Pianista Maria João Pires e Orquestra da Gulbenkian abrem temporada cruzada França/Portugal em Paris

Alfa

A abertura oficial da « saison croisée », que durará 9 meses em 2022, será em Paris e terá três momentos fortes: no dia 12 de fevereiro, com um concerto da pianista Maria João Pires e da Orquestra da Fundação Gulbenkian na Philharmonie de Paris; a 13 de fevereiro com um concerto dedicado às “Vozes Lusófonas” no Théâtre du Châtelet; e a 14 de fevereiro, com um festival que incluirá intervenções de vários artistas portugueses.

« Partindo de um passado comum entre Portugal e França, a Temporada Portugal-França 2022 abrirá caminho para novas colaborações entre artistas, cientistas, investigadores e empresários, contribuindo para uma Europa cada vez mais colaborativa e comprometida com os valores que a unem », informa a organização.

A Temporada Portugal-França 2022 decorre de fevereiro a outubro de 2022 sob o mote « O sentimento Oceânico », com uma programação diversificada que inclui mais de 200 eventos e 400 entidades em ambos os países.

A iniciativa assume-se como « um instrumento de cooperação nas vertentes política, cultural, económica e científica, traduzindo-se em numerosas colaborações entre municípios, instituições culturais, universidades, escolas e associações portuguesas e francesas », explica a organização, em comunicado.

« A programação desenvolver-se-á em quatro eixos centrais: Europa, Oceano e Sustentabilidade, Igualdade e Juventude, encontrando-se estes temas em exposições, festivais, concertos, ações de intercâmbio e formação, fóruns e conferências », acrescenta a mesma fonte.

A presidência da Temporada Portugal-França 2022 foi confiada a Emmanuel Demarcy-Mota e tem duas comissárias: Manuela Júdice, pela parte portuguesa, e Victoire Bidegain Di Rosa, pela parte francesa.

O encenador luso-francês Emmanuel Demarcy-Mota é o diretor da « saison » cultural. Dirige o Théatre de la Ville, no centro de Paris, onde decorrerão dezenas dos eventos previstos:

Louvre vai ter exposição com 15 obras do Renascimento português. Temporada Cruzada França/Portugal

Louvre vai ter exposição com 15 obras do Renascimento português

A exposição, no âmbito da Temporada Cruzada Portugal-França, irá decorrer entre 10 de junho e 10 de setembro, na Ala Richelieu do Museu do Louvre, o mais visitado do mundo. Vai chanar-se « L´Age D´or de la Renaissance Portugaise » e será na Ala Richelieu do Museu.

Alfa / Com Lusa 

O Museu do Louvre, em Paris, vai receber em 2022 uma exposição dedicada à pintura antiga portuguesa, centrada em 15 obras provenientes do Museu Nacional de Arte Antiga, de Lisboa, revelou uma fonte da instituição francesa à agência Lusa esta terça-feira (12 de dezembro).

Sob o título « L´Age D´or de la Renaissance Portugaise » (« A idade de Ouro do Renascimento Português », em tradução livre), a exposição irá decorrer entre 10 de junho e 10 de setembro, na Ala Richelieu do Museu do Louvre, o mais visitado do mundo.

A mostra, que se realiza no âmbito da Temporada Cruzada Portugal-França, de diplomacia cultural entre os dois países, irá apresentar cerca de 15 pinturas cedidas pelo Museu Nacional de Are Antiga (MNAA), em Lisboa, através de uma parceria.

« Muito raramente apresentada, ou mesmo identificada em museus franceses, a pintura portuguesa merece ser mais conhecida: esta apresentação de quinze painéis pintados de muito boa qualidade, cedidos pelo MNAA, vai ser uma descoberta para o público francês« , sublinha um texto do Louvre sobre a exposição, enviado à agência Lusa.

Com comissariado de Charlotte Chastel-Rousseau, conservadora do departamento de pintura do museu parisiense – o maior museu de arte do mundo, instalado num monumento histórico, em Paris – a exposição baseia-se numa colaboração científica entre aquele departamento e o museu português.

