Covid-19: Estados Unidos com quase 120.000 mortos

Covid-19: Estados Unidos com quase 120.000 mortos

Covid-19: Estados Unidos com quase 120.000 mortos

facebook sharing button
twitter sharing buttonAlfa/Lusa
email sharing button
 Os Estados Unidos registaram mais 304 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, atingindo os 119.959 óbitos desde o início da pandemia, de acordo com um balanço da Universidade Johns Hopkins.

O balanço, realizado às 20.00 horas locais (01.00 em Lisboa), dá conta de 27.000 novos casos, elevando o total para mais de 2,2 milhões casos confirmados (2.278.373).

O número de novas infeções diárias diminuiu ligeiramente nas últimas 24 horas, depois de três dias consecutivos com mais de 30.000 novos casos.

Surtos de infeções em estados como a Califórnia (com mais 4.515), Florida (mais 4.049), Texas (mais 4.430) e Arizona (mais 3.109) fizeram disparar a contagem global.

O foco da pandemia nos Estados Unidos deslocou-se agora da costa leste para os estados da Califórnia, Florida, Texas e Arizona, que em conjunto representam quase metade dos novos casos a nível nacional.

Nova Iorque, onde a epidemia parece estar sob controlo, continua a ser o estado mais atingido nos EUA pela pandemia, com quase 400.000 casos confirmados e 31.083 mortes.

O número provisório de mortos – 119.959 – já ultrapassou o valor mais baixo das estimativas iniciais da Casa Branca, que projetava entre 100.000 e 240.000 mortos devido à pandemia.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, reduziu essas estimativas, antecipando que o número final seria de 50.000 a 60.000 mortes, embora nas suas últimas estimativas já previsse até 110.000 mortes, um número que também já foi ultrapassado.

Por seu lado, o Instituto de Métricas e Avaliações em Saúde da Universidade de Washington, cujos modelos para a evolução da pandemia são frequentemente utilizados pela Casa Branca, estima que os Estados Unidos chegarão a outubro com mais de 200.000 mortes.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos e mais casos de infeção confirmados.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 465 mil mortos e infetou mais de 8,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Gil Vicente regressa aos triunfos frente ao lanterna-vermelha Desportivo das Aves

O Gil Vicente regressou hoje aos triunfos na I Liga portuguesa de futebol, ao vencer em casa o lanterna-vermelha Desportivo das Aves, por 3-0, em jogo da 28ª jornada.

Após quatro jogos sem vencer e com três derrotas após a retoma da I Liga, depois da paragem causada pela covid-19, o conjunto de Barcelos voltou a triunfar, com golos de Henrique Gomes (10 minutos), Ruben Ribeiro (36) e Lino (90).

O Gil Vicente subiu ao 11.º lugar, com 33 pontos, enquanto o Desportivo das Aves é 18º e último classificado, com 14 pontos, estando a 14 da zona de manutenção.

Resultados da 28ª jornada da I Liga de futebol (Horas de Paris):

– Domingo, 21 jun:

Gil Vicente – Desportivo das Aves, 3-0 (2-0 ao intervalo)

– Segunda-feira, 22 jun:

Portimonense – Marítimo, 22:00

– Terça-feira, 23 jun:

Vitória de Setúbal – Rio Ave, 20:00

Benfica – Santa Clara, 20:15

FC Porto – Boavista, 22:15

– Quarta-feira, 24 jun:

Tondela – Paços de Ferreira, 20:00

Moreirense – Famalicão, 22:15

– Quinta-feira, 25 jun:

Sporting de Braga – Vitória de Guimarães, 22:00

– Sexta-feira, 26 jun:

Belenenses SAD – Sporting, 20:15 (Cidade do Futebol)

Alfa/Lusa.

Covid-19: Santuário de Fátima com 16 infetados entre colaboradores internos e externos

Covid-19: Santuário de Fátima com 16 infetados entre colaboradores internos e externos

facebook sharing button

twitter sharing button
Alfa/Lusa – oficialemail sharing button
O Santuário de Fátima tem 16 casos de colaboradores internos e externos infetados com covid-19, segundo informou hoje a instituição religiosa católica em comunicado.

De acordo com o comunicado, na sexta-feira o Santuário de Fátima foi informado de que um colaborador estava infetado, pelo que deu indicação de isolamento profilático a todas as pessoas que estiveram em contacto com esse colaborador e de testes a todos os colaboradores internos e aos membros do coro.

