se registaram 39.570 novos casos.

O boletim epidemiológico diário da DGS regista um aumento do número de pessoas internadas em enfermaria, contabilizando hoje 1.635 internamentos, mais 71 do que na terça-feira, bem como um crescimento nas unidades de cuidados intensivos (mais 14), totalizando agora 167.

Os casos ativos voltaram a aumentar nas últimas 24 horas, totalizando 276.894, mais 7.443 do que na terça-feira, e recuperaram da doença 33.482 pessoas, o que aumenta o total nacional de recuperados para 1.438.268.

Das 20 mortes, 14 ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, cinco no Norte e uma no Algarve.

Legislativas portuguesas em tempo de saldos e de um voto nas Comunidades que conta pouco. Opinião

Eleições legislativas portuguesas. Chegou o tempo dos saldos, das promessas e de um voto nas Comunidades que conta muito pouco.

Crónica de  Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, para ouvir, na Rádio Alfa, na quinta-feira, 13, às 7h15, 13h15, 16h30 e 19h45.

Ou ouça aqui: 

 

 

 

Mais de 2000 enfermeiros pediram para sair de Portugal desde o início da pandemia

Mais de 2000 enfermeiros pediram para sair de Portugal desde o início da pandemia

Alfa/ com DN e Lusa

Suíça, Espanha e Reino Unido foram os principais países a receber enfermeiros portugueses em 2021. Emirados Árabes Unidos recebem cada vez mais profissionais. Ordem alerta para condições de trabalho dignas para evitar emigração de profissionais.

Mais de dois mil enfermeiros pediram para sair de Portugal desde o início da pandemia, em março de 2020, especialmente no segundo semestre do ano passado, segundo dados divulgados esta terça-feira pela Ordem dos Enfermeiros (OE).

« Só em 2021, o número total de enfermeiros que manifestaram intenção de emigrar corresponde a cerca de um terço dos novos enfermeiros formados anualmente pelas escolas portuguesas », refere a OE em comunicado.

De acordo com os dados, foram feitos 2 413 pedidos de declarações para emigração (1 230 em 2020 e 913 em 2021). Estes pedidos aconteceram especialmente no segundo semestre do último ano, « altura em que milhares de enfermeiros saem das escolas para o mercado », explica a ordem. « Assim, enquanto até junho de 2021 tinha havido 277 pedidos de emissão de declarações, entre junho e dezembro esse número ascendeu a 636 », precisa a OE.

« Os países europeus, que nos últimos dois anos realizaram campanhas de recrutamento muito agressivas, para as quais a OE alertou, continuam a ser os escolhidos pelos enfermeiros portugueses », com a Suíça e os Emirados Árabes Unidos a receberem cada vez mais profissionais, de acordo a ordem.

« Estes números demonstram a continuação da tendência da emigração de enfermeiros, apesar da carência crónica de enfermeiros em Portugal. Recorde-se que, nos últimos dois anos, chegámos ao ponto de querer contratar enfermeiros, nos momentos mais críticos da pandemia, e não haver enfermeiros no mercado, apesar de todos os anos saírem 3000 novos enfermeiros das escolas », explica.

Nesse sentido, « é urgente dar condições dignas aos enfermeiros e não contratos de quatro meses, dar-lhes uma carreira e não um bilhete de avião », diz a Bastonária, Ana Rita Cavaco, sublinhando que em mês de eleições é fundamental saber o que cada partido tem no seu programa para a saúde, e para os enfermeiros em particular, e é uma emergência encontrar mecanismos de fixação dos enfermeiros em Portugal, como já foi recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

Louvre mostra as “Três Graças” em cortiça de Cabrita Reis a partir de 13 de fevereiro

Louvre (Jardim das Tulherias) mostra as “Três Graças” em cortiça de Cabrita Reis a partir de 13 de fevereiro

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O artista Pedro Cabrita Reis leva uma reinterpretação das “Três Graças”, em cortiça, ao Jardim das Tulherias, em Paris, a convite do vizinho Museu do Louvre, de 13 de fevereiro e meados de junho.

“As ‘Três Graças’ interessam-me porque atravessam a história da arte europeia desde a antiguidade clássica grega. Resistiram a todas as erosões, todas as diferenças de pensamento, processos históricos, mudanças de paradigmas políticos, ideológicos, revoluções”, afirma, em entrevista à agência Lusa.

