Profissionais de saúde manifestam-se hoje em França

Os sindicatos franceses convocaram os profissionais de saúde e os trabalhadores no apoio ao domicílio a mobilizar-se para exigirem melhores condições de trabalho, designadamete aumentos dos salários mais salários mais baixos, num contexto de crise sanitária.

Os sindicatos franceses CGT, SUD ou Solidaires 31 vão sair à rua junto a partidos políticos, nomeadamente, A França insubmissa e o Novo Partido Anticapitalista, para denunciar as condições de trabalho dos profissionais de saúde, reclamar aumentos salariais e novas contratações.

CRONOLOGIA: Covid-19: Doença afetou mundo inteiro em menos de seis meses

CRONOLOGIA: Covid-19: Doença afetou mundo inteiro em menos de seis meses

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 A doença respiratória covid-19 apareceu na China, no final de 2019, mas espalhou-se rapidamente pelo mundo, já que não existe imunidade nem conhecimento do novo coronavírus.

A Organização Mundial de Saúde declarou a covid-19 como uma pandemia em 11 de março – há 100 dias – e, até o final daquele mês, o mundo já registava mais de meio milhão de pessoas infetadas e quase 30.000 mortes. Hoje os números cresceram para mais de 430 mil mortos e mais de 7,8 milhões de pessoas infetadas em 196 países e territórios.

O alastramento da doença e suas consequências está detalhado na seguinte cronologia, que não é exaustiva.

2019

31 dezembro – Autoridades de saúde chinesas informam a Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre um conjunto de 41 pacientes com uma pneumonia misteriosa. A maioria está ligada ao mercado de comida de Huanan, da cidade chinesa de Wuhan.

2020

01 janeiro – Mercado de Huanan é fechado.

07 janeiro – Autoridades chinesas identificam vírus que causa doença semelhante à pneumonia como um novo tipo de coronavírus (chamado de SARS-CoV-2 e relacionado aos coronavírus de morcego e pangolim).

11 janeiro – China regista primeira morte ligada ao novo coronavírus, um homem de 61 anos de Wuhan.

13 de janeiro – Tailândia anuncia primeira infeção por coronavírus fora da China.

23 janeiro – China coloca cidade de Wuhan em quarentena – e o resto da província de Hubei dias depois.

30 janeiro – OMS declara surto como emergência global de saúde pública.

31 janeiro – Presidente dos EUA proíbe a entrada de estrangeiros nos EUA que tenham estado na China nas duas semanas anteriores.

02 fevereiro – Primeira morte por coronavírus fora da China é registada nas Filipinas – um residente de Wuhan de 44 anos.

07 fevereiro – Morre o médico chinês que alertou para a existência de um surto de um novo coronavírus, Li Wenliang.

09 fevereiro – O número de mortes na China supera o da epidemia de SARS de 2002-2003, com 811 mortes.

11 fevereiro – OMS anuncia que a doença causada pelo novo coronavírus será oficialmente chamada covid-19.

12 fevereiro – Infeções por coronavírus alastram-se à Coreia do Sul.

14 fevereiro – Egito confirma primeiro caso de coronavírus, tornando-se o primeiro país da África a ser afetado pelo surto.

– Primeira morte por coronavírus registada fora da Ásia – um turista chinês de 80 anos que morreu em França.

19 fevereiro – Irão anuncia dois casos de coronavírus e horas depois confirma mortes.

24 fevereiro – Itália torna-se o país mais atingido da Europa.

26 fevereiro – Brasil confirma primeiro caso de coronavírus que é também o primeiro da América Latina.

28 fevereiro – Irão regista 34 mortes em 388 casos e torna-se país com maior número de mortes por covid-19 fora da China.

29 fevereiro – Primeira morte por coronavírus nos EUA – um homem de 50 anos no Estado de Washington.

02 março – Portugal regista os dois primeiros casos no país.

06 março – Número de casos atinge os 100 mil infetados em todo o mundo.

08 março – Itália coloca 16 milhões de pessoas em quarentena na região norte da Lombardia quando chega aos 5.800 casos e mais de 230 mortes. A área isolada inclui Milão e Veneza.

09 março – Portugal suspende voos com zonas mais afetadas da Itália.

