Entrevista/Alfa. Berta Nunes sobre apoio social a quem mais precisa e as férias de verão em Portugal

Em entrevista exclusiva nesta quarta-feira à Rádio Alfa, a Secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, agradece a mobilização e o apoio da Comunidade de França às pessoas mais necessitadas e mais atingidas pela crise do Covid-19 e fala ainda das férias de verão dos portugueses residentes no estrangeiro, confirmando a abertura das fronteiras, a um de julho, entre Espanha e Portugal.

A entrevista de Berta Nunes à Alfa, na íntegra e nas condições do direto. Ouça aqui:

Covid-19: Mais de mil voos cancelados nos aeroportos de Pequim

Covid-19: Mais de mil voos cancelados nos aeroportos de Pequim

Covid-19: Mais de mil voos cancelados nos aeroportos de Pequim

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Os dois aeroportos de Pequim cancelaram hoje, no conjunto, mais de mil ligações aéreas, depois de a capital chinesa ter somado 137 casos de covid-19, nos últimos cinco dias, noticiou a imprensa estatal.

Segundo o jornal oficial em língua inglesa China Daily, um total de 1.255 voos de e para os aeroportos de Pequim foram anulados.

Na terça-feira, Pequim instou os seus 21 milhões de habitantes a evitar viagens « não essenciais » para fora da cidade e ordenou o encerramento das escolas de ensino básico, médio e superior.

Várias cidades e províncias passaram a impor quarentena a viajantes oriundos da capital chinesa.

A descoberta, nos últimos cinco dias, de mais de cem pacientes ligados a um mercado da cidade, foi um choque para Pequim, que há quase dois meses não diagnosticava um caso.

O surto foi detetado no principal mercado abastecedor da capital chinesa.

Na últimas 24 horas, a China diagnosticou 44 novos casos da covid-19, incluindo 31 em Pequim.

De acordo com os dados oficiais, desde o início da pandemia, a China registou 83.265 infetados e 4.634 mortos, devido à covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 438 mil mortos e infetou mais de oito milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Respeitando regras sanitárias/Covid. Biblioteca Gulbenkian reabriu em Paris

Informação oficial/Comunicado da Bibliothèque Gulbenkian

« Nous sommes enfin prêts à vous recevoir dans les nouveaux locaux de la Bibliothèque Gulbenkian, à partir du 15 juin 2020.

Comme vous pouvez l’imaginer, c’est une réouverture inédite qui ne ressemble à aucune autre. Compte tenu de l’épidémie de Covid-19, la découverte de ce nouvel espace se fera de manière progressive.
Il faudra encore un peu de temps pour que la bibliothèque puisse redevenir l’espace d’échanges et de sociabilité que nous connaissions.

Nous avons tout mis en oeuvre pour vous offrir un service efficace, afin de répondre à vos souhaits de lecture et à vos questions, tout en garantissant le bon respect des consignes sanitaires et des gestes barrière.

Ainsi, nous pourrons vous accueillir du lundi au vendredi de 10h à 16h.
Pour la consultation des ouvrages sur place et afin de respecter les consignes de sécurité sanitaire, nous ne pourrons accueillir que 5 lecteurs par jour, uniquement sur rendez-vous. Vous pourrez réserver votre place en nous adressant obligatoirement un e-mail (bibliotheque@gulbenkian-paris.org), au minimum 2 jours ouvrés à l’avance, en communiquant la liste des ouvrages que vous souhaitez consulter (avec une limite de 10 documents par lecteur).

Le prêt de documents à domicile sera privilégié durant cette période pour compenser l’accès restreint à la bibliothèque. Vos possibilités d’emprunt et la durée du prêt seront désormais doublées. La réservation des ouvrages se fait selon les mêmes modalités que pour une consultation sur place avec un préavis de, au minimum 2 jours ouvrés à l’avance et un horaire convenu pour récupérer votre emprunt à l’entrée de la bibliothèque.

