Benfica vence Vitória, assegura ‘Champions’ e adia título do FC Porto

O Benfica evitou que o FC Porto se sagrasse já hoje campeão português de futebol pela 29ª vez, ao vencer em casa o Vitória de Guimarães por 2-0, em encontro da 32ª jornada da I Liga.

Chiquinho, aos 37 minutos, e o suplente suíço Haris Seferovic, aos 87, marcaram os golos dos ‘encarnados’, que necessitavam de vencer para evitar os festejos prematuros dos ‘dragões’, anfitriões na quarta-feira do Sporting.

Com este resultado, o Benfica garante, desde já, um lugar na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões de 2020/21, ao passar a somar 71 pontos, mais 12 do que o Sporting, terceiro, enquanto o Vitória é sétimo, com 46.

O FC Porto mantém-se a um ponto do título, que pode garantir na quarta-feira, com duas rondas por disputar, caso pontue na receção ao Sporting.

 

Resultados da 32ª jornada da I Liga de futebol:

 

– Segunda-feira, 13 jul:

Marítimo – Rio Ave, 0-0

Vitória de Setúbal – Famalicão, 1-2 (1-1 ao intervalo)

 

– Terça-feira, 14 jul:

Santa Clara – Desportivo das Aves, 3-0 (2-0)

Portimonense – Boavista, 2-1 (2-0)

Gil Vicente – Tondela, 3-2 (1-0)

Benfica – Vitória de Guimarães, 2-0 (1-0)

 

– Quarta-feira, 15 jul:

Moreirense – Paços de Ferreira, 18:00

Sporting de Braga – Belenenses SAD, 20:15

FC Porto – Sporting, 22:30

 

Alfa/Lusa.

 

Covid-19: Mais seis mortes e 233 novos casos em Portugal

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Covid-19: Mais seis mortes e 233 novos casos em Portugal

Covid-19: Mais seis mortes e 233 novos casos em Portugal

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Informação oficial:
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Portugal regista hoje mais seis mortes e 233 novos casos de infeção por covid-19 em relação a segunda-feira, 143 dos quais na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 47.051 casos de infeção confirmados e 1.668 mortes.

Portugal registou ontem 485 recuperados, a que se juntam 233 novos casos e mais seis mortes. Surto em fábrica do Carregado com 54 infetados.

Luís Filipe Vieira e Soares de Oliveira arguidos por fraude fiscal qualificada

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e o administrador Domingos Soares de Oliveira foram constituídos arguidos « pela alegada prática de um crime de fraude fiscal qualificada », comunicou hoje a SAD ‘encarnada’ à CMVM.

Segundo a nota enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Vieira e Soares de Oliveira foram constituídos arguidos enquanto representantes legais da Benfica SAD e da Benfica Estádio, num processo integrado na operação ‘saco azul’, em que as sociedades obtiveram, « nos anos 2016 e 2017, uma vantagem patrimonial indevida ».

A esta ação « está associada uma possível contingência fiscal calculada pela Autoridade Tributária no valor total aproximado » de 600 mil euros.

Contactada pela Lusa, fonte oficial dos ‘encarnados’ confirmou ao início da tarde que a SAD do Benfica era um dos dois arguidos coletivos cuja constituição foi revelada hoje pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A mesma fonte disse que os advogados dos ‘encarnados’ apresentaram um requerimento, a fim de saberem se o processo está em segredo de justiça, ressalvando que em causa estava um processo de crime fiscal, que nada tem a ver com questões desportivas ou ‘sacos azuis’.

Antes, a CMVM suspendeu a negociação de ações da Benfica SAD, por aguardar divulgação de informação relevante ao mercado.

O inquérito é dirigido pelo Ministério Público (MP) do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) e investiga factos suscetíveis de integrarem crime de fraude fiscal, segundo a PGR.

 

Alfa/Lusa.

