Covid-19: Portugal regista mais seis mortos e 323 casos

Covid-19: Portugal regista mais seis mortos e 323 casos confirmados

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Portugal regista hoje mais seis mortos relacionados com a covid-19 do que na sexta-feira e mais 323 infetados, a maioria na Região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Os dados da DGS indicam 1.561 mortes relacionadas com a covid-19 e 41.189 casos confirmados desde o início da pandemia.

Em comparação com os dados de sexta-feira, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,4%. Já os casos de infeção subiram 0,8%.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado o maior número de surtos, a pandemia de covid-19 atingiu os 18.361 casos confirmados, mais 255 do que na sexta-feira.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a que tem maior número de infeções (18.361) e a segunda com maior número de óbitos (463).

O Norte regista 17.445 infeções e 816 mortos, o Centro 4.080 casos confirmados e 248 óbitos, o Algarve 15 mortos e 595 pessoas infetadas e o Alentejo regista quatro mortos e 467 pessoas com covid-19.

Os Açores apresentam 149 casos de infeção pelo novo coronavírus SARS-Cov-2 e 15 mortes, enquanto que a Madeira tem 92 pessoas infetadas e mantém-se sem qualquer óbito registado.

Do total de pessoas infetadas em Portugal, 457 estão internadas, menos 15 do que na sexta-feira. Já o número de doentes internados em unidades de cuidados intensivos subiu para 70, mais três que na sexta-feira.

Na distribuição dos casos infetados por concelhos, Lisboa é o que regista o maior número de casos (3.335), seguido por Sintra (2.477), Loures (1.745), Vila Nova de Gaia (1.633), Amadora (1.591), Porto (1.414), Matosinhos (1.292), Braga (1.256), Odivelas (1054) e Maia (950).

Os dados do relatório da DGS indicam que, do total de mortes registadas até hoje, 781 são mulheres e 780 homens.

Por faixa etária, o maior número de mortes regista-se entre as pessoas com 80 ou mais anos (1.046), seguida pela faixa entre os 70 e os 79 anos (300). Entre a população com idades compreendidas entre os 60 e 69 anos há 143 mortes.

Os dados da DGS registam ainda 50 mortes na faixa etária entre os 50 e os 59 anos, 18 entre os 40 e os 49 anos, duas entre os 30 e os 39 anos e duas na faixa etária dos 20 aos 29 anos.

Relativamente ao total de casos de infeção, os dados apontam que 23.124 são mulheres e 18.065 homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (6.869), seguida da faixa entre os 30 e os 39 anos (6.541) e das pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 59 anos (6.511).

Nas faixas etárias mais jovens, entre os 20 e os 29 anos, registam-se 5.971 casos e, entre os 10 e os 19 anos, 1.652, enquanto nas crianças até aos nove anos há 1.174 casos.

Segundo a DGS, 37% dos doentes apresentaram tosse, 28% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 10% dificuldade respiratória.

A aguardar resultado laboratorial de testes estão 1.627 pessoas e em vigilância pelas autoridades de saúde estão 31.255.

Desde o dia 01 de janeiro, Portugal registou 375.490 casos suspeitos, refere o boletim, adiantando que há 26.864 pessoas dadas como recuperadas, mais 231 do que na sexta-feira.

A pandemia de covid-19 já matou, pelo menos, 494.337 pessoas e infetou 9,8 milhões em todo o mundo, desde dezembro, em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Covid-19: Reino Unido abre “corredores aéreos” com países europeus a 6 de julho. Portugal não está na lista

Covid-19: Reino Unido abre “corredores aéreos” com países europeus a 6 de julho

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O Reino Unido vai abrir a 06 de julho corredores de viagem, que permitem aos turistas britânicos evitar a quarentena no regresso ao país, com um conjunto de países europeus a divulgar na segunda-feira, noticiou hoje a BBC.

A emissora precisa que a lista de países deve incluir Espanha, França, Grécia, Itália, Alemanha, Holanda, Bélgica, Finlândia, Noruega e Turquia, mas não Portugal ou a Suécia.

Desde 08 de junho que todas as pessoas que chegam do estrangeiro ao Reino Unido, incluindo britânicos, são obrigadas a permanecer em isolamento durante 14 dias para reduzir a probabilidade de contágio da covid-19.

Caso não respeitem a quarentena, incorrem numa multa de cerca de 1.000 euros.

