António Costa anuncia em Bruxelas apoio de 300 milhões ao Algarve, muito atingido pela crise do turismo

Falando hoje aos jornalistas em Bruxelas, minutos depois de o Conselho Europeu ter chegado a acordo sobre um pacote total de 1,82 biliões de euros para retoma da economia comunitária pós-crise da covid-19, o primeiro-ministro português, António Costa, indicou que, “no total, entre verbas disponíveis através do próximo Quadro Financeiro Plurianual e verbas mobilizadas a partir do Fundo de Recuperação, Portugal terá disponíveis 45 mil milhões de euros” nos próximos sete anos.

No anterior Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020 – e no qual não estava incluído o Fundo de Recuperação agora criado por causa da pandemia –, Portugal dispunha de 32,7 mil milhões de euros, havendo agora um acréscimo de 37%.

Entre os 45,1 mil milhões de euros que o país irá agora arrecadar incluem-se 15,3 mil milhões de euros em transferências a fundo perdido exatamente no âmbito desse programa para a recuperação, bem como 29,8 mil milhões de euros em subsídios do orçamento da UE a longo prazo 2021-2027.

E, embora não entrem nestas contas, a estes montantes acrescem 10,8 mil milhões de euros em empréstimos, ainda no âmbito do Fundo de Recuperação.

Destacando que este acordo europeu surge numa altura em que Portugal “luta para continuar a conter a pandemia, para manter vivas as empresas, os postos de trabalho e os rendimentos das famílias”, António Costa notou também a necessidade de dar “energia suplementar” ao país.

E foi nesse âmbito que anunciou um “programa específico para a região do Algarve”, suportado por 300 milhões de euros adicionais na área da Coesão, e que visa “apoiar a diversificação da sua economia, melhorar infraestruturas e fazer investimentos necessários no setor da saúde”.

“A crise que estamos a atravessar tem atingido particularmente o turismo, o que tem significado um sacrifício muito particular para a região do Algarve, sendo aliás aquela onde o desemprego tem subido de forma mais dramática, e é uma região que, sendo de transição, já há vários anos que tem uma dotação de fundos inferior a outras regiões”, justificou António Costa.

Presidente francês fala em “dia histórico” após acordo no Conselho Europeu

Presidente francês fala em “dia histórico” após acordo no Conselho Europeu

CHRISTOPHE ENA/EPA

Emmanuel Macron fala num “dia histórico para a Europa”

OPresidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que com o acordo de retoma da economia comunitária pós-crise covid-19 aprovado esta terça-feira no Conselho Europeu este é « um dia histórico para a Europa ».

A afirmação de Macron surgiu numa publicação na rede social Twitter, pouco depois de o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, ter anunciado, ao quinto dia de uma das cimeiras europeias mais longas da história, um acordo que se traduz num pacote total de 1,82 biliões de euros.

(Leia mais sobre o acordo europeu em artigo relacionado, nesta página)

Bruxelas. Líderes fecham acordo, Portugal vai buscar 45,1 mil milhões de euros aos fundos comunitários

Fundos comunitários: líderes fecham acordo, Portugal vai buscar 45,1 mil milhões de euros. Os líderes do 27 aprovam o Fundo de Recuperação de 750 mil milhões de euros e o próximo Quadro Financeiro Plurianual para 2021. Portugal vai buscar 15,3 mil milhões ao primeiro e 29,8 mil milhões ao segundo. Costa fala num “enorme desafio” de execução e numa oportunidade que “não se pode desperdiçar”. Mas falta ainda o carimbo do Parlamento Europeu.

REUTERS

Alfa/Expresso por Susana Frexes, em Bruxelas

O acordo chegou às 5h31 da manhã desta terça-feira, em Bruxelas. O presidente do Conselho Europeu anunciava o « deal » na rede social Twitter. Após quatro dias de intensas negociações e braços-de-ferro, no arranque do quinto dia os líderes dos 27 selavam finalmente o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) e o novo Fundo de Recuperação.

O QFP vale 1 bilião e 74 mil milhões de euros e é para investir entre 2021 e 2027. Já o Fundo tem 750 mil milhões de euros para executar até 2026, mas a aprovação de projetos (compromissos) tem de ficar toda definida nos próximos três anos.