Os visitantes do Louvre « poderão conhecer a pintura requintada e maravilhosamente executada » de artistas como Nuno Gonçalves (ativo 1450-antes de 1492), Jorge Afonso (ativo 1504-1540), Cristóvão de Figueiredo (ativo 1515-1554) e Gregorio Lopes (ativo 1513-1550), avança o museu.

Desde a exposição de 1930, no Jeu de Paume, em Paris, sobre a arte portuguesa da época dos Descobrimentos, e as mais recentes exposições em França (« Sol e Sombras: Arte Portuguesa do século XIX », em Paris, no Musée du Petit Palais, em 1987, e Rouge et Or. Trésors du Portugal Barroco », também na capital parisiense, no Museu Jacquemart-André, em 2001), que « este período privilegiado do Renascimento português » não era abordado, recorda ainda o museu francês.

« Operando uma síntese muito original entre as invenções pictóricas do primeiro Renascimento italiano e as inovações flamengas, importadas por pintores como Jan Van Eyck, que se hospedaram em Portugal em 1428-1429, a escola de pintura portuguesa afirmou-se a partir de meados do século XV, paralelamente à formidável expansão do Reino de Portugal. Com o patrocínio dos reis D. Manuel I (1495-1521) e D. João III (1521-1557), que se rodeou de pintores da corte e encomendou inúmeros retábulos, a pintura portuguesa viveu, na primeira metade do século XVI, uma época áurea, antes de sofrer um eclipse com a crise da sucessão portuguesa em 1580, e a anexação de Portugal pela coroa de Espanha », aponta o Louvre como enquadramento histórico num texto sobre esta exposição de pintura portuguesa.

O Departamento de Pintura assinala também, no documento enviado à Lusa, que deseja « continuar a enriquecer este acervo [de pinturas portuguesas], de acordo com a vocação universal do Museu do Louvre e a exigência de oferecer o panorama mais abrangente possível da pintura europeia ».

A duração desta « exposição-dossier será também uma oportunidade de dar a conhecer as pinturas portuguesas apresentadas de forma mais geral em França, no âmbito do projeto de identificação de pinturas ibéricas de coleções públicas francesas », indica a mesma fonte do museu que, em 2019, recebeu 9,6 milhões de visitantes.

A mostra está inserida na programação da Temporada Cruzada entre França e Portugal, iniciativa de diplomacia cultural criada com o objetivo de aprofundar as relações entre os dois países, e que irá ser levada a cabo entre fevereiro e outubro de 2022, com exposições, espetáculos e outros eventos, com curadoria do encenador Emmanuel Demarcy-Mota, a par de Manuela Júdice e Victoire Bigedain Di Rosa, no comissariado-geral.

Criado em 1884, o MNAA alberga a mais relevante coleção pública do país em pintura, escultura, artes decorativas — portuguesas, europeias e da Expansão -, desde a Idade Média até ao século XIX, incluindo o maior número de obras classificadas como « tesouros nacionais », assim como a maior coleção de mobiliário português.

No acervo encontram-se, nos diversos domínios, algumas obras de referência do património artístico mundial, nomeadamente, os Painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves, obra-prima da pintura europeia do século XV.

Também detém a Custódia de Belém, obra de ourivesaria de Gil Vicente, mandada lavrar pelo rei Manuel I, datada de 1506, e os Biombos Namban, do final do século XVI, registando a presença dos portugueses no Japão.

O tríptico « As Tentações de Santo Antão », de Hieronymus Bosch, « Santo Agostinho », de Piero della Francesca, « A Conversação », de Pietr de Hooch, e « São Jerónimo », de Albrecht Dürer, estão entre as mais conhecidas obras do museu.

Muitos emigrantes portugueses passam Natal em Portugal e cumprem regras – MNE

Alfa/ com Lusa

O ministro dos Negócios Estrangeiros manifestou-se hoje convicto que muitos emigrantes portugueses vão passar o Natal em Portugal, sublinhando que estes estão a demonstrar responsabilidade e a cumprir as regras de prevenção da covid-19.

Em declarações aos jornalistas no final da apresentação do Relatório da Emigração 2020, que decorreu no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, Augusto Santos Silva indicou que o panorama geral é de que existe “um movimento bastante significativo de portugueses ou lusodescendentes que vêm de diferentes países passar o Natal a Portugal”.

