Louvre virtual recebe mais de 10 milhões de visitas em 71 dias

Louvre virtual recebe mais de 10 milhões de visitas em 71 dias

Louvre virtual recebe mais de 10 milhões de visitas em 71 dias

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O museu do Louvre, em Paris, França, que ampliou a sua oferta ‘online’ durante o confinamento imposto pela pandemia, recebeu 10,5 milhões de visitas virtuais neste período, designadamente dos Estados Unidos, informou a instituição.

Segundo adiantou fonte do museu francês à agência noticiosa francesa France Presse (AFP), as 10,5 milhões de visitas virtuais registadas no período de 71 dias entre 12 de março e 22 de maio comparam com as 14,1 milhões de visitas feitas durante todo o ano 2019.

Apesar de estar ainda por definir a data em que o maior museu do mundo reabrirá portas, esperando-se que tal aconteça durante o verão, as equipas do Louvre estão focadas em disponibilizar semanalmente aos visitantes virtuais numerosos recursos em inglês, já que a maioria dos clientes habituais do museu são americanos, que superam os chineses.

Segundo a fonte, registou-se um pico de visitas durante as primeiras semanas do confinamento, com uma média de 330.000 visitas, sendo que 90% dos visitantes eram não-francófonos, contra os atuais 77%.

Entre 12 de março e 22 de maio, 16% das visitas tiveram origem em França, abaixo da quota de 17% dos Estados Unidos.

Para Sophie Grange, subdiretora de comunicação do Louvre, “a conjugação do ‘smartphone’ e das redes sociais” consagra o triunfo da imagem virtual e os grandes museus não têm outra opção senão explorar da melhor forma possível estes meios para se darem a conhecer a um público alargado, em casa.

“Resistimos um pouco, porque a obra de arte não é uma imagem e devemos passear-nos em torno dela, a obra de arte exigiria um verdadeiro reencontro”, admitiu esta responsável à AFP.

Uma aplicação que propõe uma experiência em realidade virtual, “Um ‘tête à tête’ com a Mona Lisa” (descarregada mais de 10.500 vezes) é um novo serviço, particularmente bem sucedido, que foi disponibilizado para as crianças, assemelhando-se a contos animados relacionados com as várias obras do museu (76.000 visitas).

Graças à #LouvreChezVous, #CultureChezNous ou ainda à #MuseumFromHome, as contas do Louvre nas redes sociais ganharam 302.500 seguidores e são hoje seguidas por 8,83 milhões de pessoas.

A conta de Instagram é particularmente popular, tendo progredido muito rapidamente: já ultrapassou os quatro milhões de seguidores, o que faz do Louvre o museu de arte antiga com maior número de seguidores nesta plataforma, segundo a instituição.

Foi, aliás, no Instagram que os responsáveis do Louvre se associaram ao desafio lançado pelo Getty e por outros museus para os seguidores recriarem em casa, usando objetos do dia-a-dia, cenas das suas obras de arte favoritas.

A visita virtual à Sala das Cariátides, no Louvre, tem também feito sucesso nas redes sociais, assim como os ‘podcasts’ « As Odisseias do Louvre » (para a faixa etária entre os 7-12 anos), lançados em parceria com a cadeia francesa de rádio France Inter e que consistem em dez episódios sobre os mistérios, obras ou figuras principais do museu.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 342 mil mortos e infetou mais de 5,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de dois milhões de doentes foram considerados curados.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 2,4 milhões, contra dois milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 142 mil, contra mais de 173 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

Covid-19: Brasil com mais de metade dos 40 mil mortos na América latina

Covid-19: Brasil com mais de metade dos 40 mil mortos na América latina

Covid-19: Brasil com mais de metade dos 40 mil mortos na América latina

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A covid-19 fez mais de 40 mil mortos na América Latina e nas Caraíbas, com o Brasil a contabilizar mais de metade dos óbitos na região, indicou um balanço da agência de notícias AFP.