« No sábado foram realizados 244 testes, dos quais resultaram 16 casos positivos e 228 negativos », lê-se no comunicado.

Os 16 casos confirmados de covid-19 « têm ligação ao caso inicial, integram o coro do Santuário e não estiveram em contacto direto com os peregrinos », refere ainda a informação.

Mesmo pessoas em que o teste deu negativo, mas estiveram em contacto com infetados, foram dispensadas para fazer isolamento profilático.

Mais 70 testes serão realizados esta segunda-feira.

O Santuário de Fátima termina o comunicado a apelar aos colaboradores e peregrinos para que cumpram integralmente as « regras de distanciamento social, bem como o uso de máscara, sempre que estiverem em espaços fechados e com muita gente ».

Sobre os casos detetados de covid-19, refere que acionou de imediato o seu plano de contingência e que mantém um acompanhamento « rigoroso e permanente » da situação.

Devido à pandemia de covid-19, o Santuário de Fátima só abriu no fim do mês passado, tendo estado fechado mesmo em 13 de maio, a principal peregrinação anual, que foi realizada em pleno estado de emergência sem peregrinos no recinto.

As cerimónias com a assistência de fiéis regressaram no dia 30 de maio e a primeira peregrinação internacional desde o início da pandemia foi em 12 e 13 de junho.

Covid/Portugal: duas mortes e o número mais baixo de casos da semana (292)

Covid-19: duas mortes, o número mais baixo de casos da semana (292) e mais alto de recuperados (470) do mês

Em Portugal – que tem o segundo pior rácio de novos casos da Europa -, há agora 1.530 vítimas mortais, 39.133 casos confirmados e 25.376 recuperados.

Informação oficial:

Covid-19: Portugal com mais dois mortos e 292 novos casos confirmados

 

Portugal regista hoje mais dois mortos relacionados com a covid-19 do que no sábado e mais 292 infetados, a maioria na Região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Os dados da DGS indicam 1.530 mortes relacionadas com a covid-19 e 39.133 casos confirmados desde o início da pandemia.

Em comparação com os dados de sábado, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,13%. Já os casos de infeção subiram 0,75%.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado o maior número de surtos, a pandemia de covid-19 atingiu os 16.762 casos confirmados, mais 225 do que no sábado, o que corresponde a 77% nos novos contágios.

Do total de pessoas infetadas em Portugal, 407 estão internadas, menos 15 do que no sábado. Há 69 doentes em unidades de cuidados intensivos, menos um do que no dia anterior.

Na distribuição dos casos infetados por concelhos, Lisboa é o que regista o maior número de casos (3.135), seguido por Sintra (2.253), Vila Nova de Gaia (1.611), Loures (1.623), Amadora (1.428), Porto (1.414), Matosinhos (1.292), Braga (1.256), Maia (950) e Odivelas (881).

A região Norte continua a registar o maior número de infeções (17.249) e de mortes (814).

A região de Lisboa e Vale do Tejo regista 16.762 infeções e 436 mortos, a região Centro 248 óbitos e 3.991 casos confirmados, o Algarve 15 óbitos e 521 pessoas infetadas e o Alentejo dois mortos e 374 pessoas com covid-19.

Os Açores apresentam 144 casos de infeção pelo novo coronavírus SARA-Cov-2 e 15 mortes, enquanto a Madeira tem 92 pessoas infetadas e nenhum óbito registado.

Os dados do relatório da DGS indicam que, do total de mortes registadas até hoje, 770 são mulheres e 760 homens.

Por faixa etária, o maior número de mortes regista-se entre as pessoas com 80 ou mais anos (1.027), seguida pela faixa entre os 70 e os 79 anos (296). Entre a população com idades compreendidas entre os 60 e 69 anos há 138 mortes.

Os dados da DGS registam ainda 49 mortes na faixa etária entre os 50 e os 59 anos, 17 entre os 40 e os 49 anos, uma entre os 30 e os 39 anos e duas na faixa etária dos 20 aos 29 anos.

Relativamente ao total de casos de infeção, os dados apontam que 22.007 são mulheres e 17.126 homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (6.564), seguida da faixa entre os 50 e os 59 anos (6.281) e das pessoas com idades compreendidas entre os 30 e os 39 anos (6.166).

Nas faixas etárias mais jovens, entre os 20 e os 29 anos, registam-se 5.628 casos e, entre os 10 e os 19 anos, 1.504.

Nas crianças até aos nove anos verificam-se 1.044 casos, precisam os dados da Direção-Geral da Saúde.

