Costa afirma que Portugal não recorrerá aos empréstimos da UE. Apenas às subvenções de 15,3 mil milhões

Costa afirma que Portugal não recorrerá aos empréstimos do fundo de recuperação da UE

Costa afirma que Portugal não recorrerá aos empréstimos do fundo de recuperação da UE

facebook sharing button
Alfa/com Lusatwitter sharing button
email sharing button
O primeiro-ministro salientou hoje que Portugal « recorrerá integralmente » aos cerca de 15,3 mil milhões de euros em subvenções que poderá receber do fundo de recuperação europeu, mas adiantou que não utilizará a fatia de empréstimos deste programa.

António Costa falava no encerramento da sessão « Portugal e União Europeia, Programa de Recuperação e Resiliência », na Fundação Champalimaud, após uma intervenção de fundo proferida pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

No início deste mês, numa sessão do PS realizada em Coimbra, António Costa já tinha dito que Portugal iria procurar « maximizar » o recurso às subvenções e « minimizar » a necessidade de empréstimos em termos de acesso às verbas do Plano de Recuperação e Resiliência da União Europeia, que mobiliza um total de 750 mil milhões de euros, entre subvenções e empréstimos.

Hoje, na Fundação Champalimaud, quando apresentou o Plano de Recuperação e Resiliência nacional, o primeiro-ministro foi um pouco mais longe.

« Portugal tem uma dívida pública muito elevada e assume sair desta crise mais forte do ponto de vista social, mas também mais sólido do ponto de vista financeiro. Por isso, a opção que temos é recorreremos integralmente às subvenções e não utilizaremos a parte relativa aos empréstimos enquanto a situação financeira do país não o permitir », frisou o líder do executivo nacional.

Covid-19. O mundo perdeu mais de um milhão de vidas. Mas governos não devem impor um novo confinamento. Opinião

O mundo já perdeu um milhão de vidas com a pandemia de covid-19, em nove meses.

Mas, apesar da pressão dos números das vítimas, que vai certamente aumentar nos próximos tempos, os governos e nós próprios devemos resistir a histerismos alarmistas e a um novo confinamento, que seria terrível para as nossas economias, para a vida social e também para a saúde mental dos cidadãos. 

Um novo confinamento poria em causa o nosso futuro nos países onde teremos de viver, com ou sem pandemia.

Crónica de Daniel Ribeiro para ouvir, na Rádio Alfa, na quarta-feira, 30, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

Von der Leyen elogia Portugal como modelo na definição do rumo para o futuro

Von der Leyen elogia Portugal como modelo na definição do rumo para o futuro

Von der Leyen elogia Portugal como modelo na definição do rumo para o futuro

facebook sharing button
twitter sharing button
Alfa/Lusaemail sharing button
Ursula von der Leyen elogiou hoje Portugal “não só por encontrar uma saída para a crise” do coronavírus “com trabalho duro, boas ideias e disciplina”, mas também por “saber definir um rumo para o futuro”.

A presidente da Comissão Europeia apontou como exemplos Portugal ter “mudado eficazmente o seu ‘mix’ de energia para um resultado mais sustentável” e ser, “particularmente Lisboa, uma referência no mundo digital”.

Von der Leyen considerou por isso que o Fundo de Recuperação pós-pandemia é “feito à medida de Portugal” e manifestou-se convicta de que ele servirá para “estimular” a economia, protegendo as empresas e os empregos.

A presidente do executivo de Bruxelas disse que a Comissão e o Governo português estão “em contacto estreito” sobre “o desenvolvimento do plano” estratégico de recuperação e resiliência, frisando que ele está “afinado com as prioridades da UE” ao nível ambiental e digital.

Von der Leyen destacou o trabalho feito pela Comissão para dar uma resposta à crise, que permitiu um acordo a 27 mobilizando recursos “de uma magnitude sem precedentes”, e apontou Portugal como “parceiro chave” nesse trabalho.

Assegurou que a Comissão, enquanto intermediário, o Conselho e o Parlamento Europeu estão “a trabalhar duramente” para avançar nas “difíceis negociações” do orçamento para 2021-2027 e o fundo de recuperação que lhe está associado, e que todos “sabem o que está em jogo”: “que a pandemia não acabou, que vamos ter de viver com o vírus e que isto terá um impacto muito forte nas nossas economias”.

