Homem de 34 anos morreu no concelho da Marinha Grande – Câmara

Um homem de 34 anos morreu hoje no concelho da Marinha Grande na sequência do mau tempo, divulgou a Câmara da Marinha Grande, o que eleva para cinco o número de vítimas mortais devido à depressão Kristin.

Numa informação enviada à agência Lusa, o Município da Marinha Grande informa que acionou hoje o Plano Municipal de Emergência, na sequência da passagem da depressão Kristin, pelo concelho, que provocou uma vítima mortal (um homem de 34 anos), uma dezena de feridos ligeiros, cerca de meia centena de desalojados e uma situação de destruição por todo o território”, anunciou a autarquia.

Fonte da autarquia disse à agência Lusa que a morte ocorreu na freguesia de Vieira de Leiria.

Na mesma informação, o município do distrito de Leiria adianta que “a energia elétrica, telecomunicações e abastecimento de água estão interrompidos, sem previsão de quando serão restabelecidos”.

“Segundo o Posto de Comando Municipal, a funcionar nas instalações dos Bombeiros da Marinha Grande, há a registar centenas de ocorrências, relacionadas com quedas de árvores, telhas, edifícios e estruturas”, explica, referindo que “as escolas do concelho estão encerradas”.

Pelas 16:00 de hoje, “estavam empenhados 13 veículos e cerca de 40 operacionais das corporações de Marinha Grande e de Vieira de Leiria”, sendo que “as ações prioritárias estão concentradas no desimpedimento das vias principais, seguindo-se as estradas secundárias”.

“A Câmara Municipal está a assegurar alojamento às pessoas que ficaram sem possibilidade de voltar às suas habitações”, esclarece a autarquia presidida por Paulo Vicente, ressalvando que, “neste momento, não é previsível quando será retomada a normalidade”.

E, face à gravidade da situação, a Câmara exorta outros municípios para que disponibilizem “meios humanos e materiais, bem como o transporte de água potável, para auxiliar os trabalhos de socorro e limpeza”, assim como o abastecimento de água à população.

E à população o pedido é para que “não saia de casa, não circule nas vias e não se aproxime das zonas marítimas e de estruturas danificadas” e o apelo para que “façam uma gestão racional de água e alimentos”.

 

Mau tempo: Mais de 4 mil ocorrências e 24 estradas continuam condicionadas – ANEPC

A depressão Kristin causou mais de quatro mil ocorrências e 24 estradas ou autoestradas têm ainda o trânsito condicionado, avançou o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Entre as 4.183 ocorrências, que foram registadas entre as 00:00 e as 14:00 de hoje, a maioria está relacionada com a queda de árvores.

Movimento de massas, quedas de estruturas, inundações e limpezas de vias foram outras das ocorrências registadas pela ANEPC.

No ‘briefing’ que decorreu na sede da ANEPC, em Carnaxide (Oeiras), José Manuel Moura explicou que o número de ocorrências vai aumentar, uma vez que o último balanço foi feito às 14:00.

Durante a depressão Kristin, foram ativados dois planos distritais – de Coimbra e de Castelo Branco – e foram ativados 22 planos municipais de emergência da Proteção Civil, acrescentou o presidente da ANEPC.

Para já, tal como já tinha sido anunciado, o estado de prontidão especial foi prolongado até às 23:59 de hoje.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.

 

Com Agência Lusa.

Andebol/Europeu: Portugal assegura Mundial e vai lutar pelo quinto lugar

A seleção portuguesa de andebol assegurou hoje a presença no próximo Mundial e na luta pelo quinto lugar do presente Europeu, após a derrota da Noruega frente à Dinamarca, no final da Ronda Principal do campeonato.

Depois de hoje ter batido a Espanha (35-27), no seu último encontro da ‘main round’, a seleção lusa teve de aguardar pelo desfecho dos restantes dois encontros para saber se iria manter o terceiro lugar no Grupo I, precisando para isso que a Alemanha vencesse a França, campeã em título, e que a Noruega não vencesse a campeã mundial Dinamarca.

Com o triunfo dos germânicos sobre os gauleses (38-34) e dos dinamarqueses perante os noruegueses (38-24), Portugal viu confirmada a presença no jogo de atribuição do quinto lugar, a disputar na sexta-feira frente à Suécia, terceira no Grupo II, pelo que vai, pelo menos, igualar o seu melhor resultado de sempre em europeus, o sexto em 2020, ou, em caso de triunfo, superar esse resultado.

