O Papa expressou hoje as suas “sentidas condolências” às famílias das vítimas do acidente de quarta-feira no elevador da Glória, em Lisboa, que causou 16 mortos e 21 feridos, de várias nacionalidades.
O secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, enviou um telegrama em nome de Leão XIV ao Patriarca de Lisboa, Rui Valério, pedindo-lhe que transmita “às famílias enlutadas sentidas condolências, bem como a sua proximidade espiritual”, segundo o Vaticano.
“Ao mesmo tempo implora do Céu o completo restabelecimento dos feridos e a força da esperança cristã para quantos foram atingidos” devido ao desastre.
O elevador da Glória, composto por duas cabines elétricas motorizadas sincronizadas por cabo, descarrilou ao final da tarde de quarta-feira.
De acordo com o Vaticano, o Papa “lembra com especial gratidão aqueles que trabalharam nas operações de socorro e a todos, especialmente aos familiares dos falecidos, concede uma reconfortante bênção apostólica”.
O Patriarca de Lisboa preside hoje ao final da tarde a uma missa pelas vítimas do acidente, na Igreja de São Domingos, no Rossio, na baixa de Lisboa, indicou a Conferência Episcopal Portuguesa.
O desastre levou o Governo a decretar um dia de luto nacional hoje, enquanto a Câmara Municipal de Lisboa decidiu adotar três dias de luto municipal.
O elevador da Glória liga os Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto, num percurso de cerca de 265 metros e é muito procurado por turistas.
O primeiro-ministro afirmou hoje que estão confirmados 16 mortos e cinco feridos em estado crítico no acidente de quarta-feira com o elevador da Glória, em Lisboa.
Luís Montenegro fez uma declaração à comunicação social, sem direito a perguntas, no final da reunião do Conselho de Ministros, ao lado do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, que participou na parte final do encontro, a convite do primeiro-ministro.
Os dois envergavam gravata preta e falaram lado a lado na Sala da Lareira, na residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa.
O Governo decretou um dia de luto nacional, que se cumpre hoje. Já a Câmara de Lisboa decretou três dias de luto municipal, entre hoje e sábado.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou, esta quarta-feira, condolências pelo « trágico » desastre do Elevador da Glória, que fez pelo menos 15 mortos em Lisboa, afirmando que « os franceses juntam-se aos portugueses no luto ».
« As nossas condolências às famílias enlutadas e a nossa solidariedade para com Portugal », publicou Macron na rede social X.
Antes, Benjamin Haddad, ministro francês para Europa manifestou-se « horrorizado » com o acidente.
« Os meus pensamentos estão com as vítimas, seus entes queridos e nossos amigos portugueses », adiantou Haddad.
O elevador da Glória, em Lisboa, descarrilou esta quarta-feira, pelas 18:04, na Calçada da Glória.
O INEM anunciou que o acidente provocou 15 mortos e 18 feridos, dos quais cinco em estado grave e 13 ligeiros.
O Governo decretou um dia de luto nacional, nesta quinta-feira.
O elevador da Glória é gerido pela Carris, liga os Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto, num percurso de cerca de 265 metros e é muito procurado por turistas.
Sobe para 23 o número de feridos – PJ
O número de feridos no acidente de quarta-feira com o elevador da Glória, em Lisboa, subiu para 23, de acordo com fonte policial que manteve o balanço de 15 mortos.
João Oliveira, diretor da Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo, adiantou pelas 00:10 de hoje na Sic Notícias que o número de feridos era de 23, um aumento face aos 18 inicialmente reportados.
A mesma fonte destacou que há mais do que cinco pessoas em estado grave, sem detalhar o número em concreto, bem como do número de pessoas em estado crítico.
O diretor da PJ de Lisboa e Vale do Tejo referiu que os feridos estão distribuídos pelos hospitais de São José, Santa Maria, São Francisco Xavier, Cascais e Amadora.