O presidente do Conselho Europeu não tem dúvidas de que « este é um bom acordo » e « um acordo forte ». Na conferência de imprensa final, deixou a promessa de que esta não seria uma « decisão virtual », mas mas que teria um « impacto positivo » e « à altura do desafio » face a um enorme recessão e a uma pandemia que já tirou a vida a 600 mil pessoas.

SEGUNDA CIMEIRA MAIS LONGA DA HISTÓRIA

« O passo mais importante é, pela primeira vez, termos assumido em conjunto esta emissão de dívida para financiar um programas de recuperação (…) de dimensão suficientemente robusta », afirmou António Costa aos jornalista, no final do encontro.

Dos 750 mil milhões de euros, 390 mil milhões são para transferir a fundo perdido para os países e 360 mil milhões serão empréstimos. O desenho inicial eram 500 mil milhões em subvenções, mas na negociação e por pressão dos países nórdicos cerca de 20% desse valor passou a ser a crédito.

O corte fez desaparecer alguns programas de gestão centralizada pela Comissão Europeia – ligados à saúde e apoio às empresas -, mas os envelopes nacionais foram praticamente poupados. Portugal entrou para a negociação com 15,5 mil milhões e saiu com 15,266 mil milhões em subvenções, a que se juntam 10,8 mil milhões em empréstimos. Este último valor ainda poderá aumentar, uma vez que a fatia global de empréstimos também aumenta.

Ao QFP, Portugal vai buscar mais 29,8 mil milhões de euros, entre verbas da Coesão, Agricultura e outros programas como o novo Fundo de Transição Justa.

Campeão FC Porto goleia Moreirense na despedida do Dragão

O FC Porto goleou hoje o Moreirense por 6-1, em jogo da 33ª e penúltima jornada da I Liga de futebol, que marcou a despedida nesta época do estádio do Dragão do novo campeão nacional.

Os ‘azuis e brancos’ adiantaram-se cedo no marcador, através de Luis Diaz, aos quatro minutos, mas o Moreirense ainda reagiu e igualou aos 20, por Fábio Abreu, tendo as duas eqiupas chegado igualadas ao intervalo.

A goleada ‘azul e branca’ ganhou força no arranque da segunda metade, com os golos de Otávio (51), Alex Telles (56), de grande penalidade, e Marega (61), tendo Soares, aos 78 e 87, anotado os dois últimos golos da partida.

Com esta vitória, o FC Porto reforça ainda mais a liderança, chegando aos 82 pontos, mais 11 do que o Benfica, segundo e que na terça-feira joga em casa do já despromovido Desportivo das Aves, enquanto o Moreirense mantém o oitavo posto, com 43 pontos.

 

Resultados da 33.ª jornada da I Liga de futebol:

 

– Sábado, 18 jul:

Rio Ave – Santa Clara, 2-2 (1-1)

Famalicão – Boavista, 2-2 (2-0)

 

– Domingo, 19 jul:

Belenenses SAD – Gil Vicente, 1-0 (0-0)

Vitória de Guimarães – Marítimo, 1-0 (1-0)

 

– Segunda-feira, 20 jul:

Paços de Ferreira – Portimonense, 2-1 (2-1)

Tondela – Sporting de Braga, 1-0 (0-0)

FC Porto – Moreirense, 6-1 (1-1)

 

– Terça-feira, 21 jul:

Sporting – Vitória de Setúbal, 20:00

Desportivo das Aves – Benfica, 22:15

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: França com 400 a 500 surtos mas rejeita “segunda vaga”. Uso de máscara obrigatória

França com 400 a 500 surtos mas rejeita “segunda vaga”

Alfa/Agências

 

Há entre 400 a 500 surtos de contágio em França. A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde local, que ainda assim rejeita que se trate de “uma segunda vaga” da pandemia.

“Constatamos que há sinais inquietantes de regresso epidémico em território nacional », admitiu Olivier Véran, mas « nesta altura estamos muito longe de uma segunda vaga”, disse.

Os surtos situam-se sobretudo no oeste de França, em Mayenne e na Bretanha, regiões pouco atingidas antes pela pandemia, mas também no leste, particularmente atingido pela doença durante a primavera.

Face a estes sinais, a França impôs o uso, a partir de hoje, de máscara sanitária em todos os locais públicos, tais como estabelecimentos comerciais, centros comerciais, departamentos administrativos, bancos ou mercados fechados.

Esta medida já era obrigatória nos transportes públicos a nível nacional, com uma multa de €135 prevista para os casos de incumprimento.

Em França morreram até ao momento 30.152 pessoas de covid-19 e foram registados mais de 331 mil casos de contagio.

Covid-19. Situação melhora em Portugal: Duas mortes e 135 casos em 24h, o menor número desde 11 de maio

Informação oficial:

Duas mortes e 135 casos de covid-19, o menor número desde 11 de maio

Portugal regista hoje mais duas mortes e 135 novos casos de infeção por covid-19, em relação domingo, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 48.771 casos de infeção confirmados e 1.691 mortes.

Lisboa e Vale do Tejo, onde se têm registado vários surtos, regista hoje 24.369 casos, 108 mais do que no domingo.

Segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde, morreram em Portugal duas pessoas desde domingo.

As duas vítimas mortais  foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, que totaliza 564 óbitos. A taxa de mortalidade global está agora nos 3,5%, subindo para 16% quando considerados apenas os doentes com mais de 70 anos, conforme disse, esta segunda-feira, a ministra da Saúde, na habitual conferência de imprensa. 178 doentes recuperaram.

Menos casos só em maio

Nas últimas 24 horas, foram registados mais 135 casos de infeção, registando-se agora 48.771 infetados desde março. Não se registava um número tão baixo de novos casos desde o dia 11 de maio, dia em que se contabilizaram 98 novas infeções.

Dos novos contágios,108 registaram-se em Lisboa e Vale do Tejo (que soma um total de 24.369 infetados), o que equivale a 80% do total. O Norte soma 18 novos casos, registando, no total, 18.338 infetados, o Centro tem mais quatro e o Alentejo mais cinco, não havendo a registar novos casos nem no Algarve nem nas regiões autónomas.

Há, em todo o país, 454 pessoas a receber tratamento hospitalar (mais 15 do ontem), 61 das quais em unidades de cuidados intensivos (igual a ontem). Há, por outro lado, há 33.547 casos recuperados, mais 178 do que no relatório anterior.

Bola de Ouro cancelada devido à atípica época marcada pela covid-19

O galardão Bola de Ouro não será atribuído este ano, pelo facto de a pandemia de covid-19 ter interrompido e interferido com a temporada de futebol, anunciou hoje a revista francesa responsável pelo prémio, France Football.

“Não foi uma decisão tomada de ânimo leve, mas tivemos que aceitar que não poderia haver um vencedor de Bola de Ouro normal ou típico, e o que realmente nos preocupava era que não seria premiado de maneira justa”, disse o editor da France Football Pascal Ferre.

O argentino Lionel Messi, do FC Barcelona, com seis troféus – mais um do que o português Cristiano Ronaldo, da Juventus – é o jogador que mais vezes recebeu o galardão Bola de Ouro, destinado a distinguir anualmente o melhor futebolista do mundo.

“É um ano tão estranho que não conseguimos tratá-lo como um ano comum. Começamos a conversar sobre [tomar esta decisão] há pelo menos dois meses”, disse Pascal Ferre numa entrevista por telefone à Associated Press.

Pascal Ferre justificou a ausência do troféu pela alteração de várias regras que aconteceram durante a época de 2019/20, nomeadamente os jogos sem público, as cinco substituições durante os jogos e a fase final da Liga dos Campeões.

“Em janeiro e fevereiro, o futebol foi disputado com as bancadas cheias. Depois, de maio e junho, foi com bancadas vazias”, disse Pascal Ferre, apontando ainda a alteração de três para cinco substituições durante os jogos, após o confinamento.

O editor da France Football recorda que os quartos de final e meias-finais da Liga dos Campeões vão ser disputados de forma concentrada e a eliminar, e não com o tradicional sistema de duas mãos, e recordou o adiamento do Euro2020 e da Copa América.

“Circunstâncias excecionais levaram a uma decisão excecional”, disse ainda Pascal Ferre, que confirmou também os cancelamentos do troféu Kopa, destinado a premiar o melhor jogador com menos de 21 anos, e o prémio Lev Yashin, para o melhor guarda-redes.

Messi, Ronaldo, que pode vencer a liga italiana e a Liga dos Campeões pela Juventus, o polaco Robert Lewandowski, do Bayern de Munique, o francês Kylian Mbappe e o brasileiro e Neymar, ambos do Paris Saint-Germain, eram alguns dos principais candidatos ao troféu.

 

Alfa/Lusa.

Ativista Greta Thunberg vence prémio Gulbenkian para Humanidade – um milhão de euros

Ativista Greta Thunberg vence um milhão de euros de prémio Gulbenkian para Humanidade

Ativista Greta Thunberg vence um milhão de euros de prémio Gulbenkian para Humanidade

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A ativista Greta Thunberg venceu hoje a primeira edição do prémio Gulbenkian para a Humanidade, no valor de um milhão de euros, que vão ser aplicados no combate às alterações climáticas.

Numa mensagem áudio dirigida à cerimónia de apresentação do prémio, o presidente do júri e ex-Presidente da República Jorge Sampaio salientou que a adolescente sueca “conseguiu mobilizar as gerações mais novas para a causa do clima”.

Através da fundação com o seu nome, Greta Thunberg vai aplicar o dinheiro do prémio em ações de combate às alterações climáticas, começando pela campanha SOS Amazonia, dedicado a ajudar as populações da Amazónia a enfrentarem a pandemia da covid-19, com 100 mil euros.

Outros 100 mil euros vão ser encaminhados para a Stop Ecocide Foundation, que pretende criar a figura criminal do “ecocídio” no caso de atentados em massa contra o meio ambiente e a natureza.

Reportagem. Lusitanos de St Maur ‘atacam’ nova temporada

Iniciou-se hoje a época 2020-21 para o Lusitanos de St Maur. Muitas caras novas, entre jogadores e staff técnico liderado pelo ‘Manager Geral’ Adérito Moreira.

 

 

Mais de uma dezena de caras novas, todas escolhidas pelo ‘Manager Geral’ Adérito Moreira que regressa assim a uma casa que conhece bem.

A apresentação à imprensa e aos patrocinadores aconteceu esta manhã num restaurante do Val de Marne (dep.94 – região de Paris).

Mapril Baptista, presidente do clube, está confiante numa boa temporada, num contexto difícil devido à pandemia, acredita que Adérito Moreira é o ‘homem da situação’ e espera o apoio dos portugueses.

 

Mapril Baptista:

 

Artur Machado, um dos vice-presidentes do clube, espera uma temporada melhor que a do ano passado que classificou de transição.

 

Artur Machado:

 

Para Adérito Moreira o principal objetivo « é a estabilização da equipa a este nível (National2 equivalente à D4), sendo que a luta pelos lugares cimeiros não está colocada de parte… ».

 

Adérito Moreira:

 

A equipa vai realizar agora vários jogos particulares até ao início da temporada agendado para meados de Agosto se a pandemia o permitir.

 

 

 

França admite voltar a encerrar fronteira com Espanha

França admite voltar a encerrar fronteira com Espanha. A notícia é deste fim de semana e foi avançada pelo novo primeiro-ministro francês, Jean Castex, que se disse preocupado com novos surtos de covid-19 na região da Catalunha, que ditaram novo confinamento a partir do último fim de semana em Barcelona.

Este confinamento, devido ao aumento do número de casos de Covid-19 na capital catalã e na sua região, preocupa o governo francês.

O primeiro-ministro do governo de Emanuel Macron, Jean Castex, já veio, aliás, afirmar este sábado que « não descarta a possibilidade de fechar de novo a fronteira » com Espanha.

« Por agora, a situação local não é grave, mas devemos estar vigilantes e discutir o problema com as autoridades espanholas », afirmou o primeiro-ministro francês à imprensa regional francesa dos Pirenéus Orientais, declarações que foram depois citadas no diário espanhol ABC e pelo jornal português Diário de Notícias.

Jean Castex falou sobre o assunto em Prades, pequena localidade francesa, que dista apenas cem quilómetros da fronteira com Espanha, e da qual era presidente da Câmara até ser chamado por Emmanuel Macron para chefiar o Governo em Paris.

Segundo o ministério da Saúde espanhol há neste momento, em Espanha, 158 surtos ativos de covid-19, estando a maioria em situação controlada. No entanto, em entrevista a uma rádio, na passada  sexta-feira, o ministro espanhol da Saúde, Salvador Illa, admitiu estar preocupado com os surtos registados nas comunidades autónomas de Aragão e da Catalunha.

Espanha contabilizou 580 novos casos de infeção pelo novo coronavírus na quinta-feira, o que representou um novo máximo diário desde o fim do estado de emergência, em 21 junho passado. Destes, 266 foram diagnosticados em Aragão e 142 na Catalunha.

A pandemia já provocou em Espanha cerca de 260 casos de covid-19 e mais de  28 mil mortes.