“Não há qualquer decisão formal” para abertura de fronteiras

Portugal discute aberturas das fronteiras com Espanha e na UE, mas não há ainda decisão,  o que aparentemente entra em contradição com o que tem sido dito nos útimos dias.

O Governo português esta a discutir com Espanha, Itália e “no quadro da União Europeia” as condições para a reabertura de fronteiras, mas ainda “não há qualquer decisão formal” tomada.

A resposta foi dada há minutos por António Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde, na conferência de imprensa diária das autoridades sobre o estado da pandemia.

Covid-19. Boletim da DGS revela mais casos (219) e menos mortes (12) do que ontem

Boletim da DGS revela mais casos (219) e menos mortes (12) do que ontem.

Informação oficial:

Covid-19: Portugal com 1.342 mortos e 31.007 infetados

Covid-19: Portugal com 1.342 mortos e 31.007 infetados

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Portugal regista hoje 1.342 mortes relacionadas com a covid-19, mais 12 do que na segunda-feira, e 31.007 infetados, mais 219, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de segunda-feira, em que se registavam 1.330 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,9%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (31.007), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 219 casos do que na segunda-feira (30.788), representando uma subida de 0,7%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (752), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (325), do Centro (234), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de segunda-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 686 vítimas mortais são mulheres e 656 são homens.

Das mortes registadas, 904 tinham mais de 80 anos, 261 tinham entre os 70 e os 79 anos, 120 tinham entre os 60 e 69 anos, 41 entre 50 e 59, 15 entre os 40 e os 49, e um dos doentes tinha entre 20 e 29 anos.

A caracterização clínica dos casos confirmados indica que 513 doentes estão internados em hospitais, menos 18 do que na segunda-feira (-3,4%), e 71 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos um (-1,4%).

A recuperar em casa estão 11.056 pessoas.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus (2.206, seguido por Vila Nova de Gaia (1.552), Porto (1.347), Matosinhos (1.272), Braga (1.213) e Gondomar (1.079).

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 313.886 casos suspeitos, dos quais 1.815 aguardam resultado dos testes.

Há 281.064 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados subiu para 18.096 (mais 274).

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 16.697, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 9.778, da região Centro, com 3.690, do Algarve (363) e do Alentejo (254).

Os Açores registam 135 casos de covid-19 e a Madeira contabiliza 90 casos confirmados, de acordo com o boletim hoje divulgado.

A DGS regista também 26.392 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Do total de infetados, 17.922 são mulheres e 13.085 são homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (5.212), seguida da faixa dos 50 aos 59 anos (5.162) e das pessoas com mais de 80 anos (4.457).

Há ainda 4.605 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 4.001 entre os 20 e os 29 anos, 3.440 entre os 60 e 69 anos e 2.514 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista igualmente 598 casos de crianças até aos nove anos e 1.018 jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com a DGS, 40% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 91% dos casos confirmados.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 346 mil mortos e infetou mais de 5,5 milhões de pessoas em todo o mundo.

Mais de 2,1 milhões de doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Ministro francês diz que a Renault pode acabar, mas talvez não seja exatamente assim

Ministro francês diz que a Renault pode acabar, mas talvez não seja exatamente assim. Uma empresa que tem mais de cem anos, é um dos pilares da economia francesa e emprega mais de 179 mil pessoas em 39 países, não acaba devido à afirmação de um ministro. A situação financeira da Renault já teve melhores dias mas, ao que parece, o que está em causa é mais um amuo entre acionistas.

Alfa/Expresso. Por Vítor Andrade

D.R.

Afrase de Bruno Le Maire, ministro da Economia e Finanças francês, na emissão da manhã da rádio Europe 1, na passada sexta-feira, caiu como uma bomba: “A Renault pode desaparecer”.

Estava assim ditado, em pouco mais de dois segundos de rádio, o fim de um dos alicerces da indústria francesa e europeia, fundada em outubro de 1898, na comuna de Boulogne-Billancourt, oito quilómetros a oeste do centro de Paris.

Há mesmo que sustente que a Renault foi, durante décadas, uma espécie de “vitamina social” de França, tendo ajudado muitos milhares de famílias a passar pelas fases mais difíceis da história do pós-guerra.