Attention l’accès à la Cité universitaire se fera uniquement par les entrées nº 7 et nº 27 du Boulevard Jourdan. L’entrée principale est fermée jusqu’à nouvel ordre (Lien plan)

Nous vous invitons à consulter le règlement de la bibliothèque pour avoir plus de renseignements (Lien règlement).

L’équipe de la bibliothèque est heureuse de vous retrouver bientôt !! »

Pedrógão Grande, três anos depois do fogo. « Continuamos entregues à nossa sorte »

Artigo do Diário de Notícias em www.dn.pt

A Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão está empenhada em replicar o projeto das aldeias resilientes. Que para já são apenas quatro, nos três concelhos. Dina Duarte, que agora preside à direção, diz que em três anos pouco mudou na região: não houve reflorestação, nem planos de limpeza. E apela a que sejam usados os milhares de euros que ainda estarão à mercê do Fundo Revita, dinheiro que foi doado pelos portugueses.

 

© Maria João Gala /Global Imagens

 

« Nestes três anos deveria ter sido feito outro trabalho. Alguns projetos-piloto que estávamos à espera e nunca avançaram. Um conjunto de atividades que nos desse a segurança, a nós que vivemos nas aldeias e nas vilas, para podermos continuar a viver cá. E isso não aconteceu. Continuamos entregues à nossa sorte, ou à boa vontade das autarquias, que não têm capacidade económica nem equipamento necessário, para fazerem a limpeza necessária. Foi feita alguma coisa na [estrada] 236-1, mas há estas aldeias todas, que são centenas ».

O desabafo de Dina Duarte – presidente da Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande (AVIPG), que em janeiro sucedeu no cargo a Nádia Piazza – é novamente um grito de alerta para governantes ouvirem. Passam três anos esta quarta-feira do fatídico 17 de junho de 2017, e na região não há mudanças visíveis. No ano passado, por esta altura, quando o DN percorreu o caminho do fogo ao lado do engenheiro florestal Paulo Pimenta de Castro, ficava a ideia de que a região estava (de novo) transformada num barril de pólvora. Que num ano apenas aumentou em dimensão.

Desta vez o DN encontrou Dina Duarte e outros elementos da direção (os bombeiros Rui Rosinha e Filipa Rodrigues, também estavam no grupo) num sábado de maio, durante uma ação com as aldeias resilientes de Arega e Pêra. « Estamos a dar continuidade ao projeto que já existia, mas o nosso objetivo é que haja um incremento das boas práticas das aldeias resilientes (com equipas de autodefesa) nas aldeias seguras (criadas há dois anos pelo Governo). Porque haver apenas um ponto para as pessoas serem evacuadas…é pouco, não é isso que nós queremos », diz ao DN a presidente da direção, à margem da ação de formação ministrada pela Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI) da Universidade de Coimbra.

 

Rui Rosinha, Filipa Rodrigues e Fernando Tomé – três dos cinco bombeiros de Castanheira de Pêra feridos (um deles, Gonçalo Conceição, acabou por morrer) num acidente que ocorreu no meio do fogo, também fazem parte desta nova direção da AVIPG. Dina Duarte acredita que, para cada um, o envolvimento na associação « talvez seja uma espécie de catarse, que lhes serve de fator motivador para sentirem utilidade no apoio aos outros ».

Até há três anos as aldeias daqueles concelhos do Pinhal Interior julgavam-se seguras. Sempre conviveram com o fogo, desde há décadas, « e as pessoas estavam habituadas a ligar para os bombeiros e eles aparecerem logo a seguir ». Só que, daquela vez, tudo falhou. A começar pelas comunicações. « E se tudo isso voltar a falhar, cada uma das aldeias resilientes está preparada para saber o que fazer », sublinha a presidente da AVIPG. Porém, é como se falássemos de uma gota de água no oceano. « São quatro aldeias, apenas: Pêra (Castanheira de Pêra), Arega (Figueiró dos vinhos), Pobrais e Vila Facaia (Pedrógão Grande). E o ideal seria haver em todas. Mas sabemos que não é possível. Porque os equipamentos não são fáceis de conseguir », sustenta Dina. « Nesta fase não poderemos dar mais do que 17 mochilas, tudo o que conseguimos com o apoio da Fundação Gulbenkian ».

O conceito de aldeia resiliente é simples: saber quem é que faz o quê em cada equipa, nestas aldeias, para saberem, por exemplo, no ataque a uma frente de fogo, que tudo possa funcionar e em segurança. Se estiverem sozinhos – como naquele 17 de junho, há três anos – « não estejam dependentes de terceiros, que podem não aparecer ».

Usar os fundos REVITA

A presidente da AVIPG sabe dos custos dos equipamentos, mas sabe também de como são muito mais avultados quando uma região arde. E a propósito, recorda o fundo Revita, que acolheu os donativos de todos os portugueses logo a seguir ao fogo de 2017. « Esse programa ainda tem alguns fundos e são esses que a associação pretende ver aplicados em algumas das nossas aldeias. Nem todas têm condições para ter uma equipa como estas onde hoje estamos, algumas não têm capacidade para nada, porque são demasiado envelhecidas. Mas têm que ter algum equipamento -base, que lhes sirva, numa circunstância dessas, para poderem agir ou terem alguém que os possa orientar ».

E da parte das autarquias? Que apoio tem chegado? A associação sublinha o empenho da Câmara de Pedrógão Grande, que cedeu a antiga escola primária da Figueira, e tem feito a limpeza e manutenção do terreno envolvente. Dina acredita que as autarquias não podem fazer muito mais, porque não têm meios. É por isso que aponta para o Governo: « que assuma um compromisso com esta região e sobretudo com os portugueses que doaram dinheiro para o fundo Revita, e esse dinheiro tem de ser aplicado. Se as contas estão certas, andará nos 800 mil euros. Têm que ser aplicados. E esse pode ser canalizado para as autarquias, que por sua vez poderão ter máquinas para fazer as limpezas, equipamento que faça o destroçamento dos eucaliptos »

No final do mês passado a AVIPG distribuiu as mochilas com equipamento de primeiros socorros e segurança. « Por isso é tão importante que em cada aldeia haja alguém com formação nessa área », explica Dina Duarte, lembrando que a Associação já fez uma primeira ação de formação, em parceria com a Escola Tecnológica e Profissional da Sicó). « Queremos replicar essa formação porque é muito importante, para que as nossas aldeias e vilas tenham pessoas que saibam como agir, nas várias circunstâncias », conclui.

Um plano de atividades « confinado »

« Não era isto que tínhamos nos planos », desabafa Dina Duarte, quando fala do Plano de Atividades que a associação tinha pensado, nomeadamente para assinalar os três anos que passam sobre o dia 17 de junho de 2017. « Mas é a homenagem possível para as nossas vítimas – quer para as que partiram, quer para as que têm feridas, quer para nós todos, que fomos vítimas de alguma maneira. Todos os que vivemos cá perdemos muita coisa, mesmo que não se compare com os que têm o luto ou as feridas no corpo ». E é por isso que os familiares vão ser alvo de uma cerimónia privada, esta quarta-feira, a partir das 14 horas, na sede da associação. A partir das 17 abrirá à comunidade, onde será possível deixar uma mensagem, fazer uma oração, o que os associados pretendam. De manhã, pelas 11 horas, participa na missa de homenagem às vítimas, em Figueiró dos Vinhos. Está confirmada a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Quando chegou à direção da AVIPG, Dina Duarte e a sua equipa tinham esse plano de atividades bem definido, que apostava sobretudo nas áreas de prevenção e combate a incêndios. Quando a pandemia se instalou na vida de todos, já tinha decorrido um curso para operador de motosserra e motorroçadora, ia avançar um outro para tratorista. « Estávamos com um programa cultural interessante, já tínhamos feito a apresentação de alguns livros, e prevíamos fazer um evento regional ou até mesmo nacional, também para a angariação de fundos e de apoio, porque gostaríamos que pelo menos todas as associações das aldeias tivessem uma mochila. O ideal seria que cada casa tivesse uma mochila de emergência, equipada…esperamos que haja um mecenas que acredite em nós ».

A parte inicial pré-covid foi bastante desafiante para a nova direção. « Havia um conjunto de atividades em mente e começámos a por em prática, mais na área cultural, uma aproximação das autarquias locais no sentido de nos apresentarmos e perguntarmos o que era necessário. Ainda nos falta reunir com representantes do governo, para saber o que está previsto para nós enquanto associação e enquanto zona de risco de fogo ». E também reclamar « algumas coisas que nos foram, prometidas, e não cumpridas, quer como associação quer enquanto comunidade, como região. A reflorestação que deveria ter avançado, a limpeza florestal que deveria ter tido outro incremento ».

Combater o isolamento

Dina Duarte lembra de que população estamos a falar: « as pessoas não têm capacidade económica para limpar, muito menos para pagar a quem limpe. São pessoas muito idosas, na sua maioria. Deveria ser o próprio estado, através das autarquias, a assumir essa responsabilidade. Há trabalho feito, mas foi pouco ».

A associação tem apenas cerca de 80 associados, os mesmos que tinha quando esta equipa chegou. « As pessoas só se associam se houver eventos, se houver atividades », sublinha Dina Duarte. Entretanto, a AVIPG candidatou-se a um estágio profissional, aprovado através do IEFP, « de uma pessoa que fará a ponte entre a associação e as aldeias ». Nos planos da associação está também um outro estágio, que permita dar apoio na área da limpeza dos terrenos, e que ande pelas aldeias. « porque ao fazê-lo vai combater o isolamento. Que é um grande problema nosso. Os nossos idosos sentem-se muito abandonados ».

Quanto à associação, antes do covid-19 estavam em marcha contactos com duas universidades (da Galiza e França), para estudos sobre o impacto do eucalipto naquela região. Mas desde março até as reuniões de direção passaram a ser espaçadas e limitadas. Afinal, parte dos membros são de risco.

« Agora é esperar que a pandemia passe. O que queremos dizer ao país é que estamos vivos e queremos fazer parte da solução. Nós não somos um problema, somos parte da solução« , conclui a presidente.

Dina Duarte e o marido – o pintor João Viola – moram na aldeia do Nodeirinho, que naquele incêndio perdeu 11 do seus 50 habitantes. « Atualmente nem chegamos aos 40 habitantes. No pós-incêndio ficou muita gente com traumas, com problemas, e as pessoas morrem também de tristeza ». A 17 de junho de 2017 morreram 66 pessoas no incêndio. Mais de 250 pessoas ficaram feridas. Cerca de 500 casas arderam. Os prejuízos ascenderam a 193 milhões de euros.

Liga. FC Porto empata a zero na Vila das Aves

O FC Porto não foi além de empate a zero nas Aves, diante do último classificado.

Os dragões, que desperdiçaram uma grande penalidade ainda na primeira parte, por Zé Luís, têm agora 64 pontos, mais três do que o Benfica, que joga esta quarta-feira em Vila do Conde, frente ao Rio Aves.

O Aves, após cinco derrotas consecutivas, volta a somar um ponto, mas permanece afundado no último lugar da classificação, agora com 14 pontos.

