Covid-19: EUA voltam a colocar Portugal na lista de destinos a « evitar viajar »

Covid-19: EUA voltam a colocar Portugal na lista de destinos a « evitar viajar »

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Os Estados Unidos da América (EUA) incluíram na segunda-feira novamente Portugal à lista de países em que recomenda a “evitar viajar”, colocando-o no nível “muito alto”, devido ao agravamento da pandemia da covid-19.

O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado, numa declaração na qual indicou que Chipre e o Quirguistão também subiram para essa categoria.

No que se refere a Portugal, a recomendação destina-se especificamente à pandemia.

Os avisos de viagem foram emitidos com base na recomendação do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), que colocaram Portugal e Espanha no “nível 4”, devido à pandemia.

« Sécur’été 2021 – Verão em Portugal ». Cap Magellan e governantes nas fronteiras

Campanha « Sécur’été 2021 – Verão em Portugal ».

 A associação Cap Magellan volta a lançar a sua habitual campanha de segurança rodoviária de verão nas fronteiras e anuncia que estará presente nas de Vilar Formoso, Valença e Chaves nos dias 31 de Julho e 1 de Agosto para uma ação de segurança nas estradas destinada a todos os automobilistas que se dirijam para Portugal.

« Vários voluntários e membros da equipa da associação Cap Magellan realizarão actividades de sensibilização para os automobilistas nas fronteiras entre Portugal e Espanha. A associação estará, portanto, presente nos dias 31 de Julho e 1 de Agosto em Vilar Formoso, Valença e Chaves na praça Easytoll na A24″, informa a associação.

 

No dia 31 de Julho, ao fim da manhã, representantes de Estado e parceiros da associação nesta operação estarão presentes na fronteira de Vilar Formoso:

  • Berta Nunes, Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas
  • Patricia Gaspar, Secretária de Estado da Administração Interna     

Covid-19. Hospitalizações e pacientes graves aumentam em França (atualizado com quadro oficial)

Hospitalizações e pacientes graves aumentam em França (atualizado com quadro oficial das autoridades francesas)

Alfa/com Lusa e jornais franceses

O número de hospitalizações e pacientes graves está a aumentar em França com todas as regiões gaulesas a apresentarem agora taxas de incidência de mais de 50 em cada 100.000 mil habitantes, segundo as autoridades locais.

Há atualmente 6.843 pessoas internadas nos hospitais francesas, mais 56 do que na véspera.Nas unidades de cuidados intensivos, há agora 886 pacientes em estado grave, mais oito do que na véspera.Todas as regiões francesas já ultrapassaram o nível de alerta de 50 contaminações por 100 mil habitantes, havendo regiões onde a taxa de incidência se aproxima de 1.000. Nalgumas regiões, a utilização de máscara voltou a ser obrigatória na rua.O número de novos casos diários tem-se mantido estável, entre 15 e 20 mil novas contaminações.
Nas últimas 24 horas foram detetadas 15.242 novas contaminações.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.163.235 mortos em todo o mundo, entre mais de 194,1 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.
Depois deste despacho da Lusa, alguns jornais franceses descreveram uma situação sanitária algo diferente, ainda mais grave:

Le Figaro escreve: Covid-19. 45 morts dans les hôpitaux français, 952 patients en réanimation

Le Parisien: Covid-19 en France : 45 nouveaux décès et 5307 nouvelles contaminations. 7079 malades sont actuellement hospitalisés en raison d’une infection au nouveau coronavirus.

Este jornal acrescenta: « Alors que la France fait face à une flambée des contaminations en raison du variant Delta, la pression sur l’hôpital restait jusqu’alors contenue. Mais les derniers chiffres de Santé publique France témoignent de la reprise de l’épidemie.

Quelque 607 malades du Covid-19 ont été admis ces dernières 24 heures à l’hôpital, contre 92 la veille. Le nombre de nouvelles hospitalisations a presque doublé par rapport à lundi dernier (360). En tout, 7079 patients sont désormais soignés pour Covid dans les hôpitaux, contre 6843 dimanche et 7041 lundi dernier ».

Os números oficiais divulgados pelas autoridades há alguns minutos são estes:

Les chiffres clés en France au 26/07/2021, arrêtés à 14h (mis en ligne en fin de journée)

Ramalho Eanes defende que Otelo « tem direito a lugar de proeminência » na História

Ramalho Eanes defende que Otelo « tem direito a lugar de proeminência » na História – em texto escrito enviado à agência Lusa.

