Primeiro-ministro francês Édouard Philippe eleito presidente da câmara do Havre

Primeiro-ministro francês eleito presidente de câmara, numas eleições marcadas por uma forte abstenção

Ecologistas conseguitam vitórias em várias cidades, e a extrema-direita conquistou, com Louis Aliot, a cidade de Perpignan, que tem mais de cem mil habitantes.

Antes, e sobretudo depois das eleições, fala-se agora insistentemente numa próxima remodelação governamental.

O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, foi eleito presidente da câmara do Havre, a cidade portuária das suas origens, na segunda volta das eleições municipais em França que se realizou com um intervalo de três meses em relação à primeira, que decorreu a 15 de Março, quando a pandemia de covid-19 obrigou a suspender a segunda volta, que apenas ontem foi reealizada.

Hermano Sanches Ruivo reeleito em Paris na lista de Anne Hidalgo

O franco-português Hermano Sanches Ruivo foi reeleito conselheiro de Paris na lista socialista de Anne Hidalgo.

O fundador da asssociação Cap Magellan já era vereador na Câmara antes da segunda volta de ontem das municipais.

A socialista Anne Hidalgo foi reeleita face às suas principais rivais Rachida Dati, candidata da direita, e Agnes Buzyn, ex-ministra da Saúde que encabeçou a lista do Republique en Marche.

A presidente da câmara de Paris ganhou com mais de 50% dos votos na segunda volta das eleições municipais em França depois de se ter aliado aos Verdes para esta segunda volta.

Anne Hidalgo reeleita na Câmara de Paris com mais de metade dos votos

Alfa/Lusa

Socialista foi reeleita face às suas principais rivais Rachida Dati, candidata da direita, e Agnes Buzyn, ex-ministra da Saúde que encabeçou a lista do Republique en Marche.

A presidente da câmara de Paris, Anne Hidalgo, foi reeleita com mais de 50% dos votos na segunda volta das eleições municipais em França depois de se ter aliado aos Verdes para esta segunda volta.

 

A presidente da câmara de Paris, Anne Hidalgo© Julien de RosaEPA

 

« Quero agradecer a todos as pessoas que vieram votar e que ajudaram na realização das eleições. […] Vocês escolheram uma Paris que respira e é mais agradável para viver, onde ninguém fica de lado », disse domingo à noite  Anne Hidalgo, à frente da Câmara Municipal de Paris.

A socialista foi reeleita face às suas principais rivais Rachida Dati, candidata da direita, e Agnes Buzyn, ex-ministra da Saúde que encabeçou a lista do Republique en Marche.

Este resultado, estimado em mais de 50% para Hidalgo, fecha uma campanha agitada na capital. Desde logo com a desistência de Benjamin Griveaux, candidato do Republique en Marche, devido a um escândalo sexual e uma substituição por Agnes Buzyn ao mesmo tempo que a pandemia da Covid-19 chegava a França.

Esta substituição pela ministra da Saúde causou polémica junto do Governo e do partido que elegeu Macron, com a própria a pedir desculpa quando a pandemia ganhou grande dimensão no país.

De forma a fazer frente às restantes candidatas, Hidalgo optou por uma coligação com os Verdes na segunda volta, que tinham obtido 10,79% dos votos a 15 de março, na primeira volta.

Mesmo se a lista de Anne Hidalgo reuniu a preferência dos parisienses, é preciso agora que ela seja eleita pelos conselheiros municipais dos 20 bairros da capital.

Com mais de 50% dos votos, essa vitória é quase certa, mas a cidade tem 503 conselheiros municipais e tal como os resultados, eles vêm de diferentes listas. Este é um sistema particular à capital francesa.

 

Boavista vence Santa Clara e sobe a oitavo no arranque da 29ª jornada

O Boavista venceu hoje na receção ao Santa Clara por 1-0, no jogo de abertura da 29ª jornada da I Liga de futebol, e subiu ao oitavo lugar da prova, por troca com os açorianos.

Um golo de Lucas, aos 14 minutos de jogo, foi o suficiente para a formação ‘axadrezada’ levar os três pontos, num encontro entre duas equipas com a manutenção praticamente assegurada.

Com esta vitória, o Boavista subiu ao oitavo lugar, com 38 pontos, os mesmos que os açorianos, que baixaram a nono.

