Covid-19: França mantém-se acima dos 40 mil contágios diários

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França mantém-se acima dos 40 mil contágios diários de covid-19 e registou 190 mortes associados à doença, tendo aumentado a pressão hospitalar, já muito alta.

O país registou um novo aumento no número de hospitalizados, que são já 27.259, e de pacientes internados nos cuidados intensivos (4.791), de acordo com dados divulgados ontem à noite pelas autoridades de saúde francesas.

A nível nacional, a ocupação de camas de unidades de cuidados intensivos é de 94,2%, sendo que na região de Paris esse número atinge os 124%.

Até ontem, França registou nas últimas 24 horas 42.619 novos casos, para um total de 4,508 milhões de contágios, e 190 mortes em hospitais, elevando o número total de óbitos para 94.465.

A taxa de incidência a nível nacional é de 337 casos por 100 mil habitantes nos últimos sete dias, mas em Val-d’Oise, na região de Paris, atinge os 741,2 casos.

Tendo em conta o aumento dos números, o Governo francês decretou confinamento em 19 departamentos, que totalizam 35% da população total do país, estando outros 16 em “vigilância reforçada” e não estão descartadas medidas mais restritivas, caso a situação não melhore.

Na sexta-feira, o Governo francês anunciou que mais de 90 mil polícias iriam vigiar o cumprimento das restrições, que inclui a proibição de se sair das regiões confinadas.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.768.431 mortos no mundo, resultantes de mais de 126 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Mundial2022: Portugal empata a dois golos na Sérvia

A seleção portuguesa de futebol empatou hoje 2-2 com Sérvia, depois de chegar ao intervalo a vencer por 2-0, em encontro da segunda jornada do Grupo A europeu de apuramento para o Mundial de 2022, em Belgrado.

Diogo Jota marcou os dois primeiros golos do encontro, aos 11 e 36 minutos, para um total de cinco na seleção ‘AA’, em 11 jogos mas, na segunda parte, Aleksandar Mitrovic aos 46, e Filip Kostic aos 60, restabeleceram a igualdade.

No final do encontro Cristiano Ronaldo marcou um golo que o árbitro acabou por anular por supostamente não ter passado na totalidade a linha de golo (a verdade é que passou na totalidade).

Com este resultado, Sérvia e Portugal, que se tinham estreado na quarta-feira com triunfos, face a República da Irlanda (3-2) e Azerbaijão (1-0), respetivamente, repartem a liderança do agrupamento, com quatro pontos.

Próximo encontro de Portugal será diante do Luxemburgo que hoje venceu fora de casa a República da Irlanda por 0-1.

 

Com Agência Lusa.

Moçambique: Franceses informam que jihadistas já controlam Palma

Ataques em Cabo Delgado, Moçambique: Palma (onde está em construção um vasto projeto industrial de gás natural da empresa francesa Total) estará já sob controlo dos combatentes jihadistas – informa a cadeia TV5 Monde, com base na agência AFP. O mesmo indica o jornal Le Monde, com base na mesma fonte.

A cidade começou a ser atacada na quarta-feira, nos arredores de uma zona onde está em construção um grande projeto industrial (gás) da empresa francesa Total.

Carte du Mozambique localisant la province de Cabo Delgado
« Carte du Mozambique localisant la province de Cabo Delgado « 

Não há por agora balanço de vítimas mas os ataques na região foram assinalados e confirmados desde quarta-feira. 

Le Monde escreve em título: « Mozambique : des djihadistes prennent la ville de Palma, à proximité d’un projet gazier piloté par le groupe français Total ».

Já TV5 Monde escreve: « Attaque au Mozambique: Palma aux mains des jihadistes ».

Em Palma habitarão e trabalharão pessoas de diversas nacionalidades, incluindo portuguesas.

Em Portugal, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que um cidadão português resgatado em Palma, Moçambique, terá ferimentos “menos graves” do que inicialmente previsto e afirmou estar a acompanhar, com o Governo, o evoluir da situação.

 

Leia aqui uma reportagem da agência Lusa publicada há minutos pela agência portuguesa: 

REPORTAGEM: Moçambique/Ataques: Entre o desespero e a fuga, somam-se relatos do terror em Palma 

A tia de Arnaldo Júlio, 27 anos, foi degolada no ataque de quarta-feira a Palma, norte de Moçambique, conforme lhe relatou o tio, ao telefone, quase em tempo real.

