O receio de uma nova vaga de vírus esvaziou Lisboa e deixa verão sem espetáculos também em Paris.
Ouça aqui a última crónica de Daniel Ribeiro:
Numa mensagem publicada este domingo na rede social Twitter, Muriel Bowser informou que o recolher obrigatório entrará em vigor em Washington, Distrito de Columbia até as 06:00 (11:00 de Lisboa).
A autarca também ativou a Guarda Nacional do Distrito de Columbia para apoiar a Polícia Metropolitana no controlo dos protestos que ocorreram nos últimos dias e que levaram a pilhagens, vandalismo e incêndios.
No estado norte-americano da Florida, o governador, Ron DeSantis, ativou também 400 membros da Guarda Nacional face à violência dos protestos contra a violência policial desencadeada pelo caso do afro-americano George Floyd.
Já a ‘mayor’ de Atlanta prorrogou o recolher obrigatório por mais uma noite, com a ajuda da Guarda Nacional, enquanto o governador da Geórgia ativou o destacamento de três mil soldados para cidades de todo o estado.
George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu na noite de segunda-feira em Minneapolis, após uma intervenção policial violenta, cujas imagens foram divulgadas através da internet.
Floyd foi detido por suspeita de ter tentado pagar com uma nota falsa de 20 dólares num supermercado. Num vídeo filmado por transeuntes e divulgado nas redes sociais, é possível ver um dos agentes pressionar o pescoço da Floyd com o joelho durante vários minutos.
Desde então, várias cidades norte-americanas, incluindo Washington e Nova Iorque, têm sido palco de manifestações, com os protestos a resultarem frequentemente em confrontos com a polícia.
O artista Christo com a sua mulher
ROBYN BECK/GETTY IMAGES
Nasceu em Gabrovo na Bulgária com o nome Christo Vladimirov Javacheff, a 13 de junho de 1935, mas tornou-se internacionalmente conhecido apenas como Christo. Um nome singular para uma carreira não menos singular como artista plástico. Morreu este domingo em Nova Iorque, de causas naturais, aos 84 anos.
As suas enormes instalações de arte ambiental foram autênticos feitos de engenharia. Entre as mais conhecidas, todos feitas em colaboração com sua falecida esposa, Jeanne-Claude, estão os 38 quilómetros de extensão, “Running Fence”, na Califórnia, concluída em 10 de setembro de 1976: a cerca alta era feita de 200 mil metros quadrados de tecido de nylon branco pesado, que criava 2.050 painéis, e foi pendurada em cabos de aço por meio de 350.000 ganchos.
Outras obras notáveis do casal foi embrulhar em telas e cordas a Pont Neuf, a mais antiga do rio Sena, em Paris, em 1985 e também o Palácio de Reichstag, em Berlim, em 1995.
O emblemático edifício alemão esteve coberto durante 14 dias, numa espetacular criação do artista que defendia que a arte nos espaços públicos pode ser apreciada por todos e não deve ser propriedade de ninguém. Dez anos depois, foi a vez de “The Gates,” (« Os Portões ») que consistia em mais de 7 mil pórticos de vinil, colocadas no Central Parque, em Nova Iorque. Os pórticos – traves de quase cinco metros de altura e largura variando entre 1,67 e 5,48 metros – percorrem os percursos de pedestres do Central Park. A instalação esteve montada apenas durante 16 dias.
O artista afirmou que uma vez construídos, cada trabalho existe por um período específico e depois é retirado. « Todos os nossos projetos funcionam até agora e são totalmente inúteis », afirmou Christo no documentário de Andrey Paounov, « Walking on Water », citado no « Boston Times ».
« Christo viveu a sua vida ao máximo, não apenas sonhando com o que parecia impossível, mas realizando-o. O trabalho artístico de Christo e Jeanne-Claude reuniu pessoas em experiências partilhadas em todo o mundo e o seu trabalho continua a viver nos nossos corações e memórias », pode ler-se numa mensagem do seu escritório divulgada na sua conta oficial na rede social Facebook..
De acordo com a informação, Christo e a mulher, Jeanne-Claude, sempre manifestaram a intenção de que o seu trabalho continuasse após as respetivas mortes.
Jeanne-Claude morreu a 18 de novembro de 2009.
Por isso, adianta o texto, cumprindo um desejo do artista plástico, a obra « L’Arc de Triomphe, Wrapped », em Paris, mantém-se para as datas previstas, de 18 de setembro até 03 de outubro de 2021.
Uma exposição sobre o trabalho e o tempo que Christo e Jeanne-Claude viveram em Paris estará patente este ano, de 01 de julho a 19 de outubro, no Centre Georges Pompidou, na capital francesa.
Christo nasceu a 13 de junho de 1935, em Gabrovo, na Bulgária, de onde saiu em 1957, primeiro para Praga, na Checoslováquia, depois para Viena, na Áustria, e posteriormente para Genebra, na Suíça.
Em 1958, fixou-se em Paris, onde conheceu Jeanne-Claude Denat de Guillebon, que se tornou sua mulher e sócia nas monumentais criações artísticas.
No início da década de 1960, foi cofundador, em Paris, do grupo KWY, com os artistas Lourdes Castro, João Vieira, Costa Pinheiro, Gonçalo Duarte, René Bertholo, José Escada e Jan Voss.
Christo viveu em Nova Iorque durante 56 anos.
Entre os seus trabalhos contam-se « Wrapped Coast, Little Bay », em Sydney, na Austrália (1968-69), « Valley Curtain » no Colorado (1970-72), « Running Fence » na Califórnia (1972-76), « Surrounded Islands » em Miami (1980-83), « The Pont Neuf Wrapped » em Paris (1975-85), « The Umbrellas » no Japão e na California (1984-91), « Wrapped Reichstag » em Berlim (1972-95), « The Gates » no Central Park em Nova Iorque (1979-2005), « The Floating Piers » no Laho Iseo em Itália (2014-16) e « The London Mastaba », no lago Serpentine em Londres (2016-18).
Alfa/Lusa
“Em primeiro lugar estou consciente de que o folclore não é, como por vezes se insinua, um aspeto menor da cultura portuguesa, mas que, nas suas manifestações mais antigas ou mais genuínas, representa o melhor de uma cultura no seu enraizamento local e identitário”, diz Marcelo Rebelo de Sousa numa mensagem publicada no sítio oficial da Presidência da República na internet.
O Presidente da República sublinha também o “empenhamento autárquico e associativo, bem como as investigações etnográficas e a militância patrimonial que envolvem tantos indivíduos e instituições”.
“Do meu interesse e atenção, poderei continuar a dar grato testemunho em condições que sejam, em breve, mais favoráveis à proximidade social e cultural”, finalizou.
O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou hoje a “última prorrogação” do estado de alerta, que permite limitar a circulação das pessoas durante o desconfinamento progressivo do país, até 21 de junho.
Pelo seu lado, o chefe do Goveno Português, António Costa, declarou, um pouco antes de Sanchez: “Estamos totalmente tranquilos e sem pressas na reabertura da nossa fronteira, respeitamos integralmente a sua vontade de não proceder à reabertura antecipada de fronteiras”, afirmou.
Ouça aqui a declaração de « tranquilidade » do Primeiro-ministro, António Costa, sobre a reabertura da fronteira terrestre com Espanha:
O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou hoje a “última prorrogação” do estado de alerta, que permite limitar a circulação das pessoas durante o desconfinamento progressivo do país, até 21 de junho.
“Nós precisamos agora de uma última prorrogação de 15 dias do atual estado de alerta, que termina em 07 de junho”, afirmou o primeiro-ministro espanhol numa conferência de imprensa em Madrid, durante a qual felicitou o país por estar “a chegar a bom porto” nesta tarefa do desconfinamento.
(Entretanto em Portugal, o PM António Costa declarou: » ESTAMOS SEM PRESSAS NA REABERTURA DA FRONTEIRA COM ESPANHA. » (ouça noutro local nesta página)
No total, mais de 6.075.070 casos foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, dos quais 2.502.600 foram considerados curados.
Os Estados Unidos, que registaram o primeiro caso no início de fevereiro, são o país mais afetado tanto em número de casos como em número de mortos, com 103.781 mortes em 1.770.384 casos, e pelo menos 416.461 pessoas foram declaradas curadas.
Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 38.376 mortos em 272.826 casos, a Itália, com 33.340 mortos (232.664 casos), o Brasil (28.834 mortos em 498.444 casos) e a França (28.771 mortos em 188.625 casos).
A China (excluindo os territórios de Macau e Hong Kong), onde a pandemia teve início no final de dezembro, contabilizou oficialmente um total de 83.001 casos (dois novos entre sábado e hoje), dos quais 4.634 mortos (zero novos) e 78.304 curados.
Desde sábado às 20:00, o Ruanda anunciou a primeira morte ligada à covid-19 no seu território.
A Europa totalizava hoje 177.780 mortes em 2.144.927 casos, os Estados Unidos e o Canadá 110.916 mortos (1.860.545 casos), a América Latina e Caraíbas 50.631 mortes (985.276 casos), a Ásia 16.134 mortos (537.209 casos), o Médio Oriente 9.437 mortes (397.419 casos), África 4.056 mortes (141.136 casos) e a Oceania 132 mortes (8.565 casos).
O número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de contaminações, dado que alguns países apenas testam os casos graves, outros utilizam testes sobretudo para rastreamento e vários países pobres têm capacidades limitadas de despistagem da doença.
O balanço foi realizado a partir de dados recolhidos pela agência France-Presse com base nos dados das autoridades nacionais e da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Portugal, com 1.410 mortes registadas e 32.500 casos confirmados é o 24.º país do mundo com mais óbitos e o 28.º em número de infeções.
Marta Temido falava na conferência diária sobre a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal, numa altura em que mais de 85% dos novos casos se registam na região da Grande Lisboa.
Por esta razão, as autoridades estão a focar o trabalho de contenção do novo coronavírus nesta região, tendo-se hoje reunido com vários responsáveis dos municípios envolvidos.
Segundo a ministra, estão a trabalhar na resposta a estes surtos específicos os Agrupamentos dos Centros de Saúde de Loures, Odivelas, Amadora e Sintra.
Por estarem pressionados por esta maior procura, estas unidades de saúde são confrontadas com a “inviabilidade” de retomarem a sua atividade normal, o que já teria acontecido se os surtos não tivessem ocorrido, segundo a ministra da Saúde.
Portugal regista hoje 1.410 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que no sábado, e 32.500 infetados, mais 297, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.
Em comparação com os dados de sábado, em que se registavam 1.396 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1%.
Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (32.500), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 297 casos do que no sábado, o que representa um aumento de 0,9% em relação ao dia anterior.
A região Norte continua a ser a que regista o maior número de mortos (784), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (357), do Centro (238), do Algarve e dos Açores (ambos com 15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de sábado, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.