Final Liga dos Campeões/Entrevista/Valdo. O Paris SG vai ser campeão na ‘minha casa’, no ‘meu jardim’

Alfa – Liga dos Campeões/Lisboa

O antigo jogador do Paris SG, Valdo, confessou hoje à Rádio Alfa que o clube da capital francesa tem tudo para conquistar a sua primeira Liga dos Campeões, competição que decorre em Lisboa num formato diferente devido à pandemia de Covid-19.

 

 

Apesar de apelidar o Bayern Munique de equipa «colossal», o antigo internacional brasileiro e também ex-jogador do Benfica, acredita que os parisienses têm trunfos para contrariar a equipa bávara.

 

 

A chave do jogo ?

 

 

Sobre o formato da competição Valdo não gosta, mas foi o possível em ano de pandemia.

 

 

Valdo Cândido de Oliveira Filho foi jogador do Paris SG de 91 a 95, foi internacional brasileiro e passou pelo Benfica em duas ocasiões, 88-91 e 95-97.

A final da Liga dos Campeões, cuja a final a oito decorre em Lisboa, vai acontecer no estádio da Luz no domingo às 21h com relato na Rádio Alfa em cadeia com a RDP Antena 1 – e emissão especial.

Covid-19/Portugal: 4 mortos, 219 novos casos confirmados e 209 recuperados, em 24h

Portugal tem agora 12.946 casos ativos e nas últimas 24 horas foram registadas quatro mortes, 219 infetados e 209 recuperações. Casos ativos em Montemor-o-Novo sobem para 30, em Mora são já 54.

Informação oficial: 

Portugal regista esta sexta-feira, 21, mais quatro mortes por covid-19 e 219 novos casos confirmados de infeção em relação a quinta-feira, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), hoje divulgado.

De acordo com o boletim da DGS, desde o início da pandemia até hoje registaram-se 55.211 casos de infeção confirmados e 1.792 mortes.

A região de Lisboa e Vale do Tejo registou três óbitos nas últimas 24 horas e mais 125 casos de infeção, com um total de 28.579 casos confirmados. Nesta região já morreram 643 pessoas por covid-19.

O quarto óbito referido pelo boletim foi registado na região Norte que tem hoje mais 63 casos de infeção totalizando 19.793.

O boletim revela ainda que recuperaram nas últimas 24 horas 209 doentes, totalizando, desde o início da pandemia, 40.473 casos de recuperação.

Nas últimas 24 horas há mais dois doentes internados em cuidados intensivos, tendo o número de internados diminuído, sendo agora de 321 (menos 13 em relação a quarta-feira).

A região Centro contabiliza 4.634 casos confirmados (mais oito), o Alentejo regista 868 casos confirmados (mais cinco), e o Algarve 1.007 casos (mais onze).

Relativamente à Região Autónoma da Madeira o boletim dá conta de três novas infeções, totalizando agora 138 casos confirmados desde o início da pandemia e nenhum óbito.

A região Autónoma dos Açores regista hoje mais quatro casos infeção nas últimas 24 horas, totalizando 192 desde o início da pandemia, e sem nenhuma nova morte a registar, mantendo o total de 15.

No que respeita aos óbitos registados, o Norte mantém-se como a região com o total de mortes mais elevado, com 842 registos, seguido da região de Lisboa e Vale do Tejo com 643 mortes.

A região Centro tem 253 mortes, o Alentejo 22 e o Algarve 17 mortos.

O novo modelo do boletim da DGS, que entrou em vigor na segunda-feira, deixou de fornecer números exatos sobre a distribuição demográfica de casos, mas numa nota enviada às redações esses dados são discriminados.

Quanto a casos confirmados, distribuem-se por todas as faixas etárias, sendo as idades até aos nove anos as menos afetadas por infeções.

Segundo a DGS, a faixa etária entre os 40 e os 49 anos continua a ser a mais afetada, contabilizando-se um total de 9.121, seguida da faixa etária entre os 30 e 39 anos, com 9.053 casos.

Os dados indicam ainda que, desde o início da pandemia houve 24.816 homens infetados e 30.395 mulheres e do total das vítimas mortais, 901 são homens e 891 são mulheres.

Por faixas etárias, o maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 1.198 óbitos registados desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (349), entre 60 e 69 anos (159) e entre 50 e 59 anos (58).

As autoridades de saúde têm sob vigilância 34.233 pessoas (menos 189 do que na véspera).

Covid-19: Ryanair aponta a « cortes selvagens » na operação em Portugal

Covid-19: Diretor da Ryanair aponta a « cortes selvagens » na operação em Portugal

Covid-19: Diretor da Ryanair aponta a cortes selvagens na operação em Portugal

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Alfa/Lusa
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O diretor de Recursos Humanos da Ryanair disse, em entrevista à Lusa, que há « uma perspetiva real de cortes selvagens em Portugal » na temporada de inverno em termos de capacidade e aviões, devido à pandemia de covid-19.

« Estamos a enfrentar tempos muito incertos, e há uma perspetiva bem real de cortes selvagens em Portugal este inverno em todas as nossas bases, em termos de capacidade e em termos de aviões », disse à Lusa Darrell Hughes, diretor de Recursos Humanos da Ryanair, numa entrevista por telefone.

Instado a concretizar e a dar números, o responsável da companhia aérea irlandesa de baixo custo referiu que « há a possibilidade de cortes selvagens em qualquer lado » na operação da empresa na Europa, remetendo para o anúncio feito na segunda-feira de que a empresa iria cortar 20% do seu horário planeado para setembro e outubro.

« Quaisquer previsões de agora para o inverno estarão provavelmente erradas. Estamos a manter tudo debaixo de um grande escrutínio, mas teremos muito menos voos do que tivemos no último inverno, isso é certo », referiu o responsável, considerando que seria « especulação » estar a tentar prever números quanto às reduções.

« O número que ainda temos que apurar é precisamente onde é que os cortes cairão, mas certamente esperamos que alguns desses cortes sejam em Portugal », referiu, o responsável.

Darrell Hughes lembrou que a empresa tem um acordo com os pilotos « para manter as pessoas empregadas, o que pelo menos lhes dá alguma proteção », mas afirmou que a empresa « não está em modo de recrutamento », mas sim « em modo de sobrevivência e reconstrução ».

O diretor da Ryanair disse ainda que, tal como a empresa já tinha adiantado à Lusa, não planeia « usar nenhum pessoal da Crewlink no inverno », numa referência à empresa de trabalho temporário que opera há mais de 10 anos em Portugal e tem como único cliente a Ryanair.

A companhia aérea irlandesa Ryanair anunciou na segunda-feira uma redução de 20% do número de voos em setembro e outubro, apontando uma baixa nas reservas devido a um aumento de casos de covid-19 na Europa.

A Ryanair, que até agora tinha previsto voltar a 70% da sua capacidade em setembro, explica em comunicado ter de reduzir os voos previstos, nomeadamente para França e para Espanha, dois países incluídos na quarentena imposta pelo Governo britânico.

Em comunicado, a companhia explicou que as reduções passam, sobretudo, por uma menor frequência de voos e não por interrupções do serviço.

« A queda na capacidade e frequência dos voos nos meses de setembro e outubro são inevitáveis tendo em conta a recente redução das reservas na sequência das restrições adotadas em alguns países europeus », referiu um porta-voz da Ryanair citado no comunicado.

Final da Liga dos Campeões/Lisboa. Emissão especial no domingo, a partir das 20h15, hora de Paris. Com relato do jogo, em direto

Rádio Alfa/Final Liga dos Campeões/Lisboa/Emissão especial – domingo, das 20h15 às 23h30, hora de Paris.

Com relato em direto da Antena1, entrevistas, comentários e diretos Alfa a partir de Lisboa. Coordenação de Manuel Alexandre

 

 

 

Covid-19/Liga dos Campeões: Governo francês pede « civismo » e « responsabilidade » aos adeptos do PSG

Alfa – Liga dos Campeões, Lisboa

Covid-19/Liga dos Campeões: Governo francês pede « civismo » e « responsabilidade » aos adeptos do PSG. Em Lisboa espera-se a mesma coisa.

A evolução da pandemia em França, com recentes números alarmantes de infeções, inquieta as autoridades locais.

Depois das manifestações de alegria, de confusão enorme e mesmo de incidentes nos Campos Elíseos, onde foi festejada a passagem à final da Liga dos Campeões sem serem cumpridas as normas de segurança sanitária, o Governo francês lançou um alerta aos adeptos da equipa parisiense, para a final de domingo contra o Bayern de Munique, em Lisboa.

A ministra delegada para o Desporto, Roxana Maracineanu, falou na rádio Europe1, e apelou ao « civismo » e  à « responsabilidade » dos adeptos do PSG durante e depois da final no estádio da Luz.

A Prefeitura da polícia de Paris autorizou a abertura do Parque dos Príncipes para aí receber cinco mil pessoas e assim assistirem de forma mais controlada ao grande jogo.

Em Lisboa, onde se encontram já algumas centenas de adeptos, entre eles muitos lusodescendentes, também se espera moderação, responsabilidade e civismo da parte deles.

Até agora, a inédita « final 8 » da Liga dos Campeões decorreu em Lisboa sem incidentes graves, mas com algumas concentrações importantes de adeptos do PSG, designadamente no Parque das Nações, onde se encontra o luxuoso hotel onde está instalada a equipa, no Mercado da Ribeira e em esplanadas do centro da capital portuguesa.

Espera-se entretanto a chegada de mais fãs de hoje até domingo, dia da final, que o PSG disputa pela primeira vez na sua história e para a qual parte com a ambição de ganhar.

 

 

300 mil portugueses que vivem no RU são os primeiros a beneficiar com retirada de Portugal da lista vermelha britânica

Alfa

O presidente Marcelo Rebelo de Sousa saudou a decisão britânica de retirar Portugal da lista vermelha dos corredores aéreos como « uma grande notícia » que vai acelerar a recuperação “no Algarve e noutros pontos do país”. Mas os primeiros a beneficiar imediatamente com esta decisão serão sem dúvida os 300 mil portugueses que vivem e trabalham no Reino Unido.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

 

Com efeito, os britânicos e todos os residentes no Reino Unido ficarão a partir de agora isentos de cumprir uma quarentena de duas semanas se viajarem para Portugal.

Esta decisão foi saudada em Portugal pelo primeiro-ministro António Costa e pelo Presidente Marcelo colocando o foco nos benefícios para o turismo. Também na Madeira, as autoridades políticas locais reagiram no mesmo sentido.

A decisão britânica é sem dúvida uma boa notícia para o turismo em Portugal, mas, de imediato, quem realmente vai poder beneficar dela, já a partir do próximo fim de semana, são os 300 mil portugueses que vivem e trabalham no Reino Unido.

No Algarve, o PR Marcelo também falou nesta consequência positiva, ao enumerar todos os que dela beneficiam: é uma notícia “para os 300 mil portugueses que vivem e trabalham no Reino Unido”, “para os 50 mil britânicos que vivem e gostam de viver em Portugal”, “para os presidentes das câmaras do Algarve e de outros pontos do país”, e ainda, acrescentou o Presidente, “para todos os que por motivos de estudo, trabalho ou turismo, gostam de de deslocar” entre ambos os países.

Para o Presidente, a decisão significa um “caminho aberto” para quem deseje ainda marcar férias, e “para acelerar o caminho da recuperação” em sectores como o da hotelaria e da restauração.

No Algarve, como no Porto, Madeira “e outros pontos do país”, Marcelo deixou o desejo de que “até ao fim de outubro” seja possível ver “algum resultado” da decisão anunciada esta quinta-feira.

Em Portugal, espera-se que esta decisão resulte num aumento do turismo, designadamente na Madeira e, sobretudo no Algarve, já a partir de setembro.

 

Marcelo Rebelo de Sousa vai assistir à final da Liga dos Campeões no estádio da Luz

Marcelo Rebelo de Sousa vai assistir à final da Liga dos Campeões de futebol

Marcelo Rebelo de Sousa vai assistir à final da Liga dos Campeões de futebol

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O Presidente da República disse nesta quinta-feira que pretende assistir à final da Liga dos Campeões em futebol, entre os alemães do Bayern de Munique e os franceses do Paris Saint-Germain, no domingo, no Estádio da Luz, em Lisboa.

“Disse ao presidente da UEFA, que me tinha convidado, que iria e por isso tenciono lá estar”, disse aos jornalistas o Chefe de Estado à entrada para um jantar de trabalho com autarcas do Algarve.

Marcelo Rebelo de Sousa assegurou que pretende assistir à final da prova europeia de futebol, não revelando se será acompanhado pela chanceler alemã Angela Merkel e pelo presidente francês Emmanuel Macron.

O Chefe de Estado português reuniu-se com os presidentes das câmaras do Algarve, num restaurante do Museu Municipal de Portimão, naquela que é a sétima visita presidencial à região desde o início de agosto.

Marcelo tinha prometido visitar todos os 16 concelhos do Algarve, pelo menos um por semana, até ao final de setembro para conhecer os problemas da região e para se reunir com autarcas, empresários e outros responsáveis, tendo em conta a situação económica do Algarve, afetado pela quebra do turismo devido à pandemia da covid-19.

Covid-19/França: 4741 novos casos em 24h, um recorde desde meados de abril. Espanha também com números elevados de infeções

Novo coronavírus/França: 4 741 novos casos de infeção e mais 12 mortos em 24h.

Os dados são oficiais e foram divulgados na tarde desta quinta-feira, 20, pela Direção Geral de Saúde francesa.

São números alarmantes e já na véspera tinham sido anunciados 3776 casos no país.

No total, desde o início da pandemia, já foram identificados 229.814 casos em França.

Ainda nas últimas 24 horas, foram registados 12 mortos em meio hospitalar, elevando o total de óbitos para 30.480.

 

Também Espanha continua com números elevados de infeções

Com efeito, Espanha registou nas últimas 24 horas 3.349 novos casos de contágio de Covid-19, com a região da capital, Madrid, a manter-se como a zona mais afetada, com 1.020 novos casos, segundo números do Ministério da Saúde espanhol divulgados igualmente nesta quinta-feira.

Os números oficiais espanhóis indicam ainda que, nos últimos sete dias, 122 pessoas morreram de covid-19, 16 delas nas últimas 24 horas.

 

 

 

Covid-19. Oficial: Governo britânico retira Portugal da lista vermelha

Covid-19. Oficial: Governo britânico retira Portugal da lista vermelha. Decisão foi confirmada no Twitter pelo ministro britânico dos Transportes. Passageiros passam a estar isentos da obrigatoriedade de fazerem quarentena

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Alfa/Lusa/Expresso

O governo britânico incluiu hoje Portugal na lista dos países com « corredores de viagem » para Inglaterra cujos passageiros ficam isentos de cumprir uma quarentena de duas semanas imposta devido à pandemia covid-19.

« Os dados também mostram que agora podemos adicionar Portugal aos países INCLUÍDOS nos corredores de viagens », disse o ministro dos Transportes, Grant Shapps, através da rede social Twitter.

Pelo contrário, Croácia, Áustria e a ilha de Trinidad e Tobago, nas Caraíbas, vão ser retiradas da lista devido ao crescente número de infeções, tal como tinha acontecido na semana passada com França, Países Baixos, Mónaco, Malta, as ilhas Turcas e Caicos e Aruba, e anteriormente com Bélgica, Andorra, Bahamas, Espanha e Luxemburgo.

« Como acontece com todos os países de ponte aérea, esteja ciente de que as coisas podem mudar rapidamente. Viaje apenas se estiver satisfeito com a quarentena inesperada de 14 dias, se necessário », salientou Shapps, falando por experiência própria, pois teve de ficar 14 dias em isolamento ao voltar de férias em Espanha.

A imprensa britânica tem especulado sobre a possível remoção da Grécia e Suíça da lista dos « países seguros » devido ao aumento do número de infeções naqueles países, mas o anúncio de hoje do ministério dos Transportes não mencionou estes países europeus.

Portugal junta-se assim a um grupo reduzido de países que foram adicionadas à lista de « corredores de viagem » com o Reino Unido desde meados de julho, que incluem a Estónia, Letónia, Eslováquia, Eslovénia, o arquipélago de São Vicente e Granadinas, Brunei e Malásia.

O ministro dos Transportes, Grant Shapps, explicou na semana passada que os países com mais de 20 casos por 100.000 habitantes numa média móvel ao longo de sete dias passam a ser considerado de risco, mas que abaixo deste valor são considerados seguros.

De acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, Portugal tem vindo a registar um decréscimo no número de infeções, tendo registado 27,8 casos por 100.000 habitantes nas últimas duas semanas.

O Reino Unido introduziu a necessidade de auto-isolamento por 14 dias a todas as pessoas que cheguem do estrangeiro ao Reino Unido em 08 de junho para evitar a importação de infeções, mas um mês depois isentou cerca de 70 países e territórios, considerados de baixo risco.

A isenção de quarentena é acompanhada com a mudança do conselho do ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) contra as viagens não essenciais para aqueles destinos, importante para efeitos de seguro de viagem.

Portugal, tal como a Suécia e Estados Unidos, esteve sempre fora da lista britânica dos destinos seguros, decisão que o governo português questionou por considerar não ser « baseada nos factos e nos números que são públicos ».

O Reino Unido é o principal mercado emissor de turistas para Portugal, tendo representado cerca de 20% do total em 2019.

O Reino Unido registou até agora 41.403 mortes, o número mais alto na Europa e o terceiro maior no mundo atrás dos EUA e Brasil.

Em Portugal, morreram 1.788 pessoas das 54.992 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 787.918 mortos e infetou mais de 22,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Covid-19: Portugal aprova compra de 6,9 milhões de vacinas

Covid-19: Portugal aprova compra de 6,9 milhões de vacinas – Lusa

Covid-19: Portugal aprova compra de 6,9 milhões de vacinas

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O primeiro-ministro afirmou hoje que Portugal autorizou a compra de 6,9 milhões de vacinas contra a covid-19, uma medida que resulta de uma coordenação entre países da União Europeia e à qual o Estado alocará 20 milhões de euros.

« A União Europeia (UE) coordenou uma aquisição conjunta para os diferentes países. Hoje, num Conselho de Ministros eletrónico, autorizámos a aquisição do primeiro lote de seis milhões e 900 mil vacinas. A UE selecionou seis das diversas vacinas que estão em desenvolvimento a nível mundial como as seis onde valia a pena investir », disse António Costa, que falava em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, numa visita ao centro hospitalar local.

Também o comunicado do Conselho de Ministros Extraordinário entretanto divulgado refere que a autorização para o investimento é de 20 milhões de euros e que desta forma « o Estado português se associa assim à aquisição de vacinas contra a covid-19 no âmbito do procedimento europeu centralizado ».

« A resolução do Conselho de Ministros hoje aprovada corresponde à primeira fase dos procedimentos aquisitivos, a realizar em 2020, assegurando a aquisição de 6,9 milhões de doses e assumindo como referência a estratégia nacional e correspondentes populações-alvo a definir pela Direção-Geral da Saúde », lê-se no comunicado.

Em Gaia, António Costa, que esteve ao lado da ministra da Saúde, Marta Temido, visitou as obras do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, empreitada que integra o Plano de Reabilitação Integrado e está dividida por fases sendo que neste momento está em conclusão a fase B que representa um investimento de 13 milhões de euros em infraestruturas e dois milhões de euros em equipamentos – descreveu o dia como « muito importante ».

« Hoje é um dia importante porque demos um passo fundamental para podermos acreditar que está ao nosso alcance aquele dia fundamental sem o qual não podemos dar esta crise por ultrapassada que é o dia em que há uma vacina desenvolvida pela ciência e produzida pela indústria, mas devidamente comercializada, distribuída e acessível à população », disse o primeiro-ministro.

António Costa recordou, no entanto, que « até haver uma imunização geral da população ou um tratamento » é preciso estar preparado.

« Os otimistas acreditam no final deste ano haverá os primeiros lotes. Os realistas têm de acreditar que os otimistas têm razão, mas temos de nos preparar para que assim possa não ser. Até haver uma imunização geral da população ou um tratamento para esta doença, temos de estar preparados para o pior para que o melhor se consiga fazer », referiu.