Segundo a DGS, 38% dos doentes apresentaram tosse, 28% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 11% dificuldade respiratória.

A aguardar o resultado laboratorial estão 1.826 pessoas e em vigilância pelas autoridades de saúde estão 30.855.

Desde o dia 01 de janeiro, Portugal registou 363.133 casos suspeitos, refere o boletim, adiantando que há 25.376 pessoas dadas como recuperadas, mais 470 do que no sábado.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 464 mil mortos e infetou mais de 8,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Covid-19: Portugal tem segundo pior rácio de novos casos no top-10 europeu

Covid-19: Portugal tem segundo pior rácio de novos casos no top-10 europeu

facebook sharing button

twitter sharing buttonAlfa/Lusa
email sharing button
Os números de casos de covid-19 registados na última semana colocam Portugal com o segundo pior rácio de novas infeções por cada 100 mil habitantes entre os 10 países europeus com mais contágios, apenas atrás da Suécia.

De acordo com os dados recolhidos pela Lusa, com base nos números das respetivas fontes oficiais nacionais e do Centro Europeu de Controlo de Doenças (CECD) para o período entre 14 e 20 de junho, o país reportou um total de 2.378 novos casos, abaixo da incidência de Reino Unido (8.823), Suécia (6.359, dados entre 12 e 18 de junho), França (3.280), Alemanha (3.113).

Em sentido inverso, os números dos novos casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2 em Portugal nesta semana bateram os registos de países fortemente afetados pela pandemia, como Espanha (2.333), Itália (2.026), Bélgica (632) e Países Baixos (906).

Assim, Portugal evidenciou um rácio de 23,2 novos casos por cada 100 mil habitantes nos últimos sete dias, um desempenho apenas superado pelos 62,47 verificados na Suécia. Estes números estão acima da fasquia de 20 novos casos por 100 mil habitantes, um limite adotado por alguns países e que ditou restrições ou proibições impostas por vários estados à entrada de cidadãos provenientes destas duas nações.

Entre os países europeus que estão a condicionar ou mesmo proibir a entrada de portugueses figuram Áustria, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Estónia, Grécia, Letónia, Lituânia e República Checa. A este lote somam-se também outras nações que não reabriram ainda as suas fronteiras, como, por exemplo, Noruega ou Finlândia.

Com 38.841 casos confirmados até sábado, Portugal é a nona nação europeia, em termos absolutos, num ‘top-10’ liderado pelo Reino Unido (303.110) e encerrado com a Polónia (31.620). A incidência da covid-19 em cada 100 mil habitantes da população portuguesa é agora de 378,94, ainda assim inferior à ocorrida em Suécia (550,52), Bélgica (530,21), Irlanda (523,18), Espanha (519,73), Reino Unido (456,28) e Itália (394,82).

Em relação aos óbitos, Portugal soma até agora 1.528, num registo que o torna o décimo a nível europeu (sem incluir a Rússia), após Reino Unido (42.589), Itália (34.610), França (29.633), Espanha (28.322), Bélgica (9.696), Alemanha (8.883), Holanda (6.089), Suécia (5.053) e Irlanda (1.715).

Numa análise ao período entre 14 e 20 de junho, Portugal somou um total de 16 mortes e está a atravessar a fase menos letal da pandemia. O registo português só é batido pela Irlanda, que notificou 15 mortes, enquanto no extremo oposto surge o Reino Unido, com 927 óbitos na última semana (Espanha confirmou 234 mortos, mas fez uma atualização de mais de mil vítimas sobre o total desde o início do surto pandémico).

A evolução recente da pandemia em Portugal tem gerado várias críticas nos últimos dias, e a ministra da Saúde, Marta Temido, assumiu na sexta-feira que as autoridades estão “a ter dificuldade em quebrar as cadeias de transmissão”. No entanto, o governo justificou também o aumento do número de casos com o reforço da testagem e argumentou que o volume de testes é superior à maioria dos parceiros europeus.

Embora haja diferentes métodos de análise — uns países contam os testes efetuados, outros amostras analisadas, e outros ainda pessoas testadas — e variação temporal na apresentação dos dados, Portugal é, segundo o site Our World in Data, da Universidade de Oxford, o que mais testes fez esta semana entre os países comparados e um dos que mais amostras analisa a nível europeu, com cerca de 100 testes efetuados por cada 1.000 habitantes.

