Covid-19. França à beira da barra dos 100 mil mortos. 43.505 infetados em 24h

Covid-19/França. Mais 43.505 novos casos e 297 mortos em 24h 

 

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O número de casos em França continua a subir, mas os números de hospitalizações estão a descer, assim como o número de pacientes em estado grave, anunciaram ontem ao fim do dia as autoridades francesas.

Em 24 horas houve 43.505 novos casos de covid-19 em França, mais três mil novos casos detetados que na véspera.

Desde o início da pandemia, foram comprovados 5.149.834 através de teste PCR.

Ainda em 24 horas morreram 297 pessoas devido ao vírus, aproximando-se assim o total de óbitos de 100 mil, com 99.777 mortes desde o início da contabilização dos mortos no país relacionados com o novo coronavírus.

Há atualmente 30.868 pessoas hospitalizadas devido ao vírus e 5.902 desses pacientes estão internadas nos cuidados intensivos, menos 50 do que na véspera.

As autoridades francesas anunciaram que pretendem continuar a inocular a vacina Johnson & Johnson para todas as pessoas com mais de 55 anos, apesar das reticências dos Estados Unidos e outros países europeus.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.961.387 mortos no mundo, resultantes de mais de 137,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Liga dos Campeões. Manchester City e Real Madrid confirmam passagem às ‘meias’

O Manchester City foi vencer por 1-2 a casa do Borussia Dortmund e está nas meias-finais da Liga dos Campeões.

O Borussia Dortmund ganhou vantagem aos 15 minutos com um golo de Jude Bellingham. Riyad Mahrez, aos 54 minutos, na conversão de uma grande penalidade restabeleceu o empate. Phil Foden, aos 75’ fixou o resultado final.

Um empate sem golos, em Anfield, foi suficiente para que o Real Madrid carimbasse o passaporte para as meias-finais da Liga dos Campeões, beneficiando da vitória por 3-1 na partida da primeira ‘mão’, em Espanha.

 

Resultados dos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol:

Segunda mão:

– Terça-feira, 13 abr:

(+) Chelsea, Ing – FC Porto, Por (em Sevilha), 0-1 (Taremi 90+4)

(+) Paris Saint-Germain, Fra – Bayern Munique, Ale, 0-1 (Choupo-Moting 40)

– Quarta-feira, 14 abr:

Borussia Dortmund, Ale – (+) Manchester City, Ing, 1-2 (Bellingham 15/ Mahrez 55 gp, Foden 75)

Liverpool, Ing – (+) Real Madrid, Esp, 0-0

(+) – Apurado para as meias-finais.

Primeira mão:

– Quarta-feira, 07 abr:

Bayern Munique, Ale – Paris Saint-Germain, Fra, 2-3 (Choupo-Moting 37, Müller 60/ Mbappé 03, 68 Marquinhos 28)

FC Porto, Por – Chelsea, Ing (em Sevilha), 0-2 (Mount 32, Chilwell 85)

– Terça-feira, 06 abr:

Real Madrid, Esp – Liverpool, Ing, 3-1 (Vinícius Júnior 27, 65, Asensio 36/ Salah 51)

Manchester City, Ing – Borussia Dortmund, Ale, 2-1 (De Bruyne 19, Foden 90/ Reus 84)

Nota: Os encontros começam todos às 20:00 (em Lisboa).

MEIAS-FINAIS (primeira mão em 27 e 28 abr e segunda em 04 e 05 mai):

Jogo 1: Paris Saint-Germain, Fra – Manchester City, Ing

Jogo 2: Real Madrid, Esp – Chelsea, Ing

FINAL (Estádio Olímpico Ataturk, em Istambul, na Turquia):

– Sábado, 29 mai:

Vencedor do Jogo 1 – Vencedor do Jogo 2

 

Com Agência Lusa.

Morreu o cantor Artur Garcia

O cantor Artur Garcia, de 83 anos, que protagonizou vários êxitos nas décadas de 1960 e 1970, morreu esta quarta-feira, na Aldeia de Juzo, em Cascais, disse à Lusa o agente artístico António Fortuna.

Nascido em 15 de abril de 1937, Artur Garcia morreu na véspera de completar 84 anos.

O cantor, nome destacado da chamada música ligeira portuguesa dos anos de 1960 e 1970, celebrizou canções como, entre outras, « Casaca Azul e Oiro », « Amor » e « Porta Secreta », com a qual concorreu ao Festival RTP da Canção em 1967.

 

Com Agência Lusa.

Covid-19/Portugal. Mais 8 mortos e 684 infetados em 24h

Covid-19: Portugal com oito mortes e 684 casos nas últimas 24 horas

 

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Portugal regista hoje mais oito mortes relacionadas com a covid-19 e 684 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), que também assinala uma diminuição no número de internamentos.

Segundo o boletim divulgado hoje pela DGS, estão internados 447 doentes em enfermaria, menos 12 do que na terça-feira, e 116 nos cuidados intensivos, menos dois.

Os dados revelam também que 660 pessoas foram dadas como recuperadas, fazendo subir para 786.469 o número total desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

Há 25.457 casos ativos em Portugal, mais 16 em relação a terça-feira.

Desde março de 2020, Portugal já registou 16.931 mortes associadas à covid-19 e 828.857 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19.

O número de contactos em vigilância pelas autoridades de saúde aumentou em 391 relativamente a terça-feira, totalizando agora 18.404.

De acordo com os mais recentes dados da DGS, Portugal tem atualmente 2.201.032 pessoas vacinadas contra a covid-19, das quais 605.533 já estão imunizadas com as duas doses.

O índice de transmissibilidade (Rt) do novo coronavírus em Portugal subiu hoje para 1,06 e a incidência de casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias atingiu 72,4, segundo dados oficiais.

Os números anteriores destes indicadores, divulgados na segunda-feira, apontavam para um Rt nacional de 1,04 e uma incidência de 70 casos por 100.000 habitantes.

Os dados do Rt e da incidência são atualizados à segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira.

Das oito mortes reportadas pelas autoridades de saúde, cinco foram registadas em Lisboa e Vale do Tejo e três na região Norte.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificadas 188 novas infeções, contabilizando-se até agora 314.000 casos e 7.179 mortos.

A região Norte tem 265 novas infeções por SARS-CoV-2 e desde o início da pandemia já contabilizou 332.900 casos de infeção e 5.326 mortes.

Na região Centro registaram-se mais 66 casos, acumulando-se 117.922 infeções e 3.004 mortos.

No Alentejo foram assinalados mais 43 casos, totalizando 29.465 infeções e 970 mortos desde o início da pandemia.

Na região do Algarve o boletim de hoje revela que foram registados 66 novos casos, acumulando-se 21.246 infeções e 355 mortos.

Na região Autónoma da Madeira foram registados 33 novos casos, contabilizando 8.904 infeções e 68 mortes devido à covid-19 desde março de 2020.

Os Açores têm hoje 23 novos casos e contabilizam 4.420 casos e 29 mortos desde o início da pandemia, segundo a DGS.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 375.789 homens e 452.773 mulheres, mostram os dados da DGS, segundo os quais há 295 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Do total de vítimas mortais, 8.896 eram homens e 8.035 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 80 anos, seguidos da faixa etária entre os 70 e os 79 anos.

Do total de mortes, 11.149 eram pessoas com mais de 80 anos, 3.598 com idades entre os 70 e os 79 anos, e 1.513 tinham entre os 60 e os 69 anos.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.961.387 mortos no mundo, resultantes de mais de 137,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Dinamarca desiste da vacina da AstraZeneca e Alemanha não a usa na 2ª dose

Covid-19: Dinamarca desiste da vacina da AstraZeneca e Alemanha não a usa na 2ª dose

Covid-19: Dinamarca desiste da vacina da AstraZeneca e Alemanha não a usa nas 2ªas doses

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A Dinamarca anunciou hoje que desistiu de usar a vacina para a covid-19 da AstraZeneca devido aos efeitos secundários “raros, mas graves”, enquanto a Alemanha decidiu administrar outra vacina nas segundas doses a quem tomou este fármaco na primeira.

“A campanha de vacinação na Dinamarca vai continuar sem a vacina [da] AstraZeneca”, afirmou hoje o diretor da Agência Nacional de Saúde, Søren Brostrøm, em conferência de imprensa.

O país escandinavo torna-se assim o primeiro da Europa a abandonar a vacina da farmacêutica AstraZeneca, mas a Alemanha também decidiu restringir o seu uso.

Segundo avançou hoje o ministro alemão da Saúde, Jens Spahn, os 2,2 milhões de alemães com menos de 60 anos que receberam a primeira dose da vacina AstraZeneca serão imunizados, na segunda dose, com a fórmula da BioNTech/Pfizer ou da Moderna.

O ministro e os responsáveis pela pasta da Saúde dos 16 estados federais da Alemanha tomaram a decisão hoje, por unanimidade, depois de várias semanas de polémica na Europa.

A decisão segue uma recomendação da Comissão Permanente de Vacinação da Alemanha (Stiko), emitida no início de abril.

O presidente da Conferência de Gestores de Saúde, Klaus Holetschek, assegurou, em conferência de imprensa hoje realizada, que qualquer uma das duas fórmulas baseadas em RNA modificado é “uma boa base” para proteger efetivamente a população.

A decisão visa acabar com a polémica em torno dos casos de trombose detetados principalmente entre pessoas jovens e saudáveis que receberam a vacina da AstraZeneca.

Após a suspensão temporária da vacina na Alemanha – e em grande parte dos países da União Europeia, incluindo Portugal -, esta preparação foi injetada novamente em pessoas com mais de 60 anos de idade por recomendação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

Pessoas com menos de 60 anos de idade que receberam a primeira dose desta vacina antes da suspensão foram deixadas num limbo, incluindo muitos professores e profissionais da saúde.

A decisão de trocar a vacina na segunda dose não é isenta de dúvidas, até porque a Organização Mundial da Saúde (OMS) não a recomendou devido à ausência de dados sobre os seus possíveis riscos.

A medida terá repercussões na campanha de vacinação da Alemanha, que começou de forma muito lenta e com problemas logísticos, e que se esperava que acelerasse em abril.

A Comissão Europeia afirmou hoje que mantém “todas as opções em aberto” para as próximas fases de combate à pandemia de covid-19, nomeadamente no que toca à campanha de vacinação a partir de 2022, adaptada às novas variantes.

“Mantemos todas as opções em aberto para estarmos preparados para as próximas fases da pandemia, para 2022 e mais além”, indicou fonte oficial do executivo comunitário em resposta escrita enviada à agência Lusa.

A campanha de vacinação da UE tem sido marcada por grandes atrasos na entrega de vacinas por parte da AstraZeneca e pelos efeitos secundários do seu fármaco, dada a confirmada ligação a casos muito raros de formação de coágulos sanguíneos.

A esta situação juntam-se atrasos na chegada à UE da vacina da Janssen após as autoridades de saúde dos Estados Unidos terem recomendado na terça-feira uma pausa na administração do fármaco para investigar relatos de coágulos sanguíneos.

Atualmente, estão aprovadas quatro vacinas na UE: Pfizer/BioNTech, Moderna, Vaxzevria (novo nome da vacina da AstraZeneca) e Janssen.

« Champions ». FC Porto arrecadou 73,542 milhões de euros

O FC Porto embolsou mais de 73 milhões de euros na Liga dos Campeões de futebol 2020/21, apesar de ter caído nos quartos de final, com um 1-0 ao Chelsea que não anulou o 0-2 da primeira mão.

O pontapé de bicicleta de Taremi, aos 90+4 minutos, só serviu de « consolação », pois nem euros valeu aos portistas, já que, nesta fase, apenas a equipa apurada ganhava – o Chelsea arrecadou mais 12 milhões de euros, por ser semi-finalista.No total, em prémios diretos, o FC Porto totalizou 73,542 milhões de euros, os últimos 10,5 por ter superado nos oitavos de final a poderosa Juventus, de Cristiano Ronaldo.Ao valor já arrecadado acresce ainda o do « market pool », relacionado com os direitos televisivos. A UEFA distribuirá um total de 292 milhões de euros pelos 32 clubes, em função do valor proporcional dos países, sendo que, com a ajuda do Benfica, o FC Porto recebe em 2020/21 os 100% de Portugal.Antes de iniciar a participação, o conjunto portista já tinha quase 42 milhões no « bolso », mais precisamente 41,842, 15,25 como valor fixo pela presença na fase de grupos e 26,592 pelo nono lugar, entre os presentes, no « ranking » da UEFA a 10 anos.Entre as 32 equipas que chegaram à fase de grupos, os « dragões » apenas perdiam para Real Madrid (valor máximo, de 35,465 milhões de euros), Bayern Munique, FC Barcelona, Atlético Madrid, Chelsea, Juventus, Manchester United e Paris Saint-Germain.No fundo da tabela os húngaros do Ferencvaros ainda arrecadaram uma parcela (1,108 milhões de euros).O FC Porto partiu acima dos 41 milhões de euros e contabilizou mais de 21 na fase de grupos, pelos resultados conseguidos e pelo apuramento para os oitavos de final.

As quatro vitórias, duas face ao Olympiacos e outras tantas frente ao Marselha, valeram 10,8 milhões de euros (quatro vezes 2,7), o empate, na receção ao Manchester City, mais 0,9, enquanto a qualificação deu aos « dragões » 9,5.
Com RTP.

Credo! Polémicas sem sentido. « Guerra de humor » entre rádios em França e Portugal. E a liberdade de expressão? Opinião

Credo! « Guerra de humor » entre rádios em França e Portugal dá origem a polémicas sem sentido, ataques desmesurados e bastante desnorteados.

É proibido que os franceses mandem umas piadas de mais ou menos bom gosto sobre os portugueses? Claro que não, a liberdade de expressão existe também para isso! 

Crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, para ouvir, na Rádio Alfa, na quinta-feira, 15, às 2h30 – 5h45 – 6h45 – 10h30 – 13h15 – 16h15 – 20h00.

Ou aqui:

 

 

Porteiro do prédio de Sócrates em Paris devia ter sido interrogado – Juíz

Segundo prédio onde Sócrates viveu em Paris (1º andar), registado em França em nome de Santos Silva (Ler ficha oficial francesa). Foto Daniel Ribeiro; documento de registo de propriedade, publicado no Expresso): 

Porteiro do prédio em que José Sócrates viveu em Paris devia ter sido interrogado, critica Ivo Rosa, segundo escreve hoje o jornal Público. Juíz entende que Ministério Público falhou diligências essenciais para demonstrar que apartamento de luxo pertencia ao ex-primeiro-ministro e não a Santos Silva.

(Nota da Alfa: o artigo e o juíz referem-se ao porteiro – na realidade, na época, um jovem casal de franceses – do segundo apartamento onde o antigo primeiro-ministro viveu em Paris, na avenue du Président Wilson. Antes de se instalar neste, Sócrates viveu num outro, também de luxo, mas alugado, igualmente no muito exclusivo bairro número 16 de Paris, no quarteirão de Passy – neste, o casal de porteiros era português. Esta informação foi constatada nos dois locais por Daniel Ribeiro, que assina esta nota e que, na altura, falou algumas vezes com os porteiros de ambos os prédios no quadro de uma reportagem para o jornal Expresso (Portugal). Os porteiros da avenue du Président Wilson disseram então ao repórter que, um dia, José Sócrates lhes apresentou Santos Silva como dono do apartamento. No registo francês de propriedade, também consultado pelo Expresso na época, o apartamento estava de facto registado em nome do amigo Santos Silva, que alegadamente lhe financiou, com dinheiro vivo, a sua estadia em Paris e outras atividades, como por exemplo viagens. No total, as ajudas financeiras discretas, não declaradas e não efetuadas por transferências bancárias – que José Sócrates diz terem sido empréstimos –  atingem o valor de um milhão e 700 mil euros. O apartamento a que se refere o juíz, que esteve arrestado e que foi visitado por Daniel Ribeiro depois de  Sócrates de lá ter saído e de ele já estar com problemas com a Justiça, é um vasto seis assoalhadas de luxo com dois grandes salões, sala de jantar e três quartos, com soalho aquecido e três lareiras. No registo predial francês o proprietário do alojamento era identificado como se chamando Da Silva Carlos Manuel, nascido a cinco de dezembro de 1958 e residente em Lisboa, na morada oficial de Carlos Santos Silva. O apartamento é num prédio em pedra de talha, idêntico a muitos outros das zonas mais ricas de Paris. O primeiro andar, onde habitou o antigo primeiro-ministro, apenas tem dois apartamentos idênticos, mas cada um tem escadaria autónoma. DR)

Registo oficial de propriedade do segundo apartamento em que viveu José Sócrates em Paris (publicado no Expresso):

Foto do prédio em Passy onde Sócrates viveu no terceiro andar, num apartamento alugado (Foto Expresso, Alberto Frias). Depois mudou para o do bairro da Pont d’Alma

A acusação (Ministério Público – MP) afirma que o apartamento pertencia na realidade a José Sócrates tendo sido designadamente ele que dirigiu as obras de remodelação que a certa altura foram feitas no interior. O MP baseia a acusação em escutas telefónicas.

O Juíz diz que, além do porteiro, também deveriam ter sido interrogados o arquiteto e o empreiteiro que efetuaram a renovação do apartamento.

Covid-19/Portugal. PR propõe renovação do estado de emergência até 30/4

Covid-19: PR propõe ao parlamento renovar estado de emergência até 30 de abril

 

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, propôs ontem ao parlamento a renovação do estado de emergência até 30 de abril, nos mesmos termos atualmente em vigor, para permitir medidas de contenção da covid-19.

« Em linha com o faseamento do plano de desconfinamento, impondo-se acautelar os passos a dar no futuro próximo, entende o Presidente da República haver razões para manter o estado de emergência por mais 15 dias, nos mesmos termos da última renovação », lê-se numa nota divulgada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

Segundo a mesma nota, Marcelo Rebelo de Sousa « acaba de transmitir à Assembleia da República o projeto de decreto » que renova o estado de emergência até 30 de abril, « que recebeu parecer favorável do Governo ».

Este é o 15.º diploma do estado de emergência que Marcelo Rebelo de Sousa submete para autorização do parlamento no atual contexto de pandemia de covid-19 e será discutido e votado pelos deputados na quarta-feira à tarde

O período de estado de emergência atualmente em vigor termina às 23:59 desta quinta-feira, 15 de abril. Esta renovação terá efeitos entre as 00:00 de 16 de abril e as 23:59 de 30 de abril.

Na semana passada, o chefe de Estado expressou o desejo de que esta « fosse a última renovação do estado de emergência, coincidindo com o fim do mês de abril ».

Na exposição de motivos deste diploma, contudo, nada é referido sobre essa possibilidade.

Nos termos da Constituição, o estado de emergência, que permite a suspensão do exercício de alguns direitos, liberdades e garantias, não pode durar mais de 15 dias, sem prejuízo de eventuais renovações com o mesmo limite temporal.

Para o decretar, o Presidente da República tem de ouvir o Governo e de ter autorização da Assembleia da República, que nas últimas seis renovações foi dada com votos a favor de PS, PSD, CDS-PP e PAN e a abstenção do BE.

Ao abrigo do estado de emergência, para conter a propagação da covid-19, o Governo impôs um dever geral de recolhimento domiciliário e a suspensão de um conjunto de atividades, a partir de 15 de janeiro, e uma semana mais tarde foram encerrados os estabelecimentos de ensino e deixou de haver aulas presenciais.

Em 15 de março teve início o plano de desconfinamento do Governo, com a reabertura de creches, ensino pré-escolar, primeiro ciclo do básico, comércio ao postigo e estabelecimentos de estética como cabeleireiros, numa primeira etapa.

Numa segunda fase, em 05 de abril, reabriram esplanadas, centros de dia e lojas com porta para a rua com menos de 200 metros quadrados e a retoma das aulas presenciais para os alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico.

O plano de reabertura gradual do Governo tem novas etapas em 19 de abril e 03 de maio, mas as medidas poderão ser revistas em função do índice de transmissão (Rt) do vírus SARS-CoV-2 e do número de novos casos diários de infeção por 100 mil habitantes em Portugal.

A nível nacional, o Rt situa-se em 1,04 e houve 70 novos casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em Portugal, já morreram perto de 17 mil pessoas com covid-19 e foram contabilizados até agora mais de 828 mil casos de infeção com o novo coronavírus que provoca esta doença, segundo a DGS.

Covid-19: Portugal fora de tendência europeia “preocupante” de infeções e mortes

Covid-19: Portugal fora de tendência europeia “preocupante” de infeções e mortes

 

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A União Europeia (UE) regista médias de 500 casos de covid-19 por 100 mil habitantes, que deverão levar a subidas nas mortes, prevê o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), indicando que Portugal foge à regra.

“Avaliando com base em todos os indicadores, a situação na grande maioria dos países da UE é motivo de grande preocupação, exceto em alguns países, e Portugal está entre aqueles em que consideramos que a situação é estável”, afirmou em entrevista à agência Lusa o responsável pela unidade de Emergência de Saúde Pública do ECDC, Piotr Kramarz.

Ressalvando que esta análise tem por base a taxa de notificação de casos de covid-19 a 14 dias, o também chefe-adjunto do programa de doenças do ECDC observou que “este número já é de 500 por 100 mil habitantes como média para a União Europeia, o que é muito elevado”.

“E tem vindo a aumentar nas últimas seis semanas, pelo que há cada vez mais casos reportados” ao nível europeu, acrescentou.

Segundo Piotr Kramarz, com “a taxa crescente de casos relatados […] é de esperar que, dentro de algumas semanas, ou talvez mesmo na próxima semana, se comece também a ver um aumento da mortalidade”, isto numa altura em que o número de internamentos e de entradas nos cuidados intensivos “permanece muito elevado”.

Fora deste contexto está Portugal, de acordo com o especialista: “Depois de alguns aumentos bastante acentuados em fevereiro, os casos notificados em Portugal têm vindo a diminuir”.

A posição de Piotr Kramarz surge numa altura em que, após dois meses de confinamento rigoroso que levaram a uma redução acentuada do número de infeções, Portugal começa a reabrir alguns setores, num levantamento gradual das restrições.

“No resto da Europa e exceto em Portugal […] e, penso eu, em dois ou três outros países, a situação é motivo de grande preocupação”, reforçou o especialista do ECDC, justificando que isso se deve, principalmente, à propagação da variante detetada no Reino Unido, com “uma transmissibilidade muito mais elevada do que as estirpes originais”.

Em termos concretos, a variante com origem no Reino Unido do SARS-CoV-2 é já responsável por cerca de três quartos (cerca de 75%) dos casos de covid-19 na UE, realçou Piotr Kramarz, falando também numa “mortalidade ligeiramente mais elevada e maior gravidade da doença”.

Dados do ECDC revelam que as mutações identificadas na África do Sul e no Brasil também se estão a propagar pela UE, mas ainda assim “em muito menor escala”.

“Há muitas variantes deste vírus – é um vírus mutante -, mas estas três designámos como variantes preocupantes por serem mais transmissíveis e mais graves”, contextualiza Piotr Kramarz.

A justificar os aumentos acentuados das infeções de covid-19 nas últimas semanas está também, de acordo com o especialista, uma menor adesão por parte dos cidadãos às medidas restritivas em vigor.

“As pessoas estão em geral, onde quer que olhemos, com a chamada fadiga pandémica. As pessoas estão cansadas de todas as medidas restritivas e há cada vez menos cumprimento e isto provavelmente também contribui para a situação que vemos agora”, adiantou o responsável.

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