Citado pela BBC, um porta-voz do governo afirmou que as novas regras vão dar aos britânicos “a oportunidade de umas férias de verão no estrangeiro”, mas frisou que o alívio de medidas depende da manutenção de um risco baixo de propagação do vírus.

O Governo “não hesitará em travar” as novas regras se a situação epidemiológica evoluir desfavoravelmente.

Portugal e a Suécia, que têm registado um aumento do número de infeções, deverão ser classificados com a cor vermelha, segundo o esquema de cores que Londres prevê aplicar.

O porta-voz citado pela BBC reconheceu, contudo, que nada impede um turista britânico de viajar para um aeroporto em Espanha, seguir de automóvel até Portugal e, depois das férias, regressar ao seu país da mesma forma, de carro até Espanha e, daí, de avião para o Reino Unido.

A secretária de Estado do Turismo de Portugal, Rita Marques, frisou à BBC que Portugal foi nomeado o destino mais seguro da Europa pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) e é um “destino ’clean & safe’”.

“Alguns países estão nesta lista e Portugal está a lutar por um lugar”, disse a secretária de Estado, acrescentando que a situação está “completamente sob controlo” e está a ser feito um número significativo de testes.

O setor de viagens e turismo britânico tem criticado a abordagem do governo às viagens para países europeus, considerando “encorajadora” a abertura de corredores aéreos, mas pedindo que eles sejam alargados a mais países, nomeadamente Portugal, destino de cerca de 3 milhões de turistas britânicos anualmente.

Segundo números oficiais de sexta-feira, o Reino Unido registou 43.414 mortos (em 309.360 casos de infeção) desde o início da pandemia covid-19, o mais alto na Europa e o terceiro maior número a nível mundial, atrás dos EUA e Brasil.

Em Portugal, segundo os números da Direção Geral da Saúde (DGS) também de sexta-feira, morreram 1.555 pessoas das 40.866 confirmadas como infetadas.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 490 mil mortos e infetou mais de 9,68 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Mosquito, um filme (drama) português a não perder até terça-feira, 30, em algumas salas de Paris. Crónica

MOSQUITO, um filme de João Nuno Pinto (produção Paulo Branco) que estreou em França a 22 de junho e ainda pode ser visto em algumas salas do centro de  Paris durante este fim de semana e nas próximas segunda e terça-feiras, 29 e 30.

Um filme que curiosamente se cruza com a vida pessoal e até familiar de João Pinharanda, diretor do Instituto Camões em Paris, como ele próprio refere na sua crónica.

Ouça aqui a sua crónica desta segunda-feira:

« Zacarias é um jovem português sedento por viver grandes aventuras heróicas durante a Primeira Guerra Mundial. Enviado para Moçambique, onde o conflito se desenrola longe dos olhares do mundo, o soldado vê-se deixado para trás pelo seu pelotão e parte numa longa odisseia mato adentro, à procura da guerra e dos seus sonhos de glória. »

Crónica de João Pinharanda, diretor do Instituto Camões em Paris, para ouvir nesta segunda-feira, 29, na Rádio Alfa

 

Fronteira com Espanha/Esclarecimento. Mesmo em clima de tensão, fronteira deverá abrir dia 1

Só haverá controlo sanitário para quem vem por aeroporto e não na fronteira terrestre. Abertura da fronteira com Espanha em clima de tensão. Reino Unido também ameaça Portugal.

Alfa/Expresso. Por  HUGO FRANCO, LILIANA VALENTE E GORKA CASTILLO EM MADRID

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lançou dúvidas, ontem, sobre a reabertura da fronteira com Espanha, agendada para 1 de julho. “Pode verificar-se que num dado momento haja generalização da abertura da fronteira com Espanha. Como sabem já há casos pontuais de abertura. Foram ocorrendo ao longo das últimas semanas. O que há de novo é a intenção de generalizar essa abertura. Obviamente ambos os Estados estão atentos à evolução da situação sanitária”, afirmou.

O Presidente, no entanto, estava apenas a falar em tese, explica uma fonte de Belém ao Expresso, e não estava a demarcar-se do que estava planeado. A não ser que, tendo em conta a imprevisibilidade do contexto pandémico, a situação sanitária se deteriore e os governos tomem outra decisão. Para já, a cerimónia que está prevista com o rei de Espanha e com o presidente do Governo espanhol no dia 1 de julho será para manter. Mas a afirmação evidencia que Marcelo está preocupado com a imagem errada que está a passar no estrangeiro, de que Lisboa está confinada. Também em Espanha existe a confirmação de que os ministérios da Saúde e do Interior mantêm a abertura das fronteiras naquele dia.