 

Com Agência Lusa.

Estádio da U. Leiria destruído após passagem da depressão Kristin

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As rajadas de vento muito intensas arrancaram a cobertura do estádio e causaram danos significativos na estrutura envolvente ao relvado.

A passagem da depressão Kristin deixou um rasto de destruição no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, que ficou sem cobertura e parcialmente destruído após o temporal registado na última madrugada.

Para além do colapso da cobertura, a estrutura em redor do relvado sofreu estragos consideráveis, como mostram imagens divulgadas nas redes sociais.

Os efeitos do mau tempo fizeram-se sentir também em Alcains. O presidente da Associação de Futebol de Castelo Branco confirmou, através das redes sociais, a destruição da zona dos camarotes do Estádio Trigueiros de Aragão. O clube informou ainda que essa área estará interditada no jogo de domingo frente ao Idanhense.

O presidente da Câmara de Leiria apelou hoje ao Governo para que possa decretar o estado de calamidade em Leiria, tendo em conta que o concelho foi dos mais afetados pela depressão Kristin.

“O primeiro apelo que fazia, era que o próprio Governo equacionasse de imediato o estado de calamidade para podermos acudir a todos os prejuízos e recolher, na nossa região, os meios necessários para recuperar a vida normal do nosso concelho”, adiantou Gonçalo Lopes (PS).

O autarca pediu ainda que “o foco de todas as equipas, seja da E-Redes, seja da Proteção Civil, seja de outros recursos, sejam concentrados em Leiria”.

De acordo com o presidente, a “cidade de Leiria foi atingida de maneira drástica naquilo que são os seus bens públicos e privados”.

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“Temos espaços públicos virados de pernas para o ar. É algo que vai obrigar a um esforço muito grande de recuperação nos próximos meses. O impacto é semelhante àquilo que pode significar uma bomba dentro da nossa cidade, com destruição maciça”, revelou.

Afirmando que não foram só os espaços públicos a serem atingidos, Gonçalo Lopes explicou que “muitos dos equipamentos passam por igrejas, estádios, piscinas, casas, esplanadas”.

“Algo nunca visto, provocado pelo fenómeno que aconteceu entre as 03:00 e as 05:00 da manhã e para o qual não conseguimos ter resposta”, disse.

O autarca revelou que se perspetiva que nos próximos dois dias a maioria da população continue sem abastecimento de água e eletricidade.

“A E-Redes está a mobilizar todos os recursos nacionais para Leiria. Não vamos ter eletricidade durante este período e, portanto, todo o apelo que deixava é que empresas e instituições que tenham geradores disponíveis e que possam ceder para acudir às populações mais necessitadas, como lares e a PSP. Temos uma linha já dedicada para fazer uma lista de prioridades para colocar o nosso concelho rapidamente com energia”, reforçou.

Segundo o presidente, a “questão da eletricidade tem consequências nas comunicações, no fornecimento de água”. Por isso, apelou à população para que seja “muito racional e equilibrada nos consumos” de água e bens alimentares.

Um dos principais problemas, explicou, foram os danos nas linhas de alta tensão, “que foram profundamente afetadas na região”, e, por isso, “as subestações de Leiria, todas elas, estão inoperacionais”.

A reposição da energia será idêntica ao que se verificou no ‘apagão’.

Gonçalo Lopes informou ainda que estão a trabalhar para reabrir as vias de comunicação, “com uma preocupação especial para o IC2 [itinerário complementar 2], na zona da Roca, e na “estrada nacional 109, que liga Leiria à Figueira da Foz, que está também com dificuldades de circulação”.

“Apelo para que as pessoas fiquem em casa durante os próximos períodos, de modo a evitar o constrangimento das vias e a deixá-las livres para quem vai em socorro e auxílio na resolução dos problemas”, frisou.

Outro dos pedidos deixados pelo autarca é a cedência de geradores que empresas ou particulares possam ter disponíveis. “Temos várias empresas que já nos disponibilizaram geradores. Estamos a falar de uma situação extremamente grave, sobretudo nos lares”, que estão sem energia, apontou, referindo que estão a fazer o ponto de situação das dificuldades dos 60 lares do concelho.

A autarquia disponibilizou um número de telefone (922 273 694) para onde podem ligar para disponibilizarem os geradores.

