Covid-19/Portugal. Uso de máscara na rua já não é obrigatório. Mas há exceções

Covid-19. Uso de máscara na rua já não é obrigatório em Portugal. Mas há exceções: DGS recomenda máscara na rua se não for possível distanciamento e para pessoas vulneráveis. O uso da máscara continuará a ser obrigatório « nos estabelecimentos de educação, ensino e creches », em « espaços e estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços », nos « edifícios públicos ou de uso público », nas « salas de espetáculos, cinemas ou similares », nos « transportes coletivos de passageiros » e « em locais de trabalho, sempre que não seja possível o distanciamento físico ».

 

 

Despacho da agência Lusa sobre o assunto: linkedin sharing button
whatsapp sharing buttonO uso de máscara no exterior deixa hoje de ser obrigatório, mas a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda o uso em algumas situações, como aglomerações, quando não é possível manter a distância física e por pessoas vulneráveis.

Numa orientação divulgada hoje sobre a utilização da máscara, que passa a ser facultativa no exterior e recomendada em algumas situações, para prevenir a covid-19, a DGS aconselha o seu uso « quando é previsível a ocorrência de aglomerados populacionais ou sempre que não seja possível manter o distanciamento físico recomendado ».

A DGS recomenda ainda a sua utilização na rua por « pessoas mais vulneráveis », nomeadamente « com doenças crónicas ou estados de imunossupressão com risco acrescido para covid-19 grave », sempre que « circulem fora do local de residência ou permanência habitual ».

Na orientação, a DGS reitera que o uso de máscara « é uma medida eficaz na prevenção da transmissão de SARS-CoV-2 », frisando que, apesar do fim da obrigatoriedade da sua utilização no exterior, o porte desta « continua a ser uma importante medida de contenção da infeção, sobretudo em ambientes e populações com maior risco ».

O uso da máscara continuará a ser obrigatório « nos estabelecimentos de educação, ensino e creches », em « espaços e estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços », nos « edifícios públicos ou de uso público », nas « salas de espetáculos, cinemas ou similares », nos « transportes coletivos de passageiros » e « em locais de trabalho, sempre que não seja possível o distanciamento físico ».

O porte da máscara vai continuar a ser obrigatório também nos « estabelecimentos residenciais para pessoas idosas (ERPI), unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e outras estruturas e respostas residenciais para crianças, jovens e pessoas com deficiência, requerentes e beneficiários de proteção internacional e acolhimento de vítimas de violência doméstica e tráfico de seres humanos ».

É ainda obrigatório o uso de máscara por pessoas « com infeção por SARS-CoV-2 ou com sintomas sugestivos » da doença e por pessoas consideradas « contacto de um caso confirmado de covid-19 », exceto quando se encontrarem sozinhas « no seu local de isolamento ».

A obrigação do uso de máscara na rua, que hoje chega ao fim, durou, no total, 318 dias, desde a aprovação da lei, em 28 de outubro de 2020, em plena pandemia de covid-19, tendo o diploma sido renovado três vezes pelo parlamento, o que não acontecerá agora.

O fim do uso obrigatório de máscaras em espaços públicos exteriores acontece no dia em que caduca o último diploma aprovado pelo parlamento e promulgado pelo Presidente da República, em 11 de junho, por um período de 90 dias, não tendo a Assembleia da República proposto a sua renovação.

A Direção-Geral da Saúde já tinha avançado à Lusa que estava a rever a orientação relativa à utilização de máscaras, que passam a ser facultativas no exterior e recomendadas em algumas situações, salientando que, em “situações especiais, nomeadamente aglomerados previsíveis ou potenciais de pessoas, contextos específicos e situações clínicas particulares”, a máscara iria ser recomendada.

Numa audição na quarta-feira, no parlamento, a pedido do PSD, sobre a obrigatoriedade das máscaras, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, apontou como exceções para a continuação do uso de máscara o recreio nas escolas, assim como em aglomerados populacionais e em eventos em espaços exteriores.

“A transmissão indireta do vírus é por acumulação de aerossóis e obviamente essa via é muito menos eficaz no exterior do que no interior. De qualquer maneira, a recomendação vai no sentido de que, em aglomerados e em contextos especiais”, a máscara deve ser utilizada, avançou Graça Freitas na audição na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19.

Na orientação divulgada hoje, a DGS confirma que, « no caso dos estabelecimentos de educação e ensino », a máscara « é fortemente recomendada nas crianças com idade entre 6 e 10 anos, ou por alunos do 1.º ciclo, independentemente da idade », desde que as crianças « tenham ‘treino no uso’ e utilizem as máscaras de forma correta » e « seja garantida a supervisão por um adulto », não sendo aconselhada a sua utilização por crianças « com 5 ou menos anos ».

A Direção-Geral da Saúde faz recomendações sobre o uso de máscara e cabe à Assembleia da República determinar o seu uso obrigatório.

Por sua vez, a Associação de Médicos de Saúde Pública (ANMSP) defendeu a continuidade do uso de máscara para prevenir a covid-19 e a gripe, e haver um inverno “mais controlado”, permitindo ao SNS retomar o atraso na atividade assistencial.

“A Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública continua a sugerir que, especialmente nesta fase de inverno em que vamos entrar, a máscara continue a ser um equipamento de proteção individual utilizado por todos ou quase todos de maneira a que nos possamos proteger, não só da covid-19, mas também da gripe”, defendeu o presidente em exercício da ANMSP, Gustavo Tato Borges, em declarações à Lusa.

Portugal sagra-se tricampeão da Liga Europeia de futebol de praia

A seleção portuguesa de futebol de praia ainda apanhou um susto, mas conquistou hoje a Superfinal da Liga Europeia, pela oitava vez, a terceira consecutiva, ao vencer a Bielorrússia, na final, por 7-4, na Figueira da Foz.

Frente ao surpreendente vencedor do Grupo 1, no qual se superiorizou à Rússia, campeã do mundo, e à Espanha, ambos com cinco títulos europeus, os bielorrussos estiverem aquém do seu desempenho no torneio, ao contrário dos lusos que estiveram sempre em crescendo.

Portugal começou por sentir algumas dificuldades ante a Ucrânia, com 7-5 selado somente a dois segundos do fim, e Suíça, com tangencial 3-2, mas subiu de rendimento frente à Itália (6-3), melhoria que confirmou neste êxito na final.

Frente a um adversário forte fisicamente, Portugal tardou a marcar: com o resultado em branco, ainda beneficiou do facto de Ryabko ter falhado um penálti.

Remates certeiros de Léo Martins, aos 10 e 12 minutos, e Jordan, aos 10, começaram a desbloquear o encontro, que até ia sendo calmo para o guarda-redes Elinton Andrade, face à pressão alta dos seus companheiros.

O penálti convertido por Rodrigo Pinhal (14) indiciava uma tarde tranquila, ideia reforçada com novos tentos de Jordan Santos (21) e, já no terceiro período, de André Lourenço (25 e 26).

Portugal chegou a estar a golear por 6-0 e ameaçava o escândalo, quando remates certeiros de Ryabko (26), Chaikouski (26 e 30) e Novikau (27) mudaram tudo, agora num 7-4 mais ameaçador, selado com vistoso remate à ‘meia-volta’.

Com ainda meia dúzia de minutos para disputar estava tudo em aberto, até porque Bê Martins já tinha sido expulso (29).

A formação das ‘quinas’ acabou por fazer valer a sua experiência, conseguindo estancar a reação do conjunto do Leste europeu, que foi perdendo fulgor à medida que o tempo escoava.

Portugal somou o seu oitavo título, depois dos êxitos em 2002, 2007, 2008, 2010, 2015, 2019 e 2020, mais três cetros do que Espanha e Rússia, com cinco.

A Itália tem dois títulos, enquanto a França, Suíça, Ucrânia e Alemanha ganharam a prova em uma ocasião.

Com Agência Lusa.

Homenagem nacional e funeral de Jorge Sampaio. Fotos

Decorreu esta manhã em Lisboa, no Mosteiro dos Jerónimos, a homenagem nacional, com honras de Estado, ao antigo Presidente Jorge Sampaio, que faleceu na sexta-feira passada, com 81 anos. Seguiu-se, à tarde, o funeral.

Fotos (da Lusa) desta manhã, em Lisboa:

 

Leia mais aqui: 

Morte de Jorge Sampaio. Portugal de luto. Honras de Estado para antigo Presidente

 

 

Empresário Armando Lopes (presidente da R. Alfa) construiu mais uma obra em Leiria

Parque de estacionamento para 155 carros inaugurado atrás do Edifício 2000

 

(Com base numa reportagem do jornal Região de Leiria. Fotos de Joaquim Dâmaso )

O comendador Armando Lopes (empresário e presidente da Rádio Alfa) destacou a integração do Parque Europa na estrutura urbana envolvente.