Estas figuras “vêm lá do fundo, muito antes da democracia ateniense, passam pelo Império Romano, chegam à Idade Média, têm um momento de brilho ainda mais acentuado no Renascimento, voltam a reaparecer no século XVII e XVIII com Rubens, e chegam até à modernidade com Picasso, Matisse, e tudo isso”, detalha.

As três esculturas nascem a convite do Museu Louvre, em Paris, e serão expostas de 13 de fevereiro a meados de junho.

Quando recebeu o repto, a ideia veio “de imediato”, conta, não só porque sempre se quis debruçar sobre estas figuras, mas também porque lhe interessou “a colocação num espaço público”.

“Começo por fazer umas pequenas maquetes, a partir de figuras, daquelas que se vendem, ‘kitsch’, os santinhos e santinhas de toda a qualidade, e a partir dessas figuras trabalho. Corto-as, recolo-as, transformo, aglutino fragmentos de diversas figuras que ganham depois uma autonomia e presença abstrata e não localizável do ponto de vista de iconografia. Não se sabe se é um Santo António ou uma Nossa Senhora da Conceição. É apenas um conjunto de objetos em pedra ou em gesso aglutinados”, relata.

Essas maquetes foram depois enviadas para uma empresa “faz maquinação robótica” e “passam aquilo para um programa vetorial em computador que dá ordens a um braço robótico”.

Foi esse braço robótico que esculpiu os blocos criados pela Corticeira Amorim, juntando “cortiça com outras matérias que, não hipotecando a ecologia e sustentabilidade, dão-lhe uma resistência que permite estar, como estas vão estar”, ao ar livre.

Cada peça tem cerca de 4,50 metros e pesa aproximadamente 500 quilos, a que se somam os 400 quilos da base que as sustenta.

São quatro fragmentos ‘cortados’ por “blocos de matéria-prima” não trabalhada que “aparecem integrados na escultura, e com isso dilatam o tempo de entendimento da escultura”.

“Ao mesmo tempo temos o princípio e o fim dentro da mesma peça”, insiste.

O artista conta que essa “intenção” veio “aumentar, acentuar, a desconstrução do corpo”.

Para Cabrita Reis, os três corpos femininos, que são representados ao longo da história, interessam não pelo corpo, mas pela sua persistência na história.

“Desde logo, é um corpo. Há uma imagem antropomórfica que não é preciso fazer um grande esforço para se entender, ou melhor ainda, para se subentender, um corpo por ali”.

Para saber que é feminino, “recorremos então ao tema”.

“As ‘Três Graças’ são três figuras femininas entrelaçadas entre si, três irmãs que nunca se afastam. Em toda a História da Arte, as Três Graças foram sempre representadas naquilo que se convencionou ser a forma de representação – uma de costas e duas de frente, todas entrelaçadas, abraçadas entre si, mas nunca, jamais, em tempo algum, separadas”.

As esculturas que vão ocupar o Jardim das Tulherias “estão conceptualmente unidas, não estão fisicamente unidas”, explica.

“Não se prendem, não são reféns de uma interpretação literal e retórica de um modelo original”.

Essa distância “faz expandir o espaço, e, ao expandir o espaço, elas ganham outra movimentação, mesmo que não se mexam, mas tendo mais vazio entre elas, elas expandem a sua presença”, considera.

Com estas esculturas, quer também debater “a questão da monumentalidade”.

“Há quem defenda a ideia de que os monumentos são manifestações obsoletas. Monumentos a generais que se distinguiram em guerras de massacre colonial são obsoletos, claro que são. Agora o conceito de monumento, a sociedade sempre definiu que um monumento celebrava qualquer coisa. As classes dominantes sempre se celebraram a si próprias através de figuras. Provavelmente, o que é preciso rever é qual é a matéria da representação. Não é o monumento em si. (…) O que se transforma é o que se faz, a maneira como se olha, as preocupações”.

O artista defende que “os monumentos não estão obsoletos, o que está é o uso deles sob determinados prismas históricos”.

Apesar da sua resistência, a cortiça mantém uma “fragilidade interessante”, adianta.

“Porque nada é para sempre. E é bom conviver-se, viver-se e perceber-se e aceitar-se, justamente, a morte. Faz parte. É outra forma de vida. Esta destruição não é uma intenção de aniquilar nada, é apenas a natural passagem do tempo”.

As “Três Graças” de Cabrita Reis ficam e exibição no Jardim das Tulherias, a convite do vizinho Museu do Louvre, no âmbito da Temporada Cruzada França-Portugal 2022, de 13 de fevereiro até meados de junho.

