Editora quer traduzir livro em francês. Biografia de Cesária Évóra apresentada na Embaixada de Cabo Verde

Embaixada de Cabo Verde apresentou biografia de Cesária Évóra em Paris  

« Paris é que lança a Cesária Évora no Mundo e não pode ficar fora das homenagens que lhe estamos a fazer », explicou a editora Márcia Souto, fundadora da Rosa de Porcelana.

A editora luso-cabo-verdiana procura agora apoios para traduzir a obra de Elzbieta Sieradzinska em francês, de forma a vir de encontro à curiosidade que a diva da morna desperta ainda no mundo francófono.

 

 

Alfa/Lusa

A biografia de Cesária Évora, da autoria de Elzbieta Sieradzinska, foi apresentada no passado dia 23 na Embaixada de Cabo Verde em Paris, com a diva da morna a ser lembrada como a maior embaixadora do país no Mundo.

« Cesária Évora foi embaixadora, não só da morna, mas de Cabo Verde no Mundo », afirmou Hércules Cruz, embaixador de Cabo Verde em França, perante uma sala repleta de figuras de destaque da comunidade cabo-verdiana em terras gaulesas.

Após o lançamento em Cabo Verde e Portugal, a editora Rosa de Porcelana rumou a França, para um lançamento simbólico na cidade que projetou a cantora cabo-verdiana para o mundo.

« A Cesária pensava que seria Portugal que a lançaria no Mundo, já que há esta cumplicidade da língua, mas não funcionou. E foi sempre algo que a deixou um pouco triste. Em França foi logo diferente, houve a felicidade de estar aqui o José da Silva que a redescobriu. Paris tornou-se o centro da sua vida artística », explicou Elzbieta Sieradzinska, autora da biografia « Cesária Évora », em declarações à Agência Lusa.

Elzbieta Sieradzinska acompanhou Cesária Évora nos 10 últimos anos da vida da artista, viajando um pouco por todo o globo com a cantora cabo-verdiana e partilhando o seu quotidiano. A autora polaca lembrou que Paris se tornou casa a diva cabo-verdiana que se admirava pelo interesse dos franceses na sua música.

« É importante continuarmos a falar dela e da sua música aqui em França, especialmente para que ela seja descoberta pelos mais jovens. Esta é uma das cidades de Cesária », sublinhou a autora polaca.

Esta é a crença também da editora Rosa de Porcelana.

« Paris é que lança a Cesária Évora no Mundo e não pode ficar fora das homenagens que lhe estamos a fazer », explicou a editora Márcia Souto, fundadora da Rosa de Porcelana.

A editora luso-cabo-verdiana procura agora apoios para traduzir a obra de Elzbieta Sieradzinska em francês, de forma a vir de encontro à curiosidade que a diva da morna desperta ainda no mundo francófono.

« É um livro originalmente em polaco e primeiro fizemos a tradução em português, mas há um grande interesse que este livro tenha o maior número de leitores possível, logo o francês faz sentido. Estamos à procura de apoios », declarou Márcia Souto.

Nesta noite de homenagem, difundida em direto no Youtube para a comunidade cabo-verdiana em França e no Mundo, não faltou também a música, com vários músicos cabo-verdianos instalados em França a tocarem mornas, propositadamente sem voz, já que Cesária Évora é, segundo o embaixador Hércules Cruz, « insubstituível ».

Covid-19. Milhares nas ruas em França e na Itália contra medidas de controlo e passe sanitário

COVID-19: Milhares protestaram em Itália e França contra medidas impostas para combater a pandemia

Milhares de pessoas manifestaram-se ontem em Itália contra a obrigatoriedade do uso do « passe sanitário » covid-19 para entrar em espaços de lazer fechados. Em França, milhares de pessoas manifestaram-se a contra as novas medidas do Governo para debelar a pandemia da covid-19, que recrudesceu no país com a variante Delta do novo coronavírus, a mais contagiosa, com gritos de « liberdade, liberdade ».

Alfa/com Lusa/AFP

Covid-19: Milhares manifestam-se em França contra novas medidas de controlo

whatsapp sharing buttonAos gritos « liberdade, liberdade », milhares de pessoas manifestaram-se ontem em França contra as novas medidas do Governo para debelar a pandemia da covid-19, que recrudesceu no país com a variante Delta do novo coronavírus, a mais contagiosa.

A polícia estima que tenham participado 11 mil manifestantes na capital, Paris, e cerca de 150 mil em mais cerca de uma centena de cidades, incluindo Marselha.