Como o Expresso noticiou há semanas, a reabertura entre Portugal e Espanha terá honras de Estado. Entre Caia e Badajoz estarão o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o rei Felipe VI de Espanha, mas também os dois chefes de Governo, António Costa e Pedro Sánchez.

Uma das incógnitas era perceber se a reabertura do Espaço Schengen iria levar à adoção de medidas sanitárias de controlo de pessoas que atravessem a fronteira de carro e também de avião. Ao Expresso, a Direção-Geral da Saúde (DGS) revela que está a preparar um reforço das medidas para todos os portos, aeroportos e aeródromos nacionais, estando em curso uma atualização das orientações produzidas. “Para o efeito estão previstas três medidas essenciais que já estão implementadas: a medição da temperatura, o reforço da informação aos passageiros, nomeadamente através da distribuição de folhetos, e o preenchimento dos PLC — cartões de localização de passageiros.” A DGS ressalva que relativamente às medidas aplicadas por outros países, nomeadamente Espanha, “estas decisões ainda estão a ser articuladas no contexto da União Europeia” (UE).

A reabertura das fronteiras entre Portugal e Espanha terá honras de Estado

Já sobre os controlos a aplicar nas fronteiras terrestres, as autoridades de saúde pública são mais vagas: “Ainda se encontram em preparação.” Em todo o caso, as autoridades espanholas já revelaram ao Expresso que a partir da abertura de fronteiras, a 1 de julho, só haverá controlos para quem vem por aeroporto e não na fronteira terrestre.

Quarta-feira o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, abordou o assunto, ao afirmar que “não deve existir nenhuma restrição discriminatória” na reabertura de fronteiras entre os países-membros da UE. “A Comissão Europeia determinou, acordado com todos os países-membros, que as fronteiras internas, dentro da UE, serão abertas até 1 de julho e que não deve existir nenhuma restrição discriminatória”, assumiu Cabrita.

PORTUGAL EM GUERRA COM ESPANHA

Com o aproximar das férias de verão, aproxima-se também a guerra pelos turistas europeus, que este ano serão escassos. Esta tem sido uma guerra política e comunicacional que Portugal parece estar a perder. O país tem constado em listas de países excluídos, o que leva a diplomacia a um esforço acrescido, nem sempre com sucesso. O assunto começa a ser tratado ao mais alto nível, desde o ministro dos Negócios Estrangeiros ao primeiro-ministro e até ao Presidente da República.

A dias da cerimónia de abertura de fronteiras com o país vizinho, Costa não se coibiu de lançar indiretas a Espanha sobre a gestão dos dados da pandemia, que estão a fazer com que Portugal seja excluído e Espanha não. Aqui há “total transparência. Não há esquecimentos do número de óbitos, nem há dias em que não se mostram os números. Não andamos a não fazer testes para ficar bem na fotografia internacional”, disse, referindo-se indiretamente a Espanha, que esteve vários dias sem referir o número de óbitos, corrigindo-os posteriormente. Marcelo já tinha feito declarações no mesmo sentido.

Já ontem houve mais uma prova de que Portugal está preocupado com a imagem que sai lá fora. O “El País” escreveu uma informação incorreta, segundo a qual Portugal decidira o confinamento de 3 milhões de pessoas em Lisboa. A manchete fez sair do Ministério dos Negócios Estrangeiros um comunicado raro a desmentir a “falsidade” do jornal.

Costa e Marcelo lançaram indiretas a Espanha sobre a gestão dos dados

A terreiro saiu também Marcelo. Perante a dificuldade em passar a mensagem lá para fora, o Presidente deu uma mão ao Governo ao lamentar a falta de critério na hora de decidir pela reabertura de fronteiras: “Infelizmente, não é possível ter um critério europeu”, afirmou. Em Belém, há uma convicção de que a polémica com os partidos que se seguiu à reunião com os epidemiologistas também não ajudou.

E é na questão dos critérios que a diplomacia portuguesa tem insistido. “Portugal mantém o envio regular aos parceiros europeus de informação sistemática e atualizada sobre a evolução da situação epidemiológica no país e tem sublinhado, junto destes e das instituições europeias, o facto de as restrições levantadas por alguns países se basearem apenas num único critério, omitindo todos os outros indicadores relevantes e nos quais Portugal se compara bem com os demais Estados-membros”, respondeu ao Expresso o gabinete de Augusto Santos Silva.

UM PROBLEMA CHAMADO TURISMO

Na semana passada, oito países decidiram não abrir as fronteiras a Portugal, usando como critério o número de casos por 100 mil habitantes. Perante esta decisão, o Governo admitiu responder na mesma moeda mas, uma semana volvida, não o fez. “Não” foi a única resposta que o primeiro-ministro deu quando questionado se iria responder com “reciprocidade”.

Da lista de oito países iniciais não havia um peso pesado para o turismo português. Os problemas começaram a surgir com as notícias de que o Reino Unido, um dos principais mercados portugueses, iria fechar portas. “Especulações”, responde ao Expresso Santos Silva. Ainda ontem, a BBC fazia saber que iria sair uma lista de países seguros onde não constaria Portugal, devido aos números de Lisboa.

O mercado do Reino Unido é crítico (como o alemão) para o sector sobreviver este verão e estão debaixo de olho, diz a secretária de Estado do Turismo. Rita Marques salienta que o Governo lançou várias medidas, como o selo Clean&Safe, e “está em contacto direto com os Governos destes dois países”. A estratégia seguida em termos de promoção tem sido “manter contacto muito próximo e frequente com os principais players nos mercados” para “esclarecer a real situação” em Portugal.

“Todas as restantes regiões do país, nomeadamente o Algarve e a Madeira, destinos por excelência dos turistas britânicos e alemães, apresentam uma situação estável com um número reduzido de cadeias de transmissão”, diz a governante.

(COM VÍTOR MATOS)

Leia este trabalho na sua versão original em expresso.pt – semanário

Covid. Falta de técnicos impediu controlo da epidemia em Lisboa

Covid. Falta de técnicos impediu controlo da epidemia em Lisboa. Aumento de casos levou autoridades locais a pedirem mais meios de rastreio. Saúde demorou 15 dias a reagir. Número de técnicos de saúde está longe do ideal. Peritos dizem que próximas semanas são determinantes para evitar segunda vaga. “Houve claramente falha de planeamento”, acusam Médicos de Saúde Pública.

Alfa/ Expresso. Por Micael Pereira/Raquel Albuquerque (resumo)

Aumento de casos Covid19 em Lisboa. Santa Clara é uma das freguesias em que as medidas estão mais restritas

Foto JOSÉ FERNANDES

Para as autoridades conseguirem saber por onde é que o novo coronavírus anda a circular, de forma a identificar e isolar potenciais infetados e, assim, cortar a cadeia de transmissão, é preciso um trabalho constante e sistemático, que passa por entrevistar os novos casos positivos, listar os contactos com quem essas pessoas estiveram nos dias anteriores, ligar-lhes e, se necessário, colocá-los de quarentena. Segundo o Expresso apurou, na Amadora, um dos concelhos mais afetados atualmente, chegou a haver 100 casos positivos em que não foi possível fazer atempadamente esse trabalho de identificação e isolamento de possíveis doentes de covid, conhecido como inquérito epidemiológico, por falta de capacidade de resposta da equipa de saúde pública local.

Ao Expresso, para um artigo publicado a 13 de junho, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, responsável por coordenar o combate à covid na região de Lisboa, sublinhava que o importante era “a rapidez de resposta e em rede”, adiantando que a estratégia nas semanas seguintes iria ser “a velocidade com que se referencia e isola um caso positivo”. “Tenho plena consciência do cansaço de todos, mas a saúde pública tem de aumentar a intensidade. Se for preciso, serão disponibilizados mais meios”, garantiu.

Esses meios começaram a chegar à Amadora na segunda-feira seguinte, 15 de junho. Até aí havia quatro a cinco elementos a fazer o rastreio dos contactos de casos positivos no município, passando depois a haver oito a nove profissionais dedicados a essa tarefa, com o reforço a ser assegurado por enfermeiros, terapeutas e técnicos transferidos internamente de outras áreas dentro do SNS. Nessa altura, no entanto, já tinham passado duas semanas desde que a equipa de saúde pública do concelho requisitou reforços. O pedido de ajuda foi feito assim que a situação começou a ficar crítica, na última semana de maio, com mais de 25 novos casos diários — e picos de 39 infetados em dois dias.

FALHA NO PLANEAMENTO

O presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP), Ricardo Mexia, lamenta o cenário na Amadora e nos outros concelhos afetados por novos surtos. “O que acabou por acontecer foi que estas unidades locais tiveram muitas dificuldades em dar resposta em tempo útil e esses reforços deviam ter sido planea­dos e decididos muito antes, porque já sabíamos que era expectável, com a retoma da atividade, um aumento de casos em certos contextos.” O dirigente acredita que “houve claramente uma falha de planeamento” e aponta responsabilidades: “Acima das unidades estão as ARS [administrações regionais de saúde] e acima das ARS está a DGS [Direção-Geral da Saúde] e a tutela. A DGS deveria ter dado indicações para o reforço de meios, inclusive para dar descanso aos colegas que estão a trabalhar de forma intensa e ininterrupta há muitas semanas.”

Continue a ler este artigo em expresso.pt

 

Covid-19: França soma 26 novos óbitos nas últimas 24 horas

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A França registou 26 mortes associadas ao novo coronavírus nas últimas 24 horas, elevando o número total de óbitos verificados naquele país desde o início da pandemia para 29.778, indicou hoje a Direção Geral da Saúde francesa.

Deste número global de óbitos, 19.290 foram registados em hospitais.

Os dados relativos às mortes em lares e em outras unidades residenciais seniores serão atualizados no próximo dia 30 de junho (terça-feira), informou a Direção-geral da Saúde francesa.

Desde o início da pandemia da doença covid-19, 104.300 pessoas foram admitidas em centros hospitalares, incluindo 18.351 doentes que estiveram internados em unidades de cuidados intensivos.

Um total de 75.351 pacientes já teve alta e regressou às respetivas casas.

A Direção-geral da Saúde francesa destacou hoje que o número de doentes em estado grave continua a descer.

Neste momento, 8.886 infetados com o novo coronavírus continuam hospitalizados, dos quais 87 foram admitidos nas últimas 24 horas.

Entre os internados, 634 estão nos cuidados intensivos, menos 17 doentes em comparação ao dia anterior.

As autoridades francesas estão a investigar e a acompanhar a evolução de 75 possíveis novos focos da doença covid-19 no país, após o surgimento de um novo foco nas últimas 24 horas.

Desde que o novo coronavírus foi detetado na China, em dezembro do ano passado, a pandemia da doença covid-19 já provocou quase 487 mil mortos e infetou mais de 9,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência France-Presse (AFP).

« Confinamento » em Lisboa. Marcelo subscreve desmentido do Governo ao « El País »

« Confinamento » em Lisboa. Marcelo subscreve desmentido do Governo ao « El País ». Jornal espanhol « El País » noticiou esta sexta-feira que o Governo teria ordenado o confinamento de três milhões de pessoas em Lisboa. Ministério dos Negócios Estrangeiros desmentiu, Marcelo disse ser necessário « repor a verdade ».

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Alfa/Expresso

Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se esta sexta-feira à notícia publicada na primeira página do jornal espanhol « El País », dando conta do desmentido que foi feito pelo Governo através de uma nota emitida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. O Presidente da República declarou ser necessário « repor a verdade » a propósito da informação divulgada por aquele jornal de que teria sido imposto o confinamento a três milhões de habitantes em Lisboa.

« Mantém-se apenas o estado de calamidade num número limitado de freguesias », esclareceu Marcelo, e « em todas as outras há uma transição para um estado de menor gravidade, concretamente o estado de alerta ».

Na edição desta sexta-feira, o « El País » noticiou que o Governo português teria ordenado o confinamento a três milhões de pessoas, o que suscitou um desmentido do Ministério dos Negócios Estrangeiros, com um pedido de correção urgente da informação, alegando ser « totalmente falso » que aquela decisão tivesse sido tomada.

« O Ministério dos Negócios Estrangeiros lamenta profundamente que um jornal com o prestígio e a responsabilidade do ‘El País’ publique uma tal falsidade », refere a nota divulgada, que acrescenta: [O MNE] espera que [o ‘El País’] possa fazer a correção devida com a urgência e a publicidade que essa falsidade exige ».

Covid-19: Abertura de fronteiras com Espanha dependente de evolução da pandemia, diz Marcelo

Abertura de fronteiras com Espanha dependente de evolução da pandemia, diz Marcelo. « Ambos os Estados estão atentos à evolução da situação sanitária », disse Marcelo quando questionado sobre a abertura das fronteiras com Espanha, prevista para a próxima quarta-feira.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Na próxima quarta-feira as fronteiras entre Portugal e Espanha deveriam ser reabertas. No entanto, os últimos números, de ambos os lado da fronteira, tornam possível o adiamento da medida, escreve o Expresso.

«Ninguém tem certezas absolutas sobre a evolução da pandemia. A OMS admite que há um grau de imprevisibilidade na Europa quanto à evolução da pandemia nas próximas semanas e até nos próximos meses. A Europa não tem podido chegar a acordo relativamente a critérios comuns no domínio da abertura de fronteiras », disse o Presidente da República.

« Não vale a pena estar a fazer previsões sobre essa matéria. Pode verificar-se que num dado momento haja generalização da abertura da fronteira com Espanha. Como sabem já há casos pontuais de abertura que foram ocorrendo ao longo das últimas semanas. O que há de novo é a intenção de generalizar essa abertura. Mas obviamente ambos os Estado estão atentos à evolução da situação sanitária », disse Marcelo, recusando encarar o eventual adiamento como um recuo. « Se se toma a medida adequada é sempre um avanço », concluiu.

 

Entretanto, a Lusa informa: 

 

Covid-19: PR adverte que ninguém tem a certeza absoluta sobre evolução da pandemia

Covid-19: PR adverte que ninguém tem a certeza absoluta sobre evolução da pandemia

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, advertiu hoje que ninguém tem a certeza absoluta sobre a evolução da pandemia, observando que a Europa não tem critérios comuns para a abertura das fronteiras.

« Em primeiro lugar ninguém tem certeza absoluta sobre a evolução da pandemia. A Organização Mundial de Saúde admite, no caso da Europa, que há um grau de imprevisibilidade quanto à evolução da pandemia nas próximas semanas e até nos próximos meses », começou por dizer o chefe de Estado.

O Presidente da República, que falava aos jornalistas após visitar a Escola Básica e Secundária Fontes Pereira de Melo, no Porto, marcando o fim do ano letivo, respondia à possibilidade levantada pelo Reino Unido de travar a entrada de cidadãos portugueses.

Marcelo Rebelo de Sousa frisou que a « Europa não tem podido chegar a acordo relativamente a critérios comuns no domínio da abertura das fronteiras » o que quer dizer que « cada Estado toma decisões que vão mudando com o tempo em função da sua visão da situação interna e da situação externa e que muitas vezes são mais complicadas do que aquilo que parece ».

O PR referiu depois que em alguns estados foi noticiado que havia limitações « de acesso de portugueses a esses estados, quando verdadeiramente o que havia era limitação de acesso a partir de alguns aeroportos, fossem portugueses ou não aqueles que viajavam e que, entretanto, foram mudadas, nalguns casos aligeiradas ».

« Portanto, as notícias que chegam todos os dias significam que, mesmo na União Europeia não há critério homogéneo, por maioria de razão, o Reino Unido, já não pertence à União Europeia, logo o estar a comentar casuisticamente implica, primeiro, olhar para a evolução dessas decisões, que em muitos casos mudam todos os dias. Em segundo lugar ter de verificar, infelizmente, que não é possível haver um critério europeu », disse.

Sobre o facto de ter ficado a saber-se hoje que o RT [número de reprodução da covid-19] em Portugal ter atingido o 1.19, o mais elevado dos 27 da União Europeia, o chefe de Estado começou por aludir à « nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros que repôs a verdade sobre uma notícia divulgada por um jornal muito prestigiado do país vizinho e que dizia que toda a Grande Lisboa estava confinada ».

« Foi esclarecido, tal como ontem [quinta-feira] já tinha sido esclarecido que se mantinha apenas o estado de calamidade num número limitado de freguesias da Grande Lisboa. Em todas as restantes havia a transição para um estado de menor gravidade, concretamente o estado de alerta », salientou.

E prosseguiu: « como sabem, o R é medido todos os dias. Na sessão epidemiológica que decorreu há dois dias o R que foi comunicado era de 1.08. Não tenho os dados do R, porque estive no Porto, do R de ontem [quinta-feira) e de hoje, que varia de dia para dia ».

Marcelo Rebelo de Sousa partiu depois para comparações externas, citando o que se passou « num país tão importante e tão experimente em matéria de saúde pública como a Alemanha » em que « houve flutuações de R de um ponto muito para 2.88 num espaço de dois dias ».

Lembrando que, depois « regressou para um ponto muito » escusou-se a comentar « aquilo que possa ser o R de hoje, que é calculado dia a dia e que dá o retrato do que tem sido nos últimos tempos, das últimas duas semanas, ligeiramente abaixo, há mais tempo, de 1 e, há duas semanas, ligeiramente acima de 1. Ligeiramente acima de 1 tem sido 1.05, 1.08, porventura poderá ter sido 1.19, mas poderá ser hoje menos ».

E conclui: « mas de qualquer caso, longe daquilo que foi na fase inicial, admitindo-se hoje que terá sido claramente acima de 2, [entre] os 2.8 e os 2.88 ».

Sobre a visita à escola, Marcelo Rebelo de Sousa « reconheceu que não foi o final de ano letivo perfeito, mas nem o podia ser nas condições em que vivemos », destacando, ainda assim, como « positivo » o « esforço para evitar ao máximo as passagens administrativas ».

Portugal contabiliza pelo menos 1.555 mortos associados à covid-19 em 40.866 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Quanto ao jornal Negócios escreve:

Marcelo lamenta inexistência de « critério europeu » para reabertura de fronteiras

Num dia em que é noticiado que o Reino Unido poderá deixar Portugal de fora das ligações aéreas que serão reabertas, o Presidente da República lamentou que não haja um « critério europeu ».

Marcelo lamenta inexistência de "critério europeu" para reabertura de fronteiras
Marcelo Rebelo de Sousa lamenta que a União Europeia não tenha ainda conseguido consensualizar um critério europeu para a reabertura das ligações aéreas no seio do espaço comunitário.

Esta foi a opinião dada pelo Presidente da República à notícia hoje avançada pela imprensa britânica de que as autoridades do país poderão decidir, na próxima segunda-feira, deixar Portugal de fora da lista dos países com os quais serão reabertas ligações aéreas.

Ou melhor, o governo chefiado por Boris Johnson planeia excluir Portugal de uma lista de 10 países encarados como seguros para que os turistas britânicos possam viajar sem necessitarem de ficar de quarentena durante 15 dias após o regresso.

« Ninguém tem certezas absolutas sobre a evolução da pandemia. A Organização Mundial de Saúde admite, nomeadamente no caso da Europa, que há um grau de imprevisibilidade quanto à evolução da pandemia nas próximas semanas, e até próximos meses », começou por notar Marcelo.

Depois, o Presidente disse que « a Europa não tem podido chegar a acordo relativamente a critérios comuns no domínio da abertura de fronteiras », pelo que « infelizmente não há um critério europeu ».

« Isso quer dizer que cada Estado toma decisões que vão mudando no tempo em função da sua visão da situação interna e da situação externa e que muitas vezes são mais complicadas do que aquilo que parece », acrescentou.

Ou seja, Marcelo considera que a incerteza é grande e que há grande discricionariedade nas decisões que vêm sendo tomadas a este respeito. Recorde-se que ontem a Noruega juntou-se ao grupo de países que mantêm Portugal na lista dos países para onde se mantêm restrições nas viagens dos seus nacionais.

Já sobre a reabertura generalizada prevista da fronteira entre Portugal e Espanha já a 1 de julho e uma eventual necessidade de medidas reforçadas de segurança, o residente em Belém defendeu que « não vale a pena estar a fazer previsões ».

« O que há de novo é a intenção de generalizar essa abertura, mas, obviamente, ambos os Estados estão, como todos os Estados, atentos à evolução da situação sanitária », disse.

O chefe de Estado aproveitou ainda para lamentar a notícia hoje publicada pelo El País, com honras de primeira página, em que é referido que « Portugal ordena o confinamento de 3 milhões de lisboetas ». Marcelo salientou como oportuno o desmentido já feito esta manhã pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O Presidente da República falava aos jornalistas no final de uma visita a uma escola no Porto a propósito do fim do período escolar.

Sobre um ano letivo que se aproxima agora do final e que decorreu de forma atípica devido à pandemia, Marcelo admitiu que « não foi perfeito » para logo a seguir sustentar ter sido « o possível ».

 

Covid-19/Portugal: seis mortos e 451 casos (o maior aumento em mês e meio)

Covid-19: seis mortos, 451 casos (o maior aumento em mês e meio) e 251 recuperados em Portugal

É o maior aumento de infetados desde 8 de maio: há agora 1.555 vítimas mortais, 40.866 casos confirmados e 26.633 recuperados.

Ministra da Saúde admitiu que Portugal não consegue quebrar cadeias de transmissão, informa o Expresso

Informação oficial:

Covid-19: Lisboa e Vale do Tejo com 75,2% das novas infeções

Covid-19: Lisboa e Vale do Tejo com 75,2% das novas infeções

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Lisboa e Vale do Tejo (LVT) registou hoje 75,2% dos novos casos de covid-19, com 339 das 451 novas infeções, com os concelhos de Lisboa, Sintra e Amadora a concentrarem o maior aumento na região relativamente a quinta-feira.

A região de LVT tinha na quinta-feira registado 77% dos novos casos, 82,2% na quarta-feira, 87% na terça-feira, 63,3% na segunda-feira (a menor percentagem das últimas semanas), 77% dos novos casos divulgados no domingo e 74,8% do total de novas infeções divulgadas no sábado.

De acordo com o boletim da situação epidemiológica em Portugal divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde, na região de LVT foram reportadas 339 das novas infeções diárias (75,2% dos casos), no Norte foram registadas 69 novas infeções (15,2% dos casos), enquanto no Alentejo há 40 novos casos, representando 8,7% do total.

Na Região Autónoma dos Açores foram reportados dois novos casos (anteriormente já considerados nas contas das entidades regionais), representando 0,4%, e no Centro apenas uma nova infeção, representando 0,2%.

No Algarve e na Região Autónoma da Madeira não foram registados novos casos de infeção por covid-19.

Dos seis óbitos registados hoje, quatro aconteceram na região de LVT, outro no Norte e mais um no Alentejo.

A região de LVT tem, segundo o boletim, o maior número de casos acumulados, num total de 18.106, a região Norte tem 17.441, o Centro 4.056, o Alentejo 449 e a Região Autónoma dos Açores 148 (os dados das entidades regionais referem hoje 151).

O Algarve continua com um total de casos acumulados de 574 e a Região Autónoma da Madeira permanece com 92.

O concelho de Lisboa continua a ter o maior número de casos diários na região e está agora com um total de 3.335, mais 58 do que na quinta-feira, enquanto Sintra está com 2.477 infeções, mais 52 do que na quinta-feira.

Também na Área Metropolitana de Lisboa, Loures tem 1.745 (+25), a Amadora está com 1.591 (+45), Odivelas com 1.054 (+15), Cascais tem 868 (+22), Vila Franca de Xira tem 731 (+11), Oeiras está com 712 (+26), o Seixal com 567 (+6) e Almada permanece com 561.

Dos cinco concelhos do Norte com mais casos acumulados, apenas o município de Vila Nova de Gaia reportou quatro novos casos desde quinta-feira, estando agora com um total acumulado de 1.633.

O Porto permanece com 1.414, Matosinhos com 1.292. Braga com 1.256 e Gondomar com 1.093.

A Direção-Geral da Saúde realça que os números apresentados se referem ao total de notificações médicas no sistema SINAVE (excluindo notificações laboratoriais), pelo que podem « não corresponder à totalidade dos casos por concelho”.

Os dados da Direção-Geral da Saúde indicam 1.555 mortes relacionadas com a covid-19 em Portugal e 40.866 casos confirmados desde o início da pandemia.

Em comparação com os dados de quinta-feira, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,4%. Já os casos de infeção subiram 1,1%.

A pandemia de covid-19 já provocou quase 487 mil mortos e infetou mais de 9,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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«Escrever é uma terapia» Filipe Sambado em entrevista na Rádio Alfa

«Revezo» é o novo álbum de originais de Filipe Sambado e vai estar em destaque este sábado à tarde no programa Back Stage com Ester de Sousa.

Neste novo disco Filipe Sambado foi beber à música tradicional portuguesa, uma fonte de inspiração que o levou a explorar novas possiibilidades para o caminho que queria seguir.

 

 

Jóia da Rotina foi escolhido para primeiro single de apresentação deste novo trabalho.

 

 

Filipe Sambado lançou o seu disco de estreia « Vida Salgada » em 2016, seguiu-se « Filipe Sambado & Os Acompanhantes de Luxo », considerado um dos melhores discos de 2018 em Portugal e, agora, « Revezo » marca o seu regresso aos álbuns com uma coleção de 10 canções da qual também faz parte « Gerbera Amarela do Sul » tema com o qual se apresentou no Festival da Canção 2020.

 

 

Não perca a entrevista este sábado, 27 de junho, a partir das 15 horas (hora francesa) na Rádio Alfa.

Para ouvir em 98.6 FM (Paris e IDF) / DAB + (em Paris, Lille, Lyon, Estrasburgo) e http://radioalfa.net