Covid-19: Pandemia já infetou mais de 15 milhões de pessoas em todo o mundo

Covid-19: Pandemia já infetou mais de 15 milhões de pessoas em todo o mundo – AFP

Covid-19: Pandemia já infetou mais de 15 milhões de pessoas em todo o mundo

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A pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus infetou mais de 15 milhões de pessoas e provocou a morte a mais de 615 mil, de acordo com o último balanço feito pela agência France-Presse (AFP), às 16:00 TMG de hoje.

De acordo com a AFP, há pelo menos 15.007.291 contágios registados desde o início da pandemia e 617.603 óbitos declarados.

Pelo menos 8.351.373 pessoas são consideradas curadas.

Os Estados Unidos da América (EUA) são o país mais afetado pela covid-19, com 3.915.780 casos confirmados – 460.000 dos quais em apenas uma semana – e 142.312 mortes registadas, dá conta a informação disponibilizada pelo Centro de Prevenção e Controlo de Doenças (CDC, na sigla inglesa).

Além dos Estados Unidos, vários países estão a registar um novo aumento no número de pessoas infetadas nos últimos dias, como, por exemplo, a Austrália, que declarou 502 novos casos, ou a região administrativa especial chinesa de Hong Kong, que registou mais 113 casos.

A região da América Latina e das Caraíbas é a segunda mais afetada no globo, com 3.956.997 casos e 167.377 mortes.

Em África foram registadas 753.124 infeções desde o início da pandemia (e 15.765 mortes) e no Médio Oriente foram identificados 1.044.925 casos (23.929 óbitos).

A Europa registou até hoje 2.993.801 casos de infeção (e 206.430 mortes) e a Oceânia 14.523 contágios (e 157 mortes).

A AFP dá conta de que, em menos de cinco dias houve mais um milhão de novos casos em todo o mundo.

A agência de notícias francesa sublinha de que o número de infeções registadas reflete apenas uma parcela do número real de casos, uma vez que muitos países não têm recursos suficientes para rastrear o SARS-CoV-2 em larga escala.

Em Portugal, morreram 1.702 pessoas das 49.150 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Covid-19: cinco mortes, 252 casos (quase o dobro de ontem). Em Lisboa, casos duplicam

Informação oficial:

Covid-19: cinco mortes, 252 casos (quase o dobro de ontem) e 230 recuperados em Portugal.

 

Depois de dois dias consecutivos abaixo dos 200 casos, Portugal volta a registar 252 infetados, cinco mortos e 230 pessoas curadas.

O boletim de hoje da Direção-Geral da Saúde regista mais cinco mortes, 252 casos de covid-19 e 230 curados em Portugal (dados relativos a terça-feira). No total, há agora 1.702 vítimas mortais, 49.150 casos confirmados e 33.999 recuperados.

Regista-se menos uma morte do que ontem, estando o valor acima da média dos últimos sete dias (3,7). A taxa de crescimento face a ontem é de 0,3%.

Quanto ao número de novos casos é quase o dobro dos de ontem (127) e ligeiramente superior à média dos últimos sete dias (246). Ainda assim, situa-se abaixo do limiar psicológico dos 300 casos, que tem sido ultrapassado na grande maioria dos dias desde meados de junho. A taxa de crescimento é de 0,5%.

O número de recuperados é muito próximo do de ontem (222), mas abaixo da média dos últimos sete dias (270).

85% dos novos casos em Lisboa e Vale do Tejo

Os casos na região de Lisboa e Vale do Tejo mais do que duplicam face a ontem: são 215 (ontem tinham sido 101) dos 252 novos casos, o que equivale a 85,3%.

O Norte apresenta 18 casos (7%), o Centro 12 (4,8%), o Algarve quatro (1,6%) e o Alentejo três (1,2%). Os Açores e a Madeira não registam qualquer caso.

Covid-19. Empresas de transportes de emigrantes atravessam período de “grande prejuízo financeiro”

Empresas de transportes de emigrantes temem pelos seus negócios

No setor há quem já tenha despedido metade dos trabalhadores que tinha anteriormente e esteja a lutar por não declarar falência das empresas. Receio de quarentena imposta afasta emigrantes.

Alfa/Observador/Lusa

Apesar de os pedidos terem aumentado nesta altura do ano, devido ao aumento do preço dos bilhetes de avião, o volume de trabalho mantém-se muito fraco comparativamente aos anos anteriores

Pequenas e médias empresas do setor dos transportes em autocarro, cujos clientes são sobretudo emigrantes, afirmam estar a passar por um período de “grande prejuízo financeiro” causado pela diminuição do número de viagens provocado pela Covid-19.

“Nos anos anteriores, nos meses de julho e agosto, andavam sempre três ou quatro autocarros na estrada. Transportávamos cerca de 200 pessoas por semana. Nesta fase, não chegamos a transportar 25% dos passageiros”, afirma Michel Ferreira, gerente do Grupo Calvário Samar sediado em Lamego.

