Uso de máscaras no exterior obrigatório em várias cidades francesas. Paris vai ser a próxima

Em França, a máscara de proteção contra o Covid-19 já era obrigatória em locais públicos fechados, como centros comerciais, transportes, lojas ou bancos, e desde 20 de julho,  quem desrespeitar esta regra pode ser multado em 135 euros, segundo decisão do Governo francês.

No que respeita às regiões e a casos mais particulares, as autoridades anunciaram que a decisão sobre o uso de máscara em locais públicos exteriores pode ser tomada a nível municipal ou regional, dependendo da situação e da evolução da epidemia em cada região.

Nice, Estrasburgo, Lille, Toulouse, Laval, Cannes e dezenas de outras cidades francesas já tomaram medidas nesse sentido.

Em Paris, a « maire », Anne Hidalgo, deseja tornar obrigatório o uso de máscaras em certas zonas da cidade, por exemplo em zonas pedonais centrais, em mercados ao ar livre, certas ruas muito comerciais, e alguns parques e jardins.

A epidemia continua a desenvolver-se de forma inquietante em certas zonas de França, onde se receia uma nova vaga de infeções, na « rentrée », depois das férias, designadamente na região parisiense.

Em França há, até à última contagem oficial, ontem, 192.334 casos confirmados e 30.296 mortos.  A média de infeções é superior a mil por dia desde há vários dias.

As regiões mais atingidas e onde se concentram 70% dos casos de doentes em reanimação são as de Île-de-France (Paris), da Provence-Alpes-Côte d’Azur, dos Hauts-de-France et da Guyane.

Os números oficiais de doentes em reanimação continuam a aumentar: passaram de 384, na segunda-feira, para 388 na terça-feira.

 

A Presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo, deseja tornar obrigatório o uso de máscaras em certas zonas de Paris.

 

Morreu António Moreira Barbosa, irmão de Manuel Moreira, animador da Rádio Alfa

António Moreira Barbosa faleceu no passado dia dois, em Courbevoie, França, com a idade de 58 anos. O seu funeral é amanhã, dia 6, em Portugal.

Era irmão de Manuel Moreira, animador da Rádio Alfa, onde este apresenta, com Marylene Martins, um programa de música tradicional portuguesa – « Nas margens da tradição » – aos domingos de manhã (das 8 às 10h).

António Moreira Barbosa também esteve, tal como o irmão, ligado à música tradicional portuguesa e ao mundo associativo em França.

O seu funeral decorre amanhã, dia 6, em Terras do Bouro.

A Rádio Alfa apresenta à família de António Moreira Barbosa, especialmente ao nosso amigo e colaborador, Manuel Moreira, as mais sinceras condolências.

Beirute/Explosões: França envia apoio médico de emergência

Beirute/Explosões: França envia apoio médico de emergência

Beirute/Explosões: França envia apoio médico de emergência

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O governo francês vai enviar hoje para o Líbano dois aviões de transporte militar com equipas da proteção civil e material com ajuda de emergência às vítimas das explosões de terça-feira em Beirute.

Mais de 100 pessoas morreram e mais de 4.000 ficaram feridas nas duas violentas explosões que sacudiram na terça-feira o porto de Beirute, de acordo com um novo balanço da Cruz Vermelha.

« Até agora, mais de 4.000 pessoas ficaram feridas e mais de 100 morreram. As nossas equipas continuam as operações de busca e salvamento nas áreas circundantes », informou a Cruz Vermelha libanesa, num comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Fontes da presidência francesa indicaram hoje que os dois aparelhos militares, um A400M e um MRTT, vão transportar 55 pessoas e 15 toneladas de material, assim como uma unidade sanitária que pode prestar cuidados a 500 feridos.

Os aviões militares devem partir de Paris ao fim da manhã devendo chegar a Beirute ao final da tarde.

A França vai enviar também mais uma dezena de médicos e enfermeiros especializados em situações de emergência para reforçarem os hospitais e as equipas locais.

Fontes governamentais de Paris indicaram igualmente que os militares franceses da Força de Paz das Nações Unidas no Líbano (FINUL) já estiveram no local da explosão, onde prestaram ajuda.

Mais de cem mortos e milhares de feridos em Beirute. Cidade ficou num caos. Há muitos desaparecidos. Um português ferido

As terríveis explosões na capital do Líbano que causaram estragos em quase toda a cidade tiveram o epicentro num armazém onde estavam toneladas de nitrato de amónio.

A Cruz Vermelha avança esta manhã com mais de 100 mortos, milhares de feridos e muitos desaparecidos. Mas balanços são provisórios.

Um português ficou ferido, segundo o Expresso. Outros dos cerca de 50 portugueses que residem em Beirute poderão ter sofrido danos nas suas casas, mas a secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, ainda não tem dados exatos. 

O cônsul honorário português em Beirute, André Boulos, disse que nunca viu nada assim apesar de ter estado na guerra.

Boulos disse ontem à RTP que ainda não tinha informações sobre se há portugueses feridos porque a sua própria casa foi afetada.

A primeira grande e mais forte explosão foi num armazém com grande quantidade de nitrato de amónio, no porto de Beirute.

As duas fortes explosões provocaram destruição até ao centro da capital libanesa e mesmo nos arredores da cidade.

O balanço oficial mais recente apontava para pelo menos 78 mortos e cerca de quatro mil feridos (um deles é português), mas os relatos de destruição fazem recear um aumento rápido do número de vítimas porque há muitos desaparecidos.

A Cruz Vermelha libanesa fala esta manhã em mais de 100 mortos, mas o balanço é muito provisório.

O Presidente do país considera “inaceitável” que 2750 toneladas de nitrato de amónio tenham ficado armazenadas durante seis anos sem condições de segurança nas instalações que explodiram no porto e promete “as mais duras punições para os responsáveis ».

O cônsul honorário português em Beirute, André Boulos, disse que nunca viu nada assim apesar de ter estado na guerra.

Boulos disse ontem à RTP que ainda não tinha informações sobre se há portugueses feridos porque a sua própria casa foi afetada. Mas alguns jornais portugueses, como o Expresso, falam num português ferido.

Vários ‘capacetes azuis’ da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) ficaram gravemente feridos nas duas explosões.

 

 

Mortos, feridos, destruição. Explosões provocam o caos em Beirute, Líbano

Centenas de vítimas (pelo menos 73 mortos e 3000 feridos às 23h de Paris) em explosões que provocaram o caos em Beirute.

Enormes nuvens de fumo elevaram-se nos céus de Beirute, capital do Líbano, por causa das explosões, que abalaram quase toda a cidade e fizeram um número elevado de vítimas.

Ainda não se sabe exatamente o que aconteceu e os balanços são provisórios.

As explosões verificaram-se no porto de Beirute. Esta foto fala por si:

 

Covid-19: Portugal regista hoje mais um morto e 112 novos casos de infeção

Covid-19: Portugal regista hoje mais um morto e 112 novos casos de infeção – DGS

Covid-19: Portugal regista hoje mais um morto e 112 novos casos de infeção

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Portugal regista hoje mais um morto e 112 novos casos de infeção por covid-19 em relação a segunda-feira, segundo o boletim diário da Direção-Geral de Saúde (DGS).

De acordo com o relatório da situação epidemiológica da DGS, desde o início da pandemia até hoje registaram-se 51.681 casos de infeção confirmados e 1.739 mortes.

A região de Lisboa e Vale do Tejo totaliza hoje 26.457 casos de covid-19 mais 68 do que na segunda-feira.

Há quase três meses que não havia três dias consecutivos com menos de 200 casos.

Ouro português valoriza 5,4 MME desde início da pandemia

Alfa/Diário de Notícias

Cotação do ouro bate recordes e em consequência as reservas do Banco de Portugal atingem também valor histórico. Há 20 anos valia sete vezes menos.

Se o Banco de Portugal, por algum motivo, tivesse decidido vender nesta segunda-feira, quando o valor atingiu o máximo, as 382,5 toneladas de ouro que tem em reservas, o Estado receberia 20.861.802.303,51 euros.

A cotação do ouro, que tem vindo a subir nos últimos meses está perto de atingir o valor de dois mil dólares por onça troy (31,1 gramas).

No dia 18 de março, quando o estado de emergência foi declarado em Portugal, o ouro estava cotado em 1477,9 dólares por onça troy. Feitas as contas, em menos de cinco meses, as reservas de ouro portuguesas valorizaram 5,4 mil milhões de euros (MME)

É um número impressionante, mas não é um tesouro pronto a resolver os problemas financeiros de Portugal. Esta quantia não chega a 10% do Produto Interno Bruto do ano passado (212,3 MME) e menos ainda da dívida pública (259,6 MME, segundo dados divulgados hoje).

Em dezembro de 2015, a mesma quantidade de reserva de ouro valia, grosso modo, quase metade: 10,99 MME. E em 3 de agosto de 2000 valia 2,86 MME. Ou seja, as reservas de ouro do Banco de Portugal valorizaram mais de sete vezes em 20 anos.

« As preocupações com o vírus e um dólar fraco causado por um programa maciço de flexibilização quantitativa dos EUA ajudaram o ouro a atingir um novo recorde nos mercados asiáticos na segunda-feira, atingindo 1,990.84 dólares por onça », explica a AFP.

Portugal é um dos países do mundo com maiores reservas auríferas: segundo os dados do World Gold Council, divulgados pelo Trading Economics, é o 14.º do mundo e o sexto da Europa na lista liderada pelos Estados Unidos.

A decisão de comprar ou vender ouro das reservas cabe em exclusivo ao Banco de Portugal e era um instrumento para defender a moeda própria, quando necessário.

Portugal: Mais de 24 mil hectares arderam nos primeiros sete meses do ano

Alfa/Lusa

Houve menos 34% de área ardida relativamente à média anual do período.

Mais de 24.000 hectares arderam nos primeiros sete meses do ano, período em que se registaram 5294 incêndios rurais, valores inferiores à média anual na última década, segundo o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Segundo o 3.º relatório provisório de incêndios rurais do ICNF, que abrange o período entre 1 de janeiro e 31 de julho, a base de dados nacional registou um total de 5294 incêndios rurais, que destruíram um total de 24.680 hectares (ha), entre povoamentos (12.031 ha), matos (8.247 ha) e áreas agrícolas (4.420 ha).

Comparando os valores dos primeiros sete meses deste ano com o histórico dos 10 anos anteriores, o relatório indica que houve menos 43% de incêndios rurais e menos 34% de área ardida relativamente à média anual do mesmo período.

Rei Juan Carlos não se exilou em Portugal, mas sim na República Dominicana, via Porto – Imprensa espanhola

Afinal, o rei emérito Juan Carlos não estará no Estoril após abandonar Espanha.

Monarca espanhol que passou parte da infância e início de idade adulta no Estoril, com a família, terá passado pelo Porto e seguido daí para a República Dominicana, segundo jornais espanhóis.

A notícia de que ele estaria em Portugal foi avançada ontem à noite pelo jornal Correio da Manhã e outros media portugueses. Mas logo a seguir a imprensa espanhola avançou que a viagem ocorreu no fim de semana, e teve escalas em Sanxenxo, na Galiza, e no Porto, antes do destino final de Santo Domingo, na República Dominicana, segundo resume o Expresso.
 
Juan Carlos

Juan Carlos comunicou ao filho, que lhe sucedeu no trono, a intenção de abandonar Espanha e instalar-se (exilar-se) noutro país.

A decisão do monarca foi aceite por Filipe V, devido a escândalos do passado que envolveram o monarca e estavam a prejudicar a imagem da monarquia em Espanha.

Na origem da decisão está designadamente a repercussão pública de escãndalos das investigações sobre os alegados fundos em paraísos fiscais. Juan Carlos teria criado uma « offshore » através de uma doação de 65 milhões de euros da Arábia Saudita.

“A minha decisão foi ponderada e decidi sair da Espanha neste momento”, anunciou o ex-chefe de Estado por quase quatro décadas e que agora ocupa as primeiras páginas da imprensa mundial com os seus negócios com fundos em paraísos fiscais e contas na Suíça.

Antes de se exilar, o rei emérito enviou uma carta ao filho,  rei Filipe VI, em que dá conta da sua decisão de sair do país “imediatamente”. A carta foi tornada pública ontem, segunda-feira, pela Casa Real espanhola.

Na missiva, Juan Carlos refere-se às polémicas em que tem visto o seu nome envolvido – e às investigações em curso – como “certos acontecimentos passados da minha vida privada”.

Lesados exigem hoje no Porto devolução da totalidade das poupanças no BES

Lesados exigem hoje no Porto devolução da totalidade das poupanças no BES

Lesados exigem hoje no Porto devolução da totalidade das poupanças no BES

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A Associação Lesados do Sistema Bancário (ALSB) protesta hoje no Porto para exigir a devolução das poupanças perdidas na resolução do Banco Espírito Santo (BES).

Clientes bancários que se juntaram nesta associação têm vindo a organizar manifestações em que exigem as poupanças investidas no BES, argumentando que inicialmente o Banco de Portugal lhes garantiu que essas estavam protegidas por uma provisão de 1.837 milhões de euros que obrigou o BES a fazer e que passou para o Novo Banco aquando da resolução, em agosto de 2014.

Estes clientes acusam as autoridades de terem usado o dinheiro dessa provisão para pagar a outras entidades, como outros bancos a quem BES tinha dívidas.

Este grupo de lesados colocou-se à margem das negociações levadas a cabo pela Associação dos Enganados e Indignados do Papel Comercial (AIEPC) para devolução aos lesados de parte do valor investido, exigindo a devolução da totalidade do dinheiro que perderam em aplicações que lhes asseguraram ser “garantidas”.

O BES, tal como era conhecido, acabou em agosto de 2014, deixando milhares de pessoas lesadas devido a investimentos feitos no banco ou em empresas do Grupo Espírito Santo.

O Banco de Portugal, através de uma medida de resolução, tomou conta da instituição fundada pela família Espírito Santo e anunciou a sua separação, ficando os ativos e passivos de qualidade num ‘banco bom’, denominado Novo Banco, e os passivos e ativos tóxicos no BES, o ‘banco mau’ (‘bad bank’), sem licença bancária.

A manifestação está marcada para as 11:00 junto ao Banco de Portugal, na Praça da Liberdade, e ao Novo Banco, na Avenida dos Aliados, no Porto.