O Parque Europa, com capacidade para 155 lugares de estacionamento, foi inaugurado na tarde da passada quinta-feira, dia 9, entre o Edifício 2000 e o circuito Polis, no centro de Leiria.

Este investimento, concretizado pela Simoliz, uma empresa administrada pelo comendador Armando Lopes, ocupa três pisos – um em cave, outro térreo e um acima do solo.

 

(A cerimónia de inauguração contou com a presença de diversas entidades, entre as quais autarcas portugueses e franceses, deputados nacionais, o bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, e boa parte da família mais próxima de Armando Lopes).

 

 

Na sua intervenção, Armando Lopes destacou a integração do Parque Europa na estrutura urbana envolvente, bem como as suas características de sustentabilidade ambiental e de acessibilidade a pessoas com dificuldades de mobilidade.

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, também destacou a importância do edifício, enquanto elemento de atratividade para a zona onde se localiza, e o seu contributo para a mobilidade urbana.

« O comendador Armando Lopes é um dos mais conceituados empresários da diáspora portuguesa – emigrou há 60 anos para França –, mas também tem feito investimentos em Leiria, nomeadamente o Edifício 2000 e o Edifício Moagem Heritage », conclui o jornal RL.

Sporting e FC Porto empatam (1-1) e ficam a quatro pontos do líder Benfica

Sporting e FC Porto empataram hoje 1-1 no clássico da quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol e ficaram a quatro pontos do líder Benfica, que goleou o Santa Clara, por 5-0.

Nuno Santos, aos 16 minutos, deu vantagem aos campeões nacionais e o colombiano Luis Díaz empatou, aos 72, para os ‘dragões’, que terminaram o jogo em inferioridade numérica devido à expulsão do avançado espanhol Toni Martínez, por acumulação de cartões amarelos, aos 87.

Sporting e FC Porto continuam a dividir o segundo lugar, agora com 11 pontos, menos quatro do que o Benfica, ficando ambos ao alcance do Estoril Praia, quarto com 10, que visita o Tondela, na segunda-feira.

 Resultados da quinta jornada da I Liga:

– Sábado, 11 set:

Paços de Ferreira – Sporting de Braga, 0-0

Santa Clara – Benfica, 0-5 (0-1 ao intervalo)

Sporting – FC Porto, 1-1 (1-0)

– Domingo, 12 set:

Moreirense – Famalicão, 16:30

Gil Vicente – Vizela, 19:00

Boavista – Portimonense, 19:00

Vitória de Guimarães – Belenenses SAD, 21:30

– Segunda-feira, 13 set:

Marítimo – Arouca, 20:00

Tondela – Estoril Praia, 22:15

Com Agência Lusa.

Benfica Goleia nos Açores o Santa Clara (0-5), Braga empata em Paços de Ferreira (0-0)

O Benfica segurou hoje a liderança da I Liga portuguesa de futebol, ao vencer por 0-5 no terreno do Santa Clara, somando a quinta vitória noutros tantos jogos na competição.

O brasileiro Rodrigo Pinho, que se estreou a marcar com a camisola das ‘águias’, aos 42 minutos, o uruguaio Darwin Nuñez, aos 53 e aos 62, Rafa, aos 58, e o ucraniano Yaremchuk, aos 68, assinaram os golos da goleada ‘encarnada’, nos Açores.

Paços de Ferreira e Sporting de Braga empataram hoje 0-0, em jogo disputado no Estádio Capital do Móvel, em Paços de Ferreira.

O Sporting de Braga somou o terceiro jogo sem perder e o segundo empate a zero consecutivo, depois da igualdade com o Vitória de Guimarães, e isolou-se provisoriamente no quinto lugar, com oito pontos.

O Paços de Ferreira, que tinha vencido na jornada passada no terreno do Portimonense, por 1-0, somou o sétimo ponto, ocupando o sétimo lugar, em igualdade com o Boavista, que no domingo recebe os algarvios.

Resultados da quinta jornada da I Liga:

– Sábado, 11 set:

Paços de Ferreira – Sporting de Braga, 0-0

Santa Clara – Benfica, 0-5 (1-0 ao intervalo)

Sporting – FC Porto, 21:30

– Domingo, 12 set:

Moreirense – Famalicão, 16:30

Gil Vicente – Vizela, 19:00

Boavista – Portimonense, 19:00

Vitória de Guimarães – Belenenses SAD, 21:30

– Segunda-feira, 13 set:

Marítimo – Arouca, 20:00

Tondela – Estoril Praia, 22:15

Com Agência Lusa.