Depois disso, tem “uma intenção bastante consolidada de fazer uma outra versão disto, provavelmente com algumas alterações formais, mas em bronze”.

“Um dia, se calhar, encontro um jardim, ou no meio do campo, lá para a serra do Algarve, onde moro, e ponho-as lá no meio das alfarrobeiras”, remata.

Nascido em Lisboa, em 1956, Pedro Cabrita Reis fez formação académica em pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, em 1983, e da sua trajetória destacam-se exposições individuais como « Work Always in Progress », no Centro Galego de Arte Contemporânea (CGAC), Santiago de Compostela, também em Espanha (2019), « La Casa di Roma », um trabalho realizado especificamente para o museu Maxxi, em Roma, Itália (2015), e « A Linha do Vulcão », no Museu Tamayo Arte Contemporânea, no México (2009).

Foi o representante de Portugal na Bienal de Arte de Veneza, em 2003.

A sua obra está representada em coleções de instituições internacionais como a Tate Modern, em Londres, a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a Hamburger Kunsthalle, em Hamburgo, e a Fundação de Serralves, no Porto.

Sporting goleia Leça e está nas meias-finais da Taça de Portugal

O Sporting venceu hoje o Leça, por 0-4, em jogo dos quartos de final da Taça de Portugal de futebol, e aguarda pelo resultado da partida entre Vizela e FC Porto para conhecer o seu adversário nas meias-finais.

Em Paços de Ferreira, casa emprestada da equipa do Campeonato de Portugal, o quarto escalão do futebol português, os ‘leões’ marcaram por intermédio do brasileiro Bruno Tabata, aos 12 e 80, Matheus Nunes, aos 31, e Nuno Santos, aos 90+2.

Nas meias-finais, a disputar em duas mãos, o campeão nacional, que já venceu a Taça de Portugal por 17 vezes, vai defrontar o vencedor do encontro entre Vizela e FC Porto, agendado para quarta-feira.

Resultados dos quartos de final da Taça de Portugal de futebol, que se disputam entre hoje e quinta-feira:

QUARTOS DE FINAL:

– Terça-feira, 11 jan:

Jogo 1: Leça (CP) – Sporting (I), 0-4

– Quarta-feira, 12 jan:

Jogo 2: Rio Ave (II)/Tondela (I), 19:45

Jogo 3: Vizela (I)/FC Porto (I), 21:45

– Quinta-feira, 13 jan:

Jogo 4: Portimonense (I)/Mafra (II), 20:45

MEIAS-FINAIS:

1ª mão (01 a 03 mar):

MF1: Sporting – Vencedor do jogo 3

MF2: Vencedor do jogo 2 – Vencedor do jogo 4

2ª mão (19 a 21 abr):

MF1: Vencedor do jogo 3 – Sporting

MF2: Vencedor do jogo 4 – Vencedor do jogo 2

FINAL:

– Domingo, 22 mai:

Vencedor MF1 – Vencedor MF2

Com Agência Lusa.

CAN2021: Guiné-Bissau desperdiça penálti a acabar e estreia-se com um ‘nulo’

A Guiné-Bissau estreou-se hoje na Taça das Nações Africanas 2021 (CAN) de futebol com um empate sem golos, diante do Sudão, num encontro do Grupo D, no qual desperdiçou uma grande penalidade na reta final.

Na cidade camaronesa de Garoua, a equipa comandada por Baciro Candé esteve mais perto de sair vencedora, mas não conseguiu materializar as oportunidades em golos.

Privados do capitão e guarda-redes Jonas Mendes, o mais experiente da equipa, com 50 internacionalizações, que testou positivo ao coronavírus, assim como Alfa Semedo (Vitória Guimarães), Nanú (FC Porto), Jorge Íntima, Mimito Biai (Académica) e Leonel Ucha Alves (Marinhense), os ‘djurtus’ alinharam de início com outros jogadores que atuam em Portugal.

O técnico Baciro Candé utilizou os ‘lusos’ Fali Candé (Portimonense), Sori Mané (Moreirense), Bura (Farense) e Jefferson Encada, que rescindiu com o Leixões antes de se juntar à seleção na prova, adiada para 2022, devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus. No segundo tempo, Frédéric Mendy, do Vitória de Setúbal, também foi opção.

Contudo, foi através do avançado Joseph Mendes que os guineenses criaram a primeira grande chance, com o cabeceamento do jogador dos franceses do Niort a passar muito perto do poste da baliza defendida por Abu-Eshrein, aos 17 minutos.