De acordo com os dados oficiais divulgados no domingo, o Brasil é de longe o país mais afetado pela pandemia naquela zona do mundo, com 22.666 mortos e 363.211 casos, seguido pelo México, com 7.394 mortes e 68.620 casos, e o Peru, que registou 3.456 óbitos e 119.959 infeções. Só nas últimas 24 horas foram confirmadas 653 mortes e 15.183 mil novos casos de covid-19 no Brasil.

O país é também o segundo no mundo com maior número de casos da doença, indicou a Universidade norte-americana Johns Hopkins, atrás apenas dos Estados Unidos, que registam já mais de 1,6 milhões de casos da covid-19.

Apesar da situação no Brasil, o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, participou no domingo num encontro com apoiantes, desafiando as normas sanitárias e as regras de distanciamento social.

Bolsonaro, que se opõe ao confinamento decretado pela maioria das autoridades locais brasileiras, surgiu em frente ao palácio presidencial em Brasília, usando uma máscara de proteção, que retirou rapidamente para cumprimentar a multidão, distribuindo apertos de mão e alguns abraços, de acordo com imagens difundidas nas redes sociais.

Também no domingo, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou a proibição de entrada no país de todos os estrangeiros que tenham estado no Brasil nos 14 dias anteriores, devido à pandemia da covid-19.

A medida visa limitar a propagação do novo coronavírus, quando os números nos Estados Unidos começam a abrandar, uma vez que o Brasil é agora um dos maiores focos mundiais da pandemia, sendo já o segundo país com maior número de casos e pelo menos 22.666 óbitos oficialmente confirmados.

O número de mortos na América Latina e Caraíbas duplicou nas últimas duas semanas.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Comissão Económica para a América Latina e as Caraíbas (Cepal), a crise económica provocada pela pandemia deverá fazer 11,5 milhões de desempregados naquela região, este ano.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 343 mil mortos e infetou mais de 5,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Os Estados Unidos são de longe o país com mais vítimas mortais em todo o mundo e mais casos de infeções confirmadas.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Covid-19. Confirmado. Trump proibe entrada nos EUA de estrangeiros provenientes do Brasil

Confirmado. Covid-19. Trump proibe entrada nos EUA de estrangeiros provenientes do Brasil

MANDEL NGAN/GETTY IMAGES

A medida visa limitar a propagação do novo coronavírus,quando o Brasil é um dos maiores focos mundiais da pandemia, sendo já o segundo país com maior número de casos, mais de 347 mil

Alfa/Lusa

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou este domingo a proibição de entrada no país de todos os estrangeiros que tenham estado no Brasil nos 14 dias anteriores à tentativa de entrada, devido à pandemia de covid-19.

« Determinei que é do interesse do país tomar medidas para restringir e suspender a entrada nos EUA, como imigrantes ou não imigrantes, de todos os estrangeiros que estiveram fisicamente presentes no Brasil durante o período de 14 dias que precedeu a sua entrada ou tentativa de entrada nos Estados Unidos », refere o Presidente norte-americano na ordem decretada.

A medida visa limitar a propagação do novo coronavírus quando os números nos Estados Unidos começam a abrandar, uma vez que o Brasil é agora um dos maiores focos mundiais da pandemia, sendo já o segundo país com maior número de casos — mais de 347 mil — e pelo menos 22.013 óbitos oficialmente confirmados.

« A ação de hoje ajudará a garantir que os estrangeiros que estiveram no Brasil não se tornem uma fonte adicional de infeções no nosso país », afirmou também a porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, sublinhando, porém, que « estas novas restrições não se aplicam ao fluxo de comércio entre os EUA e o Brasil ».

O anúncio oficial veio confirmar a indicação já manifestada nas últimas horas pelo conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Robert O’Brien, que vincou que a administração Trump iria « tomar todas as medidas necessárias para proteger o povo norte-americano », numa altura em que o país já regista perto de 100 mil mortes associadas à covid-19.