10 março – Itália decide estender quarentena a todo o país.

– Surto no Irão piora muito com aumento para quase 900 novos casos e 291 mortes.

11 março – OMS declara novo coronavírus como pandemia.

– Presidente dos EUA, Donald Trump, proíbe todas as viagens de 26 países europeus.

12 março – Portugal decide declarar estado de alerta e fechar escolas.

13 março – Trump declara emergência nacional nos EUA.

– OMS determina Europa como novo epicentro da pandemia.

14 março – Espanha regista pico de quase 2.000 novos casos num dia e decreta quarentena parcial, restringindo as saídas de casa exceto para trabalho, farmácia ou hospitais.

15 março – Casa Branca estende proibição de viagens da Europa para incluir Reino Unido e Irlanda.

16 março – Investigadores dos EUA administram primeiro teste de uma vacina experimental contra o coronavírus.

– Alemanha fecha fronteiras com França, Áustria, Suíça, Luxemburgo e Dinamarca com exceção de mercadorias e pessoas que trabalham em países vizinhos.

– França impõe restrições rigorosas à circulação de pessoas por duas semanas.

– Portugal regista primeira morte e fecha fronteiras com Espanha.

17 março – União Europeia (UE) anuncia proibição de viagens não essenciais durante 30 dias.

– Portugal declara situação de calamidade pública em Ovar.

18 março – Canadá e EUA fecham fronteiras a tráfego não essencial.

– Bélgica coloca país em quarentena, tornando-se o quarto país da Europa a fazê-lo, depois da Itália, França e Espanha.

– Itália regista dia mais mortal do surto, com mais 475 mortes.

– Portugal regista segunda morte.

19 março – China regista dia sem novas infeções, pela primeira vez desde o início da pandemia.

– Banco Central Europeu anuncia plano de 750 mil milhões de euros para ajudar a economia da zona euro.

– Itália supera China como país com mais mortes relacionadas com o coronavírus, com 3.405 mortes. Número total de mortes na China ficou em 3.242.

– Austrália e Nova Zelândia decidem fechar fronteiras a estrangeiros.

21 março – Sri Lanka e Jordânia impõem recolher obrigatório.

– Casos de coronavírus no estado de Nova York superam 10.000.

22 março – Portugal ativa plano nacional de emergência.

– Colômbia anuncia morte de 23 prisioneiros em motim causado por medo do coronavírus.

23 março – OMS anuncia a existência de 300.000 casos no mundo, enquanto Universidade Johns Hopkins aponta para 350.000.

– Reino Unido impõe quarentena nacional por três semanas e restringe circulação das pessoas.

– África do Sul impõe quarentena por 21 dias, depois de número de casos crescer 47% num dia.

– Arábia Saudita impõe toque de recolher depois de suspender voos internacionais, locais públicos e instituições.

– Hong Kong proíbe entrada de turistas ao ultrapassar 350 casos.

– Nova Iorque confirma ter 21.000 casos, tornando-se o epicentro do surto nos EUA.

24 março – Egito impõe recolher obrigatório durante duas semanas.

– Índia impõe quarentena de três semanas e toque de recolher, além de restringir circulação interna entre Estados.

– Japão anuncia adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 para 2021.

25 março – Tailândia anuncia estado de emergência com 827 casos e quatro mortes.

26 março – Total de casos nos EUA chega a 82.404 – o mais alto do mundo – superando os 81.782 da China e os 80.589 da Itália.

– França entra em estado de emergência por dois meses.

– Grande Muralha da China reabre parcialmente depois de fechada por dois meses.

– África do Sul impõe quarentena de 21 dias quando se torna país mais atingido da África Subsaariana.

– Nova Zelândia inicia quarentena de um mês.

– Rússia suspende voos internacionais, com exceção dos de repatriamento.

27 março – Coronavírus infeta 500.000 pessoas em todo o mundo e provoca mais de 30 mil mortes, segundo Universidade Johns Hopkins.

30 março – Nigéria anuncia quarentena parcial nas cidades de Lagos, Abuja e Ogun por 14 dias.

31 março – Mais de um terço da humanidade está sob algum tipo de confinamento.

