Férias em Portugal. Portugueses no Reino Unido « destroçados » e prontos a contornar exclusão do corredor aéreo

Portugueses no Reino Unido « destroçados » e prontos a contornar exclusão do corredor aéreo

Alfa/Rádio Renascença. Por António Fernandes, correspondente em Londres

Emigrantes com viagens compradas para vir passar férias de verão dizem que não podem cumprir quarentena de duas semanas que o Governo britânico obriga a quem vier de Portugal.

Foto: DR
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Os rumores que duravam já há uma semana foram confirmados esta sexta-feira, depois de o Governo britânico ter excluído Portugal da lista de países que podem ser visitados sem que seja necessário fazer uma quarentena obrigatória no regresso ao Reino Unido. Para além do grande impacto que esta decisão terá no setor do turismo em Portugal, tem ainda um outro lado: torna mais difícil que os emigrantes portugueses no Reino Unido tenham condições de regressar a casa este verão.

Marta Gonçalves do Couto, que vive no Reino Unido há quatro anos, já tinha contado à Renascença como era difícil viver na incerteza de saber se o regresso a casa seria adiado. Marta tem viagem marcada para 4 de agosto, uma viagem que não será possível se a quarentena ainda for obrigatória, porque, apesar de Marta poder trabalhar a partir de casa, “para o meu marido é impossível regressar ao Reino Unido e depois estar mais duas semanas em casa”.

A exclusão de Portugal, ainda que esperada, nem por isso foi melhor recebida e deixou Marta “destroçada, nem queria acreditar quando li. Não consigo compreender como colocam português no mesmo ‘saco’ que os EUA”, outro país excluído da lista de corredores aéreos anunciados hoje e fortemente afectado pela pandemia.

Edgar Moreira vive há três anos no Reino Unido e tem duas semanas de férias marcadas para o final de julho. Edgar diz que há dois meses esta notícia seria uma surpresa, mas depois do aumento de casos em Lisboa nas últimas semanas “comecei a recear o pior, pensei mesmo que não teríamos hipóteses de ir a Portugal neste verão.”

Apesar de saber que a decisão ainda pode ser revista até viajar, Edgar vai cancelar o hotel que tinha marcado no Algarve. Os voos serão adiados para o final de Agosto, para visitar a família “caso a situação mude”. Caso isso não seja possível, os voos – e o regresso a Portugal – serão adiados para o final do ano ou mesmo para 2021. Enquanto a quarentena for obrigatória no regresso ao Reino Unido uma ida a Portugal fica “fora de questão a nível profissional” e diz mesmo que foi “alertado pelo meu patrão que não havia possibilidade de ficar em casa duas semanas”.

Contornar por Madrid

Outra portuguesa que vive no Reino Unido há sete anos e que pediu para não ser identificada diz que a decisão acaba por ser “o que imaginava que ia acontecer, porque apesar de os números absolutos de Portugal serem baixos no grande esquema das coisas” sabia que o recente surto na Grande Lisboa podia levar a este desfecho. Ainda assim entende que a situação é “mutável” e acredita que Portugal possa vir a ser incluído num futuro próximo.

A viagem a Portugal, planeada para o início de agosto, irá acontecer por linhas tortas. Depois de ver um artigo na BBC que expunha como o sistema de corredores aéreos era difícil de controlar por ser possível, por exemplo, passar de um país da União Europeia para outro sem registo, decidiu comprar viagem de ida e volta por Madrid, fazendo a ligação a Lisboa por comboio. Apesar de reconhecer que não é a opção mais ética garante que será “conscienciosa e, se tiver sintomas, isolo-me, para não ser um veiculo de transmissão”.

Ainda assim, do ponto de vista moral, coloca a questão em perspetiva por haver mais casos tanto em Espanha como no Reino Unido. Esta opção é recusada pelo Governo britânico, que diz que nesse caso seria preciso fazer quarentena à chegada. Na prática, é impossível controlar e mostra como é também difícil estabelecer esta política. Apesar disso, esta portuguesa diz que prefere “arriscar e ir visitar a família”, que já não vê desde dezembro de 2019.

Caso lhe perguntem onde esteve diz que não vai mentir e, se for necessário, fará quarentena, ainda que essa opção leve a que perca o vencimento durante as duas semanas. Outros portugueses que responderam à Renascença planeiam também fazer um caminho alternativo para Portugal, muitos por via terrestre atravessando França e Espanha, que estão incluídos na lista de países que podem ser visitados sem ser preciso cumprir quarentena de 14 dias no regresso.

A decisão poderá ser revista daqui a três semanas e Marta diz que tem, por isso, “uma réstia de esperança… Falta exactamente um mês para a nossa viagem.” Uma viagem onde deveria partilhar com a família um momento especial, uma vez que está grávida. Menos esperançoso está Edgar, que descreveu o anúncio desta sexta-feira como um “balde de água fria” e, apesar de estar a procura alternativas, está “99% certo de que este ano não há férias em Portugal no verão”.

