« Se possível adiem a ida a Portugal na Páscoa » – Berta Nunes (entrevista)

Devido às medidas muito restritivas que estarão em vigor – e serão reforçadas – em Portugal durante o todo o período da Páscoa, a secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, aconselha os portugueses que residem fora de Portugal a – « se possível » adiarem a viagem a Portugal nesse período.

Em entrevista exclusiva à Rádio Alfa, Berta Nunes evoca as restrições importantes impostas à circulação em todo o país durante toda a semana da Páscoa, diz que as reuniões de família e de amigos são proibidas e fala na necessidade de testes negativos sobre o covid, o que eventualmente colocará ainda dificuldades suplementares aos portugueses nas fonteiras terrestres com Espanha e nos aeroportos.

Na entrevista à Rádio Alfa, Berta Nunes, fala ainda sobre o « certificado verde », em estudo para circular nos próximos meses na Europa, e na situação – « que está a ser acompanhada » – dos desempregados portugueses que trabalham no setor da hotelaria em Lourdes, em França.

Ouça aqui a entrevista de Berta Nunes ao jornalista da Alfa, Ricardo José, realizada na tarde de quarta-feira, 24:

 

Jornalista Ricardo José:

Leia aqui mais informações sobre a circulação em Portugal durante estes 11 dias de « exceção » na Páscoa:

Páscoa. Turistas e emigrantes com reservas em hotéis podem circular em Portugal

Turistas estrangeiros ou emigrantes podem deslocar-se entre concelhos para irem aos hotéis durante a semana da Páscoa. Cidadãos residentes em Portugal estão proibidos – informa o jornal Expresso.

Secretária de Estado do Turismo esclarece dúvidas levantadas pela associação  Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) sobre regras para alojamentos e restaurantes com o plano de desconfinamento.

Por exemplo, restrições de circulação entre concelhos não se aplicam aos portugueses que se queiram deslocar às regiões autónomas da Madeira e dos Açores, informa o jornal.

« Estrangeiros, emigrantes ou residentes na Madeira e nos Açores poderão, no período da Páscoa, circular entre concelhos no continente português para se deslocarem a hotéis ou estabelecimentos de alojamento local onde tenham feito reserva, mas esta regra não se aplica aos portugueses com residência no território nacional », escreve o Jornal.

 

 

Manuel do Nascimento e a Batalha de la Lys. “O 9 de Abril de 1918 foi um desastre?”. Crónica

O escritor Manuel do Nascimento edita um novo livro sobre participação portuguesa na I Guerra Mundial, no norte da França, designadamente na  Batalha de La Lys, desta vez com o título “O 9 de Abril de 1918 foi um desastre?” (com prefácio do General Joaquim Chito Rodrigues).

Um livro esclarecedor e que se impunha e que aqui defende Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal. 

Crónica para ouvir na Rádio Alfa, na quinta-feira, 25, às 2h30 – 5h45 – 6h45 – 10h30 – 13h15 – 16h15 – 20h00.

Ou aqui:

Cronista Carlos Pereira:

 

 

Telma Monteiro e Miguel Oliveira são os atletas do ano em Portugal

A judoca Telma Monteiro e o piloto Miguel Oliveira foram hoje distinguidos com o galardão de atletas portugueses do ano 2020, pela Confederação do Desporto de Portugal (CDP), na cerimónia que decorreu no Estádio Nacional, em Oeiras.

Telma Monteiro, de 35 anos, medalha de bronze no Rio2016, venceu pela quinta vez o galardão, repetindo os êxitos de 2010, 2011, 2014 e 2016, após ter conquistado a medalha de prata nos Europeus de 2020, naquela que foi a sua 14.ª subida ao pódio em competições continentais.

Aos 26 anos, Miguel Oliveira recebeu pela quarta vez esta distinção, tal como em 2015, 2017 e 2018, depois de se ter tornado no primeiro português a vencer corridas no Mundial de MotoGP, com os triunfos na Áustria e em Portimão.

Miguel Oliveira impôs-se ao canoísta Fernando Pimenta, vencedor do galardão em 2016, que no ano passado chegou às 100 medalhas internacionais, ao ciclista João Almeida, que andou 15 dias na liderança da Volta a Itália e terminou a prova italiana em quarto, ao piloto Filipe Albuquerque, que conquistou o Mundial de resistência, e ao futebolista Cristiano Ronaldo, campeão italiano pela Juventus.

Já Telma Monteiro bateu Auriol Dongmo, que, em 2020, se qualificou para os Jogos Olímpicos, ao bater sucessivamente os recordes nacionais do lançamento do peso, especialidade na qual conquistou o título europeu em pista coberta, já em 2021, a ginasta Filipa Martins, também apurada para Tóquio2020 e distinguida em 2015, a ciclista Maria Martins, medalhada nos Europeus de pista, e a canoísta Joana Vasconcelos, que venceu a Taça do Mundo de Szeged.

Os vencedores foram eleitos através de uma votação pública, depois de a lista de finalistas ter sido definida por um júri de figuras ligadas ao desporto, com base nas nomeações das federações desportivas.

Este ano foram apenas galardoados os Atletas do Ano femininos e masculinos, ‘caindo’ os galardões para melhor treinador, melhor equipa e jovem promessa, sem que seja também realizada a tradicional Gala da CDP, devido à pandemia de covid-19.

 

Com Agência Lusa.

Encenador Tiago Rodrigues estreia « O cerejal » no Festival de Avignon com Isabelle Huppert

O diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II, Tiago Rodrigues, estreia a peça « O cerejal », de Anton Tchékhon na 75ª edição do Festival de Avignon, a decorrer nesta cidade francesa de 05 a 25 de julho, anunciou hoje a organização do certame.

A peça será protagonizada pela atriz francesa Isabelle Huppert, e conta com interpretações dos portugueses Isabel Abreu, Hélder Azevedo e a cantora e música Manuela Azevedo, num elenco que totaliza 11 atores e dois músicos, e que conta com composições de Hélder Gonçalves.

Com estreia a 05 de julho, a peça, uma coprodução do Teatro Nacional D. Maria II com o festival, será apresentada no Cour d’Honneur do Palais des Papes, um dos mais importantes dos espaços históricos da cidade e do Festival.

O anúncio da estreia foi feito hoje pelo Festival d’Avignon, numa conferência de imprensa realizada ‘online’.

 

Com Agência Lusa.

Lucro da RTP mais do que triplica em 2020 para 3,08 milhões de euros

O lucro da RTP mais que triplicou em 2020 face ao ano anterior, para 3,08 milhões de euros, o que mostra « a capacidade de execução da empresa », disse hoje à Lusa o presidente cessante, Gonçalo Reis.

Em 2019 a RTP tinha registado um resultado líquido de 903 mil euros.

« Os resultados de 2020 são robustos », afirmou Gonçalo Reis, que sublinhou « o relevante percurso dos últimos seis anos da RTP, que foi sempre de resultados económicos positivos e de controlo absoluto da dívida ».

No ano passado, as receitas globais da RTP somaram 219,9 milhões de euros, valor igual ao de 2019, com a contribuição para o audiovisual a a representar 180,6 milhões de euros (+0,8%).

As receitas de publicidade cresceram 1,7% para para 19 milhões de euros, o que para o presidente cessante é « particularmente significativo no contexto da pandemia ».

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) cresceu 18,3% para 18,3 milhões de euros.

O investimento aumentou 16,3% para 7,1 milhões de euros, enquanto a dívida bancária diminuiu 1,4% para 93,5 milhões de euros.

Gonçalo Reis, que assumiu a presidência da RTP em 2015, terminou o seu segundo mandato à frente da empresa no final do ano passado.

O gestor salientou que « nos últimos seis anos a RTP foi inovadora e teve contas certas », apontando que a empresa pública alargou serviços, lançou os arquivos históricos ‘online’, alargou a oferta dos seus canais na TDT, reforçou no digital, bem como também aumentou o apoio ao cinema.

« Fizemos tudo isso com resultados positivos », sublinhou o presidente cessante da RTP.

Relativamente a 2020, destacou que, apesar de ser o ano da pandemia, a RTP arrancou com o ensino à distância #EstudoEmCasa, lançou a iniciativa RTP Palco no digital, bem como o programa de apoio à tesouraria dos produtores independentes e reforçou o apoio ao cinema, e « mesmo assim conseguiu resultados positivos », sublinhou.

« Melhorámos em todas as dimensões », reforçou o gestor, salientando que o investimento no ano passado cresceu e que a dívida diminuiu, sendo que esta última também recuou « em comparação com 2015 ».

« Entrego uma RTP com menor dívida do que quando a recebi », rematou.

No ano passado, do lado dos custos, a pandemia implicou restrições extraordinárias que levaram a reduções na grelha de 2,3%, para 73,7 milhões de euros, e nos serviços externos, que recuaram 4,3% para 37,4 milhões de euros.

Os custos com pessoal aumentaram 0,5% para 87,6 milhões de euros.

De acordo com a empresa, os resultados líquidos positivos vão permitir o reforço dos capitais próprios, contribuindo para a melhoria do balanço da RTP.

 

Com Agência Lusa.

Covid-19/Portugal. 11 mortos e 575 infetados em 24h

Covid-19. 11 mortes e 575 infetados em 24 horas – último relatório da DGS/Portugal.

 

O boletim da DGS desta quarta-feira dá conta de 32.144 casos ativos, menos 188 do que na véspera. Há também menos 31 internados e mais 752 recuperados.

 

Trata-se de um número de óbitos ligeiramente acima do de terça-feira (11) e dentro da média dos últimos sete dias (11,9).

Quanto aos novos casos, estão acima dos valores da véspera (434).

Comunidades na Europa alertam para risco de exploração laboral de novos emigrantes

O Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa (CRCPE) alertou hoje o Governo para o risco de exploração laboral dos portugueses que estão a pensar emigrar como resposta à crise provocada pela pandemia e defendeu mais informação.

Numa carta dirigida à secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, o presidente do CRCPE, Pedro Rupio, chama a atenção para a nova crise económica e social provocada pela covid-19 e que “leva muitos compatriotas a refletirem na hipótese de emigrarem à procura de melhores condições de vida”.

O CRCPE “é confrontado diariamente com esta realidade que, embora não seja nova, tem ganhado maior relevância por causa da crise que estamos a viver”.

Segundo a missiva assinada por Pedro Rupio, a que a Lusa teve acesso, verifica-se nas redes sociais “um acréscimo significativo de residentes em Portugal que procuram oportunidades de trabalho em vários países da Europa”.

Por esta razão, o Conselho teme que “essa situação possa levar à exploração laboral de compatriotas por grupos de engajadores de mão-de-obra barata”.

O CRCPE recomenda ao Governo português o desenvolvimento de “campanhas de informação, tanto nas comunidades portuguesas como em Portugal, de forma a informar exaustivamente todas e todos que procuram emigrar a breve prazo, com o objetivo de evitar que estes se encontrem, no estrangeiro, em situações de extrema precariedade”.

“Os Gabinetes de Apoio ao Emigrante, as redes sociais e a comunicação social são meios que poderiam ser utilizados no âmbito da referida campanha de informação a fim de promover uma melhor preparação daqueles que tencionam expatriar-se”, prossegue, na carta.

O Conselho recomenda ainda “a atualização de brochuras informativas já existentes com informação específica” à pandemia, bem como “um aperfeiçoamento do conteúdo com informações mais sucintas e de fácil compreensão”.

 

Com Agência Lusa.

Covid-19/Brasil. Mais de 3.000 mortes diárias. Recorde trágico batido

Covid-19: Brasil bate mais um recorde trágico e ultrapassa 3.000 mortes diárias

 

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email sharing buttonO Brasil teve hoje o seu dia mais trágico desde o início da pandemia, após ter ultrapassado, pela primeira vez, os três mil mortos (3.251) devido à covid-19 num único dia, informou o executivo.

No total, a nação sul-americana perdeu 298.676 vidas desde fevereiro do ano passado, mês em que a covid-19 chegou ao país, segundo dados do último boletim epidemiológico difundido pelo Ministério da Saúde.

O recorde anterior de mortes havia sido alcançado na última terça-feira, quando foram registados 2.841 óbitos em 24 horas.

Em relação ao número de infeções, foram contabilizados 82.493 casos positivos entre segunda-feira e hoje, num total de 12.130.019 diagnósticos de covid-19 em solo brasileiro.

Hoje, à semelhança do que tem acontecido nos últimos dias, o Brasil é, de longe, o país com maior número de vítimas mortais e de novos casos em 24 horas, bem abaixo dos Estados Unidos.

Estes números confirmam o Brasil como o país com mais mortes e infeções pelo novo coronavírus acumulados na última semana, em todo o mundo, sendo a segunda nação com maior número total de óbitos e infeções, apenas atrás dos Estados Unidos.

Naquele que é o momento mais critico da pandemia no Brasil, a taxa de incidência da doença no país subiu hoje para 142 mortes e 5.772 casos por 100 mil habitantes, segundo a tutela da Saúde.

São Paulo continua a ser o foco da pandemia no país, ao ser responsável por 2.332.043 casos e 68.623 mortes do país. Aquele que é o Estado mais rico e populoso do Brasil, com 46 milhões de habitantes, registou hoje um recorde de 1.021 vítimas mortais em 24 horas.

O último recorde em São Paulo havia sido registado na terça-feira passada, momento em que 679 óbitos foram contabilizados em 24 horas.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.732.899 mortos no mundo, resultantes de cerca de 123,6 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os cuidados a ter com mais uma Páscoa que não será normal em Portugal. Crónica

Covid-19. Os muitos cuidados a ter para uma Páscoa que, mais uma vez, não será normal em Portugal.

Será uma Páscoa sem festas nem almoços de família, sem procissões, com muitas regras a cumprir e com… a GNR em campo.

Crónica de Daniel Ribeiro para ouvir na Rádio Alfa, na quarta-feira, 24, às 2h30 – 5h45 – 6h45 – 10h30 – 13h15 – 16h15 – 20h00.

Ou aqui:

João Almeida sobe a líder da Volta à Catalunha após ‘crono’ da segunda etapa

O português João Almeida (Deceuninck-QuickStep) subiu hoje à liderança da geral individual da Volta à Catalunha em bicicleta, ao ser terceiro no contrarrelógio da segunda etapa, ganha pelo australiano Rohan Dennis (INEOS).

Com um tempo de 22.27 minutos, necessários para cumprir os 18,5 quilómetros em Banyoles, Dennis venceu o ‘crono’, à frente de dois homens da Deceuninck-QuickStep: o francês Rémi Cavagna, segundo, a cinco segundos, e Almeida, a 28.

Nas contas da geral individual, o ciclista luso ocupa agora o primeiro lugar, com menos de um segundo de vantagem para o norte-americano Brandon McNulty (UAE Emirates), segundo, e três segundos para o espanhol Luis León Sánchez (Astana), terceiro colocado.

Depois de ter sido 27.º na primeira etapa, o português, de 22 anos, prossegue a boa forma numa temporada de 2021 em que acabou a Volta aos Emirados Árabes Unidos em terceiro e o Tirreno-Adriático em sexto, depois de em 2020 ter liderado a Volta a Itália durante 15 dias.

O contrarrelógio, em que o português fez o terceiro ‘top 10’ na especialidade só este ano, fez a primeira seleção entre favoritos à vitória final, colocando Almeida na frente, mas também ‘consagrou’ um grande tempo de Rohan Dennis, que não vencia desde os Mundiais de 2019, então o segundo título seguido na especialidade.

“Estou aliviado. Passou muito tempo entre vitórias, tem sido difícil. Mas é ótimo voltar a estar no topo, é fantástico. A equipa sempre apoiou e acreditou que podia fazê-lo”, explicou, após ver confirmado o triunfo, 545 dias depois do último, e o primeiro com a INEOS.

Na quarta-feira, a terceira etapa liga o canal olímpico de Castelldefels à estância de esqui Vallter2000, que encerra uma tirada de 203,1 quilómetros com uma ascensão de categoria especial, o primeiro teste à liderança de Almeida.

 

Com Agência Lusa.