 

Resultados da 27ª jornada da I Liga de futebol (horas em Paris):

 

– Segunda-feira, 15 jun:

Marítimo – Gil Vicente, 2-1 (2-1 ao intervalo)

 

– Terça-feira, 16 jun:

Santa Clara – Portimonense, 1-1 (0-0)

Desportivo das Aves – FC Porto, 0-0

 

– Quarta-feira, 17 jun:

Paços de Ferreira – Belenenses SAD, 20:00

Rio Ave – Benfica, 22:15

 

– Quinta-feira, 18 jun:

Boavista – Vitória de Setúbal, 20:00

Sporting – Tondela, 22:15

 

– Sexta-feira, 19 jun:

Vitória de Guimarães – Moreirense, 20:00

Famalicão – Sporting de Braga, 22:15

Bayern Munique campeão alemão pela oitava vez consecutiva

O Bayern Munique sagrou-se hoje campeão alemão de futebol pela oitava vez consecutiva e 30.ª da sua história, ao vencer fora o Werder Bremen por 1-0, em encontro da 32.ª antepenúltima jornada.

A formação bávara, campeã pela 16.ª vez nos últimos 22 anos, venceu graças a um tento do avançado internacional polaco Robert Lewandowski, que apontou aos 43 minutos o seu 31.º golo na prova, batendo o seu recorde pessoal na ‘Bundesliga’.

Na classificação, e com duas jornadas por disputar, o Bayern Munique, que era sétimo após 14 rondas, passou a contar 76 pontos, contra 66 do Borussia Dortmund, segundo colocado, que tem menos um jogo disputado.

 

Alfa/Lusa.

Final da Taça de Portugal entre Benfica e FC Porto realiza-se em 01 de agosto

A final da Taça de Portugal em futebol, que vai colocar frente a frente Benfica e FC Porto, vai disputar-se em 01 de agosto, revelou hoje a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Na curta nota publicada no site oficial na Internet, o organismo adianta que “o local e o horário do jogo serão anunciados na próxima semana”.

A final da prova ‘rainha’, habitualmente disputada no final de maio no Estádio Nacional, em Oeiras, foi adiada devido à pandemia de covid-19.

 

Alfa/Lusa.

Fernando Santos renova e vai continuar como selecionador português até 2024

O técnico Fernando Santos, que levou Portugal à conquista do Euro2016, renovou contrato com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e vai continuar como selecionador nacional até 2024, anunciou hoje o organismo.

“O novo vínculo entre a FPF e Fernando Santos e a sua equipa técnica vigorará até 2024 e o selecionador nacional participará, até lá, na fase final do Euro2020, na qualificação para a segunda edição da Liga das Nações, em que defende os dois títulos conquistados por Portugal, além das qualificações para o Mundial2022 do Qatar, Liga das Nações 2023 e Euro2024”, lê-se no site oficial.

Fernando Santos, de 65 anos, chegou à seleção em setembro de 2014 e levou Portugal à conquista do Europeu de França, em 2016, e da primeira edição da Liga das Nações.

“Para nós, é um privilégio servir Portugal e o futebol português. É isso que vamos procurar continuar a fazer na mesma medida em que o temos feito, sempre com uma ambição, que é ganhar. Desde que chegámos foi a isso que nos propusemos. Sabemos que não vamos poder ganhar tudo, seguramente, mas lutar para ganhar tudo”, afirmou Fernando Santos, em declarações divulgadas pela FPF.

O técnico assumiu que este deverá ser o seu último contrato como selecionador português e lembrou seis anos de “grande sucesso”.

“Isso ninguém pode contrariar. Sucesso inequívoco para a FPF no seu todo. Agora, como sempre disse, sozinhos não vamos ganhar, mas continuo a ter a certeza de que nós todos, aqueles que sempre fizeram parte disto e vão continuar a fazer, e os novos que virão a fazer parte de tudo isto, vamos continuar a dar sucessos e alegrias ao povo português”, disse.

Também em declarações publicada no site oficial da FPF, o líder federativo, Fernando Gomes, explicou que o processo de renovação “foi muito fácil”, devido ao sucesso que foi alcançado desde que Fernando Santos ‘pegou’ na seleção portuguesa.