Em Paris, um grupo de manifestantes, essencialmente pertencentes ao movimento anti-Governo « coletes amarelos », envolveu-se em incidentes esporádicos com a polícia, segundo a agência noticiosa AFP.

Na rede social Twitter, o ministro do Interior, Gérald Darmanin, condenou « os comportamentos violentos que visaram alguns polícias e jornalistas », mencionando que seis pessoas foram interrogadas em Paris, onde incidentes ocorreram perto dos Champs-Élysées.

Milhares de pessoas, quase todas sem máscara, juntaram-se ainda ao som do hino francês na Praça do Trocadéro, seguindo o apelo do ex-deputado europeu da extrema-direita Florian Philippot.

As manifestações sucedem quando, de acordo com uma sondagem, a maioria dos franceses é favorável à decisão tomada em 12 de julho pelo Presidente Emmanuel Macron de tornar obrigatória, a partir de 15 de setembro, a vacinação contra a covid-19 para médicos e enfermeiros e outros profissionais que trabalham em hospitais e lares de idosos.

A extensão do uso do certificado digital covid-19 (que atesta a vacinação, a testagem negativa ou a recuperação da doença) à maioria dos locais públicos é igualmente aprovada por grande parte dos franceses, segundo a mesma sondagem, divulgada em 13 de julho.

Obrigatório em locais culturais e de lazer, este « passe sanitário » passará a ter de ser mostrado a partir de agosto para entrar em cafés, restaurantes e comboios.

O anúncio por parte do chefe de Estado francês das novas medidas levou à aceleração da vacinação: na sexta-feira, 48% da população tinha a vacinação completa e 58% tinha recebido pelo menos uma dose.

Contudo, o número de contágios aumentou significativamente devido à variante Delta, passando de 4.500, em 09 de julho, para cerca de 21.500, na sexta-feira.

A oposição às novas medidas governamentais agrega movimentos anti-máscaras, anti-vacinas e anti-confinamento.

Há uma semana, mais de 110 mil pessoas manifestaram-se em França contra a vacinação ou o « passe sanitário ».

A França registou ontem 25.624 infeções com o novo coronavírus e 22 mortes por covid-19 em 24 horas, segundo o balanço diário divulgado pela autoridade de saúde do país.

A pandemia da covid-19 provocou pelo menos 4,1 milhões de mortos em todo o mundo, entre mais de 192,5 milhões de infetados, segundo o balanço mais recente da AFP.

Covid-19: Milhares protestam em Itália contra « passe sanitário »

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whatsapp sharing buttonMilhares de pessoas manifestaram-se também ontem em Itália contra a obrigatoriedade do uso do « passe sanitário » covid-19 para entrar em espaços de lazer fechados.

« Liberdade » e « Não à ditadura » foram as palavras mais ouvidas entre manifestantes, a maioria sem máscara, de norte a sul do país.

Na cidade de Milão, a norte, os protestos foram acompanhados de gritos de « não ao passe sanitário ». As manifestações foram convocadas nas redes sociais para, pelo menos, 80 cidades.

A partir de 06 de agosto vai passar a ser obrigatório, em Itália, o uso de um « passe sanitário » covid-19 (que atesta a vacinação desde a primeira dose, testagem negativa nas últimas 48 horas ou a recuperação da doença) para aceder a espaços de lazer fechados, como cafés, restaurantes, piscinas, ginásios, museus, cinemas, teatros e salas de jogo.

A nova medida, anunciada na quinta-feira, levou a uma corrida à vacinação que, nalgumas regiões, aumentou 200%.

Ontem, Itália contabilizou mais 5.140 infetados e mais cinco mortos. O país tem pouco mais de metade da população maior de 12 anos com a vacinação completa contra a covid-19.

A pandemia da covid-19 provocou pelo menos 4,1 milhões de mortos em todo o mundo, entre mais de 192,5 milhões de infetados, segundo o balanço mais recente da agência noticiosa AFP.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

Tóquio2020: Estafeta feminina australiana bate recorde do mundo dos 4×100 livres

Tóquio2020: Estafeta feminina australiana bate recorde do mundo dos 4×100 livres

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Allfa/Lusawhatsapp sharing buttonA estafeta feminina australiana bateu hoje o recorde do mundo dos 4×100 metros livres, nadando a distância pela primeira vez abaixo dos 3.30 minutos para conquistar o ouro nos Jogos Olímpicos Tóquio2020.