« Há uma necessidade urgente de agir », alertou, aos microfones da Europe 1, Bruno Le Maire. Para acrescentar então que, por causa do impacto do coronavírus, « a Renault pode desaparecer, os grandes fabricantes industriais podem desaparecer, é preciso ter lucidez ».

ONDA DE CHOQUE CHEGA AO JAPÃO

E o ministro continuou dizendo que « nunca escondi a gravidade da crise e não oculto a gravidade da situação da Renault « .

As suas declarações originaram de imediato uma onda de choque que atravessou várias fronteiras e até continentes, causando incomodidade junto dos parceiros nipónicos da Nissan, que hoje são donos de 15% da empresa francesa, praticamente o mesmo que os 15,01% detidos pelo Estado francês – a parte restante do capital está disseminado em bolsa e também por alguns privados, de onde sobressai a posição acionista de 3,1% da germânica Daimler.

O estragos reputacionais foram enormes, segundo alguns analistas mas, na verdade, acabam por ser um reflexo das palavras do próprio primeiro ministro francês, Edouard Phillippe, sobre a sobrevivência da fábrica de Flins, nos arredores de Paris, que está ‘presa por um fio’.

A culpa desta avalanche assassina de declarações políticas até pode ser do coronavírus – que arrasou impiedosamente todos os setores da economia – mas, com efeito, tudo começou alguns dias antes daquela fatídica sexta-feira, na sequência de algumas notícias que vinham sendo divulgadas e que colocavam a Renault numa posição financeira periclitante. A acumulação de prejuízos, poderia resultar no encerramento de fábricas como parte de um plano de corte de custos que alguns comentadores garantem que será superior a dois mil milhões de euros.

À ESPERA DE UM BALÃO DE OXIGÉNIO DE €5 MIL MILHÕES

Para já, há um balão de oxigénio de 5 mil milhões de euros a caminho, já aprovado pela União Europeia. O Estado francês, por seu turno, também dá o aval mas, como condição essencial, a administração da companhia não poderá deixar cair nenhuma fábrica em solo francês. Segundo fontes não oficiais que acompanham o processo, o governo defende que, a ter de haver encerramentos de algumas unidades, que tal ocorra em zonas geográficas mais periféricas da Europa ou, por exemplo, em África.

Ou seja, apesar de haver dinheiro à vista para tentar salvar a empresa, ainda nada está garantido.

O que também não está garantido, nesta fase de aperto financeiro ditado pelo coronavírus, é a continuidade da Renault na prova mais prestigiada do sector automóvel: a Fómula 1. A presença histórica da marca francesa nas pistas dá notoriedade, até pode retorno mas significa, acima de tudo, uma despesa anual de milhões que agora pode vir a ser dispensada.

‘GUERRA’ DE ACIONISTAS

“Estamos a falar de questões financeiras muito sérias, é um facto, mas não nos podemos esquecer de que também estamos a ser apanhados no meio de um discurso político, em que o governo francês quer manifestar uma posição de força. Quer fazer pressão tanto sobre a administração da empresa – para que corte em todas as gorduras possíveis mas sem afetar as fábricas implantadas em França -, como sobre o parceiro japonês da Nissan, com o qual as relações nunca foram muito pacíficas desde o ‘casamento’ entre as duas marcas”, nota uma fonte do sector ao Expresso.

Mas há ainda um outro público que o ministro da Economia e Finanças quer atingir com a sua posição de força: o eleitor comum francês, ao qual quer demonstrar que quem manda ali é Estado; um Estado forte e que sabe gerir o que é do interesse nacional.

No entanto, quando coloca a hipótese de a Renault “desaparecer”, Bruno Le Maire denota alguma incongruência até porque, na próxima quarta-feira, dia 27 de maio, vai ser apresentado o plano estratégico da empresa batizado de ‘Alliance’ – e que procura fortalecer a união entre a própria Renault, a Nissan e a sua participada Mitsubishi, mesmo que isso implique o fecho de algumas fábricas.