Entre os receios de incumprimento generalizado das regras de proteção e distanciamento social e uma estratégia alicerçada numa política de testagem considerada abrangente, Portugal regista já seis dias seguidos com pelo menos três centenas de novas infeções, concentradas sobretudo na região de Lisboa, quase quatro meses depois de ter sido detetado o primeiro caso de covid-19 no país, em 02 de março.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 461 mil mortos e infetou mais de 8,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

COVID-19: COMUNIDADE PORTUGUESA RECOLHE 10 TONELADAS DE ALIMENTOS EM FRANÇA. Fotos

COVID-19: COMUNIDADE PORTUGUESA RECOLHE 10 TONELADAS DE ALIMENTOS EM FRANÇA

A iniciativa “Todos juntos”, organizada este sábado pela Comunidade portuguesa na região de Paris, recolheu 10 toneladas de alimentos, 250 caixotes de roupa e mais de 10 mil euros em donativos para ajudar quem mais sofre com a Covid-19.“É um sucesso. Pedimos à Comunidade para se unir e estamos a ter um resultado interessante. […] É um êxito, mais não seja porque os Portugueses se uniram”, afirmou à Lusa o Diretor Geral da Rádio Alfa, Fernando Lopes, que encabeça esta iniciativa.As doações começaram a chegar cedo à sede da Rádio Alfa, rádio que difunde em português na região parisiense. Paletes com batatas, açúcar ou legumes, mas também caixotes com roupa e brinquedos rapidamente encheram a sala onde se controlaram as doações.Para ajudar na triagem e na organização de todas as doações, esta iniciativa contou com mais de 180 voluntários. “É com muito orgulho que conseguimos reunir estas pessoas todas. Tivemos uma adesão bastante grande e ficaríamos ainda mais felizes se as pessoas que fossem receber toda esta recolha, sobretudo os alimentos, pudessem sentir a felicidade e o carinho que nós vamos tentar transmitir ao oferecer estes produtos”, disse o Presidente da associação Les Amis du Plateau, em Champigny-sur-Marne, Joaquim Barros, que organizou a receção dos géneros alimentares.Ao mesmo tempo que se fazia a triagem na sede, uma caravana de carrinhas saiu das instalações da rádio para recolher doações em mais de 30 pontos diferentes na região parisiense, entre associações portuguesas e supermercados com produtos nacionais.

No Primland, em Romainville, os clientes eram incitados a doar antes de começarem as compras de sábado e muitos não ficavam indiferentes. “Eu trabalhei durante todo o confinamento e posso dar. Prefiro dar aqui do que a outras instituições que não sei a quem vão dar”, indicou Julieta Alves, que costuma ir àquele supermercado todos os fins de semana.

A crise da Covid-19 não deixou ninguém indiferente em França e as consequências não se fazem sentir só na Comunidade portuguesa, com dificuldades financeiras e perdas de emprego. “Esta crise vai atingir todos. Claro que a Comunidade portuguesa nos toca mais, são as nossas raízes e é o nosso país. Se já havia problemas, as coisas só têm tendência para ficar piores”, disse Clotilde Lopes, que organizou os caixotes de roupa.

Entre paletes com alimentos, sacos de roupa e caixotes, cerca de 20 costureiras da associação Hirond’Ailes criavam máscaras para quem, mesmo os produtos de proteção individual, se tornaram demasiado caros.

“Estamos a contar acabar o dia com 1.000 máscaras. Desde 13 de março já fizemos mais de 6.000 máscaras para quem mais precisa. É sempre a mesma classe social a ficar mal e o nosso dever é ajudar. O que está ao nosso alcance são as máscaras laváveis, o que vai permitir às pessoas pouparem algum dinheiro”, disse Suzette Fernandes, Presidente da Hirond’Ailles.

Os bens e donativos em dinheiro vão agora ser distribuídos pela Santa Casa da Misericórdia de Paris, associações portuguesas que já fazem apoio social aos mais desfavorecidos e ainda igrejas portuguesas na região parisiense, mas a solidariedade não deve parar. “A pandemia ainda não acabou. Não só em termos sanitários, mas também uma segunda fase que é a uma crise social e económica que vai destruir famílias e empregos. A nossa vontade é dizer que todos juntos conseguimos, talvez, dar uma solução a quem mais precisa”, indicou Fernando Lopes.

A Rádio Alfa vai continuar a encaminhar as doações de quem não conseguiu comparecer este sábado para as instituições que estão no terreno.

