Morreu Georges Pernoud aos 73 anos

O jornalista e apresentador ‘histórico’ do programa ‘Thalassa’ « Magazine de la mer » na France 3, Georges Pernoud, morreu hoje aos 73 anos vítima de doença prolongada anunciou a família.

 

Foto.  PIERRE VERDY/AFP

 « Il est décédé dans un hôpital en région parisienne des suites d’une longue maladie » anunciou a sua filha Fanny Pernoud.

Georges Pernoud criou o «Thalassa –  magazine de la mer » em 1975 e foi apresentador entre 1980 e 2017, na France 3.

 

 

 

 

UE/Presidência: Portugal quer iniciar caminho para « verdadeira união europeia para a saúde » – MNE

UE/Presidência: Portugal quer iniciar caminho para « verdadeira união europeia para a saúde » – MNE

UE/Presidência: Portugal quer iniciar caminho para verdadeira união europeia para a saúde - MNE

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A presidência portuguesa da União Europeia (UE) dará “todo o seguimento” às propostas apresentadas pela Comissão Europeia para “iniciar o caminho em direção a uma verdadeira união europeia para a saúde”, declarou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Augusto Santos Silva, que falava na Conferência dos Presidentes da COSAC (Conferência dos Órgãos Especializados em Assuntos da União dos Parlamentos da União Europeia), a decorrer na Assembleia da República, reiterou que o mote da presidência portuguesa é “fazer”, ou seja, “contribuir para que a UE responda com políticas públicas adequadas à crise [pandémica] presente e às necessidades que os cidadãos europeus sentem”.

“O que aprendemos com a crise pandémica foi a necessidade de reforçar os instrumentos europeus em matéria de política de saúde e, por isso, a presidência portuguesa dará todo o seguimento às propostas já apresentadas pela Comissão Europeia para iniciar o caminho em direção a uma verdadeira união europeia para a saúde, designadamente começando por reforçar as competências do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças e da Agência Europeia do Medicamento”, destacou.

O chefe da diplomacia portuguesa enumerou, perante os presidentes das Comissões Parlamentares de Assuntos Europeus da União Europeia e representantes do Parlamento Europeu, as prioridades do ‘semestre português’, lembrando que Portugal tem como objetivo aprovar “a muita coisa” que há para aprovar de modo a que “os instrumentos fundamentais” para relançar a economia europeia – o Quadro Financeiro Plurianual e o Fundo de Recuperação – estejam no terreno no final da presidência.

“A recuperação económica tem de ser, ao mesmo tempo, uma transformação da economia europeia. A terceira grande prioridade é aquela que se dirige à transformação da economia europeia, assegurando o sucesso na dupla transição, a verde e a digital. Esperamos ver aprovada durante a nossa presidência a primeira Lei Europeia do Clima, esperamos ver iniciada durante a nossa presidência a discussão sobre o Ato dos Serviços Digitais e sobre o Ato dos Mercados Digitais”, enumerou.

“Esperamos ver concluída a reforma da Política Agrícola Comum, procuraremos dar todo o ênfase ao Ano Europeu da Ferrovia, à nova estratégia europeia das florestas, à nova estratégia para a década digital na Europa. Nós esperamos, portanto, que durante a nossa presidência progridam efetivamente a transição verde e digital das nossas sociedades”, vincou.

Lembrando que, nessa transição, a UE não quer deixar “ninguém para trás”, Santos Silva defendeu que “o valor acrescentado da presidência estará na ênfase do modelo social da UE”, assente no Pilar Social europeu.

“Não se trata de reformular novas estratégias, mas de colocá-las em prática. A presidência portuguesa procurará concluir o processo de aprovação do instrumento legislativo para a coordenação dos sistemas de segurança social e avançar sobre a diretiva sobre o salário mínimo, a garantia para a infância, e nas diferentes estratégias de promoção de igualdade”, completou.

Finalmente, o ministro dos Negócios Estrangeiros apontou o objetivo de manter a Europa aberta ao mundo, “ao mesmo tempo que reforça a sua autonomia”.

Augusto Santos Silva tinha iniciado a sua intervenção distinguindo a quarta presidência portuguesa da UE, que decorre entre 01 de janeiro e 30 de junho, das anteriores, notando que, em 2000, “era a hora de desenhar uma estratégia para a UE no horizonte de uma década” e que, em 2007, “a urgência era desbloquear o impacto que a União então vivia em torno das suas questões institucionais e da sua própria natureza”.

“Contribuímos para que esse impasse fosse superado com a aprovação do Tratado de Lisboa. Hoje, não precisamos de mexer na nossa arquitetura institucional, hoje não precisamos de desenhar novas estratégias ou tomar novas decisões de natureza estratégica. A nossa arquitetura institucional tem funcionado eficientemente”, sustentou.

André Ventura/Serpa. Um esqueleto no palco durante discurso do candidato do Chega

Um esqueleto durante discurso de André Ventura em Serpa. Candidatura fala em “boicote”.

NUNO VEIGA/LUSA

Alfa/com Lusa e Expresso

« Ao chegar ao Cineteatro de Serpa, onde iniciou a campanha para as presidenciais, o líder do Chega foi recebido por protestos de dezenas de pessoas, a maioria de etnia cigana e com cartazes antifascistas. “Vão trabalhar, trabalhar!”, limitou-se a gritar André Ventura, ladeado por seguranças. Depois aconteceu algo insólito durante o discurso no interior do Cineteatro » – escreve o Expresso

André Ventura falava este domingo em Serpa, Alentejo, no dia da abertura da campanha oficial para as presidenciais portuguesas, quando a cortina da boca de cena do Cineteatro da cidade alentejana se abriu e ficou visível um esqueleto atrás do candidato presidencial do Chega.

Fonte oficial da candidatura disse à agência Lusa que se tratou de “um boicote”, uma vez que aquele espaço cultural é gerido pela autarquia, liderada pela CDU.

À entrada, dezenas de pessoas, a maioria de etnia cigana e com cartazes antifascistas, manifestaram-se contra a presença de Ventura em Serpa. “Vão trabalhar, trabalhar!”, limitou-se a gritar André Ventura para eles, ladeado por seguranças.

Covid-19/França. Mais 151 mortos e 15.944 novas infeções em 24h

Covid-19: França com quase 16 mil novos casos e 151 mortos em 24 horas

Covid-19: França com quase 16 mil novos casos e 151 mortos em 24 horas

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França registou nas últimas 24 horas quase 16 mil novos casos de infeção por covid-19 e mais 151 mortos, de acordo com os dados divulgados ontem ao princípio da noite pela agência de saúde pública francesa.

Segundo os dados divulgados no ‘site’ da agência de saúde pública, desde sábado foram reportados mais 15.944 casos de infeção pelo novo coronavírus em França.

Desde o início da pandemia no país já foram infetadas 2.783.256 pessoas.

O total de óbitos desde o início da pandemia de covid-19 é de 67.750, sendo que 47.134 mortes ocorreram nos hospitais.

Nos últimos sete dias foram hospitalizadas 8.872 pessoas, incluindo 1.375 em Unidades de Cuidados Intensivos.

Ainda segundo as estatísticas diárias da covid-19 em França, a taxa de positividade dos testes de rastreio efetuados na última semana é de 6,5%.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.926.570 mortos resultantes de mais de 89 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 7.803 pessoas dos 483.689 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Covid-19. Vacinação pode favorecer retoma económica no verão de 2021. Análise

A pandemia de covid-19 e o que se pode prever sobre a retoma económica para  2021 na Europa e no mundo. Devido à vacinação, melhoria económica talvez depois do próximo verão…

Ouça a análise de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo, nesta terça-feira, 12, na Rádio Alfa – alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

Último livro de Pascal de Lima:

Manifestantes de etnia cigana e outros protestam contra Ventura em Serpa. Protestos contra le Pen também em Lisboa

Presidenciais: Campanha de Ventura arranca debaixo de protestos e insultos em Serpa e também em Lisboa, aqui contra a presença da líder nacionalista francesa, Marine le Pen em Portugal.

Presidenciais: Campanha de Ventura arranca debaixo de protestos e insultos em Serpa

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A única ação do primeiro dia oficial, hoje, de campanha presidencial do líder do Chega, André Ventura, um comício em Serpa, foi marcado por insultos ao candidato e protestos veementes por parte de populares, a maioria de etnia cigana – relata a agência Lusa.

O deputado único do recém-formado partido da extrema-direita parlamentar tem visado esta comunidade étnica várias vezes, chegando mesmo a sugerir um confinamento específico destes cidadãos portugueses durante a pandemia de covid-19.

À porta do cineteatro de Serpa, cerca de 50 pessoas empunharam cartazes, gritaram palavras de ordem e recorreram a buzinas para expressar o seu desacordo com as ideias defendidas por Ventura.

“Alentejo, terra da Liberdade”, “Não queremos RSI (Rendimento Social de Inserção), mas trabalho”, “Facho!” ou “Zeca, obrigaram-me a vir para a rua” foram algumas das inscrições nas tarjas e cartazes improvisados.

A guardar a distância de segurança, antes da chegada do dirigente nacional-populista, estavam cerca de dezena e meia de agentes da Guarda Nacional Republicana.

Segundo a mandatária regional da candidatura de Ventura, houve ameaças através de redes sociais na véspera, além de a autarquia, dirigida pela CDU (PCP e “Os Verdes”), ter autorizado a pequena manifestação, que contava com uma aparelhagem sonora a transmitir canções de intervenção.

“Ele é muito racista e anda fazendo racismo contra os ciganos. Os ciganos não gostam disso. Os meus pais não o suportam, falam muito mal dele, é um Hitler!”, disse à agência Lusa o pequeno Nicodemos, 12 anos, ladeado pelo irmão Netaniel, de 11, ambos do outro lado da rua, em frente ao cineteatro.

Entretanto, também hoje, a presença de Marine Le Pen em Portugal para apoiar André Ventura levou duas centenas de pessoas para a rua em protestos em Lisboa.

Em defesa da luta contra o fascismo e o racismo, a Rede Unitária Antifascista (RUA) reuniu mais de 200 pessoas a manifestaram-se em Lisboa, este domingo, contra a presença em Portugal da líder da União Nacional francesa, Marine Le Pen.

Morreu Hubert Auriol, antigo vencedor e organizador do Dakar

O antigo piloto e vencedor do rali Dakar de todo-o-terreno em carros e motas Hubert Auriol morreu hoje em Paris, aos 68 anos, vítima de problemas cardíacos, informou a imprensa francesa.

Auriol foi o primeiro piloto a conseguir vencer a prova em motas (1981 e 1983) e em carros (1992), antes de passar para o lado da organização durante uma década, entre 1995 e 2004, já ao serviço da Amaury Sports Organization (ASO).

Dirigiu outras provas de todo-o-terreno como o Africa Race ou o China Gran Rally.

Em 1987, ano em que sofreu um violento acidente na última participação de mota no Dakar, bateu o recorde da volta ao mundo em avião de hélices, em 88 horas e 49 minutos, juntamente com o piloto de Fórmula 1 Henry Pescarolo.

Nascido na Etiópia, em 1952, Auriol ficou conhecido como “Hubert, o africano”, foi vítima de “um acidente cardiovascular, na sequência de um longo combate contra uma doença”, disse a sua família à agência noticiosa AFP.

Na sua autobiografia, publicada em 2019, Auriol resumiu o seu estado de espírito: “Se é impossível, deve ser interessante”.

 

Com Agência Lusa.

Covid-19: Portugal com mais 102 mortes e 7.502 novos casos de contágio

Portugal regista hoje mais 102 mortes e 7.502 novos casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, uma nova redução em relação aos aumentos do último dia, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS regista ainda mais 215 pessoas internadas nas últimas 24 horas, totalizando 3.770, 18 das quais em unidades de cuidados intensivos (558 no total), e estes números são muito superiores ao aumento de sábado, em que houve 104 novos internamentos, quatro dos quais em cuidados intensivos.

Desde que o primeiro caso de contágio foi diagnosticado, em março passado, Portugal teve 483.689 casos confirmados e 7.803 mortes com covid-19.

A DGS considera ativos 106.778 casos, mais 4.372 do que no sábado, e dá como recuperados 369.108, mais 3.028, mantendo em vigilância 117.210 contactos, mais 3.684.

A maior parte dos novos casos (2.752) foi diagnosticada na região de Lisboa e Vale do Tejo, seguindo-se a região Norte, com 2.600 contágios, o Centro (1.362), Alentejo (373), o Algarve (285), a Madeira (67) e os Açores (63).

Das 102 mortes verificadas nas últimas 24 horas, a maioria (39) aconteceu na região de Lisboa e Vale do Tejo, 27 foram no Norte, 25 no Centro, sete no Alentejo e quatro no Algarve.

Desde o início da epidemia de covid-19 em Portugal morreram 4.071 homens e 3.732 mulheres com a doença, a maior parte com idades acima dos 80 anos.

A maior incidência de casos verifica-se entre os 20 e os 59 anos. Foram diagnosticados com infeção pelo novo coronavírus 265.986 mulheres e 217.538 homens.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.926.570 mortos resultantes de mais de 89 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, o estado de emergência decretado em 09 de novembro para combater a doença foi renovado com efeitos desde as 00:00 de 08 de janeiro, até ao dia 15.

A covid-19 é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

Com Agência Lusa.

Covid-19: Consulado de Portugal em Paris sem acréscimo de casos sociais devido à pandemia

O cônsul-geral de Portugal em Paris, Carlos Oliveira, afirmou que não houve « acréscimo » de casos sociais devido à pandemia, mas salientou que os serviços consulares estão « atentos » às diferentes situações no seio da comunidade.

« Nós não tivemos acréscimo de casos sociais. Não é um eco que tenhamos aqui e constituiu uma das preocupações desde o início », afirmou o diplomata em entrevista à Agência Lusa.

O Consulado Geral de Portugal em Paris tem um atendimento presencial da Segurança Social e, segundo Carlos Oliveira, está « atento » ao que acontece na comunidade portuguesa em França neste período de pandemia e de crise económica que também atingiu o país.

« O nosso serviço social continua a trabalhar plenamente e está atento às situações que nos chegam aqui. Venham elas pelos próprios, pelos familiares dos próprios ou pelas associações », esclareceu.

Quanto às associações portuguesas em França, o diplomata indicou que também não tem recebido muitos pedidos de ajuda com urgência para este tipo de estruturas.

« Eu não tive pedidos das associações, salvo pontualmente, a manifestarem a sua enorme dificuldade. Até porque as associações estão habituadas à dificuldade », sublinhou Carlos Oliveira.

Dentro dos apoios possíveis às associações por parte do Governo português, está o programa de fundos da Direção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas a diferentes atividades ligadas a Portugal e para 2021, o Consulado geral de Paris deu luz verde a 35 candidaturas.

« Foram rececionados 35 processos para terem apoio para o ano. Isso significa que o mecanismo de apoio às associações está a funcionar », referiu o diplomata.

Carlos Oliveira chegou a Paris no início deste ano, mas no final dos anos 90 já tinha tido uma experiência diplomática em França como cônsul em Versalhes, junto à capital.

Ainda com pouco contacto com a comunidade devido à pandemia que impediu a realização dos grandes eventos que marcam o calendário português em França, Carlos Oliveira considera que há agora no país « uma normalização do ser português ».

« Nesse tempo todo, há uma mudança de geração e ela nota-se. […] Havia uma proximidade de Portugal que era muito funcional, mas não passava disso. Hoje há uma curiosidade sobre Portugal que é muito bem vinda e uma normalização do ser português em França o que é positivo », concluiu.

 

Com Agência Lusa (Catarina Falcão).

Consulado Geral de Paris quer dar « proteção razoável » a quem for votar

O Consulado Geral de Paris promete acolher com medidas de « proteção razoável » os 247.707 eleitores registados na capital francesa e arredores que vão poder votar nos dias 23 e 24 de janeiro, nas eleições presidenciais portuguesas.

« A nossa preocupação é que as medidas de distanciamento sejam cumpridas e que seja dada uma proteção razoável àqueles que se deslocam aqui para votar », disse Carlos Oliveira, cônsul-geral de Paris, em entrevista à Agência Lusa.

Apesar dos quase 250 mil inscritos, as eleições na capital francesa costumam contar com cerca de 1.000 pessoas a votar, um número que o diplomata espera que aumente, mas que compreende que se mantenha nos mesmos níveis devido à atual situação sanitária.

« Nós não sabemos quantas pessoas virão votar. Nós queremos que haja boa participação eleitoral, mas com números muito parecidos com estes tivemos cerca de 1.000 pessoas a votar, o que é pouco expressivo », indicou Carlos Oliveira.

Com o voto a ser presencial, quem se deslocar ao consulado deve vir munido de máscara, algo que já acontece em todos os espaços fechados e na rua em França, e nas instalações haverá um percurso de entrada e saída para que os eleitores não se cruzem.

A ameaça às eleições em Paris é a possibilidade de um recolher obrigatório antecipado caso haja um agravamento da progressão da pandemia. Atualmente o recolher obrigatório começa às 20h00 e deve ficar em vigor até, pelo menos, dia de 20 janeiro.

« Deve imperar o bom senso. Se as pessoas têm o dia inteiro para votar, tem de haver o bom senso de vir votar mais cedo », aconselhou o cônsul.

Caso haja um terceiro confinamento, uma possibilidade equacionada nos meios de comunicação franceses, o diplomata português considera que a situação terá de ser discutida com as autoridades francesas.

« Se esse cenário se equacionar, teremos de ver até que ponto as autoridades francesas são recetivas a um regime de exceção », declarou.

As eleições presidenciais no Consulado Geral de Paris são uma operação que vai envolver cerca de 50 pessoas, entre as presenças nas mesas de voto e as pessoas que vão ajudar a respeitar as regras sanitárias dentro do edifício.

Quanto ao facto de o voto continuar a ser presencial mesmo numa altura de pandemia e quando as deslocações por parte da comunidade portuguesa podem acarretar algumas centenas de quilómetros, o cônsul prefere não se alargar nos comentários.

« É importante que se faça tudo que está ao alcance dos decisores para criar as melhores condições [de voto], agora abstenho-me de fazer mais comentários. […] Não estou absolutamente seguro que dependa só de nós haver afluência ao ato eleitoral, acho que há qualquer coisa mais que explica a falta de participação », afirmou.

Um dos exemplos dados por Carlos Oliveira dessa menor participação nas eleições nacionais é o aumento da participação como eleitores e eleitos de portugueses e lusodescendentes nas eleições eleições municipais em França.

Para quem está destacado na capital francesa, vai ser possível votar nos dias 12,13 e 14 de janeiro. Nos dias 23 e 24 de janeiro será possível votar também no Consulado Honorário de Portugal em Tours e no Consulado Honorário de Portugal de Orleães.

 

Com Agência Lusa (Catarina Falcão).