Cristiano Ronaldo marca dois golos no regresso ao Manchester United

Cristiano Ronaldo está de regresso ao Manchester United e já assinalou esse retorno a Old Trafford com dois golos na partida contra o Newcastle.

O primeiro golo surgiu em cima do intervalo e o segundo, na segunda parte, já depois dos visitantes terem empatado.

O Manchester United acabou por vencer por 4-1. Também marcaram Bruno Fernandes e Lingard.

Covid-19. Evocada a possibilidade da vacinação de crianças com menos de 12 anos

Covid-19: Resposta à variante Delta pode ser vacinação de crianças, mas reguladores aguardam dados

 

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A vacinação de menores de 12 anos contra a covid-19 é considerada determinante para reduzir contágios e combater a variante Delta, mas os reguladores continuam à espera dos resultados de ensaios clínicos para tomarem uma decisão.

Para já, a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) confirmou à Lusa que ainda não recebeu nenhum pedido das empresas farmacêuticas para aprovar a vacinação de crianças com menos de 12 anos.

“Até ao momento, não foi apresentada à EMA nenhuma solicitação de prorrogação da indicação para o uso de uma vacina covid-19 em menores de 12 anos”, disse fonte do regulador europeu, ao adiantar que esta avaliação é sempre realizada de acordo com um plano de investigação pediátrica.

Os ensaios clínicos pediátricos são geralmente estruturados para que uma vacina seja estudada primeiro em adolescentes e, progressivamente, em crianças menores de 12 anos.

Assim que os dados de uma faixa etária mostram que a vacina é segura e que confere uma boa resposta imunitária, as farmacêuticas podem enviar os dados à EMA para a sua aprovação nessa faixa etária, adiantou a mesma fonte.

As duas vacinas de tecnologia RNA mensageiro (mRNA) aprovadas pela EMA e que estão a ser administradas na União Europeia (UE) podem ser utilizadas em crianças, mas, para já, apenas a partir dos 12 anos.

Em 28 de maio de 2021, a vacina do consórcio Pfizer/BioNTech foi aprovada para utilização em menores dos 12 aos 15 anos na UE e, em 27 de julho, a da farmacêutica Moderna recebeu a `luz verde´ da EMA para imunização de adolescentes entre os 12 e os 17 anos.

“Vamos continuar a acompanhar esta matéria e tentar compreender se estas vacinas podem ser usadas em crianças com menos de 12 anos”, disse na quinta-feira o responsável pela estratégia de vacinação da EMA, Marco Cavaleri, admitindo que os primeiros dados podem chegar às mãos do regulador durante o outono.

O especialista da EMA alertou ainda que nos Estado Unidos, com a disseminação da variante Delta, verifica-se um “grande aumento de hospitalizações que afetam, maioritariamente, adolescentes que não estão vacinados”, uma preocupação que a Academia Americana de Pediatras (AAP, na sigla em inglês) também partilha.

A organização, que junta cerca de 67 mil pediatras, escreveu em agosto ao regulador norte-americano (FDA) a pedir para que as “vacinas covid-19 para crianças possam ser autorizadas o mais rapidamente possível, para que as crianças de todas as idades possam beneficiar delas”.

A propagação da variante Delta do coronavírus SARS-CoV-2, que é também a predominante nos Estados Unidos, está na base do repto lançado por esta associação de pediatria à FDA, tendo em conta que, segundo os seus dados, em agosto verificou-se o “maior aumento percentual por semana em casos pediátricos de covid-19 desde o início da pandemia”.

“A variante Delta criou um risco novo e urgente para crianças e adolescentes em todo o país, assim como também para adultos não vacinados”, alertou a associação, ao avançar que, desde o início da pandemia, as crianças representaram 14,3% do total de casos acumulados de infeção pelo novo coronavírus, percentagem que, recentemente, aumentou para 19% nos Estados Unidos.

Em Portugal, dados recentes da Direção-Geral da Saúde indicam que a incidência de novas infeções nos jovens por 100 mil habitantes acumulada a 14 dias está a baixar, apesar de continuar a apresentar valores bastante elevados.

Desde o início da pandemia, registaram-se cinco óbitos de crianças e jovens até aos 19 anos e um total de 117.281 infeções, o que representa cerca de 11% do total de mais de um milhão de casos positivos notificados em todo o país.

Nas últimas semanas, os menores têm sido o grande alvo da vacinação em Portugal, com mais de meio milhão de jovens entre os 12 e os 17 anos já com a primeira dose tomada – o que representa mais de 80% desta faixa – e quase 160 mil com a imunização completa (25%).

À questão se as crianças devem ser vacinadas contra o SARS-CoV-2, o virologista José Miguel Pereira responde que os benefícios dessa imunização superam os riscos, tendo em conta que “uma criança vacinada é menos uma que fica doente e é também uma fonte de contágio de menor importância”.

O investigador da Unidade da Interação Hospedeiro-Patogeno do Instituto de Investigação de Medicamentos (iMed.ULisboa) da Universidade de Lisboa disse à Lusa que se as crianças forem vacinadas, a “infeção por SARS-CoV-2 será gradualmente menos transmitida com todos os benefícios que daí se podem antecipar”.

De acordo com o especialista em virologia, apesar de uma criança infetada correr um menor risco de contrair uma forma grave de covid-19 do que um adulto, a vacinação permite que seja “menos capaz de transmitir a infeção” a terceiros, uma vez que a sua carga viral, se existir, será mais reduzida do que se não tivesse imunizada.

Além disso, devido aos seus hábitos e comportamentos, as “crianças da faixa etária de menos de 12 anos são sempre propensas a transmitirem infeções que tenham como fonte de contágio as secreções respiratórias”, principalmente, em dois ambientes: em casa e na escola, alertou José Miguel Pereira.

“Em qualquer dos casos, a situação é mais importante quanto menos vacinados houver em cada um desses ambientes”, alertou o virologista.

A covid-19 provocou pelo menos 4.602.565 mortes em todo o mundo, entre mais de 223,06 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.843 pessoas e foram contabilizados 1.053.450 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

Morte de Jorge Sampaio. Portugal de luto. Honras de Estado para antigo Presidente

Morte do antigo Presidente Jorge Sampaio. Portugal de luto de hoje até segunda-feira. População pode acompanhar cortejo e cerimónias fúnebres em vários locais na cidade de Lisboa.

 

Bandeiras a meia haste na Presidência, em Belém, e noutros edifícios públicos. (foto de abertura DR)

Alfa/ com Lusa e fontes próprias

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O cortejo e as cerimónias fúnebres de Estado do antigo Presidente da República Jorge Sampaio vão poder ser acompanhados pela população em vários momentos e locais de Lisboa, entre sábado e domingo.

De acordo com o programa das cerimónias, o primeiro momento em que o público em geral poderá acompanhar mais de perto o cortejo fúnebre será pelas 10h30 de sábado, altura em que haverá uma paragem na Praça do Município, onde estarão colocados dois pendões com fotografias de Jorge Sampaio, que foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa entre 1990 e 1995.

Na Praça do Município terá lugar uma breve cerimónia com a presença do atual presidente da Câmara, Fernando Medina, vereação, deputados municipais e de membros da família de Jorge Sampaio que procederão à entrega das insígnias das ordens honoríficas do antigo chefe de Estado a três militares da Guarda Nacional Republicana (GNR).

O cortejo seguirá para o antigo picadeiro real em Belém, depois adaptado a Museu Nacional dos Coches, e poderá ser visto pela população na Rua do Arsenal, na Praça do Comércio, Avenida Ribeira das Naus, Cais do Sodré, Avenida 24 de Julho e Avenida da Índia, por onde passará até chegar à Praça Afonso de Albuquerque.

À chegada a Belém, pelas 11h00, o cortejo fúnebre será recebido pelas três mais altas entidades do Estado: o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa.

O velório, no antigo picadeiro real, que fica junto ao Palácio de Belém, estará aberto ao público entre as 12h00 e as 23h00 de sábado.

No domingo, a saída do corpo do antigo Presidente da República para o Mosteiro dos Jerónimos, está prevista para as 10h00, com o cortejo a parar brevemente em frente ao Palácio de Belém.

A cerimónia de homenagem a Jorge Sampaio que decorrerá no interior dos Jerónimos entre as 11h00 e as 13h00 poderá ser acompanhada pela população através de um ecrã gigante que será colocado no exterior do mosteiro.

Esta cerimónia contará com intervenções do primeiro-ministro, do presidente da Assembleia da República, do Presidente da República e de familiares de Jorge Sampaio e incluirá um momento cultural.