À ESPERA DO DIA 30 DE JULHO

Três semanas depois haverá uma assembleia geral da empresa onde muito do futuro do grupo automóvel poderá, de facto, ficar decidido em termos de estratégia política a seguir. Mas é a 30 de julho que tudo pode ficar ainda mais claro (ou mais negro), com a divulgação dos resultados financeiros do primeiro semestre.

A Renault encontra-se numa situação financeira muito crítica – com perdas líquidas em 2019 pela primeira vez em dez anos -, e que agora se agravou ainda mais com a paralisação de todas as suas unidades fabris por causa da pandemia. Mas a onda de encerramentos de fábricas é transversal a toda a indústria e a sua parceira Nissan até já admite eliminar 20 mil empregos.

TODOS OS CARROS RENAULT TEM PEÇAS FEITAS EM PORTUGAL

Em Portugal a Renault não deverá conhecer nenhuma perturbação na sua fábrica de Cacia (Aveiro), onde emprega 1100 pessoas. Nesta unidade, considerada “estratégica” para o todo o grupo Renault, está em curso um investimento de 100 milhões de euros que deverá colocar esta fábrica na linha da frente no fornecimento de uma nova geração de caixas de velocidades para muitos dos modelos da marca. A fase seguinte poderá ser a produção de caixas para veículos elétricos.

Quanto ao receio causado pelas declarações inquietantes do ministro francês da Economia e Finanças, uma fonte próxima da empresa de em Portugal diz apenas isto: “não há nenhum Renault a circular onde quer que seja que não tenha uma peça fabricada em Cacia”.

Oficialmente, os responsáveis da marca francesa em Portugal não comentam as afirmações de Bruno Le Maire sobre o desaparecimento da Renault.

França prepara-se para vaga de despedimentos e de falências sem precedentes

França prepara-se para vaga de despedimentos e de falências sem precedentes – diz o jornal Le Figaro em título.

Segundo o diário, as empresas mais atingidas não resistirão ao choque da crise provocada pela pandemia do covid-19.

« Milhares de planos sociais, com vagas de supressão de empregos são de recear na rentrèe », acrescenta o diário conservador francês.

«Cette crise sanitaire va entraîner une crise économique qui ne fait que commencer. Elle sera brutale», avait annoncé Édouard Philippe lors de son allocution, le 19 avril.
O artigo é publicado com uma foto do primeiro-ministro Édouard Phillipe citando o que ele disse, a 19 de abril:
« Esta crise sanitária vai conduzir a uma crise económica que ainda agora começou. Vai ser brutal ».
Foto  GONZALO FUENTES/REUTERS

Segundo Le Figaro será « inevitável »: « a multiplicação dos despedimentos e de planos sociais nas empresas que não resistirão à mais forte recessão desde o fim da Segunda Guerra mundial ».

Continue a ler em lefigaro.fr

Magnata do jogo de Macau Stanley Ho morre aos 98 anos

Magnata do jogo de Macau Stanley Ho morre aos 98 anos

Magnata do jogo de Macau Stanley Ho morre aos 98 anos

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O magnata do jogo de Macau Stanley Ho morreu hoje aos 98 anos, em Hong Kong, noticiou a imprensa local.

Figura incontornável no antigo território administrado por Portugal, e um dos homens mais ricos da Ásia há décadas, a fortuna pessoal de Ho foi estimada em 6,4 mil milhões de dólares (5,9 mil milhões de euros), quando se reformou em 2018, apenas alguns meses antes do 97.º aniversário, referiu o jornal South China Morning Post, de Hong Kong, cidade onde vivia.

Exemplo acabado de um ‘self-made man’, Stanley Ho fica para a história como o magnata dos casinos de Macau, terra que abraçou como sua e cujo desenvolvimento surge indissociavelmente ligado ao seu império do jogo.

Nascido a 25 de novembro de 1921 em Hong Kong, Stanley Ho fugiu à ocupação japonesa para se radicar na então portuguesa Macau, onde fez fortuna ao lado da mulher macaense, oriunda de uma das mais influentes famílias da altura.

Na década de 1960, conquista com a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), o monopólio de exploração do jogo, que manteve por mais 40 anos, até à liberalização, que trouxe a concorrência dos norte-americanos, ainda assim longe de lhe roubar a hegemonia.

Stanley Ho viria a deixar o seu ‘cunho’ na transformação do território – desde a dragagem dos canais de navegação – uma das imposições do próprio contrato de concessão de jogos – à construção do Centro Cultural de Macau, do Aeroporto Internacional ou à constituição da companhia aérea Air Macau.

Férias/verão/Portugal. Cap Magellan lança site VacancesPortugalCovid.com

Para a segurança na viagem a Portugal associação acrescenta este ano uma componente de prevenção sanitária relacionada com a Covid-19, com uma actualização quotidiana do site VacancesPortugalCovid.com

O objectivo é de facilitar a preparação, nomeadamente dos Portugueses e dos Lusodescendentes que desejem partir para Portugal, informa a associação.

« Poderão encontrar nesta plataforma, toda a informação para passar umas boas férias em Portugal, conhecendo e respeitando todas as medidas relacionadas com a Covid-19 », escreve a Cap Magellan.

« Desde 2003, a associação Cap Magellan desenvolve a campanha anual de prevenção rodoviária « Sécur’été – Verão em Portugal », que acompanha nomeadamente os automobilistas portugueses residentes no estrangeiro nas estradas até Portugal. Embora centrada na prevenção rodoviária, historicamente esta campanha já inclui outras componentes de prevenção: incêndios, praias, doenças sexualmente transmissíveis… Este ano, é acrescentada uma componente de prevenção sanitária relacionada com a Covid-19, com uma actualização quotidiana do site VacancesPortugalCovid.com. « , lê-se num comunicado da CapMag, que acrescenta:

« Os Parceiros da campanha “Sécur’été – Verão em Portugal 2020” encontrarão também neste site o espaço que lhes permitirá transmitir as medidas tomadas no seu domínio de actividade relacionadas com esta situação epidémica. Das indicações da ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária) às das Prefeituras francesas parceiras, desde os horários dos bancos, com a indicação de uso obrigatório ou não de máscara nos balcões, passando pelas condições de higiene aplicadas aos veículos das Rent-a-Car ou nos supermercados, às especificidades das áreas de descanso das diferentes redes rodoviárias francesas, espanholas e portuguesas, todos poderão transmitir as suas informações nesta nova plataforma ».

« O site VacancesPortugalCovid.com estará também presente nas redes sociais para maior facilidade e rapidez. Assim, o Facebook, o Instagram e o Twitter serão contemplados », concluiu a Cap Magellan.

O site foi lançado oficialmente esta semana e está aberto ao público desde segunda-feira, dia 25.

Covid-19: TAP avança com plano de voo e atinge 247 ligações semanais em julho

Covid-19: TAP avança com plano de voo e atinge 247 ligações semanais em julho

Covid-19: TAP avança com plano de voo e atinge 247 ligações semanais em julho

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Redação, 25 mai 2020 (Lusa) – A TAP publicou hoje o seu plano de voo para os próximos dois meses que implica 27 ligações semanais em junho e 247 em julho, sendo a maioria de Lisboa, de acordo com dados divulgados pela companhia aérea.

Ao longo deste mês e à medida que foram levantadas algumas das restrições impostas às companhias aéreas, a TAP foi adicionando voos, nomeadamente para Londres e Paris, entre Porto e Lisboa, dois voos por semana para S. Paulo e um voo semanal para o Rio de Janeiro, sendo que, com isso, a operação da TAP no final do mês de maio será de 18 voos por semana.

Em junho, de acordo com o mesmo plano, a companhia aérea planeia voltar a operar mais voos intercontinentais, incluindo dois por semana para Nova Iorque (Newark), um para Luanda, a partir de dia 15, e outro para Maputo. Em Portugal, as ligações entre Lisboa e a Madeira passarão a ser diárias, sendo que no final de junho a TAP contará com 27 voos semanais.

Em julho, a transportadora conta aumentar significativamente as ligações, ainda que em valores muito distantes dos três mil semanais que registava antes da pandemia.

Assim, nesse mês o plano da companhia aérea aponta para 247 voos por semana, com um reforço das redes europeia e intercontinental, um valor de perto de 19% da sua operação normal, contabiliza a TAP.

Haverá assim uma reposição de voos na Europa, que passam dos atuais dois destinos (Londres e Paris), para um total de 21, sendo que na parte intercontinental há um aumento da operação para o Brasil, com o retorno de voos para Recife e Fortaleza.

Serão ainda reforçadas as rotas para a América do Norte, onde será retomada a operação para Boston e Miami, bem como para Toronto, sendo que para África serão recuperadas as ligações para Praia, São Vicente e Dakar.

Serão também repostas ligações diretas do Porto a Paris, Luxemburgo e à Madeira, sendo que neste último caso a Região Autónoma contará, assim, com duas ligações por dia para Lisboa e dois voos por semana para o Porto, sendo ainda reiniciadas as ligações ao Porto Santo (de Lisboa), com dois voos semanais.

Para os Açores, a TAP passará a ter voos diários entre Ponta Delgada e Lisboa e haverá um crescimento para três voos semanais à partida da Terceira. Por sua vez, Faro contará com a reposição de dois voos por dia para Lisboa, indicou a TAP.

A companhia aérea já tem a informação disponível no seu ‘site’, avisando que estas rotas podem vir a ser alteradas caso as circunstâncias o exijam.

A TAP tem a sua operação praticamente parada desde o início da pandemia, à imagem do que aconteceu com as restantes companhias aéreas, prejudicadas pelo confinamento e pelo encerramento de fronteiras apara conter a covid-19.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou quase 345 mil mortos e infetou mais de 5,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,1 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.330 pessoas das 30.788 confirmadas como infetadas, e há 17.822 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Covid-19: Espanha levanta quarentena para turistas estrangeiros a partir de 01 de julho

Covid-19: Espanha levanta quarentena para turistas estrangeiros a partir de 01 de julho

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 Espanha irá levantar a quarentena para turistas estrangeiros a partir de 01 de julho, divulgou hoje o governo espanhol, que dá assim um novo passo no alívio das restrições impostas por causa da doença covid-19.

A decisão foi tomada numa reunião interministerial, realizada hoje por videoconferência, que contou com a participação das vice-presidentes do executivo espanhol, Teresa Ribera e Nadia Calviño, e da ministra dos Negócios Estrangeiros, Arancha González Laya.

Também assistiram à reunião os ministros das pastas da Segurança Interna (Fernando Grande-Marlaska), Transportes (José Luis Abalos), Saúde (Salvador Illa) e da Indústria, Comércio e Turismo (Reyes Maroto).

O encontro interministerial foi convocado para analisar, em particular, o levantamento da quarentena para visitantes estrangeiros e as possíveis e necessárias medidas a adotar pelo setor do turismo de forma a organizar a futura temporada de verão e garantir as férias de milhões de pessoas em Espanha.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, a chefe da diplomacia espanhola confirmou que os turistas estrangeiros poderão começar a entrar no território espanhol a partir de 01 de julho, altura em que o turismo internacional irá começar “gradualmente” a ser reativado com as condições de segurança sanitárias necessárias.

“O mais difícil ficou para trás”, afirmou a ministra, que publicou a mesma mensagem em inglês.

“Estamos ansiosos para lhe dar as boas-vindas”, concluiu Arancha González Laya, dirigindo-se diretamente aos visitantes estrangeiros.

Com 28.752 mortos e mais de 235 mil casos de infeção pelo novo coronavírus, Espanha é um dos países europeus mais afetados pela atual pandemia.

As zonas espanholas mais atingidas pela pandemia da doença covid-19 – Madrid, Barcelona e Castela e Leão – passaram hoje à « fase um » de um processo de alívio das medidas restritivas impostas no âmbito do combate ao novo coronavírus.

Estas regiões, onde está cerca de 30% da população de Espanha, juntam-se às restantes que, desde há duas semanas, já permitiam, por exemplo, a abertura de esplanadas com uma ocupação até 50% da sua capacidade ou a reunião no exterior ou em casa de até 10 pessoas, desde que sejam respeitadas as regras de distanciamento social.

Desde que o novo coronavírus foi detetado na China, em dezembro do ano passado, a pandemia da doença covid-19 já provocou quase 345 mil mortos e infetou mais de 5,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço da agência de notícias France Presse (AFP).

Mais de 2,1 milhões de doentes foram considerados curados.

Covid-19: Portugal com 1.330 mortos (mais 14 em 24h) e 30.788 infetados

Covid-19: Portugal com 1.330 mortos e 30.788 infetados

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Informação oficial:
Portugal regista hoje 1.330 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que no domingo, e 30.788 infetados, mais 165, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de domingo, em que se registavam 1.316 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1,1%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (30.788), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 165 casos do que no domingo (30.623), representando uma subida de 0,5%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (744), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (322), do Centro (233), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de domingo, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Secretário permanece no Créteil-Lusitanos depois do choque da pandemia

Alfa/Lusa

O antigo futebolista Carlos Secretário vai permanecer no comando técnico dos franceses do Créteil-Lusitanos, depois de uma época que “estava a correr bem” e terminou precocemente devido à pandemia de covid-19.

A formação lusitana da região de Paris seguia no nono lugar do National 1, terceiro escalão do futebol francês, após 25 jornadas, quando foi suspenso e depois dado por concluído, tal como todas as competições desportivas em França.

« É óbvio que [a covid-19] foi um choque para todos nós. Todos vivemos do futebol, a maioria dos jogadores são profissionais. Alguns jogadores e pessoal da equipa técnica que estamos longe da família não sabíamos o que se ia passar e foi difícil para nós », afirmou o antigo lateral direito de FC Porto e Real Madrid, em entrevista à agência Lusa.

O antigo internacional português, de 50 anos, chegou em 2015 ao futebol francês, para treinar o Lusitanos Saint-Maur, tendo, depois de uma passagem pelo Cesarense, assumido o comando do Créteil-Lusitanos, em 2018, conseguindo a subida de divisão na primeira época.

« Corresponde ao terceiro escalão em Portugal, embora em qualidade seja muito superior. A estrutura do Nacional 1 é nacional, com muitas viagens e, na minha opinião, corresponde à II Liga portuguesa. É um campeonato semiprofissional », explicou o treinador.

A equipa detida pelo empresário português Armando Lopes passou algumas dificuldades no início da época, mas, antes da paragem forçada, estava « numa fase muito boa ».

« Era quase impossível chegar aos lugares de subida, mas, se tivéssemos a mesma linha do que tínhamos feito nos outros jogos, podíamos passar para uma posição bem melhor do que aquela que estávamos », avaliou.

A declaração de pandemia ditou o nono lugar para o Créteil-Lusitanos e o confinamento geral.

« Tomei as minhas precauções em França, fiz quarentena e, só depois, tomei a decisão de ir para perto da família. Se já é difícil estar longe da família quando estamos a trabalhar e está a decorrer o campeonato, havendo isto era mesmo muito complicado. Tomei a decisão de vir para aqui [Portugal] e fiz nova quarentena », explicou.

Os campeonatos de França, Países Baixos, Bélgica e Escócia foram cancelados, enquanto outros países preparam o regresso gradual à competição, como Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal, depois de a Liga alemã ter sido retomada no sábado.

Com esta interrupção, o futebol só deverá regressar em França durante o mês de setembro.

« Cada campeonato e cada país tem as suas características. Em Portugal, as coisas não foram tão graves como em França. E há várias situações que podem levar a que os campeonatos recomecem. Em Portugal foi mais a vertente económica que obrigou os clubes a retomarem, noutros países, tiveram mais em conta a saúde da população », considerou o treinador.

O Créteil-Lusitanos está atualmente em desemprego parcial, sendo 84% dos salários assegurados pelo Estado.

Apesar de assumir o acordo para permanecer no clube, Secretário não quis alongar-se em planos para a próxima época, admitindo a necessidade de ser feita uma « uma preparação de esforço mais prolongada para evitar lesões ».

Secretário notabilizou-se no lado esquerdo da defesa do FC Porto, conquistando seis campeonatos nacionais, cinco Taças de Portugal, quatro Supertaças Cândido Oliveira e uma Liga Europa, tendo alinhado em 1996/97 no Real Madrid, ao serviço do qual se sagrou campeão de Espanha.

Vestiu a camisola da equipa das ‘quinas’ em 35 ocasiões, incluindo nas fases finais dos Euro1996 e Euro2000, tendo marcado um golo.