Com mais de 30 anos de experiência no setor dos transportes de passageiros e mercadorias Portugal/Suíça, e uma frota de 15 veículos, o empresário alega nunca ter passado por uma crise idêntica.

“Antes desta crise tinha 13 funcionários, hoje só tenho sete. Vi-me obrigado a despedir”, justifica o empresário de Trás-os-Montes, salientando que se esta situação se mantiver, terá de “despedir mais alguns”.

Para David Cardoso, gerente da empresa Viagens Cardoso, sediada em Viseu, com mais de 20 anos de experiência na área de transportes internacionais, a situação relatada é idêntica ao colega de Lamego. Apesar de os pedidos terem aumentado nesta altura do ano, devido ao aumento do preço dos bilhetes de avião, o volume de trabalho mantém-se muito fraco comparativamente aos anos anteriores.

“Ainda não deu falência porque havia uns tostões de lado, caso contrário já tinha fechado”, refere o empresário viseense, salientando que “as pessoas gostavam de ir visitar os seus familiares e não vão por medo de os contaminar ou de ficarem retidos em Portugal face a uma possível quarentena imposta”.

Se para as médias empresas os danos financeiros provocados pelo novo coronavírus se tornam difíceis de suportar, os mais pequenos são quem mais luta para manter os seus negócios, defende Paulo Gomes, gerente de uma pequena empresa de transportes sediada em Locarno, na Suíça Italiana.

“Antes da Covid-19 conseguia encher a carrinha, hoje já não é possível, se assim continuar terei de encerrar o meu negócio. Não vou conseguir pagar os seguros das duas carrinhas que tenho”, declara o empresário.

Segundo o relato dos empresários à agência Lusa, o medo do fecho repentino das fronteiras e a preocupação com o contágio continuam a ser os maiores receios dos emigrantes portugueses residentes na Suíça.

“As pessoas ligam-me e quando lhes digo que a carrinha vai cheia, os clientes desistem da ideia de viajar”, confessa Michel Ferreira, dirigente do Grupo Calvário Samar, sublinhando que a carrinha está “protegida com dois terços” que seguem a bordo dos veículos que transportam os emigrantes da Suíça para Portugal.

Nesta “altura difícil”, o gestor do grupo Samar deixa um apelo aos colegas de profissão, pedindo empatia e união: “Deixem a inveja de lado e sejamos mais unidos”.

A Suíça tem mais vítimas mortais que Portugal (1.691) mas menos casos (48.771). No país vivem perto de 300 mil portugueses. A pandemia da Covid-19 já provocou mais de 606 mil mortos e infetou mais de 14,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Covid-19: Irlanda dispensa de quarentena 13 países, Portugal e França excluídos da lista

Covid-19: Irlanda dispensa de quarentena 13 países, Portugal, Espanha, França, o Reino Unido e os Estados Unidos excluídos da lista

Covid-19: Irlanda dispensa de quarentena 13 países, Portugal excluído da lista

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O Governo de Dublin publicou hoje uma ‘lista verde’ de 13 países cujos viajantes estão isentos de cumprir a quarentena ao chegar à Irlanda e que exclui países como Portugal, Espanha, França e o vizinho Reino Unido.

Fora da lista da Irlanda ficou igualmente os Estados Unidos, cujos visitantes devem continuar a restringir os movimentos ao chegar a qualquer porto ou aeroporto da ilha com um período de autoisolamento de 14 dias.

A lista é composta por 13 países europeus e dois territórios (Gibraltar e Groenlândia), que possuem um número de casos de coronavírus por 100.000 habitantes igual ou menor do que a Irlanda: Malta, Finlândia, Noruega, Itália, Hungria, Estónia, Letónia, Lituânia, Chipre, Eslováquia, Grécia, Mónaco e São Marinho.

Benfica vence Desportivo das Aves com ‘bis’ de Gonçalo Ramos

O Benfica venceu hoje por 4-0 na visita ao Desportivo das Aves, no encerramento da 33.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, numa partida marcada pelas dúvidas em relação à presença em campo do último classificado.

O Benfica adiantou-se no marcador aos quatro minutos, com um golo de Rafa, com Pizzi, aos 52 de grande penalidade, e o estreante Gonçalo Ramos, aos 87 e 90+3, a apontarem os outros tentos dos ‘encarnados’.

Com esta vitória, o Benfica está em segundo lugar, com 74 pontos, enquanto o já despromovido Desportivo das Aves, que depois de muitas dúvidas acabou por marcar presença na partida, é 18º e último com 17 pontos.

O encontro acabou por ser marcado pelos futebolistas do Desportivo das Aves recusaram jogar os primeiros 60 segundos em protesto pelos últimos acontecimentos no clube.

Logo após o apito inicial do árbitro António Nobre, o ‘onze’ da formação orientada por Nuno Manta Santos manteve-se inamovível no terreno de jogo e os suplentes abraçados à equipa técnica na zona do banco de suplentes, enquanto os jogadores do Benfica recriavam-se com o esférico e aplaudiram o gesto de protesto dos nortenhos.