O ex-presidente da República Ramalho Eanes defendeu hoje que Otelo Saraiva de Carvalho, falecido no domingo, tem direito a um « lugar de proeminência histórica », apesar « da autoria » do que considerou « desvios políticos perversos, de nefastas consequências ».
Ramalho Eanes defende que Otelo

« Para mim, e apesar de todas as contradições, o Otelo tem direito a um lugar de proeminência histórica. E tem esse direito, apesar da autoria de desvios políticos perversos, de nefastas consequências, porque foi ele quem liderou a preparação operacional do 25 de Abril, a mobilização dos jovens capitães, o comando da operação militar bem-sucedida », defendeu o general Ramalho Eanes, num texto enviado à agência Lusa.

Ramalho Eanes assinalou que « há homens que, num momento histórico especial, se ultrapassam, ganhando dimensão nacional, indiscutível, porque souberam perceber e explorar uma oportunidade histórica única, e sentir os anseios mais profundos do seu povo ».

« Otelo é uma dessas personalidades. A ele a pátria deve a liberdade e a democracia. E esta é dívida que nada, nem ninguém, tem o direito de recusar », sublinhou.

No mesmo texto, o ex-Presidente da República afirmou-se « magoado » e « surpreendido » pela morte do « Capitão de Abril ».

« Magoou-me, por se tratar de mais um amigo que parte. Surpreendeu-me, porque estive, recentemente, com o Otelo, no funeral da sua mulher, e achei-o, naturalmente, abatido, mas, aparentemente, com vigor e saúde », disse.

Recordou que conheceu Otelo na Guiné-Bissau, onde o foi substituir na Direção da Secção de Radiodifusão e Imprensa do Comando-Chefe, remontando a essa época a amizade entre os dois.

« Tornámo-nos amigos. Foi, aliás, essa amizade que me levou a testemunhar em seu favor no julgamento a que foi submetido, apesar de muitos reparos e apelos para que o não fizesse », lembrou.

Eanes evocou o amigo como « um homem bom, generoso, embora, por vezes, pouco prudente, pouco realista – contraditório, mesmo », assinalando também a paixão que tinha pela representação.

« Até na vida real, esquecendo que a representação exige um espaço delimitado, em que tudo o que aí é normal não o é na vida real », afirmou.

Otelo Saraiva de Carvalho, militar e estratego do 25 de Abril de 1974, morreu no domingo de madrugada aos 84 anos, no Hospital Militar, em Lisboa.

Nascido em 31 de agosto de 1936 em Lourenço Marques, atual Maputo, Moçambique, Otelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho teve uma carreira militar desde os anos 1960, fez uma comissão durante a guerra colonial na Guiné-Bissau, onde se cruzou com o general António de Spínola, até ao pós-25 de Abril de 1974.

No Movimento das Forças Armadas (MFA), que derrubou a ditadura de Salazar e Caetano, foi o encarregado de elaborar o plano de operações militares.

Depois do 25 de Abril, foi comandante do COPCON, o Comando Operacional do Continente, durante o Processo Revolucionário em Curso (PREC), surgindo associado à chamada esquerda militar, mais radical, e foi candidato presidencial em 1976.

Na década de 1980, o seu nome surge associado às Forças Populares 25 de Abril (FP-25 de Abril), organização armada responsável por dezenas de atentados e 14 mortos, tendo sido condenado, em 1986, a 15 anos de prisão por associação terrorista. Em 1991, recebeu um indulto, tendo sido amnistiado cinco anos depois, uma decisão que levantou muita polémica na altura.

O funeral de Otelo Saraiva de Carvalho realiza-se na quarta-feira, no crematório de Cascais, em Alcabideche, estando em câmara ardente na Capela da Academia Militar, em Lisboa, a partir das 16:30 de terça-feira.

Covid-19: Novo aumento de internados em Portugal, mais 1.610 infeções e nove mortes em 24h

Covid-19: Novo aumento de internados em Portugal, mais 1.610 infeções e nove mortes, segundo o último boletim da DGS.

Covid-19. Norte contabiliza mais casos do que Lisboa em dia com mais 40 internamentos em todo o país.

Boletim da Direção-Geral da Saúde contabiliza, nas últimas 24 horas, nove mortes e 1610 infetados. Norte tem mais 688 infetados, Lisboa e Vale do Tejo, 519. Há agora, no total, mais 40 doentes covid internados em Portugal.

Dos 919 internados,198 doentes estão nos cuidados intensivos.

Português deixou a vida de engenheiro em França para ser ator em Hollywood

Português que mudou de vida aos 41 anos será protagonista do filme « Subwater »

Alfredo Tavares deixou a sua carreira de engenheiro em França para rumar a Hollywood e vai agora ter o seu primeiro papel de ator principal numa grande produção.