« A minha esposa… degolaram-na agora, na machamba [horta] » – estas foram as últimas palavras que Arnaldo ouviu do familiar, que fugia e tentava esconder-se numa cova, pedindo ao sobrinho que não ligasse mais, com medo de que o telemóvel o denunciasse perante os insurgentes armados que passavam, ao invadir a vila.

Seguiu-se o corte nas comunicações móveis, que perdura até hoje, e Arnaldo não soube mais nada de dois tios, um residente na vila e outro contratado por uma das empresas que trabalham para o consórcio liderado pela petrolífera Total.

Arnaldo mora em Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, 250 quilómetros a sul de Palma e da península de Afungi.

Três dias após o ataque à sede de distrito ouve-se o tom de desespero por parte de quem tem familiares a residir na zona e a trabalhar para os projetos de gás de Cabo Delgado.

Arnaldo emociona-se quando diz que ainda esperava ver os seus familiares.

“A minha esperança é que eles voltem vivos para Pemba, principalmente o meu tio que viu a esposa a ser degolada. Não sei o que aconteceu com ele”, afirma.

A cova de que o tio lhe falou era um esconderijo previamente preparado pelo casal, uma medida de quem vive numa zona de risco.

O relato do jovem junta-se a outros retratos de terror ouvidos pela Lusa desde quarta-feira.

Um residente que fugiu de Palma, juntamente com outros, disse na sexta-feira que são visíveis corpos de adultos e crianças assassinados nas ruas da sede de distrito.

Segundo o seu relato, ele e outras pessoas foram avançando às escondidas, de rua em rua, evitando as zonas onde se ouvia tiroteio, para assim saírem do perímetro de Palma, chegando a Quitunda, aldeia construída de raiz junto ao recinto do projeto de gás, na quinta-feira à tarde.

Um número incalculado de pessoas está desde quarta-feira a fugir para a península de Afungi.

Um grupo mais restrito, de cerca de 200 cidadãos de diferentes nacionalidades, refugiou-se no hotel Amarula, de onde muitos foram sendo resgatados por terra e mar para a área controlada pela petrolífera Total.

Uma das caravanas foi atacada na noite de sexta-feira e pelo menos sete pessoas morreram, mas fontes que acompanham as operações admitem que o número de baixas esteja subavaliado.

Houve ainda muitos feridos no incidente e um deles é um cidadão português, posteriormente transferido por via aérea de Afungi para Pemba.

O ataque desencadeado na quarta-feira e que hoje entrou no quarto dia é o mais grave junto aos projetos de gás após três anos e meio de insurgência armada à qual a sede de distrito tinha até agora sido poupada.

Fontes contactadas pela Lusa disseram que Palma continuou hoje ocupada por rebeldes armados, enquanto prosseguiam operações para evacuar a vila e também a zona dos projetos na península de Afungi.

O Ministério da Defesa moçambicano anunciou na manhã de quinta-feira que estava no terreno a reprimir a ofensiva rebelde, mas não voltou a dar mais informações.

A Lusa tem tentado desde quarta-feira obter esclarecimentos sobre a situação da por parte da petrolífera Total, mas não obteve resposta.

A violência que grassa desde outubro de 2017 está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados e mais de duas mil mortes.

Algumas das incursões foram reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI) entre junho de 2019 e novembro de 2020, mas a origem dos ataques continua sob debate.

Ouça esta crónica da Alfa, de Ricardo Figueira, no dia 25/03:

Tragédia e massacres num país irmão. Não esqueçamos Moçambique. Crónica

 

Covid-19/Portugal. 8 mortes e 344 novos casos nas últimas 24 horas

Covid-19: Portugal com oito mortes e 344 novos casos nas últimas 24 horas

Covid-19: Portugal com oito mortes e 344 novos casos nas últimas 24 horas

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email sharing buttonPortugal registou hoje oito mortes relacionadas com a covid-19 e 344 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico da DGS revela que estão internados 618 doentes (menos 51 do que na sexta-feira), o número mais baixo desde 26 de setembro, dia em que estavam internadas 615 pessoas.

Nos cuidados intensivos, Portugal tem hoje 148 doentes, menos sete em relação a sexta-feira, valor mais baixo desde 17 de outubro, dia em que estavam também internadas nestas unidades 148 pessoas.

Covid-19. Espanha exige teste PCR negativo na fronteira francesa, a partir de terça-feira

Covid-19. Espanha exige teste PCR negativo, feito no máximo 72 horas antes, nas fronteiras francesas, a partir de terça-feira.

A notícia foi divulgada hoje pelas autoridades espanholas e visa limitar os casos de contágios de Covid-19 durante a Semana Santa.

Nas fronteiras portuguesas, onde também há fortes restrições na circulação, medidas idênticas poderão ser aplicadas também neste período (ouça a entrevista à Rádio Alfa com Berta Nunes, secretária de Estado das Comunidades).

«Ils doivent avoir un test PCR (RT-PCR), un test TMA ou un autre type de test de diagnostic du SARS-CoV-2 basé sur des techniques moléculaires équivalentes, avec un résultat négatif, effectué dans les 72 heures précédant l’arrivée», indique le Journal officiel du gouvernement espagnol paru samedi, citado pela impensa francesa. 

As únicas exceções a estas medidas têm a ver com o transporte de mercadorias, os trabalhadores e residentes que vivem num raio de 30kg à volta do seu domicílio.

A Alemanha também declarou a França como zona de « Alto Risco » de infeção de Covid-19 e impõe já testes « aleatórios » nas fronteiras com o país vizinho.

Leia e ouça mais aqui: 

« Se possível adiem a ida a Portugal na Páscoa » – Berta Nunes (entrevista)

Filmes de Mulheres, cultura e política. Entrevistas. (Foto: Maria de Medeiros). No Passagem de Nível

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo 28 de Março. Excepcionalmente entre as 12h30 e as 14h00

Destaques: 

-A situação económica, política e social em Portugal e a resposta da Europa à pandemia da Covid-19.
Convidado: João Ferreira, Eurodeputado e membro da Comissão Política do PCP

-« 43ème édition du Festival International des Films de Femmes (FIFF) de Créteil », em edição digital, de 2 a 11 de Abril.


Convidadas:
Jackie Buet, directora do Festival

Maria de Medeiros, actriz e realizadora, que vai apresentar o seu mais recente filme “Aos nossos filhos”

-Livro: Un cargo pour les Açores, de Jean-Yves Loude, éditions Actes Sud

Apresentação e coordenação: Artur Silva

Covid-19/França. 897 mortos (303 hospitais em 24h e 594 em lares)

Covid-19: Morreram 897 pessoas em França (em 24 horas nos hospitais; nos lares, os óbitos são atualizados duas vezes por semana)

Covid-19: Morreram 897 pessoas nas últimas 24 horas em França

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Nas últimas 24 horas, a França registou 303 mortos nos hospitais e 594 nos lares, um número atualizado pelas autoridades sanitárias duas vezes por semana, fazendo com que o total de óbitos no país seja já de 94.275.

Os números da epidemia continuam a agravar-se em França com 41.869 novos casos registados desde quinta-feira, acumulando assim 4.465.956 casos positivos desde o início da pandemia, segundo os dados divulgados hoje pelas autoridades sanitárias gaulesas.

Este é o segundo dia consecutivo desde novembro em que o número de casos detetados se mantém acima dos 40 mil.

O problema que inquieta atualmente as autoridades francesas são as escolas, já que mais de 3200 turmas foram suspensas e há 138 escolas fechadas devido à covid-19, especialmente na região parisiense.

O ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer, anunciou hoje que os professores vão começar a ser vacinados até ao final de abril.

De forma a travar esta progressão no período da Páscoa, as autoridades francesas vão instalar controlos mais apertados a partir de hoje nas estradas, gares e aeroportos para assegurar que os habitantes só se estão a deslocar por razões essenciais.

Há atualmente 27.242 pessoas internadas nos hospitais devido ao vírus e 4.766 desses pacientes estão em unidades de cuidados intensivos, mais 57 do que na véspera.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.756.395 mortos no mundo, resultantes de mais de 125,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Covid-19. AICEP lança fornecedores para proteção individual de empresas portuguesas

COVID-19: AICEP lança novo diretório de fornecedores portugueses de EPI’s

“Novo diretório de fornecedores portugueses de EPI’s, integrado no microsite AICEP COVID 19. »

Face à procura global, sem precedentes, de equipamento de proteção individual (EPI’s) resultante da pandemia COVID-19, a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) lançou, recentemente, o microsite AICEP COVID 19 que integra um diretório de empresas portuguesas fornecedoras deste tipo de produtos.

Esta página apresenta, desta forma, a melhor oferta portuguesa certificada e capaz de fornecer qualquer serviço público ou privado.

Mais informações podem ser obtidas junto da Delegação da Aicep Portugal Global em Paris.

Covid-19/Portugal. 5 mortos (o mínimo desde outubro) e 488 infetados

Covid-19/Portugal. Cinco mortes (o mínimo desde outubro) e 488 infetados em 24 horas. 

O boletim diário da DGS/Portugal desta quarta-feira dá conta de 31.540 casos ativos, menos 408 do que na véspera, e de mais 891 recuperados. Há também menos 26 internados. 

Com efeito, o  boletim desta sexta-feira da Direção-Geral da Saúde (DGS) regista cinco óbitos e 488 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas.

No total, o país contabiliza 16.819 óbitos por covid-19 e 819.698 casos confirmados desde Março.

Recorde-se que Portugal está em confinamento rigoroso neste período da Páscoa com, designadamente, a proibição de circular entre concelhos, sem motivo válido, durante 11 dias – desde hoje até 05 de abril.

Ataques em Moçambique. Portugueses estão a salvo. Há tiroteios ainda em Palma

Portugueses no distrito de Palma, em Moçambique, estão a salvo

 

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Os portugueses que estão no distrito de Palma envolvidos nos projetos de gás do norte de Moçambique estão a salvo e em segurança, após o ataque armado contra a vila, disse hoje à agência Lusa fonte que acompanha a situação.

Pelo menos dois portugueses estavam em Palma quando grupos armados invadiram a sede de distrito na quarta-feira e refugiaram-se num hotel, juntamente com cerca de 200 pessoas de várias nacionalidades, referiu.

A vila acolhe várias empresas e pessoal devido aos investimentos ali em curso, entre os quais o projeto de gás liderado pela Total o maior investimento privado atualmente em curso em África, da ordem dos 20 mil milhões de euros.

Entretanto, através de transportes por via aérea e por mar, as pessoas têm sido resgatadas para o recinto do projeto de gás, na península de Afungi, sete quilómetros a sul de Palma e onde trabalham, pelo menos, cerca de 30 outros portugueses envolvidos em diversos serviços do projeto.

No recinto de Afungi a situação tem sido sempre segura e a zona não foi atingida pela investida de rebeldes, disse a mesma fonte, salientando que o complexo tem beneficiado inclusivamente de reforço de segurança de forças moçambicanas desde há várias semanas – conforme anunciado pelo Governo e pela petrolífera Total que lidera o projeto.

Apesar das tentativas, a Lusa ainda não conseguiu obter informações por parte da Total.

O recinto de vários hectares é uma espécie de pequena cidade com estaleiros, alojamentos e escritórios em módulos, com capacidade para albergar centenas de pessoas, com o seu próprio aeródromo e cais marítimo.

Algumas áreas, já visitadas pela Lusa em 2020, incluem torres de segurança entre vedações de arame farpado.

Ao lado está situada a nova vila de reassentamento de Quitunda, para onde foram transferidos residentes nas aldeias que estavam dentro da área do projeto.

Esta aldeia, bem como a península de Afungi, estão desde quarta-feira a atrair milhares de residentes de Palma que buscam refúgio seguro dos ataques.

Diferentes fontes disseram à Lusa que hoje de manhã continuavam a ouvir-se disparos na rua central da localidade, via onde estão situados os bancos e os principais estabelecimentos comerciais.

Ao mesmo tempo, as mesmas fontes referiram que diferentes ramos das Forças de Defesa e Segurança (FDS) estão a conduzir reforços para a região.

Contactada pela Lusa, fonte oficial do Ministério da Defesa remeteu para mais tarde eventuais atualizações sobre a situação.

Os serviços de comunicações móveis continuam cortados em Palma e ainda não há informação sobre vítimas ou danos causados pelo ataque, o mais grave junto aos projetos de gás após três anos e meio de insurgência armada.

A violência está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados e mais de duas mil mortes.

Algumas das incursões foram reivindicadas pelo EI entre junho de 2019 e novembro de 2020, mas a origem dos ataques continua sob debate.

Tragédia e massacres num país irmão. Não esqueçamos Moçambique. Crónica