Bronte Campbell, Meg Harris, Emma McKeon e Cate Campbell sagraram-se campeãs olímpicas com o tempo de 3.29,69 minutos, melhorando um recorde, fixado em 3.30,05, que já pertencia à Austrália desde abril de 2018.

Com as australianas a confirmarem o favoritismo, o Canadá e os Estados Unidos disputaram a prata, com as canadianas a levarem a melhor, em 3.32,78 minutos. As norte-americanas, que cumpriram os 4×100 em 3.32,81, ficaram com o bronze.

Covid-19/Portugal. Volta a lengalenga dos emigrantes ignorantes. Uma grande ofensa. Opinião

« O regresso dos emigrantes este verão está a gerar preocupação e pedidos de cautela entre os autarcas do Interior do país », escreve hoje um diário nacional português, citando diversos presidentes de Câmaras. Tudo isto por causa do Covid-19.

Os portugueses em Portugal ainda não perceberam que a emigração – aliás, dizendo melhor, portugueses residentes no estrangeiro e seus descendentes  – vive, tal como eles, diariamente com o Covid-19 e está por isso tão bem ou mais informada do que eles sobre a pandemia.

Penso que em Portugal ainda nem perceberam a evolução da « emigração portuguesa », em França e em muitos  outros países, onde eles não são já apenas, sobretudo, os pedreiros, os analfabetos e os empregados do lixo do tempo de Salazar.

Hoje, há de tudo em França e por todo o lado. Pedreiros, ainda, cada vez menos claro, mas sobretudo, estudantes, professores, empresários grandes e pequenos, diretores culturais, autarcas, doutores, artistas…. Todos eles muito bem informados sobre o assunto.

Por esse motivo, ler em jornais portugueses alertas em « Manchetes » para eles se portarem bem (cumprindo as regras) nas férias de verão, devido ao Covid, é uma ofensa.

UMA GRANDE OFENSA AOS PORTUGUESES NO ESTRANGEIRO.

DR

 

Leia mais aqui:

Covid-19. Autarcas do interior tentam evitar contágios com emigrantes nas férias – JN

 

Covid-19/Portugal. 20 mortos e 3.396 infeções nas últimas 24 horas

Covid-19: Vinte mortes e mais 3.396 infeções nas últimas 24 horas

twitter sharing buttonAlfa/despacho a DGS de com Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonPortugal registou, nas últimas 24 horas, 3.396 novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, e 20 mortes atribuídas à covid-19, número mais elevado de óbitos desde 10 de março, segundo a Direção-Geral da Saúde.

Os 20 óbitos registados nas últimas 24 horas ocorreram maioritariamente nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo (10) e do Norte (7).

O número de mortos registados na sexta-feira é o mais elevado desde 10 de março, quando ocorreram 22 óbitos.

Segundo o boletim da DGS, hoje estão internadas menos 20 pessoas, em relação à véspera, num total de 835, sendo o terceiro dia consecutivo em que se regista uma diminuição nas hospitalizações.

Por sua vez, o número de doentes em unidades de cuidados intensivos aumentou para 181, mais três do que na sexta-feira.

Covid-19. Autarcas do interior tentam evitar contágios com emigrantes nas férias – JN

« Autarcas do Interior apertam malha para evitar contágios com vinda de emigrantes (no verão) » – é o principal título do Jornal de Notícias de hoje, em Portugal.

« Interior reforça cuidados para acolher e emigrantes », escreve o jornal, que acrescenta: « Autarcas oferecem testes, fecham piscinas e impedem festas. Medo da nova variante justifica cautelas ».

« Piscinas e parques de campismo fechados. Festas de verão interditas », escreve o jornal, que comenta:

« Vacinação no estrangeiro e restrições sanitárias podem evitar surtos ».

Autarcas oferecem testes, fecham piscinas e parques de campismo e impedem festas. Medo da nova variante justifica cautelas.

O regresso dos emigrantes este verão está a gerar preocupação e pedidos de cautela entre os autarcas do Interior do país, sobretudo de regiões onde a variante delta ainda não se impôs e o número de novos casos de covid não limita o quotidiano das populações, ao contrário do que sucede em quase toda a faixa litoral. São « bem-vindos », mas é preciso cumprir regras e, se possível, vir já com a vacinação completa. Sem controlos na fronteira terrestre e com a maioria a chegar de automóvel, há câmaras, como Fundão e Oleiros, que vão distribuir testes rápidos pelas aldeias. As romarias estão proibidas e há espaços públicos fechados como forma de evitar concentrações.

O presidente da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, Artur Nunes, admitiu que não há medidas concertadas e específicas para os emigrantes, ainda que tenham tomado decisões para evitar possíveis contágios, como a proibição de autorizar a realização de eventos, atividades ou manifestações de qualquer ordem em espaços abertos, vias públicas ou espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas até 30 de setembro.

Na reportagem, o JN cita designadamente autarcas de Vimioso, Melgaço, Caminha e Fundão.

 

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Covid-19/Portugal. Aumenta para 212 número de concelhos acima dos 120 casos

Covid-19: Aumentou para 212 número de concelhos com incidência acima dos 120 casos. 

 

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whatsapp sharing buttonPortugal tem hoje 212 concelhos com uma incidência superior a 120 casos de infeção pelo vírus SARS-COV-2 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, mais 37 do que na última sexta-feira.

Estes 212 concelhos que estão acima do limite de incidência de 120 novos casos representam cerca de 68% do total dos municípios do país, quando, na última sexta-feira, este valor estava nos 56%.

Estes 212 concelhos que estão acima do limite de incidência de 120 novos casos representam cerca de 68% do total dos municípios do país, quando, na última sexta-feira, este valor estava nos 56%.

Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) ontem divulgado, sete concelhos ultrapassaram uma incidência cumulativa a 14 dias – entre 01 e 14 de julho – de mais de 960 casos por cem mil habitantes.

Acima deste limiar máximo, de acordo com as categorias definidas pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), mantêm-se Albufeira (1.553 casos por 100 mil habitantes), Loulé (1.120) e, a partir de agora, Lagos (1.034), Pedrogão Grande (966), Portimão (1.137), São Brás de Alportel (983) e Sines (1.335).

Os dados da DGS indicam ainda que, nos últimos 14 dias, 77 concelhos ultrapassaram os 240 casos de infeção por 100 mil habitantes, enquanto outros 36 apresentam entre 480 e 959,9 casos por 100 mil habitantes.

A incidência cumulativa voltou a aumentar ligeiramente no concelho de Lisboa, que passou de 831 casos para os 840 por 100 mil habitantes, tendo aumentado também no concelho do Porto, que subiu dos 758 para os 871 casos.

Estes dois concelhos encontram-se, assim, no grupo de incidência entre os 480 e os 959,9 casos, ou seja, apresentam um risco elevado de contágio.

Sem qualquer caso de infeção pelo novo coronovírus nos últimos 14 dias estão agora 16 concelhos, o mesmo número em relação à última sexta-feira.

Na nota explicativa dos dados por concelhos é referido que a incidência cumulativa « corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada ».

 Nos concelhos de baixa densidade populacional, que representam mais de metade do território continental, a linha vermelha que obriga os municípios a recuar no plano de desconfinamento está fixada nos 480 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e os restantes concelhos ficam sob alerta quando ultrapassarem os 240 casos por 100 mil habitantes no mesmo período.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.139.040 mortos em todo o mundo, entre mais de 192,5 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.264 pessoas e foram registados 947.038 casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

Ensino do Português no Estrangeiro vai ter mais alunos, professores e computadores – MNE

Ensino do Português no Estrangeiro vai ter mais alunos, professores e computadores – MNE

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Alfa/Lusawhatsapp sharing buttonA rede do Ensino de Português no Estrangeiro (EPE) terá mais professores e alunos no próximo ano letivo e contará com a “distribuição maciça” de computadores e conteúdos educativos atualizados aos estudantes e aos docentes, anunciou o Governo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, falava aos jornalistas no final da cerimónia de abertura do sexto encontro da rede EPE, que decorre hoje em Lisboa, com o tema “cultura portuguesa e a interculturalidade”.

Para o ano letivo 2021/2022, está previsto “um pequeno aumento no ensino básico e secundário, com 320 horários disponíveis”. São mais de 1.000 escolas em 750 localidades diferentes que serão cobertas por professores afetos ao instituto Camões, disse.

O Governo continuará a apoiar a “chamada rede paralela (escolas que beneficiam do apoio do Camões) e, no ensino superior, haverá um crescimento do número de cátedras e de centros de língua portuguesa e a consolidação dos leitorados e dos protocolos com instituições do ensino superior”, prosseguiu.