Uma situação que se estende a muitos dos 400 mil portugueses que vivem no Reino Unido e que têm agora uma decisão difícil para fazer – visitar Portugal e a família ou abdicar de duas semanas de salário no regresso.

Covid. Portugal não é destino de férias seguro para os britânicos

Portugal está fora do “corredor aéreo” com o Reino Unido. Turistas britânicos vão ter de fazer quarentena no regresso a casa

Apesar de inicialmente o próprio Governo britânico ter dito Açores e Madeira estão na lista de destinos seguros, afinal não estão. Veja a lista completa dos países seguros para os britânicos

Alfa/Expresso

Muita foi a especulação, muita foi a esperança, principalmente dos operadores turísticos no Algarve que normalmente recebem milhares de cidadãos britânicos no verão, mas as notícias não são boas: o Reino Unido já divulgou a lista de países incluídos no “corredor aéreo” para turistas e Portugal não faz parte – o que quer dizer que quem decida passar férias em território nacional vai ter de estar 14 dias em quarentena no regresso ao Reino Unido. Aqui ao lado, Espanha, Itália, França, Bélgica e Grécia estão isentos dessa obrigação, o que torna os destinos mais atrativos para os turistas britânicos.

A lista completa de países na lista vermelha decidida pelo Governo britânico foi revelada esta sexta-feira e Portugal não está na lista dos destinos livres de quarentena obrigatória no regresso. Alguns analistas consideram a medida injusta, dado que o número de casos diários que estão a ser registados em Portugal não diferem significativamente dos que Espanha ou França apresentam.

Por exemplo, França teve nos últimos sete dias um período de 24 horas com mais de 1.500 casos diários (26 de junho) e cinco com mais de 500 casos (sendo que a 1 de julho voltou a ficar perto dos 1.000). O próprio Reino Unido, nos últimos sete dias, esteve sempre acima dos 500 casos diários. Portugal não tem nenhum dia, na última semana, com esse número de casos, mas a análise também depende do total de habitantes do país.

A lista dos países para onde os turistas britânicos podem viajar está AQUI (inicialmente foi divulgada esta lista, que incluía Madeira e Açores na lista dos destinos seguros, mas entretanto foi corrigida).

A embaixada do Reino Unido em Portugal também já reagiu à decisão. Num comunicado enviado às redações, os representantes diplomáticos dizem entender que “essas decisões são importantes para Portugal, para o setor das viagens e do turismo em Portugal, para a comunidade portuguesa residente no Reino Unido e para a comunidade britânica residente em Portugal” mas ressalvam que “o governo britânico analisou as evidências com muito cuidado antes de tomar essas decisões, com o objetivo de proteger a saúde e a segurança públicas”. A decisão, explica a embaixada, prende-se com com a “incidência relativamente elevada de casos de COVID-19, principalmente na região da grande Lisboa”.

No que diz respeito à quarentena obrigatória de 14 dias para as pessoas que chegam ao Reino Unido, esclarece ainda a embaixada, “essa medida permanecerá por enquanto em vigor para todas as pessoas que chegarem ao Reino Unido vindas de Portugal (no seu todo)”.

Covid-19: Portugal com mais 11 mortos e mais 374 infetados do que na quinta-feira

Covid-19: Portugal com mais 11 mortos e mais 374 infetados do que na quinta-feira

Covid-19: Portugal com mais 11 mortos e mais 374 infetados do que na quinta-feira

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Portugal regista hoje mais 11 mortos devido à doença covid-19 do que na quinta-feira e mais 374 infetados, dos quais 300 na Região de Lisboa e Vale do Tejo, divulgou a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico diário da DGS, o número de mortos relacionados com esta doença respiratória infecciosa totalizou hoje 1.598, enquanto os casos de infeção confirmados desde o início da pandemia no país somam 43.156.

O número de pessoas que recuperaram da infeção causada por um novo coronavírus subiu hoje para 28.424 (+327).

O boletim diário foi divulgado ao fim da tarde de hoje, fora do horário habitual.

Surpresa. Jean Castex. Macron escolhe um amigo de Sarkozy para relançar mandato

Jean Castex, a escolha de Emmanuel Macron para primeiro-ministro que surpreendeu a França. Presidente pretende relançar última fase do seu mandato e chegar às presidenciais de 2022 com um militante da direita amigo de Nicolas Sarkozy. Mudança na continuidade.

Por Daniel Ribeiro

A escolha do substituto de Édouard Philippe foi uma autêntica surpresa. Muito pouco conhecido em França, Jean Castex é um alto funcionário de 55 anos formado nas grandes escolas francesas, originário do Gers, na Gasconha, onde é presidente de uma pequena câmara rural occitana (Prades, onde foi reeleito na primeira volta das recentes eleições municipais com 75% dos votos).

