Covid-19: Pandemia já matou mais de 350 mil pessoas em todo mundo

Covid-19: Pandemia já matou mais de 350 mil pessoas em todo mundo – AFP

Covid-19: Pandemia já matou mais de 350 mil pessoas em todo mundo

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A pandemia do novo coronavírus já matou mais de 350 mil pessoas em todo o mundo, mais de três quartos na Europa e nos Estados Unidos, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais.

De acordo com os dados recolhidos pela agência de notícias francesa até às 06:00 (07:00 em Lisboa), foi registado um total de 350.196 mortos em todo o mundo (em 5.589.389 casos de infeção), incluindo 173.713 na Europa, o continente mais afetado desde o início da epidemia em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan.

Os Estados Unidos são o país com mais mortes (98.929), à frente do Reino Unido (37.048), Itália (32.955), França (28.530) e Espanha (27.117).

Esta avaliação foi realizada com dados recolhidos pela AFP junto de autoridades de saúde e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A AFP avisa que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia dos dados, os valores de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

Portugal, com 1.342 mortes registadas e 31.007 casos confirmados é o 23.º país do mundo com mais óbitos e o 28.º em número de infeções.

Com UE dividida. Von der Leyen apresenta hoje proposta de fundo de recuperação da UE

Von der Leyen apresenta hoje proposta de fundo de recuperação da UE

Von der Leyen apresenta hoje proposta de fundo de recuperação da UE

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Alfa/Lusa
A Comissão Europeia apresenta hoje enfim a sua proposta de um fundo de recuperação para reerguer a economia da União Europeia dos ‘escombros’ provocados pela pandemia da covid-19, perspetivando-se de seguida intensas negociações entre os 27 Estados-membros.

Mais de um mês após os chefes de Estado e de Governo da UE terem encarregado o executivo comunitário de apresentar com caráter de urgência uma proposta de fundo de recuperação associada a uma proposta revista do Quadro Financeiro Plurianual da União para 2021-2027, a presidente da Comissão, Ursula von de Leyen, apresenta ao início da tarde o plano que servirá de base às discussões que se seguirão a nível do Conselho Europeu.

Além da proposta de um fundo de recuperação, Von der Leyen apresentará hoje, numa sessão extraordinária do Parlamento Europeu, em Bruxelas, uma nova proposta do quadro orçamental da União até 2027, à luz da nova realidade causada pela crise da covid-19, dois anos depois da proposta original colocada em cima da mesa pela anterior Comissão Europeia, liderada por Jean-Claude Juncker.

Desde maio de 2018, as negociações entre os 27 não chegaram a bom porto, tendo antes sido motivo de tormenta no Conselho, com a última tentativa, em fevereiro passado, a evidenciar as grandes diferenças entre os chamados ‘frugais’ – Holanda, Áustria, Suécia e Dinamarca – e os ‘amigos da coesão’, entre os quais Portugal.

Atendendo às posições já avançadas pelos Estados-membros sobre o fundo de recuperação, é fácil de adivinhar novo ‘choque’ quando as discussões arrancarem em torno da proposta que a «Comissão Von der Leyen» vai colocar hoje sobre a mesa.

À recente proposta franco-alemã de um fundo de recuperação de 500 mil milhões de euros, financiado por emissão de dívida pela Comissão Europeia e distribuído a fundo perdido através de subvenções, aos países e setores mais afetados pela crise – o que o primeiro-ministro, António Costa, considerou um bom ponto de partida -, o quarteto de ‘frugais’ respondeu no passado fim-de-semana com uma contra-proposta bem menos generosa.

Mantendo-se fiéis ao seu estilo de não quererem pagar despesas dos países do sul, Holanda, Áustria, Suécia e Dinamarca propõem antes uma ajuda de emergência às “economias europeias menos disciplinadas” pela pandemia de covid-19 através de empréstimos, e sob o “firme compromisso” de implementarem reformas de longo alcance.