“Basta ver as chegadas nos aeroportos de Lisboa e Porto para ver esse tipo de movimento de países como a França, a Suíça, o Reino Unido, o Luxemburgo, a Alemanha, países de grande expressão qualitativa e quantitativa das comunidades portuguesas”, afirmou.

Augusto Santos Silva sublinhou, nestas comunidades portuguesas, “uma clara consciência e um claro conhecimento das regras”.

“O número de pessoas que chegam sem cumprir a regra do teste negativo ou sem o certificado digital é absolutamente residual e também estão a cumprir as regras em Portugal: Uso de máscara em espaços fechados, o distanciamento social, o evitamento de grupos e multidões”, adiantou.

De acordo com o Relatório da Emigração 2020, hoje apresentado em Lisboa, o número de emigrantes portugueses em 2020 foi o mais baixo dos últimos 20 anos, um valor para o qual contribuiu a covid-19 e o ‘Brexit’.

Elaborado pelo Observatório da Emigração, um centro de investigação do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, o relatório indica que, de 80 mil saídas em 2019, esse número baixou para 45 mil em 2020.

A redução foi geral, englobando praticamente todos os destinos tradicionais da emigração portuguesa.

Emigração portuguesa em 2020 foi a mais baixa nos últimos 20 anos. Suíça, França e Reino Unido foram principais destinos

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Emigração portuguesa em 2020 foi a mais baixa nos últimos 20 anos

Segundo o Relatório da Emigração, a Suíça foi o principal destino da emigração portuguesa em 2020, seguida da França e do Reino Unido.

O número de emigrantes portugueses em 2020 foi o mais baixo dos últimos 20 anos, um valor para o qual contribuiu a covid-19 e o ‘Brexit’, de acordo com o Relatório da Emigração 2020, esta terça-feira apresentado em Lisboa.

Elaborado pelo Observatório da Emigração, um centro de investigação do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, o relatório indica que, de 80 mil saídas em 2019, esse número baixou para 45 mil em 2020.

A redução foi geral, englobando praticamente todos os destinos tradicionais da emigração portuguesa.

De acordo com este documento, que foi esta terça-feira apresentado no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, para esta quebra contribuíram a crise pandémica de covid-19 e a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit).

Em relação à pandemia, o impacto expressou-se através de « limites à mobilidade internacional com objetivos sanitários e a crise económica que resultou das políticas de confinamento para interromper as candeias de contágio ».

O ‘Brexit’ contribuiu através das barreiras às migrações para este país, na sequência do plano da saída do Reino Unido do espaço europeu de livre circulação.

Portugal era, em 2019, o primeiro país da União Europeia com mais emigrantes em percentagem da população: 25,7%.

Suíça foi o principal destino da emigração portuguesa em 2020, destronando o Reino Unido

No ano passado, optaram por viver na Suíça 7.542 portugueses, sendo este o segundo país do mundo com mais emigrantes portugueses: 210.731 em 2020.

Em segundo lugar surge a França, com 7.643 entradas em 2019, e em terceiro o Reino Unido, país que no ano anterior recebeu mais de 20.000 portugueses e que, em 2020, registou a entrada 6.664.

Segue-se Espanha, um dos poucos destinos importantes em que a entrada de portugueses vinha a aumentar continuadamente desde 2013.

Acima das 3.000 entradas por ano, surge a Alemanha (5.380 em 2020), o Luxemburgo (3.286 em 2020) e a Bélgica (3.215 em 2019).

Remessas de emigrantes totalizaram 3.612 ME em 2020, com a Suíça a liderar envios

As remessas dos emigrantes portugueses totalizaram, em 2020, 3.612 milhões de euros, mantendo-se a diminuição registada no ano anterior, com os residentes na Suíça a enviarem o maior valor para Portugal, de acordo com o Relatório da Emigração.

O valor total recebido foi de 3.612 milhões de euros, o que representa 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

A França, que liderava em termos do maior valor de remessas enviadas para Portugal, passou para segundo lugar, com a Suíça em primeiro, após uma subida de 4,9% no volume dessas remessas, que aumentaram de 988,70 milhões de euros em 2019 para 1.037 milhões em 2020.