Alfa/Lusa/Observador

epa03065609 A photo of the Hollywood sign in Hollywood California , USA, 01 November 2007. Two Los Angeles dog walkers made a grisly discovery when they found a severed head underneath the famous Hollywood sign, the Los Angeles Times reported 18 January 2011. The dogs had begun to play with a plastic bag they found in the brush on Tuesday afternoon when the head rolled out, the daily reported. Police are now looking for a body. The victim was believed to be in his 40s and of Armenian descent. Given the condition of the head, police believe the mad had died recently, though neither the circumstances or cause of death were immediately known. EPA/ANDREW GOMBERT

ANDREW GOMBERT/EPA

O ator e duplo português Alfredo Tavares, que deixou uma carreira de engenharia em França para se lançar em Hollywood, vai gravar o primeiro filme como protagonista em outubro, na longa-metragem “Subwater”.

 

“É o primeiro papel de ator principal numa grande produção”, disse Alfredo Tavares à Lusa, referindo que vai interpretar o responsável de uma empresa de construções submarinas entre a Escócia e a Dinamarca.

O ator, que tem trabalhado entre Los Angeles e Londres, foi estudar na escola de representação Cours Florent, em Paris, aos 41 anos. Dois anos mais tarde, mudou-se para a New York School Academy e depois de se licenciar entrou de rompante no cinema e televisão, fazendo figuração e trabalho como duplo em múltiplos filmes e séries.

“O filme mais importante que fiz até hoje em Los Angeles foi “Era uma Vez em… Hollywood, de Tarantino, que me foi buscar ao Central Casting”, disse Alfredo Tavares, que foi duplo de Kurt Russell na película. “Tivemos nesse filme o Leonardo DiCaprio, o Brad Pitt, o Kurt Russell, o Al Pacino, e foi espantoso eu estar no meio dessas pessoas ao mesmo tempo. É um sonho”, caracterizou.

Apesar de só ter começado a carreira em 2018, e com um ano de pandemia pelo meio, Alfredo Tavares já tem um currículo extenso, onde figuram títulos como “Le Mans ’66: O Duelo”, “Big Little Lies”, “Bridgerton”, “I May Destroy You”, “The Rookie” ou “9-1-1”, entre outros.

Neste momento, está a filmar “The Crown”, para a Netflix, depois de ter participado na quarta temporada, assumindo agora o papel de guarda-costas do príncipe Carlos.

“Está a diminuir a figuração e a aumentar os papéis com falas”, referiu o ator. “Em dois anos já estou à beira dos atores principais com pequenos diálogos”.

 

Os próximos projetos em que a audiência verá o seu trabalho são “Jungle Cruise”, com The Rock, “Venom: Let there be carnage”, realizado por Andy Serkis e protagonizado por Tom Hardy, “Missão Impossível 7”, com Tom Cruise, e “The Batman” de Matt Reeves, protagonizado por Robert Pattinson.

“O meu sonho é fazer grandes filmes como ator principal e ser conhecido mundialmente”, afirmou Alfredo Tavares, contando que este era um sonho que tinha em criança e decidiu abraçar depois de uma longa carreira na Siemens.

“Acho que uma pessoa nunca deve abandonar um sonho. Um sonho deve ser realizado agora ou mais tarde, mas nunca se deve abandonar”, disse o ator, que é natural de Aveiro.

Cinturão negro em karaté e kickboxing, Alfredo Tavares contou como o seu amor pelo cinema de ação foi inspirado pelos filmes com Bruce Lee, Chuck Norris e Jean-Claude Van Damme. “O meu sonho era ser ator, mas não tinha dinheiro para pagar uma formação”, lembrou.

 

“Era um sonho que tinha na infância, mas não realizei logo porque era muito pobre, não tinha dinheiro para comprar pão e andava com as roupas todas rasgadas”, contou.

Mencionando a atriz Daniela Ruah e o ator Joaquim de Almeida como referências portuguesas em Hollywood, Alfredo Tavares disse ambicionar chegar ao patamar maior do cinema.

“Quero representar Portugal. Quero dizer que tenho sangue português”, afirmou. “Tenho tanta vontade de mostrar ao mundo que sou português”, reiterou.

Sublinhando uma enorme motivação, o ator contou que faz desporto todos os dias, só come comida biológica e leva a sua saúde e forma física muito a sério. “Quero chegar aos 60 e estar de boa saúde como se tivesse 30, para conseguir o meu sonho de ser um ator conhecido mundialmente”.

