«Passagem de nível» na Radio Alfa, Apresentação e Coordenação de Artur Silva. Domingo dia 29 Março de 2026, Entre as 12h00 e as 14h00.
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-Emissão especial em directo da no Espace Chevreul – 97-109 Avenue de La Liberté, Nanterre, organizada pela Associação Arcop de Nanterre , com a presença de duas dezenas de municipalidades portuguesas.
A Polícia Judiciária (PJ) encontrou hoje de manhã, “enterradas em local ermo”, as duas mulheres alegadamente mortas por um cidadão francês, detido na terça-feira pela GNR numa ação de fiscalização rodoviária em Mêda, distrito da Guarda.
“Ainda durante a noite de ontem [terça-feira], a PJ obteve robustos elementos de prova que, durante a manhã de hoje, permitiram localizar dois corpos, presumivelmente da companheira e a ex-companheira do referido cidadão, enterradas em local ermo, cuja diligência foi presidida pelo procurador titular da ação penal”, adiantou a PJ em comunicado.
O cidadão francês suspeito do duplo homicídio, detido, de acordo com um comunicado de hoje da GNR, em flagrante delito por falsificação de documentos e posse de arma ilegal, tinha também na sua posse 17 mil euros em dinheiro, segundo adiantou a PJ.
Depois de apurado que o detido estava referenciado por suspeitas de crimes graves, como rapto e homicídio, foram acionadas duas equipas, de investigação criminal e de polícia científica, do Departamento de Investigação Criminal da Guarda e, em conjunto com informações recolhidas pela GNR, “desenvolveu-se uma análise de risco, avaliando-se que existia uma forte possibilidade de se estar perante um duplo homicídio”.
“Continuam a ser desenvolvidas as diligências necessárias à identificação das vítimas e à consolidação da prova”, adiantou a PJ, no comunicado, que refere que o inquérito é titulado pelo Ministério Público de Mêda, “onde o detido será presente a primeiro interrogatório judicial”.
Segundo os meios de comunicação social franceses, que citam a agência francesa AFP, as duas mulheres estavam dadas como desaparecidas desde sexta-feira em Averyon, no sul de França.
Os meios de comunicação social franceses adiantam que quando o suspeito foi detido tinha consigo no carro dois menores, seus filhos, os quais foram encontrados em segurança.
Fontes ouvidas pela AFP adiantaram que agentes do departamento de investigação da Gendarmerie de Toulouse podem viajar para Portugal nas próximas horas, tendo a Procuradoria de Montpellier assumido a investigação, sendo expectável que divulgue um comunicado sobre o caso ainda hoje.
O suspeito, adiantam os meios de comunicação social franceses, é um ex-polícia, atualmente desempregado, e ex-jogador de rugby, que tinha perdido a guarda dos filhos, atualmente com 12 anos e um ano e meio.
Em 2021 já tinha viajado com o seu filho mais velho ilegalmente para Espanha, onde permaneceu várias semanas.
O suspeito detido em Portugal participou, em conjunto com outros pais que perderam a guarda dos filhos, numa greve de fome em frente ao tribunal de Rodez e em manifestações frente à câmara municipal de Villefranche-de-Rouergue, uma comuna no departamento de Averyon.
Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.
Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).
Primeira Hora:
Segunda Hora:
[PODCAST] Tribuna Desportiva – Rádio Alfa 21h-23h com Manuel Alexandre Armindo Faria Marco Martins e Eric Mendes
O empresário português conhecido por “Rocky”, uma das figuras emblemáticas da noite lusófona na região parisiense, faleceu aos 69 anos.
Muito conhecido entre a comunidade portuguesa, marcou várias gerações que frequentaram os espaços que geriu ao longo de décadas.
Natural de Valença do Minho, no distrito de Viana do Castelo, onde nasceu em junho de 1956, Rocky dividia a sua vida entre França e o Algarve, onde tinha residência.
Segundo fontes próximas da família, terá sido internado para uma intervenção considerada sem gravidade. A operação terá decorrido sem problemas, mas, já em casa, sentiu-se mal durante a noite e acabou por falecer.
Ao longo do seu percurso empresarial, Rocky esteve ligado a vários estabelecimentos conhecidos da comunidade portuguesa. Geriu a casa de fados O Beirão, em Saint-Ouen, e mais tarde o restaurante e clube Saint Cyr Palace, junto à Porte Maillot, em Paris. Nesse espaço, organizou memoráveis noites de fado às quintas-feiras, que se tornaram ponto de encontro para muitos lusodescendentes, até abandonar o projeto em 2015.
Com o filho, Christophe Gonçalves, esteve também à frente da discoteca Lokomia, em Coignières, e posteriormente transformou o espaço Costa do Sol, em Villeneuve-Saint-Georges, na discoteca Vilamoura. Para além da restauração e da animação noturna, tinha ainda uma forte paixão por velharias, tendo mantido atividade no Marché aux Puces, em Saint-Ouen.
Descrito por amigos como um homem simpático, acolhedor, discreto e afetuoso, Rocky deixa uma marca profunda no universo da noite portuguesa na região parisiense. Muitos recordam-no como alguém que criou espaços de convívio que se tornaram referências para a comunidade ao longo dos anos.
A direção da Radio Alfa apresenta as mais sentidas condolências à família e amigos de “Rocky”.
Recordamos com respeito o seu percurso e o contributo que deu ao longo de vários anos para a vida cultural e noturna lusófona.
Neste momento de dor, endereçamos à sua família, palavras de solidariedade, coragem e conforto.
L’architecte de la gauche plurielle, Lionel Jospin, est décédé ce dimanche 22 mars. Considéré comme l’une des figures éminentes de la gauche socialiste, il a occupé de nombreuses fonctions : premier secrétaire du PS, député, ministre de François Mitterrand et premier ministre de cohabitation sous Jacques Chirac. L’historien et spécialiste des gauches, Jean-Numa Ducange, nous en parle.
Lionel Jospin est décédé le 22 mars à l’âge de 88 ans. Il avait indiqué, en janvier dernier, avoir subi « une opération sérieuse », sans en divulguer les détails. Figure majeure du Parti socialiste, il laisse derrière lui l’image d’un dirigeant réformateur.
Dans sa jeunesse, Lionel Jospin milite d’abord chez les trotskistes, allant jusqu’à s’engager au sein du courant lambertiste de l’Organisation communiste internationaliste. Un passé d’extrême gauche qu’il a tenté de dissimuler, mais révélé par une enquête du Monde en 2001.
Remarqué par François Mitterrand, il prend sa suite au Parti socialiste et devient secrétaire national (1973-1981), puis premier secrétaire (1981-1988). Parallèlement, il mène une carrière de député à Paris, puis en Haute-Garonne, de 1981 à 1997, et siège également au Parlement européen de 1984 à 1988.
Après la réélection de François Mitterrand en 1988, il occupe des fonctions ministérielles dans deux gouvernements successifs : d’abord ministre de l’Éducation nationale, de la Recherche et des Sports dans le gouvernement de Michel Rocard jusqu’en 1991, puis dans celui de Édith Cresson jusqu’en avril 1992.
Sa carrière connaît un tournant à l’approche de l’élection présidentielle de 1995 lorsque Jacques Delors renonce à se présenter. Lionel Jospin devient alors le candidat du Parti socialiste. Jacques Chirac est finalement élu avec 52,64 % des voix, et Jospin redevient premier secrétaire du PS.
Deux ans plus tard, la dissolution de l’Assemblée nationale lui ouvre une nouvelle opportunité. Grâce au rassemblement de la gauche plurielle, celle-ci remporte les élections législatives de 1997. Reçu à l’Élysée dans la foulée, Lionel Jospin annonce lui-même sur le perron de l’Elysée sa nomination comme premier ministre par Jacques Chirac. Débute alors la plus longue cohabitation et le plus long gouvernement de la Ve République. Cette cohabitation, d’abord apaisée, devient plus conflictuelle à l’approche de l’élection présidentielle de 2002. Après un second échec dès le premier tour (il est doublé par Jean-Marie Le Pen du Front National), Lionel Jospin se retire définitivement de la vie publique : « J’en tire les conclusions en me retirant de la vie politique. »
Depuis la disparition de celui qui se définissait comme « un rigide qui évolue, un austère qui se marre et un protestant athée », les hommages pleuvent. « Lionel Jospin, c’était une orientation : le réalisme de gauche. Conjuguer les réalités économiques avec la réalité sociale », a déclaré François Hollande au journal de 20 heures de France 2. Rendant hommage à l’« incarnation » d’« une certaine idée de la gauche », il a également salué « une rigueur morale », ajoutant que « la gauche a besoin d’une éthique, toujours plus peut-être que d’autres formations politiques ».
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Jean-Numa Ducange est historien, spécialiste de l’historiographie de la Révolution française, de l’histoire des gauches françaises et de l’histoire des marxismes. Il est professeur en histoire contemporaine à l’université de Rouen et l’auteur d’une biographie de Jean Jaurès aux éditions Perrin, de Jules Guesde, l’inventeur du marxisme en France chez Dunod ou encore de Les Marxismes aux PUF.
O antigo primeiro-ministro francês Lionel Jospin, chefe de executivo entre 1997 e 2002, morreu aos 88 anos de idade, informou a família do socialista à agência de noticias francesa AFP.
Lionel Jospin faleceu a 22 de março, aos 88 anos. Tinha indicado, em janeiro passado, ter sido submetido a « uma operação séria », sem divulgar pormenores. Figura maior do Parti socialiste, deixa a imagem de um dirigente reformista.
Na juventude, Lionel Jospin militou inicialmente entre os trotskistas, chegando a integrar a corrente lambertista da Organização Comunista Internacionalista. Um passado de extrema-esquerda que tentou ocultar, mas que foi revelado por uma investigação do Le Monde em 2001.
Notado por François Mitterrand, sucedeu-lhe no Partido Socialista e tornou-se secretário nacional (1973-1981) e depois primeiro secretário (1981-1988). Em paralelo, foi deputado por Paris e, posteriormente, pela Haute-Garonne entre 1981 e 1997, tendo também exercido funções no Parlamento Europeu entre 1984 e 1988.
Após a reeleição de François Mitterrand em 1988, desempenhou funções ministeriais em dois governos sucessivos: primeiro como ministro da Educação Nacional, da Investigação e dos Desportos no governo de Michel Rocard até 1991, e depois no de Édith Cresson até abril de 1992.
A sua carreira conhece um ponto de viragem na aproximação das eleições presidenciais de 1995, quando Jacques Delors renuncia à candidatura. Lionel Jospin torna-se então o candidato do Partido Socialista. Jacques Chirac é eleito com 52,64 % dos votos, e Jospin volta a assumir a liderança do PS.
Dois anos mais tarde, a dissolução da Assembleia Nacional abre-lhe uma nova oportunidade. Graças à união da esquerda plural, esta vence as eleições legislativas de 1997. Recebido no Eliseu logo após os resultados, Lionel Jospin anuncia, no próprio perron do palácio, a sua nomeação como primeiro-ministro por Jacques Chirac. Inicia-se assim a mais longa coabitação e o mais longo governo da V República. Inicialmente pacífica, esta coabitação torna-se mais tensa à medida que se aproxima a eleição presidencial de 2002. Após um segundo fracasso, eliminado logo na primeira volta (ultrapassado por Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional), Lionel Jospin retira-se definitivamente da vida pública: « Tiro daí as conclusões, retirando-me da vida política. »
Desde o desaparecimento daquele que se definia como « um rígido que evolui, um austero que se diverte e um protestante ateu », multiplicam-se as homenagens. François Hollande declarou no jornal das 20h da France 2: « Lionel Jospin era uma orientação: o realismo de esquerda. Conciliar as realidades económicas com a realidade social ». Prestando homenagem à « encarnação » de « uma certa ideia da esquerda », saudou também « um rigor moral », acrescentando que « a esquerda precisa de uma ética, talvez ainda mais do que outras formações políticas ».
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