02 abril – Registado um milhão de infetados por covid-19 no mundo com mais de 51.000 mortes.

– Comissão Europeia anuncia que Itália será primeiro país a receber ajuda financeira da UE.

04 abril – Dubai entra em quarentena de duas semanas, já que os Emirados Árabes Unidos registam mais de 1.500 casos confirmados.

07 abril – Mais de 40 Estados dos EUA impõem confinamento.

– Israel impõe confinamento completo no feriado da Páscoa judaica.

– Japão declara estado de emergência por um mês após um forte aumento do número de casos.

08 abril – Etiópia declara estado de emergência.

10 abril – Número global de mortos ultrapassa os 100.000, segundo Universidade Johns Hopkins.

– Apple e Google anunciam parceria para tecnologia de smartphones que faça rastreamento da propagação da pandemia.

11 abril – EUA superam Itália no número de mortes, tornando-se país mais atingido do mundo, com 18.860 óbitos.

14 abril – Donald Trump ordena a suspensão do financiamento. norte-americano à OMS.

– Itália permite abertura de livrarias, papelarias e lojas de roupas de crianças.

– Áustria permite abertura de lojas, mas mantém teletrabalho.

15 abril – Número de casos de coronavírus em todo o mundo supera 2 milhões, segundo Universidade Johns Hopkins.

19 abril – Europa supera 100.000 mortes por coronavírus, segundo Universidade Johns Hopkins.

20 abril – Alemanha reabre livrarias, lojas de bicicletas e concessionárias de carros.

– Irão permite abertura de algumas lojas e estradas entre cidades.

– Preços do petróleo mergulham em território negativo.

23 abril – Donald Trump sugere explorar desinfetantes para tratamento da covid-19, mas médicos contestam.

24 abril – Médicos do Brasil alertam para proximidade de colapso dos hospitais, mas Presidente desvaloriza surto, com quase 53.000 infetados e 3.600 mortes.

25 abril – China anuncia que não há casos de coronavírus nos hospitais de Wuhan.

– Continente africano atinge 30.000 casos de coronavírus, segundo Centros para Controlo e Prevenção de Doenças de África. África do Sul tem a maioria dos casos, com 4.361 infetados, seguida pelo Egipto, Marrocos e Argélia.

27 abril – Rússia supera China no número de casos confirmados, com 87.147 infeções.

– Número total de casos de coronavírus chega a 3 milhões, de acordo com Universidade Johns Hopkins.

30 abril – OMS anuncia estar a investigar possível ligação entre o coronavírus e a síndrome de Kawasaki, uma doença de causa desconhecida que afeta principalmente crianças menores de 5 anos.

01 maio – Portugal ultrapassa as mil mortes.

02 maio – Número de casos no continente africano ultrapassa 40.000, seis mil dos quais são na África do Sul. Lesoto é único país africano sem casos.

03 maio – Número de casos no Brasil ultrapassa 100.000.

05 maio – OMS refere pede para países investigarem possíveis casos de covid-19 anteriores a dezembro de 2019.

06 maio – Previsão da Comissão Europeia aponta para contração recorde da economia de 7,5%.

10 maio – Casos confirmados ultrapassam 4 milhões, com quase 280.000 mortes, segundo Universidade John Hopkins.

– Papa pede união aos países da União Europeia para lidar com consequências sociais e económicas da pandemia.

11 maio – Vários países, como Espanha, Irão, Itália, Dinamarca, Israel, Alemanha, Nova Zelândia e Tailândia, diminuem restrições de confinamento.

13 maio – Brasil ultrapassa 12 mil mortos e tem o seu dia mais mortal, com 881 novas mortes.

– Relatório da ONU prevê queda de 3,2% da economia mundial, a contração mais acentuada desde a Grande Depressão de 1929.

14 maio – Primeiro caso detetado num campo de refugiados do Bangladesh, onde vivem mais de 1 milhão de rohingya.

15 maio – China passa a marca de um mês sem nenhuma nova morte por coronavírus.

16 maio – Casos confirmados no Brasil superaram os da Espanha e Itália, tornando o surto no Brasil o quarto maior do mundo, com 14.919 novos infetados em 24 horas e um total de 233.142.