Os Estados Unidos, que são o país com mais mortos (97.087) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,6 milhões), suspenderam os voos provenientes da China, da maior parte dos países da União Europeia e do Reino Unido, à medida que a pandemia ia alastrando.

O Brasil, com mais de 22 mil mortos e 347 mil casos, é o segundo país do mundo em número de infeções, enquanto a Rússia, que contabiliza 3.388 mortos, é o terceiro, com mais de 335 mil.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 343 mil mortos e infetou mais de 5,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Covid-19: Pandemia já ultrapassou os 343 mil mortos e 5,3 milhões de infetados

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Alfa/Lusa
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A pandemia de covid-19 já matou pelo menos 343.211 pessoas e infetou mais de 5,3 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência France Press (AFP) de hoje, baseado em dados oficiais.

De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, às 19:00 GMT (20:00 de Lisboa), 5.362.160 casos de infeção tinham sido oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro, na cidade chinesa de Wuhan.

Face à contagem do dia anterior, foram contabilizadas mais 3.441 óbitos e 99.827 novos casos, sendo que os países com mais óbitos nas últimas 24 horas foram o Brasil, com 965 mortes, os Estados Unidos, com 951, e o México, com 190.

Contudo, a AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que um grande número de países está a testar apenas as situações que requerem cuidados hospitalares. Entre esses casos, pelo menos 2.079.300 são agora considerados curados.

Os Estados Unidos da América, que registaram a sua primeira morte derivada do novo coronavírus no início de Fevereiro, são o país mais afetado, tanto em termos de mortes como de casos, com 97.430 mortes e 1.633.076 casos. Pelo menos 361.239 pessoas foram declaradas curadas até hoje pelas autoridades sanitárias norte-americanas.

Depois dos EUA, os países mais afetados são o Reino Unido, com 36.793 óbitos em 259.559 casos, a Itália, com 32.785 mortos (229.858 casos), a Espanha, com 28.752 mortes (235.772 casos) e a França, com 28.367 vítimas (182.584 casos).

Entre os países mais duramente atingidos pela pandemia, a Bélgica continua a ser o que detém a maior percentagem de óbitos sobre a sua população, com 80 mortes por cada 100.000 habitantes, seguida de Espanha (61), Itália (54), Reino Unido (54) e França (43).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou oficialmente um total de 82.974 casos (três novos diagnósticos de infeção entre sábado e domingo), incluindo 4.634 mortes e 78.261 recuperações.

A Europa totalizava até às 19:00 GMT de hoje, pelo menos, 173.915 mortos e 2.021.900 casos, os Estados Unidos e o Canadá 103.889 mortos e 1.717.158 casos, a América Latina e as Caraíbas 39.166 mortos e 720.260 casos, a Ásia 13.992 mortos e 441.447 casos, o Médio Oriente 8.805 mortos e 343.372 casos, África 3.314 mortos e 109.562 casos, e Oceânia 130 mortos e 8.466 casos.

Este balanço assentou em dados recolhidos pelos serviços da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Porém, a AFP avisa que devido a correções pelas autoridades ou à publicação tardia dos dados, os números de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

Portugal contabiliza até hoje 1.316 mortos associados à covid-19 em 30.623 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 14 mortos (+1%) e mais 152 casos de infeção (+0,5%).

Jovens são os grandes perdedores da crise provocada pelo Covid?

Fala-se pouco neles, mas os jovens podem ser os grande perdedores da crise provocada pelo Covid-19.

Ouça esta interessante perspetiva na última Crónica de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo: 

Covid-19: EUA vão proibir viagens com o Brasil, diz conselheiro da Casa Branca

Covid-19: EUA vão proibir viagens com o Brasil, diz conselheiro da Casa Branca

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Os Estados Unidos vão anunciar uma interdição de viagens provenientes do Brasil, atualmente um dos países mais afetados pela pandemia de covid-19, indicou hoje o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Robert O’Brien.

« Creio que vamos ter uma nova decisão hoje sobre viagens que envolvam o Brasil, como fizemos com o Reino Unido, a Europa e a China, e esperamos que seja temporário », afirmou o responsável, em declarações à CBS.

« Mas, devido à situação no Brasil, vamos tomar todas as medidas necessárias para proteger o povo norte-americano », disse O’Brien, numa altura em que os Estados Unidos já registam perto de 100 mil mortes associadas à covid-19.

Os Estados Unidos suspenderam os voos provenientes da China e da maior parte dos países da União Europeia e do Reino Unido, à medida que a pandemia ia alastrando.

A América Latina tornou-se um epicentro da pandemia e o Brasil é o segundo país com maior registo de casos a seguir aos Estados Unidos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 342 mil mortos e infetou mais de 5,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (97.087) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,6 milhões).

O Brasil, com mais de 22 mil mortos e 347 mil casos, é o segundo país do mundo em número de infeções, enquanto a Rússia, que contabiliza 3.388 mortos, é o terceiro, com mais de 335 mil.

Covid-19: Governo francês desaconselha viagens de férias fora do país no verão

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A ministra francesa da Transição Ecológica, Elisabeth Borne, aconselhou hoje os cidadãos a não irem de férias para fora de França neste verão, face às restrições que poderão encontrar no estrangeiro devido à pandemia da covid-19.

“As fronteiras com o espaço Schengen (de livre circulação europeia) vão continuar a ser fortemente controladas. Apelamos vivamente aos franceses a não considerarem as férias no estrangeiro », afirmou a governante, em declarações à France Inter, instando ainda a população a avançar com reservas para os meses de julho e agosto, uma vez que as decisões em relação a junho sobre as restrições ainda em vigor só vão ser tomadas “na próxima semana”.

Elisabeth Borne foi também confrontada com a posição adotada pelo governo espanhol, que anunciou esta semana a abertura de fronteiras a turistas de todo o continente europeu, mas reiterou a orientação anteriormente manifestada e deixou mesmo um reparo à decisão do executivo liderado por Pedro Sánchez.

“[Não é possível] atualmente recomendar aos franceses que reservem férias em Espanha. É uma opção que Espanha tomou, enquanto o país adotou regras para as pessoas que chegam de avião, o que é contraditório”, observou a ministra francesa.

França é o quinto país do mundo mais atingido em termos de óbitos relacionados com o novo coronavírus, atrás de Estados Unidos (97.087), Reino Unido (36.793), Itália (32.785) e Espanha (28.752), tendo já registado 28.332 mortes em mais de 182 mil casos de infeção desde o início da pandemia.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 342 mil mortos e infetou mais de 5,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de dois milhões de doentes foram considerados curados.

Covid-19: Portugal com 1.316 mortos e 30.623 infetados

 

Covid-19: Portugal com 1.316 mortos (mais 14 em 24h) e 30.623 infetados

Covid-19: Portugal com 1.316 mortos e 30.623 infetados

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Informação oficial:
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Portugal regista hoje 1.316 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que no sábado, e 30.623 infetados, mais 152, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de sábado, em que se registavam 1.302 mortos, hoje verificou-se um aumento de óbitos de 1%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (30.623), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 152 casos do que n0 sábado (30.471), representando uma subida de 0,5%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (738), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (316), do Centro (231), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de sábado, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 673 vítimas mortais são mulheres e 643 são homens.

Das mortes registadas, 893 tinham mais de 80 anos, 253 tinham entre os 70 e os 79 anos, 115 tinham entre os 60 e 69 anos, 39 entre 50 e 59, 15 entre os 40 e os 49, e um dos doentes tinha entre 20 e 29 anos.

A caracterização clínica dos casos confirmados indica que 536 doentes estão internados em hospitais, menos 14 do que no sábado (-2,5%), e 78 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos dois (-2,5%).

A recuperar em casa estão 11.222 pessoas.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus (2.177), seguido por Vila Nova de Gaia (1.552), Porto (1.347), Matosinhos (1.269), Braga (1.209) e Gondomar (1.077).

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 309.966 casos suspeitos, dos quais 2.115 aguardam resultado dos testes.

Há 277.228 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados subiu para 17.549 (mais 9.844 / +128%).

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 16.678, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 9.423, da região Centro, com 3.683, do Algarve (361) e do Alentejo (253).

Os Açores registam 135 casos de covid-19 e a Madeira contabiliza 90 casos confirmados, de acordo com o boletim hoje divulgado.

A DGS regista também 26.328 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Do total de infetados, 17.760 são mulheres e 12.863 são homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (5.161), seguida da faixa dos 50 aos 59 anos (5.123) e das pessoas com mais de 80 anos (4.420).

Há ainda 4.545 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 3.907 entre os 20 e os 29 anos, 3.397 entre os 60 e 69 anos e 2.498 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista igualmente 579 casos de crianças até aos nove anos e 993 jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com a DGS, 40% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 19% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 91% dos casos confirmados.

Covid-19: Cancelamento de atividades gera situação difícil para associações em França

As festas e encontros que permitiam às associações portuguesas em França manter as suas contas equilibradas durante o resto do ano foram anuladas devido à covid-19 e os seus dirigentes pedem agora mais apoios às autoridades portuguesas.

« A nível financeiro, é um buraco enorme. Esta festa, como é muito grande e junta cerca de 30 mil pessoas, ajuda-nos para que possamos tapar certos buracos durante o ano de outras atividades que não são rentáveis », afirmou Cipriano Rodrigues, presidente da Associação Portuguesa Cultural e Social (APCS) de Pontault-Combault, em declarações à agência Lusa.

A festa organizada pela APCS em Pontault-Combault, região parisiense, ia celebrar em 30 de maio a sua 45.ª edição, tendo-se tornado numa das datas incontornáveis da comunidade portuguesa em França, reunindo não só portugueses, mas pessoas vindas de outros países lusófonos e muitos franceses, curiosos para descobrir a cultura nacional.

Agora, com a proibição de aglomerações com mais de 10 pessoas em França devido à covid-19 – que já causou no país mais de 28 mil mortos e mais de 182 mil casos – a associação teve de devolver dinheiro aos parceiros da festa e negociar os sinais já avançados aos artistas, o que coloca esta estrutura em perigo.

« Temos um fundo de maneio, que nos serve de garantia para tudo o que fazemos. Mas como já tínhamos gastado uma parte na organização da festa deste ano, vamos ficar com este fundo praticamente a zero. Vamos ter de ter muita atenção para que a associação não vá à falência », relatou Cipriano Rodrigues.

A associação dá aulas de português a 180 alunos e faz trabalho de apoio social na região, tendo conseguido nos últimos anos os apoios institucionais da Direção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACP) para as associações portuguesas no estrangeiro.

Este ano, a APCS foi mesmo a associação mais subsidiada a nível mundial. Do custo total da festa, que ronda 160 mil euros, 36.750 euros seriam subsidiados pelas autoridades portuguesas. Outras atividades como o programa de apoio social também são apoiados por Portugal.

« De há dois anos para cá, temos conseguido aceder a subvenções maiores. A subvenção para a festa, em princípio, não nos vão dar. Mas pode haver a possibilidade de um apoio caso estejamos com muitas dificuldades », indicou Cipriano Rodrigues, que já contactou as autoridades portuguesas e a autarquia de Pontault-Combault para aceder a possíveis ajudas.

A Confederação das Associações Portuguesas em França (CCPF) estima que todas as associações da comunidade estão em ‘standby’ com compromissos financeiros já assumidos para eventos a realizar até ao verão.

« Muitas associações, possivelmente todas, estão em ‘standby’. […] Tudo depende muito se há ou não alguns compromissos financeiros que já foram realizados », afirmou Marie-Hélène Euvrad, presidente da CCPF, em declarações à Lusa.

A própria CCPF está em dificuldades, já que tinha planeado uma viagem linguística a Portugal (primeiro em maio e que agora foi adiada para julho) para 70 crianças que estudam português e terá de pagar nas próximas semanas 4 mil euros para assegurar os voos, com a companhia aérea a defender que caso os voos sejam anulados pela instituição, o dinheiro será perdido.

« Para nós é uma quantia imensa. Precisamos de um compromisso forte da parte das autoridades portuguesas, porque as condições são muito duras », disse Marie-Hélène Euvrad.

Segundo fonte do gabinete da secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, está a ser preparado « um apoio extraordinário » para as associações que estão a ajudar a comunidade portuguesa a fazer face à crise gerada pelo vírus e as associações em dificuldades não devem hesitar em sinalizar a sua situação junto dos postos consulares.

« As associações podem sinalizar casos de necessidade aos postos consulares, mas a rede consular tem também conhecimento do movimento associativo, cabendo-lhe proceder à análise e identificação dos casos de necessidade », respondeu a mesma fonte às questões colocadas pela Lusa sobre os apoios previstos.

Com 1.800 sócios, a União Luso-Franco-Europeia (ULFE) de Dijon, é uma das maiores da Europa e a covid-19 deixou-a sem meios para fazer face às despesas mensais.

« A nossa situação é um bocado complicada. Temos um prédio que é nosso e temos um grande crédito. Por enquanto, temos todas as nossas atividades canceladas”, afirmou António Costa, presidente da ULFE.

Assim, esta associação lançou um apelo nas redes sociais para angariação de fundos junto dos seus utentes de modo a fazer face a este período pós-confinamento.

Para funcionar, a ULFE precisa mensalmente de 4.300 euros entre pagamento do crédito para a construção da sede, contas e ainda atividades como o ensino da língua portuguesa.

António Costa não procurou apoio junto das autoridades portuguesas. « Não temos nada de Portugal. O que nos disseram sempre é que França não é Portugal e, por esse motivo, não nos dão apoio », concluiu.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 339 mil mortos e infetou mais de 5,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de dois milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.302 pessoas das 30.471 confirmadas como infetadas, e há 7.705 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: China e EUA « à beira de uma nova Guerra Fria » – Governo chinês

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Covid-19: China e EUA à beira de uma nova Guerra Fria – Governo chinês

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O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, alertou hoje que as posições de « certas forças políticas norte-americanas », sobre a origem do novo coronavírus, está a colocar os dois países « à beira de uma nova Guerra Fria ».

« Certas forças políticas norte-americanas estão a tornar reféns as relações entre a China e os Estados Unidos e conduzir os nossos dois países à beira de uma nova Guerra Fria », disse Wang Yi, citado pela agência France-Presse (AFP).

O chefe da diplomacia chinesa, que falava hoje aos jornalistas à margem da sessão plenária da Assembleia Popular Nacional iniciada na sexta-feira, reagia as declarações proferidas, nas últimas semanas, por Donald Trump.

Nas últimas semanas, o Presidente dos Estados Unidos, tem acusado as autoridades chinesas de atrasarem a comunicação de dados cruciais sobre a gravidade do novo coronavírus, que poderiam ter travado a propagação da doença.

« Além da devastação causada pelo novo coronavírus, um vírus político está a espalhar-se pelos Estados Unidos. Esse vírus político aproveita todas as oportunidades para atacar e difamar a China », disse Wang.

A tensão entre Pequim e Washington tem aumentado nos últimos dois anos, com a guerra comercial iniciada pelo Governo Trump com as sobretaxas alfandegárias.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 339 mil mortos e infetou mais de 5,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de dois milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 2,3 milhões, contra dois milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 140 mil, contra mais de 173 mil).

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (97.087) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,6 milhões).