Quando houver um acordo final e for terminado o subsequente processo de ratificação pelos parlamentos nacionais, “a Comissão irá buscar o dinheiro aos mercados”.

“Cabe-nos agora investi-lo de forma acertada e responsável”, disse.

Covid-19/França. Mais 81 mortos e 4.069 novos casos em 24 horas

Covid-19/França. 81 mortos e 4.069 novos casos em 24 horas

O número de novos casos anunciados hoje oficialmente por Santé Publique France (SFP) é menor do que nos últimos dias, mas a baixa pode estar ligada ao facto de muitos laboratórios estarem fechados no fim de semana.

Com os novos 81 mortos , o registados nos hospitais, o número total de óbitos em França é agora de 31.808.

Mais de quatro mil pessoas foram internadas em hospitais nos últimos sete dias, 780 delas em cuidados intensivos, segundo a SFP.

Emigrantes. Programa Regressar. 1400 candidatos ao regresso. Metade são jovens e licenciados

Programa Regressar: 1400 emigrantes candidataram-se. Voltam por motivos familiares e novas oportunidades de trabalho e quase metade têm estudos superiores e são jovens. Saíram de Portugal na última crise. Mais de 900 pessoas já viram as suas candidaturas aprovadas e 800 já estão a ser apoiadas pelo Estado português.

A notícia é dada hoje em Portugal pelo “Jornal de Notícias”, que cita dados do Ministério do Trabalho e da Segurança Social: os mais de 1.400 candidatos que se candidataram a regressar ao país saíram durante a última crise, são jovens e qualificados

 

Desde que arrancou em julho do ano passado, o Programa Regressar já resultou em mais de 1.400 candidaturas chegadas ao Instituto do Emprego e Formação Profissional, e abrangeu mais de 3 mil pessoas (incluindo os agregados familiares).

Os dados do Ministério do Trabalho e da Segurança Social são citados pelo “Jornal de Notícias”: 65% dos emigrantes portugueses que querem regressar saíram do país entre 2011 e 2015, 47% tinham feito o ensino superior, e 38% têm entre 15 e 34 anos. São sobretudo provenientes do Reino Unido (19%), França (17%), Suíça (15%), Brasil (8%) e Angola (6%).

Cerca de 800 destas pessoas já estão a ser apoiadas pelo Estado português, e mais de 900 já viram as suas candidaturas aprovadas ou em fase de cabimentação. “É um comportamento expectável”, comenta ao “JN” Rui Pena Pires, coordenador do Observatório da Emigração. Isto porque, diz o especialista, Portugal está entre os três países da UE com maior percentagem de retorno de emigrantes, e porque quem regressa mais são os que têm mais qualificações, dado terem mais oportunidades.

83% dos candidatos disse que regressou por motivos familiares ou porque encontraram oportunidades de trabalho no território nacional, conclui o “JN”.

Para saber mais sobre o Programa Regressar, leia aqui:

Governo anuncia mais apoios financeiros para chamar emigrantes. Programa Regressar prolongado

Profissões de amanhã. Pascal de Lima fala sobre o seu último livro  “Capitalisme et technologie ». Crónica

Empregos e profissões de amanhã. Pascal de Lima fala sobre o seu último livro  “Capitalisme et technologie : les liaisons dangereuses – vers les métiers de demain” .

Crónica do economista e professor de SciencesPo, Pascal de Lima, para ouvir na Rádio Alfa, na terça-feira, 29, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

A pé. Equipa do Lourosa perdeu e Presidente obrigou a equipa a regressar a casa a pé

É uma das notícias de maior destaque nesta segunda-feira em Portugal.

« Plantel do Lourosa forçado a regressar a pé após derrota e Sindicato fala em ‘falta de respeito’ – informa o jornal Record.

« Jogadores do Lourosa foram obrigados a ir a pé para casa após eliminação da Taça » – escreve pelo seu lado o Correio da Manhã.

« Jogadores do Lourosa obrigados a ir a pé para o estádio » – informa o JN.

A insólita notícia está em praticamente todos os jornais e abre noticiários desportivos nas rádios e na TV.