18 maio – Uso de máscara em Portugal passa a ser obrigatório a partir dos 10 anos.

20 maio – Mais de 100.000 casos são relatados à OMS em 24 horas.

– Cidade de Wuhan proíbe comércio e consumo de animais selvagens durante cinco anos.

21 maio – Número de casos de covid-19 ultrapassa 5 milhões.

– Médio Oriente reforça medidas de segurança devido ao Ramadão.

– Brasil regista outro recorde de mortes diárias, com 1.188 casos.

– Agência de Segurança da Aviação da União Europeia recomenda que todos os passageiros usem máscaras e que o acesso aos terminais do aeroporto seja limitado.

22 maio – Vacina experimental da Universidade de Oxford começa a ser experimentada em humanos.

– Brasil supera Rússia no número total de casos confirmados, atingindo os 330.890, atrás apenas dos EUA, com 1,6 milhão de casos.

24 maio – China anuncia três novos casos de covid-19.

26 maio – Suécia admite ter uma das maiores taxas de mortalidade do mundo, com cerca de 40 mortes por 100.000 pessoas, mas defende método adotado.

– OMS diz que continente americano é novo epicentro da pandemia.

27 maio – EUA superaram 100.000 mortes por covid-19.

28 maio – OMS anuncia criação de base para novas fontes de financiamento para preparar vacinas e prevenir futuras pandemias.

31 maio – Número de infetados ultrapassa 6 milhões em todo o mundo, com 370 mil mortos, segundo Universidade Johns Hopkins.

– Norte-americanos fazem manifestações em cidades de todo o país para protestar contra morte de George Floyd durante pico da pandemia no país.

01 junho – Restrições pelo coronavírus são atenuadas em muitos países, da Ásia à Europa, mesmo com protestos dos EUA contra violência policial a provocarem temores de novos surtos.

– América Latina ultrapassa um milhão de casos.

02 junho – África ultrapassa 150 mil infetados e 4.300 mortos.

– Líder do Banco Mundial alerta para falta de fundos para os mais pobres.

08 junho – Banco Mundial estima recessão de 5,2% na economia mundial em 2020.

– OMS diz que situação está a piorar globalmente apesar de progressos na Europa.

10 junho – Comissão Europeia diz ter “provas suficientes” de desinformação chinesa sobre surto.

– Bruxelas propõe reabertura gradual das fronteiras externas a partir de 01 julho.

11 junho – Rússia ultrapassa 500 mil infetados.

– OMS alerta para aceleração do ritmo de contágio em África e pede vigilância.

13 junho – Índia regista aumento diário recorde e eleva total de casos para mais de 308 mil.

14 junho – OMS anuncia número novo recorde de casos em 24 horas, com mais de 142.000 novos infetados, o que eleva o total para 7,69 milhões de pessoas doentes.

PM Costa apela aos portugueses para que façam férias em Portugal

Costa puxa pelo turismo interno e pede desculpa pelo “egoísmo” de ter gostado do ‘novo’ Algarve

TIAGO PETINGA

Primeiro-ministro diz que, a par da saúde pública, é preciso ajudar a economia. E apela aos portugueses para que façam férias dentro de portas. Com um pedido de desculpas pelo « egoísmo »: “Que bom que foi ver o Algarve sem as enchentes do costume!”

Alfa/Expresso. Por David Dinis

Oprimeiro-ministro aproveitou os feriados e a ponte e foi até ao Algarve. Esta segunda-feira, ao lançar a campanha do Turismo de Portugal que pede aos portugueses para fazerem férias cá centro (#tupodes. Visita Portugal), António Costa pediu para fazer um desabafo em jeito “egoísta”: “Vi o Algarve como não via desde os anos 60. É uma oportunidade rara. Enquanto primeiro-ministro não desejo, mas deixem-me por um momento ser egoísta: que bom que foi ver o Algarve sem as enchentes e filas do costume! Até quando apanhei no regresso um engarrafamento… até esse momento me satisfez, aí já como primeiro-ministro. É mesmo uma oportunidade!”.

