Época balnear entre sábado e 15 de outubro com coimas entre 50 e 1.000 euros – Governo
Alfa/com Lusa
A época balnear deste ano pode decorrer entre sábado e 15 de outubro em Portugal continental, disse ontem fonte do Ministério do Ambiente, confirmando coimas entre 50 e 1.000 euros no caso de incumprimento das regras sanitárias.
« A data de abertura e fecho da época balnear é variável, podendo ir de 15 de maio a 15 de outubro (no continente), sendo decidida pelas Câmaras Municipais », lê-se na resposta enviada pelo Ministério do Ambiente e da Ação Climática às questões da agência Lusa.
Segundo a mesma fonte, a portaria que estabelece estas datas aguarda publicação em Diário da República.
Na terça-feira, durante uma audição parlamentar, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, revelou que a maior parte dos municípios decidiu iniciar a época balnear em 12 de junho, acrescentando que a fixação das datas seria publicada ainda esta semana.
No concelho de Cascais, por exemplo, a época balnear começa já este sábado, como revelou esta semana à Lusa o presidente da câmara, Carlos Carreiras.
Este ano, ao contrário do que sucedeu em 2020, as regras relativas aos acessos e ocupação das praias, no âmbito da pandemia da covid-19, vão estar associadas a um regime contraordenacional.
Questionado pela agência Lusa, o Ministério do Ambiente confirmou que as coimas vão variar entre os 50 e os 100 euros, no caso de pessoas singulares, e entre os 500 e os 1.000 euros no caso de pessoas coletivas.
« O valor das coimas é o mesmo para todos os incumprimentos », acrescenta a tutela.
O Jornal de Notícias tinha noticiado na quinta-feira coimas entre os 50 e os 100 euros para quem não usar máscara nos acessos a praias, restaurantes, balneários e paredões, bem como para quem esteja a frequentar uma praia com excesso de lotação.
O JN adiantou ainda que os concessionários vão ser alvo de contraordenações mais pesadas, com multas entre os 500 e os 1.000 euros, caso falhem na higienização e limpeza dos seus equipamentos, por exemplo.
O diploma do Governo que estabelece as regras no âmbito do acesso e ocupação das praias foi hoje promulgado pelo Presidente da República, mas não foi ainda publicado em Diário da República.
O executivo tem referido que no geral mantêm-se as mesmas regras aplicadas em 2020.
No ano passado, foi determinado que os utentes das praias deviam assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus de sol, toldos ou colmos.
A utilização do areal das praias estava interdita a « atividades desportivas com duas ou mais pessoas, exceto atividades náuticas, aulas de surf e desportos similares ».
Nos toldos, colmos e barracas de praia, « em regra, cada pessoa ou grupo só podia alugar de manhã [até às 13:30] ou tarde [a partir das 14:00] », com o máximo de cinco utentes.
Uma das alterações em relação a 2020, revelou na quinta-feira a ministra da Presidência, prende-se com o sistema de semáforos à entrada das praias, relativo à sua ocupação.
Segundo Mariana Vieira da Silva, a cor verde passa a indicar uma ocupação até 50%, a cor amarela entre 50% e 90% e a cor vermelha acima de 90%.
No ano passado, a cor verde indicava uma ocupação baixa (1/3), amarelo ocupação elevada (2/3) e vermelho ocupação plena (3/3).
O Sporting de Braga interrompeu hoje uma série de quatro jogos sem vencer na I Liga portuguesa de futebol, ao vencer o Moreirense, por 2-1, em encontro da 33ª jornada decidido por um penálti nos descontos.
Abel Ruiz (41 minutos) colocou os bracarenses em vantagem, e Rafael Martins (87) empatou aos 87, antes de João Novais (90+5) garantir o triunfo do Sporting de Braga, na marcação de uma grande penalidade.
O Sporting de Braga segue no quarto lugar, com 63 pontos, enquanto o Moreirense é nono, com 40.