Espanha reabriu fronteiras com França

Espanha reabriu na noite de ontem para hoje fronteiras com a França

Espanha reabre as suas fronteiras com a França, mas com Portugal a reabertura será somente a 01 de julho, conforme estabelecido por Lisboa e Madrid.

Covid/Festas. Ministra da Saúde reforça apelo a comportamentos responsáveis

« Não podemos desperdiçar o esforço que os portugueses fizeram »: Ministra da Saúde reforça apelo a comportamentos responsáveis

Marta Temido esteve numa ação de sensibilização, que decorreu no Parque Urbano Felício Loureiro.

Alfa/Lusa
 

 

Marta Temido

Marta Temido
A ministra da Saúde, Marta Temido, voltou hoje a apelar a comportamentos responsáveis face à pandemia da covid-19, nomeadamente por parte dos mais jovens, de forma a « não desperdiçar o esforço feito nos últimos meses ». »Acho que não podemos desperdiçar o enorme esforço que os portugueses fizeram nos últimos meses. Todas as ocasiões que temos nas nossas vidas individuais é para respeitar os esforços dos portugueses », afirmou Marta Temido aos jornalistas, no final de uma ação de sensibilização junto da população mais jovem que decorreu esta tarde no parque urbano de Queluz, no concelho de Sintra.

A ministra da Saúde respondia desta forma quando questionada sobre a festa convocada esta madrugada na praia de Carcavelos, em Cascais, que juntou mais de mil pessoas e foi interrompida pela PSP.

« Nós estivemos aqui hoje porque acreditamos nos jovens, acreditamos em Portugal e acreditamos na nossa capacidade de interromper as cadeias de transmissão do vírus », sublinhou, escusando-se a referir se há necessidade de medidas adicionais para impedir fenómenos como o de Carcavelos na última madrugada.

Nesta ação de sensibilização, que decorreu no Parque Urbano Felício Loureiro, participou, igualmente, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o secretário de Estado e coordenador regional de Lisboa e Vale do Tejo para o combate à covid-19, Duarte Cordeiro, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, e o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta.

Esta madrugada, a PSP dispersou mais de mil pessoas de uma festa convocada pelas redes sociais para a praia de Carcavelos, quando vigora no país a proibição de ajuntamentos desta dimensão.

A pandemia de covid-19 já provocou cerca de 460 mil mortos e infetou mais de 8,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.528 pessoas das 38.841 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Covid-19: Jogadores estrangeiros trocam campos de futebol pelos agrícolas no Alentejo

Covid-19: Jogadores estrangeiros trocam campos de futebol pelos agrícolas no Alentejo

 

Alfa/Lusa
Os campos agrícolas são agora o ‘terreno de jogo’ de futebolistas estrangeiros do Sporting de Viana do Alentejo, depois do fim precoce do campeonato distrital de Évora, devido à pandemia de covid-19.

Sem as camisolas listadas do clube, três jogadores trocaram a relva sintética por um ‘casão’, num monte perto de Évora, onde são mão-de-obra para a tosquia de cerca de duas mil ovelhas.

Babacar, Thiago e Benny ajudam na apanha e preparação dos animais, enquanto permanece a interrupção do sonho de se tornarem jogadores profissionais de futebol.

« Não dá para jogar à bola e não temos nada para fazer. Parou todo o mundo, então, arranjámos isto para vir ganhar alguma coisa para sobreviver e ajudar a família », diz à agência Lusa o senegalês Babacar Fall, de 23 anos.

Em Portugal há quase três anos, o médio africano, que tem quase toda a família no seu país e um irmão em França, conta que pretendia visitar este ano os familiares no Senegal e que acabou por mudar de ideias devido à pandemia.

« Com a covid-19 não dá e está tudo fechado » e, entretanto, « apareceu isto, é para aproveitar », reconhece, assegurando que não se importa deste trabalho: « Não estou a roubar, é uma coisa normal, é melhor do que ficar deitado um ou dois meses ».

Babacar, que tem o sonho de « subir o mais possível » no futebol, revela que está a ganhar « 50 euros por dia », advertindo que o « trabalho é duro » e, em tom de brincadeira, admite que « jogar futebol é 10 vezes mais fácil ».

Também pouco incomodado com as novas tarefas está o cabo-verdiano Bernardino Fortes, de 20 anos, conhecido por Benny, que está há cerca de dois meses a « apanhar ovelhas » para a tosquia e até já experimentou cortar a lã dos animais.

Benny veio sozinho para Portugal, há quase três anos, atrás do sonho de ser futebolista, mas a pandemia exigiu que começasse a « aprender coisas novas » para atenuar a dificuldade de deixar de jogar.

