Covid-19/Férias: Portugal garante que não há entraves à vinda e saída dos emigrantes

Covid-19: Portugal de fronteiras abertas garante que não há entraves à vinda dos emigrantes

Foto LUÍS FORRA

Para Berta Nunes, a atual « nova normalidade » não deve impedir a circulação, « nem deve impedir a Europa de abrir o mercado interno ».

Alfa/Lusa/Expresso

A secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, garantiu hoje durante um debate com representantes das comunidades portuguesas, que as fronteiras terrestres e aéreas estão abertas e não há entraves à entrada e saída de Portugal.

No decorrer da conferência digital « Portugal Seguro — Férias dos Tempos de Pandemia », organizado pelo grupo parlamentar do PS, Berta Nunes afirmou que « Portugal é um país seguro » e que, além dos casos identificados em 19 freguesias na Grande Lisboa, « o restante país tem poucos casos ».

A governante começou por esclarecer que Portugal tem as fronteiras terrestres e aéreas abertas.

« Onde estão as principais comunidades — Alemanha, Suíça, França, Luxemburgo, não há qualquer problema em vir e voltar, exceção para a situação do Reino Unido, que temos esperança que se venha a alterar », disse.

Para Berta Nunes, a atual « nova normalidade » não deve impedir a circulação, « nem deve impedir a Europa de abrir o mercado interno ».

« Não acreditamos em fecho de fronteiras, porque isso não vai resolver a situação. Não podemos ter as fronteiras fechadas, porque isso vai trazer outros problemas, que também matam, como a pobreza », disse.

Berta Nunes considerou que não será a fechar as fronteiras que se vai resolver o problema, mas sim através das « medidas de vigilância, controlo quando as pessoas estiverem infetadas, a transparência, os testes », medidas que estão a ser tomadas, « além da sensibilização das pessoas ».

« As nossas fronteiras estão abertas, mas há regras em Portugal que têm de ser cumpridas », acrescentou.

Paulo Pisco, deputado pelo Círculo da Europa do PS e coordenador na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, alertou para o excesso de informação e principalmente de informações erradas sobre as regras para viajar, que estão a confundir a comunidade.

« É importante que o que se passa pudesse chegar de forma adequada aos portugueses que querem passar férias em Portugal em segurança », disse.

Informação corroborada por Raúl Reis, fundador do jornal Bom Dia Lu, no Luxemburgo, que participou no debate para lamentar a dificuldade em acompanhar tão grande fluxo de informação, que pode mudar várias vezes num dia.

« As pessoas rapidamente perdem o fio à meada e não sabem com que contar », disse.

Por outro lado, referiu que alguns portugueses estão hesitantes em regressar porque assistem a situações complicadas, como a « anulação de voos da TAP ».

Também Rui Faria da Cunha, advogado e presidente da Câmara do Comércio Belgo-Portuguesa, na Bélgica, defendeu uma informação atualizada, enaltecendo o esclarecimento de Berta Nunes sobre a ausência de restrições à entrada e saída de Portugal.

A partir da Suíça, António Cunha, professor honorário da Universidade de Lausanne e dirigente associativo, disse que já são muitos os portugueses que decidiram não viajar para Portugal, mas que esta escolha se deve a vários fatores.

« As pessoas queixam-se de perder rendimento e que as faturas não apanharam covid-19. Outras receiam que se tiverem dificuldades no regresso os patrões não sejam compreensivos e possam perder o emprego », disse.

Rita Pinho, a trabalhar no Reino Unido, país que optou por deixar Portugal de fora do « corredor turístico seguro » devido à covid-19, também identifica um « excesso de informação » que no início da pandemia surgia em « avalanche ».

A trabalhar para a University College London, Rita Pinho disse que esta situação deixou mais explícitas as diferenças entre trabalhadores diferenciados e os outros, as quais se traduzem numa maior facilidade, ou não, no acesso a Portugal.

Luísa Semedo, professora universitária e Conselheira das Comunidades Portuguesas em França, levou ao debate os comentários que têm circulado nas redes sociais sobre o eventual risco de mais casos provocados pela vinda dos emigrantes.

Perante estes comentários, alguns emigrantes têm manifestado o receio de não serem bem recebidos, disse.

Daniel Soares, membro da Associação de Estrangeiros de Bremerhaven e dirigente associativo na Alemanha, enalteceu a importância que o Governo alemão dá à transparência dos dados avançados pelos executivos dos outros países, estando Portugal bem classificado nesta matéria.