Ainda assim, a França mantém-se como um dos países com mais transferências para Portugal: 1.036,6 milhões de euros em 2020, e também o Reino Unido (379,4 milhões de euros), Angola (245,5 milhões de euros) e os Estados Unidos (244 milhões de euros).

A Alemanha (225,9 milhões de euros), a Espanha (111,8 milhões de euros), o Luxemburgo (78,4 milhões de euros), a Bélgica (58,9 milhões de euros) e os Países Baixos (44,5 milhões de euros) também constam desta lista de maiores valores enviados pelos trabalhadores portugueses.

Segundo as Nações Unidas, cujos dados são citados neste relatório, Portugal era, em 2019, o 26.º país do mundo com mais emigrantes.

Covid-19. « Ainda não é um Natal normal », diz o PM Costa. Mais um Natal de angústia. Crónica

(Foto de abertura – AJVCR/DR (Direitos Reservados).  A tradicional Fogueira de Natal já está montada no adro da Igreja de Casal da Torre, Carregal do Sal – distrito de Viseu. Será um Natal feliz?)

 

Mais um Natal e festas de fim de ano e de Ano Novo de angústia. 

Já nos esquecemos do que é viver um Natal feliz? Novas medidas restritivas são anunciadas praticamente em cima da consoada…e do fim do ano,

« Ainda não é um Natal normal », diz o Primeiro-ministro, António Costa.

Crónica de Daniel Ribeiro, para ouvir na Rádio Alfa, na quarta-feira, às 7h15, 13h15, 16h30 e 19h45.

Ou ouça aqui: 

 

PASSAGE À NIVEAU – 19 DÉCEMBRE 2021

« Passagem de nível » na Rádio Alfa

Apresentação e Coordenação: Artur Silva        

 

Domingo 19 de Dezembro 2021

Entre as 12h00 e as 14h00

Aqui fica a emissão.

 

Alguns dos temas:

 

-Eleições legislativas antecipadas em Portugal, dia 30 de Janeiro 2022, convidadas:

Joana de Abreu Carvalho, Cabeça da lista CDU pelo Círculo da Europa

Teresa Duarte Soares, Cabeça da lista Bloco de Esquerda (BE) pelo Círculo da Europa

 

-Album BD “Elise et les nouveaux partisans”, éditions Delcourt, textos de Dominique Grange e desenhos de Tardi. O percurso de uma jovem cantora chegada a Paris em 1958, participante do movimento de Maio 68 e que hoje ainda luta pela justiça e pela igualdade

 

-Livro: La poésie du Portugal, des origines au XXe siècle, éditions Chandeigne. Uma antologia bilingue que reúne perto de 300 poetas e mais de mil poemas.

-Convidado:Max de Carvalho, poeta, responsável da tradução, selecção e apresentação

 

-Teatro musical “As Comadres”, de 23 a 31 de Dezembro, no Théâtre de l’Epée de Bois – Cartoucherie de Vincennes – 75012 Paris. 20 actrizes brasileiras no palco, numa comédia

que retraça a vida quotidiana de um grupo de mulheres brasileiras

Convidada: Júlia Carrera, actriz

 

Nota: Emissão com redifusão na noite de 4ª para 5ª feira, entre as 0h00 e as 2h00

 

Natal. “Um evento cancelado é melhor do que uma vida cancelada”. OMS apela ao cancelamento de planos de Natal

OMS apela ao cancelamento de planos de Natal face ao avanço da Ómicron

Alfa/com RTP
A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelou às famílias que repensem o Natal face ao rápido avanço da variante Ómicron. “Um evento cancelado é melhor do que uma vida cancelada”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou para os ajuntamentos durante a época festiva que se aproxima, avisando que podem levar a um “aumento de casos, à sobrecarga dos sistemas de saúda e a mais mortes” por covid-19.“Todos nós queremos voltar ao normal. A forma mais rápida de o conseguir passa por líderes e indivíduos tomarem decisões difíceis que devem ser tomadas para nos defendermos a nós e aos outros. Em alguns casos vai significar cancelar ou adiar eventos”, explicou Ghebreyesus durante uma conferência de imprensa na segunda-feira.

“Um evento cancelado é melhor do que uma vida cancelada. É melhor cancelar agora e celebrar depois do que celebrar agora e lamentar depois”, exortou.

Adhanom explicou que atualmente existem evidências de que esta nova variante está a “dispersar-se significativamente mais rápido” do que a anterior estirpe dominante, a Delta, e está a causar infeções em pessoas já vacinadas ou que recuperaram da doença de covid-19.“É mais provável que as pessoas vacinadas ou recuperadas da covid-19 possam ser infetadas ou reinfectadas”, disse Tedros.

Desta forma, a OMS considera “insensato” concluir que a Ómicron é uma variante “mais branda”. « É insensato pensar que esta é uma variante branda, que não causará doenças graves, porque com os números a aumentar, todos os sistemas de saúde estarão sob pressão », disse Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS.A OMS deu, no entanto, alguma esperança ao considerar que a pandemia, que já causou mais de 5,6 milhões de mortes em todo o mundo, poderá acabar em 2022, se 70 por cento da população mundial estiver vacinada até meados do próximo ano.

“Nós esperamos que esta doença passe a ser uma doença relativamente branda que seja facilmente prevenida, que seja facilmente tratada”, disse Mike Ryan, principal especialista em emergências da OMS. “Se conseguirmos manter a transmissão do vírus ao mínimo, poderemos acabar com a pandemia”, declarou.

No entanto, Tedros também afirmou que a China – país onde o vírus SARS-CoV-2 foi detetado pela primeira vez – deve fornecer mais dados relacionados à origem da covid-19 para ajudar na futura política de combate a pandemias.

“Precisamos de continuar até conhecer as origens, precisamos de nos esforçar mais porque devemos aprender com o que aconteceu para fazer melhor no futuro”, disse o diretor-geral da OMS.

“2022 deve ser o ano em que acabamos com a pandemia”, rematou.

Covid-19/Portugal. Mais de 1.400 passageiros e 38 companhias multadas em 19 dias. Restrições nas fonteiras continuam em janeiro

Alfa

Covid-19: Mais de 1.400 passageiros e 38 companhias aéreas multadas em 19 dias (desde 01/12), por falta de teste negativo ou certificado de recuperação da doença, indica o Ministério da Administração Interna. Medidas restritivas nas fronteiras vão ser prolongadas para além de 9 de Janeiro, data do fim previsto para o chamado « período de contenção ».

Controlos mais intensos também estão a ser realizados nas fronteiras terrestres durante o atual período de férias e de festas de Natal e Ano Novo, segundo o Governo português.

Nas fonteiras terrestres, foram efetuadas 4.635 operações aleatórias de fiscalização nas fronteiras, também em 19 dias, para garantir a realização de testes à covid-19, segundo informa o Ministério da Administração Interna. No quadro destas últimas operações, foram feitas 30.581 fiscalizações a viaturas ligeiras e de mercadorias, motociclos, comboios e autocarros que deram origem a 32 autos de contraordenação por falta de teste ou certificado de recuperação da doença. 

A agência Lusa adianta que, nos aeroportos, num balanço desta medida para conter o aumento do número de casos de covid-19, o Ministério da Administração Interna (MAI) avança que, entre 01 e 19 de dezembro, a PSP e o SEF fiscalizaram 652.833 passageiros e 6.249 voos, que resultaram em 1.434 contraordenações. 

 

« A testagem (…) e o controlo de fronteiras é absolutamente essencial. Vamos manter a obrigatoriedade de testes para entrar em Portugal, nisso não podemos transigir”, afirmou há dias o Primeiro-ministro, António Costa. O PM confirmou também que as medidas restritivas nas fronteiras para o controlo da pandemia em Portugal vão prolongar-se para além do dia 9 de Janeiro.

Nesta terça-feira decorrer um conselho de ministros extraordinário para avaliar a situação pandémica em Portugal.  Sobre esta reunião, leia mais aqui:

Portugal. Covid-19: Governo convoca para hoje Conselho de Ministros extraordinário. Previstas novas medidas restritivas

 

Portugal. Covid-19: Governo convoca para hoje Conselho de Ministros extraordinário. Previstas novas medidas restritivas

Covid-19: Governo antecipa reunião e convoca para hoje, terça-feira, Conselho de Ministros extraordinário. Novas medidas restritivas deverão ser anunciadas hoje pelo Primeiro-ministro, António Costa. 

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Alfa/com Lusa (adaptação Alfa)whatsapp sharing buttonO Governo convocou para hoje, terça-feira, um Conselho de Ministros extraordinário para a adoção de medidas de combate e prevenção da pandemia da covid-19, disse à Lusa fonte oficial do executivo.

A reunião do Conselho de Ministros, a última antes do Natal, estava prevista para se realizar na próxima quinta-feira, como é habitual, mas o líder do executivo decidiu antecipá-la já para terça-feira.

“Esta antecipação resulta do facto de propostas recebidas pelo grupo de epidemiologista que têm apoiado o executivo. Como são medidas com impacto na vida das pessoas, convém que sejam tomadas com antecedência, tendo em vista tornar possível uma melhor preparação e adaptação”, declarou a mesma fonte do executivo.

As novas medidas serão apresentadas pelo primeiro-ministro.

A incidência de infeções com o vírus SARS-CoV-2 voltou a aumentar a nível nacional, passando para os 558,5 casos por 100 mil habitantes, enquanto o índice de transmissibilidade (Rt) estabilizou nos 1,07, segundo os dados oficiais de hoje.

De acordo com o boletim sobre a pandemia em Portugal divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), em termos nacionais, a taxa de incidência passou, desde sexta-feira, de 525,5 casos de infeção por 100 mil habitantes a 14 dias para os atuais 558,5.

Considerando apenas Portugal continental, este indicador registou também um crescimento de 531,2 casos por 100 mil habitantes para 562,3.

O Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus – não registou alterações entre sexta-feira e hoje (1,07) a nível nacional, enquanto no continente passou de 1,07 para 1,06.

Os dados do Rt e da incidência de novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias – indicadores que compõem a matriz de risco de acompanhamento da pandemia – são atualizados pelas autoridades de saúde à segunda-feira, à quarta-feira e à sexta-feira.

Para retirar migrantes do seu camião. Português morre de ataque cardíaco depois de ser agredido no norte da França

Português morre de ataque cardíaco depois de ser agredido ao retirar migrantes de camião

Homem, de 48 anos, camionista, tinha problemas cardíacos.

Um camionista português morreu de ataque cardíaco, no passado domingo, na área de serviço da autoestrada A16, em Beuvrequen, em França, depois de uma discussão com três migrantes.

O camionista tentou retirar os três migrantes do camião quando foi agredido. Segundo o Procurador de Boulogne-sur-mer, Guirec Le Bras, quando o motorista fez descer os três migrantes, foi agredido.

Segundo o jornal La Voix du Nord, foi aberto um inquérito por « coups mortels et violences ayant entraîné la mort sans intention de la donner ». « La victime avait eu une altercation avec des migrants qui voulaient monter dans son camion », escreve este jornal.

Depois da agressão e de ter subido para o camião, o homem desmaiou e acabou por falecer.

Ao voltar a entrar na cabine, onde estava o copiloto também de nacionalidade portuguesa, sofreu um ataque cardíaco.

Os bombeiros foram chamados ao local pelo colega do camionista, revela o France Bleu citando o comunicado do Ministério Público de Boulogne-sur-mer.

A vítima, de 48 anos, estava em paragem cardio-respiratória e apesar das tentativas de reanimação o óbito acabou por ser declarado. Sabe-se ainda, que o homem tinha problemas cardíacos e estava a ser medicado.

Segundo a imprensa francesa, o motorista já tinha relatado por telefone a presença de migrantes no local. O caso está a ser investigado pela brigada de investigação de Calais.
Segundo o Procurador « le chauffeur est descendu de sa cabine. L’un des migrants lui a porté un coup à la tête. Tous se sont enfuis. Le chauffeur routier est remonté dans le camion. Son collègue s’est aperçu, cinq minutes après, qu’il était victime d’un malaise ».

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