Sobre o sucesso que alcançou em pouco tempo, o ator disse que a sua disponibilidade para fazer todo o tipo de papéis e as boas características telegénicas fazem parte da equação.

“Os produtores dizem-me que a principal coisa que eu tenho é um ‘great look’ [bom visual] para a câmara”, referiu. “A minha cara para a câmara é muito boa”.

Interessado em continuar a trabalhar entre Los Angeles e a Europa, Alfredo Tavares destacou a “qualidade de vida” no sul da Califórnia, com bom tempo, boa comida, praias e menos stress.

Em termos de produções, o português destacou os recursos incomparáveis que existem em Los Angeles. “A grande diferença que vejo como ator é o enorme material que eles metem nos filmes. É tudo gigantesco”, descreveu. “Podem construir casas e hotéis no meio do deserto só para fazer um filme”.

Foi o que aconteceu com “Le Mans ’66: O Duelo”, protagonizado por Matt Damon e Christian Bale. “Num deserto encostado a Los Angeles eles construíram uma pista só para fazer a competição. Construíram os prédios à volta da pista em 15 dias e depois de filmar destruíram tudo”, contou. “Se fosse em Londres ou noutra parte do mundo não podiam fazer isso”.

Marcelo vê nos números da pandemia motivos de esperança e apela à vacinação

Covid-19. Marcelo apela para os portugueses se vacinarem e vê nos números da pandemia motivos de esperança

« A resposta chama-se vacinas », diz o Presidente sobre a diferença entre o outono passado e agora, cujos números são mais uma « razão de esperança ».

Alfa/com DN/Lusa

O Presidente da República defendeu a vacinação como « o meio mais seguro » para combater e limitar os efeitos da pandemia, tendo considerado haver razões para ter esperança quanto à evolução da covid-19. Em declarações aos jornalistas em Vila Real, o chefe de Estado afirmou que os números do boletim da Direção-Geral de Saúde « deram mais uma razão de esperança ».

« A vacinação é o meio mais seguro, de entre os que existem, de combater a pandemia, de limitar a duração da pandemia e os efeitos da pandemia », defendeu, deixando um apelo às pessoas para que se vacinem contra a covid-19.

Para Marcelo Rebelo de Sousa é evidente que é a vacinação que « faz a diferença entre o galope que houve no outono do ano passado » e « o galope que muitos temiam que se desse, mas até agora não se deu, este ano ».

« A resposta, além da competência dos nossos profissionais e do bom senso das pessoas, chama-se vacinas. É muito simples. Vacinas », reiterou.

Ao analisar os números da pandemia, o Presidente da República destacou que « o R(t) está a descer consistentemente ao longo dos dias », ou seja, « a transmissibilidade parece estar a reduzir-se por todo o território continental », o que considerou ser « bom, porque logo a seguir vem a redução do número de casos ».

« Os internados não atingiram os mil entre as enfermarias e os cuidados intensivos. Tem subido, descido, subido, descido à volta das mesmas centenas e os cuidados intensivos não atingiram os 200. Quando eu declarei o estado de emergência, o segundo, iam em 340 », enumerou.

Tudo isto, para Marcelo Rebelo de Sousa, « é o resultado de uma ação constante, consistente, de vacinação ».

No boletim de domingo registaram-se mais oito óbitos e 2625 novas infeções. No que respeita à vacinação, a task force distribuiu mais de 11 milhões de doses aos portugueses, das quais 6,5 milhões da primeira dose e 4,5 milhões da segunda. O Infarmed rejeita uma eventual terceira dose da vacina, numa altura em que Espanha vai avançar com essa medida.

JO: Telma Monteiro eliminada em -57 kg. Era uma das maiores esperanças portuguesas de medalha

Tóquio2020: Telma Monteiro eliminada em -57 kg após perder no segundo combate

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whatsapp sharing buttonA judoca portuguesa Telma Monteiro foi hoje eliminada na segunda ronda da categoria de -57 kg dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, ao perder com a polaca Julia Kowalczyk, em combate disputado no Nippon Budokan.

Telma Monteiro, medalha de bronze no Rio2016, havia batido Kowalczyk no único combate que tinham realizado, em 2020, mas hoje perdeu já no ‘golden score’, ao somar o terceiro castigo com 9.31 minutos de combate.

A judoca lusa, de 35 anos, competia nos seus quintos Jogos Olímpicos e em Tóquio2020 repete a classificação de Pequim2008, com um nono lugar, resultante de uma vitória e uma derrota na competição.