O desabafo, na cerimónia que ocorreu em Lisboa, seguiu-se a um outro no mesmo sentido. Costa lembrou-se do dia em que foi até à Baixa de Lisboa, uma cidade deserta, e colocou-se a si mesmo uma questão: “Há quanto tempo os lisboetas não vêm à Baixa? Hoje têm o privilégio de a poder ver só para si. Quase só para nós. Não está cheio de gente. Isto não vai durar muito”.

Esta é a convicção de Costa. Se as fronteiras estão a ser reabertas esta segunda-feira no espaço Europeu (Espanha fica para junho), se Portugal é um país “de braços abertos” para os turistas que vêm de fora, este será mesmo assim o ano em que o turismo viverá dos portugueses. No mundo, disse o chefe de Governo, “todos vamos fazer mais férias no nosso país do que no exterior.” Daí o desafio aos portugueses: “Se temos o privilégio de viver no melhor destino do mundo, não teremos um ano tão bom para aproveitar como este ano”.

Para o primeiro-ministro não é só uma questão de lazer. É também de sobrevivência para muitos. Pelo que a mensagem também foi de solidariedade para com os trabalhadores do sector, de motivação para os empresários. “Só tínhamos duas opções: ou ficar parados à espera que passe ou fazer acontecer. E nós não somos de ficar parados.”

“Há dois meses”, confidenciou Costa, “reuni-me com o presidente da Confederação do Turismo. E perguntei: como vai ser? ‘Catástrofe. Isto vai estar tudo parado’”. Mas não, garantiu Costa. “Hoje felizmente poucos são os que ainda não abriram. Temos de abrir, não podemos ficar à espera que passe. Temos de proteger também o emprego e as empresas portuguesas e de fazer viver estes territórios.”

Antes, já o ministro de Estado e da Economia, Siza Vieira, dava os argumentos para os portugueses sentirem segurança na marcação de férias: “Atuámos cedo. E fechámo-nos dentro de casa, como muitos outros países fizeram. Foram momentos que revelaram o melhor de Portugal: os portugueses e o sentido de comunidade que nos levou a tomar conta de nós”. Agora, disse Siza, “podemos encarar a nossa saúde pública com uma confiança que os números revelam”. Horas antes, a ministra da Saúde tinha revelado um pouco mais de ceticismo, ao dizer na conferência de imprensa diária com a diretora da DGS que os números da Região de Lisboa e Vale do Tejo, a continuarem, podem levar a um recuo nas medidas de desconfinamento.

A sintonia entre os dois ministros fez-se, talvez, no apelo a que o regresso a férias se faça com cuidados: “É o tempo de reconquistarmos o espaço público. Com cautela, com as máscaras, normas de higiene”, disse Siza, perante os empresários do sector – os que estiveram na cerimónia, de máscara na cara. “Que sejamos capazes de voltar a ocupar o território. Tanta coisa para ver, agora com olhos desconfiados.”

Covid-19. Festa ilegal em Lagos originou pelo menos seis infetados

Covid-19. Festa ilegal em Lagos originou pelo menos seis infetados. Portugueses preocupados com acesso a alimentos

Presidente da Câmara de Lagos garante que festa tinha muito mais pessoas do que as “10 a 15” inicialmente apontadas.

Entrentanto, segundo o jornal Expresso, um em cada três portugueses reportam incerteza quanto ao acesso a alimentos, devido a dificuldades económicas, aponta estudo da DGS.

OE2020: Novo ministro das Finanças inaugura hoje audições sobre Orçamento Suplementar

O novo ministro das Finanças, João Leão, vai ser ouvido hoje pelos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças (COF) do parlamento, no âmbito da discussão sobre o Orçamento Suplementar apresentado na semana passada.

Às 09h30, João Leão começará a ser ouvido pelos deputados e dará início a um processo com fim apontado para o dia 03 de julho, data prevista para a votação final global do documento apresentado pelo Governo, de acordo com o calendário disponível no ‘site’ da Assembleia da República.

Da parte da tarde de hoje, às 15:00, é a vez da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, ser ouvida pelos deputados.

Na quarta-feira, o documento será debatido em plenário, pelas 15:00, e a proposta de Lei do Governo que altera o Orçamento do Estado que entrou em vigor em 01 de abril será também votada na generalidade.