Só já perto do tempo de descanso, voltaram a surgir reais chances de perigo e para os dois lados. Primeiro, após um pontapé de canto, foi de novo Joseph Mendes (41) a cabecear por cima do ferro, e, já nos descontos, para o Sudão, Abdel Raman (45+2) permitiu uma boa defesa a Gomis.

No segundo tempo, a Guiné dominou e teve a iniciativa do jogo, apesar das escassas oportunidades criadas, sendo que, a oito minutos do apito final, os ‘djurtus’ desperdiçaram aquela que foi melhor chance do desafio.

O médio Pelé, que em Portugal já representou vários clubes, o último dos quais o Rio Ave, não conseguiu converter em golo a grande penalidade defendida por Abu-Eshrein.

Na segunda ronda, agendada para 15 de janeiro, a seleção guineense vai defrontar o Egito, comandado pelo português Carlos Queiroz, que hoje foi derrotado pela Nigéria (1-0), e encerra a ‘poule’ D diante das super-águias, em 19.

Com Agência Lusa.

Igreja Católica. Comissão começa a investigar abusos

A comissão independente dá esta terça-feira início ao processo de investigação de abusos sexuais na Igreja Católica portuguesa. O objetivo é reunir depoimentos de quem possa ter sido vítima de abusos no seio da instituição entre 1950 e 2022.

Os testemunhos anónimos vão servir de base à investigação, cujos resultados deverão ser divulgados no final deste ano. Os casos em que os crimes não tiverem prescrito poderão ser remetidos às autoridades judiciais.O pedopsiquiatra Pedro Strecht, coordenador da Comissão Independente para o Estudo de Abusos Sexuais na Igreja Católica Portuguesa, afirmou ontem que “apenas o ter alguém com quem falar” pode ser “absolutamente marcante” para uma “viragem emocional”.

“A comissão existe para que em último caso e sempre que necessário, orientar queixas para quem de direito pode e deve investigá-las e dar-lhes respostas sobre a moldura jurídica existente em Portugal”, acrescentou.

“Nós vamos distinguir claramente denúncias de testemunhos. As denúncias não as vamos trabalhar, mas vamos imediatamente enviá-las para as instâncias competentes”, referiu, por sua vez, Álvaro Laborinho Lúcio, juiz conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça e ex-ministro da Justiça.
“Total autonomia”.
O coordenador da comissão independente assinalou que a estrutura “deseja esclarecer tudo quanto possa ter acontecido em Portugal ao longo dos últimos anos no que se refere à abordagem desta realidade tão complexa como necessária de apurar”.“A Conferência Episcopal Portuguesa depositou nesta comissão uma total autonomia e total confiança que nos dá a certeza de podermos a partir de agora de trabalhar o melhor possível para honrar os compromissos para os quais fomos investidos”, fez notar.Pedro Strecht disse ainda que a comissão já entrou em contacto com as 21 comissões diocesanas criadas para tratar este dossier.

“Acho que quando nos foi feito este convite foi porque a Igreja Católica já fez esse movimento interior de querer esclarecer a questão”, vincou.

“A comissão existe para estar ao lado das pessoas, tem disponibilidade total para escutar a seu tempo e com tempo uma a uma, porque todos, mas todos, contam. A comissão irá também procurar validar estes testemunhos em sigilo profissional, fazendo-o de diversas formas, para que cada qual sem medo, vergonha ou culpa, tenha finalmente um espaço de referência onde se sinta confortável para poder falar”, disse Pedro Strecht.

Durante a manhã fica disponível na internet um portal destinado a recolher testemunhos: https://darvozaosilencio.org.

Há também uma linha telefónica para o mesmo efeito, diariamente disponível entre as 10h00 e as 20h00: +3519171110000.

Os testemunhos podem também ser enviados por email (geral@darvozaosilencio.org), para um apartado disponibilizado no site da comissão ou presencialmente, mediante marcação.

Na conferência de imprensa de segunda-feira, que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, foi apresentada a composição da comissão: além do coordenador, inclui o psiquiatra Daniel Sampaio, o antigo ministro da Justiça Álvaro Laborinho Lúcio, a socióloga e investigadora Ana Nunes de Almeida, a assistente social e terapeuta familiar Filipa Tavares e a cineasta Catarina Vasconcelos.
com Agência Lusa.

Coração de porco em corpo humano. Primeiro transplante sem rejeição imediata

Foi realizada nos Estados Unidos uma operação inédita para salvar um homem de 57 anos. David Bennett recebeu um coração de porco geneticamente modificado. A equipa médica está otimista e o doente parece estar bem depois da intervenção, efetuada há três dias.

« Era morrer ou fazer esse transplante », disse David Bennet antes da cirurgia, segundo o Hospital Universitário de Maryland. « Eu quero viver. Eu sei que é um tiro no escuro, mas é a minha última hipótese. Estou ansioso para sair da cama depois de recuperar », afirmou Bennet antes da operação.

Com 57 anos, Bennet foi hospitalizado de urgência há seis semanas. Sofria de uma arritmia com risco de vida e ficou ligado a uma máquina de bypass coração-pulmão.

Na véspera do ano novo, as autoridades de saúde norte-americanas autorizaram a cirurgia inédita.

O doente David Bennet com o cirurgião Bartlet Griffith, antes da intervenção | Hospital Universitário de Maryland – Reuters
O médico, Bartley Griffith, que tem investigado e aperfeiçoado as técnicas de transplante de corações de porco para humanos, descreve a « cirurgia inovadora » como forma de salvar vidas.
 

« Simplesmente não há corações humanos de doadores suficientes disponíveis para atender à longa lista de potenciais recetores », sustentou Griffith em comunicado, citado na NBC. « Estamos a proceder com cautela, mas também estamos otimistas de que esta cirurgia inédita no mundo fornecerá uma nova opção importante para os pacientes no futuro », disse.

Griffith e Muhammad M. Mohiuddin, professor de cirurgia da Faculdade de Medicina de Maryland, em Baltimore, explicaram que o porco usado no transplante foi geneticamente modificado para eliminar vários genes, nomeadamente o açúcar das células, que teriam levado o órgão a ser rejeitado pelo corpo humano, de acordo com agência de notícias AFP.

O doente tinha sido considerado inelegível para um transplante humano, depois de os médicos considerarem que a condição de saúde era muito debilitada. Mesmo sem garantias não havia outra opção, disse o filho de Bennet.

Mas a autorização especial das autoridades de saúde do país para a possibilidade de usar órgãos de animais, tendo em vista o chamado xenotransplante, abriu a possibilidade de os cirurgiões do Centro Médico da Universidade de Maryland realizarem a operação.

Para responder ao número elevado de doentes do coração e a escassez de órgãos humanos doados para transplante, já é comum o uso de válvulas cardíacas de porco em humanos.

« Se isto funcionar, haverá um suprimento infinito destes órgãos para pacientes que estão em sofrimento », explicou Mohiuddin.

Um dia depois da cirurgia o Bennet, sempre cuidadosamente monitorizado, já respirava de forma autonoma e encontra-se estável.
Coração de porco transplantado | Hospital Universitário de Maryland – Reuters
« Nós nunca fizemos isto num humano e eu prefiro pensar que nós demos a Bennet uma opção melhor do que teria sido continuar na terapia », acredita Griffith.

Segundo o cirurgião, as próximas semanas são críticas e acrescentou: « Bennet percebe a magnitude do que foi feito e realmente percebe a importância disso. Mas se vai viver um dia, uma semana, mês, ano, eu não sei ».

Com RTP.

Djokovic prestou informações falsas à chegada à Austrália

O tenista Novak Djokovic, que continua sob ameaça de deportação a menos de uma semana do início do Open da Austrália, viajou da Sérvia para a Espanha em fins de dezembro, contrariamente ao que declarou às autoridades australianas.

O líder do ranking mundial respondeu “não” à pergunta sobre se tinha viajado nos 14 dias anteriores ao voo para a Austrália, num formulário de saúde para entrar no país, quando as suas redes sociais e notícias nos media internacionais mostram precisamente o contrário.

Em várias publicações constata-se que Djokovic viajou para Marbelha no final de dezembro de 2021 e, depois, ainda foi visto em eventos públicos em Belgrado, quando partiu para a Austrália, em 04 de janeiro, o que dá novo argumento ao governo australiano no diferendo que têm mantido.

“Fazer uma declaração falsa ou enganosa constitui uma ofensa grave”, alerta o documento de entrada na Austrália, preenchido pelo sérvio.

Depois de ter visto um tribunal de Melbourne dar-lhe razão, ordenando a sua libertação e entrada no país, esta informação errada pode enfraquecer a posição de Djokovic, numa altura em que o ministro da Imigração australiano, Alex Hawke, ainda está a analisar a possibilidade de cancelar o visto novamente, um poder que a lei lhe atribui.

O tenista, de 34 anos, deseja competir no Open da Austrália em busca de um inédito 21.º triunfo em torneios do ‘Grand Slam’: neste momento, está empatado no lote dos mais vencedores de sempre com o espanhol Rafael Nadal, que também está em Melbourne, e o suíço Roger Federer, todos com 20 conquistas.

Após aterrar em Melbourne, as autoridades de imigração revogaram o visto por, alegadamente, não ter cumprido os requisitos de entrada, que procuram prevenir a propagação da covid-19 no país, apesar de uma isenção médica que lhe permitia entrar no país sem vacinação.

O tenista ficou isolado até segunda-feira num hotel destinado a requerentes de asilo em condições que a sua família denunciou como « desumanas ».

A defesa de Djokovic, que se opõe à imunização obrigatória contra a covid-19, alega que o sérvio recebeu uma avaliação por correio eletrónico do Departamento de Assuntos Internos australiano, na qual se indicava que este era elegível para entrar no país sem quarentena, embora o Governo de Camberra argumentasse que tal não constituía uma garantia.

O juiz Anthony Kelly ordenou ao Governo australiano a libertação do atleta, a devolução do passaporte e bens pessoais do sérvio, bem como o pagamento das despesas legais de Djokovic, que poderá assim disputar o Open da Austrália, mas o governo admitiu recorrer.

A libertação de Djokovic reuniu centenas de apoiantes que rodearam a viatura que o transportava, obrigando a polícia a tentar dispersar a multidão.

Entretanto, João Sousa considera que Novak Djokovic está a ter uma « atitude um bocadinho egoísta », na defesa dos seus ideais. Numa nota enviada às redações, desde Melbourne, onde tenta chegar ao quadro principal do Open da Austrália, o tenista português comenta o caso que tem marcado a atualidade nos últimos dias.

Sousa entende que o sérvio está, « de certa forma, a contornar [a regra] e acabou por ser o único jogador não vacinado a competir neste Grand Slam ». « Muitos de nós, e não digo que seja o meu caso, mas muitos de nós também não gostaríamos de nos vacinar, mas fizemo-lo para poder disputar os torneios », acrescenta.

Com Agência Lusa.

 

Ciclismo/Rui Costa. « Acredito numa temporada muito positiva para a equipa e para João Almeida »

O ciclista luso Rui Costa confirmou que vai ser aposta da UAE Emirates para a Volta à Arábia Saudita e a Volta a Omã, no arranque da época, antes de ir apoiar João Almeida.

Rui Costa respondeu a algumas perguntas da Rádio Alfa, no Programa ‘Tribuna Desportiva‘. O ciclista português começou por fazer uma pequena antevisão da temporada que se avizinha.

João Almeida, a nova contratação da UAE Emirates que aumentou para quatro o contingente luso na equipa que conta ainda com os irmãos Ivo e Rui Oliveira, admitiu que quer lutar de novo pela Volta a Itália no ano de estreia na UAE Emirates, na qual terá um papel direto como líder, o que lhe traz « uma pressão boa ».

 

Por seu lado Ivo Oliveira, admitiu que gostava “de voltar a fazer uma grande Volta” e tentar “integrar uma fuga e discutir uma etapa”, com um calendário menos definido para 2022.

O 2021 de Rui Oliveira foi diferente: sagrou-se campeão europeu de scratch, na pista em que ambos dão cartas, e aos 25 anos assumiu um papel importante, quer no apoio a líderes, ‘sprinters’ ou em fugas e a desdobrar-se em trabalhos, de clássicas à Volta a Espanha.

Foi aí, à 19ª etapa, que quase ‘brilhou’, ficando em segundo na chegada a Monforte de Lemos, uma meta que “ficou atravessada”, por ter ficado tão perto um triunfo “que fica para a vida”.

“O meu calendário ainda está um bocadinho por definir. Já tenho mais ou menos uma ideia, mas claro, passa um pouco pelo que tenho feito nos últimos anos, tentar dar um apoio nas clássicas aos principais atletas, principalmente ao Matteo Trentin. Durante as outras corridas, tentar ajudar os líderes e fazer o meu trabalho como lançador”, resumiu.

Já o esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates) admitiu que aponta a uma terceira vitória na Volta a França, mas também a quatro dos cinco Monumentos do ciclismo e ainda à Volta a Espanha, tendo elogiado João Almeida.

Rádio Alfa com Agência Lusa.

Foto. Facebook Oficial Rui Costa.

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