Covid-19/França. É oficial. Testes de menos de 24h para diversos países europeus. Portugal incluído. Nas fonteiras francesas a partir das 24h de hoje

Oficial/Covid-19. A partir de hoje, 24h. Controlo nas fronteiras francesas mais apertado para não vacinados: 

Plusieurs mesures aux frontières entrent en vigueur ce soir à minuit : test de moins de 24h pour les non-vaccinés venant du Royaume-Uni; test de moins de 24h pour les non-vaccinés venant d’Espagne, du Portugal, de Chypre, des Pays-Bas et de la Grèce

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Escolas portuguesas nos EUA têm de adaptar ensino aos novos perfis de emigração

Escolas portuguesas nos EUA têm de adaptar ensino aos novos perfis de emigração (Lusa)

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whatsapp sharing buttonAo entrar para a escola portuguesa comunitária de New Bedford, nos Estados Unidos, há seis anos, Leslie Vicente achou que o currículo era “antiquado” e não tinha nada a ver com o perfil da emigração de hoje em dia.

A forma de ensino e de trabalho com as crianças era adaptado a gerações antigas, considerou Leslie Vicente, diretora da escola portuguesa de New Bedford, Discovery Language Academy, em entrevista à Lusa.

“As professoras da primeira classe só falavam português com os alunos”, o que assustava as crianças luso-americanas, nascidas nos EUA e que nunca tinham aprendido a língua em casa com os pais ou avós.

Mesmo que a cidade de New Bedford tenha uma grande percentagem de portugueses ou lusodescendentes (entre 40% a 60% dos habitantes dizem ser portugueses ou descendentes), a diretora declarou que “já não são os alunos de 1980, que são criados pelos avós e falam português em casa”.

“São alunos cujos avós já trabalham, já não estão em casa; os pais falam mal português ou pouco ou nada”, fruto de serem segunda ou terceira geração de portugueses nos EUA.

Chegarem a aulas onde os professores só falam português, que para as crianças é como uma língua estrangeira, só criava mais preocupação aos alunos, que voltavam para casa muito desanimados, às vezes a chorar, e a querer desistir.

“Eu disse – isto não faz sentido, as crianças estão em pavor”, referiu Leslie Vicente, recordando a sua própria experiência: “Eu lembrei-me que quando eu cheguei aos Estados Unidos, era ao contrário”.

Leslie Vicente nasceu nos Estados Unidos, mas viveu uma parte da sua infância em Portugal e quando regressou aos EUA “só falava português”, mas foi diretamente colocada numa escola norte-americana, em língua inglesa, que não conhecia tão bem.

“Eu ficava horrorizada e depois comecei a ter notas más, e não era por não ser inteligente, era porque eu não entendia”, partilhou.

De modo que, agora, os professores da escola começam a comunicar com os alunos em inglês e, consoante a evolução, passam a falar cada vez mais português.

Em 2015, quando entrou para a escola portuguesa, que antes se chamava Portuguese United for Education, Leslie Vicente vinha com o objetivo de inspirar entusiasmo aos alunos e pais luso-americanos em reaprender ou até descobrir as raízes portuguesas.

“Por coincidência, pouco tempo depois, Portugal ganhou a Taça Europeia e havia um entusiasmo aqui na nossa comunidade (…) como nunca se viu”, recordou a diretora.

O nome desta escola privada, registada como uma organização sem fins lucrativos, foi mudado para Discovery Language Academy, com alusão à era história dos Descobrimentos, para mudar a opinião que havia de que “a escola é só para portugueses”, explicou.

Desenhos e bandeiras de outros países de língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe) são expostos pelas salas e corredores da escola, que se localiza no DeMello International Center, fundado por um português, que junta e alberga na baixa de New Bedford várias instituições e associações portuguesas.