Qualificado por quem o conhece como homem calmo, simpático, caloroso e trabalhador, guarda um forte sotaque regional, e é próximo do antigo presidente, Nicolas Sarkozy, de quem chegou a ser, já no fim do mandato deste último, secretário geral adjunto no Eliseu.

Este foi um dos postos mais altos que ocupou até agora nas áreas do poder, em Paris, a par de dois cargos de grande responsabilidade nos domínios da saúde e do trabalho como diretor de gabinete de Xavier Bertrand, outro homem da direita de quem se diz ser um provável candidato deste setor às próximas presidenciais francesas.

Foi com Bertrand que delineou um plano, na altura considerado eficaz, para combater o vírus H5N1. Ganhou aí os galões do “homem dos dossiês complexos” e foi por isso que foi nomeado recentemente por Édouard Philippe como o “senhor desconfinamento” para coordenar a saída gradual e faseada do país da pandemia do Covid-19, que atacou e ainda ataca duramente o país.

É um “republicano” (do partido de direita, Os Republicanos, criado por Sarkozy), tal como era o seu antecessor, Édouard Philippe que, este, também se mantém de direita e nunca aderiu ao partido liberal A República em Marcha (LREM) de Emmanuel Macron, que perdeu com estrondo as recentes autárquicas.

Em Paris, garante-se que Castex terá já suspendido as suas funções no partido Os Republicanos, tal como fizera  Édouard Philippe quando da sua designação como primeiro-ministro.

Durante as suas passagens pelos ministérios da Saúde e do Trabalho, manteve contactos com os sindicatos, que o consideram como um homem aberto com quem “se pode discutir”.

Tem a alcunha de “canivete suíço” por tomar as decisões com calma, mas de forma decisiva, sem hesitações. Foi também apoiante de François Fillon, o antigo primeiro-ministro que hoje poderia estar no lugar de Macron se não tivessem sido revelados escândalos que o impediram de chegar ao Eliseu.

Emmanuel Macron escolheu-o para relançar a última fase do seu mandato e chegar nas melhores condições possíveis às presidenciais de 2022. Os amigos de Castex, sobretudo Xavier Bertrand, apreciam-no. “Tem qualidades como servidor do Estado que serão indispensáveis nos momentos difíceis que vamos conhecer…. Que elas (essas qualidades) possam corrigir as más escolhas do Presidente da República”, escreveu Bertrand nas redes sociais.

Também Valérie Pécresse, presidente da região de Paris e  igualmente figura de proa da direita o elogiou e, felicitando-o pela nomeação, disse-lhe que o país necessita de mais “autoridade e firmeza” nas decisões.

Antes de aceitar o posto de primeiro-ministro Castex telefonou aos seus dois mais importantes mentores políticos – Bertrand e Sarkozy. Também Édouard Philippe o apreciará. Este dizia dele, há algumas semanas, que ele era um homem que tinha a sua “total confiança”.

A sua nomeação inquieta a direita (por ser uma baixa em tempo de vacas magras) e não agrada à esquerda, onde alguns o apreciavam. Manteve contactos estreitos e de alguma proximidade com autarcas deste último setor durante a aplicação do seu plano de desconfinamento do país que, até agora, tem dado resultados positivos.

Está agora a escolher os seus ministros, desdobra-se em contactos, mas arranjou teve tempo para escrever uma carta aos seus eleitores de Prades onde diz: “meço a imensidão das tarefas que me esperam”.

Já tomou uma decisão: nomeou Nicolas Revel como diretor do seu gabinete em Matignon (residência do chefe do Governo), um socialista moderado que já trabalhou com François Hollande no Eliseu e na câmara de Paris com Bertrand Delanoë.

Jean Castex nomeado primeiro-ministro em França

Novo PM francês é Jean Castex, alto funcionário francês que nunca exerceu cargos ministeriais ao nível de ministro, mas apenas como autarca, eleito regional e conselheiro em alguns ministérios.

A sua nomeação é uma supresa. Jean Castex é uma figura desconhecida do grande público e foi coordenador da estratégia governamental para o desconfinamento em França no quadro da pandemia do Covid-19.

Comunicado do Eliseu:

COMMUNIQUÉ DE LA PRÉSIDENCE DE LA RÉPUBLIQUE

 Le Président de la République a nommé M. Jean CASTEX Premier ministre, et l’a chargé de former un Gouvernement.

Covid: Estados Unidos registam pela primeira vez mais de 50 mil casos diários

Estados Unidos registam pela primeira vez mais de 50 mil casos diários

Alfa/Lusa

O número de casos confirmados por dia nos EUA superou na quinta-feira pela primeira vez os 50 mil, com a curva das infeções a subir em 40 dos 50 estados e a poupar apenas os do nordeste.

