FC Porto repudia notícias « para montar mais um circo mediático »

O Futebol Clube do Porto já reagiu às notícias desta quinta-feira sobre a transferência de Éder Militão para o Real Madrid e do negócio feito com a Altice em 2015. Cabe aqui recordar que a revista Sábado refere na edição desta quinta-feira que o negócio do FC Porto com a Altice e transferência de Éder Militão estão sob suspeita do Ministério Público.

Em comunicado, o clube azul e branco refere que « nunca a FC Porto SAD e o seu Conselho de Administração foram interpelados, ouvidos ou interrogados em qualquer tipo de inquérito ou diligência judicial sobre qualquer das duas matérias referidas, ambas devidamente documentadas com a transparência exigida », lê-se na nota.

O FC Porto esclarece também que a « transferência do atleta Éder Militão foi um negócio formalizado documentalmente – constando do respetivo dossier documental as intermediações contratadas -, registado nas instâncias desportivas internacionais », acrescentando na nota que foi « auditado por revisores externos e Conselho Fiscal e devidamente comunicado à CMVM ».
O FC Porto termina o comunicado afirmando que repudia « a utilização por parte do Grupo Cofina do nome do Futebol Clube do Porto e dos membros do Conselho de Administração para montar mais um circo mediático à volta do futebol ».

Leia aqui na íntegra o comunicado do Futebol Clube do Porto:

No seguimento da publicação da revista Sábado, do grupo Cofina, de 15 de julho de 2021, a FC Porto SAD e o seu Conselho de Administração esclarecem o seguinte:

Nunca a FC Porto SAD e o seu Conselho de Administração foram interpelados, ouvidos ou interrogados em qualquer tipo de inquérito ou diligência judicial sobre qualquer das duas matérias referidas, ambas devidamente documentadas com a transparência exigida.

A este título aproveitamos para esclarecer:

A transferência do atleta Éder Militão foi um negócio formalizado documentalmente – constando do respetivo dossier documental as intermediações contratadas -, registado nas instâncias desportivas internacionais, auditado por revisores externos e Conselho Fiscal e devidamente comunicado à CMVM;

O negócio celebrado com a PT/ALTICE em 2015, que garantiu ao Grupo Futebol Clube do Porto uma receita de cerca de 457 milhões de euros em 10 anos, não tendo o Futebol Clube do Porto celebrado qualquer contrato de intermediação e/ou pago qualquer quantia a este título, foi também devidamente formalizado documentalmente, auditado pelos revisores externos e Conselho Fiscal e devidamente comunicado à CMVM.

Repudiamos a utilização por parte do Grupo Cofina do nome do Futebol Clube do Porto e dos membros do Conselho de Administração para montar mais um circo mediático à volta do futebol, para beneficio dos meios de média e nenhum benefício para a Justiça. As referências à FC Porto SAD e ao seu Conselho de Administração na capa e no interior da revista Sábado, num registo deplorável já habitual nas publicações do grupo a que pertence, merecerão a devida reação nos lugares próprios.

Com RTP.

Novo balanço das intempéries na Alemanha aponta para 59 mortes

As autoridades alemãs anunciaram hoje à noite que o número de vítimas mortais das históricas intempéries que varreram o oeste da Alemanha subiu para 59, mais 14 do que no balanço anterior.

A polícia da região da Renânia do Norte-Vestafalia adiantou ter encontrado hoje mais cinco corpos, aumentando o total de vítimas mortais na zona para 31, enquanto na região vizinha da Renânia-Palatinado foram descobertos mais nove cadáveres, que se juntam aos 19 já contabilizados.

“O número de corpos encontrados aumenta quase hora a hora”, indicou um responsável do Ministério do Interior de Renânia do Norte-Vestefália, citado pela agência noticiosa France-Presse (AFP).

O mau tempo sentido na Alemanha é já considerado uma das piores catástrofes naturais desde o pós-guerra.

Várias localidades e cidades foram inundadas devido às cheias provocadas pela subida das águas dos rios, na sequência de chuvas diluvianas.

Na sequência das intempéries, a chanceler alemã, Angela Merkel, garantiu hoje “todo o apoio” aos afetados pelas devastadoras inundações que atingem o oeste do país e provocaram 59 mortes, enquanto dezenas de pessoas estão desaparecidas.

Numa breve declaração aos meios de comunicação a partir de Washington, onde chegou hoje naquela que deve ser a última viagem aos Estados Unidos como chanceler, Merkel afirmou ter discutido o assunto com os ministros alemães das Finanças, Olaf Scholz, e do Interior, Horst Seehofer.

“Falamos sobre ajudas na reconstrução a longo prazo, embora logicamente o objetivo prioritário agora é prestar ajuda imediata à população das regiões afetadas”, indicou.

A chanceler já tinha expressado consternação com a devastação causada pela tempestade, através da conta na rede social Twitter do porta-voz, Steffen Seibert.

Aos meios de comunicação, qualificou como uma “catástrofe”, “impossível de descrever com palavras”, a situação vivida nas regiões afetadas, onde dezenas de pessoas tiveram de colocar-se em segurança ao ir para os telhados das suas casas, tendo algumas delas morrido presas no sótão.

Estas são as inundações mais devastadoras do século, piores do que as sofridas pelo leste do país em 2002, a afetam os Estados federais da Renânia do Norte-Vestefália, os mais populosos do país, assim como a vizinha Renânia-Palatinado.

“Vivemos inundações de dimensões catastróficas. Somos uma região habituada a inundações, mas o que vivemos é uma catástrofe”, afirmou a líder regional da Renânia-Palatinado, a social-democrata Malu Dreyer.

Merkel explicou aos jornalistas que já tinha contactado Dreyer, com o objetivo de garantir o “máximo apoio” aos afetados a todos os níveis, federal, regional ou local.

Por seu lado, o ministro das Finanças disse que tudo fará para que as regiões atingidas recebam ajuda do governo federal.

O montante dessa ajuda ainda não foi calculado, já que não há uma estimativa total dos danos causados pela subida das águas.

Os serviços meteorológicos do país preveem que as chuvas fortes diminuam nas próximas horas.

Com Agência Lusa.

Covid-19/Portugal. Pandemia “continua a degradar-se”. 90 concelhos em situação grave

Covid-19: Situação da pandemia “continua a degradar-se” – Governo

twitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing buttonA situação da pandemia em Portugal continental “continua a degradar-se”, com a incidência de novos casos de infeção por 100 mil habitantes a atingir os 346,5, afirmou hoje a ministra da Presidência.

“Quando olhamos para a situação do nosso país na matriz de risco, vemos que a situação continua a degradar-se. Temos hoje no continente uma incidência [de novos casos de infeção] de 346,5 por 100 mil habitantes e um ritmo de transmissão (Rt) [do vírus] de 1,15″, adiantou Mariana Vieira da Silva, após o Conselho de Ministros.

Segundo a governante, este valor do índice de transmissibilidade (Rt) é mais baixo do que o registado na semana passada, “parecendo verificar-se alguma diminuição da velocidade de crescimento” de novos casos de infeção.

“Em qualquer caso, a incidência ainda é muito elevada, estando a situação do país ainda na zona vermelha na matriz de risco” da pandemia, referiu a ministra em conferência de imprensa.

Todos os concelhos atingidos por medidas mais restritivas

Albergaria-a-Velha, Albufeira, Alcochete, Almada, Amadora, Arruda dos Vinhos, Aveiro, Avis, Barreiro, Benavente, Cascais, Elvas, Faro, Ílhavo, Lagoa, Lagos, Lisboa, Loulé, Loures, Lourinhã, Mafra, Matosinhos, Mira, Moita, Montijo, Nazaré, Odivelas, Oeiras, Olhão, Oliveira do Bairro, Palmela, Peniche, Portimão, Porto, Santo Tirso, São Brás de Alportel, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sines, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Vagos, Vila Franca de Xira, Vila Nova de Gaia e Viseu são os municípios em risco muito elevado.

O nível de risco muito elevado é aplicado aos concelhos que registem, pela segunda avaliação consecutiva, uma taxa de incidência de covid-19 superior a 240 casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias (ou superior a 480 se forem concelhos de baixa densidade populacional).

Entre as regras para os concelhos de risco muito elevado estão o teletrabalho obrigatório quando as funções o permitam e a possibilidade de restaurantes, cafés e pastelarias funcionarem até às 22:30 (no interior com o máximo de quatro pessoas por grupo e em esplanadas com o máximo de seis pessoas por grupo), com a particularidade de que às sextas-feiras a partir das 19:00 e aos sábados, domingos e feriados durante todo o horário de funcionamento o acesso a restaurantes para serviço de refeições no interior está permitido apenas aos portadores de certificado digital ou teste negativo.

Espetáculos culturais até às 22:30; ginásios sem aulas de grupo; casamentos e batizados com 25% da lotação; funcionamento de comércio a retalho alimentar até às 21:00 durante a semana e até às 19:00 ao fim de semana e feriados, e comércio a retalho não alimentar até às 21:00 durante a semana e até às 15:30 ao fim de semana e feriados são outras das medidas a aplicar a este grupo de municípios.

Sob risco elevado de incidência de covid-19 estão agora Alcobaça, Alenquer, Arouca, Arraiolos, Azambuja, Barcelos, Batalha, Bombarral, Braga, Cantanhede, Cartaxo, Castro Marim, Chaves, Coimbra, Constância, Espinho, Figueira da Foz, Gondomar, Guimarães, Leiria, Lousada, Maia, Monchique, Montemor-o-Novo, Óbidos, Paredes, Paredes de Coura, Pedrógão Grande, Porto de Mós, Póvoa de Varzim, Rio Maior, Salvaterra de Magos, Santarém, Santiago do Cacém, Tavira, Torres Vedras, Trancoso, Trofa, Valongo, Viana do Alentejo, Vila do Bispo, Vila Nova de Famalicão e Vila Real de Santo António.

O nível de risco elevado aplica-se aos concelhos que registem, pela segunda avaliação consecutiva, uma taxa de incidência superior a 120 casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias (ou superior a 240 se forem concelhos de baixa densidade populacional).

As regras aplicáveis aos concelhos de risco elevado são o teletrabalho obrigatório quando as atividades o permitam; possibilidade de funcionamento de restaurantes, cafés e pastelarias até às 22:30 (no interior com o máximo de seis pessoas por grupo e em esplanada com 10 pessoas por grupo), com a particularidade de que às sextas-feiras a partir das 19:00 e aos sábados, domingos e feriados durante todo o horário de funcionamento o acesso a restaurantes para serviço de refeições no interior está permitido apenas aos portadores de certificado digital ou teste negativo; espetáculos culturais até às 22:30; e casamentos e batizados com 50% da lotação.

A possibilidade de funcionamento do comércio a retalho alimentar e não alimentar até às 21:00; a permissão de prática de todas as modalidades desportivas, sem público; a permissão de prática de atividade física ao ar livre e em ginásios; eventos em exterior com diminuição de lotação, a definir pela Direção-Geral da Saúde (DGS); e Lojas de Cidadão com atendimento presencial por marcação são outras medidas deste nível.

Em todo o território continental, mantém-se a exigência de certificado digital ou teste negativo para acesso a estabelecimentos turísticos e de alojamento local.

Tóquio2020: Skateboarder Gustavo Ribeiro quer o ouro e ser o melhor do mundo

Gustavo Ribeiro sonha em trazer uma medalha para Portugal na estreia do skate em Jogos Olímpicos, sabendo que isso o contribuirá também para concretizar a firme vontade de ser o mais virtuoso de todos nesta modalidade.

“O meu primeiro campeonato foi quando tinha seis anos e aos oito passei a levar as coisas mais a sério e a querer ser o melhor do mundo. Sempre tive isso na cabeça e desde aí que trabalho para que esse dia chegue”, disse à Lusa o desportista que recebeu a primeira prancha quando tinha cinco anos, no Natal.

O ‘skateboarder’ de Almada sabe que lutar pelo ouro na disciplina de ‘street’ [rua] o vai ajudar ainda a “tentar elevar” o skate português a nível internacional, “colocando-o no mapa”.

Apesar de integrar a elite internacional, Gustavo Ribeiro entende que “há sempre margem” para evoluir, nomeadamente na forma de encarar este desporto e a competição.

“O meu ponto forte é a minha consistência e a ‘cabeça’. Um dos pontos sempre a melhorar é a tua cabeça e como vês as coisas. Podes ser um atleta muito bom, mas se não tiveres cabeça e foco, deitas muitas coisas a perder”, considerou.

Em 22 de maio último, um acidente em prova nos Estados Unidos resultou em lesão no ombro que o obrigou a parar e condicionou o resto da época: não está “ainda a 100%”, porém continua “muito confiante”.

“Quando vais para os Jogos Olímpicos o trabalho não é de dois meses, mas de alguns anos. Vou fazer o que faço há bastantes anos e não colocar muita pressão sobre mim. Estou bastante confiante”, realçou.

Gustavo Ribeiro admitiu que não pensava ver a modalidade no programa dos Jogos Olímpicos, contudo defendeu que esta é uma “evolução” no evento e uma forma de cativar os mais novos, menos interessados “nos mesmos desportos repetitivos”.

O competidor do Pragal acredita que a sua presença em Tóquio2020 vai chamar “muitos jovens” para a sua paixão de sempre, contribuindo para desmistificá-la como um “desporto marginal”.

Por isso, desafia os mais novos a “nunca desistirem dos sonhos” e a apostarem no que realmente gostam, “independentemente do tamanho de Portugal e das oportunidades que o país encerre”, apresentando-se como o melhor exemplo do resultado dessa forma de pensar.

“Se é um sonho, nunca desistam que isso aconteça”, exultou.

Assumindo o desejo de “trazer uma medalha para Portugal”, espera “fazer história” no Japão e “orgulhar” todos os que têm estado ao seu lado “e a nossa nação”.

Gustavo Ribeiro vai ser um dos estreantes da modalidade em Tóquio2020, nas provas de Rua, marcadas para o primeiro domingo dos Jogos, dia 25.

Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 vão ser disputados entre 23 de julho e 08 de agosto, depois do adiamento em um ano devido à pandemia de covid-19.

Com Agência Lusa.

Tóquio2020: « Trazer uma medalha para casa será sonho tornado realidade » – João Almeida

O ciclista João Almeida admitiu hoje sonhar com uma medalha em Tóquio2020, assumindo que pelo menos o diploma olímpico espera trazer na estreia em Jogos Olímpicos.

« Para mim, a presença é já uma grande vitória. Mas, tudo o que vier é bem-vindo. Obviamente, trazer uma medalha para casa de uns Jogos Olímpicos será um sonho tornado realidade », disse João Almeida, 22 anos, na cerimónia de homenagem que o município de Caldas da Rainha promoveu para homenagear o ciclista e o triatleta João Pereira, ambos naturais do concelho, na véspera de viajarem para o Japão.

Almeida garantiu estar « muito satisfeito » com a preparação feita: « Tenho tudo para me sentir bem e para correr bem. Espero trazer um diploma. Sei que os adversários são fortes, mas fiz uma boa preparação, a melhor que consegui, e acho que estou preparado para dar o meu melhor. »

O ciclista espera « muita dureza » nos Jogos de Tóquio, mas antecipa a participação como « uma grande experiência ».

« Já conheço o percurso dos Jogos, tanto o contrarrelógio, como o de estrada. Vão ser corridas muito duras. Vai ganhar o mais forte, mas é preciso correr com inteligência », sublinhou.

Na segunda participação olímpica, João Pereira, 33 anos, também ambiciona a medalha, depois do quinto lugar em 2016.

« Quando me comprometi a trabalhar, foi para tentar melhorar o resultado. É bastante complicado, mas fui apoiado durante quatro anos para tentar trabalhar para uma medalha. Não escondo: o sonho é trazer uma medalha », afirmou nas Caldas da Rainha.

O triatleta preparou-se bastante nos últimos meses, em concreto a pensar nas temperaturas que vai encontrar em Tóquio: « A questão da climatização vai ser importante, porque vai ser uma prova muito quente, com a temperatura da água muito quente. A minha prova começa às seis e meia da manhã e também tivemos de mudar horários a pensar nisso. As condições vão ser bastante duras, mas fizemos uma boa adaptação. »

João Pereira confia nas suas possibilidades para trazer a medalha de uma prova « muito imprevisível », para a qual « 55 atletas a alinhar à partida trabalharam todos muito durante cinco anos ».

Mas o triatleta aposta na estatística: « Entre todos os países, nas provas internacionais que vamos tendo, somos mais do que 150 mil, 200 mil atletas. Há um milhão de atletas [no mundo] que fazem triatlo e ali já só estou a lutar contra 54. Ou seja, já reduzi tantos, porque não hei de ser eu o melhor? É assim que penso. »

Com Agência Lusa.

Covid-19: França pede teste com menos de 24 horas a quem regressa de Portugal

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Com Lusa

A França anunciou hoje que todas as pessoas não vacinadas contra a covid-19 chegadas de Portugal ou Espanha que queiram entrar no país terão de apresentar um teste com menos de 24 horas, em vez das 48 horas atuais.

« As pessoas podem ir a Espanha e a Portugal, especialmente quando estão vacinadas. Quando não estão vacinadas, quando vêm desses dois países onde a situação é difícil, é preciso apresentar um teste com menos de 24 horas », anunciou esta manhã o secretário de Estado de Assuntos Europeus, Clément Beaune, na rádio « Franceinfo ».

A medida vai entrar em vigor já a partir deste fim de semana.

Até agora, um teste PCR ou antigénio de menos de 48 horas era suficiente para voltar a entrar em França.

Questionado se há isolamento para os passageiros provenientes de Portugal ou de Espanha, o secretário de Estado disse que não, já que se trata de países da União Europeia.

Na semana passada, este mesmo governante « desaconselhou » os franceses a viajarem para Portugal e Espanha, tendo sido depois corrigido por diversos membros do Governo francês que esclareceram que não havia qualquer interdição de deslocação para os dois países.

Em França já morreram 111.442 pessoas devido à covid-19 e foram detetados 5.829.724 casos da doença.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.053.041 mortos em todo o mundo, entre mais de 187,7 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

https://twitter.com/franceinfo/status/1415569694992523264?s=20

Covid-19/Portugal. Mais 58 mil casos num mês, cuidados intensivos aumentam 122%. Óbitos estabilizam

Covid-19/Portugal: Com mais 58 mil casos num mês, cuidados intensivos aumentam 122%, mas óbitos estabilizam

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Alfa/com Lusawhatsapp sharing buttonPortugal registou mais de 58 mil novos casos de infeção no último mês, período em que os internamentos em cuidados intensivos aumentaram 122%, mas com o número de mortes a ter um crescimento de apenas de 0,8%.

Se em 14 de junho, o país tinha 858.072 casos confirmados de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, os dados mais recentes da Direção-Geral da Saúde (DGS) indicam que quarta-feira, véspera do Conselho de Ministros de hoje de avaliação da pandemia, já tinham sido notificados 916.559 casos, o que representa um aumento de 6,8% no espaço de um mês.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo foi onde se verificou mais infeções no último mês, com quase 32 mil, mas foi o Algarve que registou o maior aumento percentual de casos de covid-19, com 24%, passando dos 22.653 para os 28.205.

A 14 de junho, Lisboa e Vale do Tejo registava um total 326.412 casos de infeção pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, número que aumentou para os 358.162 registados na quarta-feira, o equivalente a mais 9,7% nesse período.

Durante o último mês, o Norte deixou de ser a região do país com mais casos de infeção registados desde o início da pandemia, uma liderança que passou a ser assumida por Lisboa e Vale do Tejo, com uma diferença de pouco menos de dois mil casos.

Entre 14 de junho e 14 de julho, o número de infeções no Norte aumentou 4%, passando de 342.464 para os 356.182, indicam ainda os dados da DGS.

Relativamente às restantes regiões, os casos confirmados também aumentaram 4% no Centro (de 120.517 para 125.267) no prazo de um mês, 5% no Alentejo (de 30.438 para 31.980), 14,5% nos Açores (de 5.799 para 6.640) e 3,4% na Madeira (de 9.789 para 10.123).

Já no que se refere aos casos ativos no país, aumentaram de 25.403 para os atuais 47.108, o que representa um crescimento de 85%.

Apesar de muito distante dos números do início do ano, a evolução da pandemia no último mês também se reflete na pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde, com um crescimento de 115% nos internamentos (de 340 a 14 de junho para 734 a 14 de julho) e de 122% nos cuidados intensivos (de 77 para 171 na quarta-feira).

As “linhas vermelhas” de controlo da pandemia estabelecidas por diversos especialistas preveem 245 camas em cuidados intensivos como o valor crítico para Portugal continental, apontando para uma distribuição regional de 85 camas no Norte, de 56 no Centro, de 84 em Lisboa e Vale do Tejo, de 10 no Alentejo e de 10 no Algarve.

Tendo em conta os 171 doentes que estavam em cuidados intensivos na quarta-feira, Portugal continental atingiu os 69,7% do limiar definido como crítico de 245 camas ocupadas, quando, a 16 de junho, este valor estava nos 36%, o que representava 88 internados nessas unidades.

Apesar desta maior pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde, e ao contrário de outras vagas, o número de óbitos registou apenas um ligeiro aumento de 0,8%, com mais 135 mortes no período em análise para um total de 17.182 desde o início da pandemia em Portugal.

A evolução negativa da pandemia no último mês é também evidente nos indicadores que compõe a matriz de risco, que passou do quadrante laranja para o vermelho, com a taxa de incidência de novos casos de infeção a aumentar de 83,4 para os 346,5 no território continental em cerca de trinta dias.

Já o índice de transmissibilidade – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de uma pessoa com o vírus – passou no continente de 1,10 para os 1,15, acima do limite estabelecido de 1.

O ritmo de administração de vacinas também acelerou no último mês, passando de 42% para 60% da população com a primeira dose (de cerca de 4,3 milhões para 6,2 milhões de pessoas), enquanto o número de utentes que concluíram a vacinação subiu dos 25% para os 42% (de cerca de 2,5 milhões para 4,3 milhões).

As pessoas entre os 50 e 64 anos e entre os 25 e os 49 anos foram as faixas etárias com crescimentos mais significativos de inoculações desde 13 de junho, passando de 69% para os 90% e dos 19% para os 57% com a primeira dose, respetivamente.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.053.041 mortos em todo o mundo, entre mais de 187,7 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

Covid-19/França. Manifestações contra o passe sanitário. « Um ar de coletes amarelos »

(foto de abertura: manifestação a 14 de julho 2021, em Paris. Foto: CARINE SCHMITT / HANS LUCAS / AFP)

O Governo francês quer impôr o encerramento de todos os estabelecimentos que não respeitem a imposição do « passe sanitário » (certicado covid), que comprova uma vacinação completa ou um teste negativo.

Mas a imposição do « certificado digital covid » para entrar em restaurantes, museus, eventos desportivos e culturais ou mesmo em certos transportes públicos, foi  contestada de forma aparentemente espontânea na quarta-feira, dia nacional francês, e com a alguma violência à mistura em diversas cidades.

Em várias cidades francesas aconteceram manifestações contra a introdução deste passe, mencionando que a medida é « uma ditadura ».

« Havia algo de coletes amarelos no ar », escreve hoje o jornal da « esquerda urbana », Libération.

Também o diário conservador Le Figaro se interroga sobre a imposição desta medida perguntando se é legal « condicionar o acesso a lugares públicos ao passe sanitário ».

Este jornal indica que mais de 19 mil pessoas, segundo as autoridades, se manifestaram ontem em França, « em nome da liberdade » para protestarem contra a imposição do « passe », a vacinação e a « ditadura ».

 

Brasil tem feito « esforço muito amplo » para promover o português no mundo

Com Lusa

O embaixador do Brasil junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Ronaldo Costa Filho, afirmou hoje à Lusa que o seu país tem feito um « esforço muito amplo » para promover a língua portuguesa no mundo.

No âmbito dos 25 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o diplomata destacou o trabalho que o Brasil tem desenvolvido na projeção do português, com foco na Rede Brasil Cultural, hoje denominada Rede de Ensino do Itamaraty, cuja « vocação é a promoção e difusão da língua portuguesa e da cultura brasileira no exterior ».

De acordo com Costa Filho, essa tem sido uma das principais ferramentas usadas pelo Brasil na promoção do português, estando presente em mais de 40 países, em cinco continentes.

« Através dessa rede, são oferecidos cursos de língua portuguesa em todas as suas vertentes. O português pode ser ensinado como uma língua estrangeira, língua de herança ou como uma língua não materna. Então, todos esses focos estão presentes nesse esforço. A rede conta também com leitores, ou seja, professores que atuam em universidades no exterior nessa promoção », explicou.

Paralelamente a esta rede de ensino, o Itamaraty – nome como é conhecido o Ministério das Relações Exteriores do Brasil -, tem, anualmente, um programa de atividades de língua portuguesa conduzido no exterior pelas embaixadas, consulados e missões por todo o mundo.

« Como exemplo de uma atuação nessa área, nós promovemos a comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa todos os anos. Em 2021, foram 124 eventos, realizados por 56 postos em 48 países ao longo do mês de maio. Esses eventos incluem conferências, debates, lançamentos de filmes, vídeos, livros, revistas, plataformas virtuais, concursos literários », entre outros, detalhou o embaixador.

« É um esforço muito amplo que o Brasil, através do Ministério das Relações Exteriores, conduz com vista à promoção da língua portuguesa no exterior. (…) É um trabalho que tem resultado e ao qual o Brasil atribuiu grande importância », salientou.

Entre os principais beneficiários da rede de ensino oferecida pelo país sul-americano, o diplomata identificou os alunos estrangeiros que tencionam estudar no Brasil e que aproveitam esses cursos de português para se prepararem para o período em que viverão no país.

Ronaldo Costa Filho tem sido um dos principais porta-vozes do Brasil sobre a importância que a promoção do português pode, e deve, ter.

Contudo, o embaixador reforçou que o trabalho a fazer pela CPLP « nunca está concluído » e que « há sempre mais a fazer » nesse sentido.

« É um trabalho continuo. Nunca se poderá dizer que concluímos a tarefa de difundir o português no mundo. (…) O Brasil e os membros da CPLP são todos parte de uma comunidade internacional e a realidade internacional exige que nós nos conheçamos melhor, para que possamos ajudar-nos e cooperar. E a difusão do português faz parte desse esforço », disse.

« Aqui, nas Nações unidas, todos as missões dos países da CPLP têm uma relação muito boa e procuramos atuar em conjunto quando é possível. Evidentemente, não é sempre que coincidem plenamente os objetivos e interesses dos nove membros, mas, sempre que possível, trabalhamos em conjunto », admitiu.

Sobre o consumo da cultura em português, como literatura ou música, Costa Filho contou que não são raras as vezes em que, em Nova Iorque, cidade norte-americana onde reside, acaba por escutar músicas em língua portuguesa a serem transmitidas em diferentes ambientes.

« É algo que acontece bastante. Mas não é fácil, porque não é uma língua de grande tradição nessa área. Enfrentamos outras línguas que têm já mais penetração na divulgação das suas músicas e obras, como o inglês, francês ou italiano. Mas o progresso dá-se pouco a pouco e só corrobora o que disse antes, de que o trabalho nunca está concluído”, avaliou.

Questionado sobre a não ratificação do acordo ortográfico por todos os países da CPLP, Ronaldo Costa Filho afirmou que o tratado é « um esforço de manter uma harmonia da língua nos seus diferentes países, mas a realidade também se impõe ».

« Acho que a língua se desenvolve e cresce por pressão do uso das populações. Eu sei, por exemplo, que mesmo a difusão de telenovelas brasileiras tem influenciado a maneira como se fala português em Portugal. Tem um impacto. Então, a língua é muitas vezes mais dinâmica do que o acordo ortográfico », acrescentou.

Sobre o futuro da língua portuguesa, o embaixador não tem « a menor duvida de que é positivo ».

« A língua portuguesa é das mais faladas no mundo (…) e ela tem uma riqueza e uma vitalidade que a transforma num instrumento de aproximação e de conhecimento dos povos que é inegável. Temos de continuar a dar força e apoiar, para que seja sempre assim », concluiu.

A XIII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP realiza-se na sexta-feira e no sábado, em Luanda, Angola, país que assume a presidência rotativa da organização.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

72 mortos, caos na África do Sul. « Pedimos a máxima cautela aos portugueses » – Governo

(Foto de abertura, com o incêndio de um centro comercial, de SIBONELO ZUNGU/Reuters)

Violência na África do Sul já causou 72 mortes e motins alastraram a diversas cidades. 

Polícia deteve mais de 1200 pessoas nos motins desencadeados devido à prisão do ex-Presidente Jacob Zuma e que se têm traduzido por confrontos, saques e dezenas de incêndios de grandes e pequenos negócios e mesmo de centros comerciais.

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