Um estranho Dia da Bastilha com a pandemia em pano de fundo

Um estranho Dia da Bastilha com a pandemia em pano de fundo. Sem a tradicional parada militar na Avenida dos Campos Elíseos, o 14 de julho foi dedicado aos que combatem a pandemia. O Presidente aproveitou para, na televisão, desenhar as fronteiras dentro das quais pretende deixar mover-se o novo primeiro-ministro

Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro

“Uma nação empenhada, unida e solidária” foi o mote das comemorações reduzidas do feriado nacional francês, em Paris

THOMAS SAMSON/AFP/GETTY IMAGES

França assistiu esta terça-feira a uma cerimónia muito reduzida e algo estranha, sem o imponente tradicional desfile militar na Avenida dos Campos Elísios, em Paris. Só se festejou na Praça da Concórdia, sobretudo em homenagem a todos os que têm participado na linha da frente na luta contra o Covid-19, o Presidente francês, Emmanuel Macron, deu uma entrevista na televisão para definir o “novo caminho” que deseja que o Governo do recém-empossado Jean Castex siga.

Enquanto as comemorações do Dia Nacional prosseguiam na imensa célebre praça ornada pleo Obelisco, com soldados e profissionais da saúde reunidos em frente à tribuna presidencial, na grande artéria que liga a praça ao Arco do Triunfo não se viam carros nem pessoas.

A total falta de animação neste dia especial, naquela que os franceses consideram a mais bela avenida do mundo, parecia significar que França está de luto pela morte, em poucos meses, de mais de 30 mil pessoas provocada por um novo coronavírus que continua a fazer vítimas no país.

Foi um 14 de julho diferente de todos os outros em “homenagem à nação” e à solidariedade com as vítimas e trabalhadores da saúde. O feriado nacional assinala a tomada da Bastilha, uma prisão em Paris, em 1789, considerada o momento de arranque da Revolução Francesa. Passados 231 anos, o dia vive-se, como sublinhou Macron, “com emoção” porque a luta contra a covid-19 prossgue num país onde também se receia a possibilidade de nova vaga. “O nosso país tem medo, quanto ao futuro, e claro, à epidemia”, afirmou o Presidente.

MAIS MÁSCARAS E MAIS TESTES

“Somos transparentes na informação sobre a evolução da pandemia, estamos todos empenhados em combatê-la, mas temos incertezas, há opiniões diferentes sobre a ‘segunda vaga’, temos sinais de que a epidemia se relança um pouco e desejo que o uso da máscara seja obrigatório, a partir de 1 de agosto, em lugares fechados, designadamente centros comerciais”, explicou, recomendando a multiplicação de testes em todo o país.

“Temos de nos preparar para um eventual novo pico da epidemia e temos de tentar evitar que chegue uma nova vaga”, acrescentou. Sobre uma eventual vacina, descoberta pelos franceses ou por outros, defendeu que deverá posta à disposição do mundo inteiro.

A entrevista presidencial precedeu a intervenção, muito aguardada, de Castex. Será dia 15, na Assembleia Nacional. O primeiro-ministro tinha previsto proferir o seu “discurso de política geral” antes do 14 de julho, mas foi obrigado a adiá-lo porque Macron exigiu falar primeiro aos franceses. O chefe de Estado quis balizar a ação do novo chefe do Governo, tanto no tocante à crise sanitária e à “vibrante homenagem” ao serviços de saúde, como para definir as grandes linhas da retoma económica até às eleições presidenciais de 2022.

CHEIRA A CONFLITO INSTITUCIONAL

Com esta decisão, Macron indicou claramente a Castex que “a primazia da palavra é do Eliseu”, assinalou um comentador. Na realidade, já parece existir como que uma competição entre ambos – o novo primeiro-ministro (que vem da direita e é amigo do ex-Presidente Nicolas Sarkozy) indicou que não será apenas um “colaborador” de Macron e acaba de anunciar um envelope de ajudas de 7500 milhões de euros para a saúde. Alguns sindicatos acham pouco e prometem manifestações nos próximos dias.

De máscara, o Presidente Emmanuel Macron e o primeiro-ministro Jean Castex ensaiam os primeiros passos de uma coabitação

De máscara, o Presidente Emmanuel Macron e o primeiro-ministro Jean Castex ensaiam os primeiros passos de uma coabitação

LUDOVIC MARIN/AFP/GETTYIMAGES

“Com a nomeação do novo primeiro-ministro não desejei mudar de rumo, apenas de caminho, para atingirmos os objetivos de sucesso do nosso modelo económico e social, de modernização, que definimos no início do mandato”, afirmou o chefe do Estado.

“Este Governo não é de direita!”, exclamou Macron em resposta às críticas de que tem um Executivo mais conservador do que o de Édouard Phillippe, que se demitiu. Tanto Castex como Phillippe vieram do partido de centro-direita Os Republicanos e não do República em Marcha (liberal) fundado pelo Presidente

Este disse também respeitar “a causa feminista”, apesar de ter um novo ministro do Interior (vindo do Orçamento no Governo anterior), Gerald Darmanin, muito atacado por ser acusado de violação, com um processo judicial em curso. “Sinda não foi julgado, não pode ser julgado pela rua ou pela opinião pública!”, acrescentou.

EVITAR O DESEMPREGO

Sobre a crise económica e social que, segundo Macron, durará pelo menos até à primavera de 2021, garantiu que está atento e que há planos preparados, nomeadamente sociais e de apoio às empresas. “Vamos continuar a investir para evitar o aumento do desemprego e deveremos passar sempre também pelo diálogo social”, explicou.

Quanto ao elevado número de jovens que saem das escolas e não encontram emprego, foi vago, dizendo que vai “incitar” as empresas a contratá-los com ajudas do Estado, com medidas excecionais de “exoneração de encargos”.

Sobre a revisão do sistema de pagamento das pensões dos pensionistas, contestada pelos sindicatos e que provocou recentemente manifestações imensas, também foi vago. Considerou-a justa, mas acrescentou que poderá ser preciso “um pouco mais de tempo” para aplicá-la e modificar o método de discussão com os parceiros sociais.

Sobre eventuais novos impostos para financiar os défices e as despesas gigantescas, designadamente com as consequências da epidemia, não foi claro. Mas garantiu: “Vamos fazer investimentos, com a ajuda da Europa”.

Ainda sobre investimentos Macron prometeu desenvolver as linhas ferroviárias de alta velocidade. Quanto aos impostos, garantiu que os mais ricos não verão o regresso do Imposto sobre as Grandes Fortunas, criado pelo seu antecessor socialista François Hollande, que o atual Presidente revogou no início do seu mandato, em 2017.

Para Macron tudo se jogará nos próximos seis meses – lutar contra a pandemia e travar o desemprego. Vai dizendo que é cedo para falar de recandidatura ao Eliseu. Sobre as acusações de racismo no interior da polícia, garantiu que as autoridades vão dotar-se de meios para controlar os excessos, designadamente com câmaras de videovigilância.

PS organiza: CONFERÊNCIA DIGITAL. “PORTUGAL SEGURO – FÉRIAS DOS RESIDENTES NO ESTRANGEIRO EM TEMPOS DE PANDEMIA”

Informação oficial do PS português. 

 

CONFERÊNCIA DIGITAL  – Dia 15 às 12h00 (de Lisboa).

 

“PORTUGAL SEGURO – FÉRIAS DOS RESIDENTES NO ESTRANGEIRO EM TEMPOS DE PANDEMIA”. Dia 15 às 12h00 (de Lisboa).

Via zoom, com acompanhamento por Facebook

Com participação da Secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, e de representantes da Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, França, Reino Unido e Suíça. Moderação do deputado eleito pelo Círculo da Europa, Paulo Pisco

 

Início às 12h00 de Lisboa e Londres/ 13h00 nos países da União Europeia

 

O objetivo principal é debater a vinda de férias a Portugal dos portugueses residentes no estrangeiro, numa altura em que há muita desinformação e perceções erradas sobre as condições sanitárias em Portugal. Devido à forma distorcida como chega a informação sobre a situação em Portugal, muitos portugueses estão a ser penalizados nas suas opções de férias, optando por adiar ou mesmo anular a sua ida a Portugal, privando-os assim de um direito. Para agravar, há uma situação caótica de listas que incluem uns países e excluem outros, em muitos casos com critérios duvidosos ou à la carte, contribuindo ainda mais para a desinformação e medos infundados.

 

A moderação do debate é feita pelo deputado Paulo Pisco, seguindo-se a Secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes e os restantes intervenientes no debate, que terão cerca de cinco minutos cada.

 

Depois das intervenções dos participantes, haverá um espaço de comentários cujo objetivo se deverá centrar no que se pode fazer para que a informação chegue aos portugueses residentes no estrangeiro de forma correta e sem distorções.

 

Os intervenientes:

 

ALEMANHA

Daniel Soares – Membro da Associação de Estrangeiros de Bremerhaven e dirigente associativo.

BÉLGICA

Rui Faria da Cunha – Advogado e presidente da Câmara do Comércio Belgo-Portuguesa

LUXEMBURGO

Raúl Reis – Fundador do jornal Bom Dia Lu

FRANÇA

Nathalie Oliveira – Dirigente do Partido Socialista Francês e Português.

Luísa Semedo – Professora Universitária e Conselheira das Comunidades Portuguesas

REINO UNIDO

Rita Pinho – Policy Advisor na Policy Advisor na Impact Unit na University College London.

SUÍÇA

António Cunha – Professor honorário da Universidade de Lausanne e dirigente associativo.

 

 

Ilha da Madeira em crise grave devido à falta de turistas. Desemprego e famílias em dificuldades

A notícia é revelada pelo jornal Público desta terça-feira, 14 de julho.

« Layoff e desemprego afectam 45% da população activa da Madeira », escreve o diário.

« Um terço da população activa está em layoff e o desemprego subiu 10% em relação ao período homólogo », acrescenta o jornal.

« Com a pandemia, turismo parou e há mais de 61 mil pessoas em casa sem trabalhar e aumentam pedidos de ajuda de famílias em dificuldades », conclui o Público.

Também a TVI24 assinala a crise na ilha desta forma:

« Falta de turistas responsável pelo encerramento temporário de centenas de empresas na Madeira ».

« A crise económica que deriva da pandemia de Covid-19 começa a dar sinais crescentes nos vários sectores da sociedade, principalmente no turismo, que caiu a pique nos últimos meses.

Na madeira, há 44 mil trabalhadores em lay-off: números impensáveis no início deste ano, quando se projetava mais um recorde de receitas turisticas para o arquipélago.

A ausência de visitantes britânicos acabou com grande parte das esperanças para este verão », informa este canal televisivo.

Covid-19. Os países e ecnonomias que mais serão atingidos pela crise. Som. Análise

Os países e as economias internacionais que mais vão ser atingidas pela crise sanitária.

Ouça aqui a análise de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo: 

Profissionais de saúde homenageados no Dia Nacional francês. Governo anuncia aumento de salários na saúde

Governo francês anuncia aumento médio de 183 euros para enfermeiros e cuidadores. Profissionais de saúde serão homenageados hoje no Dia Nacional francês. Devido à crise sanitária, cerimónias militares serão reduzidas e limitadas à Praça da Concórdia.

Jean Castex

THOMAS SAMSON/GETTY IMAGES

O aumento representa um custo de quase oito mil milhões no total. Médicos em exclusividade no serviço público também são compensados

O governo francês vai disponibilizar quase oito mil milhões de euros para aumentar a remuneração dos profissionais de saúde no país. Enfermeiros e cuidadores receberão um aumento médio de 183 euros, numa medida que é vista como sendo de justiça básica, dados os esforços e riscos acrescidos que têm enfrentado durante a pandemia.

« Isto é, antes de mais, o reconhecimento daqueles que têm estado na linha da frente da luta contra esta epidemia », disse o primeiro-ministro Jean Castex, citado pela France24, ao anunciar a medida, que resulta de negociações entre sindicatos e o governo.

Castex admitiu que a decisão já devia ter surgido há mais tempo – já há meses se notava uma dissonância entre o aplauso aos profissionais de saúde e a ausência de compensação pelos seus esforços extraordinários – assumindo uma quota de responsabilidade pessoal.