Além dos brinquedos e livros coloridos, os quadros interativos, uma sala de realidade virtual e outros equipamentos próprios de uma escola mais avançada apelam ainda mais aos sentidos e interesse das crianças.

No entanto, a Discovery Language Academy já não é só para crianças e não só para ensinar a língua portuguesa.

Em New Bedford, considerou Leslie Vicente, “há pessoas que se esquecem que estão nos Estados Unidos e pensam que estão em Portugal”, porque “vai-se a qualquer lado” e a maioria fala português.

Ter o conforto de falar português ou a língua materna num país estrangeiro pode tornar a vida mais fácil, mas também mais difícil para os emigrantes mais velhos que nunca chegaram a aprender inglês.

“Já vieram de Portugal há muitos anos ou de outros países. Tinham os filhos que traduziam para eles, mas esses filhos já são grandes, já são casados, já têm os seus próprios filhos, que são nossos alunos”, relatou Leslie Vicente.

“E nós dizemos que nunca é tarde para eles aprenderem inglês”, reforçou a professora, completando que a escola concentra-se em ensinar português aos mais novos e inglês aos mais velhos.

As idades dos alunos de inglês na Discovery Language Academy vão dos 20 aos 70 anos.

Dão-se “ferramentas” de língua inglesa para que todos os emigrantes tenham a sua independência de recorrer a qualquer serviço nos EUA, sejam hospitais, correios, mercearia ou restaurantes, sem “estarem preocupados com ‘quem vai traduzir para mim hoje?’”.

“Eles aprenderem inglês suficiente para lhes dar uma independência e serem um bocadinho livres e não estarem amarrados aos filhos, aos netos ou à sua casa”, concluiu a diretora.

Domingo, 18. Reunião anual do CCP com Berta Nunes. 3 Livros para as férias. E muito mais, no Passagem de Nível

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo 18 de Julho. Das 12h00 às 14h00

Alguns dos temas:

Reunião anual de 3 comissões temáticas do CCP com Berta Nunessecretária de
Estado das Comunidades Portuguesas, a situação dos portugueses na África do Sul, o voto electrónico, as medidas sanitárias e as férias dos emigrantes. Temas a debater com Pedro Rúpio, Presidente do Conselho Regional da Europa do CCP

Eleições presidenciais em S.Tomé e Príncipe, dia 18 de Julho com a participação da
diáspora São-tomense
Convidado: Jean-Pierre Bensaïd, Cônsul de S. Tomé e Príncipe em Marselha

Balanço das eleições Regionais e Departementais no Val-de-Marne
Convidado: Laurent Jeanne, Maire de Champigny-sur-Marne

Propostas de leituras para as férias: um policial, um passeio nas ruas Paris onde viveram portugueses ilustres e um périplo em Portugal através da gastronomia

-Le collectionneur d’herbe, de Francisco José Viegas, Mirobole éditions, tradução de
Pierre Michel Pranville

Les portugais à Paris, de Anne Lima, Agnès Pellerin e Xavier de Castro, com ilustrações de Irène Bonacina, éditions Chandeigne

Portugal – Balades gourmandes, recettes et art de vivre, de Sylvie da Silva, éditions Mango

A « Noiva de Paris » – a Torre Eiffel – reabriu esta semana ao público. Entrevista com o diretor-geral, lusodescendente Patrick Branco Ruivo 

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

África do Sul: Governo português disponível para « todo o apoio necessário » à comunidade

África do Sul: Governo português disponível para « todo o apoio necessário » à comunidade (Lusa)

whatsapp sharing buttonA secretária de Estado das Comunidades Portuguesas afirmou hoje que o Governo português está disponível para “dar todo o apoio necessário” à comunidade na África do Sul, afetada pela violência que atinge o país há mais de uma semana.