No final, o cortejo irá até ao Cemitério do Alto de São João através da Avenida da Índia, da Avenida 24 de Julho, da Avenida da Ribeira das Naus, Praça do Comércio, Avenida Infante D. Henrique, Avenida Mouzinho de Albuquerque, Praça Paiva Couceiro e Rua Morais Soares.

A chegada ao Alto de São João está prevista para as 13h30 e aí a população poderá prestar uma última homenagem a Jorge Sampaio.

Terminadas as honras de Estado no Cemitério do Alto de São João, haverá uma cerimónia reservada à família.

O Governo decretou três dias de luto nacional, entre sábado e segunda-feira, pela morte do antigo Presidente da República Jorge Sampaio, e cerimónias fúnebres de Estado.

Jorge Sampaio, antigo secretário-geral do PS (1989/1992) e Presidente da República (1996/2006), morreu hoje aos 81 anos, no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, onde estava internado desde 27 de agosto, na sequência de dificuldades respiratórias.

Depois da notícia da sua morte, todos os políticos mais e menos importantes de Portugal, bem como os partidos, lamentaram a sua morte, lembrando o humanista e homem bom e generoso que foi o antigo Presidente. Também artistas o fizeram. Destacamos aqui Pedro Abrunhosa: “Meu querido Presidente, meu profundo amigo Jorge Sampaio, estar ao seu lado era ser bafejado pela luz do bem ».

“Poucos homens ao serviço do país tiveram simultaneamente a sua grandiosidade humana e o desapego pela ribalta, pelos holofotes, pela materialidade. O cargo era apenas um meio para lançar sementes de união e concórdia », elogia Pedro Abrunhosa, no dia da morte do antigo Presidente da República, Jorge Sampaio. Outros artista também o fizeram, de Mariza a Dino D’Santiago. (Em Blitz)

Leia mais aqui: 

Morreu Jorge Sampaio, antigo Presidente português

EUA. 20º aniversário do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001

11 de Setembro: Joe Biden participa em memoriais nos três locais dos ataques

 

Alfa/ com Lusa

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O Presidente dos EUA, Joe Biden, participa hoje em alguns dos principais eventos que assinalam o vigésimo aniversário do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001.

Ao lado da mulher, Jill, Joe Biden viajará para os três locais dos atentados – o World Trade Centre, em Nova Iorque, o Pentágono, nos arredores de Washington D.C., e o Memorial Nacional ao Voo 93, em Shanksville, Pensilvânia – para lembrar os trágicos eventos de 2001.

Em 11 de setembro de 2001, dois aviões de passageiros embateram, com alguns minutos de intervalo (08:46 e 09:04, horas locais, +5 em Lisboa), nas torres gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o seu desabamento poucas horas após o impacto; um terceiro avião conduzido pelos terroristas colidiu contra o edifício do Pentágono; um quarto avião despenhou-se num descampado em Shanksville, após os passageiros e tripulantes terem tentado tomar o controlo do aparelho.

Os atentados perpetrados por membros do grupo terrorista Al-Qaida causaram a morte a cerca de três mil pessoas naquele que é considerado o maior ataque contra território norte-americano.

No Pentágono, realiza-se uma cerimónia privada para homenagear as 184 vítimas dos atentados contra a sede do Departamento de Defesa, com a presença do chefe do Estado Maior, Mark Milley, e do secretário de Defesa, Lloyd Austin, horas depois de, ao nascer do sol, ter sido desfraldada uma bandeira na ala em que o voo 77 da American Airlines atingiu o edifício.

O museu e memorial do 11 de Setembro, localizados no “Ground Zero” do World Trade Center, em Nova Iorque, assinalam a efeméride com diversas iniciativas, incluindo o toque de sinos por igrejas nos diversos momentos em que os atentados terroristas se desenvolveram.

Na cerimónia haverá a leitura de cada um dos 2.977 nomes das vítimas dos ataques e de um anterior ataque terrorista – em 26 de fevereiro de 1993, ao World Trade Centre – onde morreram seis pessoas.

Ao entardecer serão projetados dois focos de luz no céu, a atingir quase 6,5 quilómetros acima do solo, para simbolizar as duas torres de 110 andares que caíram no atentado, enquanto vários arranha-céus e edifícios de Nova Iorque vão ostentar a cor do “memorial blue”, durante a noite, para marcar a data.

Em Shanksville, decorrerá uma cerimónia para membros das famílias das 40 vítimas do voo 93 da United Airlines despenhado na Pensilvânia, num local próximo da queda, em que serão lidos os nomes de todos os passageiros e tripulantes.

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