A partir de quinta-feira deverá arrancar a fase de especialidade, com audições de secretários de Estado do Ministério da Saúde, e, na sexta-feira, com secretários de Estado do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Ao contrário do que acontece num Orçamento do Estado normal, não serão ouvidos todos os ministros do Governo.

Na semana seguinte, para o dia 23 de junho, da parte da manhã está marcada uma audição para os secretários de Estado do Ministério da Economia e da Transição Digital e, à tarde, para secretários de Estado das Finanças.

O dia 24 de junho, quarta-feira, marca o fim do prazo para propostas de alteração, por parte dos partidos, à proposta de Lei do Governo, e os dois dias seguintes destinam-se à elaboração e distribuição dos guiões de votações na especialidade.

Já para terça-feira da semana seguinte, dia 30 de junho, está marcada a votação na especialidade, cuja eventual continuação está prevista para o dia seguinte, 01 de julho.

O processo deverá encerrar-se com a votação final global do documento apresentado pelo Governo, às 10:00 do dia 03 de julho, uma sexta-feira.

A proposta de Orçamento Suplementar para este ano prevê um défice de 6,3% e um rácio da dívida pública face ao Produto Interno Bruto (PIB) de 134,4%.

O documento, que surge como resposta à crise provocada pela covid-19, reflete o Programa de Estabilização Económica e Social e prevê, entre outras medidas, um reforço adicional do orçamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 500 milhões de euros.

Covid-19: Pandemia já matou mais de 435 mil pessoas e infetou mais de oito milhões

Covid-19: Pandemia já matou mais de 435 mil pessoas e infetou mais de oito milhões

Covid-19: Pandemia já matou mais de 435 mil pessoas e infetou mais de oito milhões

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A pandemia do novo coronavírus provocou a morte a pelo menos 435.176 pessoas e contagiou mais de oito milhões, de acordo com o último balanço feito pela agência France-Presse (AFP), às 22:00 GMT.

Os dados oficiais de vários países compilados pela AFP indicam que dos 8.000.202 casos de infeção pelo SARS-CoV-2 confirmados, cerca de 2.417.902 foram registados na Europa, que contabiliza 188.085 óbitos.

Os Estados Unidos da América (EUA) são o país mais afetado pela pandemia, com 2.110.182 infeções confirmadas e 116.081 mortes.

A agência de notícias francesa sublinha que foram contabilizadas mais de um milhões de novas infeções nos últimos oito dias.

Contudo, este total poderá representar apenas uma fração do número real de infeções no mundo, uma vez que há um grande número de países que apenas está a fazer testes à presença do novo coronavírus em casos graves ou porque possuem capacidades limitares de rastreamento da covid-19, alerta a AFP.

Marítimo volta a vencer seis jornadas depois

O Marítimo regressou hoje aos triunfos, seis jornadas depois, ao vencer na receção ao Gil Vicente por 2-1, no jogo de abertura da 27ª jornada da I Liga de futebol.

Os gilistas, que somaram o quarto encontro consecutivo sem vencer e terceira derrota seguida, até começaram melhor e adiantaram-se logo aos oito minutos, através do búlgaro Kraev, que beneficiou de um erro da defensiva contrária, e falharam a hipótese de igualar aos 85, quando Charles defendeu uma grande penalidade de Sandro Lima.

Pelo meio, o Marítimo protagonizou a reviravolta no marcador, ainda na primeira parte, com golos de Rodrigo Pinho, aos 30 minutos, e de Rodrigão, este na própria baliza, aos 45+3.

Com esta vitória, o Marítimo reforçou para já o 15º lugar, agora com 28 pontos, mais oito do que o Portimonense, primeira equipa abaixo da linha de despromoção, enquanto a equipa de Barcelos ocupa o 11º lugar, com 30.

 

Resultados da 27ª jornada da I Liga de futebol:

 

– Segunda-feira, 15 jun:

Marítimo – Gil Vicente, 2-1 (2-1 ao intervalo)

 

– Terça-feira, 16 jun:

Santa Clara – Portimonense, 20:00 (Cidade do Futebol)

Desportivo das Aves – FC Porto, 22:15

 

– Quarta-feira, 17 jun:

Paços de Ferreira – Belenenses SAD, 20:00

Rio Ave – Benfica, 22:15

 

– Quinta-feira, 18 jun:

Boavista – Vitória de Setúbal, 20:00

Sporting – Tondela, 22:15

 

– Sexta-feira, 19 jun:

Vitória de Guimarães – Moreirense, 20:00

Famalicão – Sporting de Braga, 22:15

 

Alfa/Lusa.

Covid-19/França: « O grosso da epidemia ficou para trás »

Covid-19: « O grosso da epidemia ficou para trás » – ministro da Saúde francês

Covid-19: O grosso da epidemia ficou para trás - ministro da Saúde francês

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O ministro da Saúde francês, Olivier Véran, disse hoje que a “maior parte epidemia de covid-19 ficou para trás”, salientando, contudo, que a luta contra o novo coronavírus “não está terminada”.

« O vírus não deixou de circular no território e assim, não significa que estamos parados frente ao vírus », explicou Véran, lembrando que as medidas de contenção e outras restrições permanecem em vigor.

« Continuamos os testes e o rastreamento de contactos e devemos evitar o ajuntamento de pessoas em ambientes fechados », alertou.

O ministro da Saúde lembrou também as proibições de ajuntamentos com mais de 10 pessoas na via pública e grandes eventos (mais de cinco mil pessoas), que permanecem em vigor.

“Embora o governo tenha conseguido aliviar as restrições desde o início do desconfinamento, seremos capazes de tomar medidas de proteção, se necessário », disse.

Nas últimas 24 horas foram registadas nove mortes, o número mais baixo desde meados de março.

Em França já morreram 29.407 pessoas por covid-19.

Covid-19: Limitações ao desconfinamento impostas na zona de Lisboa terminam hoje

Covid-19: Limitações ao desconfinamento impostas na Área Metropolitana de Lisboa terminam hoje

Covid-19: Limitações ao desconfinamento impostas na Área Metropolitana de Lisboa terminam hoje

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 As limitações especiais impostas na Área Metropolitana de Lisboa (AML) no âmbito da terceira fase de desconfinamento devido à pandemia de covid-19 são hoje levantadas, passando a ser permitida a abertura dos centros comerciais e concentrações até 20 pessoas.

As restrições tinham sido impostas no início do mês, devido ao número de surtos de covid-19 na região, e estavam, sobretudo, relacionadas com atividades com “grandes aglomerações de pessoas”.

Assim, a partir de hoje passam a aplicar-se as regras gerais que já estão em vigor no resto do país desde o início do mês, previstas na terceira fase de desconfinamento.

Também na AML passam a ser permitidas as concentrações até 20 pessoas (até agora o limite era de 10 pessoas) e podem reabrir os estabelecimentos com área superior a 400 m2 ou inseridos em centros comerciais, bem como as respetivas áreas de consumo de comidas e bebidas, e as Lojas do Cidadão.

É igualmente permitida a abertura de parques aquáticos, escolas de línguas e centros de explicações.

Contudo, continua a existir a regra que os estabelecimentos que retomaram ou retomem a atividade só podem abrir a partir das 10:00, mas excluem-se deste regime os ginásios e as academiais.

Além disso, é alargada a todo o território a regra da limitação a dois terços dos ocupantes na circulação de veículos particulares com lotação superior a cinco lugares, salvo se todos os ocupantes forem do mesmo agregado familiar.

No comunicado do Conselho de Ministros em que foi decidido o levantamento das restrições ao desconfinamento na AML, na semana passada, era ainda referido que as atividades e espaços que permanecem encerrados podem abrir quando dispuserem de orientações específicas da Direção-Geral da Saúde relativas ao seu funcionamento.

A terceira fase do plano de desconfinamento no continente português devido à pandemia de covid-19 arrancou em 01 de junho com o fim do « dever cívico de recolhimento » e a reabertura de centros comerciais, salas de espetáculos, cinemas, ginásios, piscinas e Lojas do Cidadão.

A AML integra os municípios de Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

Recessão: as graves consequências financeiras em França. Por Pascal de Lima

As consequências financeiras gigantescas da crise sanitária e a recessão em França.

Ouça aqui as explicações de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo: