Covid-19: Mais de 17 milhões de casos registados a nível global. 666.586 mortos

Covid-19: Mais de 17 milhões de casos registados a nível global

Covid-19: Mais de 17 milhões de casos registados a nível global

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Mais de 17 milhões de casos de SARS CoV-2 foram oficialmente registados no mundo sendo que a maior parte concentram-se em três países, de acordo com a contagem da agência France Presse.

Os dados indicam que foram declarados 17.022.877 casos de covid-19 e que a doença provocou a morte a 666.586 pessoas, nomeadamente nos Estados Unidos, o país mais afetado pela pandemia, com 4.426.982 casos e 150.713 óbitos.

No Brasil registam-se 2.552.265 contágios e 90.134 mortes da doença e na Índia há 1.583.792 casos e 34.968 mortes de covid-19.

De acordo com a contagem da France Press, hoje às 07:00, o « ritmo » da pandemia continua a aumentar a nível global, com um milhão de novos casos nos últimos quatro dias.

Bares e discotecas reabrem em Portugal, mas sem pista de dança e com fecho às 20h

Governo avança com reabertura de bares e discotecas, mas sem pista de dança e com fecho às 20h

GREGÓRIO CUNHA

O diploma que irá estabelecer as novas regras deverá ser aprovado em Conselho de Ministros esta quinta-feira, avança o jornal Público. Regras vão ser as mesmas aplicadas aos cafés

 

Alfa/Expresso/Público

 

Após meses de portas fechadas, os bares e discotecas vão poder abrir, em todo o país, desde que funcionem de acordo com as regras aplicadas aos cafés, apurou o “Público”. O diploma que irá estabelecer as novas regras deverá ser aprovado em Conselho de Ministros esta quinta-feira.

O executivo vai permitir que os bares e discotecas retomem alguma normalidade. Estes estabelecimentos poderão usar espaço exterior como esplanada e, quando esta exista, ocupar a pista de dança com mesas, respeitando as normas de distanciamento social decretadas pela Direcção-Geral da Saúde.

A hora de fecho, contudo, será as 20h, ou seja, os bares e discotecas não vão poder funcionar à noite, pelo que apurou o jornal.

Outra mudança que deverá ser aprovada pelo Governo é um alargamento dos horários da restauração: o Conselho de Ministros deverá aprovar que a hora limite de entrada de clientes nos restaurantes e similares passará a ser as 24h, durante o verão. Será também introduzida a obrigatoriedade de os espaços fecharem à 1h.

« Sécur’été 2020 – Verão em Portugal”. Secretários de Estado em Vilar Formoso, a um de agosto

« Sécur’été 2020 – Verão em Portugal” – Secretários de Estado presentes em Vilar Formoso com a Cap Magellan.

Cap Magellan, principal associação de jovens luso-descendentes em França, volta a organizar este ano uma campanha de Segurança Rodoviária intitulada « Sécur’été”. 

A associação estará presente nas fronteiras entre Portugal e Espanha, nos dias 1 e 2 de agosto, para uma ação de prevenção junto dos emigrantes e de todos os automobilistas que se dirigem a Portugal durante os meses tradicionais de férias – designadamente nas fronteiras de Vilar Formoso, de Chaves e de Valença.

No dia 1 de agosto,  pelas 11 horas, em Vilar Formoso,  será desenvolvida uma ação especial para a qual foram convidados elementos do Governo e presidentes de Câmaras e associações.

 

Presenças confirmadas:

 

–      Patrícia Gaspar, Secretária de Estado da Administração Interna

–      Berta Nunes, Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas

–      João Paulo Rebelo, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto

–      António Machado, Presidente da Câmara Municipal de Almeida

–      Rui Ribeiro, Presidente da ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária)

A Cap Magellan informa que outras ações serão realizadas durante o mês de agosto em todo o território português.

Entre 10 e 14 de agosto, a associação organiza um encontro europeu de jovens lusodescendentes em Alfeizerão, Região Oeste.

Covid-19: Câmara do Sabugal promove campanha com conselhos para os emigrantes

Covid-19: Câmara do Sabugal promove campanha com conselhos para os emigrantes

Alfa/Lusa

 

A Câmara Municipal do Sabugal vai promover, em agosto, uma campanha sobre os cuidados que emigrantes e residentes em outros pontos do país devem ter durante a sua presença no território, para evitar eventuais contágios de covid-19.

« A Câmara tem preparada uma campanha, idêntica à do período mais difícil da pandemia, de aconselhamento local. A campanha, a realizar com o apoio das Juntas de Freguesia, será feita em todo o território concelhio, no sentido do aconselhamento e da prevenção », disse ontem à agência Lusa o presidente do município do Sabugal, António Robalo.

Segundo o autarca, a campanha incluirá a publicação de avisos e de conteúdos nas redes sociais.

« Apesar da situação, todos aqueles que vêm ao concelho do Sabugal, neste verão, são bem-vindos, desde que cumpram aquilo que nós estamos também a cumprir, no fundo, os conselhos da Direção-Geral da Saúde (DGS), como o distanciamento social e as várias medidas de proteção, como a utilização de máscaras e afins », referiu.

Nesta matéria, tanto os residentes como aqueles que visitam o território em férias, no verão, estão em « situação igualitária », referiu.

António Robalo disse à Lusa que não tem elementos concretos sobre a presença de emigrantes no concelho, visto que costumam deslocar-se em maior número no mês de agosto, mas vaticina que este ano, devido à pandemia, « as pessoas podem não se deslocar tanto como nos anos anteriores ».

« A vinda das pessoas [tanto de quem vive no estrangeiro como em outras zonas do país] era muito na ótica de visitarem os familiares e amigos, mas também para usufruírem das festas e das nossas tradições e da capeia arraiana, que este ano não se vão realizar. Como não vai haver essa alegria nas aldeias como num verão normal, é de admitir que as pessoas virão em menor número », justificou.

O presidente da autarquia do Sabugal, reconhece, no entanto, que a presença de emigrantes no concelho, que denomina de « vitamina ‘E' », é sempre importante para a dinamização da economia local.

« Costumo até dizer que, para o Sabugal, a vinda dos emigrantes é a nossa vitamina ‘E’, porque é uma altura de dinamização da nossa restauração, dos nossos serviços e dos negócios das empresas de construção civil. E, isso, ainda é uma vitamina para o resto do ano », explicou.

Este ano, « talvez não se faça sentir com tanta força e eficácia a ação dessa vitamina de emigrantes », prevê António Robalo.

O município do Sabugal situa-se no distrito da Guarda, junto da fronteira com Espanha.

Emigrantes e lusodescendentes podem candidatar-se a 3.599 vagas no ensino superior

Emigrantes e lusodescendentes podem candidatar-se a 3.599 vagas no ensino superior

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Alfa/Lusa
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Os emigrantes e lusodescendentes que pretendam frequentar o ensino superior em Portugal podem apresentar as suas candidaturas entre 07 e 23 de agosto, estando disponíveis 3.599 vagas para o próximo ano letivo, anunciou ontem o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Estas 3.599 vagas exclusivas para estes candidatos – que representam 7% das vagas no ensino superior público português – abrangem 107 instituições e mais de 5.000 cursos, em todas as universidades e institutos politécnicos.

Trata-se do programa “Estudar e Investigar em Portugal”, uma iniciativa do Governo, com o envolvimento da Direção-Geral do Ensino Superior, do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e das instituições Portuguesas de Ensino superior.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, nos últimos dois anos registou-se um aumento de 52% do número de emigrantes e lusodescendentes colocados pelo concurso nacional de acesso.

Os candidatos emigrantes e seus familiares também podem aceder ao ensino superior português com o ensino secundário concluído no país de acolhimento através da via profissionalizante.

Outra possibilidade é a opção por um curso técnico superior profissional num instituto politécnico português, com possibilidade de posterior ingresso em licenciatura ou mestrado integrado.

Estes candidatos têm ainda à disposição a possibilidade de “frequentar os mais de 1.800 cursos de mestrado e 600 de doutoramento da rede de ensino superior público português”, bem como “trabalhar em investigação nos 350 centros e laboratórios existentes em Portugal, em todos os domínios do conhecimento”.

E se já frequentaram um curso superior no país de acolhimento, podem igualmente “fazer um período de estudo em Portugal ao abrigo do programa de mobilidade Erasmus+”, prossegue a nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

No ano letivo 2019/2020, candidataram-se 483 emigrantes e lusodescendentes, tendo ficado colocados 416, o que representa 86%.

PSD denuncia “situação crítica e de rutura na rede consular” no Luxemburgo e na Alemanha

PSD critica solução do Governo para reforçar atendimento consular no Luxemburgo. PSD denuncia uma « situação de rutura » da rede consular no Luxemburgo e na Alemanha e pretende saber « que medidas concretas tem o Governo previstas para resolver essa situação »

Alfa/Lusa/Observador

O PSD já tinha questionado o Governo sobre « a situação do atendimento consular no Luxemburgo, país onde residem cerca de 70.000 portugueses e onde se verificam atrasos de vários meses no atendimento aos utentes ».

O PSD questionou esta quarta-feira o Governo sobre “a situação crítica da rede consular”, acusando-o de prejudicar o atendimento na Alemanha com o destacamento de funcionários em Estugarda para o Luxemburgo.

Numa pergunta dirigida ao ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, o grupo parlamentar do PSD denuncia uma “situação de rutura” da rede consular e pretende saber “que medidas concretas tem o Governo previstas para resolver essa situação”.

Na missiva, cujo primeiro subscritor é o deputado Carlos Alberto Gonçalves, eleito pelo círculo da Europa, este grupo parlamentar recorda que tem vindo a alertar para “as enormes dificuldades” que alguns dos postos consulares registam no atendimento dos utentes e para a necessidade de reforço dos meios humanos ao dispor da rede consular.

O PSD já tinha questionado o Governo sobre “a situação do atendimento consular no Luxemburgo, país onde residem cerca de 70.000 portugueses e onde se verificam atrasos de vários meses no atendimento aos utentes”.

O Consulado-Geral de Portugal no Luxemburgo foi, entretanto, reforçado com mais funcionários, mas o PSD considera que a medida teve consequências.

Isto porque os dois funcionários que reforçaram o consulado no Luxemburgo foram destacados do Consulado-Geral de Portugal em Estugarda, o que “acaba por desfalcar de funcionários uma estrutura que cobre uma enorme área consular na Alemanha e onde reside o maior número de portugueses neste país”.

« Não podemos deixar de notar que o escritório consular de Frankfurt é uma estrutura com problemas crónicos no atendimento, o que acaba por nos levar a pensar que esta não será, certamente, uma boa solução”, refere o grupo parlamentar do PSD.

E prossegue: “Seria de esperar, ao invés, uma solução que permitisse solucionar, de forma permanente, os problemas no Luxemburgo sem criar ou agravar problemas já existentes noutras áreas consulares”.

Recentemente, em entrevista à agência Lusa, a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, admitiu reforçar os meios dos consulados portugueses no estrangeiro se existirem situações de rutura nesta fase de retoma dos serviços que ficaram pendentes durante o confinamento devido à Covid-19.

« Nas situações em que nos são reportados problemas maiores, como no Luxemburgo, onde já havia dificuldades anteriormente, fizemos um reforço das pessoas e um alargamento de mais 35 horas semanas, que inclui o sábado. Já era um consulado com necessidades”, justificou.

Berta Nunes disse que esta é a única situação que, até ao momento, exigiu uma intervenção, mas garantiu estar atenta.

Durante o período do confinamento, adiantou, os consulados optaram por fazer mais trabalho de ‘back office’, resolver problemas pendentes e situações urgentes e, ao mesmo tempo, ajudar as pessoas com dificuldades, empresas com trabalhadores retidos ou as próprias pessoas retidas.

« Agora estão a retomar a normalidade. É evidente que todas as marcações que existiram nesse período não foram atendidas e o critério é fazer as remarcações todas, o que exige um esforço adicional”, declarou.

TAP. Deputados socialistas denunciam redução e cancelamentos de voos na Europa

Os deputados socialistas Paulo Pisco, Carlos Pereira, Lara Martinho e Paulo Porto pediram esclarecimentos à TAP sobre alegada anulação e cancelamento de vooos na Europa, numa pergunta por escrito envidada ao ministério das Infraestruturas e da Habitação.

Dizem que a TAP está a causar perturbações aos clientes que « querem ir de férias a Portugal » e denunciam em particular situações dessas em França, Luxemburgo, Suíça ou Alemanha.

Escrevem, designadamente: « Por que razão a TAP tem cancelado voos oriundos de aeroportos europeus, particularmente de França, Luxemburgo, Suíça ou Alemanha? »

Querem saber também a dimensão da redução dos voos da TAP para os aeroportos de França, Luxemburgo, Suíça e Alemanha e quantos voos semanais agora existem para estes países.

E perguntam:  « a TAP encara a possibilidade de aumentar o número de voos de modo a garantir as férias de verão aos portugueses residentes no estrangeiro e outros cidadãos que procuram a companhia? Qual é a política de reparação da empresa aos clientes que são prejudicados com o
cancelamento/anulação dos voos? »

Por fim querem também saber qual é a perspetiva de reinício das ligações para a Venezuela e a possibilidade de haver « uma linha direta para a África do Sul, indo assim ao encontro de expetativas legítimas das comunidades portuguesas residentes nesses países ».

 

Covid-19/Portugal: 203 novos casos, 3 mortos. Números voltam a crescer

Boletim do dia: 203 novos casos, 3 mortos – oficial

Análise do Expresso:

Os números do dia mostram mais casos novos do que nos últimos dois dias (mais 92 do que na terça-feira, por exemplo), mas ainda assim mantendo uma tendência decrescente, se tivermos em conta uma média de casos por semana.

Se as quartas-feiras costumam ser dias difíceis, acumulando testes que não foram feitos durante o fim-de-semana, hoje estamos perante a melhor quarta-feira desde 28 de abril, dos últimos três meses, portanto. Com 203 novos casos, há hoje 249 recuperados, mas também mais três óbitos registados. Junta-se também mais um internado face a ontem (403) e mais duas pessoas em cuidados intensivos (43) – registos baixos face ao que o país já teve, embora interrompendo uma série de descidas de quase uma semana.

Sem surpresa, 72% dos novos casos são na Região de Lisboa e Vale do Tejo.

 

Informação oficial: 

Covid-19: Mais três mortes e 203 novos casos de infeção – DGS

Covid-19: Mais três mortes e 203 novos casos de infeção - DGS

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Lisboa, 29 jul 2020 (Lusa)- Portugal regista hoje mais três mortes e 203 novos casos de infeção por covid-19 em relação a terça-feira, segundo o boletim diário da Direção-Geral de Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registaram-se 50.613 casos de infeção confirmados e 1.725 mortes.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, onde continua a haver mais surtos ativos de covid-19, totaliza hoje 25.763 casos, mais 146 do que no dia anterior, o que representa 72% dos casos do país.

Em termos percentuais, nas últimas 24 horas, o aumento de óbitos foi de 0,17% (passou de 1.722 para 1.725) e o de casos confirmados de 0,4% (de 50.410 para 50.613).

Em número de casos, Lisboa e Vale do Tejo lidera, com 25.763, seguida pela região Norte (18.585, com 36 novos casos), a região Centro (4.429, mais sete casos). O Algarve tem mais cinco casos (858), e o Alentejo tem 706 casos, mais nove do que na véspera.

Nos Açores, mantêm-se os 167 casos e a Madeira mantém em 105 o número de infetados com SARS-Cov-2, que provoca a doença covid-19.

A região Norte continua a registar o maior número de mortes (828), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (594), o Centro (252), Alentejo (21), Algarve (15) e Açores (15).

Segundo o boletim que retrata a situação epidemiológica da covid-19, as três mortes foram registadas em Lisboa e Vale do Tejo e as três vítimas tinham mais de 80 anos.

Nas últimas 24 horas, o número de pessoas internadas subiu para 403, mais uma do que na terça-feira, e nos cuidados intensivos estão agora 43 pessoas (mais duas).

Por faixas etárias, o maior número de óbitos concentra-se nas pessoas com mais de 80 anos (1.159), seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (333), entre 60 e 69 anos (153) e entre 50 e 59 anos (55). Há ainda 20 mortos registados entre os 40 e 49 anos, três entre os 30 e 39 e dois entre os 20 e 29 anos de idade.

Em termos globais, há mais infetados na faixa etária entre 40 e 49 anos (8.370, mais 37 casos do que na véspera), depois entre 30 e 39 anos (8.258, um aumento de 22 casos), 20 e 29 anos (7.754, mais 50 casos), 50 a 59 anos (7.678, mais 36), seguida das pessoas com mais de 80 anos (5.799, mais seis).

As autoridades de saúde têm sob vigilância 35.339 pessoas, mais três face a terça-feira, e 1.600 aguardam resultado laboratorial, mais quatro.

O número de doentes dados como recuperados da covid-19 aumentou para 35.875, mais 249 do que no dia anterior.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 654 mil mortos e infetou mais de 16,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

 

Covid-19: três quartos dos portugueses evita espaços públicos e quase metade cancelaram férias, indica inquérito da Deco

Covid-19: três quartos dos portugueses evita espaços públicos e quase metade cancelaram férias, indica inquérito da Deco

HORACIO VILLALOBOS/GETTY IMAGES

Mais de três quartos dos 1.006 inquiridos online, entre os 18 e 74 anos, declaram que evitaram ou deixaram mesmo de frequentar os espaços públicos, como restaurantes, transportes públicos ou centros comerciais

Alfa/Lusa/Expresso

Mais de três quartos dos inquiridos num estudo da Deco afirmam que evitam espaços públicos por medo de contágio de covid-19, quase metade anularam os programas de férias e também cerca de metade adiaram projetos e investimentos.

Segundo o inquérito da associação de defesa do consumidor, realizado entre 16 e 20 de julho, apesar da reabertura da maioria dos serviços e do regresso ao trabalho para uma parte da população, os inquiridos continuam a manifestar receio de voltar às rotinas anteriores ao início da crise provocada pelo novo coronavírus.

Mais de três quartos dos 1.006 inquiridos ‘online’, entre os 18 e 74 anos, declaram que evitaram ou deixaram mesmo de frequentar os espaços públicos, como restaurantes, transportes públicos ou centros comerciais, enquanto mais de metade cancelou ou adiou as férias e perto de metade adiou projetos inicialmente agendados para este ano, como, por exemplo, comprar casa ou um carro novo.

É « URGENTE » REAGENDAR ATOS MÉDICOS ADIADOS

Por outro lado, sete em cada dez inquiridos relatam o adiamento de, pelo menos, um serviço de saúde agendado e 22% referiram que foram cancelados desde o início da pandemia.

« É urgente que as unidades de saúde reagendem essas consultas, exames de diagnóstico e cirurgias adiadas ou canceladas ao longo dos últimos meses, sob pena de vermos aumentar a taxa de mortalidade e de morbilidades por falta de acompanhamento de todos os doentes « não-covid » », conclui a Deco, na análise do inquérito.

Segundo a Deco, estes são alguns dos danos colaterais da covid-19 que levam a prever consequências graves para o futuro próximo, com um aumento da taxa de mortalidade e de morbilidades na população portuguesa.

O inquérito evidencia que os supermercados foram os estabelecimentos comerciais que menos sofreram uma quebra na procura, o que, para a Deco, mostra que os portugueses « afluíram sobretudo aos serviços de primeira necessidade ».

Simultaneamente, para as deslocações, os inquiridos disseram procurar usar mais veículos privados, como o carro ou motorizada.

O estudo mostra também que medo de infeção levou os inquiridos a evitar determinados serviços, nomeadamente os transportes públicos: três quartos das respostas classificaram-nos como pouco seguros quanto ao risco de contágio.

Mais de metade dos inquiridos manifestou o mesmo sentimento relativamente aos centros desportivos, às lojas, aos restaurantes e aos eventos culturais.

O estudo denota que 43% dos inquiridos adiaram pelo menos um dos investimentos previstos e já não tencionam fazê-lo até ao fim deste ano. Em contrapartida, 43% adiaram pelo menos um deles, mas alegam pretender fazê-lo ainda este ano.

No que toca às férias, mais de metade dos inquiridos indicaram que vão gastar menos do que previsto e cerca de um em cada cinco afirmam que vão ficar em casa.

A mesma percentagem afirma que não vai gastar dinheiro com o programa de férias e 48% vão optar por fazer férias em Portugal e apenas 20% farão no estrangeiro.

Também relacionada com o turismo, mais de três quartos dos inquiridos consideram que as viagens de avião, de autocarro ou de comboio representam um risco elevado de contágio e mais de metade não têm confiança nas medidas de segurança nos hotéis e alojamentos de férias.

No total, 68% dos inquiridos referem que a crise da pandemia de covid-19 afetou as suas férias de verão.

Portugal contabiliza pelo menos 1.722 mortos associados à covid-19 em 50.410 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Motorista português desaparecido em Espanha está detido em França

Motorista português desaparecido em Espanha está detido em França

Foi encontrado com vida o camionista português que estava alegadamente desaparecido desde terça-feira em Espanha. Segundo o que o JN apurou, está detido em França e já foi presente à autoridade judiciária competente daquele país.

Desconhece-se, no entanto, os motivos que levaram a essa detenção e outros contornos mais específicos, nomeadamente quando e em que local apareceu.

A informação foi confirmada ao JN pelo Capitão Rui Novais do Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana de Vila Real.

Desde terça-feira tinham sido despoletadas várias diligências, envolvendo autoridades portuguesas, espanholas e francesas, tendo por base um suposto desaparecimento, mas através dos centros de cooperação policial e aduaneira foi possível perceber que o desaparecido em causa teria, afinal, sido detido.

(leia versão original deste artigo em jn.pt)

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