A SAD do Aves informou no domingo que não iria comparecer ao duelo com o Benfica devido à anulação da apólice de seguro de acidentes de trabalho, que a direção do clube desbloqueou no dia seguinte, tendo assegurado duas baterias de exames negativos à covid-19, obrigatórias ao abrigo do protocolo de reinício da I Liga em plena pandemia.

Os guarda-redes Quentin Beunardeau e Raphael Aflalo, o defesa Jonathan Buatu, os médios Aaron Tshibola, Estrela e Pedro Delgado e os avançados Kevin Yamga e Welinton Júnior entregaram cartas de rescisão à administração liderada pelo chinês Wei Zhao, sendo que venceu na segunda-feira o terceiro mês seguido de incumprimento salarial.

No outro embate do dia, o Vitória de Setúbal empatou hoje na visita ao Sporting (0-0),  e deixou a zona de despromoção, entrando na última jornada a depender de si próprio para a manutenção.

 

Resultados da 33ª jornada da I Liga de futebol:

 

– Sábado, 18 jul:

Rio Ave – Santa Clara, 2-2 (1-1)

Famalicão – Boavista, 2-2 (2-0)

 

– Domingo, 19 jul:

Belenenses SAD – Gil Vicente, 1-0 (0-0)

Vitória de Guimarães – Marítimo, 1-0 (1-0)

 

– Segunda-feira, 20 jul:

Paços de Ferreira – Portimonense, 2-1 (2-1)

Tondela – Sporting de Braga, 1-0 (0-0)

FC Porto – Moreirense, 6-1 (1-1)

 

– Terça-feira, 21 jul:

Sporting – Vitória de Setúbal, 0-0

Desportivo das Aves – Benfica, 0-4 (0-1)

 

Programa da 34ª e última jornada:

 

– Sexta-feira, 24 jul:

Santa Clara – Vitória de Guimarães, 20h00

Gil Vicente – Paços de Ferreira, 22:15

 

– Sábado, 25 jul:

Marítimo –Famalicão, 20:00

Boavista – Rio Ave, 20:00

Benfica – Sporting, 22:15

Sporting de Braga – FC Porto, 22:15

 

– Domingo, 26 jul:

Portimonense – Desportivo das Aves, 20:30

Vitória de Setúbal – Belenenses, 20:30

Moreirense – Tondela, 20:30

 

Alfa/Lusa.

Francesa Saint-Gobain investe 5,3 ME em nova unidade na Maia

A multinacional francesa Saint-Gobain anunciou hoje a abertura de uma nova unidade de produção na Maia, dedicada aos produtos abrasivos, que terá um investimento de 5,3 milhões de euros e que proporcionará mais de 200 novos empregos.

O anúncio foi feito durante a visita do Secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Neves, às instalações do grupo em Aveiro.

Em declarações à Lusa, o diretor geral da Saint-Gobain em Portugal, José Martos, disse que apesar de ainda não haver uma data prevista, a fábrica deverá abrir em 2021.

“A obra está em marcha, mas os trabalhos não estiveram a decorrer de uma forma normal, devido a esta situação da pandemia e, portanto, estamos com incerteza sobre a data de abertura. Mas durante o próximo ano a fábrica estará pronta a funcionar”, disse José Martos.

Além da nova unidade na Maia, a empresa vai abrir uma nova linha de pastas para a Saint-Gobain Weber, em Aveiro, que permitirá ampliar a capacidade de produção com o objetivo de fornecer o mercado da península ibérica.

Foi ainda anunciada a aposta em tecnologia sofisticada, na fábrica de Santo Tirso, o que incrementará a capacidade, a produtividade e a produção de novos formatos de vidros para fachadas, bem como a expansão dos seus armazéns no Carregado.

José Martos diz que o mercado do setor da construção em Portugal “está forte”, havendo um volume importante de obras em marcha.

“Apesar da pandemia, acho que o setor da construção, provavelmente, foi um dos setores menos afetados e a situação ainda é muito boa”, disse o direto geral da Saint-Gobain em Portugal.

Fundada há mais de 350 anos, a Saint-Gobain está presente em Portugal desde 1962. Tem 11 empresas, oito fábricas e 750 colaboradores, mantendo uma forte atividade de Investigação e Desenvolvimento (I&D) localizada em Aveiro.

Em Portugal, o grupo ligado ao setor automóvel, da indústria e da construção, teve vendas de 230 milhões de euros em 2019.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: Portugal regista mais seis mortos e 127 novos infetados. Zona de Lisboa continua a ser principal problema

Covid-19: Portugal regista mais seis mortos e 127 novos infetados

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Portugal regista hoje mais seis mortes e 127 novos casos de infeção por covid-19, em relação a segunda-feira, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 48.898 casos de infeção confirmados e 1.697 mortes.

Lisboa e Vale do Tejo, onde há mais surtos ativos, soma hoje 24.470 casos, mais 101 infetados do que na véspera e mais seis mortos.

Em termos percentuais, nas últimas 24 horas, o aumento de óbitos foi de 0,4% (passou de 1.691 para 1.697) e o de casos confirmados de 0,3% (de 48.771 para 48.898).

Lisboa e Vale do Tejo é a região onde o aumento dos casos continua a ser mais significativo, contabilizando 79,5% dos novos casos, com 101 dos 127 contabilizados. Foi também na zona de Lisboa que ocorreram os seis casos mortais por covid-19 registados nas últimas 24 horas.

Em número de casos, Lisboa e Vale do Tejo lidera com 24.470, seguida pela região Norte (18.372, com 11 novos casos), a região Centro (4.367, com seis novos casos), o Algarve (792 e dois casos novos) e o Alentejo (636, mais um caso).

Nos Açores registou-se nas últimas 24 horas mais um caso de covid-19, passando agora para os 159, mantendo-se o número de óbitos (15), enquanto na Madeira não houve aumento de caso (mantém-se nos 102) e continua sem registo de mortes.

Apesar dos aumentos diários de mortes na zona de Lisboa e Vale do Tejo, é o Norte que continua a registar o maior número de mortes (827), depois surge Lisboa e Vale do Tejo (570), o Centro (251), Alentejo (19), Algarve (15) e Açores (15).

Nas últimas 24 horas, o número de pessoas internadas desceu para 439 (menos 15 pessoas do que na segunda-feira) e nos cuidados intensivos estão agora 62 pessoas (mais uma).

Em relação à informação sobre os casos por concelho, a DGS recorda que apenas é atualizada às segundas-feiras, pelo que os três concelhos com mais casos confirmados indicados no boletim continuam a ser Lisboa (4.240), Sintra (3.476) e Loures (2.197).

Por faixas etárias, o maior número de óbitos concentra-se nas pessoas com mais de 80 anos (1.139), seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (327), entre 60 e 69 anos (151) e entre 50 e 59 anos (55). Há 20 mortos registados entre os 40 e 49 anos, três entre os 30 e 39 e dois entre os 20 e 29 anos de idade.

Em termos de infetados, a faixa etária entre os 20 e os 29 anos foi a que registou um maior aumento de casos em relação a domingo, com mais 27 novos casos.

Em termos globais, há mais infetados na faixa etária entre 40 e 49 anos (8.077, mais 15 casos do que na segunda-feira) depois entre 30 e 39 anos (7.968, um aumento de 25 casos), 50 a 59 anos (7.466, mais 16), 20 e 29 anos (7.429, mais 27 casos) e mais de 80 anos (5.703, mais 13 do que no dia anterior).

As autoridades de saúde têm sob vigilância 35.077 contactos de pessoas infetadas – mais quatro do que na segunda-feira – e 1.616 casos aguardam resultado laboratorial.

O número de doentes dados como recuperados aumentou para 33.769 (mais 222).

Jorge Jesus recebido em Lisboa por benfiquistas com tarjas de boas-vindas

O treinador Jorge Jesus e o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, chegaram hoje a Lisboa vindos do Brasil e foram recebidos por dezenas de adeptos dos ‘encarnados’ com tarjas de boas-vindas ao novo técnico da equipa de futebol.

Jorge Jesus regressa ao Benfica, após ter orientado as ‘águias’ entre 2009/10 e 2014/15, período em que conquistou 10 títulos, nomeadamente três campeonatos, uma Taça de Portugal, uma Supertaça e cinco edições da Taça da Liga.

O avião privado que trouxe a comitiva aterrou no Aeródromo Municipal de Cascais, por volta das 12:05, quando a chegada estaria prevista para as 11:00.

Acompanhados pela equipa técnica de Jorge Jesus, que segue o treinador neste retorno à Luz, não houve declarações à imprensa, saindo diretamente para os carros que aguardavam à porta do terminal.

À saída, esperavam dezenas de benfiquistas que quiseram dar as boas-vindas ao técnico, que completa 66 anos na sexta-feira, empunhando algumas tarjas com as mensagens: “Mister de volta a casa”, “Rumo ao 38!”, “Estamos juntos!” e “To be continued…” [“Para continuar…”, em português].

Na sexta-feira, o Benfica confirmou oficialmente, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que o treinador Jorge Jesus vai regressar em 2020/21 ao clube, cinco anos depois de ter saído para o Sporting.

O técnico ingressa no Benfica depois de rescindir contrato com o Flamengo, clube brasileiro ao serviço do qual conquistou seis troféus em pouco mais de um ano, incluindo a Taça Libertadores e o campeonato brasileiro.

Jesus começou a carreira no Amora, em 1989/90, e, depois, passou por Felgueiras, União da Madeira, Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal, Vitória de Guimarães, Moreirense, União de Leiria, Belenenses e Sporting de Braga, antes de chegar à Luz.

Depois de se tornar o mais titulado treinador dos ‘encarnados’, que também levou a duas finais da Liga Europa, perdidas para Chelsea (2012/13) e Sevilha (2013/14), rumou ao Sporting, tendo passado ainda pelo Al-Hilal antes de chegar ao Flamengo.

 

Alfa/Lusa.

Várias iniciativas celebram hoje o centenário de Amália Rodrigues

Alfa/Lusa

Amália Rodrigues, falecida em 1999, completaria 100 anos na quinta-feira, quando várias iniciativas assinalam a efeméride, desde uma missa a um concerto, na sua antiga casa de férias, no Brejão.

A discográfica Valentim de Carvalho, na quinta-feira, coloca no mercado uma caixa com cinco CD que incluem gravações inéditas da fadista em Paris, no âmbito do projeto de edição da obra completa de Amália Rodrigues (1920-1999), liderado por Frederico Santiago.

Do material agora editado, apenas é conhecido o concerto de Amália no Olympia, em 1956.

Este ano, a discográfica conta ainda editar dois discos, « Amália 1970 ensaios », com material inédito gravado em estúdio e em casa, e a reedição do álbum « Busto », e das sessões que deram origem a este disco.

As celebrações do centenário do nascimento da fadista começam em Lisboa, com uma missa de ação de graças, na igreja de S. Vicente de Fora, às 09:30.

Esta missa, segundo nota da Fundação Amália Rodrigues, é acompanhada por instrumentos de corda e leitura de poemas, contando com os músicos Pedro Marques (guitarra portuguesa), Lelo Nogueira (viola baixo) e Tony Queiroz (viola), e será transmitida via ‘streaming’.

Às 11:00, no Panteão Nacional, onde se encontra sepultado o corpo da fadista desde 2001, tem lugar a cerimónia de lançamento da emissão de selos comemorativa do centenário, pelos CTT – Correios de Portugal.

Esta emissão filatélica é composta por dois selos, um com o valor facial de 0,53 euros e outro com o valor facial de 0,86 euros, com uma tiragem de 100.000 exemplares cada; e um bloco filatélico com um selo, no valor de 2,00 euros e uma tiragem de 35.000 exemplares. O ‘design’ esteve a cargo de AF Atelier.

Um dos selos mostra um balandrau de cores fortes da coleção da Fundação Amália Rodrigues e, como fundo, tem Amália no Brejão na década de 1980; o outro selo mostra um xaile negro e « colorido com design inovador », tendo como fundo Amália num concerto na década de 1980, segundo comunicado dos CTT.

O selo do bloco filatélico tem, « do lado esquerdo, Amália num concerto em Cartago, na Tunísia, em 1972; no centro, Amália no programa de rádio ‘Comboio das Seis e Meia’, em 1952; e, à direita, Amália no jardim da sua casa na Rua de São Bento », em Lisboa, na década de 1990; o fundo do bloco é o vestido que foi usado pela artista numa digressão ao Japão, na década de 1980, segundo a mesma fonte.

Esta cerimónia conta com a presença da ministra da Cultura, Graça Fonseca, entre outras individualidades.

Em junho último, na apresentação das comemorações Graça Fonseca realçou a « dimensão universal da vida e obra de Amália Rodrigues », « cujo legado permanece vivo e contemporâneo, tanto na sua voz que todos ouvimos, como na influência que o seu talento e exemplo tem exercido em gerações e gerações de músicos portugueses ».

No Museu do Fado, às 21:30, o fadista Camané acompanhado pelo pianista Mário Laginha atua, num « tributo singular ao seu legado universal », interpretando os « temas mais emblemáticos » de Amália e Alain Oulman (1928-1990), compositor que « desenvolveu uma relação criativa muito marcante com a artista, pontuada pelo encontro definitivo da poesia clássica e erudita com o universo fadista », anunciou a instituição.

O concerto não tem público presencial, mas pode ser seguido na rede social « Facebook » nas páginas do Museu do Fado, da Câmara de Lisboa e da EGEAC.

Também à noite, pelas 22:00, na antiga residência de férias da fadista, no Brejão, concelho de Odemira, realiza-se io concerto « Bem-Vinda Sejas Amália », com direção musical de Jorge Fernando, ex-músico da diva, e a componente artística coordenada pelo fadista e apresentador José Gonçalez.

O elenco é constituído por Ana Moura, Jorge Fernando, Ricardo Ribeiro, Katia Guerreiro, José Gonçalez, Marco Rodrigues, Fábia Rebordão e Sara Correia.

A ministra da Cultura assiste a este concerto.

« Bem-vinda sejas Amália » é um espetáculo de homenagem « a uma das mais queridas intérpretes do século XX », « por tudo o que fez pelo Fado, pela língua e cultura portuguesas, e pela honra com que sempre representou Portugal », segundo nota da Fundação Amália, instituída pela fadista em testamento.

« É um espetáculo particularmente simbólico que celebra uma mulher singular, tantas vezes aclamada como ‘a voz de Portugal' », remata a Fundação.

« Bem-vinda sejas Amália » é também o título de uma exposição itinerante que está a percorrer o país e que estará patente em Lisboa, no terminal de cruzeiros de St.ª Apolónia, durante o festival Santa Casa Alfama, nos dias 02 e 03 de outubro.

As celebrações do centenário do nascimento da criadora de « Povo que Lavas no Rio », por diversas entidades, prosseguem até ao final do ano e em 2021.

Amália representa a mais fulgurante carreira musical do século XX em Portugal

A fadista Amália Rodrigues, nascida há cem anos, em Lisboa, protagonizou a mais fulgurante carreira musical do século XX em Portugal, dizem especialistas, como o seu antigo editor e os investigadores da sua obra.

O escritor Miguel Esteves Cardoso e o editor discográfico David Ferreira justificaram à Lusa este êxito, dentro e além fronteiras, como revelador da sua voz e da « inteligência com que Amália cantava ».

A fadista nasceu, oficialmente, a 23 de julho de 1920, em Lisboa, no seio de uma família originária da Beira Baixa.

Amália estreou-se em 1939, no então Retiro da Severa, em Lisboa, e, em 1940, atuou já como « atração nacional » no teatro de revista.

Em 1943 atuou pela primeira vez no estrangeiro, em Madrid, com o fadista José Porfírio, a convite do embaixador Teotónio Pereira.

No cinema, estreou-se em 1947, sob a direção de Armando Miranda em « Capas Negras », ao lado Alberto Ribeiro. Voltou nesse mesmo ano ao cinema com « Fado, História de uma cantadeira », de Perdigão Queiroga.

Protagonizou « Vendaval Maravilhoso » (1949), de Leitão de Barros, « Les Amants du Tage » (1955), de Henri Verneuil, e ainda « Sangue Toureiro » (1958), de Augusto Fraga, com quem tinha gravado, na década de 1940, uma série curtas-metragens de fados seus, antecipando os atuais ‘videoclips’.

Participou ainda nos filmes « Fado Corrido » (1958), de Jorge Brum do Canto, « As Ilhas Encantadas » (1965), de Carlos Vilardebó, « Via Macao » (1964), de Jean Leduc, e em « Bis ans Ende der Welt » (« Até ao Fim do Mundo ») (1991), de Wim Wenders.

Na televisão protagonizou, em 1968, a peça « A Sapateira Prodigiosa », original de Federico García Lorca, na RTP, e na brasileira RecordTV participou na telenovela « Os Deuses Estão Mortos », de Lauro César Muniz, em 1971.

Em 1973, também no Brasil, entrou na telenovela « Vitoria Bonelli », de Geraldo Vietri, na Rede Tupi.

No teatro, além de várias revistas como « Alerta Está », « Estás na Lua » ou « Boa Nova », protagonizou a peça « A Severa », de Júlio Dantas, ao lado de Paulo Renato e Costinha, entre outros, no Teatro Monumental, em Lisboa.

Uma carreira fulgurante, sem equiparação anterior, como a própria reconheceu. Passo decisivo, foi a sua primeira atuação no Olympia, em Paris, em 1956, na festa de despedida de Josephine Baker, e que Amália apontava como o início de uma imparável carreira internacional de sucesso, sem parelo nacional.

« De Paris parti para o mundo », afirmou Amália em várias entrevistas.

O técnico de som Hugo Ribeiro, que gravou quase todos os seus discos em Portugal, recordou, numa entrevista à Lusa, que na década de 1990, Amália foi convidada para uma digressão ao Japão, « mesmo sem cantar, queriam só ver a senhora ».

Todavia o percurso internacional de Amália Rodrigues começou antes do Olympia.

O nome da fadista era frequente nos espetáculos patrocinados pelo Plano Marshall (programa norte-americano de apoio à reconstrução da Europa, após a II Guerra Mundial). Será aliás num destes programas, realizado em Dublin que a canção « Coimbra », de Raul Ferrão, iniciou também a sua imparável internacionalização. A canção tinha sido estreada no filme « Capas Negras », por Alberto Ribeiro.

Amália cantou em Dublin, Londres, Paris e seguiu para Roma.

Data de 1950 a sua estreia em palcos italianos, no prestigioso Teatro Argentina. Como se tinha tornado hábito, Amália era a única artista ligeira, num cartaz em que faziam parte as sopranos Maria Caniglia e Rita Streich, o violoncelista Jacques Thibault e o tenor Fiorenzo Tasso, acompanhados por uma orquestra sinfónica.

Com Amália iam Raul Nery, à guitarra portuguesa, e Santos Moreira, à viola, « só os três naquele palco operático », como enfatizou a fadista anos mais tarde.

O certo é que foi Amália a « Regina della notte » (« Rainha da noite »), como a ela se referiu a imprensa italiana e a fadista confidenciou mais tarde que terá tido o primeiro « ‘chilique' » da sua vida, pois a emoção foi tão grande que quando terminaram os longos aplausos, saiu de cena e tanto chorava como ria.

Voltou a Itália nas décadas seguintes e, com grande sucesso, na atuação de 1970, o sucesso de Amália foi referenciado pela imprensa como « La folia per la Rodrigues ».

O público italiano respondia à cantora « como nenhum outro », segundo o investigador Frederico Santiago, que tem coordenado as pesquisas e a edição da sua discografia.

Os programas do Plano Marshall eram transmitidos através da rádio para toda a Europa, mas Amália já atuara com assinalável êxito em Madrid, tendo até despertado um « ‘piquinho’ de ciúme [artístico] » a Conchita Piquer, que se recusou a emprestar-lhe um xaile para atuar.

Amália tinha-se apresentado, também com êxito, no Rio de Janeiro, numa companhia de revista e num espetáculo concebido para si, « Uma aldeia portuguesa », que foi projetado como « uma embaixada musical portuguesa », a ponto de um dos vestidos de cena de Amália, assinado por Pinto de Campos, ser inspirado no trajo de lavradeira rica do Minho. Entre os adereços que compunham o pesado fato, tinha à frente, na cintura, o escudo nacional.

Foi no Brasil, em 1945, que Amália registou pela primeira vez a sua voz em disco, incluindo já um tema escrito por si, « Corria atrás das cantigas », mas do qual na altura não assumiu a autoria. As gravações incluíram também canções em espanhol.

A artista realizou prolongadas estadas no Brasil, onde casou pela segunda vez, em 1961, com César Henrique de Moura de Seabra Rangel.

Em 1972, realizou uma série de espetáculos, sempre esgotados, « Um amor de Amália », no Canecão, no Rio de Janeiro.

Depois de Espanha, Brasil e dos espetáculos do Plano Marshall, foi sob o patrocínio de António Ferro, do então Secretariado de Propaganda Nacional, que Amália atuou em Londres e Paris, em 1949, respetivamente no Ritz e no Chez Carrère, e na reinauguração da Casa Portugal.

Apesar das boas críticas, Paris só a « descobriria » poucos anos mais tarde, e já sob o efeito da sétima arte, designadamente através do filme « Les amants du Tage », onde Amália interpretou novos poemas que para si escreveu David Mourão-Ferreira, para composições como « Canção do Mar », de Ferrer Trintade, e « Mãe Preta », de Caco Velho e Piratini.

Paris foi também o local do encontro, em 1959, com Alain Oulman, compositor que trouxe um inovador fôlego à sua carreira, tendo composto temas como « Gaivota », « Maria Lisboa » ou « Fado Português », entre outros.

Segundo uma biografia publicada em 2005, pela editora Planeta Agostini, « Amália Rodrigues estabeleceu uma rede de afetos com a Língua Portuguesa, atuando nos mais variados palcos do mundo », tendo cantado autores como David Mourão-Ferreira, Cecília Meirelles, Teresa Rita Lopes, Pedro Homem de Mello, Luís de Camões, António Feliciano de Castilho, Alexandre O’Neill e Luís de Macedo, entre outros, como os poetas trovadorescos ou João Linhares Barbosa.

Amália gravou também noutras línguas, apesar do seu confessado receio de « falhar na pronúncia ».

O editor discográfico David Ferreira salientou à Lusa que, « quando Amália cantava noutras línguas, não estava a fazer variedades, era a sério, e era extraordinária ».

A fadista atuou com estrondoso sucesso no México, nomeadamente cantando ‘rancheras’, a ponto de pesquisarem a sua genealogia para averiguar se teria raízes mexicanas.

Em 1954, nos Estados Unidos, atuou pela primeira vez na televisão e gravou um álbum de fado e flamenco, género que muito apreciava e com o qual se identificava, tendo afirmado: « Sou uma cantora ibérica ».

Regressou várias vezes aos Estados Unidos e foi aí onde se deu o encontro com o cineasta Bruno de Almeida, autor de um documentário sobre a sua carreira, e que registou o seu espetáculo no Town Hall, em Nova Iorque, em novembro de 1990.

A criadora e autora de « Estranha forma de vida », que gravou no Fado Bailado, de Alfredo Marceneiro, atuou com êxito no Japão, Itália, ex-URSS, Roménia, Israel, Líbano, Espanha, França, China, Canadá, Bélgica, Grécia, Suécia, Países Baixos, Timor-Leste e nas então províncias ultramarinas, entre outros territórios.

Amália foi « a nossa maior embaixadora » como se lhe referiu o Presidente da República Mário Soares, no seu último espetáculo em Lisboa, em 11 de dezembro de 1994, no Coliseu dos Recreios.

Ao longo da carreira, Amália colecionou vários troféus, entre os quais três Prémios MIDEM (Mercado Internacional do Disco e Espetáculos Musicais).

O Estado português condecorou-a em 1958, com o grau de « Dama » da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, em 1971, com o grau de « Oficial », e, em 1990, elevada a Grã-Cruz desta ordem.

Em 1981, recebeu a Ordem do Infante D. Henrique (grande-oficial), e, em 1998, recebeu a respetiva Grã-Cruz.

A França, em 1970, outorgou-lhe o grau de Dama da Ordem das Artes e Letras sendo elevada, em 1985, ao grau de Comendadora. Em 1991, concedeu-lhe o grau de Dama da Legião de Honra.

O Líbano condecorou-a, em 1971, com a Ordem dos Cedros, a sua mais prestigiada ordem honorífica, e Espanha, em 1968, entregou-lhe o Laço de Dama da Ordem de Isabel A Católica e, mais tarde, a Grã-Cruz desta Ordem.

Amália desde a sua estreia, em 1939, no Retiro da Severa, até ao seu discreto recolhimento, na década de 1990, na sua casa em S. Bento, em Lisboa, teve sempre pessoas que a seguiam e « a idolatraram ». « As cartas nunca pararam de chegar a São Bento », recordou, anos mais tarde, a sua secretária e amiga Estrela Carvas.

A fadista morreu na sua residência em Lisboa, em 06 de outubro de 1999.

O Governo decretou três dias de luto nacional.

Foi a primeira mulher a estar sepultada no Panteão Nacional, desde julho de 2001.

A sua interpretação, nos mais diferentes registos, do fado tradicional ao fado com refrão, à canção ligeira ou folclórica, continua hoje a ser uma constante descoberta para as novas gerações, fonte de inspiração e « uma referência incontornável », « padrão de subida qualidade pelo qual todos se aferem », como afirmou o estudioso de fado Luís de Castro.

Amália « deu ao fado uma ressonância universal », afirmou, em 1991, o Presidente francês François Mitterrand, e foi, nas palavras do ator Raul Solnado, « o mais extraordinário fenómeno do nosso tempo ».

França: A festa irmã do Avante! não vai realizar-se

Artigo do Diário de Notícias em dn.pt

Pandemia do coronavírus obriga à anulação da Fête de l’Humanité enquanto evento de massas.

Conhecida popularmente como Fête de l’Huma, a festa produzida desde 1930 pelo L’Humanité, jornal do Partido Comunista Francês (PCF), não vai realizar-se este ano devido à pandemia.

 

A festa do L’Humanité realiza-se no parque de La Courneuve, arredores de Paris, desde 1999.© STEPHANE DE SAKUTIN / AFP

« Os riscos sanitários, financeiros e legais obrigam-nos a desistir da ideia de realizar uma festa, mesmo que em formato reduzido », escreveu no L’Humanité Patrick Le Hyaric, o diretor do periódico fundado há 116 anos.

Tal como em Portugal com a Festa do Avante!, a festa do órgão do PCF é um acontecimento cultural, mas também de afirmação da militância comunista e de recolha de fundos. A este propósito, Le Hyaric explica que o evento marcado para 11, 12 e 13 de setembro custaria 2,1 milhões de euros, um investimento que nunca poderia ter retorno com as medidas sanitárias em vigor.

« Desde meados de junho, temos vindo a responder aos pedidos das autoridades estatais e sanitárias para a organização de um festival reduzido em superfície e em número de participantes, com um protocolo de saúde muito rigoroso. Mas a proibição de concertos, o uso obrigatório de máscaras e os sinais de ressurgimento da epidemia estão a criar muita incerteza sobre o alcance, em setembro, de uma autorização dada hoje, especialmente porque a Fête está localizada no coração de uma zona urbana densa », explica o diretor do jornal.

Novo formato

Além do mais, a organização apostava num formato reduzido a 20 mil participantes por dia, um número muito superior ao permitido hoje em dia pelas autoridades francesas, 5 mil.

« Com os riscos de saúde muito reais, temos também de ter em conta a nossa situação financeira », escreve Le Hyaric, pelo que a festa vai realizar-se na mesma data, num novo formato, com « iniciativas culturais, grandes debates, atos de solidariedade internacional e discursos de protagonistas de movimentos sociais, de cidadania e e culturais, em vários locais da região parisiense e não só, retransmitidos numa plataforma digital dedicada ».

Avante! avante?

Em Portugal, o PCP planeia realizar a Festa do Avante! nos dias 4 a 6 de setembro. Há três semanas, o jornal oficial do partido publicou um texto em que dava conta das medidas a tomar para minimizar os riscos da pandemia: mais 10 mil metros quadrados na Quinta da Atalaia, três palcos ao ar livre, delimitação de espaços, pontos de lavagem e de desinfeção das mãos, equipas permanentes de limpeza dos sanitários.

Questionado pelos jornalistas sobre a realização do evento, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou: « Mantemos a Festa do Avante!, mas pesaremos e bem as circunstâncias em que se possa realizar. »

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