Covid-19: Espanha soma mais de 2.200 novos casos em 24 horas

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Espanha registou 2.211 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, faltando conhecer os dados das comunidades de Madrid e de Navarra, com a Catalunha a ultrapassar os 100.000 infetados, depois de confirmar 1.243 num dia.

Segundo o Ministério da Saúde espanhol, o total de infetados com o novo coronavírus desde o início da epidemia, há cerca de cinco meses, ascende a 298.297, e pelo menos 32 pacientes (seis na Catalunha) morreram nos últimos sete dias, elevando o número global para 28.478 óbitos.

Na Catalunha, segundo as autoridades locai, desde o início da pandemia, foram recenseados 100.668 casos de infeção, depois de, em 24 horas, se terem contabilizado mais 1.243, situação que começa a preocupar sobretudo por causa do surto detetado no Vallès Occidental, uma das regiões a leste da comunidade autónoma.

O total de mortes na Catalunha atingiu os 12.751, tendo 6.995 deles sido registados no hospital ou num centro sanitário, 4.118 em lares de idosos e 814 no domicílio, com as restantes 824 a não serem classificadas por falta de informação.

O aumento de casos positivos de covid-19 no Vallès Occidental pôs já em alerta a própria comarca e as cidades de Sabadell e de Terrassa.

Face a esta situação, a alcaide de Sabadell, Marta Farrés, divulgou um vídeo em que alerta para o aumento de casos, que considera uma “má notícia” nas vésperas de muitos habitantes partirem para férias, salientando, porém, que nenhum dos pacientes infetados está internado em unidades de cuidados intensivos.

“Dá medo só de pensar que poderemos ter dados como os dos últimos meses”, admitiu Marta Farrés.

Já em Barcelona, o presidente do Governo regional, Quim Torra, lamentando a evolução dos novos casos, pediu “prudência máxima e prevenção máxima” à população catalã, para evitar que surjam novos surtos, e lembrou os “bons resultados” obtidos com as restrições que funcionaram durante o período de confinamento.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 689 mil mortos e infetou mais de 18,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Jorge Jesus assinou contrato como treinador do Benfica por dois anos

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O treinador de futebol Jorge Jesus assinou hoje contrato com o Benfica por dois anos, até ao final da temporada 2021/22, anunciou o clube ‘encarnado’, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD informa, nos termos e para o efeito do disposto no artigo 248.º-A do Código dos Valores Mobiliários, que acabou de formalizar o acordo para a contratação do treinador Jorge Jesus, ao abrigo de um contrato de trabalho desportivo para vigorar nas próximas duas épocas desportivas”, indica o comunicado.

Jorge Jesus, de 66 anos, já tinha sido confirmando como novo técnico dos ‘encarnados’ em 17 de julho, dia em que rescindiu com o Flamengo, após conquistar seis troféus em pouco mais de um ano, incluindo a Taça Libertadores e o campeonato brasileiro.

O técnico luso regressa a um cargo que ocupou entre 2009/10 e 2014/15, período em que conquistou 10 títulos, nomeadamente, três campeonatos, uma Taça de Portugal, uma Supertaça e cinco edições da Taça da Liga.

No total dos seis anos, o treinador, nascido na Amadora, em 24 de julho de 1954, somou 321 encontros pelos ‘encarnados’, conseguindo 225 vitórias, 52 empates e 44 derrotas, com 674 golos marcados e 249 sofridos.

Jesus começou a carreira no Amora, em 1989/90, e, depois, passou por Felgueiras, União da Madeira, Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal, Vitória de Guimarães, Moreirense, União de Leiria, Belenenses e Sporting de Braga, antes de chegar à Luz.

Depois de se tornar o mais titulado treinador dos ‘encarnados’, que também levou a duas finais da Liga Europa, perdidas para Chelsea (2012/13) e Sevilha (2013/14), rumou ao Sporting, tendo passado, no estrangeiro, por Al-Hilal e Flamengo.

Jorge Jesus está a ser apresentado como novo treinador do Benfica, sucedendo a Nélson Verríssimo, o substituto temporário de Bruno Lage, numa cerimónia a decorrer no Benfica Campus, o centro de estágio das ‘águias’, no Seixal.

Portugal: Respeito pelos emigrantes. Opinião

Por Francisco Rebelo dos Santos – Editorial do Diretor do « Região de Leiria »

Respeito pelos emigrantes

O correto seria olhar para todos de igual para igual, sendo lógico que a haver alguma discriminação positiva, esta seria sempre merecida em relação às mulheres e aos homens da nossa Diáspora.

A opinião pública está contaminada por um discurso insensato e injusto que fala do regresso dos emigrantes para as férias de agosto como uma ameaça ao controlo da pandemia.

A infelicidade destas opiniões é tanto maior quanto, em simultâneo, há apelos incessantes para a vinda de turistas oriundos de países que colocaram Portugal na lista negra de destinos, devido ao aumento do número de contágios que se verifica no nosso país. Ou seja, os turistas são bem-vindos, os emigrantes devem portar-se bem se vierem. Os emigrantes portugueses são reconhecidos e respeitados em todo o mundo. A maioria vive em países com condições sanitárias mais exigentes e problemáticas.

Olhar para o seu regresso como um perigo é lançar uma anátema e alimentar atitudes discriminatórias. O cumprimento de regras deve ser uma exigência geral, igual para todos, sem nenhuma exigência especial para os detentores de nacionalidade portuguesa.

Portugal olha para os turistas de baixo para cima, ao mesmo tempo que encara os emigrantes de cima para baixo.

O correto seria olhar para todos de igual para igual, sendo lógico que a haver alguma discriminação positiva, esta seria sempre merecida em relação às mulheres e aos homens da nossa Diáspora. São eles os nossos melhores embaixadores, pelo mundo, além de responsáveis pelo envio regular de remessas indispensáveis ao desejado equilíbrio das contas públicas.

Alguns dos que olham desconfiados para o regresso dos emigrantes dizem que os alertas que lhes são dirigidos resultam apenas de um certo paternalismo da classe política, mas o que sobra é uma injustiça e uma tremenda falta de respeito. Os portugueses residentes no exterior merecem que o país esteja sempre de braços abertos para os receber. Sejam bem-vindos.

Covid-19/Portugal: Governo assegura que diminuição de novos casos não decorre de menos testes

Covid-19: Governo assegura que diminuição de novos casos não decorre de menos testes

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O secretário de Estado da Saúde assegurou hoje que a diminuição de novos casos de infeção pelo novo coronavírus, registada nos últimos dias, não decorre de uma quebra no número de testes realizados.

“Na semana que findou, Portugal fez, em média, mais de 13.300 testes por dia, não há qualquer orientação para testar menos”, garantiu António Lacerda Sales, durante a habitual conferência de imprensa sobre a covid-19 em Portugal.

O secretário de Estado referia-se a uma norma publicada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre o rastreio de contactos por covid-19, que prevê que deixe de ser obrigatório realizar testes aos contactos de alto risco com infetados.

No sábado, o Expresso noticiou que « os contactos de alto risco deixam de ser testados » com esta norma, uma situação que a DGS negou no mesmo dia em comunicado, assegurando que « não é verdade » que « Portugal vá reduzir o número de testes » e que a norma « exclua ou restrinja o universo de pessoas sujeitas à realização de testes ».

António Lacerda Sales referiu o tema durante a sua intervenção inicial, afirmando que a nova norma mais não faz que formalizar e normatizar aquilo que já eram os procedimentos habituais.

“A realização de testes a contactos de casos confirmados de covid-19 sempre dependeu e continua a depender da estratificação do risco efetuada pelas autoridades de saúde”, disse.

E considerou ainda que, apesar de ser uma ferramenta determinante, a eficácia a testagem é limitada se não houver, paralelamente, um trabalho de identificação de cadeias de transmissão, através de inquéritos epidemiológicos que permitam identificar e isolar os contactos.

Neste sentido, o secretário de Estado afastou a política de testes como eventual explicação para a diminuição no número de novos casos de covid-19 registados diariamente, acrescentando, por outro lado, que a evolução aparentemente positiva deve ser interpretada com cautela.

“Temos analisado os números sempre com a maior cautela, sem euforias desmedidas quando a situação aparenta estar mais controlada, nem negativismos exacerbados quando as coisas não correm como gostaríamos”, sublinhou.

Olhando para os dados mais recentes, que hoje apontam para a inexistência de óbitos registados no último dia, pela primeira vez desde 16 de março, António Lacerda Sales considerou que a resposta de Portugal à pandemia tem sido positiva.

“Sabemos que continuamos a tomar as melhores decisões com base na melhor evidência científica disponível em cada momento e gerindo os recursos de que dispomos de forma proporcional, dinâmica e procurando sempre a melhor eficiência”, afirmou.

O governante aproveitou a conferência de imprensa também para apelar novamente ao comportamento responsável dos portugueses, em particular, daqueles que estão neste momento de férias, sublinhando que “o sucesso coletivo continua a depender das ações individuais de cada um”.

Portugal regista hoje mais 106 novos casos de infeção por covid-19 em relação a domingo e nenhuma morte, segundo o boletim diário da Direção-Geral de Saúde (DGS).

De acordo com o relatório da situação epidemiológica da DGS, desde o início da pandemia até hoje registaram-se 51.569 casos de infeção confirmados e 1.738 mortes.

Covid-19: Portugal sem registo de mortes nas últimas 24 horas

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Portugal regista hoje mais 106 novos casos de infeção por covid-19 em relação a domingo e nenhuma morte, segundo o boletim diário da Direção-Geral de Saúde (DGS).

De acordo com o relatório da situação epidemiológica da DGS, desde o início da pandemia até hoje registaram-se 51.569 casos de infeção confirmados e 1.738 mortes.

A região de Lisboa e Vale do Tejo totaliza hoje 26.389 casos, mais 66 do que no domingo, e cerca de 62,2% dos casos a nível nacional.

Em termos percentuais, nas últimas 24 horas o aumento no número de casos confirmados foi de 0,2% (passou de 51.463 para 51.569).

O número de doentes dados como recuperados da covid-19 aumentou nas últimas 24 horas para 37.111, mais 127, voltando a registar um número superior ao de novos casos (106).

Quanto aos casos confirmados, a região de Lisboa e Vale do Tejo lidera, com 26.389, seguida pela região Norte (18.797, mais 17 casos relativamente ao boletim de domingo).

A região Centro tem 4.465 infeções confirmadas, mais 10 novos casos comparativamente a domingo, de acordo com o boletim atualizado hoje, que reúne dados até à meia-noite de domingo.

O Algarve totaliza 892 casos, mais cinco do que no domingo, e o Alentejo subiu para as 745 novas infeções confirmadas (mais duas).

A Madeira regista mais cinco casos do que no domingo, totalizando agora 113 infeções confirmadas, e zero mortes.

Nos Açores, a DGS contabilizou mais uma infeção do que no domingo, totalizando 168 casos de covid-19.

O número de pessoas internadas é de 390 nas últimas 24 horas, representando mais 12 pessoas do que no domingo.

Nos cuidados intensivos estão hoje 42 pessoas, mais uma do que no domingo.

Em termos globais, há mais infetados na faixa etária entre 40 e 49 anos (8.544), seguindo-se a faixa entre 30 e 39 anos (contabiliza hoje 8.427 casos, mais 22 casos do que no domingo).

A faixa etária entre os 20 e os 29 anos, totaliza em Portugal desde o início da pandemia 7.892 casos, mais 15 do que no domingo.

Na faixa dos 50 aos 59 anos, registam-se 12 novos casos, uma subida de 7.781 para 7.793.

Com mais de 80 anos, tiveram infeções confirmadas 5.870 pessoas, mais três do que no domingo.

A covid-19 já afetou em Portugal 1.869 crianças até aos nove anos e 2.366 entre os 10 e os 19.

As autoridades de saúde têm sob vigilância 36.481 pessoas, mais 333 relativamente a domingo.

Aguardam resultado laboratorial 1.423 pessoas, menos 124 do que no domingo.

Os dados indicam que do total das vítimas mortais, 869 são homens e 869 são mulheres.

Por faixas etárias, o maior número de óbitos concentra-se nas pessoas com mais de 80 anos (1.165), seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (337), entre 60 e 69 anos (155) e entre 50 e 59 anos (55). Há ainda 20 mortos registados entre os 40 e 49 anos, quatro entre os 30 e 39 e dois entre os 20 e 29 anos de idade.

A região Norte continua a registar o maior número de mortes (828), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (606), o Centro (252), Alentejo (22), Algarve (15) e Açores (15).

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 689 mil mortos e infetou mais de 18,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Morreu Fernando Graça, antifascista, ex-emigrante em França, onde teve uma galeria de arte e um restaurante-galeria

Fernando Graça, antigo militante da LUAR, antifascista, exilado e ex-emigrante na Suíça e em França, faleceu este domingo, 2 Agosto, às 14 horas, num hospital em Évora.

A notícia foi dada à Rádio Alfa por amigos dele e por uma das suas duas filhas.

Fernando Graça nasceu a 23.06.1951 em São Mansos, Évora, e sofria há alguns anos de uma doença grave.

Em Paris dirigiu designadamente uma galeria de arte junto à Place des Vosges.

Nos últimos anos foi proprietário de um pequeno restaurante-galeria, o Paris-Lisbonne (cujo primeiro nome foi Duplicata), perto da Praça da Bastilha, igualmente em Paris.

Neste último espaço, que tinha uma decoração muito original e com bom gosto, ligada a Portugal e ao 25 de abril, organizou diversas exposições, tertúlias e sessões com debates culturais e políticos muitos deles ligados a Portugal.

Devido à doença, decidiu ir viver há menos de dois anos para Évora.

Era membro da maçonaria, em França.

Foi meu amigo pessoal e tinha duas filhas e um filho. A mulher, francesa e médica, também faleceu há poucos anos em Paris.

A Rádio Alfa apresenta à família de Fernando Graça as mais sentidas condolências.

O funeral de Fernando Graça é hoje, às 14h, em Évora.

 

Fernando Graça, à esquerda, no Paris-Lisbonne, com Daniel Ribeiro (autor desta pequena e triste notícia).

Fernando Graça, à direita, com amigos no Paris-Lisbonne – entre eles, alguns dirigentes do PS em França, Nathalie de Oliveira e Aurélio Pinto. E ainda Daniel Ribeiro

Foto de uma parte do interior do Paris-Lisbonne (foto Daniel Ribeiro)

 

 

« Chega » nas ruas: « Portugal não é racista »

Chega junta centenas de pessoas em Lisboa para mostrar que « Portugal não é racista

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Centenas de pessoas participaram no domingo em Lisboa numa manifestação promovida pelo Chega para dizer que “Portugal não é racista” e tentar afastar “esse fantasma” que assola o país sempre que algo de trágico acontece.

“Em Portugal não há racismo estrutural”, disse o presidente demissionário do Chega, em declarações aos jornalistas antes do arranque da marcha que, durante mais de uma hora, percorreu a Rua da Prata e do Ouro, terminando ao final da tarde com um intervenção de André Ventura na Praça do Município.

Defendendo que “o fantasma da hipocrisia sobre o racismo não continuará a vingar”, André Ventura reiterou que, tal como já tinha prometido, o Chega promoverá uma marcha “sempre que a esquerda e a extrema-esquerda” insistirem em colocar o tema do racismo na agenda política

“Nós queremos, sobretudo, dizer que Portugal não é um país racista”, acrescentou, admitindo, contudo, que por vezes acontecem “episódios racistas”.

À saída dos manifestantes da Praça do Município um homem contra a manifestação – encabeçada por André Ventura, entre outros que seguravam uma faixa que dizia “Portugal não é um país racista” – criou alguma confusão, que foi, contudo, resolvida em poucos minutos com a intervenção da polícia e de alguns elementos da organização que lhe pediram para se afastar.

 

 

Classificação fonográfica da obra de Zeca Afonso “fundamental” para gerações futuras – Governo

Classificação fonográfica da obra de Zeca Afonso “fundamental” para gerações futuras – Governo

Classificação fonográfica da obra de Zeca Afonso “fundamental” para gerações futuras – Governo

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Alfa/Lusa
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A ministra da Cultura considerou ontem, domingo, que a classificação fonográfica da obra de Zeca Afonso é « fundamental » para preservar aquele património sonoro e para que as gerações futuras possam conhecer o marco que o músico deixou na história de Portugal.

« Portugal é som através de Zeca. E este [a classificação fonográfica] é um gesto de reconhecimento institucional, mas simultaneamente uma medida essencial para garantir que será sempre possível conhecer a sua obra hoje e durante muitas décadas e durante muitas gerações que hão de vir », apontou Graça Fonseca.

A ministra falava em Belmonte, distrito de Castelo Branco, onde hoje foi inaugurada uma estátua em tamanho real do músico português, que ontem completaria 91 anos.

A homenagem realizada na terra onde Zeca Afonso viveu algum tempo da sua infância foi também a oportunidade escolhida pela ministra da Cultura para reafirmar a importância da obra do músico.

« A sua música foi ponto de encontro para os portugueses, luz em tempos escuros e festejo na hora da liberdade. Os seus poemas e seus sons são testemunhos daquela obra decisiva », afirmou.

Uma relevância que, frisou a governante, o Ministério da Cultura também assinala ao dar início ao processo de classificação da obra fonográfica do músico José Afonso, como « conjunto de bens móveis de interesse nacional ».

Lembrando que esta é a primeira vez que, em Portugal, que se inicia a classificação de uma obra fonográfica, Graça Fonseca destacou que a decisão foi tomada em « articulação » com a família de Zeca Afonso, com o principal objetivo de « recolher, investigar e apurar » todo a informação e património sonoro deixado pelo músico.

Reiterou ainda a importância de esse trabalho ser, depois, legado às gerações futuras que, deste modo, vão poder ouvir os originais de Zeca Afonso e saber a importância da sua música e o lugar que teve na história de Portugal, ao ser escolhida como uma das senhas da Revolução do 25 de Abril.

Graça Fonseca destacou que esta classificação é também um « primeiro passo » para que, no futuro, Portugal tenha « um arquivo do som que é património de todos » e que deverá integrar outros sonos determinantes e fundamentais, desde música até, por exemplo, ao som de um animal em vias de extinção.

À margem da cerimónia, e questionada quanto às recentes polémicas com o setor, a governante frisou que esta classificação, bem como o anúncio da abertura da linha de apoio social complementar a artistas autores e a compra de trabalhos a artistas plásticos portugueses marcam uma semana que, apesar de tudo, teve « bons momentos para a Cultura e para os artistas em Portugal ».

Durante a cerimónia, o presidente da Câmara de Belmonte, António Dias Rocha, também destacou a « grandeza » de Zeca Afonso e a importância de reconhecer o « homem, o músico e o interventor social ».

« Uma estátua a Zeca Afonso, mais do que uma consagração ao homem, é um tributo ao seu ideal humanista, à sua excelência musical, à sua grandeza social, à sua fraternidade, à sua generosidade, à sua simbologia política, à sua dimensão universal, à democracia », apontou o autarca.

Covid-19/Portugal: Um morto, 153 infetados em 24h

Portugal: Um morto, 378 internados e 41 em unidades intensivas

Informação oficial:

O boletim epidemiológico da direção-Geral da Saúde (DGS) deste domingo regista mais uma morte nas últimas 24 horas, totalizando já, desde o início da pandemia, 1738 óbitos. Na véspera tinham morrido mais duas pessoas.

Também o crescimento do ritmo das infeções registadas abrandou em relação ao dia anterior. O boletim de sábado falava em mais de 200 pessoas com o novo coronavírus em Portugal e o deste domingo refere mais 153 infetados.

Há ainda mais 201 casos de recuperação e mais três pessoas internadas, das quais mais uma em cuidados intensivos do que nas 24 horas anteriores. No total, estão internadas 378 pessoas, sendo 41 nas unidades intensivas.

A nova morte teve lugar na região de Lisboa e vale do Tejo, de um homem com idade compreendida entre os 60 e 69 anos.

A região norte registou mais 38 casos e a zona da grande Lisboa registou mais 92 casos. Houve ainda mais seis infeções na região Centro e mais sete no Alentejo. No Algarve aparecem menos dois casos, que resultam, segundo pode se ler no boletim a uma correção de números avançados anteriormente.

Informação oficial, mais em detalhe:

Portugal regista hoje mais um morto e 153 novos casos de infeção por covid-19 em relação a sábado, segundo o boletim diário da Direção-Geral de Saúde (DGS).

De acordo com o relatório da situação epidemiológica da DGS, desde o início da pandemia até hoje registaram-se 51.463 casos de infeção confirmados e 1.738 mortes.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, onde continua a haver mais surtos ativos de covid-19, totaliza hoje 25.323 casos, mais 92 do que na véspera, o que representa 60,1% das novas infeções.

Em termos percentuais, nas últimas 24 horas, o aumento de óbitos foi de 0,05% (passou de 1.737 para 1.738) e o de casos confirmados de 0,29% (de 51.310 para 51.463).

Em número de casos, a região de Lisboa e Vale do Tejo lidera, com 26.323, seguida pela região Norte (18.780, mais 38 casos), a região Centro (4.455, seis novos casos). O Alentejo tem mais sete casos (743) e o Algarve mais oito (887).

A Madeira regista mais dois casos de covid-19 do que no sábado, totalizando 108 casos, enquanto os Açores mantêm os 167 casos.

A região Norte continua a registar o maior número de mortes (828), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (606, mais um do que no sábado), o Centro (252), Alentejo (22), Algarve (15) e Açores (15). Na Madeira não há mortes registadas.

Segundo a Direção-Geral da Saúde, o óbito hoje contabilizado ocorreu na região de Lisboa e Vale do Tejo e a vítima encontra-se na faixa etária entre os 60 e os 69 anos.

O número de pessoas internadas é de 378 nas últimas 24 horas (mais três do que no domingo), referem os dados, apontando ainda que 41 doentes estão nos cuidados intensivos (mais um).

Os dados indicam que do total das vítimas mortais, 869 são homens e 869 são mulheres.

Por faixas etárias, o maior número de óbitos concentra-se nas pessoas com mais de 80 anos (1.165), seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (337), entre 60 e 69 anos (155) e entre 50 e 59 anos (55). Há ainda 20 mortos registados entre os 40 e 49 anos, quatro entre os 30 e 39 e dois entre os 20 e 29 anos de idade.

Em termos globais, há mais infetados na faixa etária entre 40 e 49 anos (8.524), depois entre 30 e 39 anos (8.405), 20 e 29 anos (7.877), 50 a 59 anos (7.781), seguida das pessoas com mais de 80 anos (5.867).

As autoridades de saúde têm sob vigilância 36.148 pessoas, mais 487 relativamente a sábado, e 1.547 aguardam resultado laboratorial, menos 84.

O número de doentes dados como recuperados da covid-19 aumentou nas últimas 24 horas para 36.984, mais 201, um número superior ao de novos casos (153).

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 685 mil mortos e infetou mais de 17,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Fotos do dia. Milhares de manifestantes em Berlim pediram fim das restrições – Covid-19

Milhares de manifestantes pediram em Berlim fim das restrições impostas pelo aumento de infeções com Covid-19 na Alemanha.

Manifestantes consideraram que restrições impostas para conter pandemia são um atentado à liberdade de movimento.  Ouviram-se palavras de ordem que aludem a uma conspiração organizada pela indústria farmacêutica e pediu-se a demissão de Ângela Merkel.

 

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