“Quando, em 2014, assinámos o contrato para estabelecer a relação com o Fernando Santos eu disse que era um lugar que ele desejava, que queria muito. Passados seis anos e depois de tudo aquilo que passámos em conjunto, acho que este é um lugar que o Fernando Santos merece por aquilo que deu à seleção nacional e ao futebol português”, referiu o dirigente.

Depois de quatro anos como selecionador da Grécia, Fernando Santos chegou à equipa de Portugal para render Paulo Bento e obteve a qualificação para Euro2016, que viria a conquistar, com um triunfo por 1-0 na final sobre a anfitriã França.

No ano seguinte, a seleção portuguesa participou pela primeira vez na Taça das Confederações, que decorreu na Rússia, tendo alcançado o terceiro lugar, e garantiu a qualificação para o Mundial2018.

Outra vez na Rússia, Portugal acabou eliminado pelo Uruguai (2-1), nos oitavos de final.

Pela primeira vez com o estatuto de detentora do título, a seleção nacional obteve o apuramento para a fase final do Euro2020, que vai decorrer pela primeira vez em 12 cidades de 12 países, mas o torneio, agendado para junho e julho deste ano, acabou por ser adiado para 2021, devido à pandemia da covid-19.

 

 

Alfa/Lusa.

« Não é normal pessoas a passarem fome » – Todos juntos (Som)

No próximo sábado: Todos Juntos – Ajudar quem precisa. « Não é normal pessoas a passarem fome ».

Ouça aqui a Crónica desta quarta-feira da escritora Luísa Semedo:

CARAVANA RECOLHE PRODUTOS NA REGIÃO PARISIENSE PARA AJUDAR COMUNIDADE PORTUGUESA

A iniciativa “Todos Juntos” vai recolher no próximo sábado, junto de supermercados, cafés e associações da Comunidade portuguesa, donativos, alimentos, produtos de higiene, roupas e outros bens essenciais para os Portugueses mais afetados pela Covid-19 em França.

“Estamos a pedir às pessoas que levem as suas doações a uma loja ou uma associação para no dia 20 podermos ter um ponto central e não fazer Île-de-France toda, que é complicado. A caravana vai ser composta por vários carros e vamos passar por pelo menos 20 pontos diferentes”, afirmou Fernando Lopes, Diretor-geral da Rádio Alfa, que encabeça esta iniciativa, em declarações à Lusa.

A Rádio Alfa, que difunde em português na região parisiense, uniu-se com diferentes instituições da Comunidade portuguesa para promover esta recolha de géneros e donativos que visa ajudar os Portugueses em dificuldades em França devido à pandemia de Covid-19. “A ideia estava a amadurecer há bastante tempo, porque o Clube Alfa, os amigos da Rádio Alfa, estávamos a imaginar como podíamos unir as nossas forças por uma causa forte. E aí nasceu um primeiro grupo e cada um de nós angariou mais instituições. A ideia hoje é lutar contra a Covid-19, mas teríamos prazer em dizer que todos os 20 de junho o mundo português vai estar unido por diferentes causas”, disse Fernando Lopes.

Os bens angariados nesta recolha vão ser entregues a instituições como a Santa Casa da Misericórdia de Paris e outras associações que já fazem trabalho social no apoio a famílias portuguesas em dificuldades.

À Rádio Alfa, que manteve emissões em direto durante todo o período de confinamento, chegaram e continuam a chegar vários pedidos de ajuda vindos da Comunidade. “Temos tido chamadas de pessoas que nos comunicam que há pessoas desesperadas com falta de comida ou apartamento e reencaminhamos esses pedidos”, relatou Fernando Lopes.

Apesar de não estabelecerem objetivos concretos para esta recolha, o Diretor da rádio portuguesa confessou que gostaria de ultrapassar “uma tonelada” em doações.

A Rádio Alfa está já a receber donativos na sua sede em Créteil e os pontos de recolha vão ser atualizados até sábado no seu ‘site’, sendo que há também uma linha telefónica para onde quem quer ajudar pode pedir informações.