O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) já condenou a atitude do presidente do Lourosa, emblema do Campeonato de Portugal, que segundo parece obrigou os seus jogadores a deslocarem-se a pé de regresso ao seu estádio, após a derrota por 1-0 com o S. João de Ver, na Taça de Portugal:
« O sindicato dos jogadores condena o sucedido na tarde de hoje e considera inaceitável a atitude do presidente do Lourosa ao decidir dispensar o autocarro que transportaria a equipa após o jogo frente ao São João de Ver, obrigando os jogadores a regressar a pé ».
Jogadores foram obrigados a percorrer, a pé, cerca de seis quilómetros.

Trump não pagou impostos em 10 dos últimos 15 anos. No ano da eleição pagou apenas 750 dólares

É uma notícia que está a correr o mundo: investigação do jornal New York Times revela que Donald Trump não pagou impostos em 10 dos últimos 15 anos.

O jornal norte-americano consultou o historial fiscal de Donald Trump ao longo de mais de 20 anos e revela que o atual presidente dos EUA tem centenas de milhões de dólares em dívidas a vencer e durante muitos anos não pagou impostos por declarar mais perdas que ganhos.

Com efeito, segundo o jornal, as declarações de impostos do Presidente dos EUA revelam Donald Trump como um empresário em crise e que tem evitado pagar impostos.

O atual Presidente dos EUA terá pago apenas 750 dólares em impostos sobre o rendimento no ano em que conquistou a Casa Branca.

Depois de um ano na Presidência pagou apenas outros 750.

O jornal revela mais do que isso: que ele não pagou qualquer imposto ao Governo federal sobre o rendimento durante 10 dos 15 anos anteriores.

Trump declarou ter perdido muito mais dinheiro do que aquele que ganhara, o que contraria a imagem de empresário de sucesso que sempre tentou passar aos seus compatriotas e ao mundo.

Covid-19. Mundo ultrapassou um milhão de mortos e 33 milhões de infetados

Covid-19. Mundo ultrapassou a fasquia simbólica de um milhão de mortos. A pandemia também contagiou mais de 33 milhões de pessoas em nove meses.

 

Segundo os números divulgados no domingo, morreram exatamente, até ontem ao meio da tarde , 1.000.175 devido ao novo coronavírus SARS-Cov-2.

Os EUA são o país com o número mais elevado de óbitos e de contágios: 7.287.593 casos e 209.177 mortos.

Contudo, é o Perú que apresenta a taxa de mortalidade mais alta – 972 mortos por milhão de habitantes.

Em termos de taxa de mortalidade, o pequeno São Marino, que tem 34 mil habitantes e 42 mortos, é o que tem a taxa mais alta 1.237/milhão.

A Índia tem mais casos, mas menos mortos (94.534) do que o Brasil que, com 141.441 óbitos é o segundo da lista, com uma taxa de 664 mortos/milhão.
O México é o quarto país com mais mortos em termos absolutos (76.243).

No que respeita à Europa, a Bélgica com 9.974 mortos, o que significa 860 óbitos por milhão de habitantes, é o país que regista a maior taxa de mortalidade e países como Reino Unido (41.971), Itália (35,818), França (31.700) e Espanha (31.232) também apresentam estatísticas elevadas.

O livro da Semana –  João J.A. Madeira apresenta o seu livro “SENHA NÚMERO TRINTA E QUATRO”

O livro da Semana –  João J.A. Madeira apresenta o seu livro “SENHA NÚMERO TRINTA E QUATRO” (Prémio Vergílio Ferreira). Um programa de Nuno Gomes Garcia

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (9h30) e aos domingos (14h25). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque esta semana: JOÃO J.A. MADEIRA, autor de “SENHA NÚMERO TRINTA E QUATRO”.

Nesta novela, a história de Alípio começa com o seu próprio funeral, ao qual ele assiste pairando acima do caixão. A uma vida medíocre seguiu-se uma morte solitária, mas Alípio terá a sua segunda oportunidade no Além.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com João J.A. Madeira e descubra uma história que especula sobre o facto de nem o último suspiro nos pode roubar a redenção.

Na Rádio Alfa, à quarta (9h30, versão reduzida) e ao domingo (14h25, versão integral).

Entrevistador. Escritor Nuno Gomes Garcia – O Livro da Semana