TEMPESTADE 2.1 PODCAST 18 DE DEZEMBRO 2021

“TEMPESTADE 2.1”
O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes. Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa, Julie, Toni e o Antonin agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.

O convidado foi Hugo Augusto, o vencedor do prémio Cap Magellan do melhor aluno do ensino secundário.

Aqui fica a emissão.

Dívida pública e privada « explode » em todo o mundo, zona euro incluída. Que fazer?

Dívida pública e privada « explode » em todo o mundo, zona euro incluída.

Que fazer, como encarar este problema?

Ouça a análise de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo.

Na Rádio Alfa, na terça-feira, 21, às 7h15, 13h15, 16h30 e 19h45.

Ou aqui:  

 

 

Investigador descobriu portugueses forçados a trabalhar para Hitler. Maioria morava em França

Foto de abertura, in JN (DR). Legenda: « António Pereira foi emigrante voluntário ido de Espanha »

Investigador descobriu portugueses forçados a trabalhar para Hitler – revela o Jornal de Notícias na sua edição de ontem, domingo.

Entre os 500 identificados, a maioria era do Porto, Aveiro e Braga. Investigadores estão a recuperar memória dos trabalhadores do regime de Hitler.

« António Pereira, Marcelo Silva, José Melheiro e José Ferreira são apenas quatro das centenas de portugueses que trabalharam para os nazis durante a Segunda Guerra Mundial. Nomes que começaram a ser conhecidos nos últimos anos por iniciativa de historiadores que querem recuperar « uma parte da história que se quis apagar ». A maioria deles trabalhava em fábricas alemãs e foram recrutados em França, para onde tinham emigrado idos sobretudo do PortoAveiro e Braga« , escreve o JN.

« Quando pensamos nas vítimas portuguesas do nazismo, não nos lembramos dos que foram forçados a trabalhar para os alemães. Ficaram esquecidos durante décadas porque, considera Antonio Muñoz Sánchez, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, « na história oficial construída pelo Estado Novo os portugueses livraram-se da guerra graças a Salazar ». O facto de Portugal e Espanha serem países neutros também terá contribuído para esta lacuna na história », acrescenta o diário.

O mesmo jornal relata que, « hoje, sabe-se que o regime de Hitler recrutou 13 milhões de europeus para trabalharem na Alemanha e 10 milhões para trabalharem nos países ocupados, dos quais pelo menos 500 eram portugueses a trabalhar na Alemanha e 40 mil eram espanhóis refugiados da guerra civil, a maioria a trabalhar na Muralha Atlântica ».

Portugueses « EMPURRADOS PELA FOME »

« Sobre os portugueses, adianta Sánchez, sabe-se que « grande parte dos trabalhadores forçados iam do Norte, porque a emigração para França era massivamente proveniente daí ». « Eram sobretudo do Porto, Aveiro, Braga, Ílhavo e de Coimbra para cima », diz. José Melheiro, por exemplo, era do Porto e terá emigrado de França para Fürth, onde foi detido por motivos desconhecidos e passou três meses na prisão. Marcelo Silva, também do Porto, foi soldado no exército francês e prisioneiro de guerra na Alemanha. Trabalhou de 1943 a 1945 na agricultura ».

O JN destaca que:

100 portugueses trabalharam na construção da Muralha Atlântica. Na edificação desta linha de defesa das tropas alemãs participaram meio milhão de trabalhadores, muitos dos quais forçados.

e que 80 moravam em França: Durante a Segunda Guerra Mundial, foram presos, colocados em campos de internamento e deportados para campos de concentração na Alemanha ou na Polónia.

Leia o artigo na íntegra em jn.pt (em leitura livre)

Covid-19: Israel proíbe cidadãos de viajar para países na lista vermelha, incluindo Portugal e França

Covid-19: Israel proíbe cidadãos de viajar para países na lista vermelha, incluindo Portugal e França

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Alfa/com Lusa e AFPlinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonO governo israelita proibiu ontem os seus cidadãos de viajar para vários países europeus na lista vermelha, incluindo Portugal, e admitiu que os Estados Unidos possam ser incluídos, para evitar a propagação da variante Ómicron da covid-19.

As restrições de viagens, que já afetavam a maioria dos países africanos, mas também Grã-Bretanha e Dinamarca, alargam-se agora a Espanha, Portugal, Finlândia, França, Irlanda, Noruega, Suécia e Emirados Árabes Unidos, segundo avança a agência de notícias France Press.

O Ministério da Saúde de Israel também recomendou adicionar à lista vermelha a Alemanha, Bélgica, Hungria, Itália, Marrocos, Suíça e Turquia, bem como os Estados Unidos da América, apesar das centenas de milhares de dupla nacionalidade.

Esta nova proposta ainda não foi validada pelo governo.

O primeiro-ministro Naftali Bennett defendeu essas restrições a viagens para evitar o recurso a novos bloqueios.

« O tempo está a esgotar-se. Os países europeus instituíram bloqueios ou estão a preparar-se para o fazer », declarou hoje, antes duma reunião de gabinete.

Viajantes de países colocados na lista vermelha são proibidos de entrar em Israel, com algumas exceções.

Cidadãos israelitas e residentes num país incluído na lista vermelha serão obrigados a fazer uma quarentena de uma semana após seu regresso.

Mais de 440 casos da variante Ómicron foram detetados em Israel, um mês após a sua identificação na África do Sul.

A covid-19 provocou mais de 5,33 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.778 pessoas e foram contabilizados 1.225.102 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 89 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

FC Porto conquista Taça Intercontinental de hóquei em patins pela primeira vez

FC Porto conquista Taça Intercontinental de hóquei em patins pela primeira vez

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whatsapp sharing buttonO FC Porto conquistou ontem pela primeira vez a Taça Intercontinental de hóquei patins, apesar de ter perdido com o Sporting 6-5, em jogo da segunda mão da final, disputado no Pavilhão João Rocha, em Lisboa.

Os’dragões’ beneficiaram do facto de terem trazido uma vantagem de três golos da primeira mão, quando venceram no Dragão Caixa, no Porto, 6-3, assegurando assim a sua primeira vitória nesta competição, a qual o Sporting nunca conquistou.

FC Porto e Benfica vencem com goleadas. FCP recupera primeiro lugar

FC Porto goleia em Vizela e recupera primeiro lugar

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whatsapp sharing buttonO FC Porto goleou ontem em casa do Vizela 4-0, em jogo da 15.ª jornada da I Liga de futebol, resultado que permite aos ‘dragões’ recuperarem o primeiro lugar, em igualdade com o Sporting.

Os ‘azuis e brancos’ demoraram apenas um quarto de hora a quebrar a resistência contrária e adiantaram-se aos 14 minutos, por Luis Díaz, com o colombano a ficar assim a um golo do uruguaio do Benfica Darwin Nuñez na liderança dos melhores marcadores. Otávio, aos 19, fez o 2-0 e o resultado com que se chegou ao intervalo, para Zaidu (47) e Samu (64), este na própria baliza, fecharem as contas.

Com esta vitória, o FC Porto recupera o primeiro lugar, agora com 41 pontos, os mesmos do Sporting, segundo, e mais quatro do que o Benfica, terceiro, enquanto o Vizela é 13.º, com 13.

Benfica goleia Marítimo

whatsapp sharing buttonPelo seu lado, o Benfica goleou na receção ao Marítimo 7-1, em jogo da 15.ª jornada da I Liga de futebol, resultado que permite aos ‘encarnados’ ficarem a apenas um ponto do segundo lugar, ocupado pelo FC Porto.

A goleada começou a ser desenhada cedo e Darwin, aos três e 18 minutos, ‘bisou’ na partida, destacando-se assim na liderança dos melhores marcadores, com 13 golos, mais dois do que o portista Luis Díaz, que deverá jogar pelos ‘dragões’ a partir das 19:00, em Vizela. Gilberto (34), Rafa (48), Yaremchuk (57), Gonçalo Ramos (86) e Seferovic (90+1) anotaram os restantes tentos do Benfica, enquanto Ali Alipour marcou o golo de ‘honra’ dos ‘verde rubros’.

Com esta vitória, o Benfica conserva o terceiro lugar, agora com 37 pontos, menos um do que o FC Porto, que joga ainda hoje, enquanto os insulares, que vinham de três jogos sem perder, baixam ao 10.º posto, com 14 pontos.

Sporting vence Gil Vicente e isola-se provisoriamente na liderança da I Liga

Sporting vence Gil Vicente e isola-se provisoriamente na liderança da I Liga

 

facebook sharing buttonAlfa/ com Lusa
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whatsapp sharing buttonO Sporting isolou-se ontem à noite provisoriamente no comando da I Liga portuguesa de futebol, ao vencer em casa do Gil Vicente, por 3-0, em jogo da 15.ª jornada, que as duas equipas terminaram com 10 jogadores.

Já depois das expulsões do gilista Fujimoto (12 minutos) e do ‘leão’ Neto (21) e de Pedro Gonçalves (37) ter desperdiçado uma grande penalidade, Nuno Santos (53), Gonçalo Inácio (64) e Daniel Bragança (90+3) marcaram os golos do 10.º triunfo consecutivo dos campeões portugueses na I Liga.

O Sporting passou a somar 41 pontos, mais três do que o FC Porto e sete do que o Benfica, equipas que têm menos um jogo, enquanto o Gil Vicente, que não perdia há cinco jogos na I Liga, se mantém na oitava posição, com20.

Campeões olímpicos Carlos Lopes e Rosa Mota eleitos Atletas do Centenário

Campeões olímpicos Carlos Lopes e Rosa Mota eleitos Atletas do Centenário

 

Alfa/ com Lusawhatsapp sharing buttonOs campeões olímpicos Carlos Lopes e Rosa Mota foram ontem distinguidos pela Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) como Atletas do Centenário, no âmbito das comemorações do 100.º aniversário do organismo.

Uma das referências maiores do atletismo nacional, Carlos Lopes foi o primeiro português a vencer uma competição internacional, ao sagrar-se campeão mundial de corta-mato em 1976, e nesse mesmo ano conquistou a primeira medalha olímpica do atletismo ao ser prata nos 10.000 metros em Montreal.

Oito anos depois, Carlos Lopes, então com 37 anos e naquela que seria a sua última oportunidade para fazer história, sagrou-se campeão olímpico de maratona nos Jogos de Los Angeles, em 1984, conquistando para Portugal a sua primeira medalha de ouro.

Carlos Lopes foi eleito Atleta do Centenário (masculino) entre um lote de campeões que incluía Pedro Pichardo, Nelson Évora e Rui Silva.

Rosa Mota, campeã olímpica da maratona em 1988 (após medalha de bronze em 1984), mundial e europeia, e um dos símbolos do desporto nacional, foi eleita Atleta do Centenário (feminina) entre Fernanda Ribeiro, Patrícia Mamona e Naide Gomes.

A categoria de Treinador do Centenário foi atribuída ao já falecido Mário Moniz Pereira, do Sporting, clube onde formou várias gerações de campeões, tendo também sido diretor técnico da FPA nos anos 60 e 70. Os outros nomeados foram João Ganço, José Uva e Sameiro Araújo.

O Dirigente do Centenário distinguiu Fernando Mota, ex-presidente da FPA, entre 1993 e 2012, tendo antes exercido cargos de diretor técnico nacional, para além de ter sido treinador no CDUL e no Benfica. Os outros nomeados foram Afonso Salcedo, Correia da Cunha e Salazar Carreira.

Na categoria de Juiz do Centenário foi eleito Jorge Salcedo, diretor técnico de várias competições internacionais, Jogos Olímpicos incluídos, e ex-membro do Conselho Técnico da World Athletics. Os outros nomeados foram António Costa, Eduardo Gonçalves e Elisabete Simão.

O Jornalista do Centenário foi Arons de Carvalho, que foi fundador e diretor da Revista Atletismo, colaborador da Agência Lusa e do Record, e ainda autor do sítio Estatísticas do Atletismo Português. Os outros nomeados foram António Fernandes, Luís Lopes e Sequeira Andrade.

A eleição das várias categorias resultou da votação do público (através das redes sociais, com peso de 25 por cento), da estrutura da FPA (com peso de 25 por cento) e da direção da FPA (com peso de 50 por cento).

Lesados do Banif e emigrantes lesados do BES destacam primeiro passo para solução e lamentam atraso

Lesados do Banif e emigrantes do BES destacam primeiro passo para solução e lamentam atraso

 

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As associações de clientes bancários Lesados do Banif e lesados emigrantes do BES estiveram reunidas com o Governo para dar o primeiro passo em direção à criação de fundos de recuperação de crédito, estando os trabalhos condicionados pelas eleições.

“Podemos dizer que correu muito bem para os lesados […]. Nós criámos então formalmente os grupos de trabalho que vão tentar criar uma solução que vai levar aos fundos de recuperação de crédito”, adiantou, em declarações à Lusa, o advogado Nuno Silva Vieira, que representa as associações de Defesa dos Clientes Bancários (ABESD), de Lesados Emigrantes Portugal Venezuela (ALEPV) e dos Lesados do Banif (ALBOA).

Segundo o advogado, hoje decorreram duas reuniões: a primeira contou com representantes do Ministério das Finanças, Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e associações, enquanto, no segundo encontro, da parte das associações só estavam os mandatários.

Nuno Silva Vieira notou que existem “diferenças efetivas e produtos diferentes”, mas reconheceu “um total empenho” para que seja encontrada uma solução para os lesados das duas instituições financeiras.

Para já, ficou definido que o advogado irá apresentar, até ao final do mês, um conjunto de documentos sobre os produtos dos lesados, estando a ser pensada uma reunião formal para 15 de janeiro de 2022.

Contudo, os trabalhos estão condicionados pela realização de eleições, o que, segundo o representante, não irá impedir que os grupos de trabalho estejam em contacto.

“Ficámos todos completamente cientes de que vamos iniciar a análise dos produtos das pessoas, porque haverá produtos que são elegíveis e outros que não são elegíveis, como aconteceu com papel comercial, mas não tenho dúvidas de que se deu o passo que todos queriam, criando os grupos de trabalho e daqui sairá uma solução, boa ou má, mas irá sair”, concluiu.

O presidente da ALBOA, Jacinto Silva, reconheceu, por sua vez, que o Governo “cumpriu a sua palavra”, embora, no caso do Banif, tenha demorado seis anos.

“A reunião peca por tardia, embora reconheça que é um compromisso assumido pelo Governo”, disse à Lusa.

A ABESD e a ALEPV são associações sem fins lucrativos, constituídas após o colapso do grupo BES/GES.

Têm como associados clientes não qualificados, maioritariamente emigrantes, das sucursais externas financeiras do grupo BES na Madeira, Luxemburgo, Venezuela, África do Sul e Suíça, entre outras, que perderam as suas poupanças em produtos financeiros do BES/GES e dizem ter sido “vítimas de venda fraudulenta aos balcões do BES/BPES em Portugal, conforme confirmado pelo relatório de peritos independentes da Ordem dos Advogados”.

Na quinta-feira, a Associação dos Lesados do Banif (ALBOA) anunciou ter sido convocada para a reunião no Ministério das Finanças.

A ALBOA representa os ex-clientes não qualificados, que foram lesados num valor estimado em cerca de 180 milhões de euros.

Em junho, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou que estava a ser ponderada a criação de um grupo de trabalho para os lesados do BES e do Banif.

O BES, tal como era conhecido, acabou em agosto de 2014, deixando milhares de pessoas lesadas devido a investimentos feitos no banco ou em empresas do Grupo Espírito Santo.

O Banco de Portugal, através de uma medida de resolução, tomou conta da instituição fundada pela família Espírito Santo e anunciou a sua separação, ficando os ativos e passivos de qualidade num ‘banco bom’, denominado Novo Banco, e os passivos e ativos tóxicos no BES, o ‘banco mau’ (‘bad bank’), sem licença bancária.

O Banif foi adquirido pelo Santander Totta por 150 milhões de euros, na sequência de uma resolução do Governo da República e do Banco de Portugal, através da qual foi criada a sociedade-veículo Oitante, para onde foi transferida a atividade bancária que o comprador não adquiriu.

Neste processo, cerca de 3.500 obrigacionistas subordinados e acionistas perderam 263 milhões de euros, havendo ainda a considerar 4.000 obrigacionistas Rentipar (‘holding’ através da qual as filhas do fundador do Banif, Horácio Roque, detinham a sua participação), que investiram 65 milhões de euros, e ainda 40 mil acionistas, dos quais cerca de 25 mil são oriundos da Madeira.

« Portugal, país de emigrantes, muito deve a todos os que têm chegado » – PR Marcelo

No Dia Internacional das Migrações. « Portugal, país de emigrantes, muito deve a todos os que têm chegado » – PR Marcelo. Uma mensagem que surge também quando, nesta sexta-feira, depois de o Ministério Público português ter acusado sete militares da GNR de um total de 33 crimes num processo de sequestro e agressão de imigrantes em Odemira (Beja), Marcelo Rebelo de Sousa declarou que « confia que justiça será feita, com rapidez, em relação às acusações de inaceitáveis violações de liberdades, direitos e garantias ».

 

Alfa/com Lusa (adaptação Alfa)linkedin sharing button
whatsapp sharing buttonO Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assinala hoje o Dia Internacional das Migrações com uma mensagem em que defende que « Portugal, país de emigrantes, muito deve a todos os que têm chegado ».

« O dia que hoje se assinala, o Dia Internacional das Migrações, recorda-nos que existe uma única humanidade, da qual todos fazemos parte », afirma Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota hoje publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

O chefe de Estado chama a atenção para « os obstáculos colocados na vida daqueles que são obrigados a abandonarem as suas casas, as suas cidades, os seus países de origem », observando que esta é « uma realidade que tantas vezes parece ficar esquecida ».

« Pela guerra, pelas alterações climáticas, por questões de direitos humanos ou de natureza económica, milhões de migrantes em todo o mundo procuram acolhimento junto de outras comunidades, como a nossa », prossegue.

Referindo-se à situação nacional, o Presidente da República acrescenta: « Portugal, país de emigrantes, muito deve a todos os que têm chegado e ajudado a construir uma sociedade mais jovem, diversa e plural ».

No final desta mensagem, Marcelo Rebelo de Sousa evoca « o legado do Presidente Jorge Sampaio, com a Plataforma Global para o Ensino Superior enquanto exemplo de Portugal para o mundo ».

A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 18 de dezembro como o Dia Internacional das Migrações, em dezembro de 2000, com base nos princípios inscritos na Declaração Universal dos Direitos Humanos e tendo em conta o crescente número de migrantes no mundo.

Para assinalar esta data, o chefe de Estado gravou também uma mensagem que será transmitida hoje num encontro do Fórum das Organizações Católicas para a Imigração e Asilo, em Lisboa.

Na sexta-feira, depois de o Ministério Público ter acusado sete militares da GNR de um total de 33 crimes num processo de sequestro e agressão de imigrantes em Odemira, Beja, Marcelo Rebelo de Sousa declarou que « confia que justiça será feita, com rapidez, em relação às acusações de inaceitáveis violações de liberdades, direitos e garantias ».

Numa nota informativa, o Presidente da República escreveu que « as forças e serviços de segurança, e o Estado em geral, são particularmente responsáveis pelo seu respeito e cumprimento », considerando, por outro lado, « que os crimes ou infrações cometidos por elementos de uma força não podem ser confundidos com a missão, a dedicação e a competência da generalidade dos seus membros ».

Nesse mesmo texto publicado no sítio oficial da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se ao Dia Internacional das Migrações, sublinhando que « tais garantias e respeito pelos direitos fundamentais são devidos a todos, sejam ou não cidadãos nacionais ».

« Como nação de emigração, temos uma particular responsabilidade na qualidade do acolhimento dos imigrantes que nos procuram e aqui encontram uma nova vida, contribuindo para o desenvolvimento e bem-estar do nosso país », sustentou.

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio, que morreu em 10 de setembro deste ano, aos 81 anos, fundou em 2013 a Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência a Estudantes Sírios, a que presidiu até ao fim da sua vida.