Resultados da 33ª jornada da I Liga de futebol (horas em Paris):
– Sexta-feira, 14 mai:
Paços de Ferreira – Gil Vicente, 0-2 (0-1 ao intervalo)
Covid-19: França quer vacinar 20 milhões de pessoas até este fim de semana
Alfa/lusa
O ministro da Saúde francês, Olivier Véran, estima que a França vai vacinar 20 milhões de pessoas até sábado com a primeira dose, com 600 mil novas doses a terem sido administradas hoje.
O ministro fez o anúncio na sua conta na rede social Twitter, acrescentando que « a mobilização excecional continua em todo o país ».
O próximo passo do desconfinamento acontece já no dia 19 de maio, com a reabertura de museus, cinemas, teatros, esplanadas e todos os comércios.
Ao mesmo tempo que o esforço de vacinação continua, os números da pandemia continuam a diminuir, em que atualmente há 23.406 pessoas hospitalizadas em França devido à covid-19 e 4.352 estão em estado grave, segundo divulgaram hoje as autoridades sanitárias.
Há agora menos 250 pessoas nos hospitais devido à covid-19 em comparação com o dia anterior.
Morreram em França nas últimas 24 horas 173 pessoas devido ao vírus, elevando o total do número de mortos para 107.423.
Desde quarta-feira foram registados 7.025 novos casos.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.333.603 mortos no mundo, resultantes de mais de 160,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Bono e The Edge juntam-se ao famoso DJ e produtor Martin Garrix no lançamento da canção oficial do UEFA EURO 2020.
Bono e The Edge juntam-se ao famoso DJ e produtor Martin Garrix no lançamento da canção oficial do UEFA EURO 2020, que começa no dia 11 de Junho, em Roma.
We Are The People, a canção oficial do UEFA EURO 2020, foi oficialmente lançada, numa altura em que falta menos de um mês para o início da competição. A música do lendário DJ e produtor holandês Martin Garrix conta com a participação de Bono e The Edge.
A canção oficial foi escrita para destacar a festa e o futebol no UEFA EURO 2020, um dos maiores eventos do futebol mundial. We Are The People é uma música que olha para os desafios que o mundo enfrenta, ao mesmo tempo que procura encontrar uma resposta comum para essas questões.
É um hino que todos podem cantar, independentemente do país onde estão, mas que terá uma importância especial na Europa, já que os olhares do Mundo vão estar virados para o EURO.
We Are The People espera ser um espelho do optimismo, da esperança e da determinação que qualquer equipa precisa para ter sucesso, bem como como proporcionar um sentimento de comunhão, que se enquadra no tema do UEFA EURO 2020 – a união.
Pela primeira vez, o EURO vai ser disputado por todo o continente, tendo como destaque o tema da união.
A campanha musical foi apresentada nos ecrãs gigantes do Wembley Stadium na noite de quinta-feira, a menos de um mês do arranque da prova, com o emblemático arco do estádio iluminado com as cores do UEFA EURO 2020.
A visão de Garrix para We Are The People ganhou vida quando Bono e The Edge, membros do grupo musical U2, aceitaram participar na canção. Esta colaboração ganhou outra dimensão quando Bono escreveu a letra e criou as melodias, com The Edge a acrescentar os principais acordes de guitarra, gerando numa mistura perfeita dos sons mais característicos de cada um dos artistas.
“Criar a canção oficial de um dos maiores eventos desportivos do mundo com o Bono e o The Edge foi uma experiência incrível”, confessou Garrix. “Estou muito orgulhoso do que fizemos juntos e animado por finalmente mostrar ao mundo o fruto do nosso trabalho!”
O lançamento da canção faz parte dos planos da UEFA para motivar os adeptos do futebol antes do começo do torneio. Os jogadores que vão participar na competição deste Verão contribuíram para a “playlist” oficial do UEFA EURO 2020, que será organizada por Garrix e disponibilizada nas principais plataformas de “streaming” de música, juntando-se à “playlist” de cada uma das selecções nacionais participantes no UEFA EURO 2020.
