Covid-19. Mistério? Porque diminuem as infeções noutros países e não em França? Análise

O mistério das contaminações elevadas com Covid-19 em França quando elas diminuem de forma constante e sensivel na grande maioria dos países vizinhos e de outros de dimensão comparável à França.

Análise do economista e professor em SciencesPo, Pascal de Lima. 

Há, neste caso, um problema e um Governo Mundial teria resolvido este estranho problema franco-francês… 

Crónica para ouvir na Rádio Alfa, na terça-feira, 02, às  2h30 – 5h45 – 6h45 – 10h30 – 13h15 – 16h15 – 20h00

Pascal de Lima, último livro editado em França: 

 

Covid-19/França. Novas infeções mantêm-se altas no fim de semana. Restrições na fronteira com a Alemanha

Covid-19: Novos casos de contágio em França descem abaixo dos 20.000

 

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Alfa/com Lusa/AFPtwitter sharing button
email sharing buttonO número de novos casos diários de infeção com covid-19 registado neste domingo em França caiu ligeiramente abaixo de 20.000, num dia em que também houve menos mortes em hospitais, segundo as autoridades de saúde.

Em França, nas últimas 24 horas, registaram-se 19.952 novos casos de contaminação, fazendo subir o total para 3.755.968, desde o início da pandemia.

Os números de fim-de-semana tendem a ser menores, por causa do menor número de testes, mas mantém-se, de qualquer forma, a tendência de queda dos últimos dias, com 23.996 novos casos no sábado e 25.207 na sexta-feira.

Na quarta-feira, porém, houve um pico de 31.519 novos casos de infeção, o mais elevado número desde novembro.

O número de mortes com covid-19 também caiu para 122, após 186 óbitos no sábado e 286 na sexta-feira, totalizando 86.454 pessoas que perderam a vida com esta doença.

No que se refere à pressão sobre os hospitais, o número de doentes aumentou para 25.280, face aos 24.989 no sábado.

Da mesma forma, o número de pacientes em unidades de cuidados intensivos aumentou – mantendo a tendência de vários dias – para 3.492, 39 a mais do que no dia anterior.

Entre 15 e 20% da população francesa já está imunizada contra o novo coronavírus, segundo o diretor-geral de Saúde, Jérôme Salomon.

Em França, até hoje, 2.967.937 pessoas receberam pelo menos uma dose de vacina contra o novo coronavírus, para um universo de 67,4 milhões de pessoas, ou seja, cerca de 4,4% da população.

Fronteira com a Alemanha

Entretanto a França conseguiu concessões da Alemanha nas restrições nas fronteiras.

Covid-19: França consegue concessões da Alemanha nas restrições de fronteiras

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email sharing buttonCom efeito, a França conseguiu que a Alemanha faça algumas concessões para os seus trabalhadores transfronteiriços que poderiam ver a sua vida dificultada com o novo regime de restrições nas fronteiras que vigora a partir de terça-feira.

O secretário de Estado francês dos Negócios Estrangeiros, Clément Beaune, disse que os trabalhadores transfronteiriços do departamento de Moselle (cerca de 16.000 nesta região do centro do país) terão de fazer um teste ao novo coronavírus quando forem trabalhar na Alemanha, a cada 48 horas e não a cada 24 horas conforme anunciado originalmente.

Por outro lado, a esses trabalhadores bastará um resultado negativo no teste de antígeno, que é mais rápido e fácil de realizar, embora seja menos fiável.

“Conseguimos evitar o encerramento da fronteira e isso foi importante”, disse Beaune, que insistiu na ideia de “um enorme esforço” na coordenação com as autoridades alemãs.

A Alemanha tinha avisado que limitaria as entradas no seu território a partir de Moselle, obrigando à apresentação de um teste de covid-19 negativo, alegando que considera que este departamento territorial se encontra em situação de risco máximo devido ao elevado índice de incidência da doença e por causa do elevado nível de algumas estirpes de alto risco.

As restrições inicialmente anunciadas, mesmo para os trabalhadores transfronteiriços – um teste com resultado negativo feito no máximo 24 horas antes de cruzar a fronteira – são as mesmas já impostas pelos alemães às pessoas que vêm de outras regiões fronteiriças da Áustria e da República Checa para aqueles que também se encontrem em situação de risco máximo.

Questionado sobre o tratamento favorável que a França parece ter obtido para Moselle, Beaune disse que esperava que os alemães replicassem as mesmas regras com esses outros países também.

Em janeiro, Alemanha e França tinham anunciado uma política de fronteiras mais restritivas, sobretudo com países não pertencentes à União Europeia, mas admitiram regimes mais flexíveis nas suas fronteiras terrestres comuns.

A partir de 15 de março de 2020, e durante mais de dois meses, as fronteiras terrestres entre a França e a Alemanha ficaram fortemente condicionadas, embora ambos os governos insistissem na ideia de que elas não tinham sido fechadas, permitindo sempre a circulação de trabalhadores transfronteiriços e de transportes de mercadorias.

“Temos uma cooperação transfronteiriça muito ativa na sociedade, na economia, na educação, na cultura e também no campo da saúde. Queremos manter isso vivo na Europa”, concluíam os governadores regionais no comunicado de outubro do ano passado.

Liga/Resultados. Sporting de Braga vence na Madeira e ultrapassa FC Porto

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O Sporting de Braga aproveitou hoje da melhor forma o empate entre FC Porto e Sporting no clássico e subiu ao segundo lugar da I Liga de futebol, após vencer na Madeira o Nacional, por 2-1, na 21ª jornada.

Com a terceira vitória seguida no campeonato, os minhotos passaram a ter um ponto de vantagem sobre o FC Porto, que caiu para terceiro, e ficaram a nove do líder Sporting.

O Sporting de Braga chegou ao triunfo com golos do brasileiro Fransérgio, aos 25 minutos, e do espanhol Abel Ruiz, aos 29, ambos com a ‘ajuda’ do guarda-redes do Nacional, o italiano Riccardo Piscitelli. Os madeirenses ainda reduziram por Brayan Riascos, aos 69.

O Nacional sofreu a terceira derrota consecutiva e segue no 12.º lugar, com 21 pontos, dois acima da zona de despromoção.

Na luta pela manutenção, o Marítimo interrompeu uma série de seis derrotas consecutivas, ao empatar em casa do Portimonense (0-0), e igualou com 18 pontos o Boavista, que passou novamente a ter o estatuto de laterna-vermelha da competição.

Por seu lado, o Portimonense é 13.º posicionado, com 20 pontos.

O Tondela, que vinha de três derrotas nas últimas quatro jornadas, passou a respirar melhor depois de vencer em casa por 1-0 o Gil Vicente, que continua em situação difícil.

João Pedro, logo aos cinco minutos, de penálti, fez o único tento da partida, num lance em que o Gil Vicente passou a atuar com menos uma unidade, por expulsão de Rúben Fernandes, e colocou o Tondela no nono lugar, com 24 pontos.

Por seu lado, os gilistas estão no 15º lugar, com 19 pontos.

A 21ª jornada encerra na segunda-feira, com os jogos Benfica-Rio Ave e Moreirense-Belenenses SAD.

Resultados da 21ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 26 fev:

Vitória de Guimarães – Boavista, 2-1 (1-1 ao intervalo)

 

– Sábado, 27 fev:

Famalicão – Farense, 0-0

Santa Clara – Paços de Ferreira, 3-0 (2-0)

FC Porto – Sporting, 0-0

 

– Domingo, 28 fev:

Portimonense – Marítimo, 0-0

Tondela – Gil Vicente, 1-0 (1-0)

Nacional – Sporting de Braga, 1-2 (0-2)

 

– Segunda-feira, 01 mar:

Benfica – Rio Ave, 20:00

Moreirense – Belenenses SAD, 21:15

Covid-19/Portugal. 41 mortos e 718 infetados em 24h. Números continuam a baixar

Covid-19. 41 mortes e 718 novos infetados em Portugal. Mais 1.664 pessoas recuperaram nas últimas 24 horas.

Há 28 dias que o número de contágios por covid-19 está descer em Portugal. Boletim da DGS regista uma nova redução do número de contágios. Há menos 987 casos ativos face a sábado, totalizando 69.268.

 

Despacho da Lusa com base nos dados da DGS:

Portugal registou hoje 41 mortos relacionadas com a covid-19 e 718 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico da DGS revela também que estão internados 2.165 doentes (menos 15 do que no sábado), dos quais 484 em cuidados intensivos, menos oito.

Os dados divulgados hoje indicam ainda que 1.664 pessoas foram dadas como recuperadas, fazendo subir para 718.977 o número total de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

Há 28 dias consecutivos que o número de recuperados supera o de novas infeções.

Programação da Temporada Cruzada Portugal/França arranca esta semana. Crónica

Daqui a precisamente um ano, Portugal e França estarão muito mais próximos do que estão hoje.

Temporada cruzada cultural França-Portugal entra na fase final da programação e inclui cultura, claro, em todas as suas vertentes, integrando também gastronomia, turismo e desporto – num total de 68 projetos conjuntos, que decorrerão durante vários meses em França e Portugal a partir de fevereiro de 2022. Esta semana decorre um « plenário » para começar a escolher os projetos.

A « saison », como será conhecida em França, terá, segundo os textos oficiais dos Governos de Paris e de Lisboa, « uma programação comum pluridisciplinar, que irrigará os territórios dos dois países, nas áreas da cultura, da educação, da economia, do desporto e do turismo, a temporada cruzada será um elemento motor da aproximação entre as duas sociedades de ambos os países, em particular, a juventude ». 

 

Crónica de João Pinharanda, diretor do Instituto Camões em Paris e conselheiro cultural da embaixada de Portugal, para ouvir na Rádio Alfa, na segunda-feira, 01/03, às  2h30 – 5h45 – 6h45 – 10h30 – 13h15 – 16h15 – 20h00. 

 

Covid-19/França. Mais 23.996 infetados. PR Macron: Não a um confinamento geral

Covid-19: Novos casos continuam em França acima de 20.000 (23.996 infetados em 24 horas, registados até ontem sábado), mas o Presidente Emmanuel Macron acredita que com a vacinação, as medidas restritivas atuais e as temperaturas mais amenas da primavera a situação vai melhorar sensivelmente. E que não será necessário decretar um novo confinamento geral do país. 

 

Por Daniel Ribeiro/Alfa

 

A « maire » de Paris, Anne Hidalgo, desejou confinar a capital durante três semanas, mas foi criticada e chamada à atenção – e abandonou a ideia.

O Presidente e o Governo acreditam nas medidas atuais e apostam tudo numa melhoria da situação com as medidas muito restritivas atuais, a chegada das temperaturas mais quentes da primavera e no sucesso da campanha de vacinação.

O Presidente Emmanuel Macron tenta a todo o custo não voltar a confinar todo o país, apesar das infeções continuarem num planalto muito elevado, superior a 20 mil/dia.

Em França há um recolher obrigatório em todo o território das 18h às 6h e bares, museus, cinemas, teatros, ginásios e mesmo estações de esqui estão fechados. Restaurantes também estão encerrados e apenas funcionam em regime de « take-away ».

facebook sharing buttonForam introduzidas medidas ainda mais restritivas (confinamentos parciais) em locais com grande crescimento de infecções, como na Riviera (sudeste), incluindo Nice e Cannes, e também Dunquerque, no norte do hexágono, onde houve um grande crescimento no número de infecções (a taxa de transmissão é por vezes nestas zonas nove vezes superior à média do resto do país).

20 departamentos franceses foram declarados numa “situação muito preocupante » e, nessas zonas – que incluem o norte, o leste, o sudeste e a vasta região parisiense – , as « prefeituras » podem tomar medidas adicionais, mas a ideia de um re-confinamento nacional parece afastada, para já.

O grande problema atual no campo sanitário é a propagação das novas variantes do vírus, que atinge diversas regiões e preocupa os especialistas. Mas, mesmo assim, Macron quer evitar o confinamento geral, que seria muito impopular.

Com as vacinas em larga escala (se elas forem distribuídas nas datas previstas), a primavera, o aumento dos números de testes (incluindo nas escolas) e as medidas atuais ao nível nacional e local, o Presidente pensa que poderá chegar a meio da primavera com a situação sanitária muito mais controlada incluindo nos hospitais e que, na melhor das hipóteses, no verão « estará tudo sob controlo », segundo um conselheiro do Eliseu.

 

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Sporting empata no Dragão e mantém os 10 pontos sobre o FC Porto

O Sporting deu hoje mais um passo rumo ao título, ao empatar 0-0 em casa do FC Porto, em jogo da 21ª jornada da I Liga de futebol, conservando os 10 pontos de avanço para os ‘dragões’.

Os ‘leões’, que continuam sem perder na presente edição da Liga, mantêm a liderança da prova, agora com 55 pontos, mais 10 do que os ‘dragões’, segundos classificados.

A equipa ‘azul e branca’, campeã em título, pode perder o segundo posto ainda nesta jornada, caso o Sporting de Braga, terceiro, com 43, vença no domingo na Madeira, em casa do Nacional.

 

Resultados da 21ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 26 fev:

Vitória de Guimarães – Boavista, 2-1 (1-1 ao intervalo)

 

– Sábado, 27 fev:

Famalicão – Farense, 0-0

Santa Clara – Paços de Ferreira, 3-0 (2-0)

FC Porto – Sporting, 0-0

 

– Domingo, 28 fev:

Portimonense – Marítimo, 16:00

Tondela – Gil Vicente, 18:30

Nacional – Sporting de Braga, 21:00

 

– Segunda-feira, 01 mar:

Benfica – Rio Ave, 20:00

Moreirense – Belenenses SAD, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Esperança. Covid-19/Portugal. 33 mortos e 1.071 infetados em 24h

Covid-19: Portugal com 33 mortes e 1.071 casos de infeção nas últimas 24 horas – Boletim diário da DGS sinaliza uma nova redução do número de contágios e de mortos.
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Portugal registou hoje 33 mortos com a covid-19 e 1.071 novos casos de infeção com a meda doença, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico da DGS revela também que estão internados 2.180 doentes (menos 224 do que na sexta-feira), dos quais 492 em cuidados intensivos, menos 30.

Os dados divulgados hoje indicam ainda que 2.820 pessoas foram dadas como recuperadas, fazendo subir para 717.313 o número total de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

Há 27 dias consecutivos que o número de recuperados supera o de novas infeções.

O desespero de portugueses no Reino Unido, com quarentena e voos fechados. Covid

Com voos fechados e quarentena imposta, portugueses do Reino Unido procuram alternativas de regresso

Há quem procure regressar através de outros destinos como Espanha ou Itália, ou quem simplesmente espere pelo fim da quarentena obrigatória em hotéis imposta aos cidadãos portugueses. O desespero aumenta.

Portugal continua a ser um dos 33 países na « lista vermelha » do Reino Unido 

Melissa Real, tal como muitos portugueses de visita a Portugal, foi apanhada desprevenida pela introdução de quarentena controlada num quarto de hotel no regresso ao Reino Unido, por isso já pensa em alternativas.

“De momento, a ideia para podermos voltar será irmos passar um mês a outro país europeu que não tenha restrições fronteiriças, Itália ou Espanha, por exemplo, e voarmos a partir de lá, já que a quarentena de hotel, no que diz respeito a países europeus, só se aplica a Portugal”, disse à agência Lusa.

Esta programadora informática de 31 anos, residente em Londres, viajou com o companheiro para Portugal a 21 de Dezembro, já sob restrições reforçadas, e estava consciente do risco de serem endurecidas, mas o facto de ambos poderem continuar em teletrabalho permite alguma flexibilidade nos planos de regresso.

Acima de tudo, recusa-se a cumprir quarentena de dez dias num quarto de hotel designado pelo Governo, medida que foi introduzida em 15 de Fevereiro para pessoas que cheguem de Portugal, a qual teria de custear.

Os hóspedes têm de ficar sempre no quarto, com alguma pequenas pausas para fumar ou apanhar ar sob a vigilância de seguranças, o que já causou alguns protestos.

“Não, nem pensar. As 1750 libras (2020 euros) são por cabeça, nem sequer são por quarto, e a área para a qual voltaríamos, Gatwick, é simplesmente miserável. Ninguém merece pagar tanto para ficar preso no quarto a ser alimentado o que o hotel providenciar, tal qual recluso”, afirmou a lisboeta.

Melissa Real está disposta a esperar, mas Carlos Custódio, proprietário de uma escola de dança, começa a ficar ansioso com o regresso, porque o plano de desconfinamento anunciado pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, permite-lhe reabrir a actividade a 12 de Abril.

“Preciso de voltar para preparar as coisas, reunir com os meus empregados, fazer algumas obras. Já pensei ir até Espanha e ficar dez dias, e depois viajar, mas as fronteiras estão fechadas. Tenho uma pessoa que me podia levar de camião, mas é arriscado”, admite à Lusa.

Os camionistas são entre as poucas excepções de profissões que estão isentos de quarentena em hotel, mas as penalidades para as infracções às regras são pesadas.

Logo a 16 de Fevereiro, quatro passageiros foram multados em 10 mil libras (11,5 mil euros) no aeroporto de Birmingham por não terem declarado que viajaram de um país da “lista vermelha”, mas a sanção pode ir até dez anos de prisão.

De acordo com a força de segurança das fronteiras [Border Force], Paul Lincoln, só 1% das cerca de 15 mil chegadas internacionais ao Reino Unido actualmente têm de cumprir quarentena em hotel, ou seja, 150 pessoas por dia, disse na semana passada.

« Desproporcionado e injusto »

Portugal foi incluído na lista de 33 países sobretudo africanos e sul-americanos devido às relações com o Brasil, pois que o Reino Unido quer evitar a importação de pessoas infectadas com variantes com mutações do coronavírus que causa a covid-19.

A exigência de cumprir a quarentena num quarto de hotel vigiado aplica-se a quem tenha estado nos dez dias anteriores num destes países, pelo que fazer uma escala prolongada noutro país é uma opção em discussão por mais portugueses nas redes sociais.

Além de potencialmente poupar dinheiro, a vantagem é que, à chegada ao Reino Unido, poderiam cumprir quarentena no conforto da própria casa, que é também a preferência de Ana Rita Franco, actriz e gerente de uma escola de aulas de teatro musical.

“Tentei voltar antes [de começar a regra dos hotéis], mas os preços dos bilhetes aumentaram muito. Para mim, o custo é impossível”, alegou, ainda incerta sobre quando irá poder regressar para o apartamento onde continua a pagar renda.

O embaixador de Portugal no Reino Unido, Manuel Lobo Antunes, insurgiu-se contra o “enorme encargo financeiro” e considerou as medidas “desproporcionadas e injustas”, num artigo publicado na sexta-feira no jornal Daily Telegraph.

“A meu ver, submeter qualquer ser humano a um regime de quarentena extrema, sob vigilância de seguranças, por um período de dez dias, e às suas próprias custas, não é algo que deva ser considerado”, argumentou.

O diplomata mostra esperança que a melhoria da situação epidémica em Portugal nas últimas semanas permita a saída da “lista negra” e permitir aos viajantes portugueses e britânicos que cheguem ao Reino Unido vindos de Portugal cumprir quarentena “no calor e conforto das suas próprias casas”.

O Governo britânico diz que mantém esta medida sob “avaliação constante”, mas não tem prevista data para uma potencial alteração, seja para remover ou adicionar mais países à lista.

O ministro dos Transportes, Grant Shapps, disse que as as restrições às viagens internacionais deverão manter-se até 17 de Maio, dependendo as alterações de um estudo com medidas para mitigar os riscos que deverá estar pronto a 12 de Abril.

RTL/AFP. Qui est Ruben Amorim, l’étoile montante des entraîneurs portugais?

Qui est Ruben Amorim, l’étoile montante des entraîneurs portugais?

Qui est Ruben Amorim, l'étoile montante des entraîneurs portugais?

© BELGAIMAGE
RTL/com AFP:

C’est l’entraîneur qui monte au Portugal: après seulement deux années d’exercice comme technicien, le jeune Ruben Amorim (36 ans) réussit des débuts éclatants sur le banc du Sporting, qu’il a métamorphosé en leader invaincu du championnat avant d’affronter le tenant Porto samedi (21h30).

Quand il s’installe en mars 2020 sur le banc du Sporting Portugal, rien ne prédestine cet ancien international portugais à un succès aussi fulgurant, qui rappelle ceux de ses illustres collègues et compatriotes José Mourinho ou André Villas-Boas, devenus des stars des bancs de touche européens.

A l’époque, le club formateur de Cristiano Ronaldo se sépare de Jorge Silas et malgré ses difficultés financières, la direction de l’institution lisboète dépense 10 millions d’euros pour débaucher Amorim, alors en poste depuis trois mois seulement en équipe première à Braga après avoir exercé au sein de la réserve du club.

Le montant de l’opération propulse Amorim au rang de troisième entraineur le plus cher de l’histoire du football, derrière son compatriote Villas-Boas, recruté par Chelsea en 2011 pour 15 millions d’euros, et le Britannique Brendan Rodgers, arrivé à Leicester en 2019 pour 10,5 millions d’euros.

« Benfiquiste assumé »

Quand il rejoint le Sporting, Amorim n’a dirigé que treize rencontres dans l’élite, mais ce n’est pas ce qui inquiète le plus les supporters de son nouveau club. Lorsqu’il était joueur, il a porté le maillot du Benfica, son équipe de coeur et grand rival du Sporting.

« Une des choses qui m’a le plus effrayée, c’est quand il a signé au Sporting: il a été très contesté, il n’avait pas les diplômes, il a coûté 10 millions, c’était un benfiquiste assumé », confiait début février la mère de Ruben Amorim, Anabela Francisco, dans une interview à une radio portugaise.

« Nous avons choisi Ruben Amorim, parce qu’il est capable de valoriser les joueurs, notamment ceux de notre centre de formation », avait cependant fait valoir à l’époque le président du Sporting, Frederico Varandas.

Comme il l’avait fait à Braga, Amorim pioche dans la pépinière, très réputée mais négligée avant son arrivée, pour bâtir son groupe composés de joueurs expérimentés et d’Espoirs comme Pedro Gonçalves, actuel meilleur buteur du championnat avec 14 buts.

La formule a déjà porté ses fruits, puisque le Sporting a remporté la Coupe de la Ligue portugaise le mois dernier en domptant le FC Porto en demi-finale puis Braga en finale.

Calme et humilité

Le calme et l’humilité de Ruben Amorim tranchent avec les fortes personnalités et le palmarès de ses rivaux à Porto, Sérgio Conceiçao, et au Benfica, Jorge Jesus, dont les équipes sont plus à la peine cette saison en Primeira Liga.

Pour justifier ces performances poussives, Conceiçao évoque souvent le calendrier plus exigeant de son équipe, encore en lice en Ligue des champions avec un huitième retour mi-mars contre la Juventus (victoire 2-1 de Porto à l’aller), tandis que Jesus se plaint du Covid-19 qui l’a touché personnellement et a décimé son effectif.

Mais malgré les dix points qui séparent le Sporting du FC Porto, son premier poursuivant, Amorim refuse de se voir déjà en champion.

« Cet avantage ne veut rien dire, il n’y a pas longtemps j’ai vu que Liverpool, récent champion d’Europe (en 2019, ndlr) et d’Angleterre (en 2020), n’avait marqué que 9 points en 10 rencontres », rappelle-t-il.

Un succès samedi au stade du Dragon de Porto, qui serait une première pour le Sporting depuis 2016, serait un grand pas vers un 19e titre de champion, le premier pour le club lisboète depuis 2002. Et cela renforcerait encore la cote de Ruben Amorim, nouvelle étoile montante parmi les nombreux entraîneurs portugais à succès.