“O que estamos a ver é uma semana muito perturbadora”, disse Anthony Fauci, o principal perito em doenças infecciosas do país, durante uma intervenção na Associação Médica Americana.

A simbolizar esta acentuada deterioração, por exemplo, no Texas, o governador republicano, Greg Abbott, ordenou o uso de máscara no estado, quando até há pouco recusava aos níveis locais do governo que impusessem estas regras.

A subida das infeções tem sido atribuída ao facto de muitas pessoas não usarem máscara nem seguirem outras regras de distanciamento, à medida que os estados decidiram levantar as restrições do confinamento nas últimas semanas. Se este quadro se mantiver, Fauci previu: “Vamos ficar em sérias dificuldades”.

Segundo o registo da Universidade Johns Hopkins, que faz referência no assunto, os EUA tiveram 50.700 novos casos de infeção na quinta-feira.

Covid: Brasil terá pelo menos oito milhões de infetados, diz estudo

Brasil terá pelo menos oito milhões de infetados, diz estudo encomendado pelo Governo

Alfa/Lusa

O Brasil terá pelo menos oito milhões de infetados pelo novo coronavírus, quase seis vezes mais do que o número oficial, segundo um estudo encomendado pelo Ministério da Saúde, que examinou 89.397 brasileiros em 133 cidades.

O estudo, cujos resultados foram divulgados na quinta-feira numa conferência de imprensa do Ministério da Saúde, mostra o alto índice de subnotificação de casos da doença no Brasil, cujos dados oficiais colocam o país como o segundo no mundo com mais vítimas mortais (61.884), e com mais infetados, 1.496.858.

« De modo geral, a diferença entre o número de pessoas infetadas é seis vezes maior do que o número de casos notificados. Trata-se de algo esperado, quando a maior parcela dos casos é leve ou assintomática, o que deve ser ainda confrontado com outros estudos disponíveis visto que outras estimativas apontaram um número maior para essa chamada subnotificação », indicou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco.

De acordo com o estudo realizado por investigadores da Universidade Federal de Pelotas, em Rio Grande do Sul, 3,8% das pessoas examinadas entre 21 e 24 de junho tinham anticorpos para a covid-19 nas suas amostras de sangue, ou seja, estavam infetadas ou já tinham estado em contacto com o vírus que transmite a doença.

França. Governo de Édouard Philippe demite-se

A informação foi dada há minutos pelo Palácio do Eliseu neste curto comunicado:

COMMUNIQUÉ DE LA PRÉSIDENCE DE LA RÉPUBLIQUE

  1. Edouard PHILIPPE a remis ce jour la démission du Gouvernement au Président de la République, qui l’a acceptée. Il assure, avec les membres du Gouvernement, le traitement des affaires courantes jusqu’à la nomination du nouveau Gouvernement.

O governo atual manter-se-á em funções até à nomeação do novo executivo, uma mudança desejada por Emmanuel Macron, que deverá anunciar um « novo Governo » para relançar a última parte de seu mandato até eleições presidenciais de 2022.

Covid/Crise. Imigrantes pedem ajuda para comer e saem de Portugal aos milhares

Imigrantes pedem ajuda para comer e saem de Portugal aos milhares – informação do Jornal de Notícias. A notícia é publicada na edição de hoje do JN, que escreve: « Só entre brasileiros, mais de dois mil em condições dramáticas tiveram que voltar ao seu país. A Ucrânia fez em março e abril cinco voos de repatriamento ».

« Não se sabe ao certo quantos são. A pandemia tirou-lhes o emprego, atirou-os para a pobreza, deixou-lhes a vida à mercê da sorte e dos movimentos de solidariedade que se multiplicaram nestes tempos de crise. Passaram a depender das associações para comer, pagar a renda da casa ou, simplesmente, para ter onde dormir. Sem meios de subsistência, milhares de imigrantes desistiram e regressaram (ou tentam voltar) ao país de origem.

Entre março e maio, foram repatriados mais de dois mil cidadãos brasileiros – a mais representativa comunidade imigrante em Portugal -, « em situação de extrema vulnerabilidade », sem dinheiro para sobreviver. « Recebemos um número muito expressivo de pedidos de ajuda durante o surto. A população que ainda estava em fase de legalização foi afetada de forma muito violenta », afirma ao JN Eduardo Hosannah, cônsul-geral-adjunto do Brasil ».

Heroínas e heróis da guerra ao Covid não são devidamente recompensados. Som

Homenagem aos verdadeiros heróis (e heroínas) da luta contra a pandemia do Covid-19, as enfermeiras e os enfermeiros, que deviam ser muito mais bem tratadas e tratados, designadamente por Portugal.

Ouça aqui a última crónica de Ricardo Figueira, jornalista da Euronews: