Covid-19/Portugal. O plano para a reabertura de comércios, creches e aulas presenciais

Covid-19. Alunos do 11º e 12º anos voltam às aulas presenciais a 18 de maio. Creches reabrem a 1 de junho. Comércio local retomará a 4 de maio e grande comércio a 1 de julho. Notícia foi avançada pelo Jornal de Notícias e pelo Público. Levantamento das restrições será avaliado de 15 em 15 dias

Foto JOSE SENA GOULAO

Os alunos dos 11º e 12º anos vão poder voltar à escola, e às aulas presenciais, no dia 18 de maio, avançam o Jornal de Notícias e o Público. Há cerca de duas semanas, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, reagia com cautela à possibilidade do regresso das aulas presenciais, ainda que confirmando que esse seria o cenário ideal para os estudantes dos 11º e 12º anos, que se preparam para ter exames nacionais. “A saúde dos nossos alunos e professores será o nosso primeiro azimute”, reforçou.

As creches deverão voltar a abrir pouco depois, a 1 de junho, num regresso também simbólico, já que esse é o momento em que se celebra o Dia da Criança.

Em qualquer caso, este levantamento de restrições poderá ser avaliado de 15 em 15 dias.

Quanto ao comércio, haverá ainda duas datas: uma para o local, que poderá reabrir assim que terminar este terceiro período de estado de emergência, a 4 de maio, e outra para o grande comércio, que deverá voltar na mesma data em que reabrem as creches, a 1 de junho.

Obras de restauração na catedral de Notre-Dame de Paris são retomadas hoje

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As obras de restauração na catedral de Notre-Dame de Paris, suspensas desde março por causa da pandemia de covid-19, são retomadas gradualmente a partir de hoje.

A catedral, monumento icónico da capital francesa sofreu um incêndio e abril de 2019.

As obras decorrerão em três etapas, com um aumento de trabalhadores ao longo do mês de maio.

Os trabalhadores no local terão máscaras, acesso a dispensadores de álcool gel e terão soluções de acomodação e entrega de refeições, de acordo com o órgão público encarregado da restauração da igreja.

No primeiro aniversário do incêndio da catedral, em 15 de abril, o Presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou o seu objetivo de reconstruir a catedral em cinco anos.

Antes de ser suspenso devido à pandemia de covid-19, causada pelo novo coronavírus, os trabalhos já haviam sido interrompidos brevemente no último verão para melhorar a proteção dos trabalhadores contra o chumbo.

Covid-19: França regista 242 mortes em 24 horas e total supera os 22.800 óbitos

A França registou nas últimas 24 horas 242 mortes associadas à covid-19 em meio hospitalar e nos lares, perfazendo um total de 22.856 mortos desde o início da pandemia, anunciou hoje fonte oficial.

Os números do avanço do vírus em França foram divulgados hoje através de um comunicado das autoridades francesas.

Desde 01 de março, em meio hospitalar morreram 14.202 pessoas e nos lares foram registados 8.564 óbitos no mesmo período.

Em França há 28 217 pessoas hospitalizadas devido à covid-19 e 4.682 destes pacientes estão nos cuidados intensivos. Estes dois indicadores continuam a descer diariamente.

A França registou 125.575 casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infetou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

 

Alfa/Lusa

Covid-19: Professores de português no estrangeiro receiam contágio no regresso às aulas

Com o anúncio da reabertura em maio das escolas em alguns países europeus, vários professores do Ensino do Português no Estrangeiro receiam ficar infetados com a covid-19 e consideram-se esquecidos pelo Governo português.

“No país onde trabalho [a pandemia de covid-19] está muito, mas muito pior do que em Portugal e querem abrir as escolas para lecionar presencialmente”, contou à agência Lusa um professor do Ensino do Português no Estrangeiro (EPE) num país europeu, que solicitou anonimato.

Para este docente, abrir as portas das escolas é um risco, pois “a maioria das turmas é grande, algumas com alunos do primeiro ao 12.º ano, confinados em salas pequenas e sem qualquer hipótese de manter a distância”.

“O nosso maior receio é ficarmos infetados [pela covid-19], os professores e os alunos”, pois “algumas salas são demasiadamente pequenas. Saem uns alunos e entram logo outros, sem que seja feita qualquer higienização, pois o horário também não permite”, disse.

Este professor, que afirma falar em nome de vários docentes na mesma situação, acusa o Governo de os abandonar: “Somos professores portugueses e, nesse caso, não devíamos depender da decisão de outros países, onde a economia se sobrepõe ao bem-estar da população”.

E acrescentou: “Fosse qual fosse a decisão, deveria ser dos nossos governantes. Penso que deveríamos continuar a trabalhar como em Portugal, com o ensino à distância. Não é o ideal, como podemos verificar até ao momento, mas é o mais razoável”.

O docente queixa-se de falta de informação sobre o que vai acontecer até ao final do ano.

“Apenas sabemos que será de acordo com as orientações dos países onde estamos colocados. De resto, é como se não fossemos portugueses”, acusou.

Carlos Pato, dirigente do Sindicato dos Professores no Estrangeiro (Fenprof), que leciona no Luxemburgo, disse à agência Lusa que ainda não tem conhecimento dos moldes em que as escolas vão abrir.

“Quando vimos para o estrangeiro, conforme o nosso regime jurídico, nós temos que respeitar o normativo do país onde estamos colocados, por isso é que nos dão uma autorização de residência”, explicou.

Isto para afirmar que estes professores são “obrigados a cumprir o ano letivo, tal e qual está estipulado nos países de acolhimento”.

Na atual “situação de emergência”, referiu, nem todos os países têm a mesma ideia sobre a data de abertura das escolas.

Mas a maioria dos países europeus já fixou datas para que as escolas possam reabrir, o que deverá acontecer durante o mês de maio.

Carlos Pato disse entender o medo dos professores, o que também partilha, mas sublinhou que os docentes estão em comissão de serviço e que esta mobilidade pressupõe o respeito do normativo do país.

“Não se pode aplicar o que é decidido em Portugal nos outros países, porque não é essa a filosofia do ensino do português no estrangeiro. Temos de nos adaptar”, afirmou.

E refere que atualmente os professores do ensino português no estrangeiro estão todos a trabalhar como em Portugal, ou seja, à distância.

Ao Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que coordena a atividade dos docentes de língua e cultura portuguesas no estrangeiro, ainda não chegaram queixas de professores descontentes com a reabertura das escolas nos países onde lecionam.

Contactada pela Lusa, fonte deste instituto tutelado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros referiu que as orientações que estes professores têm “são para, no caso do ensino integrado, regressarem às aulas quando a escola local o fizer e, no caso do ensino paralelo, coordenarem com a escola o regresso”.

O instituto garante que, através das suas coordenações de ensino, “tem dado apoio e acompanhamento permanentes a todos os docentes da sua rede de ensino”.

Por seu lado, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, disse à Lusa que a reabertura das escolas no estrangeiro onde se leciona a língua portuguesa será feita “em conjugação com o Ministério da Educação, as autoridades de saúde portuguesas, que têm conhecimento do surto epidemiológico nos territórios, mas sempre em articulação com as autoridades locais de saúde”.

“As questões relacionadas com a saúde pública, nomeadamente com a segurança dos estudantes, dos professores e todos os que trabalham nas nossas escolas tem sido o que tem norteado as nossas atividades”, frisou.

E declarou: “Obviamente que todos queremos que o afrouxar das medidas de confinamento seja feito o mais rápido possível, mas com todos os cuidados”.

Estes cuidados devem prosseguir se e quando acontecer uma “abertura paulatina das atividades letivas”, que deve pressupor “todas as regras que existam no momento, relativamente à higienização, ao distanciamento social, com todas as questões de segurança, tanto no transporte para as escolas como na permanência nas escolas neste período, se e quando vier a existir”.

O ensino de português no estrangeiro está presente nos cinco continentes, num total de 77 países. Em 2018, 70.920 alunos frequentaram os ensinos básico e secundário, enquanto 115.883 cursaram cursos superiores.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infetou mais de 2,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

 

Alfa/Lusa

Covid-19. Apoio social aos portugueses no estrangeiro tem sido assegurado, diz Governo

Covid-19: Apoio social aos portugueses no estrangeiro tem sido assegurado – Governo – oficial

Covid-19: Apoio social aos portugueses no estrangeiro tem sido assegurado - Governo

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O Governo conseguiu já resolver mais de 80% das situações de portugueses que pediram apoio para regressar ao país e simultaneamente, através dos consulados e embaixadas, tem dado apoio social aos nacionais que o solicitam, revela hoje uma informação governamental.

Na mesma nota, a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP) precisa que o apoio social aos cidadãos nacionais no estrangeiro tem sido prestada, quer através da linha covid-19, que continua a funcionar, quer pela linha de emergência consular e pelas linhas telefónicas e endereços eletrónicos disponibilizados pelos consulados e embaixadas localmente.

« As linhas covid-19 e do Gabinete de Emergência Consular receberam 17.600 chamadas telefónicas e 12.800 mensagens eletrónicas desde o início da pandemia, continuando esse trabalho em estreita articulação com os consulados e as embaixadas », indica a SECP.

A Secretaria de Estado salienta que o apoio aos cidadãos nacionais no estrangeiro tem sido uma « área importante », no quadro das medidas que o Governo tem vindo a adotar para reduzir o impacto da pandemia covid-19.

« Num primeiro momento, a ação neste domínio foi orientada para apoiar os milhares de portugueses inesperadamente impedidos de regressar ao nosso país pelo rápido alastramento da pandemia », recorda a SECP.

Neste quadro, sublinha que as embaixadas e os consulados foram instruídos, através da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, para avaliar o impacto social da pandemia nas comunidades portuguesas, tanto em matéria de emprego/desemprego, como no acesso dos portugueses a políticas locais extraordinárias que foram implementadas nos respetivos países para acorrer a situações mais gravosas, incluindo de cidadãos indocumentados e detidos.

Paralelamente – acrescenta a SECP – a linha de emergência covid-19 do Ministério dos Negócios Estrangeiros tem vindo a « adaptar-se à nova realidade », tendo já recebido e encaminhado pedidos de apoio social ou pedidos de informação sobre situações de emprego/desemprego de nacionais residentes no estrangeiro aos postos competentes e continuará a fazê-lo.

« Reconhecendo que tanto a identificação de casos de necessidade como o apoio às comunidades portuguesas passa pela articulação com a rede associativa da diáspora, ficará concluído em breve o programa de apoio às ações e projetos dos movimentos associativos das comunidades portuguesas no estrangeiro, para o qual foi garantido este ano um envelope financeiro superior a 600 mil euros », assegurou a SECP.

Na nota, o Governo congratula-se com a preocupação expressa sobre esta matéria pelos conselheiros das comunidades, através do seu Conselho Permanente, apelando a que « reforcem a articulação com as embaixadas e os consulados das respetivas áreas de jurisdição, garantindo assim uma resposta mais eficiente a todas as situações de necessidade ».

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infetou mais de 2,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 880 pessoas das 23.392 confirmadas como infetadas, e há 1.277 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Covid-19/Portugal com 903 mortos e 23.864 infetados. Mais 23 mortos em 24h

Covid-19/Portugal com 903 mortos e 23.864 infetados. Mais 23 mortos em 24h

Covid-19: Portugal com 903 mortos e 23.864 infetados

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Informação oficial: Portugal regista hoje 903 mortos associados à covid-19, mais 23 do que no sábado, e 23.864 infetados (mais 472), indica o boletim epidemiológico divulgado neste domingo pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Há mais 23 mortos em Portugal (mas taxa de crescimento de óbitos é a menor da pandemia). O boletim da Direção-Geral da Saúde regista ainda mais 472 casos de covid-19 e 52 recuperações em Portugal, em 24h.

« Pessoa: temos duas vidas, a que sonhamos desde a infância; e a falsa, a que partilhamos com os outros ». Opinião

Covid-19. A catedral Nôtre-Dame, a Pandemia, Le Figaro, que citava há dias o poeta Fernando Pessoa, « o viajante imóvel ».

« Pessoa diz que temos duas vidas, a verdadeira, a que sonhamos desde a infância e a falsa, aquela que partilhamos com os outros ».

Crónica de João Pinharanda, curador, historiador de arte e diretor do Instituto Camões em Paris, para ouvir na Rádio Alfa nesta segunda-feira, 27.

 

Covid-19: Empregadas de limpeza portuguesas na Suíça sem trabalho nem apoios (notícia atualizada)

Covid-19: Empregadas de limpeza portuguesas na Suíça sem trabalho nem apoios. 

As restrições impostas pela pandemia da covid-19 na Suíça deixaram sem rendimentos centenas de empregadas de limpeza portuguesas que, sem vínculo contratual nem horários certos, ficaram sem trabalhar.

Agora, não têm apoios sociais, o que levou um sindicato a pedir ajuda estatal.

Na Suíça desde 1998 e secretário sindical responsável da área da construção civil no maior sindicato da Suíça — Unia -, José Inácio Sebastião disse à agência Lusa que os efeitos das restrições no mundo laboral, para conter a pandemia covid-19, já se sentem na comunidade portuguesa na Suíça.

« A nossa comunidade trabalha sobretudo em empregos manuais – limpeza, construção civil, hotelaria, nos quais os trabalhadores estão mais expostos e que, por isso, o Estado encerrou uma parte », disse.

Na hotelaria está tudo parado e a construção civil tem avançado devagar, o que tem levado muitos trabalhadores portugueses a pedir apoios sociais.

Ajudas com que não contam centenas de portuguesas que trabalham na área da economia doméstica (mulheres-a-dias), muitas vezes pagas à hora ou por tarefa, e sem direito a subsídio de desemprego.

José Inácio Sebastião afirma que muitas destas trabalhadoras já estão há mais de um mês sem receber e que « vão sofrer bastante, porque muitas delas não estão declaradas. Trabalham à hora ».

Luísa (nome fictício), a viver em Zurique há seis anos, é uma dessas portuguesas que tem a folha « a negro », ou seja, não faz descontos e por isso não está a receber subsídio de desemprego.

Em declarações à Lusa, disse que a situação está « a apertar », principalmente porque o marido que trabalhava numa pastelaria também está sem emprego.

« Temos um filho com oito anos, que está em casa porque as escolas estão fechadas. Não posso ir trabalhar, mas também não tinha onde limpar », lamentou.

A esta família tem valido umas horas que o marido tem feito numa obra, onde o cunhado trabalha, mas todas as suas esperanças vão para o dia em que os trabalhos reabrirem, pois há algumas semanas que o rendimento escasseia.

« Não temos possibilidade de aguentar muito mais e a burocracia para pedir ajuda é muita e seguramente que pelo menos eu não tenho direito a receber nada », adiantou.

Situações como estas são tão frequentes na Suíça que o sindicato Unia solicitou ao Estado a criação de um fundo para ajudar estas mulheres que trabalham na economia doméstica, estipulado numa média do que eles recebem ao longo de um ano, disse José Inácio Sebastião.

Maria tem mais sorte. A trabalhar apenas ao sábado — porque durante a semana tem de ficar em casa para tomar conta dos dois filhos — continua a receber o vencimento dos patrões para quem trabalhava durante a semana até à pandemia.

« Como desconto, podia pedir ajuda ao Estado, mas a burocracia é muita. Além disso, os meus patrões continuam a pagar-me, simplesmente porque querem », disse.

Maria, há dez anos a viver na Suíça, não tem dúvida de que este é um reconhecimento pelo seu trabalho, uma vez que serve estas famílias há oito anos.

« Sinto-me como se fosse da família », disse.

O sindicato Unia — no qual estão inscritos 30 mil portugueses — está igualmente preocupado com os trabalhadores temporários que não têm, ou já usaram, o direito ao subsídio de desemprego.

Segundo José Inácio Sebastião, o sindicato quer que o Estado aceite todos os trabalhadores temporários como beneficiários do subsídio de desemprego.

Para o Conselheiro da Comunidade Portuguesa na Suíça, Domingos Pereira, a adesão ao confinamento voluntário, decretado na Suíça a 17 de março e prolongado a 27 do mesmo mês, está a ser boa.

Na Suíça há 29 anos, este motorista de pesados anseia pela segunda-feira, quando começar a abrir gradualmente algum comércio, como « cabeleireiros, pequenos negócios e consultórios médicos, mas sempre dentro das medidas de higiene e segurança ».

Uma nova abertura, nomeadamente das escolas, irá acontecer a 11 de maio neste país onde vivem mais de 217.000 portugueses (2,6% da população).

Segundo Domingos Pereira, a redução ou suspensão das atividades em que a comunidade portuguesa é mais ativa — limpezas, construção civil, oficinas de automóveis — levou a uma redução do vencimento e há mesmo quem não tenha qualquer ordenado.

« Há muitos portugueses nesta situação, principalmente na área da construção civil e também na parte da jardinagem. Mas nada de alarmante », afirmou.

Mais preocupante para este conselheiro é a situação das portuguesas que trabalham na economia doméstica, que recebem à hora e que agora não podem trabalhar nem têm apoios sociais.

Domingos Pereira prevê mesmo « um problema sócio económico a breve prazo » nesta área.

A Suíça registou perto de 30 mil infetados e 1.600 mortos desde o início da pandemia de covid-19.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

Manuel Alegre: « Não aceito que os mais velhos sejam confinados até novembro »

Manuel Alegre: « Não aceito que os mais velhos sejam confinados até novembro »

 « Não posso ver filhos e netos há várias semanas. »

Alfa/DN – extrato

« Nunca esperei viver isto. Fiz a guerra, estive preso e dez anos no exílio, foi muito duro, mas era a minha luta. Tinha 20 e tal anos e muita vida à minha frente. »

Este é o desabafo de Manuel Alegre perante a hipótese de que os mais velhos devem manter-se em quarentena até novembro: « Há uma grande preocupação em proteger os mais idosos, mas não aceito que essa proteção signifique prender-me em casa. Já não tenho tempo para isso, nem eu nem muitos outros. Interessa-me a vida enquanto puder vivê-la como ela é. Quero ver crescer os meus netos e sabemos tomar as precauções, até autoconfinar, mas o confinamento obrigatório além de certos limites equivale a uma prisão, é inconstitucional e um atentado à liberdade. »

Este não é o único desabafo de Manuel Alegre: « Tenho admiração, amizade e respeito por Ramalho Eanes, com quem vivi alguns dos momentos duros e de perigo no pós-25 de Abril, mas não concordo com a frase que ele disse e que foi muito louvada por certa gente pseudomoralista: a de que cedia o ventilador a alguém mais novo em perigo. Porque nesta situação em que estamos a viver, as pessoas são iguais e todos devem ser tratados por igual. É esse o exemplo que os médicos estão a dar ao terem conseguido salvar um doente com 100 anos. Não depende da idade, mas da fibra, das condições físicas e da capacidade de resistência de cada um. Não vamos iniciar um caminho de eutanásia noutro sentido ao retirar o ventilador aos mais velhos. »

Covid-19: Mais de 200 mil mortes em todo o mundo. Maioria na Europa e EUA

Covid-19: Mais de 200 mil mortes em todo o mundo e a maioria na Europa e EUA – AFP

Covid-19: Mais de 200 mil mortes em todo o mundo e a maioria na Europa e EUA

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Mais de 200 mil pessoas já morreram em todo o mundo, desde dezembro, devido à pandemia da covid-10, das quais 90% na Europa e nos Estados Unidos, segundo um balanço da Agência France Presse às 19:00 TMG de ontem, 25 d abril.

Segundo dados recolhidos até às 19:00 TMG (Tempo Médio de Greenwich), 20:00 em Lisboa,  registaram-se 200.736 mortes em todo o mundo (num total de 2.864.071 casos), das quais 122.171 na Europa (em 1.360.314 casos), o continente mais afetado.

Seguem-se os Estados Unidos, com 53.070 mortes, Itália, com 26.384, Espanha, com 22.902, França, com 22.614, e o Reino Unido, com 20.319.