 

Resultados da 29ª jornada da I Liga de futebol (horas em Paris):

 

– Domingo, 28 jun:

Boavista – Santa Clara, 1-0 (1-0 ao intervalo)

 

– Segunda-feira, 29 jun:

Desportivo das Aves – Moreirense, 18:00

Marítimo – Benfica, 19:00

Paços de Ferreira – FC Porto, 22:15

 

– Terça-feira, 30 jun:

Famalicão – Portimonense, 18:00

Vitória de Guimarães – Vitória de Setúbal, 20:15

Rio Ave – Sporting de Braga, 22:15

 

– Quarta-feira, 01 jul:

Belenenses SAD – Tondela, 20:00 (Cidade do Futebol)

Sporting – Gil Vicente, 22:15

 

Alfa/Lusa.

PEDRO MARTINS LEVA OLYMPIAKOS AO 45º TÍTULO DE CAMPEÃO

Pedro Martins conquistou hoje o seu primeiro título de campeão, recuperando, a seis jornadas do fim, o título para o Olympiacos, que assim assegura o seu 45º campeonato grego de futebol.

A cumprir o seu segundo ano no campeonato helénico, Pedro Martins, que na época passada foi segundo, precisava vencer em casa do AEK Atenas, terceiro classificado, o que veio a conseguir, impondo-se por 2-1 e mantendo os 19 pontos de avanço para o segundo, o PAOK.

Com o guarda-redes José Sá e o central Ruben Semedo no ‘onze’ inicial e Cafu no banco, o Olympiacos adiantou-se no marcador, aos 38 minutos, pelo avançado marroquino Youssef El-Arabi, que, ao segundo poste, emendou, de primeira e sem deixar cair, um longo cruzamento na esquerda.

Aos 45, o guineense Mohamed Mady Camara surgiu na área em corrida, aproveitando um cruzamento atrasado para atirar de primeira e ampliar a vantagem.

O avançado argentino Sergio Araújo reduziria, aos 66, para o AEK de Paulinho, com um desvio de cabeça na pequena área, na sequência de um canto, reacendendo a luta pelo resultado, que, no entanto, não se alterou.

Depois de conquistar sete títulos consecutivos, o Olympiacos viu em 2018 o AEK de Atenas ser campeão e em 2019 o PAOK, agora treinado por Abel Ferreira, e que aguarda o resultado de um recurso que apresentou pela perda de sete pontos.

Em causa, o facto de Ivan Savvidis ser o acionista principal de PAOK e Xanthi, propriedade múltipla que não é permitida pelos regulamentos.

Horas antes, o PAOK venceu por 2-0 em casa do Aris Salónica de Bruno Gama, porém, esse triunfo de nada valeria caso o rival vencesse, como veio a suceder.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: Portugal regista mais três mortos e 457 casos confirmados

Covid-19: Portugal regista mais três mortos e 457 casos confirmados

Covid-19: Portugal regista mais três mortos e 457 casos confirmados

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Portugal regista hoje mais três mortes causadas pela covid-19 do que no sábado e mais 457 infetados, mais de 85% dos quais na Região de Lisboa e Vale do Tejo, divulgou hoje a Direção-Geral da Saúde.

De acordo com o boletim epidemiológico da DGS, o número de mortos relacionadas com a covid-19 ascende hoje a 1.564 pessoas enquanto os casos confirmados desde o início da pandemia totalizam 41.646 infetados.

Em comparação com os dados de sábado, constatou-se hoje um aumento de óbitos de 0,2%, enquanto a evolução dos casos de infeção mostrou um crescimento de 1,1%.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado o maior número de surtos, a pandemia de covid-19 atingiu os 18.752 casos, mais 391 do que no sábado.

Esta região tem atualmente 45% dos infetados em todo o país.

Milhares de candidatos portugueses nas municipais francesas

Milhares de candidatos portugueses nas municipais francesas – reportagem com grande parte das entrevistas efetuadas em colaboração conjunta Alfa/Expresso

A pandemia abalou o calendário eleitoral francês  Foto FREDERICK FLORIN/GETTY IMAGES

Portugueses e seus descendentes disputam hoje a segunda volta das autárquicas francesas, espalhando-se por todas as listas do espectro político, da esquerda radical à extrema-direita. Eleições poderão ser marcadas por uma forte abstenção, designadamente devido à pandemia

Alfa/Expresso (Exclusivo). Por Daniel Ribeiro

É difícil indicar o número exatos de candidatos portugueses às eleições municipais francesas, cuja segunda volta, adiada desde março por causa da covid-19, se disputa este domingo. O motivo é que os portugueses com dupla nacionalidade são contados como eleitores franceses, mas Paulo Marques, adjunto do presidente da Câmara da cidade de Aulnay-sous-Bois, nos arredores de Paris — eleito logo à primeira volta, a 15 de março com perto de 60% dos votos —, aponta para 10 mil a 15 mil candidatos portugueses e lusodescendentes nestas eleições.

Presidente da Cívica, uma associação que agrupa autarcas de origem portuguesa, Marques afirmou ao Expresso que o número de eleitos nas últimas eleições, há seis anos (cerca de 4000 segundo fontes oficiais como o Governo francês e a embaixada portuguesa em Paris), deverá ser largamente ultrapassado nesta segunda volta.

O ato eleitoral foi interrompido em março devido à pandemia de covid-19. Por esse motivo a segunda volta, de início prevista para 22 de maço, só se realiza hoje, dia 28. Há candidatos portugueses ou de origem portuguesa em municípios do sul ao norte da França, de Clermont Ferrand a Metz.

Em regiões como Val de Marne (arredores de Paris), onde os portugueses se instalaram há dezenas de anos, os candidatos portugueses, com nacionalidade única, binacionais ou franceses de origem portuguesa contam-se às centenas.

DE SOCIALISTAS A APOIANTES DE LE PEN

Figuram em todas as listas, incluindo por exemplo numa do Ajuntamento Nacional (extrema-direita, de Marine le Pen, a antiga Frente Nacional) em Brie-Compte-Robert. Ali uma portuguesa com nacionalidade única figura em segundo lugar na lista apresentada por Morgann Vanacker (que ficou em terceiro lugar na primeira volta).

“Temos no partido uma relação muito boa com os portugueses e no nosso programa propomos mesmo a organização de uma grande festa anual popular, musical e gastronómica portuguesa na nossa cidade”, disse Vanacker ao Expresso. Segundo cálculos feitos para o Expresso pelo presidente da Câmara local, o socialista Jean Laviolette, habitarão em Brie-Compte-Robert 3000 a 3500 portugueses e descendentes (a cidade conta com 16 mil habitantes).

Paulo Marques é de direita (do partido Os Republicanos) e é um dos pioneiros na participação portuguesa na vida eleitoral francesa. Pode dizer-se praticamente o mesmo de Hermano Sanches Ruivo, socialista e vereador em Paris, que volta a concorrer e disputa hoje a segunda volta no 14.º bairro da capital. Fundador das associações Cap Magellan e Activa, Sanches Ruivo sublinha ao Expresso a forte participação de portugueses e seus descendentes nestas eleições.

Segundo as contas de Paulo Marques, foram eleitos à primeira volta 86 candidatos portugueses ou de origem lusa para diversas câmaras na vasta região parisiense. Tal como na primeira volta, a segunda volta poderá ser marcada por forte abstenção, designadamente devido a receios ligados à pandemia.

Número de casos confirmados de covid-19 no mundo chega aos 10 milhões

Número de casos confirmados de covid-19 no mundo chega aos 10 milhões. As mortes aproximam-se agora de meio milhão (499.124).

Alfa/Expresso

Com o número de infeções a aumentar a ritmo acelerado, a pandemia provocada pelo novo coronavírus regista este domingo um recorde simbólico, passando a fasquia dos 10 milhões de casos confirmados de covid-19, segundo a contabilização do Instituto Johns Hopkins. A boa notícia é que o número de recuperados atingiu metade dos casos confirmados: mais de cinco milhões de pessoas.

As mortes aproximam-se agora de meio milhão (499.124).

Apesar destes números não corresponderem de todo ao número real de infeções – a contagem depende muito da política de testes realizada em cada país e há um número indefinido de pessoas que têm o vírus mas que nunca desenvolvem a doença ou apresentam sintomas -, os dados dão uma ideia dos países mais atingidos pela pandemia, passados seis meses do aparecimento do surto em Wuhan, na China, no final do ano.

Segundo o Instituto Johns Hopkins, os Estados Unidos, com 2,5 milhões de casos confirmados e o Brasil, com 1,3 milhões, estão no topo desta lista e repetem-se também entre os que têm mais mortes associadas à covid-19.

Abstenção pode bater hoje novos recordes em França na segunda volta das municipais

Abstenção pode bater hoje novos recordes em França na segunda volta das municipais

Abstenção pode bater hoje novos recordes em França na segunda volta das municipais

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A abstenção, que na primeira volta das eleições municipais em França, antes do confinamento, atingiu níveis históricos de 55,34%, pode ultrapassar na segunda volta, que se realiza hoje, os 60% devido aos receios provocados pela covid-19.

Uma sondagem realizada pelo Ifop a meio do mês de junho mostrou que 62% dos franceses inquiridos, mais de seis em cada dez pessoas, não pensam votar hoje, na segunda volta das eleições municipais em mais de 5.000 localidades.

A pandemia é um dos principais motivos apresentados pelos eleitores para não irem votar, embora tanto as autoridades nacionais como as autoridades locais assegurem que votar não aumenta o risco de contágio.

Hoje, a máscara e a caneta própria serão obrigatórias para todos os que decidam ir votar.

Apenas os candidatos com mais de 10% nas urnas na primeira volta passaram à segunda volta nas localidades onde ninguém conseguiu mais de 50% dos votos, mas com a polarização na atual vida política em França isso pode significar uma escolha ainda entre três ou quatro candidatos diferentes.

Para hoje estão aptos a votar cerca de 16,5 milhões de eleitores, ou seja, cerca de 39% dos inscritos nos cadernos eleitorais no país, para decidirem sobre os novos executivos municipais em Paris, Marselha, Lyon e Bordéus, entre outras grandes cidades francesas.

A primeira volta realizou-se no passado dia 15 de março e a segunda volta teve que ser adiada devido à pandemia de covid-19 e pelos meses de confinamento rigoroso que vigorou, com cerca de 5.000 localidades a não elegerem um novo executivo na primeira ida à urnas.

Covid-19: Pandemia já soma mais de 495 mil mortos e 9,8 milhões de infetados

Covid-19: Pandemia já soma mais de 495 mil mortos e 9,8 milhões de infetados. A pandemia de covid-19 já matou 495.288 pessoas e infetou 9,8 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais.

A pandemia de covid-19 já matou 495.288 pessoas e infetou 9,8 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais.

De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, às 19:00 TMG (20:00 de Lisboa) de hoje, 9.875.040 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, no final do passado mês de dezembro, na cidade chinesa de Wuhan, dos quais pelo menos 4.903.500 são atualmente considerados curados.

No entanto, a AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma parte do total real de infeções, uma vez que alguns países estão a testar apenas casos graves, outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento e muitos países pobres têm uma capacidade limitada de rastreamento.

Desde a contagem às 19:00 de sexta-feira, foram registadas 4.372 mortes e diagnosticados 181.048 novos casos em todo o mundo.

Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são o Brasil, com 990 mortes, o México (719) e os Estados Unidos (523).

Os Estados Unidos, que registaram a sua primeira morte relacionada com o novo coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e de casos, com 125.255 mortes para 2.492.246 casos. Pelo menos 670.809 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades norte-americanas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 55.961 óbitos e 1.274.974 casos, o Reino Unido, com 43.514 mortes (310.250 casos), a Itália, com 34.716 mortes (240.136 casos) e a França, com 29.778 mortos (199.343 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica continua a ser aquele com maior número de mortes face à sua população, com 84 mortos por 100.000 habitantes, seguida pelo Reino Unido (64), Espanha (61), Itália (57) e Suécia (52).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 83.438 casos (21 novos entre sexta-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 78.444 curados.

A Europa totalizou, até às 19:00 TMG de hoje, 195.832 mortes e 2.628.116 casos, os Estados Unidos e o Canadá 133.820 mortes (2.595.200 casos), a América Latina e Caraíbas 108.531 mortes (2.374.695 casos), a Ásia 32.494 mortes (1.187.782 casos), o Médio Oriente 15.195 mortes (717.659 casos), África 9.283 mortes (362.479 casos) e a Oceânia 133 mortes (9.109 casos).

Esta avaliação foi realizada através da recolha de dados junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde.

A AFP alerta que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia dos dados, os números de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.