Por essa e outras razões, Daniel Soares acredita que dificilmente a Alemanha irá colocar Portugal numa lista negra.

Mas referiu que há outras razões para esta comunidade não ir, como pretendia, a Portugal, nomeadamente a ameaça de alguns patrões de despedirem os que tenham de ficar em confinamento ou não pagar esse período.

Durante o debate, alguns participantes online levantaram algumas dúvidas sobre medidas de controlo, que erradamente julgavam estar em vigor em Portugal, como a quarentena ou obrigatoriedade de realizar testes.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 578 mil mortos e infetou mais de 13,34 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.676 pessoas das 47.426 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Covid-19: Número de mortes em lar de Reguengos de Monsaraz sobe para 17

Covid-19: Número de mortes do surto em lar de Reguengos de Monsaraz sobe para 17

Covid-19: Número de mortes do surto em lar de Reguengos de Monsaraz sobe para 17

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Alfa/Lusa
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O número de vítimas mortais do surto de covid-19 num lar em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, aumentou para 17, após a morte de uma idosa de 82 anos, informou hoje a câmara municipal.

Segundo a atualização da situação epidemiológica no concelho de Reguengos de Monsaraz, divulgada pelo município, a idosa morreu no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), onde se encontrava internada, tendo o óbito sido comunicado na terça-feira à tarde.

Os casos ativos no concelho passaram na terça-feira para 125 (na segunda-feira eram 126), dos quais 85 no lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), onde começou o surto em 18 de junho, além de 40 na comunidade, pode ler-se no comunicado da autarquia.

Covid-19: Mais oito mortes e 375 novos casos (o número mais alto em cinco dias) em Portugal

Covid-19: Mais oito mortes e 375 novos casos em Portugal

Covid-19: Mais oito mortes e 375 novos casos em Portugal

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 Portugal regista hoje mais oito mortes e 375 novos casos de infeção por covid-19 em relação a terça-feira, 288 dos quais na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 47.426 casos de infeção confirmados e 1.676 mortes.

 

8 mortos, 375 novos casos (o número mais alto em cinco dias) e 560 recuperados em Portugal

 

O boletim da DGS, divulgado esta quarta-feira, dá conta de 47.426 infetados por covid-19 (mais 375), 1676 mortos (mais 8) e 32.110 recuperados (mais 560)

Estão a vender-se mais casas e mais caras em Portugal

Estão a vender-se mais casas e mais caras em Portugal

D.R.

O efeito da pandemia no imobiliário ainda se faz sentir mas o mercado da habitação está a inverter e a evidenciar uma tendência de recuperação

Alfa/Expresso. Por Vítor Andrade

Opreço das casas aumentou 13,8% em junho, em comparação com o mesmo mês de 2019. Por outro lado, o volume de venda de habitação subiu 11% em junho, face ao mês anterior, sendo já o segundo mês consecutivo a crescer desde o início da pandemia.

A conclusão é da base de dados da Confidencial Imobiliária, que apurou ainda que, com este novo saldo mensal positivo, “o mercado voltou a recuperar terreno face ao período pré-Covid (janeiro), com vendas que se encontram agora 35% abaixo desse momento. Recorde-se que em abril, a venda de casas no país apresentava uma queda de 53% face ao pré-Covid, recuperada em maio e agora novamente”.

Ainda em matéria de preços o comportamento é positivo em junho, segundo a Confidencial Imobiliário, “confirmando a tendência de estabilidade sentida desde início da pandemia, em março. Assim, em junho, o preço de venda das casas em Portugal subiu 0,8% face a maio, mantendo o registo dos últimos três meses, com variações em cadeia de entre 0,4% e 0,9%”.

Estes dados são apurados no âmbito do Índice de Volume de Vendas de Habitação, no caso do volume de transações, e no âmbito do Índice de Preços Residenciais, no que se refere ao comportamento dos preços.

FC Porto pode assegurar título no ‘clássico’ com o Sporting

FC Porto pode assegurar título no ‘clássico’ com o Sporting

FC Porto pode assegurar título no clássico com o Sporting

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 O FC Porto pode celebrar hoje a conquista do seu 29.º título nacional, precisando para isso de pontuar na receção ao Sporting, no ‘clássico’ da 32.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, a partir das 21:30.

Os ‘azuis e brancos’ chegam ao ‘clássico’ após quatro vitórias seguidas e seis jogos sem perder – foram apenas derrotados pelo Famalicão na retoma do campeonato -, enquanto os ‘verde e brancos’ ainda não perderam nos oito jogos sob o comando de Rúben Amorim, contando seis vitórias e dois empates.

O embate entre ‘dragões’ e ‘leões’ vai ser arbitrado por João Pinheiro, da associação de Braga.

Antes do jogo do Dragão, a partir das 19:15, o Sporting de Braga, quarto classificado com 56 pontos, pode igualar provisoriamente os ‘leões’, caso vença na receção ao ‘aflito’ Belenenses, que ocupa o 14.º lugar, com 31 pontos, apenas mais um do que a primeira equipa abaixo da linha de despromoção.

Os bracarenses somam duas vitórias sob o comando de Artur Jorge, que substituiu Custódio Castro, enquanto os lisboetas perderam os últimos dois jogos e seguem numa série de seis sem vencer.

O primeiro jogo do dia vai opor o tranquilo Moreirense, oitavo classificado com 42 pontos, ao Paços de Ferreira, 13.º com 34, num encontro marcado para as 17:00.

A formação minhota não perde há cinco jogos, enquanto os pacenses chegam a este encontro em Moreira de Cónegos depois de sofrer uma goleada caseira frente ao Sporting de Braga, por 5-1.

Resultados e programa da 32.ª jornada:

– Segunda-feira, 13 jul:

Marítimo – Rio Ave, 0-0.

Vitória de Setúbal – Famalicão, 1-2.

– Terça-feira, 14 jul:

Santa Clara – Desportivo das Aves, 3-0

Portimonense – Boavista, 2-1

Gil Vicente – Tondela, 3-2

Benfica – Vitória de Guimarães, 2-0

– Quarta-feira, 15 jul:

Moreirense – Paços de Ferreira, 17:00

Sporting de Braga – Belenenses SAD, 19:15

FC Porto – Sporting, 21:30

Um artigo do El País (em espanhol): A fuga para Portugal (dos brasileiros) do Brasil de Bolsonaro

La fuga hacia Portugal desde el Brasil de Bolsonaro

El número de residentes brasileños en el país europeo crece casi un 50% en el primer año de presidencia del ultraderechista

El País – por Felipe Sánchez
Yasmin Narcizo y su esposo, André Vieira, ambos inmigrantes brasileños, este jueves en Lisboa.
Yasmin Narcizo y su esposo, André Vieira, ambos inmigrantes brasileños, este jueves en Lisboa.FELIPE SÁNCHEZ

“Río es lindo, Brasil es lindo, pero la violencia está totalmente descontrolada”, se lamenta Janette Ferreira Santos, una migrante brasileña de 43 años que trabaja en una lavandería en las afueras de Lisboa. “Me fui para darle un futuro mejor a mi hija”. Ferreira votó en 2018 por el presidente Jair Messias Bolsonaro, cree en sus promesas de cambio (torcerle el brazo al crimen fue una de ellas) y dice que volvería a elegirlo. “El problema es que él cogió un país jodido”, explica, “el Partido de los Trabajadores estuvo 13 años en el poder y sigue detrás de todo. Así no se puede hacer mucho”. Titubea cuando se da cuenta de que está en medio de una entrevista, pero al final lo dice: “El problema también son los medios de comunicación”. Durante el primer año de mandato de Bolsonaro, en el poder desde el 1 de enero de 2019, se disparó la migración de brasileños a Portugal: en 2018 vivían 105.423 brasileños en el país europeo, por 151.304, un año después, cerca de un 50% más, según un informe presentado por las autoridades portuguesas el pasado mes. El curso anterior el aumento había sido de unas 20.000 personas (un 23%). La última vez que hubo un aumento similar fue en 2008 (61,2%).

Las solicitudes de nacionalidad portuguesa se duplicaron. Si bien el sector servicios en las principales ciudades portuguesas está prácticamente copado por los brasileños, en la más reciente oleada migratoria hay más jóvenes cualificados y familias de rentas medias-altas, de acuerdo con firmas de abogados especialistas en migración consultadas. El año pasado además hubo un repunte del 17% —tras una caída del 20% el curso anterior— de los visados gold expedidos a ciudadanos del gigante sudamericano. Estos permisos de residencia se otorgan a cambio de una inversión de entre 250.000 euros y un millón, en distintos sectores, principalmente el inmobiliario.

Ferreira salió de Brasil meses después de la victoria de Bolsonaro; ahora vive y trabaja en Moscavide, un barrio popular en el que sus paisanos son legión. Al lado, separado por las vías del tren, está el barrio de Parque das Nações, una zona de lujo revitalizada tras la Exposición Mundial de 1998 y en donde se encuentra la estación ferroviaria de Oriente, que diseñó el arquitecto español Santiago Calatrava. “Les voy a decir una cosa, los ricos de Brasil primero votaron todos por Bolsonaro y después se vinieron a vivir aquí”, bromeaba el verano pasado un camarero con un grupo de turistas en el centro comercial de Parque das Nações ante el perceptible cambio en el perfil de los migrantes.

No todos los ricos votaron por el actual presidente ni todos se mudaron a Portugal, pero el flujo de profesionales de clase media y alta hacia el país europeo es palpable. Yasmin Narcizo, redactora publicitaria de 30 años, llegó el año pasado a Lisboa desde Río de Janeiro harta de la nueva realidad política del país y de la inseguridad. “Ya había pensado emigrar a Portugal, pero cuando ganó Bolsonaro, mi esposo y yo dijimos ‘basta”, afirma. Narcizo tiene un podcast en el que da consejos sobre cómo instalarse en Portugal. “Recibimos decenas de mensajes de gente que quiere irse de Brasil”, señala, aunque el aumento del paro por la pandemia está obligando a regresar a algunos brasileños.

Empleo cualificado

El Gobierno del socialista António Costa se ha planteado el fomento de la inmigración cualificada como estrategia de lucha contra una amenaza existencial: el envejecimiento de los portugueses. Solo Japón e Italia tienen un porcentaje más alto de habitantes mayores de 65 años, según cifras del Banco Mundial. Por cada pensionista hay apenas 1,6 contribuyentes a la seguridad social (en los años setenta eran 12,7), de acuerdo con la consultora Pordata. El Gobierno ha facilitado el trámite de visados de empleo para profesionales y emprendedores. En esta ecuación encajan perfectamente los nuevos migrantes de Brasil.

El crecimiento de la migración brasileña a Portugal comenzó en 2017 tras una caída continuada de tres años. Hoy, esos más de 150.000 brasileños representan un cuarto del total de migrantes en el país europeo (cerca de 600.000), sin contar a quienes ya tienen nacionalidad portuguesa por sus raíces familiares ni a los que entran con pasaporte de otros países europeos, como en el caso de los casi 7.500 brasileños con nacionalidad italiana que viven en Portugal.

”Los brasileños no se van por razones políticas. Desde luego que los que están en contra del presidente dicen que fue por su culpa; y los que lo apoyan, que su gestión no tiene nada que ver con haberse marchado”, afirma el abogado Pedro Valido, dueño de un despacho especializado en derecho comercial que asesora a clientes interesados en los visados gold. “Lo cierto es que se van porque no soportan la inseguridad, quieren caminar tranquilos por la calle”, concluye Valido.

En 2019 hubo un descenso récord en la tasa de asesinatos en Brasil, uno de los países más violentos del mundo, pero los tiroteos a plena luz del día en ciudades como Río de Janeiro siguen siendo comunes. ”Lo digo con total seguridad: la victoria de Bolsonaro fue determinante cuando decidí irme”, asegura el abogado José Eduardo Chavans, de 27 años, que llegó a Oporto el año pasado a abrir una sucursal de un bufete que asesora a personas que quieren migrar. Poco antes de que se desatara la pandemia era todavía un negocio al alza, pero el pobre desempeño del Gobierno del gigante sudamericano en la lucha contra la covid-19 (18 infectados nuevos al día por cada 100.000 habitantes, el tercer peor registro a escala global, solo por detrás de los pequeños Bahréin y Armenia) ha hecho que el mundo le cierre literalmente las puertas a los brasileños y ha dejado en el aire el destino del flujo migratorio. Laissa Moura Ferreira, diseñadora de 32 años, hizo las mismas cuentas: inseguridad más Bolsonaro, igual a exilio voluntario en Portugal; llegó en 2019 y tiene planes de quedarse muchos años, pese a la incertidumbre por la pandemia. “Si todo sale bien mis padres también van a venir a vivir acá”.

Melhoria substancial em Lisboa, mais doentes internados. Leia a análise do Expresso aos últimos números do Covid em Portugal

O boletim da DGS à lupa: melhoria substancial em Lisboa, mais doentes internados – Expresso

HORACIO VILLALOBOS/GETTY IMAGES

A taxa de letalidade (a relação entre o número de infetados e de óbitos) é agora de 3,55%, o que corresponde a uma estabilização em relação aos dados divulgados na véspera. Os 233 novos casos representam uma taxa de crescimento de 0,5%

Oboletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira dá conta de mais seis mortes associadas à covid-19, 233 novos casos de infeção e mais 485 recuperados em Portugal. No total, há agora 1.668 vítimas mortais, 47.051 casos confirmados e 31.550 recuperados.

Há mais cinco pessoas internadas do que na véspera (são agora 472) e mais seis em unidades de cuidados intensivos (são atualmente 69 nestas condições, uma subia de 9,5% em relação a segunda-feira).

taxa de letalidade (a relação entre o número de infetados e de óbitos) é agora de 3,55%, o que corresponde a uma estabilização em relação aos dados divulgados na véspera. Os 233 novos casos representam uma taxa de crescimento de 0,5%.

Há ainda 1.472 pessoas à espera de resultados laboratoriais, enquanto 34.641 estão sob vigilância pelas autoridades de saúde.

REGISTO DE LISBOA É O MELHOR DESDE 25 DE MAIO

Lisboa e Vale do Tejo (LVT) concentra 61% do total de novos casos a nível nacional, 22 pontos percentuais em comparação com os números de segunda-feira. Isto resulta de 143 das novas infeções terem sido reportadas nesta região.

Na distribuição geográfica, seguem-se Norte (42 novos casos), Centro (21 novos casos), Algarve (17) e Alentejo (dez). O Alentejo e a Madeira não registaram quaisquer casos.

Em termos absolutos, LVT apresenta o seu melhor registo desde 25 de maio, quando se contabilizaram 144 novos casos, correspondendo então a 87% do total nacional.

O boletim da DGS revela ainda que LVT lidera em casos com 23.008 e 547 óbitos. Seguem-se Norte (18.184 casos e 823 mortes), Centro (4.297, 250), Algarve (725, 15), Alentejo (586, 18), Açores (152, 15) e Madeira (99, 0).

De acordo com o boletim da DGS, os óbitos distribuem-se desta forma pelas faixas etárias:

0-9 anos: 0
10-19: 0
20-29: 2
30-39: 3
40-49: 20
50-59: 55
60-69: 150
70-79: 324
+80: 1114

Depois de Macron, ontem, é hoje a vez de Castex falar

foto LUDOVIC MARIN/AFP

Emmanuel Macron e o seu novo chefe de Governo, Jean Castex, durante a cerimónia do 14 de julho, ontem, na praça da Concórdia, em Paris.

Depois da entrevista do Presidente, ontem, na televisão, é hoje a vez do primeiro-ministro fazer um discurso de política geral, seguido de debate e voto, na Assembleia Nacional.

Covid-19: Vírus já matou mais de 570.000 pessoas e infetou quase 13,2 milhões no mundo

Covid-19: Vírus já matou mais de 570.000 pessoas e infetou quase 13,2 milhões no mundo – AFP

Covid-19: Vírus já matou mais de 570.000 pessoas e infetou quase 13,2 milhões no mundo

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A pandemia de coronavírus matou pelo menos 574.278 pessoas e infetou quase 13,2 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 19:00 TMG de ontem, baseado em dados oficiais.

De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, às 19:00 TMG (20:00 de Lisboa) de ontem, 13.178.180 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro passado, na cidade chinesa de Wuhan, dos quais pelo menos 7.096.000 agora são considerados curados.

Contudo, a AFP avisa que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, pois alguns países estão a testar apenas casos graves, outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento e muitos estados pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.

Desde a contagem às 19:00 TMG de segunda-feira, 4.217 novas mortes e 172.069 novos caso ocorreram no mundo.

Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são o Brasil, com 733 mortes, os Estados Unidos (713) e a Índia (553).

Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de óbitos e de casos, com 136.113 mortes e 3.394.033 casos. Pelo menos 1.031.939 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades norte-americanas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 72.833 mortes e 1.884.967 casos, o Reino Unido, com 44.968 mortes (291.373 casos), o México, com 35.491 mortes (304.435 casos) e a Itália, com 34.984 mortos (243.344 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que apresenta mais mortes per capita, com 84 falecimentos por cada 100.000 habitantes, seguida pelo Reino Unido (66), Espanha (61), Itália (58) e Suécia (55).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 83.605 casos (três novos entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes (0 novas) e 78.674 curas.

A Europa totalizava às 19:00 TMG de hoje 203.285 mortes e 2.863.908 casos, a América Latina e Caribe 146.735 mortes (3.424.235 casos), os Estados Unidos e Canadá 144.947 mortes (3.502.410 casos), a Ásia 44.687 mortes (1.819.605 casos), o Médio Oriente 21.009 mortes (944.111 casos), África 13.476 mortes (612.088 casos) e a Oceânia 139 mortes (11.828 casos).

Esta avaliação foi realizada usando dados coletados pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A AFP alerta que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia de dados, os números de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

Em Portugal, morreram 1.668 pessoas das 47.051 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

BES: Ricardo Salgado acusado de 65 crimes incluindo associação criminosa

O ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) Ricardo Salgado foi na terça-feira acusado de 65 crimes, incluindo associação criminosa, corrupção ativa no setor privado, burla qualificada, branqueamento de capitais e fraude fiscal, no processo BES/GES.

Segundo a acusação, a que a agência Lusa teve acesso, Ricardo Salgado foi acusado de um crime de associação criminosa, em coautoria com outros 11 arguidos, incluindo os antigos administradores do BES Amílcar Pires e Isabel Almeida.

Está também acusado da autoria de 12 crimes de corrupção ativa no setor privado e de 29 crimes de burla qualificada, em coautoria com outros arguidos, entre os quais José Manuel Espírito Santo e Francisco Machado da Cruz.

O Ministério Público acusou ainda o ex-líder do BES de infidelidade, manipulação de mercado, sete crimes de branqueamento de capitais e oito de falsificação.

O arguido José Manuel Espírito Santo Silva, antigo administrador do BES e primo de Ricardo Salgado, está acusado de vários crimes de burla qualificada, e infidelidade, em coautoria.

O ex-administrador e diretor financeiro do BES Amílcar Pires foi igualmente acusado neste megaprocesso de um crime de associação criminosa em coautoria com outros arguidos, corrupção passiva no setor privado, burla qualificada, branqueamento de capitais, manipulação de mercado, falsificação de documento e infidelidade.

A antiga administradora do BES Isabel Almeida foi também acusada por um crime de associação criminosa, em coautoria, corrupção passiva no setor privado, burla qualificada, branqueamento de capitais, manipulação de mercado, falsificação de documento e infidelidade.

São ainda arguidos neste processo Manuel Espírito Santo Silva, Francisco Machado da Cruz, António Soares, Alexandre Cadosch, Michel Creton, Cláudia Boal Faria, Pedro Cohen Serra, Paulo Carrageta Ferreira, Pedro de Almeida e Costa, Nuno Escudeiro e Paulo Nacif Jorge, entre outros.

As sete empresas acusadas são a Espírito Santo Internacional, Rioforte Investments, Eurofin Private Investment, Espírito Santo irmãos – Sociedade Gestora de Participações Sociais, ES Tourism Europe, Espírito Santo Resources Limited e ES Resources (Portugal) por crimes que vão desde burla qualificada a corrupção passiva, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.

Numa súmula divulgada na terça-feira pela Procuradoria Geral da República refere-se que o processo principal BES/GES agrega 242 inquéritos, abrangendo queixas de mais de 300 pessoas residentes em Portugal e no estrangeiro, e que teve por objeto a investigação de dados patrimoniais de um conjunto de empresas do grupo, incluindo unidades com licenças públicas para o exercício de atividade bancária e de intermediação financeira.

Na nota é referido que, devido à dispersão territorial dos factos investigados, foram excluídos os instrumentos de dívida e de capital da ESFG, holding financeira de topo do grupo, com participações em várias unidades bancárias, tendo sido extraídas certidões para que a investigação prossiga, em inquéritos autónomos, para apurar infrações tributárias e crimes relativos a titulares de cargo político estrangeiros.

Também foi extraída certidão para investigação autónoma quanto a um cidadão estrangeiro (cuja identidade não é revelada), tal como para o processo do aumento de capital do BES, em junho de 2014.

 

Alfa/Lusa.