« Agora estou a trabalhar nas ovelhas, estou a trabalhar para ganhar dinheiro e para ajudar a minha família que está em Cabo Verde », relata, contando vir ainda a trabalhar neste verão na cortiça e nas vindimas.

Para o brasileiro Thiago Wertonge, de 22 anos, que cumpre o primeiro dia na tosquia de ovelhas, o trabalho « é um pouco duro », em que é necessário ter « técnica e força », como no futebol, mas « vai-se acostumando ».

Sublinhando que « foi difícil parar a meio da época, com os objetivos para tentar conquistar », o brasileiro considera que « até foi bom », por ter arranjado « uma outra forma de ganhar um dinheiro ».

Thiago ambiciona chegar ao topo do futebol português e, face à pandemia, ainda ponderou regressar ao seu país, mas decidiu ficar por receio de « não conseguir voltar » a Portugal.

Armando Branco é um dos seis tosquiadores de serviço e é também adepto do Sporting de Viana do Alentejo, pelo que não tem dúvidas em afirmar que os três têm qualidades e são tão competentes « a apanhar ovelhas como a jogar à bola ».

As instalações do Sporting de Viana do Alentejo são um « abrigo » para sete jogadores estrangeiros, que alternam os dias de trabalho no campo, segundo o presidente do clube, Rogério Lagarto.

Estes atletas têm « um teto, alimentação e água quente, o básico e essencial para poderem aguardar o regresso do futebol », frisa Rogério Lagarto, acrescentando que o clube procurou « encontrar soluções » para eles, uma vez que, com o fim das competições, deixaram de receber o subsídio.

« Faz-lhes bem também começarem a entrar no caminho do trabalho, porque o futebol pode dar ou pode não dar e estão a aprender trabalhos agrícolas, que lhes podem ser muito úteis no futuro. Um dia que deixem de jogar futebol, vai ajudá-los, de certeza, a terem uma vida séria e com alguma tranquilidade », acrescenta.

O dirigente desportivo recorda que já em anos anteriores alguns jogadores aproveitavam as férias futebolísticas para trabalharem no campo e fazerem um « pé-de-meia », a fim de poderem viajar para os seus países e visitarem as famílias.

O Sporting de Viana do Alentejo ocupava o quarto lugar do principal escalão distrital de Évora, quando os campeonatos foram suspensos, em março, devido à pandemia de covid-19.

Pelo menos três mortos no ataque em parque a oeste de Londres – BBC

Pelo menos três mortos no ataque em parque a oeste de Londres – BBC

Pelo menos três mortos no ataque em parque a oeste de Londres - BBC

facebook sharing button
twitter sharing button
email sharing button
Pelo menos três pessoas morreram e várias ficaram feridas depois de terem sido apunhaladas num parque em Reading (Berkshire), oeste de Londres, no sábado, num ataque em que há um homem detido, disseram fontes à BBC.

Forças de segurança disseram à BBC que o detido será um líbio.

A polícia local tinha adiantado, numa mensagem na rede social Twitter, que as autoridades foram chamadas a Forbury Gardens cerca das 19:00 de sábado, onde « várias pessoas apresentavam ferimentos e foram levadas para o hospital », tendo sido detido um homem.

Até ao momento não há uma confirmação oficial do número de feridos, nem de mortos.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que os seus « pensamentos estão com todos aqueles que foram afetados pelo terrível incidente em Reading ».

« Os meus agradecimentos aos serviços de emergência no local », acrescentou o chefe do Governo.

Reading, cidade com cerca de 200.000 residentes, fica a 64 quilómetros a oeste de Londres.

Testemunhas relataram que várias viaturas policiais e helicópteros estavam no local.

Até ao momento, não é conhecido o motivo deste ataque, mas a polícia está a investigar a possibilidade de ter razões terroristas.

O jornal britânico The Guardin refere também que a divisão da polícia contra o terrorismo « juntou-se à investigação depois de o ataque em Reading ter deixado três pessoas mortas e duas gravemente feridas”.

A ministra do Interior britânica, Priti Patel, manifestou-se « profundamente preocupada » com o ocorrido.

O incidente acontece algumas horas depois de o protesto ‘Black Lives Matter’, contra o racismo, se ter realizado em Forbury Gardens.

Nieema Hassan, uma das organizadoras do protesto, disse que os manifestantes já se tinham ido embora na altura em que o ataque aconteceu.