Covid-19/França. Mais 379 mortos em 24h. Vacina AstraZeneca alargada até aos 75 anos
Covid-19: Franca regista 379 mortos nas últimas 24 horas. Pessoas até 75 anos, com comorbidades, vão afinal ser vacinados em França com a AstraZeneca, anunciou o ministro da Saúde, o que vai permitir vacinar de imediato muito pais gente num país onde a pandemia continua a progredir.
O mesmo período, foram internados mais 150 doentes, num total de 25.430 que ingressaram em hospitais desde o começo do surto. Registaram-se ainda 52 ingressos em unidades de cuidados intensivos, com agora um total de 3.544 internados em estado grave.
O número de infetados entre domingo e segunda-feira fixou-se nos 4.703, uma significativa queda que sucede todas as segundas-feiras devido ao encerramento de laboratórios na véspera.
Entretanto, o Presidente francês Emmanuel Macron considerou serem ainda necessárias “quatro a seis semanas” antes de um abrandamento das restrições sanitárias, admitindo o próprio Governo um novo retrocesso em diversas regiões ameaçadas por um aumento da pandemia de Covid-19 devido às novas estirpes.
A França, confrontada com uma agravamento da pandemia, iniciou uma semana decisiva no combate ao covid-19. O Governo tenta evitar um terceiro confinamento generalizado, com designadamente confinamentos geográficos parciais e novas medidas restritivas em 20 departamentos, incluindo a região parisiense.
Benfica regressa às vitórias na receção ao Rio Ave
O Benfica venceu hoje o Rio Ave por 2-0, em jogo da 21ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Lisboa, regressando aos triunfos no campeonato.
No estádio da Luz, os ‘encarnados’ adiantaram-se no marcador aos 59 minutos, com um golo do suíço Seferovic, com Pizzi a ampliar a vantagem aos 78.
O Benfica regressou às vitórias no campeonato, depois de dois empates seguidos na prova, e está no quarto lugar, com 42 pontos, a 13 pontos do líder Sporting, a quarto do Sporting de Braga e a três do FC Porto, enquanto o Rio Ave somou a segunda derrota consecutiva e está em 10.º, com 22.
Resultados da 21ª jornada da I Liga de futebol:
– Sexta-feira, 26 fev:
Vitória de Guimarães – Boavista, 2-1 (1-1 ao intervalo)
– Sábado, 27 fev:
Famalicão – Farense, 0-0
Santa Clara – Paços de Ferreira, 3-0 (2-0)
FC Porto – Sporting, 0-0
– Domingo, 28 fev:
Portimonense – Marítimo, 0-0
Tondela – Gil Vicente, 1-0 (1-0)
Nacional – Sporting de Braga, 1-2 (0-2)
– Segunda-feira, 01 mar:
Benfica – Rio Ave, 2-0 (0-0)
Moreirense – Belenenses SAD, 2-2
Programa da 22ª jornada (Hora em Paris):
– Sexta-feira, 05 mar:
Paços de Ferreira – Nacional, 19:30
Sporting – Santa Clara, 21:45
– Sábado, 06 mar:
Portimonense – Tondela, 16:30
Gil Vicente – FC Porto, 19:00
Boavista – Famalicão, 20:30
– Domingo, 07 mar:
Marítimo – Moreirense, 18:30
Rio Ave – Farense, 21:00
– Segunda-feira, 08 mar:
Belenenses SAD – Benfica, 21:15
– Terça-feira, 09 mar:
Sporting de Braga – Vitória de Guimarães, 22:45
Com Agência Lusa.
Covid-19/Portugal. Todos os números a descer. 34 mortes, 394 novos casos
Covid-19. Em 24 horas: 34 mortes, 394 novos casos (o valor mais baixo desde setembro) e mais de 1000 recuperados em Portugal.
Os valores de hoje são semelhantes aos registados em outubro, no que respeita às mortes, quando foram notificados 33 óbitos no dia 29 desse mês e a setembro, no que se refere aos novos casos, com o registo de 388 a 08 de setembro.
Relativamente aos óbitos, o números têm vindo também a descer, tendo-se registado no passado sábado um valor igual ao de 29 de outubro (33).
O boletim da DGS revela que estão internados 2.167 doentes (mais dois do que no domingo), dos quais 469 em cuidados intensivos, menos 15.
Os dados divulgados hoje indicam ainda que 1.258 pessoas foram dadas como recuperadas, fazendo subir para 720.235 o número total de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.
Há 29 dias consecutivos que o número de recuperados supera o de novas infeções.
Os casos ativos continuam a descer em Portugal. Segundo o boletim da DGS desta segunda-feira, há 68.370, menos 898 do que na véspera
Ex-PR Nicolas Sarkozy condenado a três anos de prisão em França, 1 efetivo
O ex-Presidente francês Nicolas Sarkozy foi hoje condenado a três anos de prisão por corrupção e tráfico de influências, tornando-se o segundo chefe de Estado condenado em França, após Jacques Chirac em 2011.
O ex-Presidente francês foi condenado a um ano de prisão efetiva e dois anos com pena suspensa.
Sarkozy, que esteve presente na audiência, não irá, no entanto, para a prisão, já que o tribunal o autorizou a ficar detido em casa com uma pulseira eletrónica.
O político de 66 anos, que foi Presidente de 2007 a 2012, foi condenado por ter tentado ilegalmente obter informações de um magistrado em 2014 sobre uma ação judicial em que estava envolvido, no que ficou conhecido como o chamado “casos das escutas”.
O tribunal de Paris baseou-se em escutas telefónicas que, segundo julgou, revelaram um “pacto de corrupção” entre ele, o seu advogado e um magistrado. Todos foram condenados à mesma pena – três anos de prisão, dos quais um efetivo.
Todos podem agora recorrer da sentença.
« Saison France-Portugal ». Os dois países vão estar mais próximos do que nunca?
Em 2022, Portugal e França estarão muito mais próximos do que estão hoje. Temporada cruzada cultural França-Portugal entra na fase final da programação e inclui cultura, claro, em todas as suas vertentes, da popular à erudita, integrando também gastronomia, turismo e desporto – num total de 68 projetos conjuntos, que decorrerão durante vários meses em França e Portugal – a partir de fevereiro de 2022. Esta semana decorre um “plenário” para começar a escolher os projetos.
Ouça aqui a crónica de hoje de João Pinharanda, diretor do Instituto Camões em Paris:
A “saison”, como será conhecida em França, terá, segundo os textos oficiais dos Governos de Paris e de Lisboa, “uma programação comum pluridisciplinar, que irrigará os territórios dos dois países, nas áreas da cultura, da educação, da economia, do desporto e do turismo, a temporada cruzada será um elemento motor da aproximação entre as duas sociedades de ambos os países, em particular, a juventude”.

Covid:19/Um ano: Portugal vai comprar cerca de 38 milhões de vacinas
Covid:19/Um ano: Portugal vai comprar cerca de 38 milhões de vacinas
“Temos neste momento em processo de contratação de qualquer coisa como 38 milhões de vacinas”, avançou Marta Temido em entrevista à agência Lusa, a propósito de um ano sobre o aparecimento dos primeiros dois casos de infeção pelo novo coronavírus em Portugal, a 02 de março de 2020.
Um número de vacinas que é, referiu a ministra, “muito mais do que aquilo que serão as necessidades para a vacinação integral da população portuguesa” e que permite garantir apoio a outros países.
“Se alguma coisa esta pandemia nos ensinou foi que só quando todos estiverem a salvo, cada um de nós estará a salvo”, afirmou.
Relativamente à proposta do coordenador do plano de vacinação contra a covid-19, Gouveia e Melo, de adiar a toma da segunda dose da vacina para permitir vacinar mais 200 mil pessoas até final de março, Marta Temido adiantou que “essa alteração técnica está a ser desenhada e entrará em vigor tão breve quanto sejam as novas vacinações”, dado que esta medida não atinge quem foi vacinado e já tem a segunda administração marcada.
“Não é não tomar a segunda dose ou sequer ultrapassar” o intervalo definido nos ensaios clínicos, é apenas uma questão de gestão de quantidades e de poder “proteger mais pessoas, mais depressa, garantindo que os objetivos” propostos são alcançados.
« A Direção Geral da Saúde, o infarmed e a ‘task force’ para a vacinação analisaram a possibilidade de um maior espaçamento entre doses e consideram que essa possibilidade é tecnicamente adequada mantendo as recomendações daquilo que são as caraterísticas do medicamento », disse.
Desde 27 de dezembro, já foram administradas mais de 860 mil doses de vacinas em Portugal. « Ter 70% da população vacinada no final do verão continua a ser o objetivo », disse, admitindo, contudo, ser “um objetivo ambicioso »: “Sabemos que vamos ter que acompanhar o processo com cuidado e com disponibilidade para ajustamentos”.
Quanto aos testes à covid-19, afirmou que já foram realizados 8,1 milhões, o que coloca Portugal entre “os países que mais testa na União Europeia”.
A estratégia de testagem mudou e todos os contactos fazem agora um teste, independentemente do nível de risco, permitindo alargar o universo de testados.
Por outro lado, num cenário de desconfinamento, como está a ser planeado, haverá “um momento prévio” que envolverá uma testagem de pessoas que trabalham em “atividades mais expostas”.
“Não vamos andar a fazer testes em dez milhões de portugueses de 15 em 15 dias. Não haveria testes, nem meios humanos, nem meios financeiros e seria um desperdício”, mas haverá uma aferição baseada em “critérios técnicos, critérios de razoabilidade” baseados na evidência que já existe sobre outras estratégias de testagem noutros países.
O que se pretende, explicou, é que antes do início de determinadas atividades se garantam campanhas de rastreio e que setores da atividade industrial, comercial, cultural possam ter a prática de testagem interiorizada da mesma forma que se fazem, por exemplo, exames médicos periódicos em termos de saúde ocupacional ou da saúde no trabalho.
Também em determinadas atividades da responsabilidade do Estado, como a Educação, haverá testes no regresso à atividade presencial, que serão depois feitos regularmente.
A adesão social à testagem também “é absolutamente fundamental”.
“Sabendo nós que há muitas variantes a surgir o teste tem esse valor de em cada momento perceber como é que está a transmissão e até detetar novas variantes que possam ser mais agressivas”, vincou.
Questionada sobre o investimento feito em testes, a ministra afirmou: “muito”, lembrando que o SNS já realizou milhões de testes que no início custavam quase 100 euros cada um.
“Foi uma despesa significativa em termos de capacidade laboratorial do país”, disse, sublinhando que só o SNS investiu cerca de oito milhões de euros na melhoria dos seus laboratórios, não contando com reagentes, nem com os recursos humanos.