Outra das preocupações manifestadas pelo presidente da Câmara é a Estação de Tratamento de Águas Residuais do Coimbrão, que se encontra inoperacional. “Estamos a medir os impactos ambientais que poderá ter uma infraestrutura desta dimensão que deixou de estar em funcionamento”, acrescentou.

Serão ainda disponibilizadas “casas de recolha” para cidadãos que não tenham onde pernoitar.

Redação da Rádio Alfa com LUSA

Mau tempo: Cerca de 2.600 ocorrências no continente devido à passagem da depressão Kristin

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A passagem da depressão Kristin causou hoje cerca de 2.600 ocorrências no continente, sobretudo queda de árvores e de estruturas e inundações, afetando principalmente os distritos de Leiria, Coimbra, Lisboa e Santarém, disse a Proteção Civil.

Segundo Daniela Fraga, adjunta do Comando de operações nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), tratou-se de um fenómeno extremo, com muitas ocorrências em simultâneo, com cerca de 2.600 registos entre as 00:00 e as 10:30.

A responsável, que falava aos jornalistas na sede da ANEPC, no concelho de Oeiras, acrescentou que os operacionais estão no terreno desde o início da noite, mas admitiu que “vai ser difícil repor a normalidade”.

“Neste momento existem muitos constrangimentos, nomeadamente no que diz respeito às comunicações, às vias de circulação, à distribuição de rede elétrica. Existem muitas árvores caídas a impedir a circulação rodoviária. Existe muita queda de estruturas e também, neste caso, a poder obstruir a circulação rodoviária e os diferentes acessos”, afirmou.

A passagem da depressão causou duas mortes, uma das quais devido à queda de uma árvore em cima de um veículo em Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa, e a segunda em Monte Real, em Leiria, devido à queda de uma estrutura.

As sub-regiões mais afetadas até ao momento são Leiria, Coimbra, Lisboa, Península de Setúbal, Oeste, Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Aveiro.

Foram ativados o plano distrital de Coimbra e foram ativados os planos municipais de Coimbra, Mira, Tomar, Ourém, Ferreira do Zêzere, Lourinhã, Alcobaça, Nazaré, Óbidos, Proença-a-Nova, Castelo Branco e Sertã.

A Proteção Civil vai manter-se em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, até hoje à tarde, podendo ser prolongado consoante avaliação das condições.

Rádio Alfa com LUSA

Mau tempo: Governo lamenta duas mortes e diz que Proteção Civil dará informações “em breve”

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O Governo lamentou hoje duas mortes sequência do mau tempo e salientou o papel da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), dizendo que este organismo “prestará as informações adequadas em breve”.

Num comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro, refere-se que “o Governo tem estado a acompanhar em permanência o impacto da tempestade ‘Kristin’ em território nacional ».

“A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil tem estado a coordenar o acompanhamento e reação operacional da administração pública ao impacto da tempestade e prestará as informações adequadas em breve. O Governo lamenta profundamente a perda de duas vidas e apresenta sentidas condolências às famílias”, refere a nota.

O Governo salienta que a tempestade “Kristin” foi “um evento climático extremo, que causou danos significativos em partes do território, em diversos domínios, infraestruturas e equipamentos”.

“As consequências foram minimizadas pelos avisos atempados da proteção civil e a postura responsável e prudente da população portuguesa, que é essencial manter até indicação em contrário da ANEPC”, considera o executivo.

O Governo apela à população para que siga as orientações das autoridades, tais como “evitar circulação em zonas mais afetadas”.

“Estão a ser desenvolvidos todos os esforços para reposição da normalidade nas zonas mais afetadas, designadamente em termos de fornecimento elétrico, vias de comunicação e de meios de transporte, que em algumas situações exigirão intervenções físicas”, explica-se.

Por outro lado, o Governo indica que “as entidades do setor elétrico estão a trabalhar para prosseguir a reposição do fornecimento de eletricidade, cuja interrupção ainda afeta algumas centenas de milhares de pessoas, sobretudo na região centro litoral”.

A ANEPC registou entre as 00:00 e as 08:00 de hoje cerca de 1.500 ocorrências, dando conta do “grande impacto” da depressão Kristin, sobretudo nos distritos de Leiria e Coimbra e na região Oeste (distritos de Leiria e Lisboa), com cortes de energia e de comunicações, cortes de estradas e quedas de árvores e de estruturas.

Até às 07:00 de hoje, 855 mil clientes da E-Redes estavam sem energia elétrica em Portugal continental, sendo Lisboa, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Santarém e Setúbal os distritos mais afetados, disse à Lusa fonte da empresa.

Rádio Alfa com LUSA

Mau tempo: Quedas de árvores, via cortadas e equipamentos danificados em Coimbra

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O concelho de Coimbra registou 150 ocorrências durante a madrugada, com o vento a provocar a queda de árvores, danos em equipamentos municipais, corte de estradas e no abastecimento de luz e gás, revelou a Câmara Municipal.

“Em Coimbra, até ao momento, temos dezenas de ocorrência, elas atingem já 150 ocorrências. Temos cortes de luz que estão a provocar também falhas de abastecimento de água e estamos a falar em cerca de 10 freguesias”, informou a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa.

Em declarações à agência Lusa, a autarca explicou que têm a reportar sobretudo quedas de árvores de grande porte, que provocaram o corte de estradas, como o IC2, bem como de algumas ruas importantes na cidade.

“Fechámos as escolas e recomendámos à Universidade e ao Politécnico para também fecharem atividades, porque a circulação tem que ser cautelosa”, acrescentou.

De acordo com a presidente da Câmara de Coimbra, para além da queda de árvores em vias públicas e de vários detritos, também voaram estruturas de esplanadas e a cobertura do Mercado Municipal D. Pedro V “foi arrancada”.

“Temos também a queda de sinalização e problemas em algumas escolas e centros de saúde, que estamos também a verificar no local”, indicou.

Entre as escolas afetadas estão a EB 2,3 Martim de Freitas, EB 2,3 Inês de Castro, Quinta das Flores e São Martinho do Bispo.

A antiga ministra da Coesão Territorial pediu especial cuidado na circulação automóvel, informando que se registou um acidente na A13, da qual resultou uma ferida que seguiu para o hospital depois de ter sido desencarcerada.

“O metrobus deixou de funcionar, mas tenho a informação muito recente de que estará a funcionar já na área urbana, mas sem sinalética. A todos, aos automobilistas, peço muito cuidado, ainda não foi possível repor a sinalética e fica aqui também o pedido de compreensão, porque vamos demorar a repor a normalidade”, referiu.

O mau tempo não provocou vítimas no concelho de Coimbra, tendo, no entanto, deixado desalojadas « menos de meia dúzia de famílias », que foram realojadas em casas de familiares.

A autarca disse ainda que estão a fazer os possíveis para que as escolas reabram quinta-feira.

O mau tempo já causou um morto em Povos, Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, após a queda de uma árvore em cima da viatura ligeira em que seguia, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

A ANEPC registou entre as 00:00 e as 08:00 de hoje cerca de 1.500 ocorrências, dando conta do “grande impacto” da depressão Kristin, sobretudo nos distritos de Leiria e Coimbra e na região Oeste (distritos de Leiria e Lisboa), com cortes de energia e de comunicações, cortes de estradas e quedas de árvores e de estruturas.

Cerca das 07:30, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) avançou que a zona centro foi a mais afetada pelos efeitos de uma depressão que entrou no continente na zona de Leiria e daí progrediu para o interior do país.

Rádio Alfa com LUSA

URGENTE: Mau tempo: Um morto em Leiria devido a queda de estrutura

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Uma pessoa morreu hoje em Monte Real, em Leiria, devido à “queda de uma estrutura” causada pela passagem da depressão Kristin, disse à Lusa fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Esta é a segunda vítima mortal do mau tempo na madrugada de hoje, depois de uma pessoa ter morrido em Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa, quando uma árvore caiu sobre o carro que conduzia.

Rádio Alfa com LUSA (em atualização)

Mau tempo: Homem de 75 anos realojado no Luso, Mealhada

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Um homem de 75 anos teve de ser realojado no Luso, concelho da Mealhada, na sequência da passagem da depressão Kristin pela região Centro do país, anunciou hoje o município.

“Está realojado, através dos serviços de Ação Social do município, o munícipe do Luso, de 75 anos de idade, que ficou desalojado esta madrugada depois de uma árvore ter afetado fortemente a sua habitação, na Rua Assis Leão”, adiantou.

De acordo com a Câmara, que encerrou hoje as escolas no município, “foram registadas várias ocorrências durante a madrugada e manhã, nomeadamente quedas de árvores e acumulação de detritos, sobretudo em vias públicas, originando condicionamentos à circulação em diversos locais do concelho”.

Todas as estradas no perímetro do concelho, no entanto, estão transitáveis e a energia elétrica está a ser reposta gradualmente.

Portugal continental está hoje a ser afetado pelos efeitos da passagem da depressão Kristin, após outras duas tempestades nos últimos dias – Ingrid e Joseph –, com chuva, vento, neve e agitação marítima, tendo sido emitidos vários avisos pelo IPMA.

A Proteção Civil está em estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal.

Os distritos de Coimbra e Leiria foram os mais afetados e no distrito de Lisboa, no concelho de Vila Franca de Xira, uma pessoa morreu quando uma árvore caiu sobre a viatura que conduzia.

O IPMA qualificou a Kristin como « ciclogénese explosiva », termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva.

Rádio Alfa com LUSA

Fernando Mamede, um dos grandes nomes da história do atletismo português, morreu esta terça-feira, aos 74 anos.

Fernando Mamede, um dos maiores nomes da história do atletismo português e detentor durante mais de uma década do recorde mundial dos 10.000 metros, morreu hoje aos 74 anos, informou o Sporting, clube que representou.

“O Sporting manifesta o seu profundo pesar pela morte de Fernando Mamede, antigo atleta dos ‘leões’ que faleceu esta terça-feira aos 74 anos”, lê-se numa nota publicada pelo emblema de Alvalade no seu site oficial.

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Fernando Mamede

Além do recorde mundial dos 10.000 metros, que manteve entre 1984 e 1999, Mamede, nascido em Beja, marcou presença em três Jogos Olímpicos (Munique1972, Montreal1976 e Los Angeles1984).

“Além das inúmeras medalhas, entre elas a de bronze nos Campeonatos do Mundo de corta-mato em 1981, foi recordista europeu e mundial e contribuiu para várias conquistas coletivas do Sporting, sendo até hoje lembrado como uma lenda da modalidade”, recordaram os ‘leões’.

De acordo com a comunicação social portuguesa, que cita fontes da Federação Portuguesa de Atletismo, Fernando Mamade terá falecido devido a complicações cardíacas.

 

Com Agência Lusa.

Saúde, economia, imigração e apoios na segunda volta marcaram debate entre Seguro e Ventura

O candidato presidencial André Ventura considerou hoje que os apoios ao seu adversário António José Seguro são uma tentativa para o cancelar, com o candidato apoiado pelo PS a assinalar que até a direita o prefere para Belém.

No único debate entre os dois candidatos que vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, André Ventura considerou que as personalidades que têm manifestado apoio a António José Seguro não o fazem pelo candidato, mas para o tentar cancelar.

“É sobre cancelarem-me a mim e cancelarem o projeto de mudança e de rutura com o sistema”, defendeu, referindo antigas posições de Cavaco Silva ou Paulo Portas, dois antigos líderes partidários de PSD e CDS-PP, que indicaram que vão votar em Seguro.

O candidato e líder do Chega, que é apoiado pelo partido, alegou também que “este rodopio de supostos apoios a António José Seguro levanta sérias dúvidas sobre se não ficará capturado por estes interesses”.

Na resposta, o antigo secretário-geral do PS garantiu que não é capturável e que, se for eleito, exercerá o mandato de Presidente da República com independência.

António José Seguro considerou também que “todas as pessoas têm o direito a mudar de opinião”.

“Se o professor Cavaco Silva mudou de opinião, é naturalmente um ato positivo e que vem apoiar a minha candidatura. Eu fico muito satisfeito que existam pessoas de vários campos políticos que apoiem a minha candidatura, mas não apenas a gente da política”, afirmou.

“Devo sobre isso dizer que me sinto muito feliz, percebo que é um embaraço porque o senhor deputado André Ventura apelou a que toda a direita se juntasse a si e eles responderam dizendo-lhe: ‘preferimos o António José Seguro’. E não é por uma questão ideológica, eles fizeram-no por uma outra opção, é porque devem ter na Presidência da República alguém que garante a proteção do nosso chão comum e esse chão comum é vivermos em democracia, é vivermos em liberdade, é vivermos com respeito e consideração pelos adversários, é não fazermos desinformação, é não recorremos a métodos que não são métodos democráticos”, salientou.

Por seu turno, Ventura questionou como é que Seguro irá conseguir unir o país “se nem o Partido Socialista conseguiu unir e agregar » quando foi secretário-geral.

« Porque é que o Governo quer tanto que António José Seguro seja eleito? Porque é que estão a acender velas, como eu li na imprensa, para que António José Seguro seja eleito? Porque sabem que António José Seguro não vai fazer exigência nenhuma, não vai ser exigente de forma nenhuma com o Governo, e por isso querem um Presidente que seja uma espécie de rainha de Inglaterra. E nós não precisamos de rainhas de Inglaterra, nós precisamos de um Presidente que defenda o povo português », acusou o presidente do Chega.

Na resposta, o candidato apoiado pelo PS considerou « inaceitável o que se passa com a saúde em Portugal », considerando que a política tem que encontrar « soluções duradouras para que os portugueses tenham saúde a tempo e horas ».

« Eu vim para cooperar e, portanto, todas as quintas-feiras o primeiro-ministro vai a Belém para reunir comigo, se merecer a confiança dos portugueses. E é aí que as exigências se fazem. Há ruído a mais na vida política portuguesa. Há um passa-culpas, uma cultura de passa-culpas », apontou Seguro.

Questionado se a palavra socialista queima, Seguro respondeu negativamente e defendeu que os portugueses o conhecem e sabem de onde vem.

O candidato apoiado pelo PS considerou também que os portugueses querem um Presidente da República “que seja íntegro, que seja experiente e que seja dialogante e que não divida os portugueses, que os una”.

“Eu serei Presidente da República independente, comigo as ideologias ficam à porta. Eu não serei nem um primeiro-ministro sombra, nem serei um líder de fação contra outra parte dos portugueses. Isso era o que mais faltava. Eu quero ser o Presidente de todos os portugueses e também dos eleitores do seu partido”, indicou.

Presidenciais: Seguro coloca Ventura em « primárias à direita » e ouve críticas sobre o seu silêncio de 11 anos

O candidato presidencial António José Seguro sugeriu hoje que André Ventura está numas « primárias à direita » para « concorrer com o primeiro-ministro », tendo o líder do Chega apontado os anos de silêncio do ex-líder do PS.

« Eu percebo que o doutor André Ventura, como líder partidário, esteja a fazer desta campanha eleitoral uma eleição das primárias à direita, daquilo que entende para o que possa concorrer com o primeiro-ministro, mas quero-lhe dizer – já lhe disse isto no nosso primeiro debate – o senhor está na eleição errada, isto não é um debate parlamentar », disse António José Seguro no único debate da segunda volta das eleições presidenciais, em simultâneo na RTP, SIC e TVI.

Recordando que « quem tem o poder executivo em Portugal é o Governo, não é o Presidente da República », Seguro pediu a Ventura que « não misture » os diferentes papéis, recordando ainda que esteve 11 anos na sua vida privada após o candidato apoiado pelo Chega o ter acusado de não ter legitimidade para falar sobre saúde após o PS, partido que o apoia, ter deixado o setor « como deixou ».

« Não se lhe ouviu uma crítica do estado desastroso em que o PS deixou a saúde. Não se lhe ouviu uma crítica, e teve muitos anos para isso », insistiu Ventura mais tarde, referindo que Seguro ficou « em silêncio » e não fez críticas « nem aos governos socialistas, nem ao caos que deixou na saúde, e agora lembrou-se de coisas, pela primeira vez, ainda por cima algumas coisas que já estão definidas na lei ».

Os candidatos debatiam o estado da saúde em Portugal, em que André Ventura desafiou António José Seguro a acabar com a direção-executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que apelidou de « organismo absolutamente inútil », sugerindo que podia « acabar » para se « gastar dinheiro onde faz falta que se gaste efetivamente ».

António José Seguro considerou que o Presidente da República deve « criar as condições para que os partidos políticos se juntem em volta de uma mesa », disponibilizando « o Palácio de Belém para que isso se faça e cada um possa contribuir com soluções concretas para este compromisso na saúde », referindo-se ao pacto interpartidário que tem defendido ao longo da campanha eleitoral.

« Para mim um aspeto essencial é a valorização das carreiras e do estatuto de todos os profissionais de saúde. E fico satisfeito que da parte do presidente do Chega haja essa disponibilidade para esse compromisso », apontou, e questionado sobre se o pacto que propõe visa mudar a arquitetura do sistema, Seguro respondeu que « visa o objetivo essencial » de dar « saúde a tempo e horas para todos os portugueses », não pondo em causa « o serviço universal e tendencialmente gratuito », que considerou estar a ser « posto em causa em termos práticos ».

