Os cenários utópicos ou catastróficos para a saída da crise sanitária. Opinião

Crónica de terça, 02.

Os cenários pós crise covid-19, analisados pelo economista e professor Pascal de Lima – dos mais utópicos aos mais catastróficos.

Escolha um, depois de ouvir aqui a última crónica de Pascal de Lima, esta terça-feira na Rádio Alfa:

Covid-19/França. Já há saldos (discretos), mas oficialmente só começam a 15 de julho

Covid-19/França. Já há saldos (discretos), mas oficialmente só começam a 15 de julho e vão durar quatro semanas.

Os franceses recomeçam hoje a viver uma vida « normal » e  podem agora frequentar esplanadas, cafés, restaurantes e praias.

Mas com muita prudência e medo porque o vírus continua a ser uma ameaça num país onde já fez cerca de 30 mil mortos e colocou a economia quase parada durante dois meses e meio.

Algumas lojas e centros comerciais que já começaram a propor saldos discretos e, como se diz, « por baixo da mesa ».

 Les soldes démarreront le 15 juillet annonce le ministre de l’Economie.

Trump ameaça pôr “milhares e milhares de soldados fortemente armados” na rua para travar protestos

Trump ameaça pôr “milhares e milhares de soldados fortemente armados” na rua para travar protestos. Washington vai receber reforço da Guarda Nacional

YURI GRIPAS

Em causa estão as manifestações após a morte de George Floyd. “Sou o vosso Presidente da ordem e da lei e um aliado de qualquer manifestante pacífico”, diz Trump. Dois mortos em Chicago, pilhagens e detenções continuam em várias cidades

EUA/Floyd: Dois mortos em Chicago, pilhagens e detenções continuam em várias cidades

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Redação, 02 jun 2020 (Lusa) – Duas pessoas morreram durante os distúrbios em Cicero, Chicago, enquanto os protestos pela morte do afro-americano George Floyd às mãos da polícia continuam em várias cidades dos Estados Unidos, bem como as pilhagens.

O porta-voz da autarquia de Cicero, Ray Hanania, disse que 60 pessoas foram detidas naquela localidade de cerca de 84 mil habitantes, localizada a oeste de Chicago. Hanania não forneceu informações adicionais sobre os mortos ou em que circunstâncias ocorreram.

ALfa/Expresso

Numa altura em que alguns manifestantes se reuniram para protestar em frente à residência oficial do Presidente, Donald Trump foi ao Rose Garden, um dos jardins da Casa Branca, reafirmar a possibilidade de avançar com a força militar para conter os protestos que decorrem em várias cidades norte-americanas na sequência da morte de George Floyd.

“Vou lutar para vos proteger”, disse, dirigindo-se a “todos os americanos”. “Sou o vosso Presidente da ordem e da lei e um aliado de qualquer manifestante pacífico.”

Numa curta declaração aos jornalistas, e sem direito a perguntas, o presidente norte-americano ameaçou recorrer ao exército para travar a revolta popular. “Se as cidades [e os Estados] não aceitarem tomar medidas, vou mobilizar as forças armadas dos EUA e resolver rapidamente o problema”, ameaçou. Para o chefe da Casa Branca, essas medidas implicam uma “presença esmagadora” das autoridades nas ruas.

Esta segunda-feira, Trump já tinha instigado os governadores a endurecerem a repressão, a deterem manifestantes e a prendê-los durante muitos anos — caso contrário, “vão passar por idiotas”.

Lamentando a morte de Floyd às mãos da polícia, Donald Trump virou o discurso para a capital e prometeu tomar medidas “imediatas para parar a violência e restaurar a segurança e proteger a grande capital, Washington, DC”. “O que aconteceu nesta cidade na noite passada foi uma desgraça completa”, afirmou, referindo-se aos protestos e aos confrontos que tomaram as ruas.

A Washington vai chegar um reforço de entre 600 a 800 membros da Guarda Nacional de cinco estados (Delaware, New Jersey, New York, Ohio and Utah). O presidente norte-americano fala em “milhares e milhares de soldados fortemente armados” disponíveis para tomar as ruas.

Em relação à capital dos EUA, Trump disse mais: o toque de recolher obrigatório, pelas 19h, será “rigorosamente cumprido”.

Covid-19. Governo concentra meios no combate ao surto em Lisboa e Vale do Tejo

Portugal regista hoje 1.424 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que no domingo, e 32.700 infetados, mais 200, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Destes 200 novos infetados, 193 registaram-se na na Região de Lisboa e Vale do Tejo, (onde desde há vários dias se têm registado maior número de novos contágios com o  vírus).

Surtos regionas inquietantes que conduziram o Governo,  hoje, em  conferência de imprensa, a apontar para a concentração de esforços no combate à pandemia nesta região de Lisboa, 0nde o desconfinamento, já aligeirado no país, continua muito limitado e apertado na região:

 

Covid-19/Portugal: mais 200 casos (menor número dos últimos sete dias), 14 mortos e 143 recuperados

Covid-19: mais 200 casos (menor número dos últimos sete dias), 14 mortos e 143 recuperados.

Informação oficial do boletim de hoje da Direção-Geral da Saúde

14 mortes, 200 novos casos e 143 recuperados

O boletim de hoje da Direção-Geral da Saúde regista mais 14 mortes, 200 casos de covid-19 e 143 curados em Portugal (dados relativos a domingo).

No total, há agora 1.424 vítimas mortais, 32.700 casos confirmados e 19.552 recuperados.

Portugal regista hoje 1.424 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que no domingo, e 32.700 infetados, mais 200, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de domingo, em que se registavam 1.410 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1%. Já os casos e infeção subiram 0,6%.

Na Região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado maior número de surtos, há mais 193 casos de infeção (+1,7%)

Confinado ou desconfinado, o pobre lixa-se sempre. Opinião

Confinado ou desconfinado, o pobre lixa-se sempre

O confinamento foi uma tragédia para os mais pobres, por causa da economia; o desconfinamento está a ser uma tragédia para os mais pobres, por causa do vírus. Porque o problema nunca é a tragédia que bate no pobre, é a pobreza que lhe tira todas as defesas

Alfa/Expresso, Por Daniel Oliveira

Não é possível, sem o trabalho de sociólogos, comparar o aumento da covid-19 com a condição social dos infetados. Mas desde o início de maio que sabemos, por trabalhos da Escola Nacional de Saúde Pública, que os concelhos com maiores taxas de desemprego e maiores desigualdades de rendimento eram os que tinham mais casos de covid-19. Olhando para o que está a acontecer em Lisboa, percebemos que são os mais pobres que estão a sofrer mais com o desconfinamento. Os concelhos que registam maiores aumentos na região de Lisboa e Vale do Tejo foram Loures, Barreiro, Amadora, Moita, Seixal e Montijo. E não é por acaso que esta é a região mais massacrada. A caricatura irritantemente instalada de uma região privilegiada trata-a como uniforme. Só que Lisboa sofre o preço alto do centralismo, com periferias onde se concentra pobreza, precariedade e desigualdade, sobretudo entre os trabalhadores.

Os surtos na plataforma logística da Azambuja e no bairro degradado da Jamaica – é interessante a abissal diferença de comportamento das autoridades nas duas situações – mostram como há um país que esteve sempre em risco e que, com a pressão do regresso generalizado ao trabalho, levou a primeira pancada. Parece que os centros comerciais vão manter-se fechados. Não contesto, mas não deixo de achar graça que os momentos de lazer, e não as condições de trabalho e de transporte, sejam a única preocupação que sobra com os pobres. Assim como não deixa de ser revoltante haver quem julgue pessoas que vivem em barracas por não ficarem fechadas em “casa” ou ouvir a ministra da Saúde a responsabilizar os trabalhadores da plataforma logística pelo contágio.

Defendi o urgente regresso das atividades económicas porque também foram os mais pobres quem mais sofreu com o confinamento. O tal estudo do início de maio dizia-nos que um quarto das pessoas que ganham 650 euros mensais perdeu a totalidade do rendimento e isso só aconteceu a 6% dos que ganham mais de 2500 euros. Ao fim de um mês penso que a situação será muito mais dramática. E não é só o rendimento. São as crianças afastadas da escola e sem acesso a computadores e Internet ou casas sem condições para lá permanecer durante quase dois meses. O confinamento foi uma tragédia para os mais pobres, por causa da economia; o desconfinamento está a ser uma tragédia para os mais pobres, por causa do vírus.

É por isso que tenho recusado o absurdo combate de trincheiras que opõe “desconfinadores” e “confinadores”, corajosos e responsáveis. De um lado e do outro, ouvi absurdas certezas científicas sobre um vírus de que tão pouco se sabia. De um lado e do outro, se falou em nome dos pobres massacrados pelo desemprego ou pela pandemia. Defender a ponderação dos dois fatores sempre foi o menos sexy. Nunca garantirá a ninguém o estatuto de visionário, que percebeu a verdade antes de todos os outros. Mas parece-me que foi e continua a ser a única posição intelectualmente séria.

Quanto à pobreza, a questão é tragicamente mais simples. E resume-se assim: os pobres lixam-se sempre. Lixam-se confinados, lixam-se desconfinados. E é por isso que o problema não é o vírus inesperado ou o desconfinamento inevitável. O problema é a desigualdade. E essa não tem nada de inevitável. Se houver um terramoto quem se lixa mais são os mais pobres. E quando chega a reconstrução são os mais pobres que são expulsos da nova cidade. Numa sociedade desigual, a catástrofe lixa o mais pobre tanto como o lixa a solução. Porque o problema nunca é a tragédia que bate no pobre, é a pobreza que lhe tira todas as defesas para lidar com essa tragédia.

É por isso que defendo, desde o primeiro dia, que o critério do confinamento e do desconfinamento tinha de ser sanitário e social. E que enquanto continuarmos a ser uma das sociedades mais desiguais da Europa não seremos exemplo de nada. O que corra bem deixará sempre de fora demasiada gente. Os outros, o país que se trama, são os moradores do Bairro da Jamaica ou os trabalhadores da Plataforma Logística da Azambuja. E, para tornar tudo um pouco mais chocante, uns e outros ainda são apontados como responsáveis pelo seu próprio infortúnio.

Dívida pública portuguesa sobe para o valor mais elevado de sempre

Dívida pública sobe para o valor mais elevado de sempre

TIAGO PETINGA/LUSA

A dívida pública na ótica de Maastricht – a que conta para Bruxelas – atingiu 262,1 mil milhões de euros em abril, o valor mais elevado de sempre

Afa/Lusa. Por Sónica M.Lourenço

Com o impacto da pandemia de Covid-19 a sentir-se em pleno em Portugal, a dívida pública já está em alta, como resultado da retração da economia e das medidas de apoio a famílias e empresas.

Em abril de 2020, a dívida pública subiu 7,3 mil milhões de euros em relação a março, atingindo 262,1 mil milhões de euros na ótica de Maastricht, o critério que conta para a análise de Bruxelas.

É o valor absoluto mais elevado de sempre, indicam os dados publicados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.

Em percentagem do PIB, o último valor disponibilizado pelo banco central refere-se a março, quando o rácio subiu para 120,2%. Um número acima dos 117,7% de dezembro, mas em linha com os 120,2% registados em setembro do ano passado.

Para o aumento em valor absoluto contribuíram essencialmente as emissões de títulos de 7,2 mil milhões de euros efetuadas em abril, indica o banco central. E destaca uma emissão sindicada de uma obrigação do Tesouro realizada pela República Portuguesa, de 5 mil milhões de euros.

Já os ativos em depósitos das administrações públicas aumentaram 5,3 mil milhões de euros, diz o Banco Central. Assim, a dívida pública líquida de depósitos aumentou 1,9 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando 237,1 mil milhões de euros.

Covid-19. Emigrantes portugueses na fila para ajuda alimentar. Alfa lança iniciativa humanitária

Emigrantes portugueses na fila para ajuda alimentar. Covid-19 trouxe crise. Na Suíça, “muitos portugueses” pedem ajuda alimentar.

Em França, “todos foram apanhados” pelos efeitos económicos. Um grupo de voluntários sairá das instalações da Rádio Alfa dia 20 de Junho para recolher os donativos e entregar esses bens essenciais às Associações da Região Parisiense, que por sua vez os entregarão aos mais necessitados.

Não hesite, faça o seu donativo!

(Por iniciativa do Clube dos Amigos de Rádio Alfa, Santa Casa da Misericórdia, Les amis du Plateau, Academia do Bacalhau de Paris e a Association Portugaise de Bienfaisance du Raincy, foi criado um coletivo com a intenção de ajudar os mais necessitados, neste contexto da Covid-19, cujo nome é « TODOS JUNTOS, PLUS FORT ENSEMBLE ».

Será efetuada uma campanha de recolha de máscaras, gel, viseiras, produtos alimentares, produtos de higiene, roupas, brinquedos que serão distribuídos através de várias associações Portuguesas da região Parisiense que se juntaram à iniciativa.

Um grupo de voluntários sairá das instalações da Rádio Alfa dia 20 de Junho para recolher todos os donativos e entregar esses bens essenciais às Associações da Região Parisiense, que por sua vez os entregarão aos mais necessitados.

Não hesite, faça o seu donativo!

Todos juntos seremos « plus fort ensemble »!)

Foto
Acção de distribuição de comida e outros bens essenciais aos pobres de Genebra, Suíça, este sábado MARTIAL TREZZINI/EPA

“Não são a maioria, mas vi muitos portugueses a irem buscar os cabazes de comida, o que me surpreendeu”, afirma o conselheiro das comunidades da Suíça, José Inácio Sebastião.

Este conselheiro participou recentemente numa iniciativa de oferta de cabazes alimentares em Genebra e ficou surpreendido por ver tantos portugueses a recorrerem a esta oferta. “A maioria das pessoas que precisa desta ajuda é oriunda da América Latina, mas também são muitos os portugueses afectados pela perda de rendimento”, diz.

Neste país, onde residem 217.662 portugueses, ainda “é grande” a expectativa sobre o real impacto da pandemia. Mesmo os que mantiveram o emprego, mas não puderam exercer a actividade, tiveram perdas na ordem dos 80%, disse o conselheiro.

O sector da economia doméstica (empregadas de limpeza) foi o que mais afectou a comunidade portuguesa, assim como os trabalhadores temporários. “Houve uma grande perda financeira”, afirma.

França: “Todos foram apanhados” pela crise

Com 595.900 cidadãos nascidos em Portugal, esta comunidade é a mais significativa em França e tem sido apoiada pelo Governo francês. “É o que está a salvar as empresas francesas de portugueses”, refere.

Mas só a partir de 2 de Junho, quando a retoma do trabalho for a 100%, é que a dimensão do impacto da doença e das medidas de confinamento será realmente conhecida, adiantou. “Só então se saberá, mas acredito que em Outubro já teremos uma noção mais concreta”, diz.

Segundo Paulo Marques, os sectores mais afectados foram a restauração, com muitos estabelecimentos encerrados e outros a terem de se adaptar ao take away.

Um outro sector que está totalmente parado é o da organização de eventos, com os artistas a não conseguirem saber como será o dia de amanhã. “Não podem expor, não há público, não há concertos, nem exposições”, lamenta.

Nestas alturas, sublinha, tem-se destacado o lado solidário da comunidade que tem procurado ajudar os portugueses mais velhos e que vivem em populações afastadas.

“Em França, durante dias e dias só se falava de máscaras, mas a população mais isolada não tinha acesso às máscaras. Fizemos algumas acções de entrega de máscaras e só isso ajudou estas pessoas a sentirem-se mais apoiadas”, acrescenta.

Atento a esta realidade, o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) tem vindo a manifestar as suas preocupações, nomeadamente com “os mais vulneráveis, idosos, carenciados, desempregados e doentes”, afirma o presidente deste órgão consultivo do Governo para as políticas relativas à emigração e às comunidades portuguesas no estrangeiro.

Segundo Flávio Martins, a pandemia afectou várias empresas “por todo o mundo”, especialmente na área da construção e do comércio em geral, excepto o de alimentos.

Impacto emocional na Alemanha

Na Alemanha, a comunidade portuguesa tem sido elogiada pela forma como acatou as medidas de prevenção contra a covid-19, não se registando até ao momento um único português infectado, conta o conselheiro Alfredo Stoffel.

Residente em Sassnitz, este conselheiro da comunidade portuguesa explica que “a pandemia atingiu todos os sectores”.

“Não houve discriminação entre a sociedade alemã de acolhimento e as suas comunidades”, garante, indicando o confinamento e o impacto financeiro como as principais consequências da doença.

Emocionalmente, adiantou, a pandemia afectou a vida desta comunidade – estimada em 114.705 portugueses – que, de um dia para o outro, se viu privada de conviver com os amigos.

A nível financeiro, ainda “é cedo” para uma avaliação rigorosa, mas as empresas tiveram de se adaptar e estão agora a começar a laborar e os trabalhadores a se aperceberem de como irão regressar ao trabalho. Por essa razão, muitos “sentem-se inseguros” em relação à doença, receando uma nova vaga.

(Em França a Rádio Alfa lançou uma operação humanitária em conjunto com diversas associações para recolher donativos – informe-se em 0145106860)

I Liga: Regresso sem público e muitos testes à covid-19

I Liga: Regresso sem público, mais substituições e muitos testes à covid-19

I Liga: Regresso sem público, mais substituições e muitos testes à covid-19

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A I Liga portuguesa de futebol regressa na quarta-feira, quase três meses depois, para umas últimas 10 jornadas sem público, uma dezena de substituições por jogo a partir, tudo indica, da ronda 27 e testes constantes à covid-19.

Os 90 jogos em falta vão decorrer maioritariamente durante a semana, com apenas um dia de intervalo entre jornadas (dois da 32.ª para a 33.ª) e em 17 estádios, entre eles a estreante Cidade de Futebol, em Oeiras, palco dos 10 jogos ‘caseiros’ de Santa Clara e Belenenses SAD, os únicos que jogam em campo neutro.

O ‘sprint’ final prolonga-se até 26 de julho, dia previsto para a 34.ª e última ronda, que é a única sem calendário definitivo, pois depende do que, então, estiver por decidir, em matéria de título, apuramentos europeus e descidas.

De todas as alterações, a mais marcante é, sem dúvida, a ausência de público, a porta fechada a espetadores, o que implica a ausência de festa, de emoção, o esvaziamento dos recintos, como se todos os clubes tivessem sido castigados em simultâneo.

Os problemas financeiros ‘falaram mais alto’ do que os desportivos e a decisão foi que o ‘espetáculo tem de continuar’, para se decidir o campeão, quem vai às taças europeias e quem será ‘substituído’ por Nacional e Farense, com tudo em aberto.

As portas dos estádios estarão, pelo contrário, fechadas, exceto aos elementos indispensáveis para a realização dos jogos, incluindo as equipas das televisões, que transmitirão em direto todos os jogos, ente a SportTV e a BTV (os do Benfica em casa).

Quanto aos jogadores, serão elegíveis aqueles que passem nos testes à covid-19, que serão efetuados 24 horas de cada jogo, sendo que, entre jogos espaçados por mais de cinco dias, cada equipa terá de ser submetida a dois testes.

Em campo, os 11 jogadores de cada equipa não atuarão de máscara, obrigatória, porém, para todos os elementos que fiquem no banco dos suplentes, exceção aos treinadores principais, em alguns casos não os ‘reais’, mais os oficiais.

No banco de cada formação, estarão, devidamente separados, um total de nove suplentes, mais dois do que o habitual, pois serão permitidas um máximo de cinco substituições por equipa, em três momentos do jogo e ainda ao intervalo.

Esta medida não entrará, no entanto, em vigor logo na primeira jornada da retoma, a 25.ª, já que o Marítimo fez ‘finca pé’ e ‘obrigou’ a que uma decisão tenha de passar por uma Assembleia Geral da Liga de clubes, marcada para 09 de junho, dia do arranque da ronda 26.

Assim, é possível que nas duas primeiras rondas apenas possam estar no banco os habituais sete suplentes e só de possam efetuar as três substituições da ‘ordem’.

Diferentes, desde quarta-feira, vão ser os festejos, de golos, vitórias ou outros, pois não são permitidos aglomerados entre os elementos das equipas (jogadores, treinadores e restante ‘staff’), beijos ou abraços: umas ‘cotoveladas’ e pouco mais.

Quanto ao ‘produto’ final, tudo se mantém idêntico, com três pontos para os vencedores, um para os que empatarem e nenhum para os que perderem, sendo que, nesta ‘batalha’, o FC Porto arranca na frente, com mais um ponto do que o Benfica.

Sporting de Braga (a 14 pontos da frente), Sporting (a 18), Rio Ave (a 22) e Vitória de Guimarães e Famalicão (ambos a 23), todos demasiado longe dos dois primeiros, após 24 jornadas, deverão lutar pelas três vagas na Liga Europa.

Na corrida pela manutenção, o Portimonense (penúltimo, com 16 pontos) e o Desportivo das Aves (lanterna-vermelha, com 13) partem em desvantagem, com o Paços de Ferreira (antepenúltimo com 22) a surgir imediatamente acima da ‘linha de água’.

A prova arranca na quarta-feira, com dois jogos, e, até ao final da 33.ª e penúltima jornada, só para nove dias (08, 14, 20 e 27 de junho e 02, 07, 12, 16 e 17 de julho). A última ronda, única sem programa final, está prevista para 26 de julho.

Covid-19: Aviões deixam hoje de ter lotação reduzida. Máscara obrigatória

Covid-19: Aviões deixam hoje de ter lotação reduzida. Uso de máscara obrigatório

Covid-19: Aviões deixam hoje de ter lotação reduzida

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Os aviões deixam, a partir de hoje, de ter a lotação de passageiros reduzida a dois terços, mas o uso de máscara comunitária é obrigatório.

O Governo português alinhou, assim, as regras nacionais pelas regras europeias no que toca ao transporte em aviação civil, considerando “que uma estratégia europeia e internacional uniformes são fundamentais para a retoma do setor e da confiança dos passageiros ».

Quando anunciou a medida, em 21 de maio, o Governo lembrou que, a nível internacional, o conjunto de medidas sanitárias de combate à pandemia da covid-19 no setor dos transportes aéreos não recomenda a limitação de capacidade das aeronaves.

Inicialmente o executivo socialista tinha decretado uma redução da lotação de passageiros nos aviões para dois terços da sua capacidade.

Assim, a partir de hoje é revogada a portaria n.º 106/2020, de 02 de maio, que impunha a limitação.