O desafio #EUROHyped está a decorrer nas redes sociais e convida os adeptos a mostrarem como se estão a preparar para o UEFA EURO 2020.
“Esta longa espera está quase a terminar e temos o prazer de apresentar oficialmente a canção oficial do UEFA EURO 2020, We Are The People, que conta com alguns dos artistas mais famosos do Mundo como Martin Garrix, Bono e The Edge », destacou Guy-Laurent Epstein, director de marketing da UEFA.
“O futebol e a música têm o poder de aproximar as pessoas. São vectores de paixão e de emoção, a sua combinação irá aumentar ainda mais a festa dos adeptos durante a prova e permitirá alcançar novos públicos. Depois de termos reunido estas estrelas para criar a canção oficial do torneio, estamos confiantes de que vamos conseguir fazer isso mesmo.”
O selecionador português de futebol, Fernando Santos, vai divulgar os 26 convocados para o campeonato da Europa de 2020 na próxima quinta-feira, às 21:15, anunciou hoje a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
A seleção portuguesa, campeã em título, vai ter Budapeste como ‘quartel-general’ para a competição, que foi adiada para entre 11 de junho e 11 de julho de 2021, devido à pandemia de covid-19.
A chegada à capital húngara está prevista para 10 de junho, depois de receber Israel, no dia anterior, no derradeiro jogo particular antes do Euro2020, e a Espanha, também em jogo particular, em 04 de junho.
No Grupo F do Euro2020, Portugal vai disputar dois jogos em Budapeste, frente à seleção húngara, em 15 de junho, e à França, atual campeã do mundo, na reedição da final do Euro2016, em 23 de junho. Pelo meio, vai defrontar a Alemanha, no dia 19 de junho, em Munique.
A fase final do Euro2020 vai ser disputada em 11 cidades de 11 países, com arranque no Estádio Olímpico de Roma, com o embate entre Itália e Turquia, e a fase final no Estádio de Wembley, em Londres, onde vão ser disputadas as meias-finais e a final.
Também hoje, a FPF agendou para a próxima sexta-feira, às 19:00, o anúncio da convocatória da seleção de sub-21 para a fase final do Europeu, no qual Portugal vai defrontar a Itália, em 31 de junho, em Ljubljana, nos quartos de final.
Na primeira fase do campeonato da Europa de sub-21, a equipa das ‘quinas’ venceu o Grupo D, com vitórias frente a Croácia (1-0), Inglaterra (2-0) e Suíça (3-0).
A fase a eliminar do Europeu de sub-21 vai ser disputada entre 31 de maio e 06 de junho, na Eslovénia e na Hungria.
António Costa encontra-se com Presidentes João Lourenço (Angola) e Filipe Nyusi (Moçambique), à margem de uma reunião sobre as economias africanas, organizada na terça-feira pelo Presidente Emmanuel Macron em Paris
Alfa/ com Lusa
O primeiro-ministro português, António Costa, vai encontrar-se em Paris com o Presidente de Angola, João Lourenço, e o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, na terça-feira, à margem da reunião sobre o futuro das economias africanas.
Para além dos encontros bilaterais com João Lourenço e Filipe Nyusi, António Costa vai ainda reunir-se com o Presidente do Egito, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, e o Presidente da Tunísia, Kaïs Saïed.
O primeiro-ministro português vai estar em Paris na terça-feira para participar nesta cimeira organizada pelo Presidente francês, Emmanuel Mácron.
Esta reunião, que vai discutir o financiamento da dívida africana e o futuro do setor privado no continente, vai contar com a presença física de pelo menos 15 líderes africanos.
Na noite de segunda-feira, o Presidente Emmanuel Macron vai acolher os líderes africanos no Palácio do Eliseu para um jantar e a conferência vai acontecer na tarde de terça-feira, no Grand Palais Ephemere, construído junto à Torre Eiffel, enquanto o Grand Palais original está em obras.
Outros líderes europeus como Mario Draghi, primeiro-ministro italiano, ou Pedro Sanchez, primeiro-ministro espanhol, também vão marcar presença na capital francesa.
Emmanuel Macron também escolheu encontrar-se com Nyusi e Lourenço de forma bilateral.
Na agenda bilateral do encontro entre Macron e Filipe Nyusi está a situação em Cabo Delgado e os planos de coordenação entre os países vizinhos para fazer face ao terrorismo naquela região, assim como as diversas ofertas de ajuda por parte de Portugal, Estados Unidos e França, segundo fonte do Eliseu.
António Calçada de Sá, membro fundador do Conselho da Diáspora Portuguesa (CDP), é o novo Presidente do Conselho, comunicou o CDP através da rede Twitter. Foi eleito esta semana, por unanimidade.
« Aceitei este cargo com grande honra e com responsabilidade acrescida. Declaro desde já o meu compromisso para continuar a consolidar, reforçar e renovar o legado recebido. » declarou o novo Presidente no Twitter.
O novo presidente do Conselho, António Calçada de Sá, trabalha na Repsol, empresa na qual é Diretor Geral e Vice-presidente da Fundação.
Na sua primeira mensagem ao Conselho como novo presidente, António Calçada de Sá agradeceu o “extraordinário” trabalho realizado pelo seu antecessor, Filipe de Botton, que ficou com um cargo honorífico de « Presidente Fundador ».
« Temos uma excelente articulação com as todas as instituições, com o Governo de Portugal e com a Presidência da República e continuaremos por essa via com um único objetivo: ser uma grande rede de utilidade na defesa da imagem e dos interesses de Portugal no Mundo“ declarou o novo presidente do CDP.
O novo presidente é licenciado em Engenharia Química pelo Instituto Superior Técnico, MBA pelo IE Business School de Madrid e pelo IMD de Lausanne.
Além dos seus cargos na Repsol, António Calçada de Sá é também o presidente da Câmara de Comércio de Portugal em Espanha.
Covid-19: Números continuam a baixar de forma consistente em França
Alfa/ com Lusa
O número de pessoas internadas nas unidades de cuidados intensivos está agora abaixo dos 4.500, uma descida constante dos pacientes graves nas últimas semanas que reforçam o calendário do desconfinamento no país.
Há atualmente 23.656 pessoas hospitalizadas em França devido à covid-19 e 4.442 estão em estado grave, segundo divulgaram ontem à noite as autoridades sanitárias. Há agora menos 598 pessoas nos hospitais devido à covid-19 em comparação com a véspera.
Morreram em França em 24 horas 131 pessoas devido ao novo coronavírus, elevando o total do número de mortos para 107.250.
Desde quarta-feira foram registados 19.461 novos casos.
As autoridades receiam agora que o fim de semana prolongado que se iniciou hoje no país, já sem as restrições para deslocações a mais de 10 quilómetros, possa ter um impacto negativo nos números da pandemia que têm vindo a baixar.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.333.603 mortos no mundo, resultantes de mais de 160,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A atriz Maria João Abreu morreu hoje, aos 57 anos, noticiou o canal de televisão SIC, onde a atriz trabalhava.
Nascida em Lisboa, a 14 de abril de 1964, Maria João Gonçalves Abreu Soares iniciou a carreira profissional no teatro, mas foi a televisão que lhe granjeou a popularidade, com a produções como “Médico de família”.
No dia 30 de abril, a atriz sentiu-se indisposta durante as gravações da telenovela “A Serra” e desmaiou, tendo sido internada de urgência no Hospital Garcia de Orta, em Almada, com diagnóstico de rotura de aneurisma cerebral.
Veja ou reveja Maria João Abreu em 2013.
Uma vida dedicada ao teatro, impulsionada pela televisão.
A atriz Maria João Abreu, que morreu hoje, aos 57 anos, iniciou a carreira profissional no teatro, uma paixão que nunca abandonou, mas foi a televisão que lhe granjeou a popularidade, graças a produções como “Médico de família”.
A televisão foi o meio em que mais trabalhou e que lhe deu maior visibilidade, tendo participado em mais de 60 programas, entre telefilmes, séries e telenovelas.
A sua carreira como atriz remonta, no entanto, a 1983, quando, com 19 anos, se estreou profissionalmente no Teatro Maria Matos, no musical “Annie”, de Thomas Meehan, dirigido por Armando Cortez.
A este sucederam-se vários outros espetáculos de revista no Parque Mayer, até participar, na Casa da Comédia, em “O Último dos Marialvas”, de Neil Simon, peça estreada em 1991, que lhe daria visibilidade e reconhecimento como atriz de comédia.
Depois de várias atuações em espetáculos de revista, sobretudo no Teatro Maria Vitória e no antigo Variedades, Maria João Abreu passou pelo Teatro Aberto, onde trabalhou com João Lourenço em “As Presidentes”, de Werner Schawb, e com José Carretas, em “Coelho Coelho”, de Celine Serreau. Com Manuel Cintra e José Carretas, fez também “Bolero”, apresentado no Centro Cultural de Belém (CCB).
Mas não foi só de alegrias, sucesso e reconhecimento que a sua carreira profissional foi feita. O teatro também lhe trouxe desgosto e sofrimento, como contou numa entrevista a Daniel Oliveira, no programa « Alta Definição », em 2019, na qual confessou ter sido vítima de ‘bullying’, ao ponto de “ir parar ao hospital com um ataque de ansiedade”.
“Foi grave, muito grave. Tive muitos pesadelos. Cheguei a pensar que fosse algo pessoal. Foi-me dito que não, de pessoas que já tinham sido vítimas de ‘bullying’ da mesma pessoa”, revelou na altura, contando que era olhada com “ódio”, cuspida na cara, apertada e empurrada antes de entrar em palco.
A vida profissional de Maria João Abreu sofreu uma reviravolta em 1998, ano em que fundou, com o também ator José Raposo (com quem estava casada desde 1985), a produtora Toca dos Raposos, responsável por sucessos como a revista “Ó Troilaré, Ó Troilará” e o musical “Mulheres ao Poder”, uma adaptação da « Lisístrata », de Aristófanes.
Foi também nesse ano que tomou a personagem Lucinda, uma empregada doméstica com sotaque nortenho, na série televisiva “Médico de Família” (1998-2000), e a transformou numa das protagonistas da ação.
O sucesso desta série, exibida em horário nobre, garantiu a sua presença no ‘pequeno écrã’ durante três temporadas e 118 episódios, ao longo de quase três anos de emissão, contando no elenco com atores como Fernando Luís, Henrique Mendes, Ricardo Carriço, Rita Blanco e São José Lapa.
No cinema, a estreia de Maria João Abreu deu-se em 1999, com o filme “António um rapaz de Lisboa”, de Jorge Silva Melo, seguindo-se depois participações em obras como “Amo-te Teresa”, de Ricardo Espírito Santo e Cristina Boavida, “Telefona-me”, de Frederico Corado, e “A Falha”, de João Mário Grilo.
Mais recentemente, participou em filmes como “Call Girl”, de António-Pedro Vasconcelos, “Florbela” de Vicente Alves do Ó, “A Mãe é que Sabe”, de Nuno Rocha, e “Submissão”, de Leonardo António.
Ao longo dos seus mais de 35 anos de carreira, e apesar das muitas requisições para televisão, Maria João Abreu nunca deixou o teatro nem a revista, uma das suas paixões, tendo coprotagonizado, em 2004, “A Rainha do Ferro Velho”, de Garson Kanin, encenada por Filipe La Féria, no Teatro Politeama.
Por estes anos da primeira década de 2000, entra em produções como « Tem a palavra a revista », « A revista é liiiinda! », « Isto é Parque Mayer » e « Já viram isto?! », todas no Teatro Maria Vitória, e em « O estádio da nação », no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, a que mais tarde se seguem comédias como « As encalhadas », numa versão de Ana Bola, com Helena Isabel e Rita Salema, « Eu conheço-te », de Heitor Lourenço, e « Pobre milionário », de Francis Veber, com Miguel Guilherme.
Num registo diferente, por entre as várias produções de comédia e de revista desta altura, fez também, nos Artistas Unidos, « Cada dia a cada um a liberdade e o reino », uma conceção de Jorge Silva Melo a partir de textos Almeida Garrett, Passos Manuel, Sá Carneiro, Henrique de Barros e Sophia de Mello Breyner Andresen, entre outros autores.
Em 2012, protagonizou a peça “O Libertino”, de Eric-Emmanuel Schmitt, dirigida por José Fonseca e Costa, no Teatro da Trindade, contracenando com José Raposo, Custódia Gallego e Filomena Cautela, depois de o projeto não ter chegado a cena, no Teatro Nacional D. Maria II, como previsto.
Dois anos mais tarde, Maria João Abreu entrava na ‘revista-musical’ “Portugal à gargalhada”.
Ainda em 2014, quando passavam 40 anos sobre o 25 de Abril, participou na encenação de « Coragem hoje, abraços amanhã », de Joana Brandão, peça concebida sobre testemunhos, cartas e memórias de mulheres presas e torturadas pela PIDE, a polícia política da ditadura do Estado Novo. Na mesma altura, foi uma das « Mulheres de Abril », no episódio da série « Uma Calma e Lânguida Primavera », dirigido por Henrique Oliveira.
No percurso da atriz, nos palcos, seguiram-se « Uma mulher sem importância », a partir de Oscar Wilde, no Teatro Maria Matos, em 2015, e « Boas pessoas », de David Lindsay-Abaire, no Teatro Aberto, em 2016.
A sua última participação no teatro aconteceu em 2019, quando protagonizou “Sonho de uma noite de verão”, no Tivoli, contracenando com José Raposo, de quem estava já divorciada, e com Miguel Raposo, um dos filhos do casal.
Era também com o ex-marido que contracenava na telenovela “A Serra” e na série “Patrões fora”, ambas atualmente em gravações e em exibição.
« Golpe de Sorte », « Sul », « Paixão », « Amor Maior », « A Casa é Minha », « Mar Salgado », « Os Nossos Dias », « Mundo ao Contrário », « Sentimentos », « Feitiço de Amor », « Jardins Proibidos » e « Morangos com Açúcar » foram outras produções televisivas que contaram com a sua atuação.
Maria João Abreu esteve casada 23 anos com José Raposo, de quem teve dois filhos, Miguel Raposo e Ricardo Raposo. Voltou a casar-se em 2012 com o músico João Soares.
Nascida em Lisboa, a 14 de abril de 1964, Maria João Gonçalves Abreu Soares era oriunda de famílias humildes e começou a trabalhar muito cedo, o que fez dela uma criança muito madura, que não sabia brincar, que tinha pânico de falhar e uma grande necessidade de sentir amor”, como a própria confessou em entrevista.
A atriz contou recordar-se de procurarem “tostões nas gavetas”, para conseguirem comprar um quilo de arroz para o jantar, de a mãe trabalhar muito, e de ela ter feito o seu primeiro arroz de tomate aos oito anos.
Em novembro de 2020, Maria João Abreu perdeu o pai, que morreu em plena pandemia, aos 78 anos, vítima de covid-19.
No dia 30 de abril – cinco meses depois da morte do pai e apenas 16 dias após ter feito 57 anos -, a atriz sentiu-se indisposta durante as gravações da telenovela “A Serra” e desmaiou, tendo sido internada de urgência no Hospital Garcia de Orta, em Almada, com diagnóstico de rotura de aneurisma cerebral.
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