Está feito. Governo fica com maioria do capital na TAP. Mas vai contratar gestores privados

Estado não vai gerir a TAP, prefere contratar fora. Reestruturação vai ser difícil, avisa Pedro Nuno Santos. Governo vai ficar com maioria do capital, mas vai contratar uma empresa para escolher gestores privados – e bem pagos – para comandar a TAP (depois de uma gestão transitória). Ministro deixou recados à gestão privada e admitiu que a decisão terá custos financeiros, ainda terá negociações difíceis com Bruxelas e coloca enorme peso político sobre o Executivo: « Vai ser difícil » e cheio de « incertezas », mas « o Governo está preparado ».

MANUEL ALMEIDA/LUSA

Alfa/ Expresso . Por Liliana Valente e David Dinis. Leia versão original deste texto em expresso.pt

Acabou a novela de nacionalização da TAP em três atos e muitos episódios. O futuro ainda é « cheio de incertezas », admitiu o ministro da Infra-estrutura e Habitação, e será « difícil » quer para a empresa, quer para os portugueses, quer para os políticos. Mas « a TAP é demasiado importante para deixarmos cair », disse Pedro Nuno Santos.

No final de negociações duras, o Governo chegou a acordo com o consórcio de privados da Atlantic Gateway para comprar a parte da participação de David Neeleman por 55 milhões de euros, ficando assim com 72,5% do capital da empresa. Assim, foi feita uma nacionalização sem ser forçada, mas a possibilidade de decretar por imposição a nacionalização foi « importante estar em cima da mesa para que se fechasse o acordo ». Mas « felizmente », assumiu, « não foi necessária nos moldes em que estava preparada », reforçou Pedro Nuno Santos.

Acompanhado do ministro das Finanças, João Leão, e do secretário de Estado do Tesouro, Miguel Cruz, Pedro Nuno Santos fez a defesa da nacionalização com acordo por ser o melhor quer do ponto de vista económico, quer do ponto de vista estratégico, mas também do ponto de vista político. « Não teremos bodes expiatórios, é verdade », resumiu.

« A alternativa era a insolvência », disse o governante, e isso o Governo recusava, porque a TAP é um dos principais exportadores portugueses e a companhia aérea que mais transporta turistas para Portugal. Além disso, é a TAP que permite que o Aeroporto de Lisboa tenha um « hub »: caso não existisse TAP – « que não iria ser substituída » – o hub seria Madrid e Portugal perdia uma posição estratégica. Mas, acima de tudo, reforçou o ministro, a defesa da entrada de leão do Estado na empresa deve-se ao seu poder económico: perder a TAP teria « um impacto directo e profundo na economia e no emprego » e não apenas nas pessoas que trabalham na companhia, disse, já em jeito de explicação de uma decisão difícil aos portugueses.

Mas houve mais alertas: se esta primeira fase foi difícil – já lá iremos às negociações e aos três actos falhados de negociação – a próxima é mais exigente, admitiu o ministro. Ao assumir a companhia, vai ter de ser o Governo a promover a reestruturação da empresa.« O futuro é incerto »« Não queremos uma empresa sobredimensionada, porque estaríamos a desperdiçar recursos, mas queremos uma TAP que responda aos interesses dos portugueses », defendeu. « Vai ser fácil? Não vai ser. Politicamente vai ser difícil? Vai. Os ministros e secretários de Estado assumem responsabilidades para quê? »

OS RECADOS

Durante a conferência de imprensa, Pedro Nuno Santos foi lançando vários recados a quem o tem criticado, sobretudo porque seria sua responsabilidade a imposição de Bruxelas de uma restruturação da TAP que a reduz de tamanho. A decisão da Comissão Europeia, quis deixar claro, « não foi condicionada por declarações de qualquer membro do Governo. A avaliação é feita por critérios objectivos », nomeadamente por causa dos resultados negativos que tem vindo a acumular. O estado da empresa no final de 2019, « não habilitava a TAP para mais nenhuma solução europeia », disse. E insistiu: « A empresa tinha [no fim de 2019] capitais próprios negativos de 580 milhões. Em nenhum canto do mundo é uma empresa em boa situação financeira. » Não foi ele que disse, reforçou. « É um facto ».

Com as dúvidas que têm sido levantadas sobre a decisão do Estado, Pedro Nuno Santos quis na conferência de imprensa falar várias vezes de como tem « consciência » da « perplexidade do povo português » porque « 1200 milhões é muito dinheiro ». « Os portugueses passam muitas dificuldades, é normal que as dúvidas existam ».

Olhando para a tarefa que o espera, assume desde já as responsabilidades políticas. « Não vamos ter bodes expiatórios, é verdade. O governo toma decisões e as coisas corre bem ou mal. Este governo não precisa de bodes expiatórios caso as coisas corram bem ou mal. As decisões comportam riscos políticos. É a natureza de quem assume estas funções. Temos de estar preparados para isso », disse.

GESTÃO ESCOLHIDA POR EMPRESA

Uma das novidades da conferência de imprensa tardia foi que será uma empresa especialista no assunto a recrutar no mercado internacional gestores para a empresa. Será feito um “procedimento rigoroso” de escolha dos próximos gestores. E (mais um aviso prévio) ela será bem paga: « Não há nenhuma razão para que o Estado escolha de forma diferente do que faz um privado. O que o Estado tem de fazer é adoptar procedimentos rigorosos », disse Pedro Nuno Santos, ao centro da mesa dos três governantes presentes (João Leão, ministro das Finanças, e o secretário de Estado do Tesouro). Para já, garantiu, sai o CEO da TAP, que foi escolhido pelos privados, Antonoaldo Neves.

Até que exista uma equipa escolhida, será uma equipa interina a tomar conta da gestão, mas, disse Pedro Nuno Santos, para já só está em causa a saída de Antonoaldo Neves e não de outros membros da Comissão Executiva. Também não se perspectiva, disse, a saída de nenhum membro escolhido pelo Estado do conselho de administração, incluindo Lacerda Machado – indicado por António Costa e que teve relação mais tensa com o ministro. Pedro Nuno desvalorizou-o: « O Estado tem seis representantes, trabalhei bem com todos ».

A garantia, quis deixar, é que não “vai ser o Estado a gerir a TAP, mas uma equipa”, prometendo no entanto “mais rigor na forma como vai ser feita a gestão daqui para a frente”.

DUAS PROPOSTAS REJEITADAS

Pelo meio de uma conferência de imprensa tardia, ficou a explicação das negociações com Neeleman, o privado que agora sai da TAP (Humberto Pedrosa fica, embora como minoritário). Em síntese, só à terceira proposta do Estado, e com a nacionalização forçada em cima da mesa, é que houve acordo com os privados, disse Pedro Nuno Santos. A solução final, de compra da posição dos privados “não era a posição inicial do Estado”, revelou.

A primeira proposta feita foi que “os privados participassem no esforço de capitalização da TAP”. Ou seja, que a Azul convertesse os créditos que tinha em capital. Não foi aceite. Nessa proposta, era também exigido um “reforço do Conselho de Administração no controlo da gestão e na gestão da TAP”.

Depois, foi feita uma segunda proposta aos accionistas privados que também foi rejeitada: pedia o Estado que abdicassem dos direitos de saída da companhia e dos direitos de conversão dos créditos em capital (prevista para 2026), já que não participariam no processo de capitalização. Tal como outros credores, seriam depois compensados no plano de reestruturação. E foi aí, face à recusa, que o Estado pôs em cima da mesa a possibilidade de nacionalização. Caso contrário, a insolência era inevitável, admitiu o ministro da tutela.

Foi apenas à terceira, com a compra dos direitos de votos e direitos económicos – e com o abdicar do direito de litígio por parte dos privados -, que foi possível um acordo. É este, que agora terá de ser formalizado com a assinatura de todos os documentos. A palavra, essa, já está dada.

Covid-19: França regista 14 mortos nas últimas 24 horas

Covid-19: França regista 14 mortos nas últimas 24 horas

Alfa/Lusa/AFP

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A França contabilizou nas últimas 24 horas 14 mortes associadas à covid-19, elevando o total de óbitos desde o início da pandemia para 29.875, indicaram hoje as autoridades sanitárias francesas em comunicado.

Do total de mortes, 19.378 foram registadas nos hospitais e as restantes em lares de idosos, número que o Governo francês só atualiza uma vez por semana e que, comparado com a última contabilização, significa uma queda no número de óbitos nos centros geriátricos nas últimas semanas.

Segundo as autoridades sanitárias francesas, nas últimas 24 horas, 573 infetados encontram-se nas unidades de cuidados intensivos dos diferentes hospitais do país, menos nove do que na véspera.

O total de casos confirmados é de 166.378.

A Guiana francesa continua a ser a região de maior preocupação para as autoridades francesas, com cerca de 4.000 casos confirmados nessa região ultramarina que faz fronteira com o Brasil.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 516 mil mortos e infetou mais de 10,71 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Roland Garros vai ter público, mas será limitado a 60% da sua capacidade

A edição de 2020 de Roland Garros, reprogramada para 27 de setembro a 11 de outubro devido à pandemia covid-19, vai receber de 50 a 60% da sua lotação habitual, anunciou hoje a Federação Francesa de Ténis (FFT).

« O número de espetadores admitidos no estádio será de entre os 50 e os 60% da capacidade habitual », indicou a FFT, assinalando que essa redução vai possibilitar que se respeitem as medidas de segurança sanitárias para evitar a propagação do novo coronavírus.

Os bilhetes, que serão colocados à venda em 16 de julho para o público em geral, vão permitir que 20.000 pessoas se desloquem a Roland Garros para assistir as primeiras rondas. O número de espetadores será limitado aos 10.000 para as finais.

 

Alfa/Lusa.

Julio Velázquez deixa comando técnico do Vitória de Setúbal

 Menos de oito meses depois de assumir o comando técnico do Vitória de Setúbal, Julio Velázquez deixou de ser o treinador dos sadinos, anunciou hoje o clube da I Liga de futebol no seu sítio oficial.

“O Vitória FC informa que chegou a acordo com o treinador Julio Velázquez para a cessação das suas funções enquanto líder do quadro técnico da equipa principal de futebol”, lê-se na nota emitida.

O conjunto setubalense, que está sem ganhar no campeonato há 11 jornadas, informa que a decisão foi tomada “por mútuo acordo”.

“Esta decisão, tomada por mútuo acordo, tem efeitos imediatos, pelo que o treinador já não orientou a sessão de trabalho desta tarde (17:00) no Estádio do Bonfim”, acrescenta.

O adjunto Albert Meyong, que esta temporada já tinha assumido o comando do Vitória de Setúbal na fase de transição entre a saída de Sandro Mendes e a entrada de Julio Velázquez, “assumirá o comando da equipa de forma interina”, informa o clube.

 

Alfa/lusa.

RMC. PAULO SOUSA DE SAÍDA DO BORDÉUS

De acordo com a RMC Sport, o treinador português Paulo Sousa informou, esta quinta-feira, o plantel do Bordéus de que está de saída e não será o treinador do clube francês na próxima temporada.

Contratado em março de 2019, Paulo Sousa, 49 anos, entrou em colisão com a direção ao longo dos últimos meses e terá manifestado o seu desagrado com a mudança das linhas orientadoras do projeto para o qual tinha sido convidado.

Apesar de ter contrato até 2021/22, Paulo Sousa deixa os girondinos sem qualquer troféu conquistado, tendo ficado no 12º lugar nesta temporada na Ligue 1.

 

Alfa/abola/RMC.

Investigadora estuda « experiências e expectativas de regresso dos novos emigrantes portugueses »

A investigadora Filipa Pinho enviou à Rádio Alfa um pedido de apoio para a divulgação de um inquérito online entre portugueses residentes no estrangeiro sobre « Experiências e expectativas de regresso dos novos emigrantes portugueses: reintegração e mobilidades »

Com a divulgação do projeto pretende atingir o número mais vasto possível de portugueses emigrados interessados em responder ao trabalho já em curso.

Na carta que nos endereçou, Filipa Pinho diz ser membro da « equipa de investigação de um projeto em curso sobre regresso de emigrantes portugueses a Portugal, designado Experiências e expectativas de regresso dos novos emigrantes portugueses: reintegração e mobilidades (CICS.NOVA.IPLeiria/Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra/CIES-Iscte) financiado pela FCT (PTDC/SOC-SOC/28730/2017). »

« Embora seja dirigido aos portugueses residentes no estrangeiro em geral, os estudos de caso – aqueles que vão merecer uma análise mais aprofundada – são França, Luxemburgo e o Reino Unido », informa Filipa Pinho.

« Neste momento, encontramo-nos a administrar um inquérito online. Devido à Covid-19, é extremamente difícil, senão impossível, aceder presencialmente aos portugueses que residem fora para lhes pedir ou para os auxiliar, caso necessário, na resposta ao inquérito online. Deste modo, temos feito bastante divulgação online, nomeadamente através de grupos de Facebook e de páginas de associações de portugueses, a quem peço para nos ajudarem a chegar ao maior número possível de portugueses emigrados », explica.

O link para o inquérito é o seguinte: https://bit.ly/2LoXlhu .

Filipa Pinho é investigadora integrada no Centro de Estudos Sociais (CES), Laboratório Associado da Universidade de Coimbra (UC).

Na apresentação do projeto afirma, designadamente:

O estudo das migrações de regresso a Portugal não tem sido sistemático nos trabalhos
sobre a emigração portuguesa. E, no entanto, mesmo após uma corrente mais
significativa de regressos de portugueses de França e da Alemanha, em resultado das
crises provocadas pelos choques petrolíferos, nos anos 1970, foi sempre havendo
movimentos de contracorrente da emigração. Ou seja, os regressos, tal como a
emigração, nunca terminaram.

Covid-19: Portugal com mais oito mortes e 328 infetados. Zona de Lisboa continua muito atingida pela epidemia

Covid-19: Portugal com mais oito mortes e 328 infetados

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 Portugal regista hoje mais oito mortes causadas pela covid-19 do que na quarta-feira e mais 328 infetados, cerca de 83% dos quais na Região de Lisboa e Vale do Tejo, divulgou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).
Número de novos casos é o mais alto dos últimos quatro dias.

De acordo com o boletim epidemiológico da DGS, o número de mortos relacionadas com a covid-19 ascende hoje a 1.587, enquanto os casos confirmados desde o início da pandemia totalizam 42.782 infetados.

Política, Cultura e História no Passagem de Nível de domingo, 05, às 12h

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Apresentação e coordenação: Artur Silva – Domingo, 5 de Julho 2020. Entre as 12h00 e as 13h30

Alguns dos temas em destaque:

-2ª volta das eleições municipais em França
Champigny-sur-Marne (94) passa à direita, o novo Maire é Laurent Jeanne

Montigny-les-Cormeilles (95) Jean-Noêl Carpentier reeleito com voto reforçado

-Associação Memória Viva/Memoire Vive lança um apelo para reunir testemunhos sobre o racismo anti-português em França
Convidado: Hugo dos Santos, da Associação Memória Viva

-Melhor conhecer e dominar a língua francesa com o livro “La pioche aux dictées” do
jovem lusodescendente Clément Miguel Alcobia

-Livro: Jaime de Morais – Apontamentos de uma Vida, Edições Quatorze, do Comité
francês Aristides de Sousa Mendes. A vida de um revolucionário Republicano (1882-
1973) caído no esquecimento
Convidada: Cristina Clímaco, Professora universitária co-organizadora da publicação

Um programa de Artur Silva

Deputado Paulo Pisco escreve carta ao « maire » de Pontault-Combault, cidade « emblema » dos portugueses

Carta, na íntregra, do deputado socialista Paulo Pisco a Gilles Bord, presidente da Câmara de Pontault-Combault.

Com parabéns à sua reeleição como « maire » bem como aos diversos candidatos de origem portuguesa que foram eleitos na localidade e em toda a França:

 

Cher Gilles Bord,
Maire de Pontault-Combauld,

Une fois achevé le deuxième tour des élections municipales en France, j’aimerais vous féliciter pour votre expressive réélection et avec une liste que reflète bien la diversité que partout existe en France, dans laquelle il y a aussi plusieurs candidats d’origine Portugaise.
En effet, la ville de Pontault-Combault est emblématique pour la communauté portugaise, pour sa présence déjà ancienne et par les familles mixtes qu’existe partout dans la municipalité, pour son important mouvement associatif, mais aussi par les quatre candidats d’origine portugaise qu’on était élus lors de ces élections.
L’Association Portugaise Culturelle et Sociale de Pontault-Combault et sa fête annuelle, malheureusement annulé cette année à cause do covid-19, est bien l’exemple de l’importance du mouvement associatif portugais, de la communauté portugaise et de sa coopération permanente avec la mairie pour le bien collectif. C’est bien évident la considération et reconnaissance que les successifs élus à Pontault-Combauld on eu par rapport à la Communauté Portugaise dans la municipalité, depuis toujours très bien accueillis dans la ville.
Permettez-moi que j’utilise cette lettre aussi pour féliciter les milliers de candidats Portugais ou d’origine Portugaise que partout en France, dans les petits, moyennes et grandes municipalités, ont participé dans ces élections ou que on réussi son élection, ainsi démontrant sont exemple d’engagement dans la participation civique et politique pour se battre pour une meilleur vie pour toute la collectivité.

Bon travail et meilleur succès
Très amicalement

Paulo Pisco

Député élu par les Communautés Portugaises en Europe

 

Covid-19: EUA com 706 mortos e mais de 48 mil infetados nas últimas 24 horas

Covid-19: EUA com 706 mortos e mais de 48 mil infetados nas últimas 24 horas

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Alfa/Lusa
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Os Estados Unidos registaram 706 mortos e 48.830 infetados por covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com um balanço da Universidade Johns Hopkins.

O país contabiliza 128.028 óbitos e 2.678.202 casos desde o início da pandemia, segundo o balanço realizado às 20:00 de quarta-feira (01:00 de hoje em Lisboa), pela agência de notícias Efe.

A média de novos casos diários nos Estados Unidos está desde a semana passada acima dos 40 mil, muito por causa da propagação do novo coronavírus nos estados do sul e oeste, como Florida, Texas, Califórnia e Arizona.

Nova Iorque continua a ser o estado mais fortemente afetado pelo coronavírus nos Estados Unidos, com 394.079 casos confirmados e 32.043 mortes, um número apenas inferior ao do Brasil, Reino Unido e Itália.

Só na cidade de Nova Iorque, morreram 23.104 pessoas.

Nova Iorque é seguida pela vizinha Nova Jersey, com 15.078 mortos, Massachusetts, com 8.053, e Illinois, com 6.951.

Outros estados com um grande número de mortes são a Pensilvânia (6.684), Michigan (6.198), Califórnia (6.152), Connecticut (4.324).

Em termos de infeções, a Califórnia está atrás apenas de Nova Iorque, com 233.692 casos.

Os Estados Unidos são o país no mundo com mais mortos e mais casos de infeção confirmados.

O Instituto de Métricas e Avaliações em Saúde da Universidade de Washington, cujos modelos para a evolução da pandemia são frequentemente utilizados pela Casa Branca, estima que o país chegue a outubro com cerca de 175 mil mortes.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 512 mil mortos e infetou mais de 10,56 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.