“É verdade que não é só um problema, não é só questão material, é a questão de que, de repente, uma pessoa que está há muitos anos, que tem o seu comércio, que tem a sua vida organizada, sofre uma situação destas e, também, do ponto de vista psicológico, claro que a comunidade fica afetada e as pessoas estão afetadas. Nós sabemos disso e estaremos aqui também para dar todo o apoio que for necessário”, disse à Lusa Berta Nunes.

A governante falava à margem da sessão de encerramento da reunião anual de três comissões temáticas do Conselho das Comunidades Portuguesas, em Lisboa.

“Nós queremos estar perto das comunidades e estamos perto das comunidades”, sublinhou Berta Nunes, sublinhando que houve uma mobilização da representação diplomática portuguesa na África do Sul para responder aos pedidos de informação.

Segundo a secretária de Estado, as autoridades portuguesas partiram “imediatamente” para “o acompanhamento da situação”.

“Fizemos reuniões com o embaixador e o embaixador fez uma carta para a comunidade logo na terça feira, disponibilizando os contactos do consulado de Joanesburgo, onde se passaram vários distúrbios, na província de Gauteng, e fez todos os contactos possíveis com a comunidade”, apontou.

Berta Nunes referiu que a maioria dos contactos locais foram para pedidos de informações e que não houve qualquer “pedido para sair do país”.

“Não tivemos nenhum pedido para sair do país, porque, na verdade, a nossa comunidade já passou por situações graves na África do Sul. Já sofreu, ao longo do tempo, várias vicissitudes e a nossa comunidade já tem a capacidade e resiliência e a organização suficiente e o conhecimento para poder, nestas situações, se organizar e se proteger”, afirmou Berta Nunes.

“Foi isso que nos aconteceu, o que nos apraz dizer – e estamos muito satisfeitos por poder dizer – que não há nenhuma morte, não há nenhum ferido grave”, acrescentou a governante.

Sobre os comércios de portugueses que foram vandalizados e saqueados, a secretária de Estado diz já ter havido contactos com todas as situações conhecidas.

“O que verificamos é que a grande maioria tem seguros e que, do ponto de vista dos prejuízos materiais, essa situação estará, na grande maioria das situações, assegurada”, concluiu.

Após a detenção do ex-presidente Jacob Zuma, a África do Sul mergulhou em protestos e pilhagens sem precedentes na história recente do país.

A Presidência da República sul-africana garantiu hoje o regresso à normalidade no país, após oito dias de extrema violência que já causou pelo menos 212 mortos e mais de 2.550 detenções.

Estima-se que vivam cerca de 450.000 portugueses e lusodescendentes na África do Sul, dos quais pelo menos 200 mil em Joanesburgo e Gauteng, e 20.000 no KwaZulu-Natal, mas segundo um conselheiro da diáspora madeirense no país não há cidadãos nacionais entre as vítimas.

Cerca de uma centena de negócios de seis grandes empresários portugueses, incluindo filhos de madeirenses, no setor alimentar e de bebidas, foram saqueados e vandalizados.

Covid-19. Porto aproxima-se da incidência de Lisboa. Mais de metade dos concelhos acima do limite

 

Covid-19: Porto aproxima-se da incidência de Lisboa. Mais de metade dos concelhos acima do limite

Há 175 concelhos portugueses com uma incidência superior a 120, mais 45 do que na semana passada. Porto aproxima-se do nível de incidência de Lisboa. Albufeira é o município com maior incidência (1291 casos por cem mil habitantes).

O número de concelhos acima do limite de incidência de 120 casos por 100 mil habitantes voltou a aumentar na última semana. Entre a passada e esta sexta-feira, data em que a Direcção-Geral da Saúde fez a última actualização deste indicador, o número de municípios acima do limite estabelecido pelo Governo passou de 130 para 175. Significa isto que mais de metade (57%) do total de municípios do país (308) se encontram acima do limite definido.

Leia mais sobre este tema, aqui: 

Covid-19: Ministra da Saúde diz que Lisboa poderá estar no pico da pandemia

Covid-19: Ministra da Saúde diz que Lisboa poderá estar no pico da pandemia

Covid-19: Ministra da Saúde diz que Lisboa poderá estar no pico da pandemia (Lusa)

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whatsapp sharing buttonA ministra da Saúde afirmou hoje que Lisboa poderá estar no pico da pandemia de covid-19, mas disse serem precisos os dados dos próximos dias para se ter a certeza de que passou “a fase pior”.

Questionada à margem de uma visita ao centro de vacinação covid de Carnaxide, concelho de Oeiras, se há uma previsão relativamente ao pico da pandemia, Marta Temido afirmou que uma das coisas que se sabe relativamente a esta epidemia é que só depois de passar esse pico é que se se pode dizer que foi atingido.

“Em Lisboa, talvez neste momento estejamos no pico, mas precisamos dos dados dos próximos dias para ter a certeza de que passámos a fase pior”, disse a ministra.

Contudo, advertiu, mesmo que isso aconteça, é preciso continuar a apostar nas medidas de precaução básicas. “Elas não são muito exigentes” face à segurança que dão.

Marta Temido, acompanhada pelo Coordenador Nacional da ‘Task-Force’, vice-almirante Gouveia e Melo e pelo presidente da ARS LVT, Luís Pisco, visita hoje três Centros de Vacinação.

A taxa de incidência de infeções pelo SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes no continente subiu hoje para 366,7, mas o índice de transmissibilidade (Rt) voltou a baixar ligeiramente, para 1,13 no continente.

No boletim epidemiológico conjunto da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional da Saúde Doutor Ricardo Jorge, assinala-se que a taxa de incidência no continente subiu dos 346,5 em que estava na quarta-feira.

A nível nacional, este indicador subiu de 336,3 para 355,5.

Quanto ao Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de uma pessoa com o vírus – no continente, na quarta-feira estava em 1,15. A nível nacional, o Rt desceu de 1,14 para 1,12.

​​​​​​​A pandemia de covid-19 já matou em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, 17.194 pessoas e foram registados 922.747 casos de infeção, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

África do Sul: Conselheiro diz-se “chocado” com desinteresse em Portugal

África do Sul: Conselheiro diz-se “chocado” com desinteresse em Portugal, em declarações à agência Lusa.

Subiu para 212 mortos e mais de 2.550 detenções em Gauteng e KwaZulu-Natal, segundo a Presidência da África do Sul.

whatsapp sharing buttonO conselheiro português na área consular de Joanesburgo, Vasco Pinto de Abreu, disse hoje à Lusa  estar “chocado” com a “falta de preocupação” e “desinteresse” em Portugal pelos portugueses na África do Sul, a maior comunidade lusitana no continente.

“A África do Sul está numa espiral complicada e por vezes a comunidade [portuguesa] sente-se abandonada porque as autoridades não nos contactam, nem os conselheiros, nem as pessoas que podem fazer um retrato mais exato daquilo que se passa no terreno”, afirmou Vasco Pinto de Abreu à Lusa, antes de se reunir, em Lisboa, com a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes.

O conselheiro português sublinhou que as reações do Governo e da embaixada de Portugal na África do Sul aos violentos acontecimentos no país « só apareceram cinco dias depois”.

“Devemos disponibilizar números locais para as pessoas poderem contactar as autoridades portuguesas em qualquer situação de maior aflição”, advogou à Lusa.

“Choca-me ver esta falta de preocupação por nós, portugueses, que vivemos no estrangeiro, não somos emigrantes, não só a nível do Governo, mas também dos próprios portugueses que residem aqui em Portugal”, adiantou, aludindo também aos portugueses que nasceram em África.

Estima-se em cerca de 450.000 portugueses e lusodescendentes na África do Sul, dos quais pelo menos 200 mil em Joanesburgo e Gauteng, e 20.000 no KwaZulu-Natal, as províncias mais afetadas por oito dias consecutivos de ações de violência armada, saques, vandalismo e intimidação, que destruíram pelos menos uma centena de grandes negócios portugueses.

Na região de Gauteng, o número de vítimas mortais ascende a 26 e há registar 91 mortes até quinta-feira na província do KwaZulu-Natal (leste), onde a violência eclodiu na semana passada, depois da prisão do antigo chefe de Estado, Jacob Zuma, na quarta-feira à noite, segundo um balanço da Presidência sul-africana.

Vasco Pinto de Abreu, que se encontra na capital portuguesa para uma reunião do Conselho das Comunidades Portuguesas, notou que a comunidade portuguesa na África do Sul é a maior comunidade em África: “Somos cerca de 450 mil, e esta falta de interesse pela comunidade que vive na África do Sul, a falta de preocupação da parte do Governo e dos órgãos de comunicação social e da própria sociedade portuguesa, tudo isso me choca”, afirmou.

“Nós somos portugueses, sentimos Portugal como poucos e como todas as comunidades espalhadas pelo mundo e choca-me ver este desinteresse”, frisou o conselheiro das comunidades portuguesas pela área consular de Joanesburgo, onde residem pelo menos 200.000 portugueses.

“Choca-me ver as preocupações com o que se está a passar em Cuba, para Portugal a comunidade portuguesa em Cuba é mais importante, e nós temos compatriotas a verem as suas vidas a serem destruídas, os seus negócios saqueados e nada se faz, que é o me irrita mais, é que nada se faz. É triste”, salientou Pinto de Abreu.

O número de vítimas mortais da violência que assola a África do Sul pelo oitavo dia consecutivo, já ultrapassa os 200 mortos e mais de 2.200 detenções, segundo as autoridades sul-africanas.

Cerca de uma centena de negócios de seis grandes empresários portugueses, incluindo filhos de madeirenses, no setor alimentar e de bebidas, foram saqueados e vandalizados na África do Sul durante a violência pública após a prisão do ex-presidente Zuma, disse à Lusa o conselheiro da diáspora madeirense no país, José Nascimento.

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, mostrou-se hoje preocupado com o impacto da crise social e pilhagens na comunidade portuguesa da África do Sul, salientando que “é uma realidade que está a ser acompanhada a par e passo pelo Governo português”.

Segundo o chefe de Estado, que falava em Luanda, “tem havido uma intervenção, nomeadamente do senhor embaixador, em coordenação permanente com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, prevenindo os portugueses, acautelando os portugueses, apoiando os portugueses”.

O embaixador de Portugal na África do Sul, Manuel Carvalho, instou na terça-feira os portugueses a “ficarem em casa” e a “não abrir lojas e outros estabelecimentos”.

Numa mensagem à comunidade portuguesa residente no país, Manuel Carvalho disse que os casos de emergência e assistência consular devem ser comunicados ao Gabinete de Emergência Consular em Lisboa.

“Os casos mais graves todos em zonas que cabem na jurisdição de Joanesburgo, as situações relevantes podem ser comunicadas à equipa do consulado-geral (emergência consular: 0783446495)”, adiantou o diplomata.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva reafirmou na quarta-feira os apelos do Governo e da secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, na véspera, pedindo “a máxima cautela e a máxima prudência” por parte dos compatriotas num momento de crise social e violência armada sem precedentes no país.

“A nossa embaixada e todos os nossos consulados na África do Sul estão mobilizados para seguir atentamente a situação e a situação dos nossos compatriotas e prestar lhes todo o apoio que seja necessário e seja possível”, afirmou Santos Silva.

África do Sul: Portugal « acompanha a par e passo » situação no país – PR Marcelo

África do Sul: Portugal « acompanha a par e passo » situação no país – PR Marcelo Rebelo de Sousa

email sharing buttonAlfa/com Lusa whatsapp sharing buttonO Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, mostrou-se ontem preocupado com o impacto da crise social e pilhagens na comunidade portuguesa da África do Sul, salientando que se trata de um caso acompanhado de perto pelo Governo português.