Perante a sugestão de Seguro de uniformizar sistemas de marcação de consultas e prescrições, André Ventura considerou que ficou « claro » que Seguro « não tem plano nenhum para nada », que « a carreira dos médicos, dos enfermeiros e dos auxiliares já está definida na lei », acusando o adversário de estar « a pensar nestas coisas pela primeira vez ».

 

Presidenciais: Seguro abdicou de subvenção vitalícia, Ventura quer mudar Constituição para o fim desses apoios

O candidato presidencial António José Seguro afirmou hoje que abdicou de subvenção vitalícia, num debate em que André Ventura voltou a defender a revisão da Constituição para se acabarem com os apoios.

No único debate entre os dois candidatos que disputam a segunda volta das presidenciais, depois de Ventura voltar a abordar a questão das subvenções vitalícias, António José Seguro afirmou que, quando saiu do parlamento, há 11 anos, poderia ter ainda pedido a subvenção e recebido, até ao momento, 300 mil euros.

“Sabe quanto recebi? Zero. Porquê? Porque enquanto tiver cérebro e mãos para trabalhar, eu continuarei a fazê-lo”, salientou Seguro.

Confrontado pelo líder do Chega, que atacava as subvenções vitalícias e defendia uma “mudança da Constituição” para acabar com esses apoios, o candidato apoiado pelo PS salientou que para acabar com esses subsídios “não se tem de alterar nenhuma Constituição”.

Escusando-se a esclarecer se pretendia reforçar os poderes do Presidente numa revisão constitucional, Ventura insistiu na mudança da Constituição em torno de outros temas, nomeadamente para acabar com nomeações políticas em altos cargos do Estado e para combater o enriquecimento ilícito.

O presidente do Chega recordou que as várias tentativas legislativas para criminalizar o enriquecimento ilícito foram bloqueadas pelo Tribunal Constitucional.

“Isso não é aceitável. Então, temos que mudar a Constituição”, disse.

António José Seguro vincou que será sempre contra “que se prenda um português sem se provar que ele é culpado por ter um crime”, considerando que as propostas apresentadas no passado recente fazem “uma alteração do ónus da prova”.

Depois de conseguir o acordo de Ventura para se criminalizar declarações falsas sobre rendimentos e alguma hesitação do adversário em relação ao congelamento a favor do Estado do rendimento e património sem justificação, Seguro afirmou que haveria uma forma de resolver a questão do enriquecimento ilícito.

O candidato apoiado pelo PS sugeriu a Ventura que recupere um projeto-lei que Seguro apresentou em 2011 e que o Parlamento chumbou.

“Eu não estava lá”, notou o líder do Chega.

“Mas já está lá há seis anos e não o retomou”, respondeu Seguro, levando a protestos de Ventura, considerando que a proposta do antigo secretário-geral do PS sobre o enriquecimento ilícito “não vai resolver nada”, por se centrar na “falsidade documental sobre os crimes” e não em torno do “aumento do património”.

Ainda em torno da revisão constitucional, André Ventura defendeu que é preciso “mudar as nomeações para os altos cargos do Estado”, para despartidarizar a administração pública, a justiça e a banca.

“Algumas destas nomeações estão na Constituição. Não nos faça de parvos. Diz que quer fazer estas coisas [despartidarizar a administração pública], mas não quer mudar a Constituição”, disse, acusando Seguro de não querer mudar “as nomeações no aparelho do Estado”.

Na resposta, Seguro disse-lhe que será “muito transparente” nas suas nomeações, “a começar na Casa Civil” da Presidência da República.

Logo depois de ser acusado por Ventura de não se comprometer “com nada”, Seguro procurou que o líder do Chega fosse mais concreto sobre o que faria em relação a nomeações: “Qual a solução alternativa [na nomeação do Procurador-Geral da República]?”

“Vamos mudar a Constituição para garantir que estas entidades vão ter mais capacidade de decisão por si próprias”, disse Ventura, sem esclarecer, inicialmente, qual seria a alternativa, para depois sugerir, face à insistência do adversário, que o Procurador-Geral da República poderia ser nomeado “dentro da corporação do Ministério Público”.