Nem todos os sindicatos assinaram o acordo, mas a medida pelo menos parece dar um sinal necessário. Além do aumento para os enfermeiros e os cuidadores, 450 milhões de euros irão para compensar médicos que trabalham exclusivamente no serviço público.

Os profisssionais do setor da saúde serão homenageados hoje na Praça da Concórdia, em Paris, durante as cerimónias para assinalar o Dia Nacional da França. Devido à crise sanitária, o tradicional desfile militar nos Campos Elísios será reduzido a uma cerimónia militar na Praça da Concórdia, durante a qual serão homenageados todos os que se têm batido contra o novo coronavírus.

Covid-19: Governo exige que Bélgica retire Alentejo e Algarve de zonas arriscadas

Covid-19: Governo exige que Bélgica retire Alentejo e Algarve de zonas arriscadas

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, exigiu hoje que a Bélgica retire o Alentejo e o Algarve da lista de áreas consideradas arriscadas, sujeitando viajantes destas regiões a “maior vigilância”, e admitiu “surpresa” com a inclusão.

“Para mim, foi com surpresa que, hoje de manhã, […] tive conhecimento do aviso publicado no ‘site’ do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Bélgica que, não só identificava as freguesias da área de Lisboa, como também as regiões do Alentejo e do Algarve”, disse o chefe da diplomacia portuguesa, falando aos jornalistas em Bruxelas após a reunião com os seus homólogos da União Europeia (UE).

“Para grande surpresa minha, confesso, visto que não conheço nenhum dado que possa associar essas duas regiões aos níveis que, infelizmente, conhecemos nas tais 19 freguesias da Grande Lisboa”, acrescentou, em declarações prestadas após a primeira reunião presencial em quatro meses dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, dada a pandemia.

Augusto Santos Silva indicou que, “mal reparou” nesta situação, entrou em contacto com o embaixador português em Bruxelas, com a embaixadora belga em Lisboa e falou com o seu homólogo belga, sendo que nenhum tinha conhecimento da inclusão.

“[O ministro belga] prometeu-me que iriam identificar e reagir. Não sei se a esta hora está identificado e corrigido, mas espero que sim”, adiantou o ministro dos Negócios Estrangeiros, considerando que esta inclusão do Alentejo e do Algarve “não credibiliza” as restrições belgas devido à covid-19 por não ter base em critérios científico.

O alerta, contactou a Lusa, mantinha-se esta tarde visível na página da ‘internet’ da diplomacia belga, continuando explícito que os viajantes que entrem na Bélgica oriundos do Alentejo e do Algarve serão sujeitos a “maior vigilância” devido à pandemia da covid-19, sem serem especificadas as medidas a aplicar.

O Alentejo e o Algarve juntam-se então, ainda que numa categoria menos grave, às 19 freguesias da Área Metropolitana de Lisboa que estão em estado de calamidade, o que obriga os seus residente a fazerem obrigatoriamente um teste à covid-19 e quarentena à chegada à Bélgica.

Na zona ‘laranja’, é exigida “maior vigilância”, mas o ‘site’ não especifica que género de medidas estão previstas para os viajantes que cheguem à Bélgica oriundos dos países, regiões e zonas nela incluídos, como Aragão e Catalunha, em Espanha.

Na sexta-feira, Portugal tinha passado para a categoria ‘verde’ no modelo de semáforo criado pela diplomacia belga, à exceção (‘vermelha’, com teste e quarentena obrigatórios) dos concelhos da Amadora e de Odivelas, assim como as freguesias de Queluz-Belas, Massamá-Monte Abraão, Agualva-Mira Sintra, Algueirão-Mem-Martins, Rio de Mouro e a de Cacém-São Marcos, no Concelho de Sintra, a freguesia de Santa Clara, no Concelho de Lisboa, e as de Camarate, Unhos, Apelação e Sacavém-Prior Velho, no Concelho de Loures.

No sábado, foi distribuído no aeroporto de Lisboa aos passageiros com destino a Bruxelas um formulário para rastreamento de contactos que obrigava quem o assinasse a “consentir ficar em quarentena nos 14 dias seguintes à sua chegada à Bélgica” e devia ser preenchido por quem esteve numa das 19 freguesias mais afetadas pelo surto.

 

Governo admite alugar salas para ensino de língua portuguesa no estrangeiro

Alfa/Lusa

A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas admitiu esta segunda-feira, após uma reunião com a direção do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL), a possibilidade de o Estado alugar salas para garantir o ensino da língua portuguesa no estrangeiro.

Berta Nunes, secretária de Estado das Comunidades Portuguesas.

“Estamos a reforçar o orçamento das coordenações porque pode ser necessário comprar material de proteção para os alunos e para os professores pode ser necessário, eventualmente, alguma sala seja alugada, mas tudo faremos para que o ensino seja o mais normal possível, de preferência presencial”, disse Berta Nunes em declarações à Lusa, por telefone, após uma reunião com a secretária-geral do SPCL, Teresa Duarte Soares.

A preparação do novo ano letivo foi uma das preocupações apresentadas por Teresa Duarte Soares durante a reunião na sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa.

“Um dos assuntos mais importantes que queríamos apresentar era realmente a preparação para o novo ano letivo, que em alguns países, em algumas regiões irá começar já em meados de agosto”, afirmou, também por telefone, a dirigente sindical à Lusa, acrescentando que “é expectável que as entidades locais não cedam salas”, uma vez o ensino da língua portuguesa é uma atividade extracurricular e não uma disciplina curricular.

A sindicalista sublinhou a importância da retoma das aulas presenciais e apontou que nem todos os alunos do ensino de língua portuguesa no estrangeiro têm acesso ao ensino à distância.

“A nossa população escolar, a maioria, são alunos até ao segundo ciclo, que ainda não estão preparados para lidar com essas técnicas”, apontou Maria Teresa Duarte Soares.

Berta Nunes assinalou que este é um problema transversal e que, tal como em Portugal, os esforços dos professores “não chegaram a 100%” dos alunos, ainda que os docentes tenham utilizado também plataformas de troca de mensagens para a difusão de conteúdos escolares.

A secretária de Estado explicou ainda que cerca de 600 professores participaram em formações do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (IC) destinadas à preparação para o ensino à distância.

Na ótica do SPCL, estas formações “não tiveram grande utilidade”, uma vez que muitos dos alunos não tiveram as ferramentas de acesso necessárias.

“Se os alunos não tiverem, eles próprios essas ferramentas, não há resultados positivos, tal como sucedeu aqui em Portugal. Em Portugal, o Ministério da Educação, até com aulas através da televisão e tentou colmatar as lacunas que havia, mas o Instituto Camões não tentou colmatar as lacunas que existiam”, disse secretária-geral do SPCL.

Berta Nunes apontou que as aulas transmitidas pela televisão estão disponíveis no serviço de ‘streaming’ da RTP, a RTP Play, e que o canal onde estes foram transmitidos em Portugal, a RTP Memória, não é de livre acesso em todos os países, pelo que a utilização deste meio para a difusão de aulas de português no estrangeiro está a ser analisada.

Teresa Duarte Soares apontou ainda que há “cerca de mil inscrições a menos” para o próximo ano letivo, uma situação que considera “grave” e “absolutamente de evitar”.

A secretária de Estado apresentou um número semelhante e que até agora foram registadas cerca de 14.300 matrículas, sendo que no ano passado este valor ultrapassava os 15.000.

A governante desvalorizou a diferença, referindo que os números costumam subir em setembro, depois da divulgação dos horários do ensino regular”, pelo faz um balanço “bastante positivo” face a um “contexto bastante desfavorável”.

“A nossa expectativa é mesmo que possa haver um aumento do número de inscritos em setembro”, vincou.

Durante a reunião entre SPCL e a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas foram abordadas outras reivindicações feitas pelo sindicato, como a alteração do regime jurídico do ensino da língua portuguesa no estrangeiro, incluindo a abolição das propinas e a criação de um quadro de professores no estrangeiro, tendo as duas representantes feito um “balanço positivo” neste campo.

Uma nova reunião entre SPCL e SECP está prevista para os meses de setembro ou outubro.