“É uma realidade que está a ser acompanhada a par e passo pelo governo português”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações as jornalistas, à chegada a Luanda, para a XIII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Nós, naturalmente, acompanhamos o que se vive nesse país como acompanhamos em qualquer país onde há países onde hajam comunidades portugueses que sofrem essas vicissitudes”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, ladeado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

Segundo o chefe de Estado, “tem havido uma intervenção, nomeadamente do senhor embaixador, em coordenação permanente com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, prevenindo os portugueses, acautelando os portugueses, apoiando os portugueses”.

Após a detenção do ex-Presidente Jacob Zuma, a África do Sul mergulhou numa série de protestos e pilhagens sem precedentes na história recente do país.

Estima-se que vivam cerca de 450.000 portugueses e lusodescendentes na África do Sul, dos quais pelo menos 200 mil em Joanesburgo e Gauteng, e 20.000 no KwaZulu-Natal, mas não haverá cidadãos nacionais entre as vítimas.

O número de vítimas mortais da violência que assola a África do Sul pelo sétimo dia consecutivo, já fez pelo menos 117 mortos e mais de 2.200 detenções, segundo um novo balanço divulgado hoje pela Presidência da República sul-africana.

Inundações/Europa. 81 mortos na Alemanha, 12 na Bélgica, centenas de desaparecidos

Alfa

Inundações/Europa. 81 mortos na Alemanha, 12 na Bélgica, centenas de desaparecidos. 

Na alemanha prosseguem hoje, sexta-feira, as buscas de centenas de desaparecidos depois das inundações que atingiram duramente o oeste país.

As autoridades dizem que continuam sem notícias de 1300 pessoas.

Na Bélgica contabilizam-se esta manhã 12 mortos.

Bombeiros e forças armadas estão envolvidas nas buscas nestes dois países.

Inundações atingiram igualmente Luxemburgo e Holanda.

Em França, nesta manhã de sexta-feira, 13 departamentos do nordeste foram colocados em alerta laranja.

 

Cartão Vermelho. Luís Filipe Vieira renuncia à presidência do Benfica

 Luís Filipe Vieira apresentou hoje a demissão do cargo de presidente da direção do Benfica, em carta enviada ao presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube.

« A Direção do Sport Lisboa e Benfica informa que recebeu do presidente da Mesa da Assembleia Geral a carta de renúncia ao mandato enviada por Luís Filipe Vieira », pode ler-se na curta nota divulgada na página oficial do clube.

A nota acrescenta que a direção ‘encarnada’ vai reunir-se na manhã de sexta-feira « para formalizar as necessárias alterações à sua composição, de acordo com os estatutos ».

Da mesma forma, a SAD benfiquista informou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que Vieira comunicou igualmente “a sua renúncia ao cargo de membro do conselho de administração” da sociedade anónima desportiva.

“O conselho de administração foi convocado para reunir amanhã [sexta-feira] e deliberar sobre a cooptação de um administrador, cuja designação terá como consequência a imediata produção de efeitos da referida renúncia”, refere a nota enviada à CMVM.

Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do clube e Novo Banco.

Vieira, que está em prisão domiciliária até à prestação de uma caução de três milhões de euros, e proibido de sair do país, está indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

Segundo o Ministério Público, o empresário provocou prejuízos ao Novo Banco de, pelo menos, 45,6 milhões de euros, compensados pelo Fundo de Resolução.

No mesmo processo foram detidos, para primeiro interrogatório judicial, o seu filho Tiago Vieira, o agente de futebol e advogado Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, todos indiciados por burla, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

O antigo futebolista Rui Costa, vice-presidente na direção de Vieira, assumiu a liderança do clube e da SAD.

Com Agência Lusa.

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