“Com uma nomeação corporativa do Procurador-Geral da República a quem é que ele responde?”, questionou Seguro, criticando de imediato o seu adversário: “Está a ver a sua impreparação, André Ventura?”.

Perante o ataque, André Ventura acusou Seguro de “querer que tudo fique igual”.

 

Presidenciais: Seguro acusa Ventura de “política do empadão” na imigração

O candidato presidencial António José Seguro acusou hoje André Ventura de ter uma “política de empadão” sobre imigração, tendo o líder do Chega defendido que o Presidente deveria vetar uma regularização extraordinária de imigrantes semelhante à proposta em Espanha.

Seguro acusou Ventura de ter uma “política do empadão” em que se começa “numa coisa, mistura-se tudo, sem factos e apenas baseado nas perceções”, da qual discorda por completo.

O candidato apoiado pelo PS referiu que tinha sido colocada pelos moderadores « uma questão teórica” e que “este assunto não está na ordem do dia” em Portugal.

“Se há uma necessidade e uma emergência no sentido de que a nossa economia precisa de contributo de mais mão-de-obra e essa mão-de-obra não existe no país, qual é a solução? O país para? Agora, a questão do controlo e a questão da imigração é crucial”, defendeu Seguro, considerando que “os imigrantes em Portugal dão um contributo indispensável, por exemplo, para a Segurança Social”.

Para André Ventura, a reação do socialista “mostra bem como não está preparado para o cargo”.

“Nem sabia o que tinha que fazer se isso acontecer. Se tem que promulgar ou não tem que promulgar, se tem que vetar, se tem que reanalisar, se tem que mandar para o parlamento novamente”, criticou o líder do Chega.

Ventura defendeu que vetaria esta regularização que irá ser feita em Espanha caso fosse proposta em Portugal porque não pode haver “a entrada de gente de qualquer maneira”.

Neste debate, António José Seguro adiantou ainda que, se for eleito, o primeiro Conselho de Estado que vai convocar, logo em março, será para “debater a questão da segurança e da defesa”, e disse também querer discutir o tema com os chefes militares e ouvir os partidos para “manter o consenso nacional”.

O socialista considerou que a “Europa e Portugal têm de reforçar a sua autonomia estratégica” nesta área para ter “melhores meios, mais eficientes” para se proteger e defendeu planos anti-corrupção para o investimento que vai ser feito.

O candidato apoiado pelo PS defendeu também que deve haver uma “análise muito objetiva” sobre “se este movimento que os Estados Unidos estão a fazer é um movimento de uma administração ou se é um movimento dos Estados Unidos”.

Seguro lembrou também que o adversário esteve nos Estados Unidos da América aquando da posse de Donald Trump, um dos « amigos de Ventura ».

Por sua vez, André Ventura criticou o anúncio do adversário na corrida a Belém e acusou-o de não ter “uma ideia sobre nada”.

Questionado sobre como vai lidar com a estratégia do Presidente dos Estados Unidos da América para enfraquecer a Europa, André Ventura defendeu que “o Presidente de Portugal deve ser firme na defesa do país », independentemente de quem estiver na Casa Branca.

“O território de Portugal não se discute, a integridade europeia não se discute, Portugal no mundo não se discute”, acrescentou.

Sobre o Conselho de Paz de Donald Trump, o candidato e líder do Chega considerou que Portugal pode aderir “se se restringir à questão israelo-palestiniana, e não a uma questão superior”.

André Ventura. Os portugueses estão « perante uma escolha » de país

André Ventura, no minuto final, dirige-se aos espetadores.
« Nos últimos anos, vocês deixaram de ter o vosso país. O país passou a pertencer a um conjunto de elites, que ficaram com a maior parte do poder, que absorveram a maior parte dos recursos, do dinheiro, que distribuíram pelos amigos, por aqueles que queriam, e deixaram-vos, a vocês, na pobreza, com salários baixos, pensões baixas ».

Seguro ambiciona « fazer de Portugal um país moderno e justo »

No minuto final, António José Seguro repete que ambiciona “ser o presidente de todos os portugueses”.“Ofereço ao país a experiência, ofereço a moderação e ofereço uma grande ambição que é através do diálogo e do compromisso e da lealdade institucional com o Governo, fazer de Portugal um país moderno e um país justo”. A visão de país deste candidato é de um país “que valoriza todos os seres humanos, a dignidade humana”.

Com Agência Lusa, RTP, SIC e TVI.

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