Segundo Augusto Santos Silva, o “grande avanço” que marcará o próximo ano letivo será “uma espécie de atualização sistemática da rede de EPE – básico, secundário e superior – , com tecnologias e equipamentos digitais que passam por um programa de distribuição maciça de pequenos computadores por alunos e pelos professores », com os respetivos programas educativos, e pela digitalização sistemática do acervo do Camões com interesse cultural ou pedagógico, para ficar disponível a todos em quáquer ponto do mundo a qualquer hora”.

“Vamos também equipar sistematicamente todos os centros culturais portugueses no estrangeiro e os centros de língua portuguesa, com sistemas de tradução e sistemas informáticos que modernizem esses nossos equipamentos e facilitem o acesso à cultura e aos materiais pedagógicos e educativos”, adiantou o ministro.

O objetivo do Governo é, segundo Santos Silva, proporcionar “uma distribuição generalizada, que todos os professores disponham de equipamentos informáticos necessários – não é apenas o equipamento, são os conteúdos educativos, didáticos e pedagógicos” e que junto dos estudantes exista uma distribuição maciça destes materiais: computadores e conteúdos.

Para esta iniciativa, que decorrerá nos dois próximos anos letivos, está prevista uma verba de 23 milhões de euros no Plano de Recuperação e Resiliência (PPR).

A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, disse à agência Lusa que o executivo não quer deixar “cair a experiência do digital”, porque “vai ser também um instrumento que pode responder a alguns problemas, mas sempre como complemento” do ensino presencial.

Berta Nunes disse que o próximo ano letivo terá um “aumento de alunos em quase todos os países”, acompanhado de um “reforço do número de professores onde há uma maior procura” do ensino da língua portuguesa.

“A perspetiva é positiva”, afirmou, acrescentando: “Temos agora mais instrumentos, não só para fazer a transição digital e para aproveitar as possibilidades das tecnologias, como vamos continuar a reforçar o número de professores”.

Para já, assiste-se a “uma retoma” da procura deste ensino, após um “congelamento” proporcionado pela pandemia e pelas dificuldades das aulas presenciais.

Por seu lado, o presidente do Camões, instituto responsável pela rede EPE, reconheceu que, “apesar das perspetivas positivas que se apresentam para o próximo ano letivo, mantêm-se os cenários de alguma incerteza e complexidade”.

Cenários que, na opinião de João Ribeiro de Almeida, “vêm reforçar a importância da aposta feita pelo Camões nos processos de digitalização do ensino e aprendizagem, que se prevê aprofundar no curto e médio prazo, criando as condições para uma alteração, a médio prazo, até do próprio paradigma educativo do EPE”.

No último ano letivo (2020/2021), a rede EPE tinha uma presença ao nível do ensino superior, em universidades estrangeiras e organismos internacionais, através da colocação de 51 leitores, funcionando 63 leitorados e estando estabelecidos 299 Protocolos de Apoio à Docência e Investigação.

Covid-19: Bares e discotecas na origem de subida de covid-19 em França

Covid-19: Bares e discotecas na origem de focos de covid-19 em França

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Alfa/ com  Lusa/AFP
Os números da covid-19 em França continuam a aumentar, com as autoridades a identificarem mais de uma centena de focos da doença em bares e discotecas, que reabriram no início julho.

Em Toulouse, pelo menos 60 bares foram identificados como focos de covid-19, segundo a Agência Regional de Saúde da Occitânia, e duas discotecas, uma na região de Vosges, junto a Estrasburgo, e outra em Doubs, junto à fronteira com a Suíça, foram também identificadas como focos de covid-19.

Só nessas duas discotecas, centenas de casos de infeção foram identificados.

Os dados foram divulgados ontem pelas autoridades regionais francesas, que colocam em questão a reabertura das discotecas e também a obrigação do distanciamento social nos bares, podendo ter impactos na vida noturna em França.

O aumento de infeções levou já diferentes departamentos em França a voltarem a impor a utilização de máscara no exterior, exceto nas praias.

Nas últimas 24 horas foram detetados 19.561 casos de covid-19 em França e morreram 29 pessoas.

Há atualmente 6.802 pessoas hospitalizadas e 872 doentes internados nos cuidados intensivos, mais quatro do que na véspera.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.139.040 mortos em todo o mundo, entre mais de 192,5 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

Abertos os Jogos Olímpicos em Tóquio. Boa Sorte Portugal

Abertos os Jogos Olímpicos, os primeiros da Era Covid, em Tóquio. Boa Sorte Portugal. Força, campeões