Hoje, conhecer-se-á então a proposta da Comissão, que, segundo uma “inconfidência” do seu antigo diretor-geral, será de um fundo na ordem dos 500 mil milhões de euros, atribuídos sobretudo – 60% a 70% – através de subvenções.

Na terça-feira, a Comissão Europeia rejeitou confirmar os valores e moldes da proposta de fundo de recuperação ‘antecipados’ por Martin Selmayr, recomendando “seriamente” que só sejam tidos em conta os “números” que a presidente apresentará hoje.

Num encontro com jornalistas em Viena, onde é agora o representante da Comissão Europeia, Selmayr, antigo “braço direito” do ex-presidente do executivo comunitário Jean-Claude Juncker, revelou que a Comissão vai propor hoje um fundo de 500 mil milhões de euros, angariados nos mercados através da emissão de dívida, com as ajudas a serem desembolsadas maioritariamente através de subsídios a fundo perdido, um cenário que conhecerá então forte resistência dos países ‘frugais’.

As ajudas aos países mais afetados pela pandemia da covid-19 seriam prestadas através de quatro canais: metade por intermédio do fundo de recuperação, o restante por novos fundos de coesão, o novo Fundo para uma Transição Justa e ainda pelo programa “InvestEU”, destinado a empresas.

Citado pela imprensa austríaca, Selmayr adiantou ainda que a proposta revista do orçamento plurianual da UE para 2021-2027, que a Comissão também apresentará na mesma ocasião, interligando-o com o fundo de recuperação, será na ordem do bilião de euros.

Von der Leyen apresentará a sua proposta numa sessão extraordinária do Parlamento Europeu, seguindo-se de imediato um debate com os eurodeputados, que também terão uma palavra a dizer em todo o processo, já que por si passa também a aprovação do futuro orçamento comunitário, que constituirá a base do fundo de recuperação, pois boa parte dos apoios serão prestados através do Quadro Financeiro Plurianual, por programas já existentes e outros novos.

Covid-19: Brasil regista1.039 mortos e 16.324 casos nas últimas 24 horas

Covid-19: Brasil regista1.039 mortos e 16.324 casos nas últimas 24 horas

Covid-19: Brasil regista1.039 mortos e 16.324 casos nas últimas 24 horas

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O Brasil registou 1.039 mortos e 16.324 infetados pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, informou na terça-feira o executivo, acrescentando que o país totaliza agora 24.512 óbitos e 391.222 casos confirmados.

Segundo o Ministério da Saúde, está ainda a ser investigada a eventual relação de 3.882 óbitos com a covid-19.

Desde o início da pandemia no país, registado oficialmente no final de fevereiro, o Brasil contabilizou a recuperação de 158.593 pacientes infetados, sendo que 208.117 continuam sob acompanhamento.

O Brasil é o segundo país do mundo com o maior número de casos de covid-19, apenas atrás dos Estados Unidos da América, que têm mais de 1,7 milhões.

Já no parâmetro de novas mortes registadas, o país sul-americano lidera a lista mundial, segundo o portal Worldometer, que compila quase em tempo real informações da Organização Mundial da Saúde, dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças, de fontes oficiais dos países, de publicações científicas e de órgãos de informação.

São Paulo concentra 6.423 vítimas mortais e 86.017 casos de infeção, continuando a ser o epicentro da pandemia no país, sendo seguido pelo Rio de Janeiro, que contabiliza agora 4.361 mortos e 40.024 pessoas diagnosticadas com covid-19.

Nove das 27 unidades federativas do país já ultrapassaram os 10 mil casos de infeção pelo novo coronavírus e seis já superam a barreira dos dois mil mortos.

Na terça-feira, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) previu 88.300 mortes devido à covid-19 no Brasil até 04 de agosto, indicou a diretora daquela agência de saúde, Carissa Etienne.

« No Brasil, prevê-se um aumento exponencial no número de mortes diárias, chegando a um pico de algo como 1.020 mortes diárias para o dia 22 de junho de 2020. Para 04 de agosto de 2020, projeta-se um total de 88.300 mortes », revelou Carissa Etienne, citando um modelo da entidade para a estimativa de cenários.

A diretora da organização afirmou que “não há dúvidas” de que a América é o novo epicentro da pandemia do novo coronavírus, chamando a atenção para os Estados Unidos da América e para o Brasil, que têm registado os maiores aumentos diários de novos casos da doença.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 346 mil mortos e infetou mais de 5,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Quase 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Covid-19: França regista mais de 28.500 mortos

Covid-19: França regista mais de 28.500 mortos

Covid-19: França regista mais de 28.500 mortos

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 O número total de mortos em França devido à covid-19 é de 28.530, com mais 83 óbitos registados nos hospitais últimas 24 horas, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde francês.

Do total de vítimas mortais causadas pelo vírus, 18.195 foram registadas em unidades hospitalares e 10.335 ocorreram em lares de idosos e centros para pessoas que, por motivos de saúde ou incapacidade, necessitam de prestação de cuidados constantes.

O número de mortes nos lares foi revisto em baixa desde o fim de semana prolongado.

Atualmente há 16.264 pessoas hospitalizadas em França devido ao vírus e 1.555 desses pacientes estão internados nos cuidados intensivos.

Nas últimas 24 horas foram confirmados 276 novos casos no país, elevando assim o número total desde o início da pandemia para 145.555. Há 65.879 pessoas curadas da covid-19 em França.

França é atualmente o quarto país no mundo com mais mortos devido ao vírus a seguir aos Estados Unidos (98.223 mortos), Reino Unido (37.048 mortos) e Itália (32.877 mortos).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 346 mil mortos e infetou mais de 5,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

« Todos Juntos, vamos ajudar quem precisa ». A crise e nós. Por Luísa Semedo

A crise do Covid-19 realça uma emergência alimentar a que é preciso acudir com urgência.

Um Estado para sobreviver e ser digno desse nome precisa de tratar dos seus pobres.

« Todos Juntos, vamos ajudar quem precisa », foi uma operação de solidariedade lançada pela Rádio Alfa.

Ouça aqui a última crónica da escritora Luísa Semedo:

 

 

Covid-19: Ryanair retoma no verão em Portugal 90% das rotas previstas no pré-pandemia

Covid-19: Ryanair retoma no verão em Portugal 90% das rotas previstas no pré-pandemia

Covid-19: Ryanair retoma no verão em Portugal 90% das rotas previstas no pré-pandemia

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A Ryanair recomeça a 01 de julho a voar para os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada e Lajes, pretendendo retomar “aproximadamente 90%” das rotas previstas para o verão em Portugal antes do início da crise sanitária.

Fonte oficial da companhia aérea irlandesa adiantou à agência Lusa que “a Ryanair optou por ajustar a programação, reduzindo frequências diárias/semanais, mas mantendo o maior número possível de rotas”.

A nova programação de voos já está disponível no ‘site’ da Ryanair, já podendo os clientes reservar as viagens.

A companhia de baixo custo irlandesa anunciou esta manhã a retoma, em 01 de julho, dos voos diários para Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Chipre a partir da Irlanda, Reino Unido, Bélgica, Holanda e Alemanha.

Em comunicado, a companhia de baixo custo irlandesa adiantou ainda ter planos para “operar 40% da sua programação de voos” global em julho, “uma vez que Espanha anunciou este fim de semana que eliminaria as restrições de viagem e de visitantes a partir de 01 de julho, à semelhança de Itália, Chipre, Grécia e Portugal, que preparam a reabertura dos seus hotéis e praias para a principal época de férias nos meses de julho e agosto”.

Os voos diários a retomar pela Ryanair a partir de 01 de julho têm origem nos “países do Norte da Europa, incluindo Irlanda, Reino Unido, Bélgica, Holanda, Alemanha”, e destino nos “principais aeroportos de Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Chipre”.

« Após quatro meses de bloqueio, celebramos as medidas dos governos de Itália, Grécia, Portugal, Espanha e Chipre para reabrir as fronteiras, eliminar as restrições de viagem e suprimir as quarentenas ineficazes”, afirma o presidente executivo da Ryanair, citado no comunicado.

Segundo Eddie Wilson, « as famílias europeias que têm estado sujeitas a um confinamento de mais de 10 semanas, podem agora aguardar com expectativa pelas tão esperadas férias familiares para Espanha, Portugal, Itália, Grécia e outros destinos mediterrânicos em julho e agosto”.

Todos os voos da Ryanair funcionarão com novas medidas sanitárias em vigor, que exigem que todos os passageiros e tripulações usem sempre máscaras nos terminais dos aeroportos e a bordo dos aviões, em conformidade com as recomendações da União Europeia.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 346 mil mortos e infetou mais de 5,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Quase 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.342 pessoas das 31.007 confirmadas como infetadas, e há 18.096 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (cerca de 2,5 milhões, contra mais de dois milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 146 mil, contra perto de 173 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

Covid-19. Santuário de Fátima preparado para receber fiéis depois de “longo período de tempo doloroso”

Santuário de Fátima preparado para receber fiéis depois de “longo período de tempo doloroso”

Santuário de Fátima preparado para receber fiéis depois de “longo período de tempo doloroso”

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Alfa/Lusa
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O reitor do Santuário de Fátima, no concelho de Ourém, distrito de Santarém, convidou hoje os fiéis a regressarem às celebrações comunitárias, a partir de sábado, “com segurança”, depois de um “longo período de tempo doloroso” devido à pandemia de covid-19.

Numa mensagem vídeo divulgada publicamente, Carlos Cabecinhas convida os peregrinos a voltar à Cova da Iria, em Fátima, neste que considera ser “um tempo novo”.

“Queria convidar-vos a vir ao Santuário de Fátima. Estaremos à vossa espera para vos acolher com segurança. Todos vós sereis bem-vindos”, diz o reitor.

Carlos Cabecinhas recorda o « largo período de tempo doloroso » imposto pela pandemia, que “privou as pessoas de cumprirem a rotina quotidiana e de participarem na eucaristia”, impedindo até a celebração da Páscoa em comunidade.

“Não pudemos peregrinar a Fátima, nos dias 12 e 13 de maio. Fizemos estes sacrifícios em nome de um bem maior: a saúde de todos nós”, refere na mensagem, considerando que é tempo dos cristãos retomarem a “vida normal”, ou seja, “viverem a sua fé em comunidade, respeitando as regras para a preservação da saúde mas em comunidade”.

O reitor do Santuário de Fátima considera que o momento atual é “uma oportunidade para viver a fé com entusiasmo e em comunidade”, como o fizeram “os santos pastorinhos ».

Em Fátima, o regresso à atividade será feito “com regras de segurança já definidas”, concentrando a maioria das missas do programa oficial, de segunda a domingo, na Basílica da Santíssima Trindade. A exceção são as missas das 11:00 no fim de semana, celebradas no Recinto de Oração, tal como a das 15:00 de domingo.

“Será necessário respeitar procedimentos e observar o recomendável distanciamento físico mesmo no recinto”, alerta Carlos Cabecinhas.

As celebrações na Capelinha das Aparições também serão retomadas, com o terço às 12:00 e às 18:30. As celebrações oficiais terminarão diariamente com terço às 21:30.

Durante a semana será ainda celebrada na Capelinha das Aparições a Eucaristia das 12:30.

As missas que habitualmente decorriam durante a semana na Capelinha das Aparições em italiano, inglês e espanhol não irão ser celebradas, tal como a procissão do Santíssimo ao domingo.

Dentro dos espaços fechados é obrigatório o uso de máscara e a prévia higienização das mãos. Durante as celebrações, a máscara só deverá ser retirada no momento da comunhão que continuará a ser dada na mão, informa o Santuário.

Os peregrinos deverão respeitar todas as indicações dos acolhedores, nomeadamente nas filas para a comunhão e na ocupação dos lugares sentados, dentro dos espaços de culto e oração.

As capelas da Reconciliação e da Adoração mantêm os horários habituais, devendo os peregrinos observar todas as regras de distanciamento, etiqueta respiratória e higiene.

A Bênção dos Veículos passa a realizar-se semanalmente, a partir do dia 31 de maio, ao domingo, no parque 12, ao lado do Centro Pastoral de Paulo VI, às 12:45 e 17:00.

Covid-19. TAP impõe confinamento ao Porto e Norte. Indignados, autarcas denunciam favorecimento de Lisboa

Covid-19. TAP impõe confinamento ao Porto e Norte. Autarcas do Norte revoltados

JOSÉ COELHO/LUSA

Retoma « regional » centrada em Lisboa da operadora nacional gera revolta a norte. Chocados, autarcas dizem não ao resgate da TAP se mantiver serviços abaixo de mínimos no Aeroporto do Porto, que vale pouco mais de 2% da operação de voos da empresa, que os mesmos acusam de ser privada nas decisões e pública quando se trata de ir aos bolsos de todos os portugueses

Alfa/Expresso. Por Isabel paulo

A estratégia da transportadora de bandeira nacional está a gerar um onda de indignação por parte dos autarcas e partidos de todos os quadrantes partidários. Em conferência de imprensa esta terça-feira, onde estiveram presentes o presidente da Entidade de Turismo do Porto e Norte, Luís Pedro Martins, os presidentes das Câmaras do Porto, Rui Moreira, da Maia, António da Silva Tiago, de Viana de Castelo, José Maria Costa, e de Vila Real, Rui Santos, os autarcas defenderam que a TAP está a abandonar o país ao centralizar a sua operação em Lisboa, com o dinheiro de todos os portugueses.

Rui Moreira acusa a TAP de estar a tentar « confinar o Porto e Norte » e de abandonar o país, sublinhando que a estrutura da companhia aérea portuguesa « nunca perdeu o vínculo de empresa de caráter colonial”. Numa altura em que o Estado se prepara para injetar mil milhões de euros para salvar a TAP, o autarca independente defendeu que o Governo só deve ajudar a empresa « se exigir, no momento de retomar os voos, que seja na mesma percentagem no Porto, Lisboa, Faro, Madeira e Açores ».

O presidente da Câmara do Porto lembra que o Minho, Trás-os-Montes, o Douro e a região centro também fazem parte de Portugal, frisando que a TAP é privada nas decisões e « pública na hora dos contribuintes pagaram os seus vícios e operações ruinosas”. Para o autarca, a companhia não é por isso « carne nem peixe” e se é, mais uma vez, para o Governo ajudar uma “empresa regional”, então a que “incorpore a TAP na Carris”. “Não faça de nós tontos”, atira Moreira, concluindo que uma operação centralizada em Lisboa prejudica todo o país e “vale zero para o interesse nacional”.

TAP DEVE SER EXCLUÍDA DE PLANO DE RESGATE, DIZ AUTARCA DA MAIA

A revolta dos autarcas surge um dia depois de a TAP anunciar os seus planos de voo pós-pandemia, com 27 ligações semanais para junho a partir de Lisboa, três para o Porto e nenhuma rota internacional. Em julho, o plano prevê 247 ligações semanais, seis a partir do Porto. António da Silva Tiago, autarca do PSD do concelho-sede do Aeroporto do Porto, afirma que se a TAP reduzir a sua operação em junho às parcas três linhas anunciadas, “então perde o desígnio para a economia nacional”, razão pela qual deve ser excluída “de qualquer plano de resgate à custa dos impostos de todo o país, ao limitar-se à dimensão de companhia confinada à sua expressão regional”.

Também em rota de colisão com a TAP está o autarca socialista de Vila Real. Rui Santos critica a administração por, “numa altura em que anda de mão estendida ao Estado Português”, tenha decidido o regresso da atividade sem informar o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e sem negociar com ninguém. “É um desplante que a empresa que carrega o nome de Portugal e é 50% pública ignore parte do país, numa visão centralista inconsequente e que revela um erro clamoroso por parte da sua administração”, refere Rui Santos, acrescentando ser ‘fake news’ considerar a TAP uma empresa nacional, quando apenas serve a economia da região de Lisboa.

José Maria Costa, autarca do PS de Viana do Castelo, também não poupa nas críticas e confessa-se mesmo “chocado” com os serviços abaixo de mínimos da TAP para a região mais exportadora do país: “com o plano apresentado, perde-se o sentido de unidade nacional”.

Já o responsável do Turismo do Porto e Norte titula de “escandaloso” o plano de retoma da TAP, afirmando ser inexplicável que companhias como a Swiss Air, Easyjet, Luftansa ou Air France estejam a operar e a planear mais voos internacionais a partir do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e a TAP não veja interesse. Luís Pedro Nunes questiona mesmo se a companhia de bandeira pretende encerrar a base do Porto, um aeroporto que serve não só o turismo do Norte e Centro do país, mas a economia nacional, lembrando que o hub Porto movimentava mais clientes do país vizinho do que os três aeroportos da Galiza.

PS do Porto, independente afeto a Rui Moreira, Bloco de Esquerda e PCP já se manifestaram todos contra a ‘regionalização’ da transportadora aérea com dinheiro dos contribuintes, acusando a TAP de tratar o aeroporto do Porto como « apeadeiro » ao serviço do aeroporto de Lisboa.

Covid-19. Faixa etária com mais novos casos é a dos 20-29 anos

Faixa etária com mais novos casos é a dos 20-29 anos. Esta tendência pode já ter influência do desconfinamento que se iniciou nos primeiros dias de maio.

Alfa/Expresso e outras fontes

A faixa etária mais significativa entre os novos infetados é a dos 20-29 anos: são 44 dos 219 casos registados esta terça-feira, o que corresponde a 20% do total.

Aliás, a faixa entre os 0 e os 39 anos – em que, recorde-se, apenas se registou uma morte em Portugal em toda a pandemia – regista quase metade dos novos casos: em rigor, 48%.

As faixas etárias mais afetadas são, por esta ordem: 20-29 anos (44 casos), 30-39 anos (33), 60-69 anos (31) e 40-49 anos (27). Esta tendência pode já ter influência do desconfinamento que se iniciou nos primeiros dias de maio.

Covid-19. Aumento de casos na região de Lisboa (96% dos casos)

Aumento de casos na região de Lisboa “deve-se a pequenos surtos”, um deles no Bairro da Jamaica

Alfa/com Expresso e outras fontes

A região de Lisboa e Vale do Tejo registou nas últimas 24 horas mais de 96% dos novos casos de infeção a nível nacional – 211 de um total de 219. Questionada sobre o tema, a diretora-geral da Saúde respondeu que a explicação está “em pequenos surtos mais ou menos localizados”. Graça Freitas referiu em concreto a área abrangida pelo Agrupamento de Centros de Saúde Almada-Seixal, onde existem agora “três pequenos focos comunitários, com 32 pessoas positivas”. Nove delas, respondeu depois, estão no Vale de Chícharos, mais conhecido como Bairro da Jamaica.

Graça Freitas referiu ainda as 125 pessoas com testes positivos à covid-19 que estão na zona da Azambuja, mas adiantou que a maioria dos casos que compõem estes surtos diz respeito a pessoas assintomáticas ou com sintomas ligeiros, tratadas no domicílio. Garantiu também que as autoridades estão a fazer um “grande esforço de identificar precocemente” os casos e de impedir que se propaguem.