Atrasos no consulado de Paris criaram « situação complicadíssima » – cônsul

O atraso de seis meses para a realização do Cartão do Cidadão no Consulado Geral de Portugal em Paris é « a maior preocupação » do cônsul-geral Carlos Oliveira já que acontece numa « situação complicadíssima » de pandemia em França.

« É uma situação complicadíssima e eventualmente haverá necessidade de reforçar os meios humanos, mas nos dias com mais gente nós podemos ter no máximo 600 pessoas no Consulado. Não podemos ir contra isto, porque senão estamos a ir contra as regras sanitárias », afirmou o cônsul-geral de Paris, Carlos Oliveira, em entrevista à Agência Lusa.

Segundo o diplomata, mesmo um reforço de funcionários não garante um atendimento mais rápido.

« Estamos num dilema, enquanto a situação da covid não for ultrapassada, não nos interessa ter aqui 100 funcionários para receber 10 mil pessoas », acrescentou.

Os atrasos nos atendimentos e marcações devido aos sucessivos confinamentos não foram as únicas consequências da pandemia.

Chegado à capital francesa no primeiro confinamento, Carlos Oliveira tomou a decisão de fazer um desdobramento das equipas de funcionários consulares o que tem permitido continuar a atender público apesar de já ter havido casos de covid-19.

« Tivemos aqui casos de covid e, sem desdobramento, teríamos fechado. Houve aqui muitas perturbações que não passaram para fora e que afetaram os serviços », disse o cônsul, referindo que tem havido « uma enorme entrega » por parte dos funcionários consulares.

O consulado recebe diariamente uma centena de pedidos urgentes da comunidade aos quais tenta dar resposta.

« Nós criámos um sistema de urgência que se mantém. As pessoas dirigem-se a nós e passámos a ter respostas padrão. As urgências são filtradas dessa maneira e nós tratamos delas », explicou o cônsul.

No entanto, e devido às restrições sanitárias, o diplomata ainda não vê fim aos longos períodos de espera para obter documentos portugueses e outros serviços consulares.

« Se isto se mantiver, não há milagres e não é agora que vamos conseguir encurtar o prazo », concluiu.

 

Com Agência Lusa (Catarina Falcão).

Camião em contramão mata casal português e filho em Nîmes, França

A notícia do terrível acidente foi dada ontem em França e em Portugal pelo Correio da Manhã.

« Camião em contramão mata casal português e filho em Nîmes, França. Camionista de 62 anos, foi detido e colocado em prisão preventiva. O despiste de álcool deu resultado negativo », escreveu o CM.

« Um casal e o filho, de nacionalidade portuguesa, emigrados na Suíça, morreram na madrugada deste sábado quando o carro em que seguiam foi abalroado por um camião de matrícula polaca que circulava em contramão na A9, uma autoestrada junto a Nimes, sul de França ».

As vítimas morreram imediatamente devido ao choque muito violento e seguiriam para a Suíça. Morreram no local, avançou a imprensa francesa. Eram naturais de Tabuaço e chamavam-se Cristina Caseiro (44 anos), Jorge Alves (48 anos) e Rodrigo Alves (20 anos).

“O comportamento dos portugueses em França devia ser um orgulho para Portugal” – Marine le Pen

Numa longa entrevista ao jornal Diário de Notícias, a líder nacionalista francesa faz rasgados eleogios aos portugueses que emigraram para França e aos seus  descendentes. Marine le Pen esteve em Portugal para apoiar André Ventura, do Chega.

Extrato: 

« Defende que a Europa não precisa dessa imigração. Mas há muitos portugueses que emigraram para França. A comunidade portuguesa é diferente dos novos migrantes?
Não tem nada a ver. Os tempos são diferentes. A imigração só pode funcionar com determinadas condições. Primeiro é preciso um desejo individual de assimilação, isto é, o respeito pelo país ao qual chegamos. Os indivíduos assimilam-se. Mas não podemos assimilar grupos inteiros, não podemos assimilar pedaços de países. E é o que nos estão a pedir para fazermos hoje. Em segundo lugar, é claro que culturalmente os portugueses eram muito mais próximos da cultura francesa do que as vagas de imigração atuais, que são magrebinas, africanas, etc. Os portugueses, quando chegaram, tinham um enorme respeito pela França, não exigiam nada, não tinham qualquer reivindicação. Trabalharam com lealdade, com coragem. E são reconhecidos hoje como uma comunidade que se integrou perfeitamente. O seu comportamento devia ser um orgulho para Portugal. Quando se comportam tão bem e dão tal contributo, quando trazem uma reputação tão boa ao país, é motivo de orgulho. »

Covid-19/Portugal. PR Marcelo afirma que não há alternativa a confinamento geral

Covid-19/Portugal. Presidente da República afirma, durante um debate na televisão, que não há alternativa a confinamento geral

Covid-19: Presidente da República afirma que não há alternativa a confinamento geral

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O Presidente da República afirmou ontem à noite que não há alternativa a um confinamento geral a partir da próxima semana face ao constante aumento do número de casos de infeção com o novo coronavírus em Portugal.

Esta posição foi transmitida por Marcelo Rebelo de Sousa na RTP, durante a primeira parte do debate que travou com a candidata presidencial Ana Gomes, onde também assumiu que, no combate à covid-19, « falhou » o conjunto de medidas de atenuação das restrições no período do Natal.

« Em relação ao futuro, penso que não há alternativa ao confinamento geral », declarou o Presidente da República, que, neste contexto, se demarcou de uma solução de apenas serem confinados os cidadãos de grupos de risco.

« Essa ideia não tem dado em nenhum sítio da Europa. A Europa toda está a reconfinar globalmente mais do que Portugal e há mais tempo do que Portugal », sustentou.

Neste ponto, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que o grupo de menor risco « é o das escolas », mas acrescentou que « essa matéria ainda vai ser decidida ».

Segundo o chefe de Estado, em relação ao período do Natal, « todos os partidos » se pronunciaram a favor de uma atenuação das medidas e alguns dos quais até a favor de um regime « mais permissivo ».

« A decisão teve os efeitos que teve. Na altura falei de um pacto de confiança com os portugueses. Mas o pacto de confiança não funcionou. É um facto. Assumo essa responsabilidade sem problema nenhum, por mim, pelo Governo e por todos os que intervieram », disse.

Marcelo Rebelo de Sousa manifestou-se apreensivo com a criação de expetativas muito elevada em relação ao processo de vacinação.

« É um processo que pode ser para um ano e meio e não para o dia seguinte », frisou.

Covid-19/França. Mais 171 mortos e 20.177 novos infetados

Covid-19: França regista 20.177 novos infetados e mais 171 mortos

Covid-19: França regista 20.177 novos infetados e mais 171 mortos

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França registou até ontem 20.177 novos casos de infeção por covid-19 e mais 171 mortos, divulgou a agência de saúde pública local.

De acordo com as estatísticas diárias da covid-19, o país soma mais 20.177 infeções, totalizando 2.767.312 desde o início da pandemia.

Nas últimas 24 horas (até ontem ao fim do dia), foram registadas mais 171 mortes, elevando o total de óbitos para 67.599, dos quais 46.983 em hospitais.

A pandemia da covid-19 provocou pelo menos 1.914.057 mortos resultantes de mais de 88 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Covid-19/Portugal. Novo confinamento cada vez mais provável. 111 mortos num dia

Covid-19: Portugal regista 9.478 novos casos e 111 mortes. Portugal soma hoje um novo recorde de internamentos nos hospitais

Covid-19: Portugal regista 9.478 novos casos e 111 mortes

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Portugal regista hoje 111 mortes e 9.478 novos casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde, descidas ligeiras relativamente ao registado nos últimos dias.

Portugal soma hoje um novo recorde de internamentos nos hospitais.

O boletim epidemiológico da DGS revela ainda que há mais 104 pessoas internadas com covid-19 do que na sexta-feira, totalizando 3.555 doentes, e mais quatro pessoas em unidades de cuidados intesivos, que são agora 540 em todo o país.

 

Os número globais desde que foi diagnosticado o primeiro caso de contágio, em março passado, atingem hoje 476.187 pessoas infetadas e 7.701 mortes com covid-19.

Portugal. Pandemia agrava-se e leva a debate sobre adiamento das presidenciais. Mas há problemas constitucionais

Covid-19/Portugal. Pandemia alastra e Governo confirma estar a ponderar que um confinamento idêntico ao de abril, com encerramento da restauração e de comércio não alimentar, pode ser decretado já na próxima semana.

Ministro da Economia, Siza Vieira admitiu que a « manutenção das medidas em vigor” atuais (já muito restritivas) não será suficiente para travar o ritmo de novos casos de infeção e de mortos (perto de 30 mil novos doentes em apenas três dias).

Entretanto, reagindo à gravidade da crise sanitária no país, Rui Rio, líder do PSD, evocou a possibilidade do adiamento das presidenciais marcadas para 24 de janeiro. Mas essa eventualidade coloca problemas constitucionais – seria necessária uma revisão-relâmpago da Constituição que, em princípio, nem sequer pode ser revista quando o país se encontra em estado de emergência, como é o caso neste momento.

Todos os partidos e candidatos estão a pronunciar-se sobre o assunto e as opiniões dividem-se. Por exemplo, o PS, no Governo, afasta adiar eleições mas defende mecanismos para facilitar voto, segundo afirmou o secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro.

Le Pen com Ventura em Lisboa. « Contra imigração desregulada e islamismo »

Presidenciais: Ventura e Le Pen contra imigração desregulada e islamismo

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O candidato presidencial do Chega e a líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, concordaram hoje na condenação do islamismo, que consideraram “uma ideologia totalitária”, e na necessidade de maior controlo dos fluxos de imigrantes na Europa.

A eurodeputada e líder da União Nacional gaulesa está em Portugal para uma visita de dois dias, apoiando assim a candidatura do deputado único do partido da extrema-direita parlamentar portuguesa, e ambos deram uma conferência de imprensa num hotel lisboeta.

“É um dia muito feliz e importante, com a vinda de Marine Le Pen a Portugal quando estamos a dar o primeiro passo nas eleições presidenciais. É simbólica. O Chega, filiado na família europeia Identidade e Democracia, partilha o projeto e as ideias para a Europa com a União Nacional: uma Europa dos europeus, de quem trabalha, de quem se integra, de quem paga impostos e não a Europa daqueles que só vêm beneficiar do sistema económico e de segurança social sem aceitar a integração”, defendeu.

Segundo André Ventura, o Chega “tem um percurso muito mais recente” do que o seu congénere francês, mas já possui resultados nas sondagens muito animadores ».

“Este convite é um sinal. Le Pen tem sido em França e na Europa uma lutadora pela Europa que acreditamos que é possível, de matriz cultural e cristã e de identidade, contra a imigração descontrolada”, elogiou.

A política da extrema-direita francesa revelou-se “muito feliz” com a “primeira” visita a Portugal.

“É uma alegria apoiar o André Aventura nesta eleição presidencial. A União Nacional e o Chega são partidos parceiros. Partidos europeus com a mesma identidade, mas não somos clones. Somos aliados, parceiros. A filosofia é reconhecer e respeitar as respetivas especificidades nacionais”, afirmou.

Para a líder nacionalista, “França e Portugal, através da diáspora portuguesa, criaram relações de amizade, respeito e ligação profunda”.

“Parecia-nos uma incongruência que Portugal, tão legitimamente orgulhoso da sua historia, se tivesse mantido à margem deste grande movimento mundial, desta vaga histórica de reconquista nacional”, disse Le Pen, referindo-se à recente fundação do partido nacional-populista português.

A eurodeputada gaulesa elogiou “o chefe político talentoso (Ventura)”, que, “rapidamente vai ser a primeira força política do país e um grande dirigente e estadista europeu”.

“Agora que Portugal assumiu a presidência da União Europeia, os patriotas não podem ignorar que o seu voto tem significado”, defendeu.

Marine Le Pen criticou ainda o primeiro-ministro português, António Costa, por declarações anteriores do líder socialista a propósito do Pacto para a Imigração e da abertura para acolher imigrantes e assim solucionar o problema demográfico.

“Foram palavras preocupantes. Sei quanto os portugueses são orgulhosos do seu país, apreciam a tranquilidade e a cortesia. Não deixem que aconteça, defendam o vosso país, a História, as famílias, as crianças e também a Europa inteira. Viva o Chega, viva Ventura e a amizade franco-portuguesa!”, concluiu Marine Le Pen.

Covid-19: Portugal com 118 mortos e 10.176 casos de infeção, novos máximos diários

Portugal regista hoje 118 mortos relacionados com a covid-19 e 10.176 novos casos de infeção com o novo coronavírus, os valores diários mais elevados desde o início da pandemia, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Este é o maior aumento diário de mortos e de infeção desde o início da pandemia, em março de 2020, ultrapassando os máximos de 98 óbitos e de 10.027 casos registados em dezembro.

O boletim epidemiológico da DGS indica ainda que aumentou o número de doentes internados para 3.451 pessoas, mais 118 do que na quinta-feira, dos quais 536 estão nos cuidados intensivos, ou seja, mais 22.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 7.590 mortes e 466.709 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 98.938, mais 5.578 do que na quinta-feira.

 

Com Agência Lusa.

 

 

Covid-19: EUA ultrapassa pela primeira vez 4.000 mortes em 24 horas

Covid-19: EUA ultrapassa pela primeira vez 4.000 mortes em 24 horas

Covid-19: EUA ultrapassa pela primeira vez 4.000 mortes em 24 horas

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 Os Estados Unidos ultrapassaram pela primeira vez as 4.000 mortes em 24 horas devido ao novo coronavírus, segundo fontes oficiais, enquanto especialistas do país alertam que a pandemia vai piorar este mês.

O país registou na quinta-feira o recorde de 4.033 mortes atribuíveis à covid-19, segundo dados do Covid Tracking Project.

Segundo dados oficiais, o número total de mortes pela pandemia já chega aos 365.400 nos Estados Unidos, o país mais afetado pelo SARS-CoV-2, com mais de 21,5 milhões de pessoas infetadas entre os 88 milhões de casos positivos registados em todo o mundo.

O principal especialista em doenças infecciosas Anthony Fauci, que será o conselheiro do Presidente eleito Joe Biden, observou que o número diário de mortes devido à covid-19 continuará a aumentar nas próximas semanas e recomendou paciência com o programa de vacinação que está a ser preparado para todo o país, segundo os media locais.

Numa entrevista à rádio norte-americana NPR, citada pelo The New York Times, Fauci disse que o alto número de mortos provavelmente continuará e é um reflexo do aumento de viagens e reuniões durante os feriados mais recentes.

“Acreditamos que as coisas vão piorar à medida que entrarmos em janeiro”, disse, sublinhando que ainda é possível “mitigar essa aceleração” com a adesão estrita a medidas de saúde pública, como distanciamento social e uso de máscaras.

De acordo com o jornal The New York Times, até agora, pelo menos 5,9 milhões de pessoas nos Estados Unidos receberam uma dose de uma das duas vacinas contra a covid-19 que foram aprovadas, de acordo com os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças.

Esse número está bem abaixo da meta estabelecida pelas autoridades federais, que planeiam vacinar pelo menos 20 milhões de pessoas antes do final de dezembro.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.884.187 mortos resultantes de mais de 87,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 7.472 pessoas dos 456.533 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

O estado de emergência decretado em 09 de novembro para combater a pandemia foi renovado com efeitos desde as 00:00 de 08 de janeiro, até dia 15.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.