Otelo: Marcelo evoca o capitão « protagonista cimeiro » em momento histórico

Óbito/Otelo: Marcelo evoca o capitão « protagonista cimeiro » em momento histórico

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linkedin sharing buttonAlfa/ Com Lusa
whatsapp sharing buttonPresidente da República destacou hoje “a importância capital” de Otelo Saraiva de Carvalho no 25 de abril, evocando-o como o capitão “protagonista cimeiro num momento decisivo da história contemporânea portuguesa”.

“O Presidente da República, consciente das profundas clivagens que a sua personalidade suscitou e suscita na sociedade portuguesa, evoca-o, neste momento como o Capitão que foi protagonista cimeiro num momento decisivo da história contemporânea portuguesa”, refere Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota publicada na página da Presidência da República.

O chefe de Estado considera que “ainda é cedo para a história o apreciar com a devida distância”, no entanto salienta que “parece inquestionável a importância capital que teve no 25 de Abril, o símbolo que constituiu de uma linha político-militar durante a revolução, que fica na memória de muitos portugueses associado a lances controversos no início” da democracia, “e que suscitou paixões, tal como rejeições”.

Marcelo Rebelo de Sousa relembra o que disse no último 25 de Abril “acerca da aceitação que os portugueses devem procurar construir, todos os dias, relativamente a sua história pátria”.

Na nota, o Presidente da República apresenta à família de Otelo Saraiva de Carvalho e à Associação 25 de Abril os seus sentimentos, realçando o “papel central de comando no 25 de abril”.

“Um dos mais ativos capitães de abril, exerceu funções muito relevantes durante a revolução e candidatou-se à Presidência da República em 1976. Afastado do poder na sequência do 25 de novembro de 1975, viria a ser considerado, pela Justiça, envolvido nas FP25, condenado e amnistiado », escreve ainda Marcelo Rebelo de Sousa.

Otelo Saraiva de Carvalho, militar e estratego do 25 de Abril de 1974, morreu hoje de madrugada aos 84 anos, no hospital militar.

Nascido em 31 de agosto de 1936 em Lourenço Marques, Moçambique, Otelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho teve uma carreira militar desde os anos 1960, fez uma comissão durante a guerra colonial na Guiné-Bissau, onde se cruzou com o general António de Spínola, até ao pós-25 de Abril de 1974.

No Movimento das Forças das Forças Armadas (MFA), que derrubou a ditadura de Salazar e Caetano, foi ele o encarregado de elaborar o plano de operações militares e, daí, ser conhecido como estratego do 25 de Abril.

Depois do 25 de Abril, foi comandante do COPCON, o Comando Operacional do Continente, durante o Processo Revolucionário em Curso (PREC), surgindo associado à chamada esquerda militar, mais radical, e foi candidato presidencial em 1976.

Na década de 1980, o seu nome surge associado às Forças Populares 25 de Abril (FP-25 de Abril), organização armada responsável por vários atentados e mortes, tendo sido condenado, em 1986, a 15 anos de prisão por associação terrorista. Em 1991, recebeu um indulto, tendo sido amnistiado anos depois.

Morreu Otelo Saraiva de Carvalho, militar e estratego do 25 de abril

Morreu Otelo Saraiva de Carvalho, militar e estratego do 25 de Abril de 1974.

whatsapp sharing buttonOtelo Saraiva de Carvalho, militar e estratego do 25 de Abril de 1974, morreu hoje de madrugada aos 84 anos, no hospital militar, disse à Lusa Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril.

A notícia da morte de Otelo foi inicialmente avançada pela TSF e confirmada depois à Lusa e outros ‘media’ por Vasco Lourenço.

O « capitão de abril », foi um homem decisivo e um dos principais rostos da « revolução dos cravos ».

Teve um percurso polémico depois da revolução, mas o que se lembra dele é de facto a sua participação decisiva, como comandante operacional, na queda do regime ditatorial e colonialista português.

Nascido em 1936, em Maputo, Moçambique, é sem dúvida um dos rostos do 25 de abril de 1974.

Chegou a candidatar-se à presidência da República.

Morreu este domingo, 25 de julho, aos 84 anos.

epa04179824 The military commander of the 25th april revolution Otelo Saraiva Carvalho (C) looks on during the hommage of the 40th anniversary of Carnations Revolution in the Carmo Square, in Lisbon, Portugal, 25 April 2014. The 25 April Revolution, also known as the Carnation Revolution, was leftist military coup d’etat which brought an end to the authoritarian government of the ‘Estado Novo’, led by Antonio de Oliveira Salazar from 1932 to 1968, when he fell ill. Marcelo Caetano was then appointed head of state until the Carnation Revolution of 25 April 1974, which ushered in democratic reform. EPA/TIAGO PETINGA

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