Sobre as nacionalidades envolvidas, João Oliveira frisou, na mesma entrevista, que alguns são de nacionalidade estrangeira, o que « aporta o grau de dificuldade para a identificação », sem apresentar dados em concreto.
O Governo decretou um dia de luto nacional, nesta quinta-feira.
O elevador da Glória é gerido pela Carris, liga os Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto, num percurso de cerca de 265 metros e é muito procurado por turistas.
O elevador da Glória, em Lisboa, descarrilou esta tarde. Há indicação da existência de 15 mortos, 18 feridos, 5 em estado grave.
Elevador da Glória, em Lisboa, descarrilou – bombeiros.
O acidente terá sido causado por um cabo que se soltou. O elevador, com lotação esgotada, leva cerca de 43 pessoas.
O Governo decretou um dia de luto nacional, que será cumprido na quinta-feira, na sequência do acidente do elevador da Glória, em Lisboa, que causou 15 mortos, disse fonte do gabinete do primeiro-ministro.
“Um trágico acidente ocorrido com o Ascensor da Glória, no concelho de Lisboa, no dia 03 de setembro de 2025, provocou a perda irreparável de vidas humanas, que enlutou as respetivas famílias e consternou o País. O Governo decide declarar um dia de luto nacional, como manifestação de pesar e solidariedade do povo português. Assim: É declarado o luto nacional no dia 04 de setembro de 2025″, refere o decreto hoje aprovado pelo Conselho de Ministros.
De acordo com fonte do gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro cancelou parte da agenda de quinta-feira, mantendo apenas a reunião do Conselho de Ministros e a participação, por videoconferência no encontro de líderes da Coligação de Boa Vontade, sobre a Ucrânia.
Da agenda de quinta-feira do chefe do Governo constava também a assinatura do contrato de financiamento para habitação acessível com o Banco Europeu de Investimento e a presença no concerto de Carolina Deslandes no âmbito da Festa do Livro em Belém, que também foi cancelada.
No site da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa apresentou o pesar às famílias e afirmou que « espera que a ocorrência seja rapidamente esclarecida pelas entidades competentes ».
The Glória lift in Lisbon, a popular transportation used by tourists, derailed this afternoon, causing at least 20 injuries, two of which are critical, five minor and several trapped, Lisbon, Portugal, 3rd September 2025. MIGUEL A. LOPES/LUSA
Acidente/Elevador: Metsola diz que Europa está solidária com vítimas e famílias
A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, sublinhou hoje que a Europa está solidária com os familiares e as vítimas do acidente com o elevador da Glória, em Lisboa, que causou 15 mortos.
« Os nossos corações estão com as pessoas atingidas pela tragédia do Elevador da Glória, uma referência para os lisboetas e visitantes do mundo inteiro », frisou Metsola, numa mensagem na rede social X em português onde desejou « uma rápida recuperação aos feridos ».
Em declarações aos jornalistas no local, Tiago Augusto, responsável da Unidade de Planeamento de Eventos, Protocolo de Estado e Gestão de Crises (UPPEC) do INEM disse que o acidente fez ainda 18 feridos, dos quais cinco em estado grave e 13 ligeiros, incluindo uma criança.
Num balanço final, adiantou que já foram retiradas do elevador todas as vítimas do descarrilamento.
O elevador da Glória é gerido pela Carris, liga os Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto, num percurso de cerca de 265 metros e é muito procurado por turistas.
O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou hoje estar disposto a reunir-se com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para discutir uma solução para o conflito entre os dois países, mas impôs que o encontro decorra em Moscovo.
« Se Zelensky estiver pronto, que venha a Moscovo e esse encontro terá lugar », declarou o líder do Kremlin em conferência de imprensa em Pequim, onde participou nas comemorações do 80.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.
Putin, cujas declarações à imprensa russa foram transmitidas em direto pela televisão no seu país, confirmou que o líder norte-americano, Donald Trump, lhe pediu para se reunir com Zelensky.
« Donald pediu-me para realizar a reunião, se possível. Respondi que sim, é possível », indicou.
O Presidente russo referiu que nunca descartou a possibilidade de um encontro com o homólogo ucraniano, embora tenha questionado se a reunião faria « algum sentido ».
Ao mesmo tempo, voltou a colocar em causa a legitimidade de Zelensky ao manter-se no cargo para além do seu mandato.
No entanto, a Ucrânia, que se encontra sob lei marcial desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, não consegue organizar eleições representativas, uma vez que parte do seu território está ocupado e o que não está é atingido diariamente por bombardeamentos.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Ao fim de mais de três anos da invasão russa da Ucrânia, as propostas para um acordo de paz entre Moscovo e Kiev têm fracassado, apesar das iniciativas do Presidente norte-americano, Donald Trump, para aproximar as partes.
O líder russo, Vladimir Putin, exige que a Ucrânia ceda territórios e renuncie ao apoio ocidental e à adesão à NATO, condições que Kiev considera inaceitáveis, reivindicando pelo seu lado um cessar-fogo imediato como ponto de partida para um acordo de paz, a ser salvaguardado por garantias de segurança.
Reunião de líderes chinês, russo e norte-coreano desafia ordem internacional.
Reunião em Pequim dos dirigentes chinês, Xi Jinping, russo, Vladimir Putin, e norte-coreano, Kim Jong-un.
A reunião em Pequim dos dirigentes chinês, Xi Jinping, russo, Vladimir Putin, e norte-coreano, Kim Jong-un, é um « desafio direto » à ordem internacional, declarou hoje a chefe da diplomacia da UE.
Este encontro não envia apenas « sinais anti-ocidentais », como também representa um « desafio direto ao sistema internacional baseado em regras e não é apenas uma questão de simbolismo », afirmou Kaja Kallas à imprensa, em Bruxelas.
Xi Jinping chegou esta manhã (hora local) à Porta de Tiananmen, em Pequim, acompanhado por Vladimir Putin e Kim Jong-un para o início da parada militar que assinalou o 80.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico.
Os três líderes subiram juntos à tribuna de honra, depois de terem saudado individualmente cinco veteranos da Segunda Guerra Mundial, alguns com mais de 100 anos.
« Não é apenas simbólico. A guerra da Rússia na Ucrânia é apoiada pela China. São realidades que a Europa deve encarar », acrescentou a antiga primeira-ministra da Estónia, no início de uma conferência de imprensa, em Bruxelas, da Comissão Europeia sobre o acordo comercial com os países do Mercosul.
Enquanto os líderes ocidentais se reúnem para discutir a diplomacia, « uma aliança autocrática é um caminho rápido para uma nova ordem mundial », considerou.
Kallas insistiu ainda que a Rússia não pretende pôr fim à invasão do território ucraniano.
« Portanto, precisamos de abordar as consequências disto. Para a Europa só pode significar uma coisa: mais apoio militar, diplomático e económico para a Ucrânia », declarou.
No caso de uma trégua, um exército ucraniano forte é a garantia de segurança « mais sólida » para Kiev, disse.
Sobre o acordo tarifário entre os Estados Unidos e a UE, Kallas afirmou ser claro que o acordo « garante a estabilidade da maior associação comercial do mundo, previsibilidade para novos negócios e relações transatlânticas sólidas ».
O Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) acusa o Governo de discriminar os emigrantes ao excluí-los dos apoios à reconstrução das casas destruídas pelos fogos, posição já assumida por um emigrante e antigo cabeça de lista socialista às últimas legislativas.
Numa carta dirigida ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, o Conselho Permanente do CCP manifestou “a sua profunda preocupação e a sua posição firme quanto ao regime de apoios à reconstrução de habitações” destruídas pelos fogos.
“O CCP reconhece a importância crucial e congratula-se com as medidas de apoio às vítimas desses flagelos, todavia constata com profunda apreensão que o referido diploma, ao condicionar o acesso aos apoios à condição de a habitação sinistrada ser a ‘residência principal e habitual do agregado familiar’, deixa de perceber que a grande maioria dos emigrantes portugueses têm em Portugal a sua casa de origem e afetos, constituindo a sua segunda residência”, lê-se na missiva.
Para o CCP, a exclusão é “discriminatória e ignora a realidade e a ligação dos emigrantes com o seu lugar de origem”.
“A casa em Portugal representa, para o emigrante, um vínculo material e emocional insubstituível com a sua terra, a sua cultura e a sua rede familiar e de amizades” e é “um património muitas vezes construído com enormes sacrifícios ao longo de uma vida de trabalho no estrangeiro”, prossegue-se no documento.
O CCP considera que “muitas habitações atingidas estão localizadas em territórios de baixa densidade, onde a presença e o investimento dos emigrantes são vitais para a sustentabilidade económica e demográfica”.
E por isso acredita que “a discriminatória falta de apoio à reconstrução poderá agravar o despovoamento e a desertificação”.
“A exclusão dos emigrantes ao apoio suscita fundadas reservas quanto à sua conformidade com a Constituição da República Portuguesa, por configurar uma violação dos princípios da igualdade (artigo 13.º), da igualdade de direitos entre portugueses residentes e não residentes (artigo 15.º) e da promoção da coesão nacional como tarefa fundamental do Estado (artigo 9.º)”.
O CCP recomenda ao Governo liderado por Luís Montenegro que promova, com caráter de urgência, a revisão e as necessárias alterações” da legislação, para eliminar a condição de « residência principal e habitual » como requisito de acesso aos apoios à reconstrução.
E solicita ao executivo que “garanta que futuros mecanismos de apoio em situações de catástrofe natural sejam concebidos à partida de forma a incluir todos os cidadãos portugueses, residentes e não residentes, assegurando a coesão nacional e a não-discriminação”.
Vitor Silva, cabeça de lista do PS pelo círculo Fora da Europa nas últimas eleições legislativas, também já tinha manifestado a sua oposição a esta discriminação.
Emigrante no Canadá, o militante socialista lamenta que os emigrantes continuem a ficar “de fora dos apoios à reconstrução das casas que infelizmente arderam nos incêndios que devastaram e ainda devastam Portugal de norte a sul”.
“Continuamos a ser considerados como cidadãos de segunda, continuamos a não ter os mesmos direitos de quem mora em território nacional, mesmo pagando os impostos e enviando remessas financeiras, que em muito ajudam a economia do país”, afirmou num comunicado.
Para o antigo cabeça-de-lista do PS, esta exclusão dos emigrantes não tem qualquer fundamento e representa “a continuação do esquecimento de quem é tão português como aqueles que residem dentro das fronteiras portuguesas”.
A seleção portuguesa de basquetebol qualificou-se hoje para os oitavos de final do Eurobasket2025, ao vencer a Estónia por 68-65, em encontro da quinta e última jornada do Grupo A, disputado na Xiaomi Arena, em Riga.
Num embate que apurada o vencedor e eliminava o derrotado, a formação das ‘quinas’, que já tinha batido a República Checa (62-50) e perdido com Sérvia (69-80), Turquia (54-95) e Estónia (62-78), como os estónios, perdia ao intervalo por 32-27.
A formação das ‘quinas’ vai terminar no quarto lugar do Grupo A, com sete pontos, e defrontar nos ‘oitavos’ o vencedor do Grupo B (Alemanha, Lituânia ou Finlândia), num embate marcado para sábado, em Riga, que será o palco de toda a fase a eliminar.
Nas três anteriores participações em Europeus, Portugal caiu na fase de grupos em 1951 (acabou no 15.º lugar) e em 2011 (21.º, com cinco derrotas em cinco jogos), mas, pelo meio, em 2007, qualificou-se, para acabar em nono, eliminado na segunda fase.
A 42ª fase final do Europeu começou em 27 de agosto e termina em 14 de setembro, disputando-se em Riga (Letónia), Limassol (Chipre), Tampere (Finlândia) e Katowice (Polónia).
Mais de 2.000 colónias de abelhas e 41 apicultores foram afetados pelos incêndios de agosto, só da Associação de Apicultores da Beira Alta (AABA), disse hoje à agência Lusa o presidente da organização, Rafael Guimarães.
“Só da AABA, estamos a falar de 41 apicultores e cerca de 2.000 colónias diretamente afetadas. Das que nos foram reportadas diretamente, foram 567 que arderam e 1.449 que, neste momento, não têm qualquer tipo de pasto”, contabilizou Rafael Guimarães.
A AABA tem associados em todo o distrito de Viseu e da Guarda e ainda em dois municípios – Tábua e Oliveira do Hospital, do distrito de Coimbra. Nessa região, há quatro associações de apicultores e a da Beira Alta “é a mais antiga”.
Segundo Rafael Guimarães, as restantes associações que trabalham na região “têm números muito idênticos, umas um pouco mais, outras menos um bocadinho, portanto, em quatro associações na região é só fazer as contas”, cerca de 8.000.
A preocupação, neste momento, é com a alimentação das abelhas, adiantou Rafael Guimarães, que está a tratar de “encaminhar os dados para as entidades” no sentido de os apicultores “poderem receber apoio para comprarem alimentos”.
“Há municípios que já estão a dar alimentos para os animais, onde incluem as abelhas, o que é bom, mas só estão incluídas as pastas açucaradas, mas daqui a uns tempos vão precisar dos bifes proteicos, um alimento bastante mais caro”, indicou.
Rafael Guimarães especificou que as abelhas recolhem das flores néctar e pólen que têm funcionalidades diferentes e o néctar está a ser substituído pelas pastas açucaradas.
“Mas é ao pólen que vão buscar as proteínas para a sua sobrevivência e reprodução e esse tem de chegar nos próximos tempos, porque a natureza já não vai ter esse alimento, e é preciso, o quanto antes, dar-lhes o bife proteico”, indicou.
Isto porque as abelhas ao estarem “a ser alimentadas só com pasta açucarada, em termos nutritivos, não é o ideal, porque a alimentação devia ser mais diversificada para evitar doenças parasitárias”.
Além de que, uma “má alimentação agora vai repercutir-se mais tarde”, por um lado “no estado nutritivo e, por outro, na capacidade para suportarem adversidades” de várias ordens, até climáticas.
Portugal continental foi afetado por múltiplos incêndios rurais de grande dimensão desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
Os fogos provocaram quatro mortos, entre eles um bombeiro, e vários feridos e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.
Segundo dados oficiais provisórios, até 29 de agosto arderam cerca de 252 mil hectares no país.
A quantidade de água armazenada desceu em agosto em todas as bacias hidrográficas, apresentando contudo a maioria armazenamentos superiores às médias, segundo os dados do Sistema Nacional de Informação dos Recursos Hídricos (SNIRH).
No final de agosto, os armazenamentos, por bacia hidrográfica apresentaram-se superiores às médias do mês de agosto (1990/91 a 2023/24), exceto para as bacias do Mondego, Mira e Ribeiras do Barlavento.
Das albufeiras monitorizadas, 36% apresenta disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e 4% inferiores a 40% do volume total.
As bacias do Douro e do Guadiana eram as que apresentavam maior volume de água com 88,2% e 84,9%, respetivamente, seguidas da do Vouga (79,5%), Sotavento (78,4%), Cávado (79,3%), Tejo (78%), Oeste e Alentejo (77%), Arade (75,7%) e Lima (71,5%)
No final de agosto, a bacia Barlavento era a que tinha menor quantidade de água com 48,4%, seguida da do Sado com 51,7%, Mira com 54,5% e Ave com 57,1%
A bacia hidrográfica do Barlavento algarvio foi durante muitos meses a que menos água retinha, tendo recuperado no último inverno. Há um ano tinha 16,7%.
A cada bacia hidrográfica pode corresponder mais do que uma albufeira.
“Por dentro do Chega” é o título do livro do jornalista Miguel Carvalho que quis por “o Chega a falar do Chega” e que mostra como o partido reproduziu “os vícios da política que prometeu combater”.
O livro de Miguel Carvalho, que trabalhou no Diário de Notícias, semanário O Independente e revista Visão, investigou, ao longo últimos cinco anos, o partido liderado por André Ventura, leu milhares de páginas de documentos internos, cruzou informações e relatos, e fez mais de uma centena de entrevistas a fundadores, dirigentes e antigos dirigentes, militantes e ex-militantes.
“Alguns deles falam pela primeira vez”, afirmou à agência Lusa o jornalista, autor de sete livros, entre eles “Quando Portugal ardeu”, sobre o período revolucionário, e « Amália – Ditadura e Revolução, a história secreta”.
O resultado é “Por dentro do Chega – A face oculta de extrema-direita em Portugal », obra de mais de 750 páginas editada pela Objetiva (Penguin), e que promete o retrato do partido por aqueles que criaram e fizeram e revelar quem o financia, quais as suas redes internacionais e como atraiu eleitores de outros quadrantes para ser atualmente o segundo partido no parlamento.
A investigação que fez, sublinhou, mostra como o Chega “reproduziu, dentro do partido, os mesmos defeitos e os mesmos vícios da política que prometeu combater”.
Fundado em 2019, o partido apresentou-se para “defender os ‘portugueses de bem’, ‘arrasar’ o ‘sistema’, ‘limpar Portugal dos ‘bandidos’, ‘expulsar’ os imigrantes e erguer a ‘Quarta República’”, contribuindo para a polarização na democracia portuguesa, lê-se na apresentação da obra pela editora. E fez da corrupção um dos temas de campanha das mais recentes eleições.
“Ao contrário do que se possa pensar, o Chega não é uma criação de André Ventura. É, antes de mais, o resultado do falhanço de sucessivos governos ao longo dos últimos anos que falharam nas promessas que fizeram aos portugueses e o país”, levando à frustração do eleitorado, disse.
Miguel Carvalho afirma ainda que não quer “confundir os dirigentes, os militantes com o eleitorado do Chega”, lembrando como tentou ‘mergulhar’ no “país Chega” nesta viagem ao mundo da direita radical em Portugal, que começou a ganhar força eleitoral nas legislativas de 2019, com um deputado, e passou a 60 em 2025, dez anos depois.
Num excerto da introdução, divulgada pela editora à Lusa, Miguel Carvalho escreve que a maioria dos capítulos é material inédito, embora parte do livro tenha por base artigos e reportagens feitas para a Visão e para o Público, que foram “adaptados, retalhados ou desenvolvidos”.
Ao longo dos últimos cinco anos, descreve, recolheu “milhares de páginas de documentos que nunca viram a luz do dia”, foi a muitos eventos do Chega, fez “uma centena de entrevistas” e recolheu depoimentos “sobre momentos-chave da vida” do partido.
“Quis, genuinamente, conhecer este movimento histórico em todas as suas facetas. Não me contentei com telefonemas nem guardei uma distância higiénica, como muitos me recomendaram. Almocei, jantei, partilhei horas e dias com os seus dirigentes, militantes e apoiantes nas mais variadas circunstâncias”, escreve.
O livro de Miguel Carvalho, vencedor dos Prémio Gazeta de Imprensa e Prémio Jornalismo de Excelência Vicente Jorge Silva, estará nas livrarias no dia 15 de setembro.
Jornalista Miguel Carvalho lança livro que faz retrato do “Chega a falar do Chega” e que mostra os “vícios” do partido.
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